quinta-feira, 31 de julho de 2008

THE BEATLES - ÚLTIMA PERFORMANCE AO VIVO.

Quinta-feira, 30 de Agosto de 1969. Acompanhada por um monte de gente e equipamentos, a banda The Beatles sobe ao telhado da gravadora Apple, um pouco antes do meio-dia, e inicia um concerto que duraria, exatos, 42 minutos.

Perturbados pela chegada da polícia londrina que solicitava o abaixamento de muitos pontos no volume, eles decidem encerrar o que seria a sua última performance ao vivo. Nem a educada contra-argumentação de Mal Evans, o assessor, foi capaz de convencer os policiais da boa intenção do evento.
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No filme mostrado acima ficou muito engraçado o John, de Conga (uns tênis da idade-da-pedra) e o George, de Conga e calça verde-abacate. Yoko Ono, namorada do John, sentada sob uma chaminé, observa.

Nesta versão não aparecem detalhes como a conversa de Mal Evans com a Polícia e o agradecimento final de John Lennon, segundos antes de ser desligado o áudio:
"I'd like to say 'thank you' on behalf of the group and ourselves and I hope we passed the audition!"

quinta-feira, 24 de julho de 2008

QUEM ENTENDE AS MULHERES?

A seqüência de flagrantes quer demonstrar que o ditado "não existe mulher difícil" pode ser verdadeiro, e que paixão exagerada também pode não durar para sempre.

Em 2006, quando o S.C. Internacional conquistou o título mundial, a minha prima Bia que mora em Bagé, RS, e faz aniversário hoje, bradava amores pelo colorado.


Dois anos depois, em 2008, ela fez questão de posar da mesma forma e no mesmo local, porém ostentando uma bandeira bem diferente, exaltando a sua mais nova paixão: o Grêmio Football Porto Alegrense.

quarta-feira, 23 de julho de 2008

UMA CENA PERIGOSA

Pelotas, 06 de outubro de 2004. Uma planta carnívora africana expande, de repente, seus tentáculos venenosos na direção de um distraído e descontraído casal.

Por um triz, graças ao aviso do fotógrafo e à agilidade das [quase] vítimas do vegetal assassino, não ocorreu um incidente sujeito a imprevisíveis conseqüências para a dupla.


terça-feira, 22 de julho de 2008

TV DIFUSORA, CANAL 10, PORTO ALEGRE - AS PRIMEIRAS IMAGENS COLORIDAS

No início da tarde de 19 de Fevereiro de 1972 a TV Difusora, canal 10, de Porto Alegre, com imagens ao vivo da XII Festa da Uva em Caxias do Sul, inaugurou oficialmente as transmissões em cores no Brasil, com a presença do Presidente Emílio Garrastazu Médici e o Ministro das Comunicações Higino Corsetti. Creio que pouca gente viu, de fato, as imagens coloridas em casa. Diante das vitrines das lojas, no entanto, vários pares de olhos amontoados procuraram o melhor enquadramento possível para admirar a novidade.
Cartaz da Festa da Uva de 1986.
Fonte: festanacionaldauva.com.br
A partir desse dia algumas séries americanas também passaram a ser exibidas "com as cores vivas do 10", como dizia a chamada comercial da emissora que era acrescida por uma vinheta de uns 3 segundos [que não tem como reproduzir aqui] e um logotipo circular vazado, em forma de leque [cada segmento de uma cor], e dentro, o número 10. A série
fonte: tvacres.com

BATMAN, mostrada de segunda a sexta, à tarde, que tinha "balões" onomatopéicos onde se lia o barulho dos socos e pontapés desferidos [e sofridos] pela dupla Batman & Robin, foi uma das primeiras. E junto com ela vieram outras, tais como:
fonte: tvmagazine.com.br
COMBATE, uma das minhas favoritas, nas sextas-feiras, às 22 horas;
VIAGEM AO FUNDO DO MAR, às 18 horas das segundas, quartas e sextas-feiras; e

fonte: chessville.com

PERDIDOS NO ESPAÇO, com o hilariante Dr. Zachary Smith [que segundo alguns observadores, oscilava entre o gay e o sedutor], também às 18 horas, só que nas terças e quintas-feiras.
Eu passei a acompanhar alguns programas em cores somente a partir de 1974, quando o meu tio João resolveu comprar uma TV colorida para ver a Copa da Alemanha, mas na minha casa as primeiras imagens coloridas só chegaram em 1981. Quem ganhou a concorrência foi uma TV Mitsubishi de 20 polegadas, que até hoje funciona, e que substituiu uma Philips, modelo 550, de 20 polegadas, em preto & branco, adquirida em 1970, uns meses antes da Copa do México.

