segunda-feira, 29 de setembro de 2008

ELEIÇÕES EM PELOTAS- UM MAR DE BANDEIRAS

Pelotas, 29 de setembro. Um mar de bandeiras no trevo de acesso ao hipermercado BIG. Esse era o panorama no início da noite de temperatura agradável, em torno dos 20º C. Difícil era saber qual era a turma mais animada na tentativa de puxar mais votos para a sua legenda.








O velho celular disfarçado de câmera registrou, de passagem e [infelizmente] em baixa resolução, três flagrantes dos bandeiraços.

A poucos dias das eleições é possível que ainda tenha muita gente confusa entre as possibilidades apresentadas: ... em boas mãos; vamos fazer ..., de novo; ... um passo à frente; ... para mudar; ... coragem para mudar; ... para ganhar; ... mudar é possível; ... com liberdade; renova ... .

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quinta-feira, 25 de setembro de 2008

... E O VENTO LEVOU

Hoje à tarde, ao acaso, resolvi olhar para cima e para a esquerda quando me aproximava do Mercado Público Municipal de Pelotas, pela Rua 15 de Novembro. Botei os olhos no prédio onde hoje [eu acho que] funciona a Secretaria de Finanças do Município e tive uma estranha impressão. Parecia que faltava alguma coisa, mas eu não sabia o quê. Saquei uma câmera disfarçada de celular que [quase] sempre está ao meu alcance, enquadrei a imagem e registrei isto aí. Em seguida me dei conta que o que faltava era uma mini-torre vazada que arrematava o domo do edifício.



Há muitos meses eu não passava por ali ou, se passava, não prestava atenção nos detalhes. Então não sei se faz muito ou pouco tempo que desapareceu o detalhe complementar ao qual me refiro. Imaginei três possibilidades: pode ter sido retirado para reparos; um vento mais forte o levou; ou, em função do próprio vento mais forte que o levou, foi encaminhado a um setor competente para ser reparado e recolocado, em seguida, no seu lugar de origem, como aparece no registro fotográfico abaixo, que saiu deste site aí http://www.olibertador.com.br/pelotas/pelotas4.htm , o qual apresenta as referências históricas deste prédio que abrigou o Banco do Brasil entre 1928 e 1970.



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segunda-feira, 22 de setembro de 2008

THE GOONIES

Na semana passada, no intervalo das nossas atividades, um colega de trabalho recordava no YouTube um filme que, na minha opinião - junto com "Ferris Bueller's Day Off", ou seja, "Curtindo a Vida Adoidado", 1986 - ajudou a dar asas à imaginação de toda a geração dos anos 80.
"The Goonies" ou "Os Goonies", uma produção de Steven Spielberg, em 1985, conta a estória de um grupo de meninos, conhecidos como Goonies, que partem em busca de um lendário tesouro perdido com o objetivo de saldar uma dívida da sua cidade, evitando assim, que suas casas sejam derrubadas e os terrenos virem campos de golfe para os "almofadinhas". Os garotos enfrentam as armadilhas criadas por Willy, o caolho, um pirata dono da fortuna perdida, enquanto têm de fugir dos perigosos bandidos da família Fratelli.
A perigosa aventura desses pequenos e corajosos exploradores marcou presença na minha lista de recordações cinematográficas.
Na postagem abaixo, um resumo do filme, com a trilha sonora a cargo da Cindy Lauper.

THE GOONIES / THE GOONIES ARE GOOD ENOUGH - CYNDI LAUPER

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

II GUERRA MUNDIAL - FRANÇA / NORMANDIA, 1944



Cerisy-La-Salle, 25 de julho. A menina era o único civil na cidade. O sargento David Weiss, do exército norte-americano, parece dizer que tudo ficará bem.

