segunda-feira, 30 de junho de 2008

HERDEIRO DA PAMPA POBRE- ENGENHEIROS DO HAWAII

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Mas que pampa é essa que eu recebo agora
Com a missão de cultivar raízes
Se dessa pampa que me fala a estória
Não me deixaram nem sequer matizes?
Passam às mãos de minha geração
Heranças feitas de fortunas rotas
Campos desertos que não geram pão
Onde a ganância anda de rédeas soltas
Se for preciso, eu volto a ser caudilho
Por essa pampa que ficou pra trás
Porque eu não quero deixar pro meu filho
A pampa pobre que herdei de meu pai
...

ENGENHEIROS DO HAWAII
Herdeiro da Pampa Pobre
Gaúcho da Fronteira/Vainé Darde

OUVI DIZER..., E ACREDITO

Ouvi dizer, e acredito [até que algum especialista no assunto, com imparcialidade, afirme que eu não preciso me assustar] que:

- a prática do monocultivo na agricultura, ou seja, ter apenas uma espécie de planta numa imensa área de terra, representa a destruição das demais formas de vida porque afeta o clima, o solo, as demais plantas e os animais (inclusive o homem);

- o eucalipto se trata de uma planta exótica que não existia no Brasil, mas que foi adaptada para germinar em solos tropicais, e que ao seu redor não nasce mais nada;

- os cientistas passaram a chamar o monocultivo do eucalipto de "deserto verde" - e não de floresta, uma vez que uma floresta significa diversidade de plantas e animais;

- a plantação de eucalipto em escala industrial causa prejuízos relacionados à utilização de quantidades enormes de herbicidas para matar as demais ervas e não atrapalhar o próprio eucalipto, e que esse veneno desce para o lençol freático, debaixo da terra, contaminando a água;

- as plantas de eucalipto, após o primeiro ano, precisam de 30 litros de água por dia para crescer, gerando um desequilíbrio hídrico na natureza ao seu redor;

- no norte do Espírito Santo e no sul da Bahia desapareceram centenas de variedades vegetais e dezenas de animais daquele meio como resultado do cultivo comercial do eucalipto;

- a plantação de 300 mil hectares de eucaliptos no sul do Rio Grande do Sul, além de trazer danos irreversíveis às reservas de pastagens nativas do pampa gaúcho, pode transformar este bioma em um grande deserto.

Nestes tempos de campanhas em larga escala para a preservação da natureza, onde muito se ouve falar em efeito estufa, aquecimento global, mudanças climáticas, reciclagem de materiais, coleta seletiva de lixo, uso racional da água doce e desmatamento, me impressiona a repercussão limitada da polêmica das plantações de eucalipto no sul do RS. Será que não haverá tantos prejuízos à natureza, assim como eu estou pensando? Ou, como disse um luso poeta, "Que cesse tudo o que a musa antiga canta, que um valor mais alto se levanta”.

Justifica-se aqui o "Herdeiro da Pampa Pobre", recado [pra lá de atual] do Gaúcho da Fronteira e do Vaine Darde, interpretado pelos Engenheiros do Hawaii, em "Várias Varíáveis" (1991).