quinta-feira, 17 de julho de 2008

LIBERDADE

O que é liberdade, senão a busca incansável do ser, ou então o abandono de barreiras, tabus, elos que encarceram o homem em suas próprias entranhas, sedentas por um mundo de opção espontânea, mundo de sonhos providos das profundezas da alma. O saber usar a liberdade com responsabilidade, nos compromete com o avançar o sinal verde na faixa de segurança, permitindo o tráfego de todos num momento de sincronismo dentro de cada consciência responsável. Todos desejamos de forma voraz e ardente sermos devorados, acariciados e envolvidos eternamente pela sedutora e fugaz liberdade e, irmanados num mesmo querer, dizer:

LIBERDADE

Vem senhora liberdade
Acariciar-me sem medo
Sem esconder-se em segredo
Revelando a pura verdade

Vem cavalgando pelos ares
Pelos ventos, vem sossegada
Com delírios e olhares
Embriagada, sempre desejada

Traz suas mãos atrevidas
Lábios rosados, de veludo
Aforagr-me de êxtase desnudo
Envolvendo todo ser de vidas

Donzela liberdade emana
Seu gingado que flui delicioso
A todos fascinados irmana
No imenso querer fastigioso

Livre, liberta, liberdade
Doce, delicada musa
Traz nas asas saudade
Sua presença terna abusa

Tênue rastro de alegria
Vastidão do despertar liberto
Raro matiz de nostalgia
Verde que surge em pleno deserto.

Janete Franco.


Janete Franco é Poetisa e Educadora - professora de Educação Física em Rio Pardo, RS. É uma grande amiga da nossa família e faz aniversário hoje.

O texto acima, em prosa e verso, é de sua autoria e foi publicado no jornal A Folha, da cidade de Rio Pardo, em 06 de julho de 1986. A foto, relacionada à sua formatura, também foi publicada no mesmo jornal em dezembro de 1987. Dizia a legenda: "Formou-se em Educação Física pelas Faculdades Integradas de Santa Cruz do Sul, no dia 12 de dezembro de 1987, mais uma rio-pardense, JANETE FRANCO, filha de Antônio Franco e Tereza de B. Franco".

quarta-feira, 16 de julho de 2008

GAÚCHOS

Se a Pampa é uma região de planícies e coxilhas, dominada por pastagens a perder de vista, localizada entre o estado brasileiro do Rio Grande do Sul, as províncias argentinas de Buenos Aires, La Pampa, Santa Fé, Entre Ríos e Corrientes e a República Oriental do Uruguay, são gaúchos todos os viventes oriundos desses territórios.

Variam, mas não muito, os trajes típicos da gauchada de acordo com os costumes de cada microrregião.

Estes aí são gaúchos, mas não do Rio Grande do Sul. Pilchados como manda o figurino, eles aguardam o início de um rodeio em Las Lajas, província de Neuquén (Patagônia), Argentina. A língua, neste caso, é o espanhol.

foto: National Geographic - Brasil

segunda-feira, 14 de julho de 2008

DOIS GRANDES

Domingo, 11 de novembro de 1984. O jornal Zero Hora de Porto Alegre, RS, publicou na sua página de esportes uma chamada para o jogo E.C. Juventude versus E.C. Pelotas, correspondente à primeira rodada do hexagonal final do campeonato gaúcho daquele ano. Os dois times tinham um bom elenco de profissionais da bola, mas o confronto tinha como principal atração dois experientes técnicos: Paulo de Souza Lobo, o Galego e Daltro Menezes.


O Galego eu cheguei a conhecer pessoalmente. Ele foi Técnico do G.E. Bagé de 1971 a 1977, e de 1979 a 1981 [ver a história completa do homem em http://ufpel.tche.br/~billy/welcome.htm]. Aí tem tudo a respeito dele, isto quer dizer que eu não preciso me estender mais.

