quarta-feira, 31 de março de 2010

BASTIDORES DA ARTE

¿Como seria o ateliér de algum dos famosos pintores de tempos passados?
A gente só imagina, mas não consegue reproduzir [na própria mente] um ambiente daqueles com os detalhes pertinentes à época.
Gustave Courbet, um pintor francês que se tornou chefe da escola realista francesa do século XIX, nos dá uma idéia de como era, na sua tela L'Atelier du Peintre (O Ateliê do Pintor), de 1855- Museu D'Orsay, Paris.

Mas antes, bem antes, em 1666, Johannes Vermeer, pintor holandês, com o seu De Schilderkunst (A Arte da Pintura)- Kunsthistorisches Museum, Viena- já revelava o que havia por trás do pincel e das tintas. Ele pintou o seu próprio retrato, de costas e pintando.

L'Atelier du Peintre


De Schilderkunst
Fontes: quimas.multiply.com; Veja-Larousse- vol. 7.
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terça-feira, 30 de março de 2010

HITLER APRESENTA: O VOLKSWAGEN

Este registro fotográfico é da revista Life, e apresenta, em primeiro plano, um velho conhecido nosso, o fusca. É bem possível que o teor do discurso do führer [nesta oportunidade aí] tenha sido sobre o lançamento desse veículo que ele, originalmente, denominou "carro do povo".
Para saber mais sobre a história do VW, vá por aqui.

Colaboração sine qua non: Werner Beck.
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segunda-feira, 29 de março de 2010

O CROCODILO VOADOR

1972. A Força Aérea Soviética começa a operar com o Mil Mi-24 (Миль Ми-24), um helicóptero de ataque e transporte de tropas produzido pela Mil Moscow Helicopter Plant.










Segundo os entendidos em armas de guerra, o Hind- como é conhecido no ocidente- é um exemplo clássico da filosofia da força bruta, adotada pelos soviéticos durante a Guerra Fria. O "crocodilo voador" foi dimensionado para transportar oito soldados, e a tática de combate é o desembarque pelas portas laterais com o apoio do armamento pesado do próprio helicóptero.

Apesar de contar com quatro mísseis anti-carro e quatro casulos lança-foguetes UV-32, a principal missão do Hind é servir de apoio à infantaria, aliando a visão geral que tem do campo de batalha, com mobilidade e potência de fogo.

Na Rússia [e nos demais países que faziam parte da União Soviética] o Mi-24 ainda é utilizado, e é também exportado para mais de 15 países.

Fontes: pravda.ru; militarypower.

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domingo, 28 de março de 2010

C.R. VASCO DA GAMA- CAMPEÃO BRASILEIRO, 1974

1974, 1º de agosto. O favorito para vencer o Campeonato Brasileiro de 1974 [para mim] era o Cruzeiro que tinha um baita time e estava embalado. Mas nesse dia, ou melhor, nessa noite, no Maracanã, o Vasco jogou melhor e [apesar de um gol de Zé Carlos (Cruzeiro) ter sido anulado por equívoco do árbitro Armando Marques] teve méritos para vencer. Para mim foi surpreendente a atuação e a vitória [por 2 x 1] deste time aí que formou assim:
Andrada; Fidelis, Miguel, Moisés e Alfinete; Alcir, Zanata e Ademir; Jorginho Carvoeiro, Roberto Dinamite e Luis Carlos. O técnico era Mário Travaglini.
Os gols que valeram: Ademir (14 min.- CRVG); Nelinho (64 min.- CEC); Jorginho Carvoeiro (78 min.- CRVG).
Na foto acima, publicada na Enciclopédia do Futebol, da revista Placar:
de pé- Andrada, Miguel, Alcir, Fidélis, Moisés e Alfinete;
agachados- Jorginho Carvoeiro, Zanata, Ademir, Roberto Dinamite e Luís Carlos.
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ESTE LADO PARA CIMA

Floresta da Tijuca, Rio, julho de 1986. Não são duas as fotos; ambas são uma só. Só que uma das cópias está de cabeça para baixo.


