sexta-feira, 28 de agosto de 2009

ESTAÇÃO AGROCLIMATOLÓGICA DE PELOTAS

Esta é a Estação Agroclimatológica de Pelotas, mantida pelo convênio EMBRAPA/UFPel e o Instituto Nacional de Meteorologia.

Às três e meia da tarde, o dia ensolarado e quente nem se esforçou para mostrar que o mês de agosto requer umas roupas mais pesadas. Eu me cuidei dos bichos rastejantes, as [cobras] Cruzeiras, também chamadas de Urutus, que andam por estes lados. Podia ser que também elas, por causa do calor, resolvessem sair um mês mais cedo das suas tocas. Nunca se sabe.

No pátio da estação dá para ver alguns dos instrumentos para obtenção dos dados meteorológicos. Dentre eles, em primeiro plano, acima, um Tanque Classe A (modelo americano), feito com chapa de ferro galvanizado com 1,21 m de diâmetro e 0,255 m de profundidade, que mede a evapotranspiração. A água é mantida sempre entre 0,05 4 0,075 m abaixo da borda do tanque para evitar derramamento pela ação do vento.

Nesta tomada dá para notar outros instrumentos espalhados, convenientemente, pelo pátio, dentre eles um Piranômetro que mede a radiação solar global. Lá atrás, um Abrigo Meteorológico (a casinha palafitada). No seu interior deve ter: um Termômetro [de mercúrio] de Máxima, que registra a temperatura máxima do dia; um Termômetro [de álcool] de Mínima que registra a temperatura mínima; um Termômetro [de mercúrio] para medir a temperatura do ar; um Termômetro [de mercúrio] de Bulbo Úmido, para medir a temperatura no estado de saturação do ar; um Termohigrógrafo [cujo elemento sensível é composto por uma haste de metal e mechas de cabelo] para registrar a temperatura e a umidade relativa do ar; um Evaporímetro de Piché, para medir o poder evaporante do ar.

Sobre a laje do prédio repousam: um Anemômetro (a antena com as conchas), para medir a velocidade do vento; um Anemógrafo para registrar a velocidade e a direção do vento (acoplado lá dentro do prédio à antena com as conchas); um Heliógrafo e um Actinógrafo (bem à esquerda), que registram o número de horas de insolação e o valor instantâneo da radiação solar, respectivamente.
Lá dentro, além do Anemógrafo, deve ter um Barômetro, que mede a pressão atmosférica instantânea e um Barógrafo, que vai registrando a pressão [ao longo do tempo] em um gráfico.

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

BANDA ENTRECOT- FENADOCE/2009, PELOTAS, RS


O ano é 2009; o evento é a FENADOCE, em Pelotas, RS; o nome da banda é Entrecot; a performance vocal afinadíssima é de Tânia Vieira da Cunha Ramos, irmã do Miguel Angelo Vieira da Cunha, mãe do Marco Antônio e do André, um dos caras da banda, e tia do Miguel Filho, que também é da banda, e que é filho do Miguel Angelo. Na guitarra/violão-base, o Pita (Felipe Möller Alves) outro primo do Miguel Filho.
Dizer que esta é uma banda de família não é só força de expressão. E não é que, por coincidência, todos são meus amigos!


Colaboração: Miguel Angelo Melo Vieira da Cunha

domingo, 23 de agosto de 2009

JEALOUS GUY- JOHN LENNON


"Jealous Guy", interpretada e escrita [ainda no tempo dos Beatles] por John Lennon, apareceu pela primeira vez em seu álbum "Imagine", lançado em 1971. Depois da morte do ídolo foi, das músicas de Lennon, a que teve mais covers (em torno de noventa) lançados.

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

TRAVESSIA DA VIA FÉRREA- PELOTAS, BR-392


Veículos, na manhã do dia 20/08/2009, aguardando a passagem de um comboio ferroviário [que se deslocava para o terminal do Porto de Rio Grande] com mais de 100 vagões que além das máquinas de vante, precisou do auxílio motriz de uma terceira locomotiva a diesel postada no centro da composição.
Tal prática (a de esperar que o trem passe) tem sido comum em função do bem-vindo crescimento do transporte de cargas por via férrea. Todavia há que se ter maior cuidado com os dias de neblina e chuva fina constante ou intermitente, fatores que prejudicam a visibilidade e a dirigibilidade de automóveis e caminhões, e que podem ocasionar acidentes de "efeito dominó", tal como o que ocorreu no mês de junho deste ano, em Rio Grande, na mesma rodovia.
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quarta-feira, 19 de agosto de 2009

