quarta-feira, 28 de outubro de 2009

MOTOGÁS

Transportar botijões de gás de cozinha em motos é perigoso devido à maior probabilidade de acidentes com esse veículo. Um botijão de gás de 13 quilos, por exemplo, não possui, no meu entender, uma válvula de segurança adequada para evitar vazamento e uma provável explosão, em consequência disto. Sem um manômetro instalado, não dá para saber a pressão interna do gás sobre as paredes do cilindro, e um vazamento mais forte através da parede externa danificada, provocado por uma queda da moto e, consequentemente, do botijão, pode, em função das faíscas geradas do atrito com o solo, do combustível e bateria da moto [que ficam muito expostos], causar uma explosão.
Ao contrário do que muita gente pensa, o Gás Liquefeito de Petróleo (GLP) não tem cheiro. O que se sente quando há vazamento é o odor do Gás Mercaptan- um composto de extrato de animal- que é inserido no recipiente para ajudar as pessoas a perceberem quando há algum vazamento.
Ao que parece o nosso amigo aí [abaixo] não está muito preocupado com a sua própria segurança. A necessidade obriga, e ele está transportando, não 1 (um), mas [talvez] no mínimo 10 (dez) botijões de gás, se levarmos em conta que ele tem que manter a moto equilibrada e que [portanto] deve ter mais uns 3 (três) cilindros pendurados na lateral direita da motocicleta.

Este flagrante sensacional foi obtido pela minha amiga Laura Nunes Vieira, que assim descreveu o que viu:
"A foto do cara na moto eu tirei em janeiro deste ano, voltando para Bagé, ainda no Uruguai. É bem comum ver aquela cena."


Colaboração sinequanon: Laura Nunes Vieira.
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A CHARGE

A palavra charge vem do francês e significa carga. No jornalismo se refere a uma carga contra um adversário. A charge ou caricatura- se preferirmos usar o termo em português- é uma crítica bem humorada, onde o autor critica ou ataca pessoas, instituições e situações da vida social e política. Para conseguir o efeito desejado, ou seja, fazer rir, o chargista faz questão de representar seus personagens com feições e características físicas exageradas, tendendo ao ridículo.
A charge foi definitivamente incorporada ao jornalismo por volta de 1830, quando o francês Charles Philipon (Lyon, 19/04/1800- Paris, 25/01/1861) fundou o jornal humorístico La Caricature.
Aqui no Brasil a primeira charge que se tem notícia apareceu no Jornal do Comércio, do Rio de Janeiro. Seu criador foi Manuel de Araújo Porto-Alegre (Rio Pardo, RS, 29/11/1806- Lisboa, 30/11/1879). Depois, em 1844, esse mesmo autor lançou a revista Lanterna Mágica que publicou charges em todas as suas edições [que foram onze, ao todo].
A partir de 1900, através dos trabalhos de J. Carlos, K. Lixto e Raul Pederneiras, intensificou-se a divulgação da charge no Brasil. Ainda na primeira metade do século XX surgiram vários artistas do gênero e dentre eles destacaram-se: Alvarus, Belmonte, Guevara, Mendez, Nássara, Seth e Voltolino. As charges de Belmonte (pseudônimo de Benedito Bastos Barreto) sobre Hitler, Mussolini e outras personalidades da II Guerra Mundial alcançaram fama internacional.
Uma nova geração de chargistas veio em seguida: Appe, Carlos Estevão, Hilde Weber, Lan, Millôr Fernandes e Péricles; depois: Borjalo, Claudius, Fortuna, Jaguar, Otávio e Ziraldo; e uns anos mais tarde: Henfil, juarez Machado e Vagn.
Abaixo, o Amigo da Onça, [para mim] o personagem brasileiro mais famoso de todos os tempos. Ele foi criado por Péricles.
Ilustração: revista O Cruzeiro- 15/10/1960.