O Daltro era uma verdadeira "raposa" do futebol. O uso do termo “raposa”, segundo o Professor Sérgio Nogueira Duarte, merece cuidados. Chamar uma pessoa de raposa pode criar problemas, pois além de “astuta” podemos julgá-la “traiçoeira”. Afirmar que um determinado político, por exemplo, é uma raposa tem certamente carga negativa. Aqui, felizmente, o objetivo é exaltar a competência e inteligência do profissional Daltro Menezes, falecido em 1993, que trabalhou em várias equipes do interior gaúcho, na dupla gre-nal e outras equipes de fora do Rio Grande do Sul.
Uma das histórias [ou estórias - não sei] que eu ouvi, diz respeito a um jogo onde ele era Técnico do Avenida de Santa Cruz do Sul, RS, na década de 1960. O padre de uma paróquia do bairro da Várzea, seduzido pelo futebol, pediu para treinar junto com o time. Como tinha boa velocidade e um chute forte, o Daltro deixava ele (o padre) treinar na ponta direita do time reserva. Para chamar público ao estádio em um amistoso do Avenida contra o Internacional, o Técnico combinou que o padre jogaria durante os 10 minutos finais. Isto só não ocorreu porque o padre não compareceu ao jogo. O motivo: o pai dele ficou doente.

Fragmento do livro: Internacional, Autobiografia de uma Paixão, de Luís Fernando Veríssimo.


No Gre-Nal da inauguração do estádio Beira-Rio, do Internacional, o Daltro resolveu fardar 37 jogadores, até os que não interessavam mais ao clube. Diante do espanto dos repórteres, respondeu: - "É uma cerimônia especial, uma data histórica. Todos merecem participar".

O Gre-Nal acabou aos 38 minutos do segundo tempo por causa de uma briga generalizada. Dois jogadores não foram expulsos: Dorinho, meio-campo do Inter; e Alberto, goleiro do Grêmio.

Mas não poderia faltar outra do Daltro. Ele não gostava nem um pouco do Dr. Jairo Cruz, médico do Grêmio, ferrenho defensor das cores do seu time. Então lançou: -"Se houver briga, tudo bem, não vamos fugir do pau. Agora, pelo amor de Deus, não me deixem escapar aquele Jairo Cruz. Quero ver esse camarada levar uma bela porrada". Dizem que ele não conseguia parar de dar risada quando o médico gremista foi a nocaute, atingido por um cruzado no queixo.

sábado, 12 de julho de 2008

EM DEFESA DA LIBERDADE E DO CONHECIMENTO NA INTERNET BRASILEIRA

Esta é uma cópia quase fiel de conteúdo publicado no blog brigadasinternacionais.blogspot.com/.


http://www.softwarelivre.org/

Um projeto do senador tucano Eduardo Azeredo (PSDB-MG) [esse cara ai da foto - o que ele quer é manter os brasileiros sob a ditadura da grande imprensa] pode transformar milhares de internautas em criminosos de um dia para outro.