UMA VITÓRIA DE PIRRO

Conta a História que em 279 a.C., quando os soldados de Épiro, antiga região da Grécia (atual Albânia), invadiram a Apúlia, região que forma o calcanhar e a espora da "bota" da Itália, defrontaram-se com os romanos na batalha de Ásculo (atual Ascoli Satriano, 30 Km ao sul de Foggia), onde o rei Pirro (318 a.C.-272 a.C.) obteve, a muito custo, uma vitória sofrida e preocupante. Os romanos perderam 6.000 homens, e seus adversários, em torno de 3.500. O golpe foi muito duro para o exército de Pirro, o qual não teria como suportar outro desfalque semelhante se tivesse que enfrentar, de novo, os romanos. Ao ser cumprimentado pela vitória conquistada à custa do sacrifício de tantos homens, ele teria respondido com estas palavras: "Mais uma vitória como esta, e estou perdido”.
Assim pode ser resumido o significado da foto abaixo, uma amostra do sofrimento destes homens aí, pertencentes a uma tropa SS alemã internada na Rússia, em 1941. A batalha foi vencida, mas muitos dos seus companheiros de jornada pereceram.

Origem da foto: Waffen SS- John Keegan

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

CALENDÁRIO DO FUTEBOL BRASILEIRO: ¿MUDAR?


Acompanhei [pelo rádio] a briga do GE Brasil [de Pelotas] na busca de uma vaga para a Série B do Campeonato Brasileiro. Mais uma vez não deu, reforçando a idéia de que as limitações financeiras da região sul do RS é que não permitem uma melhor sorte para os clubes daqui. O Brasil de Pelotas só não vai fechar as portas agora porque vem aí outra competição em nível estadual.
A Copa Arthur Dallegrave que a cada ano tem um nome diferente, dependendo do homenageado, veio só para “encher lingüiça”, porque o Campeonato Gaúcho, propriamente dito, está atrelado às datas da CBF, ou explicando melhor, ao Campeonato Brasileiro. Pois que assim seja.

¿Por que não transformar os campeonatos estaduais em uma [hipotética] Série F do próprio Campeonato Brasileiro, por exemplo, constituindo-se essas disputas em simples degraus para o acesso a uma [também hipotética] Série E?
Dessa forma, as equipes que hoje disputam as séries A, B, C, D do Brasileirão, e mais outras que disputariam a Série E, não jogariam os campeonatos estaduais que ficariam restritos às equipes postulantes a vagas na tal Série E.
E vou mais adiante: penso que deveriam ser 16 (dezesseis) os clubes participantes em cada série (de A a F); a Série E poderia ser constituída por 4 (quatro) rebaixados da Série D + os campeões de alguns Estados (Série F) + os campeões e vice-campeões de outros Estados (Série F) + os 8 (oito) melhores terceiros colocados (Série F) dentre todas as federações, totalizando 64 (sessenta e quatro) clubes, divididos em 4 (quatro) chaves de 16.

Quanto à fórmula das disputas em todas as divisões, é simples: turno e returno, todos contra todos; caem 4 (quatro) e sobem (quatro) nas séries de A a D. Na Série E sobem para Série D os campeões de cada uma das 4 (quatro) chaves e ficam fora, no ano seguinte, os últimos colocados de cada chave, os quais voltam a jogar o campeonato dos seus respectivos Estados (Série F).

Em se tratando, especificamente, de Campeonato Gaúcho [que faria parte da tal Série F], os 16 clubes que hoje integram a primeira divisão, também jogariam em turno e returno, todos contra todos, e só. Daí já se apuraria o campeão e o vice, sem fórmulas mirabolantes.

O objetivo desta idéia é permitir que o calendário oficial do futebol brasileiro possa se espraiar de março a novembro e que também os clubes pequenos joguem durante todo este tempo aí, sem precisar fechar no meio do ano. Em dezembro (férias dos jogadores), janeiro e fevereiro nada de jogo oficial. Os primeiros 2 meses do ano seriam destinados unicamente à preparação dos times, aos amistosos e algum eventual torneio, se assim desejassem os clubes, porque o público brasileiro, nessa época, só quer saber de praia.