segunda-feira, 26 de outubro de 2009

MEU GRITO

¿Quem [durante anos] afirmou que o Carlos Simon era o melhor juiz de futebol do Brasil?
Eu pergunto e eu mesmo respondo: Foi a imprensa de Porto Alegre. E acrescento: Não é, nem nunca foi um bom árbitro. Na minha avaliação é apenas regular, como muitos outros.
Impressionados com a qualidade que esse apitador tinha- e tem até hoje- de levar [até o fim] uma partida de futebol sem incidentes graves de indisciplina por parte dos atletas envolvidos, os jornalistas gaúchos acabaram confundindo essa habilidade rara [no Brasil] com a capacidade de [em frações de segundo] analisar os lances mais difíceis e decidir o que fazer. Pois ele, geralmente, erra quando tem que fazer isto, e isto vem acontecendo há muitos anos.
Foto: Bernat Armangue, Associated Press.

E eu que pensava ser o único "soldado do passo certo", ou seja, alguém que não enxergava o potencial desse juiz de futebol, coisa que a FGF, a CBF e a FIFA conseguiram descobrir em poucas temporadas, liguei [às 12:00 horas de hoje, 26/10] a TV [no esporte da Band] e pude acompanhar a afirmação do José Luiz Datena, quando questionado a respeito da atuação do Simon no clássico Santos vs São Paulo (25/10): "O Simon não pode apitar nem futebol de botão!"
Considero esta afirmativa como o meu próprio "grito", abafado durante mais de 10 anos pela maioria de "Maria vai com as outras" da imprensa nacional. E ele saiu hoje, ao vivo, por intermédio de um cara que diz o que deve ser dito, sem rodeios.

domingo, 25 de outubro de 2009

LIKE A FOOL- ROBIN GIBB

Entre suas idas e vindas do grupo Bee Gees, Robin Gibb, membro e também um dos fundadores da famosa banda, ocupou lugar nas paradas de sucesso [em 1985] com este single aí.
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sexta-feira, 16 de outubro de 2009

EC VIANA vs CHAPADINHA FC


Campeonato Maranhense da 2ª divisão/2009- 9 gols em 9 minutos. Placar final: Viana 11 x 0 Chapadinha.
Antes desta rodada todos os [quatro] times estavam empatados com 3 pontos. A diferença entre eles estava no saldo de gols: Chapadinha, +2; Viana, 0; Santa Quitéria, 0; Moto Clube, -2.
Com a vitória do Moto Clube sobre o Santa Quitéria por 5 a 1, bastava ao Viana, em função do saldo, vencer por três gols de diferença. O Chapadinha, por outro lado, se vencesse, precisaria somente fazê-lo por um gol de diferença para jogar na 1ª divisão em 2010.
Para não dar chance ao azar, o "melhor" foi marcar o maior número de gols possível.
Confira abaixo.
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Ia me esquecendo de comentar que no outro jogo o "melhor" foi marcar todos os gols através de penalty. O Santa Quitéria teve três atletas expulsos e o Moto Clube, dois.

Fonte: YouTube e todos os canais de esporte do Brasil.

AURORA BOREAL

Este é um registro resumido da Aurora Boreal (assim denominada por Galileu Galilei) que ocorreu num dia de inverno, em 2009, na cidade de Tromsø, província de Troms, Noruega.
Ouvi dizer que as luzes coloridas e brilhantes ocorrem em função do contato dos ventos solares com o campo magnético da Terra, e que as tempestades solares [que causam o estranho efeito] podem interferir nos sinais de TV, telefonia, radares, satélites e quaisquer outros sistemas eletrônicos.

O Werner Beck, bageense dos quatro costados que reside, hoje, em Santa Maria, RS, [e que mandou este filme], descreveu assim o fenômeno:
A tal de "Aurora Bagual" é muito comum aqui no Continente de São Pedro do Rio Grande do Sul, em Bagé ela acontece quando o vento passa pelo Cerro de Bagé, se torce todo no Dom Diogo e pega efeito na Igreja do Auxiliadora, em Pelotas só acontece quando a "cabeluda" tá completamente cabeluda, o vento fica "despentelhado", cruza pelo Aquário e encana na "XV", aqui em Santa Maria faz um rodamoinho quando pega o Morro da Caturrita e sobe direto, diz que se vê lá em São Vicente do Sul. Como "não sêmo inzibido" não filmamos, olha só a que acontece na Noruega.
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Colaboração: Werner X. Beck