Abaixo-assinado contra a proposta do senador tucano.
A Internet ampliou de forma inédita a comunicação humana, permitindo um avanço planetário na maneira de produzir, distribuir e consumir conhecimento, seja ele escrito, imagético ou sonoro. Construída colaborativamente, a rede é uma das maiores expressões da diversidade cultural e da criatividade social do século XX. Descentralizada, a Internet baseia-se na interatividade e na possibilidade de todos tornarem-se produtores e não apenas consumidores de informação, como impera ainda na era das mídias de massa. Na Internet, a liberdade de criação de conteúdos alimenta, e é alimentada, pela liberdade de criação de novos formatos midiáticos, de novos programas, de novas tecnologias, de novas redes sociais. A liberdade é a base da criação do conhecimento. E ela está na base do desenvolvimento e da sobrevivência da Internet. A Internet é uma rede de redes, sempre em construção e coletiva. Ela é o palco de uma nova cultura humanista que coloca, pela primeira vez, a humanidade perante ela mesma ao oferecer oportunidades reais de comunicação entre os povos. E não falamos do futuro. Estamos falando do presente. Uma realidade com desigualdades regionais, mas planetária em seu crescimento. O uso dos computadores e das redes são hoje incontornáveis, oferecendo oportunidades de trabalho, de educação e de lazer a milhares de brasileiros. Vejam o impacto das redes sociais, dos softwares livres, do e-mail, da Web, dos fóruns de discussão, dos telefones celulares cada vez mais integrados à Internet. O que vemos na rede é, efetivamente, troca, colaboração, sociabilidade, produção de informação, ebulição cultural. A Internet requalificou as práticas colaborativas, reunificou as artes e as ciências, superando uma divisão erguida no mundo mecânico da era industrial. A Internet representa, ainda que sempre em potência, a mais nova expressão da liberdade humana. E nós brasileiros sabemos muito bem disso. A Internet oferece uma oportunidade ímpar a países periféricos e emergentes na nova sociedade da informação. Mesmo com todas as desigualdades sociais, nós, brasileiros, somos usuários criativos e expressivos na rede. Basta ver os números (IBOPE/NetRating): somos mais de 22 milhões de usuários, em crescimento a cada mês; somos os usuários que mais ficam on-line no mundo: mais de 22h em média por mês. E notem que as categorias que mais crescem são, justamente, "Educação e Carreira", ou seja, acesso a sites educacionais e profissionais. Devemos assim, estimular o uso e a democratização da Internet no Brasil. Necessitamos fazer crescer a rede, e não travá-la. Precisamos dar acesso a todos os brasileiros e estimulá-los a produzir conhecimento, cultura, e com isso poder melhorar suas condições de existência. Um projeto de Lei do Senado brasileiro quer bloquear as práticas criativas e atacar a Internet, enrijecendo todas as convenções do direito autoral. O Substitutivo do Senador Eduardo Azeredo quer bloquear o uso de redes P2P, quer liquidar com o avanço das redes de conexão abertas (Wi-Fi) e quer exigir que todos os provedores de acesso à Internet se tornem delatores de seus usuários, colocando cada um como provável criminoso. É o reino da suspeita, do medo e da quebra da neutralidade da rede. Caso o projeto Substitutivo do Senador Azeredo seja aprovado, milhares de internautas serão transformados, de um dia para outro, em criminosos. Dezenas de atividades criativas serão consideradas criminosas pelo artigo 285-B do projeto em questão. Esse projeto é uma séria ameaça à diversidade da rede, às possibilidades recombinantes, além de instaurar o medo e a vigilância. Se, como diz o projeto de lei, é crime "obter ou transferir dado ou informação disponível em rede de computadores, dispositivo de comunicação ou sistema informatizado, sem autorização ou em desconformidade à autorização, do legítimo titular, quando exigida", não podemos mais fazer nada na rede. O simples ato de acessar um site já seria um crime por "cópia sem pedir autorização" na memória "viva" (RAM) temporária do computador. Deveríamos considerar todos os browsers ilegais por criarem caches de páginas sem pedir autorização, e sem mesmo avisar aos mais comum dos usuários que eles estão copiando. Citar um trecho de uma matéria de um jornal ou outra publicação on-line em um blog, também seria crime. O projeto, se aprovado, colocaria a prática do "blogging" na ilegalidade, bem como as máquinas de busca, já que elas copiam trechos de sites e blogs sem pedir autorização de ninguém! Se formos aplicar uma lei como essa as universidades, teríamos que considerar a ciência como uma atividade criminosa já que ela progride ao "transferir dado ou informação disponível em rede de computadores, dispositivo de comunicação ou sistema informatizado", "sem pedir a autorização dos autores" (citamos, mas não pedimos autorização aos autores para citá-los). Se levarmos o projeto de lei a sério, devemos nos perguntar como poderíamos pensar, criar e difundir conhecimento sem sermos criminosos. O conhecimento só se dá de forma coletiva e compartilhada. Todo conhecimento se produz coletivamente: estimulado pelos livros que lemos, pelas palestras que assistimos, pelas idéias que nos foram dadas por nossos professores e amigos... Como podemos criar algo que não tenha, de uma forma ou de outra, surgido ou sido transferido por algum "dispositivo de comunicação ou sistema informatizado, sem autorização ou em desconformidade à autorização, do legítimo titular"? Defendemos a liberdade, a inteligência e a troca livre e responsável. Não defendemos o plágio, a cópia indevida ou o roubo de obras. Defendemos a necessidade de garantir a liberdade de troca, o crescimento da criatividade e a expansão do conhecimento no Brasil. Experiências com Software Livres e Creative Commons já demonstraram que isso é possível. Devemos estimular a colaboração e enriquecimento cultural, não o plágio, o roubo e a cópia improdutiva e estagnante. E a Internet é um importante instrumento nesse sentido. Mas esse projeto coloca tudo no mesmo saco. Uso criativo, com respeito ao outro, passa, na Internet, a ser considerado crime. Projetos como esses prestam um desserviço à sociedade e à cultura brasileiras, travam o desenvolvimento humano e colocam o país definitivamente para debaixo do tapete da história da sociedade da informação no século XXI. Por estas razões nós, abaixo assinados, pesquisadores e professores universitários apelamos aos congressistas brasileiros que rejeitem o projeto Substitutivo do Senador Eduardo Azeredo ao projeto de Lei da Câmara 89/2003, e Projetos de Lei do Senado n. 137/2000, e n. 76/2000, pois atenta contra a liberdade, a criatividade, a privacidade e a disseminação de conhecimento na Internet brasileira.

sexta-feira, 11 de julho de 2008

CHAMADA DA NOVELA PANTANAL- TV MANCHETE, 1990

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A FAVORITA vs PANTANAL

É respeitoso demais o procedimento do SBT quanto aos horários da sua programação. Mas este "respeitoso" se refere à relação direta que vem se estabelecendo entre as exibições dos seus programas noturnos e o horário da principal novela da Rede Globo. Não precisaria tanto.