domingo, 29 de junho de 2008

5º ENCONTRO DE MANUTENÇÃO DA UFRGS

Nunca fui muito ligado a palestras, reuniões ou algo do tipo. Só de pensar nessas coisas, me imaginava quase dormindo diante do palestrante da vez ou de quem estivesse de posse da palavra. E ainda é assim mesmo. Não é qualquer tema que me chama a atenção a ponto de manter em estado de alerta, pelo menos, uma quinta parte dos meus cinco sentidos.
Algo bem diferente aconteceu no encontro realizado no Auditório do ILEA - Campus do Vale da UFRGS, em Porto Alegre, RS, nos dias 24, 25 e 26/06/2008. Organizado pelo Engº Rui Muniz, um profissional que me impressionou, de cara, pela sua inteligência, polivalência e eloquência, o 5º Encontro de Manutenção da UFRGS, para mim, foi um sucesso. Isto quer dizer que o evento conseguiu superar as minhas expectativas e abriu uma janela de oportunidades para um ajuste de qualidade no trabalho que nós executamos na UFPel, em Pelotas, RS. O encontro, propriamente dito, e a experiência de interagir e discutir problemas crônicos de manutenção com os meus próprios colegas de trabalho foram coisas muito positivas, que não só esclareceram o papel que desempenhamos junto à comunidade universitária, mas também nos levou a refletir que as nossas atribuições e atitudes podem e devem se estender para "um pouco mais além" do que aquilo que nos é delegado pela Instituição. É bom para a UFPel e pode ser importante para o nosso crescimento e satisfação profissional.


O programa do Encontro se desenvolveu mais ou menos assim:
24/06/2008 -
13:30 h - Credenciamento e entrega do material;
13:45 h - Filme [http://www.saneamentobasicoofilme.com.br/home.html] e debate.










25/06/2008 -
09:00 h - Abertura;
09:30 h - Palestra de abertura - ABRAMAN/RS;
10:00 h - Petroquímica BRASKEM (ex-COPESUL) - Engº Fábio Castro;












13:14 h - Momento de reflexão e relaxamento. A turma da UFPel: Luciano; Fátima; Valdir; e Paulo Brum; eu estou do lado de cá da lente.

13:30 h - DMAE - Manutenção de Redes Adutoras de àgua - Engº Adinaldo Soares de Fraga;

14:00 h - UFRGS - Organização do Trabalho na Manutenção - Engº Fernando Amaral [apresentando no escuro e, mais abaixo, debatendo com o Engº Rui e demais participantes];


























14:30 h - Contratos de Manutenção e Materiais na UFRGS - Engº Rui Muniz;
15:30 h - Mesa Redonda - Manutenção e Expansão da UFRGS;
17:00 h - Encerramento do dia.

26/06/2008 -
08:45 h - Manutenção do Ambiente Natural do Campus do Vale / A Gestão Ambiental na UFRGS - Márcia Regina Pereira Tavares;



















09:30 h - Manutenção do Sistema de Esgotamento Sanitário do Campus do Vale - Engº Paulo Robinson Samuel;

10:15 h - Plano de Desenvolvimento Institucional - Engº Luiz Augusto Cury Vasconcellos.


















Engº Cury, da Universidade Federal Fluminense, Niterói, RJ, respondendo a um interlocutor sobre o Plano de Desenvolvimento Institucional.


26/06/2008, 12:44 h - E num certo restaurante subterrâneo nunca peça o cardápio nº 40. Quem almoça por lá sabe porquê.

... e continuando:

14:00 h - Eleição de Representantes para o 2º Encontro Nacional de Manutenção das IFES - Engº Rui Muniz.



















14:30 h - Palestra de Encerramento: Gestão da Manutenção - Engº Jairo Tadeu Dessimon Machado, MSc




















15:30 h - Mesa de Encerramento.

O 5º Encontro de Manutenção da UFRGS (24 a 26/06/2008) contou também com a participação de Instituições Federais de Educação Superior de outros estados da União, além da Universidade Federal de Pelotas, RS.

Os cinco representantes da UFPel aparecem aí, entreverados com dois representantes da UFRGS, o Engº Rui e a Márcia Tavares.
Eu não ia identificar ninguém, mas vamos lá: da esquerda para a direita, lá atrás, o Luciano (UFPel), o Valdir (UFPel) e o Sérgio (UFPel); na fila do meio, a Márcia (UFRGS), o Rui (UFRGS) e o Paulo Brum (UFPel); e, de centro-avante, a Fátima (UFPel). Parece um time de futebol-de-sete.