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

A ORIGEM DO VOLLEYBALL

1895, 09 de fevereiro. William George Morgan, professor de Educação Física e Diretor da YMCA* de Massachusetts, apresenta uma nova modalidade de esporte e suas regras em uma conferência na Faculdade.
O objetivo principal de Morgan era criar um jogo cujo contato físico entre os atletas fosse mínimo, evitando [ou tornando raras] as lesões provocadas por choques entre as pessoas envolvidas.
Ele chamou esse jogo de Mintonette (já ouvi falar em Minonette)- o qual nos primeiros anos ainda não tinha uma bola específica, sendo praticado com uma câmara da bola de basquete- e o definiu como uma combinação de basketball, baseball, tennis e handball. Mais tarde Morgan mandou confeccionar bolas específicas para o esporte, com circunferências que variavam de 63,5 cm a 68,6 cm e peso entre 252 g e 336 g. Em função do jeito com que a bola era jogada, o esporte foi apelidado de volleyball, que depois virou nome oficial. O detalhe é que nessa época a rede utilizada era a mesma do tennis, a diferença era que sua parte mais alta ficava a 1,85 m do chão (hoje fica a 2,24 m no vôlei feminino e 2,43 m no vôlei masculino).
Não se sabe ao certo quando o volleyball chegou ao Brasil, mas eu acredito que foi logo após a II Guerra Mundial, pois nessa época os brasileiros, em geral, se encantaram com o american way of life (estilo de vida americano), e lá na Itália, uns anos antes, os pracinhas brasileiros, incorporados ao 5º Exército dos EEUU, podem ter aprendido as manhas do jogo com os americanos, e trazido o esporte para cá. Deduzo isto porque já em 1951, no Rio de Janeiro, foi realizado o primeiro campeonato sul-americano da modalidade, com o Brasil sagrando-se campeão masculino e feminino. Em seguida, em 1954, foi criada a Confederação Brasileira de Voleibol, e 10 anos depois o volleyball foi incorporado às Olimpíadas realizadas em Tóquio, no Japão.

A imagem acima é um flagrante da final olímpica de vôlei feminino, em Athenas/2004, onde aparecem: Y.H. Zhang, da seleção chinesa (atacando); e da esquerda para a direita (defendendo), Ekaterina Gamova, Irina Tebenikhina e Marina Sheshenina, da seleção russa. O jogo acabou China-3; Rússia-2. A China levou o ouro, a Rússia ficou com a medalha de prata e- só para constar- Cuba [que derrotou o Brasil] ficou com a medalha de bronze.


*Young Men's Christian Association (Associação Cristã de Moços)

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

A MEGA-SENA É SÓ UM DETALHE

Este é M. C. I. da S., o felizardo ganhador do prêmio da Mega-Sena acumulada, em São João Del Rey, ao lado de belas amigas, 15 minutos após ter recebido o prêmio numa agência da Caixa Econômica Federal. A menina de blusa vermelha afirmou que já estava de olho nele fazia muito tempo, e que sempre ficava na janela esperando ele passar para ir ao trabalho numa construção, pois sempre achou ele um gato.


Já dizia Platão para seus discípulos na Grécia antiga:
"Ποιος θέλει όμορφος άντρας είναι ελαφιών; Γυναίκα θέλει είναι τα χρήματα!"

Ou, traduzindo para o português [do Brasil]:
"Quem gosta de homem bonito é [trans]viado; mulher gosta é de dinheiro!"

Colaboração: Angela Madail Borges

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

PLUTO VAI À GUERRA

Pluto, criado [e assim chamado] por Walt Disney em 1931 para ser o mascote do Mickey Mouse, tinha só 8 (oito) anos quando a Alemanha invadiu a Polônia, em 1939. Nem imaginava que alguns anos depois poderia ser convocado para a guerra que se espalhou pelo continente europeu, norte da África e alguns pontos da Ásia. Assustou-se quando os jornais americanos publicaram o seu nome, enfatizando que "o Pluto é um dos acréscimos mais importantes para que os aliados vençam o conflito".