Quando vi pela primeira vez esta foto, registrada por Maurício Fontana, não soube dizer [de pronto] qual era o sentido certo da mesma. Achei menos desgastante [para o Tico e oTeco] perguntar direto ao autor. Reclamei que ele não havia indicado [no verso] o "este lado para cima" da coisa.
É fácil observar qual das duas versões está de acordo com a realidade de quem vive com os pés no chão, sob os efeitos da gravidade média da Terra (=9,80665 m/s.s) e da luz solar, mas quem olhar para a imagem com uma certa desatenção pode não perceber.
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sexta-feira, 26 de março de 2010

DESCARREGANDO COCOS

Foto publicada no Atlas Universal 28- Editora CODEX.

Cartagena, noroeste da Colômbia. Quase não havia mais lugar para acomodar os cocos [transladados da escuna] na estreita canoa escavada em tronco de árvore. A mercadoria, produto essencial na alimentação das populações subtropicais do país, já tinha destino certo.
O registro fotográfico é lá da primeira metade dos anos 70.
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quinta-feira, 25 de março de 2010

GRUPOS DA COPA 2010

Por e-mail: Werner Beck.
Clique na imagem e, para obter um zoom, clique nela de novo. Para aumentá-la ainda mais o comando é "
ctrl +".
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PISANDO NA LUA

Imagem publicada no ATLAS 28- Editora Codex.


1969, 20 de julho. Como um espelho, o visor do traje espacial de Edwin Aldrin reflete, próximo ao módulo lunar, a presença do astronauta Neil Armstrong na Lua.

Fica a pergunta:
¿Como foram registradas (1) a imagem de Aldrin aí nesta foto e (2) a cena de Armstrong descendo a escada do módulo para ser o primeiro homem a pisar na Lua?

Possível resposta: Uma câmera automática acoplada ao próprio módulo.

¿Será?
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terça-feira, 23 de março de 2010

LA MANO DE DIOS

Este fragmento do filme "Maradona", de Emir Kusturica (Емир Кустурица), homenageia um dos maiores jogadores de futebol de todos os tempos. Para os argentinos ele foi o melhor de todos; para nós, brasileiros, o segundo melhor.
Maradona, de viva voz, dá o recado através da música composta por Rodrigo e Alejandro Romero, La Mano de Dios.
En una villa nació, fue deseo de Dios,
crecer y sobrevivir a la humilde expresión.
Enfrentar la adversidad
con afán de ganarse a cada paso la vida.
En un potrero forjó una zurda inmortal
con experiencia sedienta ambición de llegar.
De cebollita soñaba jugar un Mundial
y consagrarse en Primera,
tal vez jugando pudiera a su familia ayudar...

A poco que debutó
"Maradó, Maradó",
la 12 fue quien coreó
"Maradó, Maradó".
Su sueño tenía una estrella
llena de gol y gambetas...
y todo el pueblo cantó:
"Maradó, Maradó",
nació la mano de Dios,
"Maradó, Maradó".
Sembró alegría en el pueblo,
regó de gloria este suelo...

Carga una cruz en los hombros por ser el mejor,
por no venderse jamás al poder enfrentó.
Curiosa debilidad, si Jesús tropezó,
por qué él no habría de hacerlo.
La fama le presentó una blanca mujer
de misterioso sabor y prohibido placer,
que lo hizo adicto al deseo de usarla otra vez
involucrando su vida.
Y es un partido que un día el Diego está por ganar...

A poco que debutó
"Maradó, Maradó",
la 12 fue quien coreó
"Maradó, Maradó".
Su sueño tenía una estrella
llena de gol y gambetas...
y todo el pueblo cantó:
"Maradó, Maradó",
nació la mano de Dios,
"Maradó, Maradó".
Sembró alegría en el pueblo,
regó de gloria este suelo...

Olé, olé, olé, olé, Diego, Diego.

E com a narração de Victor Hugo Morales, "la mano de Dios", propriamente dita.

TERREMOTO

Em tempos de terremotos [no Haiti, no Chile, et ailleurs], o nosso foi muito bem representado pelo Cícero, jornalista e ilustrador do Jornal de Brasília.
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segunda-feira, 22 de março de 2010

COLÉGIO ELEMENTAR

Foto divulgada pelo jornal Correio do Povo- Porto Alegre, RS.