Fonte: Citizen Soldiers, 1997 - Stephen Edward Ambrose.
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segunda-feira, 15 de setembro de 2008

GREMIO DE FOOTBALL PORTO ALEGRENSE

Grêmio de Football Porto Alegrense. Na ata de fundação está escrito assim, e 15 de setembro de 1903 foi o início de tudo.
Não cabe aqui contar a história do clube porque todos os gremistas de verdade a conhecem de cór. Para os tricolores recém chegados ao mundo da bola ou simpatizantes recomendo o próprio site do clube http://www.gremio.net/page/view.aspx?i=mem_hist&language=0 ou o livro do Prof. Ruy Carlos Ostermann, "Grêmio: Até A Pé Nós Iremos".
Em homenagem a este Grêmio de tantas glórias, que hoje completa 105 anos, a lembrança de um Gre-Nal que ficou marcado na história do clube. É o clássico nº 157, disputado em 10 de dezembro de 1961, no Estádio dos Eucaliptos [o Beira-Rio ainda estava na fase inicial de construção - ver http://www.internacional.com.br/pagina.php?modulo=4&setor=29 ].
Válido pelo Campeonato Gaúcho de 1961, o Gre-Nal nº 157, na última rodada do segundo turno, não decidia nada, pois o Internacional estava cinco pontos à frente do Grêmio, segundo colocado, e portanto já era o Campeão. Era tradição do povo decidir, em função da disputa do último Gre-Nal do ano, de que cor seria o Papai Noel, se vermelho ou azul. Assim,...

No primeiro tempo não houve movimentação no placar. No início do tempo final, aos 2 minutos, o Internacional saiu na frente com um gol do ponta-de-lança Alfeu. Ele faria também, aos 20 minutos, logo após a expulsão do gremista Altemir, o segundo gol colorado.
Com dez homens em campo e perdendo por dois a zero, poucos acreditavam na reação gremista. Porém,...

Abaixo, o flagrante do primeiro gol do Grêmio, marcado por Nadir, de falta, aos 24 minutos do segundo tempo.














Marino (entreverado com o goleiro colorado Silveira) marca o segundo gol do Grêmio, de cabeça, após levantamento da meia-esquerda, efetuado por Nadir, que substituiu o lesionado Elton. Juarez, o leão do Olímpico, já aguardava um possível rebote para concluir.














E aqui Juarez, aos 45 minutos do segundo tempo, complementa um cruzamento de Milton, da linha de fundo, para "tingir de azul o carnaval colorado" [conforme publicou a Folha da Tarde Esportiva, na época]. Era o terceiro gol do Grêmio.














Um Papai Noel que aos 40 minutos do segundo tempo já estava fardado de vermelho, e se preparava para entrar em campo e comemorar a vitória colorada, foi surpreendido pelo improvável.
O texto a seguir [logo abaixo da foto], publicado no blog www.oprofetadoacontecido.blogger.com.br/ , explica o que aconteceu. É o depoimento do torcedor-símbolo do Grêmio, o cronista Paulo Sant'anna. O Papai Noel de azul era ele.
Penso que tenham ocorrido, todavia, alguns erros no depoimento: quando ele diz que os gols do Inter saíram no primeiro tempo; e quando fala no cruzamento do Vieira para o terceiro gol do Grêmio. No primeiro tempo houve só um "gol", e foi do Grêmio [mal anulado pelo árbitro, segundo a crônica]. Todos os gols válidos do jogo foram na segunda etapa da partida. E o cruzamento, da ponta esquerda, para o terceiro gol gremista foi do Milton, não do Vieira, como ele disse.



