sexta-feira, 30 de abril de 2010

GENTE DA NOITE- TATATA PIMENTEL



Sempre que consigo "escapar" do trabalho mais cedo, dou uma espiada no "Gente da Noite", na TVCOM de Porto Alegre, não tão interessado no programa, mas na figura que é Tatata Pimentel, um erudito em cultura francesa e que desfila toda a sua elegância natural durante o programa. O santamariense Roberto Valfredo Bicca Pimentel é único e quase inimitável. O "quase" fica [única e exclusivamente] por conta do André Damasceno.

André Damasceno interpreta Tatata Pimentel

quinta-feira, 29 de abril de 2010

NESTLÉ vs VATICANO

Colaboração: Rodrigo L. Granada

A Nestlé solicitou uma reunião com o Papa no Vaticano. Após receber a bênção do mesmo, o representante cochichou:
- Vossa Santidade, nós temos uma oferta. A Nestlé está disposta a doar US$ 50 milhões à Igreja se Vossa Santidade mudar a frase da oração Pai Nosso, de 'o pão nosso de cada dia nos dai hoje para 'o chocolate nosso de cada dia nos dai hoje'.

O Papa responde:
- Isto é impossível. A oração é a palavra do Senhor e não pode ser mudada.

- Bem,- diz o homem- nós já prevíamos sua relutância e, por isso, nós aumentamos a oferta para US$ 100 milhões. Tudo o que pedimos é que se mude a frase de pão para chocolate.

Novamente o Papa responde:
- Isto, meu filho, é impossível... A prece é a palavra de Deus e não pode ser mudada.


Finalmente, o homem da Nestlé diz:
- Vossa Santidade, nós da Nestlé respeitamos vossa fé, mas temos uma oferta final: doaremos US$ 500 milhões para a Igreja Católica, simplesmente se a frase 'o pão nosso de cada dia' for mudada para 'o chocolate nosso de cada dia'. Por favor, pense nisso.

No dia seguinte, o Papa convoca o Colégio dos Cardeais e diz:

- Tenho 2 notícias para dar: um má e a outra boa. A boa notícia é que a Igreja vai receber uma doação de US$ 500 milhões.
- E a má notícia, Santidade? - pergunta um dos cardeais.

Responde o Papa:
- Nós vamos rescindir o contrato com a SEVEN BOYS.

SEMPRE ATENTO..., ATÉ O FIM

Por e-mail: Werner Beck

No basquete não é aconselhável perder a concentração [nem mesmo uma fração de segundo] antes do apito final. O registro aí abaixo pode servir como um bom exemplo.

MOTORWAGEN

Este é o motorwagen. Ele foi concebido por Karl Friedrich Benz (Karlsruhe, 25/11/1844- Ladenburg, 04/04/1929), um designer e engenheiro alemão que é considerado o inventor do automóvel (este aí) movido a gasolina.

Fonte: Deutsches-Museum

A patente [ nº 37.435] do motorwagen, construído em 1885, foi obtida em novembro do ano seguinte. Quatro meses antes, em 03 julho de 1886, o veículo já tinha sido apresentado ao público na Ringstraße, em Mannheim, Baden-Württemberg, no sudoeste da Alemanha.
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quarta-feira, 28 de abril de 2010

PAUSA PARA O CHOPP

Foto: Suddeutscher Verlag datei

1919. Acima, combatentes do Freikorps Oberland, grupo paramilitar que ajudou a combater os comunistas que [inspirados pela revolução russa] pretendiam controlar a Baviera, fazem uma pausa para o chopp.
O Freikorps foi decisivo para que o governo social-democrata reassumisse o controle da região.
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DEBORAH SECCO

Esta é para que ninguém venha me dizer que neste blog não aparece mulher bonita.
Muito antes de ter desfilado com a camisa do Grêmio ela já havia me conquistado.
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terça-feira, 27 de abril de 2010

¿IRMÃOS WRIGHT OU SANTOS DUMONT?

Na minha opinião, o jornalista Claudio Angelo, editor de Ciência da Folha de São Paulo, no seu artigo "Irmãos Wright foram os primeiros, mas Santos Dumont fez mais pela aviação", publicado em outubro de 2006, pôs fim à inútil polêmica sobre quem inventou o avião.

Ele assim escreveu:

"Mas, afinal, quem é o pai dessa criança? O físico Henrique Lins de Barros dá um suspiro ao telefone quando ouve a pergunta. Para o pesquisador do CBPF (Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas), talvez o maior especialista vivo em Santos-Dumont, já passou da hora de pôr um ponto final a uma controvérsia tão antiga quanto inútil. A criança- no caso o avião- não tem um 'pai'. Tem vários.
'É muito complicado, num desenvolvimento tecnológico, dizer quem foi o pai da criança. Quem inventou o navio? Qualquer um. Um produto tecnológico são várias descobertas que vão culminar num determinado momento', diz. O 'momento' do avião é complicado de determinar.