A reprise da novela Pantanal, produzida e exibida em 1990 pela extinta Rede Manchete, vem "dando de relho" em quaisquer outras novelas do momento, tanto da Globo, como da Record e Bandeirantes. Quem tem o hábito de assistir novelas, provavelmente, já se deu conta disso.

fonte: cristianaoliveira.com.br

A cautela excessiva do Sr. Sílvio Santos deve ser por conta da tradição da, antigamente chamada de, "novela das oito", que nos tempos atuais seria "novela das oito e cinqüenta e cinco". Só que A Favorita

fonte: clicrbs.com.br

é uma das mais fracas produções da Globo que eu já vi nesse horário.

Assim, por enquanto, em uma era digital que ainda não chegou por aqui [e nem vai chegar tão cedo] é bem possível que a TV interativa da maioria dos brasileiros, no horário nobre, fique assim:
a) TV ligada na Globo, sofá da sala [de TV] vazio e família conversando na cozinha;
b) TV ligada em qualquer outro canal, menos na Globo;
c) Família vendo A Favorita, sem prestar muita atenção, mas com tranqüilidade, porque o Pantanal, no SBT "só inicia depois da novela da Globo" [diretiva nº 1 do Sr. Sílvio Santos];
d) A reprise do Pantanal começa muito tarde e todos na casa precisam acordar cedo no outro dia, então a TV foi desligada logo após o Jornal Nacional e todo mundo já foi dormir.

Se o SBT resolvesse ignorar a tradição, passando a exibir, despretenciosamente, a "sua" (dele que não é dele) novela no horário nobre, um item "e" poderia ser acrescentado, com um texto mais ou menos assim:

e) Rede ... [ou alguém] entra com liminar proibindo o SBT de reprisar a novela Pantanal.

E para completar o castigo, a pretensiosa emissora ficaria, durante o horário de exibição de A Favorita, proibida de apresentar qualquer programação, e ao selecionarmos o canal, o dito cujo exibiria somente uma tela estática com o símbolo da empresa e... silêncio total.

montagem


quarta-feira, 9 de julho de 2008

EQUIPE DE ESPORTES

Fonte: Correio do Sul, 12/05/1983
O flagrante dá uma idéia de como aconteciam os programas esportivos da Rádio Cultura de Bagé, em 1955. Os componentes da mesa, da esquerda para a direita: Octacílio Fontana; Mário Codevilla; Nélson Moura; Roberto Burns; e Roberto Azevedo.

O prefixo atual da rádio, que "pega" em toda região da Campanha nos 1460 MHz, é ZYK214, mas o antigo prefixo, ZYG4, ainda hoje aparece estampado na fachada do prédio.

Fonte: auxiliadora1976.blogspot.com

segunda-feira, 7 de julho de 2008

II GUERRA MUNDIAL- FRANÇA, 1940

Um francês chora a humilhação de sua pátria, ao ver passar por Marselha, a caminho da segurança, na África, as bandeiras dos regimentos franceses.
Entre tantas cenas chocantes e trágicas da guerra, esta simples foto, de um desconhecido francês em lágrimas, é por muitos considerada das mais emocionantes. A revista Life, que a publicou, recebeu dezenas de milhares de cartas indagando sobre o retratado, que exprimia tão marcantemente o desespero e a impotência de um povo. Foi ele descoberto após a guerra, em Marselha; ignorava a foto e sua celebridade, e foi novamente retratado exultando pela liberação de sua pátria.
Texto e foto: França - 1940. A Catástrofe. John Williams.


domingo, 6 de julho de 2008

BOHEMIAN RHAPSODY- QUEEN

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BOHEMIAN RHAPSODY

Em 1975 a banda Queen lançou o seu quarto LP. Eu conheci a banda através de um disco que vi na vitrine, nesse mesmo ano, ou no ano seguinte [não lembro direito]. A capa que eu vi na loja do Julião, em Bagé, RS, era esta que aparece aí. Não é a do quarto disco, e nem foi ela que despertou o meu interesse para as músicas desses caras, porque eu imaginava que se tratava de um rock muito agressivo, destoante do meu gosto musical. Mas a capa do disco chamava mesmo a minha atenção.