Dá para fazer e fica melhor do que está atualmente, mas alguém vai ter que ceder espaço para que a idéia funcione. Isto quer dizer que os 20 (vinte) clubes que jogam na Série A passam a ser 16 (dezesseis), os 20 (vinte) da Série B, passam a ser 16 (dezesseis), e assim por diante.

Que ninguém venha me falar em adequar o calendário do futebol brasileiro ao calendário europeu por causa da tal "janela" que isto eu nem cogitei aqui, mas também dá para fazer sem prejudicar o resto.

domingo, 16 de agosto de 2009

VIKING PETERHOF

Este é o Viking Peterhof. Ele foi construído em 1975 e reformado em 2001. Sua missão é levar turistas de Moscou a São Petersburgo ou de São Petersburgo a Moscou, de maio a outubro, através do rio Volga. São 12 dias de viagem pelo interior da Rússia, com direito a desembarques em cidades milenares situadas ao longo do caminho fluvial.
O barco de 129, 1 metros de comprimento, 16,7 metros de largura, com capacidade para 189 passageiros e 110 tripulantes, pode chegar a 25,5 nós (mais de 40 Km/h) , e mantém dois restaurantes, dois bares, biblioteca, coberta exterior, boutiques, sauna e massagens, médico a bordo, cabeleireiro e lavanderia. Os camarotes standard ou de luxo são equipados com banheiro, ar condicionado, TV e telefone.
Abaixo, o itinerário.

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

O TOURO DE CHILLINGHAM

A imagem abaixo é uma xilogravura. Ela foi entalhada e impressa por Thomas Bewick (1753-1828), um autodidata, filho de um pequeno lavrador inglês, e que desde criança era requisitado pelos aldeões para retratar cenas da vida no campo. Antes de Thomas, a gravação em metal era a única forma de reproduzir um desenho com alta definição. Ele imaginou que a própria ferramenta utilizada para marcar o metal- o buril- poderia servir também para marcar uma madeira bem dura, o que daria uma boa precisão aos traços. A madeira dura substituiria o metal, e o processo de execução das gravuras ficaria muitas vezes mais barato, uma vez que não mais seria preciso transferir a matriz em madeira para o metal, pois o processo exigia uma tecnologia adicional, ou seja, a modelagem em gesso e a fundição, o que no final encarecia o produto. O Touro de Chillingham (The Chillingham Bull) foi xilografado em 1789, e está hoje na Biblioteca de Newcastle City (England). A gravura mostra um exemplo do gado selvagem que vagava pelos 300 hectares do Parque Chillingham em Northumberland, no extremo norte da Inglaterra.

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

ANDREA DORIA

1956, 25 de julho. Às 23.10 h desse dia, o MS Stockholm, um navio de passageiros sueco-americano, abalroou por estibordo o SS Andrea Doria, num ângulo de quase 90º, rasgando-lhe cerca de 25 m de casco. O impacto produziu, de imediato, 5 mortes no Stockholm e 46 no Andrea Doria.
O flagrante de William H. Thomas, obtido no amanhecer do dia 26, mostra o Andrea Doria muito adernado para a direita, já prestes a afundar. Aparentemente, não havia mais ninguém a bordo.
...
Tendo partido de Gênova (Itália) em 17 de julho, o Andrea Doria fez uma parada [de poucas horas] em Cannes, na Riviera Francesa. Depois rumou para sudeste em direção à Nápoles (Itália), onde chegou no dia seguinte. De lá cruzou parte do Mediterrâneo rumo ao estreito de Gibraltar [onde chegou no dia 20], rumando dali em direção à Nova York.
Construído em Gênova e lançado ao mar em 1951, o navio, com 197 metros de comprimento e 27 metros de largura, tinha acomodações para 1241 passageiros e 575 tripulantes, e capacidade para deslocar 29083 toneladas.
Na noite de quarta-feira, 25 de Julho, a embarcação navegava sob intenso nevoeiro rumo ao porto de Nova York sob o comando do Capitão Piero Calamai, com 1134 passageiros a bordo e 572 tripulantes. O Stockholm havia partido desse mesmo porto às 11:30 h da manhã, rumo a Gotenburgo, sob o comando de Harry Gunnar Nordenson, com 747 pessoas a bordo. Esse barco [com 164 metros] apesar de ser menor do que o Andrea Doria, tinha uma proa muito reforçada, especializada em quebrar gelo.
Devido à corrente, o Stockholm estava 20 milhas fora de sua rota e continuava a desviar-se para o norte, indicando um possível cruzamento do seu estibordo com o estibordo do Andrea Doria. Um oficial de serviço a bordo do Stockholm, errou ao interpretar os dados do radar. Deduziu que o outro navio se encontrava a 12 milhas de distância, numa escala de radar de 15 milhas, quando na realidade os navios distavam um do outro apenas 4 milhas, numa escala de 5 milhas. Com base na sua estimativa [errada], esse oficial calculou incorretamente a sua trajetória [sempre para o sul] tentando regressar à sua rota original, indo de encontro ao barco italiano. O Comandante do Andrea Doria, instantes antes do impacto, tentou desviar-se para bombordo, mas a colisão já era inevitável, uma vez que o Stockholm continuava a virar para estibordo.
O Andrea Doria fez água durante dez horas, adernando para estibordo até ficar completamente deitado. Às 10:09 horas da manhã do dia 26 de julho, o transatlântico italiano desapareceu da superfície do Oceano Atlântico, indo repousar a 72 metros de profundidade, nas proximidades da ilha de Nantucket, Massachussets. O Stockholm permaneceu no local toda a noite para prestar auxílio aos náufragos. Os oito salva-vidas de bombordo ficaram presos ao casco do navio italiano, dada a impossibilidade de lançá-los à água.