Este é o prédio do antigo Colégio Elementar, de Encruzilhada do Sul, inaugurado em 1910, hoje denominado Escola Estadual de Educação Básica Borges de Medeiros. A instituição que sempre funcionou aí neste mesmo local (Rua Conde de Porto Alegre, 154- Centro) completou, em 19 de março de 2010, 100 anos de atividades ininterruptas, e conta hoje com 1200 alunos nos ensinos fundamental e médio.
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PRESTATIVIDADE








Por e-mail: Werner Beck.

Altas horas da madrugada, um casal acorda ao som insistente da campainha da porta.

O dono da casa se levanta e, pela janela, pergunta:
- O que é que você quer?

- Olá. Eu sei que é tarde, mas preciso que alguém me empurre. A sua casa é a única nesta região. Só você pode me empurrar!

Louco da vida, o recém-acordado replica:
- Eu não o conheço, são 4 horas da madrugada e me pede para ajudá-lo? Ah, Vá se cagar! Você está bêbado!

E volta para a cama.

A mulher,que também acordara, não gostou da atitude do marido:
- Você exagerou! Já ficou sem bateria há pouco tempo. Bem que podia ter ajudado o indivíduo.

- Empurrá-lo? Ele está é bêbado - desculpa-se o marido.

- Mais um motivo para ajudá-lo - insiste a mulher. Ele não vai conseguir sozinho. Logo você, que é sempre tão prestativo!

Mordido pelo remorso, o marido se veste e vai para a rua:
- Hei, eu vou te ajudar! Onde é que você está?

E o bêbado, gritando do fundo do jardim:
- Aqui..., no balanço!

quarta-feira, 17 de março de 2010

PHOTOS NA PRAIA

Verão de 1921/22. Banhistas posam para photograffias na praia de Copacabana, no Rio de Janeiro, capital da [então] República dos Estados Unidos do Brasil.
Fonte: revista Careta, nº 724, ano XV- 06/05/1922.
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terça-feira, 16 de março de 2010

ALWAYS ON YOUR SIDE- SHERYL CROW & STING




Música: Always On Your Side
Composição: Sheryl Crow
Álbum: Wildflower
Ano: 2005
Clip performance: Sheryl Crow & Sting

Fonte: YouTube-VEVO

TEMPOS MODERNOS NO ÁRTICO

O cartunista André Macedo descobriu, 'inda estes dias, que até os ursos polares já se deram conta da "preocupação" do bicho homem com os efeitos das mudanças climáticas em curto, médio e longo prazos.
Jornal Diário Popular, 19 de dezembro de 2009- Pelotas, RS.
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segunda-feira, 15 de março de 2010

REFUGIADOS DE GUERRA

Paris, 1940. Refugiados franceses, em meio ao colapso total da França ante os invasores alemães, são auxiliados por cozinhas comunitárias.

Fonte: História Ilustrada da 2ª Guerra Mundial. França-1940. A Catástrofe.
..........John Williams.
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"I LOVE YOU" CANINO

Por e-mail: Denise B.F. Bechuetti



sexta-feira, 12 de março de 2010

GRÊMIO FBPA- EM 1974

1974. Apesar de ter perdido o gauchão para o Internacional [que foi campeão sem perder nenhum ponto], o Grêmio tinha um time de respeito. Tanto é assim que fez a melhor campanha dentre todos os 40 clubes no campeonato brasileiro daquele ano. Conquistou 38 pontos em 24 jogos (as vitórias naquele tempo valiam só 2 pontos), dois a mais do que o campeão Vasco da Gama (36 pontos em 28 jogos). Com a mesma pontuação do Cruzeiro [que fez 38 pontos em 28 jogos, e foi vice-campeão], o Grêmio, com três jogos a menos, superou a raposa mineira no número de vitórias (18 contra 14) e no saldo de gols (26 contra 18).
E se as vitórias já valessem os 3 pontos, com 18 vitórias, 2 empates e apenas 4 derrotas, seriam 56 pontos, contra 52 pontos do Cruzeiro.
Grêmio campeão, disparado. Mas o formulismo que o prejudicou nessa oportunidade, viria a ajudá-lo muito mais tarde- no campeonato brasileiro de 1981. Mas essa é outra história a ser contada.