A próxima etapa é o 2º Encontro Nacional de Manutenção, em julho/2008, no Rio de Janeiro, RJ.

sábado, 21 de junho de 2008

QUERO IR AO CINEMA

A partir do início da década de 1980, quando o vídeo-cassete começou a ser fabricado no Brasil, e à medida que esse aparelho foi se tornando mais popular, aliado ao surgimento das locadoras de fitas de vídeo, os vazios nas salas de projeção públicas que, salvo nos fins-de-semana, eram freqüentes, passaram, gradativamente, a dominar o ambiente dos cinemas gaúchos.

Vários cinemas de Porto Alegre e do interior trataram de fechar suas portas em função dos prejuízos causados pela nova tendência originada por essa nova alternativa de divertimento. As pessoas passaram a ter o poder de escolher os filmes que, num dado momento, estavam a fim de ver. E a escolha, na maioria das vezes, não ficava em uma só fita de aluguel. A programação do "cinema em casa" se expandia para duas, três ou mais locações, dependendo do entusiasmo, do tempo disponível, das promoções da locadora, etc.

Não sei, todavia, se a culpa do esvaziamento dos cinemas, especialmente na porção mais meridional do Brasil, é só dessa máquina diabólica chamada vídeo-cassete, pai do DVD (Digital Video Disc) e avô da TV interativa. É possível que essa alteração gradual nos costumes da população tenha outros motivos associados, e a evolução da tecnologia de áudio e vídeo seja somente um dentre todos os outros.

O verão por aqui [sul do RS] é escaldante e leva a maioria das pessoas ao litoral. Todo mundo só pensa em praia, piscina, arroio, açude, pescaria, barzinhos e outras atividades que possam estar associadas à estação. O cinema fica em segundo plano ou nem é lembrado. O rigor do inverno, em contrapartida, requer atividades ligadas ao aconchego dos lares, jantares regados a vinho, bares cheios de gente, pizzas, lareira e um bom filme. Filme? Isto faz referência a uma sala de cinema, certo? Na maioria das vezes a resposta é "não". E esse "não" pode ter interpretações variadas: a inexistência de um ambiente climatizado nas salas de projeção; a falta de locais seguros para estacionar os veículos; a violência das ruas; o preço do ingresso; a dificuldade de deslocamento; a TV por assinatura; inúmeras ofertas de locação de filmes em DVD; e por aí vai.

Assim o que se vê, especialmente na cidade de Pelotas, onde eu estou, e acredito que na maioria das cidades deste estado, são imagens similares a estas aí.

Rua Anchieta, centro. Prédio onde até há alguns meses [em relação à data desta postagem] funcionava o Cine Capitólio. Hoje é um estacionamento de automóveis.
Rua Andrade Neves, centro. No espaço localizado sob a armação metálica onde hoje se lê "Magazine Luiza", havia, há vários anos, uma placa luminosa que dizia "Cine Rei".


Rua Andrade Neves, centro. A placa de néon ainda ostenta um certo glamour, mas o andar térreo do prédio onde outrora funcionava o Cine Pelotense deu lugar a um supermercado. O andar superior do edifício, este sim, abriga os estúdios da Rádio Pelotense.















Rua General Osório, centro. Este é, digo, era o Cine Tabajara, hoje transformado em um templo religioso.


Esta é uma tomada do Cine Theatro Guarany . Ele fica na Rua Lobo da Costa, esquina com a Gonçalves Chaves. É o único, dentre todos os prédios citados nesta matéria, que mantém as suas características originais. Não tem mais a tela de cinema, cujo último filme apresentado foi "A Ilha do Dr. Moreau", com Marlon Brando, porém ainda é uma casa de teatro e também sedia eventos tais como palestras e formaturas.

Outras salas de cinema também poderiam ser enquadradas neste levantamento, tais como o Cine Theatro Avenida que ficava na Avenida Bento Gonçalves, centro, e o Cine Fragata, na Avenida Duque de Caxias, no Bairro Fragata.