"Era quente naquela tarde de dezembro de 1961. O Internacional já tinha sido dias antes declarado campeão, mas a tabela marcava como último jogo do Campeonato Gaúcho o Gre-Nal. E naquele tempo, o último clássico [Gre-Nal 157, ocorrido no estádio dos Eucaliptos, dia 10/12] decidia nos costumes do povo que cor seria o Papai Noel, vermelho ou azul. Hoje, me espanto que isso pudesse ter tanta importância, mas tinha. Haveria de ser o Gre-Nal mais importante de minha vida. E, pelo seu desenvolvimento, creio que para tanta gente que o assistiu foi um jogo inesquecível. Ali pelos vinte minutos do primeiro tempo, o Internacional já vencia por um a zero. Altemir, lateral-direito do Grêmio, era expulso ainda na primeira etapa. Contra dez homens, não foi difícil fazer o segundo, também de autoria de Alfeu, escore dos primeiros 45 minutos. Lá pelos 18 do segundo tempo, houve uma falta contra o Inter e Nadir, que havia entrado no lugar de Élton, cobrou-a com um chute forte, que bateu na barreira e entrou no canto esquerdo: 2 X 1. Dez minutos depois, Marino empatou o jogo, numa cruzada de Mílton. Parecia incrível, mas estávamos a poucos minutos da final e podíamos até ganhar o jogo já perdido, com inferioridade numérica gremista em campo. Até que o inesquecível Vieira, da ponta-esquerda, cinco minutos antes de perder a partida, cruzou uma bola alta para a área pequena. Juarez cabeceou livre, com o goleiro Silveira batido. Era inacreditável. O Grêmio praticava uma das maiores viradas da história do Gre-Nal: 3 X 2. A torcida gremista festejava aquele gol como se fosse um título. Havia desânimo e pranto entre os torcedores colorados. Silveira, o arqueiro alvi-rubro, desmaiou após o gol espetacular de Juarez. Carregado na maca, foi substituído por Cestari. Faltava entrar em campo, com o jogo findado, o Papai Noel azul. Sabe quem tinha sido escalado? Exatamente este que está recordando o fato. Tinha eu então 22 anos e fui convidado para a façanha. Dias antes, prepararam-me uma vestimenta de seda azul, com gorro de pompom e tudo. E fiquei eu no vestiário todo o tempo, já dentro da indumentária, esperando apenas para calçar as botas, que eram de número 39, enquanto eu calçava 41. Quando o Inter fez o segundo gol, tirei a quente roupa de Papai Noel e coloquei numa sacola. Nada mais havia a fazer, ainda mais com a desvantagem de dez homens em campo. Mas, à medida em que o escore ia se modificando, eu ia colocando as calças, a blusa, o gorro, na expectativa de entrar no gramado. Quando explodiu o terceiro gol, o massagista Biscardi já passava sabonete em meus pés, no objetivo de conseguir enfiar neles as botas apertadas. A gente ficava naquele vestiário da cancha de basquete [do lado da rua Barão do Guaíba com Silveiro]. Havia uma porta de ferro e a tela separando-a da quadra. Quando o árbitro [Omar Rodrigues] terminou a partida, atirei-me contra ela, procurando ultrapassá-la. Policiais e funcionários da Federação tentaram impedir à força a minha entrada. Os dirigentes e os reservas do Grêmio empurravam-me. Consegui passar por aquela barreira, mas percebi que não havia mais pompom no meu gorro, nem a barba postiça branca no meu queixo, que haviam sido arrancados no sururu. Mesmo assim, entrei em campo sob os vivas da torcida gremista. Fui levantado pelos jogadores tricolores e levado até as sociais coloradas, que assistiam arrasadas ao meu desfile triunfante. Cumpria-se uma tradição de muitos anos. Fui para o centro da cidade, cercado por duas loiras espetaculares. Era o carnaval gremista que se espraiava pelas ruas. Dali a pouco, na Borges de Medeiros, o mais numeroso cordão colorado vinha em direção contrária - aliás, o Internacional havia sido o campeão. E nem a vitória gremista conseguira arrefecer-lhes por inteiro o ânimo. Quando aquela massa vermelha cruzou por nós, eles me atacaram. Subi num bonde-gaiola e eles entraram junto, perseguindo-me. Levei uma boa surra e minha roupa e minha roupa de Papai Noel foi inteiramente esfrangalhada. Nunca mais vou me esquecer daquela impossível vitória. Nem os riscos que corri para apenas afirmar uma rivalidade que continua séria mas tinha muito mais imaginário e pitoresco que nos dias de hoje".
Depoimento do cronista Paulo Santana à Placar "Os Grandes Clássicos do Brasil", de junho de 1991.
Ficha do jogo: Gre-Nal nº 157 (10/12/1961); Árbitro - André Matteo (Uruguay).
Internacional - Silveira (Cestari); Ari Hercílio, Ezequiel e Zangão; Sérgio Lopes e Kim; Sapiranga, Alfeu, Paulo Vecchio, Osvaldinho e Gilberto Andrade.
Grêmio - Irno; Altemir, Aírton, Ortunho e Mourão; Élton (Nadir) e Mílton; Cardoso, Marino, Juarez e Vieira.
Fotos: Revista do Grêmio, ano VI, nº 35.
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sexta-feira, 12 de setembro de 2008

O MARINHEIRO NEGRO

Beltrano, Ciclano ou Fulano - nomes generalizantes, cuja função é substituir o nome real de uma pessoa quando não se o quer mencionar ou quando, ao citante, o nome verdadeiro é desconhecido.


