quinta-feira, 30 de abril de 2009

CHANEL Nº 5

O Chanel foi criado pelo químico Ernest Beaux, a pedido da estilista Gabrielle 'Coco' Chanel, em 1921. Ela queria "um perfume de mulher com cheiro de mulher" e Beaux apresentou-lhe várias fragrâncias. Gabrielle escolheu o frasco marcado com o número cinco, originando-se daí o nome Chanel nº 5.



O perfume mais famoso do mundo tem uma ligação forte com o Brasil. O pau-rosa, uma árvore da Amazônia, produz uma substância que é um excelente fixador de perfumes, e a tal substância foi patenteada pela França em 1920. Já naquele tempo a pirataria biotecnológica andava solta por aqui. Nos dias de hoje, mais ainda: (¿)pesquisadores(?) estrangeiros entram na floresta acompanhados por índios [brasileiros] de ingênua conduta e, digamos, desassistidos pelo governo. Estes apontam a localização de plantas que seguramente são eficazes para o tratamento de males diversos. As patentes vão para outros países e o Brasil acaba pagando caro por remédios originados da sua própria riqueza natural.

quarta-feira, 29 de abril de 2009

A GUERRA DOS MUNDOS


Orson Welles, em Guerra dos Mundos- 30/10/1938.

1938, noite de domingo, 30 de outubro, véspera do Halloween (dia das bruxas). Muitas das [milhões de] pessoas ligadas às transmissões de rádio da rede CBS americana e suas afiliadas, levaram a sério a notícia de que os marcianos estavam invadindo os Estados Unidos da América. Quem estava na zona rural correu, em desespero, para a cidade, e quem estava na cidade saiu a procurar refúgio no campo. Tocavam os telefones das delegacias e gritos de socorro ecoavam nas ruas de diversas cidades do país. Foi um caso de histeria coletiva.
O professor Pierson, (¿)astrônomo do Observatório de Princeton(?), declarou em sua entrevista de rádio, que vários fenômenos estavam ocorrendo na crosta do planeta Marte. Logo em seguida a emissora informou que um disco voador tinha aterrissado em uma fazenda, em Grovers Mill, New Jersey. E na sequência, em tom sensacionalista, alardeou que muitos outros discos tinham pousado em diferentes pontos do país. Para completar, um dito Secretário do Interior entrou na transmissão e informou, “direto de Washington” que a situação era grave, mas pediu calma à população.
Depois de vários minutos aflitos, com gritos, choros e orações aos pés do rádio, veio o alívio, com risos e xingamentos, pois nada daquilo era verdade. Tratava-se de uma adaptação radiofônica do livro A Guerra dos Mundos, de Herbert George Wells, feita por Orson Welles que interpretou o tal professor Pierson, para Mercury Theatre On The Air, um programa de rádio transmitido entre 20 e 21 horas.
O episódio ajudou a alavancar a carreira de Orson Welles, então com 23 anos, que a seguir foi contratado por Hollywood para escrever, produzir, dirigir e atuar nos filmes da RKO Radio Pictures.

Baseado num relato de Ademir Fernandes- editor de Reportagens Especiais da Agência Estado.

O SEGREDO DA CAMA

Este você vai querer ver de novo.

Origem: Países Baixos.