E outras ainda bem mais antigas (fontes: diversas) que eu não cheguei a conhecer: o cinema Eden Salão - Rua Marechal Floriano, onde hoje é a agência dos correios; o Parisiense - Rua General Neto, entre as ruas 15 de Novembro e Anchieta; o Polytheama - na Praça Coronel Pedro Osório, onde depois foi construído o prédio do Grande Hotel; o cinema Eldorado - na esquina das ruas Benjamin Constant e Gonçalves Chaves; o cinema Popular - esquina das ruas General Osório e General Argolo; o Recreio Ideal - na Rua General Neto, entre as ruas 15 de Novembro e Anchieta; Ideal-Concerto - na esquina das ruas 15 de Novembro e 7 de Setembro; Coliseu - na Rua Anchieta, entre Dom Pedro II e General Telles.

Outros cinemas de Pelotas perdidos no tempo: São Rafael, Esmeralda, Apolo, Garibaldi, América, Tupi, Principal, Glória e Para Todos.

Isto tudo quer dizer que não existe [ou "no ecziste"] mais nenhuma sala de cinema em Pelotas? Existir, existe. Em uma galeria do calçadão da Andrade Neves tem duas mini-salas. Porém esperar que estas apresentem os últimos lançamentos do cinema americano [ou europeu, ou brasileiro, ou sei-lá-o-quê] como era de praxe em outros tempos da história do cinema, aí já é demais.

Promessas de caráter político afirmam que nos shoppings centers que vêm(?) por aí, há espaço reservado para diversas salas de projeção pública (cinemas). Aguardo.

E uma referência e reverência especial deve ser prestada ao Theatro Sete de Abril, construído entre 1831 e 1833. Este, tombado pelo Patrimônio Histórico Nacional em 1972, continua a cumprir a tarefa para a qual foi projetado, ou seja, sediar espetáculos de artes cênicas.

quarta-feira, 18 de junho de 2008

A PENSÃO - parte I

Rua 15 de Novembro, 319. Esse era o endereço da pensão do Osvaldo, em Pelotas, RS. Logo que cheguei na cidade, em 05 de Março de 1978, foi lá que eu fui parar. Já estavam previamente combinados com o dono do estabelecimento, preço e modalidade da estadia. Um mês antes da mudança eu e o meu pai caminhamos pelos quatro cantos do centro da cidade, à procura de um lugar apropriado para eu ficar. A pensão, localizada bem próxima ao quartel do Corpo de Bombeiros, caiu como uma luva nas nossas pretensões: era central e bem próxima da Universidade Católica de Pelotas. Eu não teria dificuldades de nenhum tipo- nem de locomoção, nem de alimentação- e só teria que me preocupar com os estudos.

Antes da minha transferência de cidade, a minha mãe conheceu, por intermédio de amigas, uma família bageense que tinha um filho que já estudava Engenharia Civil há um semestre, em Pelotas, mas queria arranjar um novo lugar para morar. Francisco Gomes; esse era o nome do cara que seria o meu colega de quarto na pensão. Uma amizade que se estendeu por toda esfera familiar se formou aí, e derivada dessa, outras mais vieram.

Na pensão do Osvaldo tinha lugar para todo mundo. E antes que eu me esqueça: essa era uma pensão familiar (na medida do possível); o "seu" Osvaldo era casado com a "dona" Georgina, e ambos tinham um guri com 8 anos, o Rubens - que eles, carinhosamente, chamavam de "Rubinho". E o termo "tinha lugar para todo mundo" quer dizer isto mesmo, que todo o mundo era bem aceito por lá: estudantes e profissionais ligados a todo o tipo de atividade, sem discriminações de nenhum tipo. Isso fazia daquele lugar um centro de aprendizado e de trocas de experiências entre pessoas muito diferentes. Era muito bom conviver com aquele pessoal. Lá eu comecei a aprender a viver em comunidade.

Uns dias antes de terminarmos o nosso primeiro semestre na UCPel, já no período de provas, reservamos uma tarde de sábado para uns descontraídos registros fotográficos. Colocamos todos os objetos que nós usávamos [fogareiro, bola de futebol (de plástico), maletas dos cursos, cachaça, bule, sabão em pó e não sei o quê mais], na janela, e "dê-lhe" Kodak.