Eu poderia começar com a poesia. Era o que tinha em mente. Mas depois pensei melhor e resolvi, primeiro, contar uma pequena história, por imaginar que um ou outro leitor pelotense ou "mergulhão" mais afoito reconhecesse o poema e, de cara, interpretasse a publicação como um descarado plágio.

É que eu me lembrei de um cara que era meu colega [em algumas disciplinas] na faculdade. Nós cursávamos, ou tentávamos cursar, Engenharia Civil, na Universidade Católica de Pelotas. Eu ia indo, aos trancos e barrancos, e penso que ele..., nem isso. Eu achava que o Joca D'Ávila levava mais jeito para todo e qualquer curso de Artes, menos para a Engenharia, uma intrincada ciência cheia de fórmulas deduzidas ou empíricas, cálculos que não são os renais, mas incomodam, e princípios da Física que não podem ser negligenciados.

Uma vez, no final de uma aula de Materiais de Construção, o professor estava divulgando os resultados da primeira prova do semestre e, diante das notas um tanto baixas da turma, de antemão já foi anunciando que à nota da prova seria somada a nota de um trabalho entregue uns dias antes. Dividindo o somatório por dois, teríamos a nota do G2 (uma avaliação que tinha peso 2, ao ser computada no resultado final do semestre). Nesse momento chega o Joca com o tal trabalho, e o entrega para o professor. Este retrucou:
- Eu não posso aceitar o teu trabalho porque a entrega era ontem.

O Joca, Indignado, com o sotaque mais forte de Santa Vitória do Palmar que dispunha no momento, e esganiçando a voz [de nervoso], respondeu:
- Mas tá aqui ele! Por que tu não queres receber?

- Porque a entrega era ontem...

- Mas eu fiz o trabalho! Teve gente que copiou dos outros e tu aceitaste! O meu [trabalho] eu fiz e não copiei de ninguém!

- Eu não posso aceitar, tchê.

- E quanto é que eu tirei na prova?

- Tiraste "quatro".

- Quer dizer que tu vais me dar "zero" no trabalho e eu vou ficar com "dois", de média? Tô rrrodado desde agora, então!

E resolveu escancarar tudo o que estava engasgado:
- Ciclano*, tu não nada! Tu não sabe nada e quer exigir?! Tu copia tudo do livro! A tua aula é uma bagunça! Tu não tens didática nenhuma!

As frases alteradas que iam brotando do fundo da alma do Joca revelavam o que ninguém tinha coragem de dizer. É possível que a partir dali ele tenha começado a pensar mais na sua veia artística, que poderia valer-lhe muito mais do que um curso para o qual, talvez, não tivesse a mínima vocação.

De fato o homem era um artista nato. O cartaz da peça "O Marinheiro" - que eu acho que é do Fernando Pessoa - anunciava, lá pela primeira metade dos anos 80, e por todos os cantos do bar da UCPel, o Joca D'Ávila no elenco.

Um tempo depois o Vitor Ramil, seu amigo de fé, compôs "Talismã", em homenagem ao Joca. Essa música está no LP "A Paixão de V Segundo Ele Próprio", de 1984.
























































José Carlos D'Ávila, por sua vez participou do disco com duas poesias: uma da linha "barroca" entranhada no valioso encarte do álbum (1); e declamando outra, com acompanhamento do Vítor e o seu violão acústico (2). É possível que a influência da fronteira tenha modificado um pouco o espanhol dessas suas poesias. Quem conhece bem a língua poderá notar a diferença, mas assim estava escrito:

(1) POBRE LA JANA SAVEIRO

LA JANA LLORANDO, LLORANDO
MAS MAGRA QUE EL VIENTO
LA LLEVABA COMO A UN PÁJARO AL CHUY
LA VOZ ENTRE ESPACIOS DECIA:
!AHH, HAAAH, AHHH AH, MUITAS GRACIAS.