A formação deste time aí era assim: Picasso; Cláudio, Ancheta, Beto Fuscão e Jorge Tabajara; Carbone, Yura e Luís Carlos; Carlinhos, Tarciso e Loivo.
De pé- Ancheta, Cláudio Radar, Carbone, Beto Fuscão, Jorge Tabajara e Picasso;
agachados- Carlinhos, Yura, Tarciso, Luís Carlos e Loivo.

Foto: Placar- enciclopédia do futebol.
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quinta-feira, 11 de março de 2010

TORI - PARA MAIORES DE 16

ATENÇÃO:
Este post é desaconselhável para menores de 16 anos e maiores de 116, e também para aqueles cuja religião, crença ou princípios não permitam a visualização de cenas totais ou parciais de nudez.
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A blusa, camisa, vestido, ou seja lá o que for, é Lacoste. No embalo de "The House of the Rising Sun", a imaginação de cada um dá conta do resto, que pode(ria) até ser assim: o cigarro é Pall Mall; o carro é um Dodge Dart, 1973; a guria é a filha do meio, do vizinho antipático e metido a moralista, a qual fugiu com o namorado que é mal-visto pela família.
Título original: TORI
Estúdio: Luft Films
Produção: Jacques Magazine
Direção: Jonathan Leder

terça-feira, 9 de março de 2010

LINGER- THE CRANBERRIES

No começo dos anos 90 os irmãos Noel e Mike Hogan colocaram um anúncio no jornal. Eles procuravam um vocalista para o que eles chamavam The Cranberry Saw Us. Acabaram encontrando, não "um" vocalista, mas "uma" vocalista chamada Dolores O'Riordan. Além da voz arrojada, ela trouxe na bagagem um rascunho de Linger. Essa música foi fundamental para o sucesso do álbum de estreia [em 1993] Everybody Else Is Doing It, So Why Can't We? dos que agora se chamavam The Cranberries, assim formados: Dolores O'Riordan- vocalista; Noel Hogan- guitarrista; Mike Hogan- baixo; Fergal Lawler- baterista. O álbum atingiu o primeiro lugar nas paradas britânicas.
Fontes: YouTube-VEVO; jornal Diário Popular- Pelotas, RS.

domingo, 7 de março de 2010

MARKETING VOLKSWAGEN- ANOS 60

Colaboração: Denise BF Bechuetti
Se não fôr possível ler o texto complementar [acima] acredite em mim e leia o que eu transcrevi abaixo.

"Caso sua mulher venha a bater em algo com o seu Volkswagen, isto não lhe custará muito.
Peças VW são fáceis de trocar. E baratas.
Um para-lama sai fácil sem desmontar metade do carro. E um novo é instalado com apenas 10 parafusos.
Por $24,95 mais mão de obras.
E uma concessionária VW sempre tem as peças que você está procurando.
A maioria das peças VW são intercambiáveis também. Dentro e fora. Quer dizer que sua esposa não está limitada a amassar apenas o para-lama.
Ela pode amassar o capô. Arranhar a porta. Ou soltar o para-choque.
Isso pode deixar você furioso, mas não vai deixar você pobre.
Então quando sua esposa for fazer compras no Shopping em um Volkswagen, não se preocupe.
Você pode facilmente trocar tudo o que usar para 'parar' o carro.
Inclusive os freios."
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A INVENÇÃO DO RÁDIO

¿Quem inventou o rádio?
A primeira resposta que nos vem à mente é Guglielmo Marconi. De fato, ele é reconhecido pelos países de primeiro mundo como o descobridor do rádio. Em 1895 ele efetuou testes de sinais de transmissão sem fio, primeiro a 400 metros de distância, depois logrou ampliar a distância através da aplicação dos princípios de funcionamento da antena de rádio. No ano seguinte Marconi conseguiu a patente da sua descoberta e assim ficou conhecido como o "inventor do rádio.
Há controversias. Em 1893- portanto antes dos experimentos de Marconi- o cientista e engenheiro gaúcho [de Porto Alegre], padre Roberto Landell de Moura já testava a primeira transmissão por ondas eletromagnéticas, sem fio.
"Ele patenteou inventos no Brasil e nos Estados Unidos, mas, por uma série de infortúnios, não conseguiu nenhum apoio para o desenvolvimento dos artefatos. Foi incompreendido, taxado de maluco e de ter pacto com o demônio. Não foi reconhecido em sua época e, pior ainda, até hoje é pouco conhecido, embora tudo esteja devidamente documentado." Jornalistas & Cia.