A animação abaixo mostra como pode ter sido o choque.
Observação importante: Desconheço se os horários registrados nas ocorrências acima são referentes ao padrão GMT ou à hora local na costa leste americana, porém acredito que a segunda hipótese seja a verdadeira.

terça-feira, 11 de agosto de 2009

G.E. BAGÉ EM 1947

Este é o time do Grêmio Esportivo Bagé, em 1947. Esta photo não está no site oficial do clube. Para ver outras do gênero, siga o link acima.

Em pé: Bexiga, Guimarães, Geny, Ducos, Aristeu e Pilão;
agachados: Porto Alegre, Bombachudo, Ballejo, Joane e Marimbondo.

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

GUIAS E LEIS



1- GUIA PRÁTICO DA CIÊNCIA MODERNA:
1.1. Se mexer, pertence à Biologia;
1.2. Se feder, pertence à Química;
1.3. Se não funciona, pertence à Física;
1.4. Se ninguém entende, é Matemática;
1.5. Se não faz sentido, é Economia ou Psicologia;
1.6. Se mexer, feder, não funcionar, ninguém entender e não fizer sentido, é INFORMÁTICA.

2- LEI DA PROCURA INDIRETA:
2.1. O modo mais rápido de se encontrar uma coisa é procurar outra;
2.2. Você sempre encontra aquilo que não está procurando.

3- LEI DA TELEFONIA:
3. 1. Quando te ligam: se você tem caneta, não tem papel. Se tiver papel, não tem caneta. Se tiver ambos, ninguém liga;
3. 2. Quando você liga para números errados de telefone, eles nunca estão ocupados;
Parágrafo único: Todo corpo mergulhado numa banheira ou debaixo do chuveiro faz tocar o telefone.

4- LEI DAS UNIDADES DE MEDIDA:
4.1. Se estiver escrito 'Tamanho Único', é porque não serve em ninguém, muito menos em você.

5- LEI DA GRAVIDADE:
5.1. Se você consegue manter a cabeça enquanto à sua volta todos estão perdendo, provavelmente você não está entendendo a gravidade da situação.

6- LEI DOS CURSOS, PROVAS E AFINS:
6.1. 80% da prova final será baseada na única aula a que você não compareceu, baseada no único livro que você não leu.

7- LEI DA QUEDA LIVRE:
7.1. Qualquer esforço para se agarrar um objeto em queda, provoca mais destruição do que se o deixássemos cair naturalmente;
7.2. A probabilidade de o pão cair com o lado da manteiga virado para baixo é proporcional ao valor do carpete.

8- LEI DAS FILAS E DOS ENGARRAFAMENTOS:
8.1. A fila do lado sempre anda mais rápido;
Parágrafo único: Não adianta mudar de fila; a outra é sempre mais rápida.

9- LEI DA RELATIVIDADE DOCUMENTADA:
9.1. Nada é tão fácil quanto parece, nem tão difícil quanto a explicação do manual.

10- LEI DO ESPARADRAPO:
10.1. Existem dois tipos de esparadrapo: o que não gruda e o que não sai.

11- LEI DA VIDA:
11.1. Uma pessoa saudável é aquela que não foi suficientemente examinada;
11.2. Tudo que é bom na vida é ilegal, imoral, engorda ou engravida.