À exceção do Chico Gomes, digo, Francisco Gomes, que hoje é Engenheiro Civil, em Bagé, nunca mais vi estes caras aí.
Da esquerda para a direita [com cidade de origem entre colchetes]: Quevedo [Santa Maria, RS]; Chicão [Santa Maria, RS]; Odir [Santana do Livramento, RS].

Aqui: O meu amigo Francisco Gomes [Mogadouro, Trás-Os-Montes, Portugal/Bagé, RS]; e eu, Sérgio (puxando a faca da cintura) [Bagé, RS].

E aí acima, todos: Chicão, Chico, Quevedo, Odir e eu.

Essa turma não conviveu durante muito mais tempo porque os santamarienses, por conveniência óbvia, conseguiram transferência para a UFSM e o santanense Odir, também sumiu. Não lembro se pediu transferência para Santa Maria ou Porto Alegre; só sei que, assim como os de Santa Maria, nunca mais deu notícias.

sexta-feira, 13 de junho de 2008

UM CASAMENTO ARRANJADO

Festa junina que se preze sempre tem casamento. O pessoal do vilarejo se aproveita do fuzuê e da bebedeira e obriga, muitas vezes, o cabra safado a casar com a moça a quem ele fez mal. Não foi diferente nessa noite aí, comemorada e bebemorada nas dependências da Academia Fernanda Grill, em Pelotas.












Eu que recém tinha arrumado uma namorada pra lá de linda (fig. 1), fui surpreendido pela chegada de um bando de desordeiras que escoltavam uma outra desordeira, já vestida de noiva e “prenhe” de uns 6 ou 7 meses (fig. 2).












O pai da dita cuja que aparece aí, agachado e olhando desconfiado, disse que eu era o responsável pelo problema e resolveu me ameaçar com uma garrucha entupida de pólvora que, diga-se de passagem, ele escondeu embaixo do blusão para não sair no flagrante (fig. 3).













Meio a contragosto, porém pensando primeiro em não arriscar a vida, aceitei o “pedido de casamento” e tratei de posar para a foto, já com a minha noiva a tiracolo (fig. 4).












O casamento aconteceu logo em seguida, e a festa continuou animada, conforme dá para ver na cara das meninas e principalmente na da noiva, cuja honra foi devidamente resgatada (fig. 5).











Mas no meio da festa e de toda a confusão, uma pergunta me ocorreu, e eu indaguei a este cabra que aparece aí levantando o dedo (fig. 6), se beijo engravidava.














Como ele não podia falar devido à alta porcentagem de álcool no sangue, simplesmente levantou o polegar, e eu imaginei que aquilo queria dizer “sim”.

Isso me tranqüilizou e fiquei feliz porque agora tinha certeza que eu era, realmente, o pai da criança.
Só não entendi uma coisa: depois do casório a minha noiva resolveu se enrabichar com um outro cabra que apareceu por lá, e nem me dirigiu mais a palavra. Eu não vi nada mais além disto que está aí (fig. 7),

mas achei estranho o modo como ele cochichava no ouvido, beijava o pescoço e segurava na cintura dela. Parecia que se conheciam há muito tempo.
Depois fiquei pensando: vai ver que são primos, passaram muito tempo longe um do outro e estão só matando a saudade.






terça-feira, 10 de junho de 2008

A ESTRÉIA


E já que o assunto até agora há pouco era o futebol, a minha mãe descobriu esta photo [e é deste jeito aí mesmo, “photo”, devido à antigüidade da coisa] no arquivo familiar, e sugeriu que eu a publicasse no blog. Previdente, o meu pai registrou, na ocasião da revelação do filme, a cidade e a data do flagrante no verso do histórico documento. Faltou só a hora [em torno de 10:30 h]. 