terça-feira, 28 de abril de 2009

segunda-feira, 27 de abril de 2009

ESCOLA DE ROCK

SCHOOL OF ROCK.
Dewey Finn (Jack Black) é um guitarrista apaixonado pelo poder do rock-and-roll e está determinado a levar seu grupo de rock à vitória na Batalha das Bandas que vai rolar na cidade. Ele precisa de dinheiro para pagar o aluguel de um apartamento que divide com o amigo Ned Schneebly (Mike White), que é professor do ensino fundamental, e sua (do amigo) noiva.
Expulso da banda por sua irreverência excessiva, ele vai para casa e atende, por acaso, um telefonema dirigido para Schneebly, da Horace Green Elementary School, uma escola de elite que precisa de um professor temporário. Num impulso, ele se faz passar pelo amigo e acaba contratado pela escola. Sob a enérgica supervisão da diretora Rosalie Mullins (Joan Cusack), Dewey começa a “lecionar” para os alunos do 5º ano. E quando, acidentalmente, ouve seus alunos tocando numa aula de música clássica, decide “transformar” os talentosos meninos e meninas e formar com eles uma banda de rock pesado.
Com direção de Richard Linklater, Escola de Rock (School of Rock) foi lançado em 2003, dura 108 minutos e eu recomendo [com pipoca e com, ou sem, companhia].

quinta-feira, 23 de abril de 2009

SEMPRE ALERTA!

Quando vi o desfile dos escoteiros na abertura dos desfiles da Semana da Pátria, em 1971, pensei, no mesmo momento, em me tornar um deles. Achei bonita a performance da gurizada, daí o interesse. Uns dias depois descobri que dois outros meninos que moravam perto da minha casa, também tiveram a mesma idéia.
As reuniões do Grupo Escoteiro Dom Diogo de Souza, em Bagé, RS, eram aos sábados, a partir das 14 horas. Fui lá e me apresentei, digo, a minha mãe foi junto - para me matar de vergonha – e falou com o chefe dos escoteiros. Fui integrado ao grupo na tropa 2, porque a tropa 1 já estava completa. Foi a fórmula encontrada para dar conta do “enxame” de garotos que resolveu aparecer por lá – coincidência, ou não – uma ou duas semanas depois do Dia da Independência.
Não sei se o governo militar no Brasil tinha alguma relação com o Movimento Escoteiro, mas eu logo descobri que não tinha muita aptidão para aquela rigidez toda. O regime era de quartel, e com direito a enérgicos xingamentos por parte dos chefes das duas tropas.
Resisti por dois anos. Mas durante o tempo em que estive por lá, levei a sério as leis do escoteiro e, por incrível que pareça, procuro segui-las até hoje.
Quando a “febre” do escotismo baixou e mais da metade dos participantes do grupo abandonou as reuniões, desfez-se a tropa 2, na qual eu servia, integrando a patrulha Cobra. Fui designado para a patrulha Águia que fazia parte da antiga tropa 1.



O lema "voar alto" [escrito na bandeirola de feltro verde e preto], o símbolo e o "grito" da Águia ficaram para sempre gravados nas minhas boas lembranças:
Cri, cri, cri!
A Águia está aqui
Voando

Ganhando
A Águi-a!

terça-feira, 21 de abril de 2009

PAVILHÃO DO S.C. PELOTAS

Julho de 1917. Uma câmera postada atrás [ou talvez mais à esquerda] da goleira da Avenida Bento Gonçalves, registrou esta vista do pavilhão do Sport Club Pelotas, inaugurado em 15 de julho daquele ano.
Foto: Brisolara. Digitalizada do fascículo III de Pelotas Memória, idealizado por Nelson Nobre Magalhães.
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domingo, 19 de abril de 2009

UM SUPERTIME


De pé: Pontes; Manga; Cláudio Duarte; Figueroa; Vacaria; Falcão. Agachados: Valdomiro; Escurinho; Claudiomiro; Paulo César Carpeggiani; Lula.