O transmissor de ondas, retratado abaixo, foi inventado pelo padre Landell de Moura.
Foto: arquivo do jornal Correio do Povo- Porto Alegre, RS

Para saber mais sobre o padre Roberto Landell de Moura e suas invenções, siga os links abaixo:



E se quiser aderir ao abaixo-assinado [solicitando a inclusão dos feitos do cientista-engenheiro padre Landell de Moura no currículo escolar obrigatório] que será encaminhado ao ministérios da Educação e das Comunicações, preencha o cadastro no site a seguir:


Fontes: jornal Correio do Povo; srhistoria.blogspot.com; jornalistasecia.com.br
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sexta-feira, 5 de março de 2010

EC BAHIA- CAMPEÃO DA TAÇA BRASIL

Na foto, obtida da revista Placar, aparecem:
em pé- Nadinho, Leone, Henrique, Flavio, Vicente e Beto;
agachados- Marito, Alencar, Léo, Bombeiro e Biriba.

1959. A campanha do Bahia na Taça Brasil começou em agosto desse ano. O time passou fácil pelo CSA (5x0 e 2x0), venceu o Ceará em uma melhor de três (0x0, 2x2 e 2x1) e sofreu para despachar o Sport Recife, também em uma melhor de três (3x2, 0x6 e 2x0). É verdade que se os critérios de desempate daquele tempo fossem os de hoje, o Bahia já teria sido barrado pelo Ceará antes de encarar o Sport. Mas "uma coisa é uma coisa e outra coisa é outra coisa", como se diz por aí.
Tendo se classificado na "zona norte" da competição, foi a vez de enfrentar [na semifinal] uma das equipes classificadas pela "zona sul". Os que brigavam nessa área eram o Vasco da Gama e o Santos, que foram privilegiados (não sei porquê) e só entraram na competição a partir das semifinais, e o Grêmio- que já havia vencido os Atléticos, Paranaense (1x0 e 1x0) e Mineiro (4x1 e 1x0).
O Santos venceu o Grêmio, em 17/11, na Vila Belmiro (4x1), conseguiu um empate, em 25/11, no Olímpico (0x0) e se classificou para a final. O Vasco da Gama tinha uma missão mais fácil. Era "só" ganhar do Bahia no Maracanã, que um simples empate depois, lá na Fonte Nova, garantir-lhe-ia a passagem para a final contra Santos ou Grêmio.
Mas o Bahia surpreendeu e venceu no Rio (1x0), em 19/11/59. Em Salvador, 5 dias depois, o Vasco se recuperou da desvantagem, vencendo por 2 a 1 e provocando um terceiro jogo, também disputado no Estádio da Fonte Nova. Aí sim, em 26/11: Bahia 1; Vasco 0. O Bahia faria a final contra o Santos.

A história detalhada dos jogos finais (EC Bahia x Santos FC) está assim relatada no site do Museu dos Esportes:

"O Santos achando que o titulo seria decidido em duas partidas, programou uma temporada pelo exterior para logo após a decisão da Taça Brasil. O clube paulista era poderoso, tinha Pelé, ganhador de muitos títulos e o grande favorito da competição. Entretanto, já no primeiro jogo realizado na Vila Belmiro, o Bahia mostrou que pensava seriamente no titulo. O Santos marcou logo 2x0. Foi quando veio a reação que ninguém esperava. O Bahia venceu por 3x2 com um gol de Alencar assinalado em cima da hora. O segundo jogo foi em Salvador. O Bahia jogava bem, e os baianos acreditavam que a festa poderia ser mesmo na Boa Terra. Acontece que neste jogo, Pelé estava num dia de genialidade comum e esmagou a defesa do Bahia. O Santos venceu por 2x0. A diretoria do Santos não quis jogar o terceiro jogo em Salvador e exigiu um campo neutro. A CBD atendeu. A segunda partida deveria ter jogada no dia 30 de dezembro. O Santos argumentou que não tinha datas disponíveis. A CBD manteve o jogo para a data programada. Foi então que o presidente do Bahia, Osório Vilas Boas entrou na jogada. Psicologicamente, seu time não estava nada bem depois da derrota em Salvador. A temporada do Santos no exterior iria desgastar a equipe paulista. O Bahia teria tempo para se refazer. Por isso, concordou com o Santos e fez a CBD aceitar uma outra data: 29 de março, no maracanã.