Esta é a minha estréia em uma quadra de futsal [uns anos depois migrei para o futebol-de-campo]. O local é a quadra do Esporte Clube Flamengo, de Bagé, na Rua Caetano Gonçalves, 1350. O clube foi fundado por ferroviários [não sei em que data] e as cores da sua bandeira são o verde e o vermelho. Hoje tem um ginásio esportivo do próprio E.C. Flamengo, no local.

A camisa que eu estou vestindo [com o nº 6 às costas que, evidentemente, não aparece], bem como a simulação do restante do fardamento, é do Clube de Regatas Flamengo, do Rio de Janeiro, apesar de eu ser um fanático torcedor do Grêmio Football Porto Alegrense desde os 4 anos [mais ou menos nessa época aí], quando descobri um time do Grêmio que era assim formado: Arlindo/Alberto, Altemir, Airton, Áureo e Ortunho; Cléo e Sérgio Lopes; Marino, Joãozinho, Alcindo e Vieira.

Voltando à photo, em segundo plano, bem no fundo da tela, mas próximo à minha orelha-de-abano esquerda, aparece o meu pai, Octacílio Fontana [que na época era Telegrafista e Responsável pela Escala de Trens, no escritório da Viação Férrea Rio Grande do Sul e, nas horas vagas, comentarista esportivo da Rádio Difusora (ou Cultura), de Bagé – mas isso eu conto em outra história] de blusão verde escuro [não dá para ver a cor, mas garanto que era verde]; e à esquerda, no canto esquerdo da photo, uns adversários bem maiores do que eu, se fardando. A cor do fardamento "deles", não lembro [aí também seria muita coisa!].


Eu era “metido” e posso afirmar que embora deslocado da minha categoria [recém tinha completado 5 anos] joguei uns 10 minutos, e muito bem, contra os brutamontes de 11 e 12 anos do outro time. Nem a chuva intermitente, nem os piores sintomas de um resfriado [que não contei para a minha mãe, senão ela não me deixaria fazer essa epopéia gloriosa] conseguiram me derrubar. O resultado do jogo não foi dos melhores, mas a euforia da estréia me ajudou a tirar "de letra" a gripe que ameaçava se instalar.

domingo, 8 de junho de 2008

A ORIGEM DO PARANÁ CLUBE

Esta é uma intrincada história que originou um clube que rapidamente tratou de se colocar entre as grandes e tradicionais equipes do futebol brasileiro. E por ser confusa, envolver e unir - no final das contas - os ideais de tanta gente diferente, é que merece ser revista para ser melhor entendida.




O PARANÁ CLUBE foi fundado em 1989 pela fusão de dois dos principais times do estado do Paraná: Esporte Clube Pinheiros e Colorado Esporte Clube. Mas estes dois times também têm uma história própria, igualmente nasceram de fusões de outros times, que dominavam o futebol paranaense da época.



SAVÓIA FUTEBOL CLUBE

Em 14 de julho de 1914, um grupo de desportistas do bairro do Água Verde, em Curitiba, adquiriu um vasto terreno na Vila Guaíra e fundou o Savóia, clube voltado para os jovens da região. A agremiação permaneceu ativa até 1942, quando, devido à II Guerra Mundial, alterou seu nome e escudo, passando a chamar-se EC Brasil.


ESPORTE CLUBE BRASIL

Mal o E.C. Brasil surgiu e já começaram os problemas: o clube sofreu pressões do Conselho Nacional de Esportes para mudar o nome novamente. A razão era que muitos clubes utilizavam o mesmo nome. Dois anos mais tarde, outra mudança: surgiu o EC Água Verde.


ESPORTE CLUBE ÁGUA VERDE

Com o nome do bairro onde se situava sua sede, nasceu em 1944 o Água Verde que veio a se tornar um dos mais tradicionais clubes do estado, sagrando-se campeão estadual em 1967. Seu patrimônio crescia, ao mesmo tempo em que revelava inúmeros jogadores. Em 1971, pretendendo uma maior projeção nacional, mudou seu nome para Esporte Clube Pinheiros.