Depois de se sagrar bicampeão gaúcho com uma goleada de 8 x 1 sobre a SER Caxias, o SC Internacional merece uma grande homenagem deste blog.
No ano passado o Inter aplicou os mesmos 8 x 1 no EC Juventude, e lá na década de 1940 em decisões contra o Guarani de Cachoeira do Sul e contra o EC Floriano (atual EC Novo Hamburgo), outras duas goleadas em decisão, respectivamente, 7 x 1 e 10 x 2.
Mas a maior de todas as campanhas foi a deste time aí [da foto], o de 1974, hexacampeão gaúcho, invicto e com 100% de aproveitamento, isto é, ganhou todas as 18 partidas que disputou. O Técnico era Rubens Minelli, e a formação da equipe que aparece aí na foto, conforme o esquema 4-3-3, utilizado na época, era assim: Manga; Claúdio, Figueroa, Pontes e Vacaria; Falcão, Escurinho e Paulo César; Valdomiro, Claudiomiro e Lula.
No ano seguinte (1975) esses caras [e mais alguns] sagrar-se-íam campeões brasileiros.

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sexta-feira, 17 de abril de 2009

II GUERRA MUNDIAL- FUGINDO DO INFERNO


Finlândia, fevereiro de 1940. Impressionante flagrante de uma mãe, com seus filhos menores, afastando-se da frente de combate, através de caminhos na neve. Ela e as meninas, atentas aos bombardeiros soviéticos que cruzam o céu, e que em breve irão despejar suas bombas, tratam de apressar o passo, enquanto o menino, talvez sem entender direito o que se passa, olha para o anônimo fotógrafo e sua câmera.
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quinta-feira, 16 de abril de 2009

ROSSANA PODESTÀ


Rossana Podestà é o nome adotado por Carla Dora Podestà, italiana nascida em Trípoli, na Líbia [que estave sob o domínio italiano entre 1911 e 1943], em 20 de junho de 1934.
Dotada de uma notável beleza, com apenas 16 anos foi descoberta pelo diretor Léonide Moguy durante a preparação do elenco para o filme Domani È Un Altro Giorno (Amanhã É Outro Dia). Antes de fazer sucesso como garota de capa das revistas dos anos 1960, dentre outros papéis que interpretou em filmes baseados nas grandes epopéias greco-romanas, foi escolhida como protagonista do épico Helen of Troy (Helena de Tróia), produzido em 1956, superando a concorrência das estrelas Ava Gardner, Elizabeth Taylor e Lana Turner.
Em Sodom and Gomorrah (Sodoma e Gomorra), de Robert Aldrich, produzido em 1961, interpretou uma “mulher fatal”.

Sua última participação no cinema foi em 1985 quando trabalhou em Segreti, Segreti (Segredos Secretos), de Giuseppe Bertolucci.
Hoje, divorciada de seu primeiro marido, alterna seu endereço entre um apartamento em Roma, uma casa na Vila de Monte Argentario, província de Grosseto e outra em Dubino, província de Sondrio.

Cartaz original de Helen of Troy (1956).