A LA NOCHE VOLVIA AL RANCHO
CON SU SALTO PARTIDO EN LAS MANOS
Y EL CURU-CURU GEMIA:
POBRE LA JANA, POBRE LA JANA
Y EL SONIDO DE SUS SUEÑOS
MARTILLABA LOS MOSQUITOS
Y CUANDO EL RAYITO DE SOL
FISGABA SU CARA AMARROTADA
SUSPIRABA LA JANA, PUNTA ARRIBA, PUNTA ABAJO
Y SE ESTICAVA AL CIELO
NUM VUEL BRASILERO
COMO BAILABA EN EL SAVERO

JOCA


(2) POEMITA

DEPORTE:
LA HORA DE LAS MUJERES
CUANDO LA NATURALEZA ENLOQUECIÓ
YO HUBIERA PODIDO BESARLA
LA CARA DESLUMBRANTE DEL KREMLIN
LUZ ROJA EN EL MERCADO COMUN EUROPEO!
CAZADOR DE DINOSSAURIOS
hABLELES! LOS NIÑOS ENTIENDEN!
LA MUERTE NO ES INVENCIBLE
EXCURSIÓN HACIA LA NOCHE
MÉDICO Y TOXICÓMANO
¿LE GUSTA A USTED TOCAR Y SER TOCADO?
UNA FÁBRICA DE BEBÉS DE PROBETA!
EL ETERNO MITO DE MARIA CALLAS
REFRESCANTES MARAVILLAS
PINTURAS DE UN PUEBLO VALIENTE
APRENDA A CONTROLAR SUS SUEÑOS
VITORIA DEL ESPIRITO
O DESPERDICIADA JUVENTUD!!!

JOCA - VOZ
VITOR RAMIL - VIOLÃO ACÚSTICO



quinta-feira, 11 de setembro de 2008

UM ANIVERSÁRIO, POR AÍ

As fotos são, como diz o título, de um aniversário por aí.

Enquanto o arroz de carreteiro não fica pronto, os bebuns experimentam todos os tipos de diuréticos. A prova de que eu já não estava no meu estado normal aparece na imagem borrada no centro da foto.















Nossa amiga Denise, cuja habilidade culinária é muito superior à do famoso Anonimus Gourmet, troca informações com a aniversariante, ou tenta ofuscar a visão desta última, refletindo a luz na tampa da panela.















Aqui eu acho que elas estão anunciando que a bóia está pronta, mas como tudo o que acontece pode dar margem a outras interpretações, é provável que não seja nada disso.















Um abraço. A recompensa pelo exaustivo trabalho da nossa Chef de Cuisine. No plano de fundo, os aplausos.
Enquanto isso, eu continuava com a visão turva.















Bebuns (eles) e não bebuns (elas) trocam idéias e/ou posam [como no caso da minha amiga Fernanda - grudada no Leo, o namorado] para uma ridícula câmera de celular.















Aqui o Maurício e a outra Fernanda [que quase não aparece] devem estar jogando "par-ou-ímpar" para ver quem vai lavar a louça. O João só observa. Em segundo plano, a Denise e o Marco, os pais da menina.















Com quem a Elaine e a Dianira estão conversando, eu não lembro. A única coisa que dá para deduzir é que elas não gostaram da salada-verde que ficou toda no prato.















Estas aí têm tudo a ver, e várias coisas em comum, pois são mães, irmãs, filhas, sobrinha [e afilhada] e neta, tudo ao mesmo tempo, se é que dá para entender. Elas, por sua vez, se entendem muito bem.
Aqui, apesar de não estarem posando para foto, ficaram bem enquadradas e o fotógrafo amador não resistiu e registrou o flagrante da Rosane, da Renata, da pequena Ana Julia [que tinha engolido uma pilha de relógio] e da Suzana.

















Alegria. A minha melhor foto porque a parceria ajudou em 100%. Valeu, Suzana!