ESPORTE CLUBE PINHEIROS

A origem do Pinheiros está no longínquo ano de 1914, quando foi fundado no dia 14 de julho, na região do Borghetto, no bairro da Água Verde, o Savóia Futebol Clube. Os fundadores, descendentes de italianos, resolveram homenagear a família real italiana - Casa de Savóia - com o nome do clube. As cores do clube eram, obviamente, a da bandeira da Itália (verde, vermelho e branco). O primeiro presidente foi Traquino Todeschini, tendo como fundadores Luiz Perolla, Antonio Cavichiolo, Alexandre Gutierrez, Felizberto Passos, os Turin, entre outros. No mesmo ano de 1914 e no mesmo bairro, foi fundado o Esporte Clube Água Verde, no dia 17 de dezembro. O Água Verde adotou como cores o verde e o branco.
Doze anos mais tarde, em 1926, os dois clubes do mesmo bairro uniram-se, sob o nome Savóia-Água Verde. Durante a II Guerra Mundial, no dia 3 de março de 1942, o então Savóia-Água Verde foi obrigado pelo governo federal brasileiro a mudar seu nome para Esporte Clube Brasil, já que o país havia declarado guerra à Itália, e o nome "Savóia" era uma clara homenagem àquela nação. O Brasil tinha uniforme branco, com as cores brasileiras no escudo, que continha o mapa do Brasil.
Dois anos depois, em abril de 1944, o governo proibiu a utilização do nome "Brasil", e o clube então passou a se chamar novamente Esporte Clube Água Verde, com as cores verde e branca. No dia 15 de agosto de 1953 o Água Verde inaugura o Estádio Orestes Thá, na Vila Guaíra. Nos idos de 1960, o Água Verde, sabedor de que suas cores eram iguais às do Coritiba Foot Ball Club, passou a jogar com camisas azuis e brancas.
Finalmente, em 12 de agosto de 1971, por plebiscito, modificou-se o nome do clube para Esporte Clube Pinheiros. O Pinheiros inaugura, no dia 7 de setembro, a Vila Olímpica do Boqueirão, em jogo contra o Coritiba, válido pelo Campeonato Paranaense. O Pinheiros vence por 1 a 0, com um gol de cobrança de falta de Toninho Vieira.
O Pinheiros, chamado de "O Leão da Vila Guaíra", também soube se impor nos campos de futebol. Consagrou-se campeão paranaense em 1984 e 1987. Disputou o campeonato brasileiro de 1986, chegando em 57º lugar, dentre 80 clubes.

COLORADO ESPORTE CLUBE

O Colorado também se originou da uma junção: no dia 29 de junho de 1971, três clubes fundiram-se, e daí nasceu o Colorado. Na época, o "Tricolor da Vila Capanema" jogou várias vezes nos campeonatos paranaenses e consagrou-se Campeão Paranaense em 80. Também andou aparecendo nos campeonatos brasileiros: de 1978, onde ficou em 47º lugar dentre 74 clubes; de 1979 - 31º lugar dentre 94 clubes (recorde de equipes disputando um campeonato brasileiro); de 1980, chegando em 19º lugar, em uma disputa que teve 44 equipes; de 1981, em 20º lugar; e de 1983, onde ficou na 15º posição.

Os times que originaram o Colorado aparecem aí:
CLUBE ATLÉTICO FERROVIÁRIO

Foi fundado em 1930. Tornou-se um dos mais populares clubes do estado. Foi Octacampeão paranaense, nos anos de 37, 38, 44, 48, 50, 53, 65 e 66. Dominou o futebol paranaense por mais de 20 anos, possível razão de sua popularidade. Em 67 foi o primeiro representante paranaense em uma competição nacional, o Torneio Roberto Gomes Pedrosa.