Se hoje o comércio pirata consegue efetuar o lançamento de um trabalho em CD ou DVD antes que ele chegue ao mercado, nos anos de 1970 as rádios brasileiras, e em particular, as chamadas "rádios do interior" divulgavam com um atraso bem considerável os sucessos musicais internacionais. A fonte atualizada mais confiável era o programa "Fantástico- O Show da Vida", da Rede Globo. Vários clips de músicas que depois viraram sucesso foram lançados por esse programa de domingo. Acredito que foi em uma dessas oportunidades que eu vi o clip da música Bohemian Rhapsody. Mesmo tendo descoberto, mais tarde, que ela estava no LP A Night At The Opera, nunca consegui deixar de associar essa música à capa do disco anterior, onde eu imaginava que ela estaria. Vai ver que é por causa do clip que, no início mostra as caras dos caras [se é que me entendem].










Foi a partir de Bohemian Rhapsody que o Queen "decolou" para mim. Antes eu só conhecia a capa preta do álbum Queens II.

quinta-feira, 3 de julho de 2008

CORRESPONDÊNCIA E UMA CRÍTICA JUSTA

A indignação do meu pai a partir de uma carta simples que eu escrevi para casa, em 10 de março de 1978, foi capaz de desmantelar a política equivocada da agência de correios de Bagé, na época. Ele enviou, em 25/04/78, uma correspondência para a coluna "Cartas" do jornal Zero Hora, de Porto Alegre. A resposta demorou um pouco mas veio em 29/08/78.

Abaixo, a carta do pai para a Zero Hora. E, em seguida, a resposta encaminhada pelo Sr. José Mattos Santos, Chefe do Gabinete da Presidência, Brasília, DF.

O que dizia a carta [já que no recorte original não dá para ler]:

"Senhor Editor: Uma carta de Pelotas para Bagé deve levar, no máximo, três dias para ser entregue ao destinatário, podendo-se admitir que leve cinco dias, por acúmulo de serviço ou qualquer outro problema. No entanto, uma carta carimbada no correio de Pelotas no dia dez de março só foi entregue aqui no núcleo residencial Marechal Mascarenhas de Moraes, onde resido e onde residem mais de 240 famílias, no dia primeiro de abril. Como a referida carta foi entregue junto com outras correspondências procedentes de Rio Pardo e que foram postas no correio daquela cidade no dia 13 de março, levando portanto 17 dias, quer me parecer que a política que está sendo usada pela agência local do correio é a de primeiro acumular a correspondência, para então, quando julgar conveniente, mandar proceder a entrega. Ora, a Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos é um órgão de prestação de serviços, e evidente está que quem a utiliza o faz consciente de que será bem atendido. Pois, ao menos com relação ao nosso núcleo residencial, isto não está acontecendo, sob a alegação de que existe deficiência de funcionários, afastamento por doença, férias, etc. E, em conseqüência, quem fica prejudicado é o público, que afinal de contas se constitui na razão de ser daquele órgão. É claro que se existe deficiência de funcionários, terá que acontecer algum atraso na entrega da correspondência. Mas entendo que, em situação como esta, uma solução viável seria a utilização dos órgãos de comunicação para informar ao público, solicitando então que a correspondência fosse procurada naquela repartição. Seria, quem sabe, uma das maneiras de solucionar o problema, com o público recebendo mais ou menos em dia a sua correspondência e, talvez, facilitando as coisas para a repartição dos correios. Mas seja qual for a providência a ser tomada, o que não pode acontecer é este absurdo. Uma carta de Pelotas até o núcleo Mascarenhas de Moraes, bem próximo da zona central, levar 20 dias, é algo que não dá boa recomendação à Empresa e, na minha opinião, está a merecer uma providência de quem de direito. - Octacílio Fontana - Bagé".

A resposta dá para ler direto no original.
A partir daí a velocidade dos carteiros de Bagé aumentou consideravelmente, e uma carta que antes demorava até vinte-e-um dias para percorrer dois mil e quinhentos metros, passou a fazer o mesmo trajeto em, no máximo, dois dias. É possível que tudo isso tenha contribuído para recuperar a forma física dos profissionais que faziam a entrega das correspondências dos bageenses, em 1978.