Filmografia:
Domani È Un Altro Giorno (Lèonide Moguy- 1951); I Sette Nani Alla Riscossa (Paolo William Tamburella-1951); Guardie e Ladri, (Steno e Mario Monicelli- 1951); Strano Appuntamento (Desiderius Hamza- 1951); Gli Angeli del Quartiere (Carlo Borghesio- 1952); Io, Amleto (Giorgio Simonelli- 1952); Il Moschettiere Fantasma (Max Calandri- 1952); Don Lorenzo (Carlo Ludovico Bragaglia- 1952); La Voce del Silenzio (Georg Wilhelm Pabst- 1953); La Red (Emilio Fernandez- 1953); Nosotros Dos (Emilio Fernandez- 1953); Fanciulle di Lusso (Bernard Vorhaus- 1953); Viva la Rivista! (Enzo Trapani- 1953); Addio Figlio Mio! (Giuseppe Guarino- 1953); Le Ragazze di San Frediano (Valerio Zurlini- 1954); Ulisse (Mario Camerini- 1955); Canzoni di Tutta Italia (Domenico Paolella- 1955); Non Scherzare Con Le Donne (Giuseppe Bennati- 1955); Helen of Troy (Robert Wise- 1956); Santiago (Gordon Douglas- 1956); Playa Prohibida (Francisco Fuertos- 1956); L'isola dei Pirati (Robert Darène- 1957); La Spada e Le Croce (Carlo Ludovico Bragaglia- 1958); Raw Wind in Eden (Richard Wilson- 1958); L'île du Bout du Monde (Edmond Greville- 1959); Un Vaso de Whisky (Julio Coll- 1959); La Furia dei Barbari (Guido Malatesta- 1960); La Grande Vallata (Angelo Dorigo- 1961); Sodom and Gomorrah (Robert Aldrich- 1962); L'arciere delle Mille e Una Notte (Antonio Margheriti- 1962); La Vergine di Norimberga (Antonio Margheriti- 1963); F.B.I. Operazione Baalbek (Marcello Giannini- 1964); Le Ore Nude (Marco Vicario- 1964); Sette Uomini d’Oro (Marco Vicario- 1965); Il Grande Colpo dei Sette Uomini d'Oro (Marco Vicario- 1966); Il Prete Sposato (Marco Vicario- 1970); Homo Eroticus (Marco Vicario- 1971); L'uccello Migratore (Steno- 1972); Paolo Il Caldo (Marco Vicario- 1973); Il Gatto Mammone (Nando Cicero- 1975); Il Letto in Piazza (Bruno Gaburro- 1976); Pane, Burro e Marmellata (Giorgio Capitani- 1977); Sette Ragazze di Classe (Pedro Lazaga- 1979); Tranquille Donne di Campagna (Claudio Giorgi- 1980); I Seduttori della Domenica (Dino Risi- 1980); Hercules (Luigi Cozzi- 1983); Segreti Segreti (Giuseppe Bertolucci- 1985).

sábado, 11 de abril de 2009

TRY NOT TO REMEMBER- SHERYL CROW


Try Not To Remember foi escrita por Sheryl Crow <http://www.sherylcrow.com/> especialmente para o filme Home of the Brave, realizado em 2006 e lançado [diretamente em vídeo] no Brasil como A Volta dos Bravos. Para ver a ficha técnica do filme, sugiro o link <http://www.adorocinema.com/filmes/volta-dos-bravos/volta-dos-bravos.asp>.

sexta-feira, 10 de abril de 2009

GRÊMIO FBPA, PARA NINGUÉM ESQUECER

Reprodução parcial da capa do disco-compacto, em vinil, produzido pelo Grêmio FBPA e a empresa Guaíba/Caldas Júnior, de Porto Alegre, RS. Da esquerda para a direita: em cima- Paulo Roberto, Mazzaropi, Baidek, China, P.C. Magalhães e De León; agachados- Banha (o massagista), Renato, Osvaldo, Tarciso, P.C. Lima e Mário Sérgio.
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11 de dezembro de 1983. O time do Grêmio Foot-Ball Portoalegrense posa para a foto que, horas depois, seria estampada em jornais do mundo inteiro, saudando o tricolor gaúcho como Campeão Mundial de Futebol, após enfrentar e vencer [na prorrogação] o Hamburgo, no Estádio Nacional de Tóquio, Japão.
Mazzaropi, Paulo Roberto, Baidek, De León e Paulo César Magalhães; China, Osvaldo, Paulo César Lima e Mário Sérgio; Renato e Tarciso. Este foi o time da fotografia. Duas substituições foram efetuadas no segundo tempo: Caio substituiu Paulo César Lima; Bonamigo entrou no lugar de Osvaldo. O Técnico era Valdir Atahualpa Ramirez Espinosa.
Sobre Alvaci Silva de Almeida, o "Banha", que a partir de 1964 começou a aparecer em todas as fotos do time do Grêmio, ver: http://www.gremio.net/page/view.aspx?i=ent_banha&language=0 .
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terça-feira, 7 de abril de 2009