BRITÂNIA SPORT CLUB

Nasceu em 1914 no bairro do Guabirotuba, em Curitiba, da fusão entre o Leão Futebol Clube e o Tigre Futebol Clube. Entre 1918 e 1923 foi seis vezes campeão paranaense. Em 1928, conquistou seu último campeonato. Depois disso, carente de futebol e de bons resultados, fundiu-se com outros dois clubes para preservar seus feitos.



PALESTRA ITÁLIA

Foi fundado em 1921 por imigrantes italianos. Dominou o futebol do Paraná na década de 20, ao lado do Britânia. Foi campeão paranaense nos anos de 1924, 26 e 32.


A história do Pinheiros e do Colorado termina no dia 19 de dezembro de 1989, quando esses clubes se uniram, dando origem ao PARANÁ CLUBE.
fonte: internet







sexta-feira, 6 de junho de 2008

O "DIA D" É HOJE

The Longest Day [O Mais Longo dos Dias], USA, 1962, e Saving Private Ryan [O Resgate do Soldado Ryan], USA, 1998, são duas produções cinematográficas capazes de dar a quem não estava lá, no “Dia D”, a exata dimensão do que foi a invasão aliada ao continente europeu a partir do norte da França, a qual abreviou, segundo os entendidos no assunto, em muitos meses, ou anos, a duração da Segunda Guerra Mundial.

“O Mais Longo dos Dias” apresenta um grande elenco de artistas consagrados na época (1962) e outros anônimos que viriam a ser reconhecidos mais tarde também como grandes estrelas. Os “anônimos” que eu identifiquei e ainda consigo lembrar são o Clint Eastwood e o Charles Bronson, que nem estão relacionados nos créditos. Entre os grandes astros aparecem, John Wayne, Robert Mitchum, Henry Fonda, Richard Burton, Sean Connery, George Segal, Robert Wagner, Robert Ryan e Paul Anka.

Tom Hanks é o Capitão John Miller Jr., em “O Resgate do Soldado Ryan”, e comanda um pelotão de oito homens, cujo objetivo é localizar e resgatar com vida o soldado James Francis Ryan (Matt Damon), único sobrevivente dentre quatro irmãos, o qual deve, em função dos princípios de guerra americanos, voltar para casa.

Voltando à vida real, todo mundo conhece essa parte da história, cujo ponto culminante é o desembarque de americanos, britânicos, canadenses, franceses e outros, nas praias da Normandia, sob mau tempo e levando chumbo grosso, há exatos 64 anos, porém o registro do aniversário desse acontecimento é importante fazer.

O link abaixo, por exemplo, permite obter mais detalhes sobre essa fase do conflito.
http://veja.abril.com.br/especiais_online/segunda_guerra/edicao007/capa.shtml

quinta-feira, 5 de junho de 2008

AONDE QUER QUE EU VÁ - OS PARALAMAS DO SUCESSO

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UMA VIAGEM NO TEMPO

Esta viagem no tempo começa com um clip dos Paralamas. Letra e música de "Aonde Quer Que Eu Vá" me hipnotizam as idéias, e lembranças de fatos, lugares e pessoas desencadeiam todos os processos que envolvem o extravasar da emoção mais pura.
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Olhos fechados
Pra te encontrar
Não estou ao seu lado
Mas posso sonhar

Aonde quer que eu vá
Levo você no olhar
Aonde quer que eu vá
Aonde quer que eu vá

Não sei bem ao certo
Se é só ilusão
Se é você já perto
Se é intuição

Aonde quer que eu vá
Levo você no olhar
Aonde quer eu vá
Aonde quer que eu vá

Não sei bem ao certo
Se é só ilusão
Se é você já perto
Se é intuição

Aonde quer que eu vá
Levo você no olhar
Aonde quer que eu vá
Aonde quer que eu vá

CHORUS

Longe daqui
Longe de tudo
Meus sonhos vão te buscar
Volta pra mim
Vem pro meu mundo
Eu sempre vou te esperar



Aonde Quer Que Eu Vá
Os Paralamas do Sucesso