Apesar do susto, o fiel companheiro do Mickey ficou muito orgulhoso de poder servir à pátria e ficou aguardando, ansioso, um chamado que nunca veio.
Seu dono Mickey, estranhando o comportamento do amigo que mal se acordava de manhã e já colocava o capacete e a coleira do exército, perguntou ao Pluto o que estava acontecendo. Depois de mostrar seu nome escrito no jornal em letras garrafais- "PLUTO"- o mascote não pode esconder sua decepção quando Mickey explicou que "PLUTO", na verdade era um acrônimo escrito "P.L.U.T.O." e que significava Pipe Line Under The Ocean (em português: tubulação sob o oceano).
Em 1942, bem antes do dia D, os ingleses imaginaram fazer uma adaptação ao cabo telefônico submarino [que ligava a Inglaterra à França], transformando-o em uma tubulação destinada a transportar gasolina da ilha para o continente, em função de uma necessidade futura. Em 13 de setembro de 1944 uma ampliação desse sistema fez com que o combustível transportado chegasse até Chartres, bem além do litoral francês, com o objetivo de diminuir as paradas dos tanques e caminhões americanos [por falta de gasolina] durante o avanço da retomada da França. Apesar desta providência, o sistema não obteve grande êxito porque em Chartres a gasolina era posta em galões metálicos, os quais eram carregados em caminhões que os transportavam até a linha de frente, para abastecer outros caminhões, Jeeps e tanques. A maioria dos soldados americanos, afoitos e em clima de grande tensão, usavam o combustível e jogavam fora as preciosas latas de [20 litros], ao invés de acondicioná-las de volta ao caminhão de transporte, para que fossem usadas de novo. Isso comprometeu o esquema de abastecimento americano que entrou, muitas vezes, em colapso por falta de galões para armazenar a gasolina transportada via P.L.U.T.O.

TYRRELL P34- O CARRO DE SEIS RODAS

Este é um teste com o Tyrrell P34, o carro de 6 (seis) rodas projetado por Derek Gardner, com o objetivo de garantir maior aderência das rodas dianteiras, para que pudesse entrar nas curvas com maior velocidade. Ele imaginou que poderia conseguir isso, acrescentando um eixo com duas rodas, de 30 polegadas cada, na parte dianteira do carro.
Após o final da temporada de 1975, lá pelo mês de outubro, os testes com o novo modelo começaram. E este aqui é um deles, com o piloto Patrick Depailler. O motor do carro é um Ford Cosworth DFV 3.0 V8.
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O modelo foi lançado na temporada de 1976 e os pilotos Jody Scheckter e Patrick Depailler chegaram em 1º e 2º lugares, respectivamente, no GP da Suécia daquele ano. Mas foi só.

No final da temporada do ano seguinte, o projeto foi abandonado porque não deu um resultado mais consistente e porque a GoodYear não pretendia dar sequência ao desenvolvimento dos pneus dianteiros de 10 polegadas (menores do que a média) para os carros da Tyrrell.
Em seguida, uma mudança nas regras restringiu o uso de carros com mais de 4 (quatro) rodas na F1, interrompendo, para sempre, quaisquer estudos e especulações de outras equipes para também investir em um carro com 6 (seis) ou [¿quem sabe?] mais rodas.

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

DIÁLOGO ENTRE UM PINTOR E UM AMIGO

- Eis aí um quadro neoconcreto de grande efeito! - diz o artista.
- Mas não entendo nada dele!
- Representa um cão comendo um osso...
- ¿Mas onde está o osso?
- ¿Não percebe que o cão já o comeu?
- Ah... ¿E o cão? Também não o vejo...
- Você vive do passado! ¿Pensa que o cão ia ficar ali olhando à toa, depois de ter comido o osso?
A estória curta, acima, foi enviada por Alex Fernandes, de Ourizona, PR, à revista Seleções Reader's Digest, que a publicou em maio de 2009.