Enquanto o Santos se arrebentava na Europa, jogando um dia sim outro não, o Bahia se preparava para a decisão. Na volta do clube da Vila Belmiro, Pelé teve que ser operado das amígdalas e ficou de fora da final. Entre os baianos, o treinador Geninho teve que retornar ao Rio de Janeiro por problemas particulares. Assumiu Carlos Volante.

Na noite de 29 de março de 1960, o maracanã recebe um bom publico, quase todos torcendo pelo Bahia que entrou em campo com Nadinho. Beto. Henrique. Vicente e Nezinho. Flavio e Mario. Marito. Alencar. Léo e Biriba. O Santos jogou a final com Lalá. Getulio. Mauro. Formiga e Zé Carlos. Zito e Mario. Dorval. Pagão. Coutinho e Pepe. O carioca Frederico Lopes foi o juiz. O início do jogo era igual, mas foi o Santos quem abriu a contagem através de Coutinho. O Bahia empatou com Vicente cobrando uma falta da intermediária. Nessas alturas, os baianos dominavam o jogo e os santistas demonstravam um cansaço com pouca disposição para disputar as bolas divididas. No primeiro minuto do segundo tempo, Léo marcou o segundo gol do Bahia. O Santos se desesperou. Coutinho tentava romper a defensiva dos baianos, mas tinha a marcação de Vicente em todas as partes do campo. O treinador Lula ainda tentou Tite no lugar de Pagão, mas não deu certo. Aos 24 minutos o juiz expulsou Getulio. Formiga reclamou exageradamente e também expulso. Aí o Santos começou a apelar. Aos 32 minutos, Coutinho agrediu Nezinho e foi colocado para fora. Vicente deu um soco em Coutinho e também foi obrigado a sair. Perdido por dois, perdido por mil, os santistas resolveram parar os baianos no pau. A policia entrou em campo e esfriou os ânimos. O juiz Frederico Lopes expulsou outro santista. Dorval deu um tapa em Henrique e também saiu mais cedo. Aos 37 minutos, o Bahia sacramentou o titulo assinalando o terceiro gol. A festa já tinha começado na Bahia de todos os santos. Era também a vitória da malícia de Osório Vilas Boas que se impunha contra à pretensão de Atiê Jorge Cury. O dirigente do Santos , antes da decisão, havia enviado um telegrama ao San Lorenzo de Almagro, da Argentina, propondo datas e locais para os dois jogos pela Taça libertadora. Só que o San Lorenzo jogou mesmo foi contra o Esporte Clube Bahia, o campeão da primeira Taça Brasil. Para ser campeão, o Bahia jogou quatorze vezes. Venceu nove. Empatou duas e perdeu três."

E.C. Bahia, campeão da Taça Brasil de 1959.
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TEMPOS DIFÍCEIS NA IRLANDA DO NORTE

1997, 20 de janeiro. Soldado inglês assume posição preventiva após a explosão de uma bomba [às 11:30 h GMT (Greenwich Mean Time)] debaixo de uma caminhoneta, em Larne, condado de Antrim, norte do Ulster, Irlanda do Norte.
Alheia ao perigo, a criança [bem acomodada no carrinho] só está preocupada em olhar para a câmera do repórter fotográfico.
Fonte: jornal Correio do Povo- Porto Alegre, RS
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quinta-feira, 4 de março de 2010

CAPITÃO GAY- VIVA O GORDO

"É o defensor das minorias [gay]
É sempre contra as tiranias [gay]
¿É avião, passarinho sem rabicho...
... Ou se parece mais com outro bicho?"