E se o "parabéns a você" fosse personalizado, acredito que A'nete, a aniversariante, gostaria que fosse assim:

Allegria
Come un lampo di vita
Allegria
Come un pazzo gridar
Allegria
Del delittuoso grido
Bella ruggente pena, seren
Come la rabbia di amar
Allegria
Come un assalto di gioia
Allegria
I see a spark of life shining
Allegria
I hear a young minstrel sing
Allegria
Beautiful roaring scream
Of joy and sorrow, so extreme
There is a love in me raging
Allegria
A joyous, magical feeling
Allegria
Come un lampo di vita
Allegria
Come un pazzo gridar
Allegria
Del delittuoso grido
Bella ruggente pena, seren
Come la rabbia di amar
Allegria
Come un assalto di gioia
Del delittuoso grido
Bella ruggente pena, seren
Come la rabbia di amar
Allegria
Come un assalto di gioia
Allegria
Como la luz de la vida
Allegria
Como un payaso que grita
Allegria
Del estupendo grito
De la tristeza loca
Serena
Como la rabbia de amar
Allegria
Como un asalto de felicidad


Cirque Du Soleil - Alegria















Esta é a minha fonte da felicidade, o meu raio de sol, a minha pedra mais preciosa. As minhas outras paixões que me perdoem, mas assim como "Gre-Nal é Gre-Nal", "mãe é mãe".












Só faltava esta aí [logo abaixo] para fechar com chave-de-ouro.
E se eu fosse o poeta que eu não sou, escreveria o que cantou Simone, em "Amor Explícito":

Cada vez mais acredito no nosso amor
Um amor explícito sem pudor
Parecemos dois, mas vistos a olho nu
Nós muitas vezes somos um
Acreditei, meu amor só quem ama é rei
Como você se encaixa em mim
Eu sinto firmeza quebrando qualquer tabu
O nosso amor não vai ser blue

Eu vou sempre te curtir, repetindo "I love you"
Com você, por que não ser clichê?
Se tantas vezes somos um















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quarta-feira, 10 de setembro de 2008

TRÂNSITO - PELOTAS, RS

Para quem acordou agora, depois de ter dormido uns..., digamos, quinze anos, estamos no Século XXI. O sistema de trânsito de Pelotas, quase no extremo sul do país, ainda está - como este blog - intimamente ligado ao Século XX . O exemplo mais gritante, e que me deixa com os nervos à flor da pele, é a Avenida Bento Gonçalves, que corta a cidade na direção leste-oeste, e vice-versa.
Não dá para ver nas fotos porque a câmera não era uma câmera de ofício, mas sim um celular que se ofereceu para ajudar. Aparentemente o tráfego de veículos não se enquadra na modalidade "caos", mas a imagem parada e a qualidade das fotos enganam. O objetivo era mostrar mais ao longe o dessincronismo dos semáforos, os quais ainda funcionam à moda antiga, ou seja, não existem sensores que detectem de que direção predomina a maior densidade do fluxo de automóveis. Assim, as sinaleiras temporizadas segundo uma lógica que não dá para entender, travam, de esquina em esquina, o trânsito dessa movimentada avenida.

Acredito na boa vontade da Secretaria de Trânsito do Município que deve ter tido o cuidado, em algum momento da sua gestão, de regular o sistema, de maneira que o trânsito fluísse com rapidez em todas as direções. Mas só que toda a vez que falta energia elétrica em algum ponto da via pública, um ou outro semáforo fica desregulado quando a energia retorna, comprometendo todo o trabalho anterior. A solução mais simples para o caso, já que o sistema ainda é do século anterior, seria o acompanhamento sistemático de uma - por exemplo - equipe de estagiários da Prefeitura (não precisa nem ser Engenheiro de Trânsito) que fosse capaz de detectar onde estão os semáforos desajustados, refazer o cálculo de temporização e encaminhar o relatório à seção de manutenção dos equipamentos que, sem muita demora, poderia readequar os sinais vermelho, amarelo e verde. Ah, e sem pular direto do verde para o vermelho!
Acima, ciclistas (militares, voltando para casa após o expediente, do 9º Batalhão de Infantaria Motorizada) dividem a avenida com os automóveis. Não há - que eu saiba - uma faixa específica para as bicicletas nesse local. Se existe, eles, os ciclistas, não a estão utilizando. Aí seria uma questão de orientação e fiscalização de trânsito que, diga-se de passagem, simplesmente não existe por aqui. Os automóveis e motocicletas com faróis apagados à noite, motoristas bêbados (apesar da lei-seca), velocidade excessiva e outras manobras perigosas, que o digam.Posted by Picasa