12- LEI DA ATRAÇÃO DE PARTÍCULAS:
12.1. Toda partícula que voa sempre encontra um olho aberto.

13- COISAS QUE NATURALMENTE SE ATRAEM:
13.1. pobre e funk;
13.2. mulher e vitrines;
13.3. homem e cerveja;
13.4. queijo e goiabada;
13.5. chifre e dupla sertaneja;
13.6. carro de bêbado e poste;
13.7. tampa de caneta e orelha;
13.8. moeda e carteira de pobre;
13.9. tornozelo e pedal de bicicleta;
13.10. jato de mijo e tampa de vaso;
13.11. leite fervendo e fogão limpinho;
13.12. político e dinheiro público;
13.13. dedinho do pé e ponta de móveis;
13.14. camisa branca e molho de tomate;
13.15. tampa de creme dental e ralo de pia;
13.16. café preto e toalha branca na mesa;
13.17. dezembro na Globo e Roberto Carlos;
13.18. show do KLB e controle remoto [para mudar de canal];
13.19. chuva e carro trancado com a chave dentro;
13.20. dor de barriga e final de rolo de papel higiênico;
13.21. bebedeira e mulher feia;
13.22. mau humor e segunda-feira.


Colaboração: Lucinei Bittencourt Silveira

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

A BOLA DA VEZ


Grêmio Foot-Ball de Porto-Alegrense- dezembro/1903.

A história e a trajetória do Grêmio F.B.P.A. todo mundo conhece, mas não custa repetir que o início de tudo se deve à bola que o sorocabano Cândido Dias da Silva, descendente de família curtidoura de couros, ganhou dos seus irmãos, os quais endereçaram o presente para uma firma do mesmo ramo em Porto Alegre, pertencente ao Sr. Carlos Júlio Becker.
A bola de futebol provocou o instinto dos funcionários das Casas Pavão, Pimenta, Tigre e Farmácia Caleya, todas localizadas na Praça 15 de Novembro, entre as Praças Paraíso e Rua Voluntários da Pátria, e começaram eles, aos domingos, a jogar [ou tentar jogar] um novo esporte chamado foot-ball.
O ano era 1903 e a equipe de futebol do Sport Clube Rio Grande, formada por ingleses e alemães, foi à Porto Alegre fazer uma demonstração desse esporte. No dia 7 de setembro o campo da várzea ficou rodeado de curiosos, e entre eles estava Cândido, com sua bola debaixo do braço.

O acaso, não raras vezes, é responsável por variados encontros e desencontros na vida de todo mundo, e dessa vez não foi diferente, pois a bola dos riograndinos esvaziou-se e Cândido, sem titubear, emprestou a sua, garantindo o final da demonstração. Como recompensa, ao final da partida, os jogadores tiveram a boa vontade de explicar-lhe as primeiras lições sobre futebol e como agir para fundar um clube. Dias depois, em 15 de setembro de 1903, trinta e dois caras se reuniram no restaurante de um hotel no centro da cidade (Rua 15 de Novembro, atual José Montaury) e registraram em ata a fundação do novo clube denominado Grêmio de Foot-Ball Porto-Alegrense.

Relato baseado nas notas do Dr. Jairo Cruz, médico do Grêmio entre 1956 a 1973.

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

O FUSCA DO ITAMAR

1993. Em 23 de agosto desse ano a Volkswagen, graças a um acordo com o Governo Federal, relançou o Fusca que ficou conhecido, dessa data em diante, como Fusca do Itamar, porque era ele o Presidente do Brasil na época, e dele partiu a iniciativa.
O motor era a álcool, tinha 1600 cilindradas e o modelo foi produzido no Brasil até 1996.
A história do Fusca é longa e interessante. Quem quiser saber mais pode seguir este link aí http://www.fuscaantigo.com.br/historia1.php .