Uma das atrações do programa Viva O Gordo [lá pelos idos de 1981/82] era o Capitão Gay (Jô Soares). O supeg-hegói, auxiliado por seu fiel escudeiro [e também super-herói] Carlos Suely (Eliezer Motta), escondia suas aptidões sob um imponente e respeitável título de Comendador.
Confira aí.

quarta-feira, 3 de março de 2010

FUTEBOL BRASILEIRO- UMA OBSERVAÇÃO MUITO IMPORTANTE

Reproduzo, nesta postagem, na íntegra, a análise do jornalista Antonio Carlos Teixeira para o site Observatório da Imprensa, em 02 de dezembro de 2008. O objetivo é manter viva a chama da discórdia em relação ao não reconhecimento [pela CBF] dos títulos nacionais, obtidos pelas equipes brasileiras em período anterior a 1971, quando o campeonato brasileiro "não existia(?)"
Leia a matéria, conheça e reconheça [se concordar com o enfoque] os títulos nacionais que caíram no esquecimento daqueles que contam a história parcial..., digo..., oficial do futebol brasileiro.


COMPLÔ CONTRA A MEMÓRIA DO FUTEBOL BRASILEIRO
Por Antonio Carlos Teixeira em 2/12/2008


No episódio sobre o reconhecimento dos títulos nacionais conquistados por vários clubes nas décadas de 50 e 60, a imprensa esportiva brasileira está de mãos dadas com a CBF (Confederação Brasileira de Futebol). Sabe-se que a entidade comandada por Ricardo Teixeira despreza os torneios anteriores a 1971, quando teve início o Campeonato Brasileiro. Entre os times vencedores daquelas competições estão Santos, Botafogo, Palmeiras, Bahia, Cruzeiro e Fluminense.

De acordo com a fraquíssima memória da CBF, Pelé não tem títulos nacionais. É rei sem coroa. O atleta de todos os tempos é órfão de conquistas no país que ajudou a se transformar no maior papão de títulos do mundo.

A entidade máxima do nosso futebol não está só. Tem o apoio de parte da mídia esportiva. O Globo Esporte, da TV Globo, vira e mexe traz reportagens colocando o Flamengo como pentacampeão brasileiro. Justíssimo. Ocorre que a TV Globo, ao mesmo tempo em que "reconhece" o título do time carioca de 1987, ignora as conquistas do Santos de Pelé e do Botafogo, de Jairzinho, por exemplo.

Se a CBF considera o Sport o legítimo campeão nacional daquele ano, por que a Globo contradiz a versão oficial, colocando o Flamengo como penta? O comportamento da emissora carioca seria coerente se também considerasse os títulos vencidos por Santos, Botafogo, Palmeiras, Bahia, Cruzeiro e Fluminense.

O jornal Folha de S.Paulo também presta desserviço à história do futebol brasileiro. No final do ano passado, o diário paulista publicou ranking dos clubes mais vitoriosos no Brasil. E atribuiu pontuação bem inferior aos campeonatos disputados antes de 1971.

Injusto e imoral

CBF e imprensa esportiva não têm memória. Os argumentos para o não-reconhecimento dos títulos dos anos 50 e 60 são frágeis, superficiais e despropositados. Um deles é o de que os campeonatos anteriores a 71 mudaram de nome várias vezes. Se o critério for este, o que dizer do atual Brasileiro, cuja competição trocou de nome pelo menos cinco vezes? Nasceu Campeonato Nacional, virou Taça de Ouro e Taça de Prata, ressurgiu como Copa União (módulos de várias cores), voltou a ser Brasileiro, apareceu como Copa João Havelange e agora é o "novo" Brasileiro de pontos corridos.

De 1971 para cá, a competição "oficial" da CBF teve um regulamento para cada ano. Bagunça generalizada. Essa babel de regulamentos e desmandos durou pelo menos 32 anos. Muita coisa aconteceu nessas mais de três décadas. As viradas de mesa tornaram-se comuns. O Campeonato Brasileiro só passou a ser mais bem organizado a partir de 2003. Ainda assim, não se observa o tal "caráter nacional" da competição. Somente nove dos 26 Estados, além do Distrito Federal, têm representantes no "novíssimo" Campeonato Brasileiro.