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

WELTMEISTERSCHAFT

Isto é um histórico fotográfico da Copa da Alemanha. Mas para não fugir do tema deste blog que é o século XX, a Copa é a de 1974, e não a de 2006.

Uma incógnita ficou no ar em 13 de junho, na estréia do Brasil contra a Iugoslávia. O zero a zero, se não desqualificou a seleção que abriu a competição como favorita, deixou os espectadores, telespectadores e toda imprensa mundial meio desconfiados quanto à capacidade da equipe, ainda mais se comparada à que há quatro anos conquistara, em definitivo, a Copa Jules Rimet, no México.

No outro dia, o início discreto da anfitriã Alemanha [Ocidental] contra o Chile, só mostrou que os alemães sabiam cumprir o dever de casa.

Aqui, Overath, meio-campista germânico, dá uma dura num chileno.

A luz vermelha acendeu quando, no terceiro dia de jogos, um jeito diferente de jogar futebol se materializou em uma partida do grupo 3, formado por Bulgária, Holanda, Suécia e Uruguai. Velocidade, aliada a uma técnica apurada, com passes precisos e objetivos, permitiram que a Holanda criasse dezessete chances de gol, só no primeiro tempo, contra um Uruguai impotente. Vi [de novo] esse jogo pela TV, uns anos depois, e pude contar os lances de ataque de cada time. O detalhe mais importante era a movimentação do time holandês. Era uma máquina louca, onde todos corriam atrás da bola ao mesmo tempo e, muitas vezes, embolados com se fossem meninos de colégio jogando bola. E essa atitude, de aparência irracional, pegava de surpresa os adversários e maravilhava as platéias de todo o mundo.

O registro fotográfico abaixo dá uma idéia de como funcionava o chamado futebol-total da Laranja Mecânica ou Carrossel Holandês, apelidos que foram ganhando força no decorrer desse torneio mundial. Na tomada a seguir, os holandeses descem a todo vapor, em contra-ataque. O jogador Perfumo, da seleção argentina, tenta acompanhar a jogada, sem entender direito o que está acontecendo. Nesse jogo que ocorreu na segunda fase da Copa, o placar de quatro a zero confirmou o que a seleção da Holanda já tinha feito contra Uruguai e Bulgária na primeira fase. Os suecos, que eram da mesma chave, descolaram um milagroso empate em zero a zero.
O comandante da seleção holandesa era este aí: Johann Cruijff, cujo nome já era falado como substituto de Pelé. No Ajax ele era um "monstro", e nos campos da Alemanha mostrou, de vez, o seu enorme talento e capacidade de liderança.
Para não esfriar os músculos, a saltitante Laranja Mecânica recomeça a se aquecer antes de um jogo. Instantes atrás, perfilados para a execução do seu hino, tiveram que interromper seus movimentos.

Um raro momento de alegria da seleção da Argentina. O talentoso apoiador Babington comemora o gol de abertura contra a Itália. O resultado do jogo foi um a um.
Mostrando também que não era simples coadjuvante, a Polônia apresentou um excelente futebol. Aliás, em particular, eu acho que o selecionado polonês era melhor do que a seleção alemã que, no final, arrebatou o título. Faltou personalidade aos polacos; foi muito tímida a Polônia no seu penúltimo jogo, que foi contra a Alemanha. Poderia ela - e não a seleção anfitriã - ter alcançado a condição de finalista contra a Holanda. Por outro lado, vencer o Brasil na disputa pelo terceiro lugar, e ter em seu time o goleador da competição, diminuiu o prejuízo.