Este, abaixo, é o verdadeiro..., o genuíno Fusca do Itamar, que estava lá no 17º Encontro do Automóvel Antigo de Juiz de Fora, entre 31/07 e 02/08/2009. E o carro é dele mesmo, conforme descrição do portal maxicar http://portalmaxicar.blogspot.com/, especializado em veículos antigos.

foto e descrição: portal maxicar

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

I GUERRA MUNDIAL- O CHARUTO PRATEADO

Os ataques aéreos na 1ª Guerra Mundial tornaram-se possíveis graças ao invento do Conde Ferdinand Von Zeppelin. Em sua juventude ele foi enviado pelo presidente da confederação alemã para observar a Guerra da Secessão nos Estados Unidos. Lá, viajou num balão para analisar as vantagens de atacar os inimigos do céu e declarou: "Nenhum meio é mais eficiente para conquistar uma região desconhecida ocupada pelo inimigo".
De volta à Alemanha e entusiasmado com a idéia, Zeppelin começou a divulgar seu projeto junto a amigos e pessoas influentes, conseguindo arrecadar 800 mil reichsmark, a moeda da época. Em 2 de julho de 1900, "o charuto de prata", batizado de LZ-1, fez seu vôo inaugural sobre o Lago de Constança.
Reconhecendo o potencial do novo veículo diante de uma possibilidade de guerra contra a Inglaterra e a França, o Exército e a Marinha encomendaram 13 dirigíveis, entre 1909 e 1914. Durante os quatro anos de guerra foram solicitados mais 88, e com eles o império alemão realizou 51 incursões aéreas sobre a Inglaterra, causando a morte de 58 soldados e 500 civis.
No início da guerra, o imperador alemão Wilhelm II (Guilherme II) ainda hesitava em atacar os ingleses devido ao seu parentesco com a família real. A pressão de seus militares, porém, foi maior. Então ele impôs, como condição para autorizar as manobras, que certas regiões fossem poupadas, referindo-se especialmente ao Palácio de Buckingham.
Um dos pilotos relatou mais tarde que na noite da primeira ofensiva ninguém tinha noção de que cidade estavam atacando. As notícias nos jornais ingleses, na manhã seguinte, é que os levou a descobrir por onde tinham voado e o que tinham acertado.
O desenvolvimento do sistema de defesa inglês, todavia, foi muito rápido e, em pouco tempo os "charutos" alemães tornaram-se grandes alvos das baterias antiaéreas. Não demorou para que os militares germânicos avaliassem os prejuízos e desistissem de usar dirigíveis, ainda bem antes do final da guerra.

Na noite do dia 8 de setembro de 1915 o dirigível alemão LZ-13 bombardeou a zona central de Londres. O zeppelin era comandado por Heinrich Mathy. Suas bombas mataram 32 civis e causaram prejuízos de £ 500.000.

domingo, 2 de agosto de 2009

PAUL CÉZANNE

Paul Cézanne (Aix-en-Provence, 19/01/1839— 22/10/1906) estudou desenho na Academia de Desenho de Aix entre 1836 e 1838, e em 1861 candidatou-se a estudar pintura na Escola de Belas Artes de Paris, mas foi recusado, retornando à sua cidade natal. De volta à Paris matriculou-se no Ateliér Libre Suisse, alternando idas e vindas, de Paris à Aix-en-Provence, entre 1864 e 1870.

Cézanne, à época de sua tentativa de ingressar na Escola de Belas Artes de Paris.

Em 1873 encontrou-se com Pissaro [seu velho conhecido do Ateliér Libre Suisse], em Auvers-sur-Oise, que o incentivou a pintar ao ar livre. Então pintou a sua primeira obra-prima impressionista, denominada "A casa do Enforcado".
Entre 1874 e 1877 participou das exposições impressionistas, mas seu grande sonho era ser aceito no famoso Salão anual, onde a crítica especializada reunia aqueles que ela considerava como os principais artistas. Cézanne, contudo, era sistematicamente rejeitado.
Decepcionado diante da hostilidade de alguns de seus invejosos colegas impressionistas que influenciavam a crítica que, por sua vez, influenciava o público, Cézanne voltou para Aix, e resolveu se isolar, pintando em lugares como Medan, La Roche Guyon e Gardanne, onde sua obra atingiu a maturidade, misturando à sua experiência impressionista um raciocínio lógico que redefiniu o seu estilo, passando então a descrever a natureza baseado em três formas geométricas: a esfera, o cilindro e o cone. Assim, antes de começar a pintar reduzia casas, árvores, etc, a diferentes volumes e planos que traçava à base de pinceladas paralelas. O resultado das suas pinturas eram paisagens sutilmente geométricas.
Segundo os críticos atuais, ele é o verdadeiro fundador da arte moderna.

La Route Montante, 1881; óleo sobre tela; 614 x 743 (mm). National Gallery of Victoria, Melbourne. Felton Bequest, 1938.