Seria, então, o caso de menosprezar as conquistas entre 1971 e 2002? A julgar pelo entendimento da CBF e mídia esportiva, sim. Mas seria injusto e imoral tirar títulos conquistados dentro de campo, tal qual nos anos 50 e 60. A prova de que as disputas nesses anos eram tão nacionais é que Náutico, Fortaleza, Sport e Bahia chegaram a várias finais, desbancado os "grandes" de São Paulo, Rio, Minas e Rio Grande do Sul.

Torneio continental

Outra coincidência: os títulos ignorados pela CBF foram conquistados entre 1958 e 1970, justamente no momento em que o Brasil passou a dominar o futebol mundial. Depois disso, o "país do futebol" só voltaria a vencer outra Copa 24 anos mais tarde.

Vale lembrar que muitos campeonatos estaduais chegaram a ser disputados por apenas quatro equipes. O Paulista, por exemplo, chegou a ter dois campeonatos paralelos, além de edições com apenas quatro clubes. Mais: desde 1902, esteve sob a responsabilidade de nove diferentes federações. Mesmo diante de tantas alterações, todos os títulos são reconhecidos.

O Wikipédia traz um texto sobre a Taça Brasil, cuja introdução revela o caráter nacional dessa competição: "A Taça Brasil foi uma competição de futebol de nível nacional disputada em sistema de copa entre 1959 e 1968, antecedendo a criação do Campeonato Brasileiro. Foi criado pela CBD em 1959 para indicar os representantes brasileiros para um torneio continental e que teve sua origem no Congresso da Confederação Sul-Americana de Futebol (CONMEBOL), realizado no Rio de Janeiro em 1958, e que passaria a se chamar Taça Libertadores da América. Participavam da Taça Brasil equipes campeãs estaduais de todo o país..."

Será que Pelé existiu?

Para a CBF, o zagueiro Odvan, do Vasco, tem mais história que o grande Mauro Ramos, do Santos. Os laterais Giba, do Corinthians, e Maurinho, do Cruzeiro, têm títulos nacionais. Merecidíssimos, aliás. O contra-senso é descobrir que o grande capitão do tri do Brasil e do grande Santos, Carlos Alberto Torres, não traz essa conquista em sua biografia, mesmo fazendo parte de um time que venceu cinco campeonatos nacionais consecutivos.

Jairzinho, Gérson e Paulo César Caju são, na memória da CBF, nada diante de Bobô, Tupãzinho, Tonhão, Paulo Almeida, entre outros. E quem são Djalma Santos, Dudu e Ademir da Guia perto de Cris, Richarlysson, Wilson Mano e Tóbi? Pode-se comparar, por exemplo, Tostão e Piazza a Vampeta e Luizão? Para a CBF, não só pode como estes levam ampla vantagem sobre aqueles.

Louve-se a notável ferramenta Wikipédia, que mantém intacta a história do futebol brasileiro dos anos 50 e 60. Os torcedores de Botafogo, Santos, Bahia, Cruzeiro, Fluminense e Palmeiras que quiserem olhar pra trás têm de lançar mão do vasto material disponível na internet sobre o período mais vitorioso do futebol brasileiro.

Porque, se depender da mídia esportiva, a história desse esporte no Brasil começa somente em 1971. Foi quando a CBD – e depois a CBF – passaram a gerir o esporte mais apaixonante do planeta de maneira irresponsável e irregular, sob enxurrada de denúncias de corrupção, dentro e fora de campo.

Fica, por fim, pergunta aos burocratas da CBF e aos jornalistas esportivos, principalmente aos da velha guarda: Pelé existiu? Têm certeza? E Garrincha, Gérson, Ademir da Guia, Tostão, Pepe, Gilmar, Piazza, Cafuringa, Marco Antônio e tantos outros campeões das décadas de 50 e 60?


Foto: www. Pelé comemora com Jairzinho (7) o seu gol, o primeiro do Brasil contra a Itália, na vitória de 4 x 1, na final da Copa de 1970.