Abaixo o craque Gadocha quase marca contra a Argentina. Foi três a dois esse jogo.

Contra o Haiti, que foi à Copa para ganhar experiência, o grande craque polonês Szarmach faz mais um gol, na goleada de sete a zero.
Aí, o goleador da Copa, Grzegorz Lato, que marcou sete gols. Um deles foi contra o Brasil, na disputa pelo terceiro lugar.
No flagrante, Marinho Chagas, um dos melhores jogadores do Brasil na Copa, disputa um lance no jogo contra a Polônia. No plano de fundo, o craque Dirceu acompanha a jogada.
Ironicamente, a maior esperança brasileira nas jogadas objetivas de ataque era o loiríssimo Marinho Chagas que atuava na lateral esquerda. Pois justamente por causa dessa sua vontade, às vezes, afoita de atacar, perdeu o Brasil o jogo para a seleção polonesa. Um contra-ataque às costas do lateral, efetuado pelo veloz ponta direita Lato, carimbou a despedida dos brasileiros dessa Copa. Um a zero foi o placar.
Perfilada, a seleção da Polônia acompanha a execução do seu hino nacional.
Esta pose aí, da seleção brasileira, corresponde ao jogo da segunda fase, contra a Holanda, no dia 03 de julho, em Dortmund.
Não jogou mal o Brasil. Foi até muito bem, e poderia ter cortado o embalo da seleção da Holanda. Faltou um pouco de sorte no primeiro tempo, quando perdeu dois golos vivos: um através do Paulo César Lima [que eu pensei que tinha entrado, mas passou muito perto]; outro através do Valdomiro [aquele que jogou muitos anos no SC Internacional]. No segundo tempo um gol [em impedimento clamoroso não assinalado pelo árbitro] do Cruijff, desanimou o Brasil que, por ter exercido uma implacável marcação no primeiro tempo, cansou, permitindo que, a partir daí, a Holanda passasse a desenvolver a sua tática envolvente.

A campeã, Alemanha, como eu afirmei lá no início, soube cumprir o dever de casa. Jogou para o gasto, sem dar mole para quaisquer adversários, exceto para a sua irmã Alemanha [Oriental], para a qual deu um jeito de perder por um a zero para [adivinhem!?!] não cruzar com a Holanda e o Brasil na fase seguinte. Essa estratégia é velha e não foi a primeira vez [nem a última] que os alemães fizeram isso. Assim mesmo, eles tinham um grande time, que só ficava devendo para a Holanda [a melhor equipe] e para a Polônia [a segunda melhor]. O Brasil tinha os melhores jogadores, mas era só.
Abaixo, uma tomada do jogo final. Ruud Krol (12), ala esquerda da Holanda, em disputa com Bonhof (16), da Alemanha. Hoeneß (14) vem e cerca o lance, enquanto os holandeses Van Hanegen e Jansen, este no plano de fundo, acompanham o desfecho da jogada. No final deu Alemanha dois a um.
E este era o Estádio Olímpico de Munique, onde foi disputada a final. No placar, em fundo preto e caracteres amarelos, o logotipo da Copa.

Em 13 de maio de 2005 foi disputada a última partida nesse estádio que hoje é assim:
"Agora, o Estádio Olímpico de Munique transforma-se na mais bela ruína do mundo. Ficam para trás 57 mil cadeiras vazias e quase 12 mil lugares para torcedores em pé numa elegante elipse. No meio, um gramado selvagem, as linhas apagadas, as traves abandonadas. Ao redor, arquibancadas suavemente inclinadas, num misto entre teatro grego e antena parabólica. E, cobrindo as cadeiras, algo flutuante, pouco mais do que uma pele, a cobertura de vidro acrílico preso a uma rede de cabos de aço, obra dos arquitetos Günter Behnisch e Frei Otto", escreve Oliver Herwig, em crônica publicada pelo jornal Frankfurter Rundschau. Fonte: Deütsche Welle.
Texto original e legendas: Sergio M.P. Fontana.
Todas as fotos, exceto a vista superior das ruínas do Estádio Olímpico de Munique, são publicações de "Placar - Enciclopédia do Futebol", da Editora Abril, em 1975.