O CINEMATÓGRAFO

'Inda estes dias postei por aqui um fragmento de um filme do Carlitos, http://oseculoxx.blogspot.com/2009/03/charles-chaplin-circus-mirror-maze.html digo, Charles Chaplin. Analisei a sequência e fiquei pensando se essa [e todas as comédias do próprio Carlitos, Buster Keaton e do Harold Lloyd, filmadas até 1927] ficariam, da mesma forma, engraçadas se pudessem, hoje, ser exibidas na velocidade normal. Imagino que não seriam tão hilárias assim, apesar de considerar esses três caras muito talentosos. É que, naqueles tempos, os cinematógrafos (antiga denominação para as câmeras e projetores de hoje) conseguiam registrar apenas 18 fotogramas por segundo, tal como a máquina inventada pelos irmãos Auguste e Louis Lumière.


Os equipamentos fabricados e utilizados já no final da década de 1920 passaram a gravar 24 fotogramas por segundo, e os filmes mais antigos (do cinema mudo), quando exibidos pelos novos projetores, passaram a mostrar personagens que se movimentavam com uma velocidade impressionante. Aquela "agilidade" toda ajudava a dar às cenas uma dinâmica muito engraçada, principalmente se o objetivo do filme fosse fazer as pessoas rirem. E é assim até hoje porque a velocidade da "coisa", por si só, consegue espantar qualquer resquício de stress acumulado em um ou mais dias de trabalho estafantes.
Quanto aos irmãos Lumière..., há controvérsias. Em 1892 um tal de Léon Bouly criou o que seria chamado de Bouly Cinématographe. Ele teria perdido a patente da sua criação. No final de 1893, no entanto, registrou uma segunda patente. Sua máquina era capaz de filmar e projetar, no entanto ainda faltava um mecanismo que garantisse uma projeção em velocidade constante.

Bouly Cinématographe (1892)


Na metade de 1894, os Lumière viram um cinetoscópio, uma invenção de Thomas Edison. O Edison Kinetoscope não era um projetor, propriamente dito, porque para ver o filme era preciso espiar através de uma janela individual. Mas o aparelho introduziu um parâmetro que passaria a ser o padrão para todas as projeções cinematográficas dali em diante, onde as imagens sequenciais e o acréscimo de uma fonte de luz com uma alta velocidade do obturador, ajudaram a criar a ilusão do movimento.


Lumière Cinématographe (1895)



Projetor utilizado por Auguste e Louis Lumière. (Mundo Estranho- edição 6- agosto/2002)


Com base na invenção dos laboratórios Edison, os irmãos Lumière patentearam uma combinação de câmera e projetor que utilizava uma garra intermitente derivada do mecanismo utilizado para passar o pano nas máquinas de costura. Em resumo, esse dispositivo complementar era uma primitiva cilindro-cremalheira [das câmeras e projetores modernos, antes do advento do vídeo] e contribuiu para que o Lumière Cinématographe, e seus criadores, passassem à história como os inventores do cinema.


As outras imagens que ilustram esta postagem, foram "clonadas" da própria internet.


domingo, 5 de abril de 2009

NB COMANDANTE VARELLA



Este é o Navio Balizador Comandante Varella. Ele está aberto à visitação na XII Festa do Mar, em Rio Grande, RS, de 02 a 12 de abril de 2009. Características, histórico e outras imagens da embarcação estão no site https://www.mar.mil.br/h18/ .
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quinta-feira, 2 de abril de 2009

ABAIXO DA LINHA D'ÁGUA

Outubro de 1982. Choveu demais [durante uns três dias seguidos] em Pelotas, RS. Neste flagrante do Estádio Bento Freitas [do Grêmio Esportivo Brasil], mais ou menos, em torno das 17:00 horas de um dia útil qualquer (não lembro qual), o nível da água já tinha baixado bastante, mas as marcas na parede denunciavam até onde tinha chegado a incômoda situação. No limiar da enchente, sair de casa [e chegar em casa] foi possível, mas com água bem acima do joelho.

Da marquise do estádio e das arquibancadas, moradores das proximidades observam o alagamento no interior do estádio e nas ruas João Pessoa e Princesa Izabel.
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quarta-feira, 1 de abril de 2009

GOODBYE YELLOW BRICK ROADS- ELTON JOHN [E O QUE ESTA MÚSICA ME FAZ LEMBRAR].

Para mim era tradição a cada ano, de dois em dois anos ou, às vezes, num intervalo maior, aproveitar uma parte das férias escolares de verão na cidade de Rio Pardo, RS. Lá eu reencontrava os amigos de sempre e mais alguns [que eu ainda não conhecia porque ficava, pelo menos, um ano sem aparecer]. As partidas de futebol, os torneios de futebol-de-mesa, os passeios de bicicleta (a bicicleta que eu pegava era do meu primo, que era mais velho e quase nem a utilizava) e o sorvete do Café Central ou Café Gaúcho, preenchiam a maioria das nossas tardes [de temperaturas muito próximas dos 30ºC] e noites abafadas. Entre dezembro de 1974 e janeiro de 1975 também foi assim, mas não foi bem assim.
A presença constante [na casa da minha prima, onde eu estava] de uma das irmãs mais novas dos meus velhos amigos foi chamando a minha atenção. Ela recém tinha feito 15 anos, e estava despertando para novas e antigas amizades, assim como tinha acontecido com as suas irmãs mais velhas, outrora, e assim como estava ocorrendo comigo, que tinha a mesma idade.
Ficou marcada por Good Bye Yellow Brick Road [música que tocava direto na Rádio Farroupilha, de Porto Alegre, num programa de todas as manhãs, de segunda à sexta] a atração que comecei a sentir por F..., durante os quase 40 dias em que estive "assentado" em Rio Pardo. Cada vez mais eu tinha vontade de conversar ou passear a pé ou de bicicleta com F... . O ponto culminante do estranho sentimento que eu experimentava foi quando o noivo da minha prima, minha prima e minha mãe resolveram ir à cidade de Santa Cruz, RS, a 32 Km de Rio Pardo. Fui convidado para ir junto e, sem pensar duas vezes, atravessei a rua, andei alguns metros na ladeira da rua lateral, e fui chamar F... para nos fazer companhia. No passeio ao Parque da Gruta e à Catedral São João Batista meu coração bateu "a mil por hora" e me senti muito próximo da minha nova musa. Não tive coragem, porém, de declarar a minha paixão naqueles momentos e nem mesmo uns dias depois, na despedida, quando eu estava prestes a voltar para casa. Algo ficou no ar.
Voltei, menos de um ano depois, em dezembro de 1975, para o casamento da minha prima. Não vi F... nem mesmo no terceiro ou quarto dia após ter chegado. Não perguntei nada a ninguém, pois temia ouvir uma resposta que me desagradasse.
Um dia, observando ao acaso por uma das janelas superiores do sobrado, eu a vi. Caminhava, toda arrumada, pela nossa rua [abraçada a um cara(?)]. Iam e voltavam, a passos pesados, no mesmo quarteirão, sincronizados num mesmo ritmo. Eu já desconfiava.
Minha prima, percebendo a minha decepção, complementou que fazia poucos dias que F... estava namorando, e que aquele era o seu primeiro namorado.
Minha grande frustração foi ter perdido, por muito pouco, o prazo de inscrição para o meu primeiro vestibular do amor.

Good Bye Yellow Brick Road é a música-título do álbum duplo lançado por Elton John, em 1973, e marcou esse "curta-metragem" de verão [narrado acima] na minha vida. Eu nem conhecia o cara até ouvir pela primeira vez a obra-prima Skyline Pigeon, na mesma época, pensando que era o B.J. Thomas. F..., foi quem corrigiu o engano:
- "É o Elton John!" - disse ela.
Skyline Pigeon também me faz lembrar dessa muito antiga paixão.