No dia 23 de outubro de 1906, Alberto Santos-Dumont, mineiro de nascimento, parisiense de adoção, decolou com um aparelho mais pesado que o ar. Seu 14-Bis, uma geringonça de 290 quilos e com um motor de 50 cavalos, subiu a uma altura de quase três metros no Campo de Bagatelle, em Paris, e voou 60 metros.

Foi o primeiro vôo feito em público e num aparelho que saiu do chão e pousou por meios próprios ('pousou' em termos; na verdade, o 14-Bis desceu bruscamente e quebrou as rodas). O feito lhe valeu um prêmio de 3.000 francos, instituído por Ernest Archdeacon para quem voasse mais de 25 metros.


Os irmãos Wright (foto) foram os primeiros, mas Santos-Dumont fez mais pela aviação
Acima, os irmãos Wright
Longe dali, numa praia de Kitty Hawk, no Estado americano da Carolina do Norte, o primeiro vôo motorizado de um aparelho mais pesado que o ar era feito por dois mecânicos de bicicleta- só que três anos antes. Em 17 de dezembro de 1903, Orville e Wilbur Wright haviam voado 260 metros com seu Flyer, uma aeronave improvável de 300 quilos e com um motor de 12 cavalos, que decolara de uma colina. O feito, sem testemunhas, foi comunicado por telegrama.

Ciosos de seu invento, que pretendiam patentear, os irmãos Wright cortaram todos os contatos com o mundo exterior- mantidos até 1902. De 1905 a 1908, quando se estabeleceu a Federação Aeronáutica Internacional, pararam de voar. Sua primazia só seria comprovada inquestionavelmente em 1908, quando voaram (ainda sem decolar por meios próprios) espantosos 124 quilômetros na França.

'Até Santos-Dumont reconheceu que não seria possível em 1908 que os Wright não tivessem uma experiência grande de vôo anteriormente, porque, quando os europeus estão voando 10 quilômetros e ficando 15 minutos no ar, o avião dos Wright fica mais de duas horas no ar. Então eles já faziam isso antes, como estavam falando', diz Lins de Barros. Os americanos não inventaram o avião, mas foram os primeiros a voar.

O
Flyer tinha problemas, é verdade: pesado, instável e com asas inclinadas para baixo, precisou de ventos fortes para fazer seu vôo, descendente, do alto de uma colina. Era um beco sem saída evolutivo que jamais poderia sair do chão sozinho.

E, claro, tem a história da catapulta. O vôo dos Wright não valeu porque o
Flyer foi atirado de uma catapulta. Portanto, Santos-Dumont teve mesmo a primazia. Certo?
Errado. 'O
Flyer não foi catapultado. Isso faz parte dessa história mal contada, mal formulada no Brasil', afirma o pesquisador do CBPF, que acaba de lançar o livro 'O Desafio de Voar' (Metalivros), sobre a conquista do ar e os brasileiros que participaram dela. A catapulta seria adotada pelos Wright só depois de 1903.

Irradiação

O título de 'inventor do avião' poderia ser dividido entre muita gente. Como o alemão Otto Lilienthal, morto em 1896 num vôo de planador. Como Gabriel Voisin e Louis Blériot- o primeiro a voar sobre o canal da Mancha, em 1909. Os próprios Wright e Santos-Dumont já eram celebridades no meio aeronáutico no começo do século passado: os americanos criaram a configuração
canard (ganso) para seus planadores, com o leme na frente, usada no próprio 14-Bis.

E o brasileiro ficara famoso ao criar o primeiro balão dirigível, o
nº 6, em 1901. Tanto que foi a Santos-Dumont que a imprensa local de Ohio (terra natal dos irmãos) comparou os irmãos ao noticiar o feito de 1903.

Se os Wright voaram antes, foi ao brasileiro que a irradiação original da aeronáutica se deveu- portanto, se a alcunha de 'pai do avião' é exagero, a de 'pai da aviação' é justíssima.

'Ele resolve uma das questões essenciais do vôo, que é tirar o avião do chão. Conseguiu transportar as forças que ele conhece e que atuam quando o avião está pousado e fazer a transição entre a situação do avião pousado e do avião voando, onde as novas forças têm que atuar e ele não conhece direito onde elas atuam', afirma Lins de Barros.

'Essa contribuição do Santos-Dumont é fundamental por duas razões: primeiro porque ele dá a chave da decolagem. Segundo porque ele executa isso publicamente, reconhecido por uma comissão internacional. Por isso, em um ano, entre 1906 e 1907, todos os inventores importantes estão voando.'

A prova disso é que o primeiro avião a ser produzido em série na história, que inspirou o desenho de vários outros, foi uma invenção de Dumont: o
Demoiselle, de 1907. Esse precursor do ultraleve teve seu projeto distribuído gratuitamente pelo brasileiro. Cerca de 300 foram produzidos pela fábrica Clément Bayard.

Nos EUA aconteceu exatamente o contrário. Orville e Wilbur Wright eram capitalistas que fizeram questão de patentear o aeroplano. Eles poderiam patentear o motor, o sistema de esquis. Tentaram patentear o avião, o vôo. Não conseguiram. Com isso, atrasaram o desenvolvimento tecnológico nos EUA até 1911, ao tentar impedir outros americanos, como Glenn Curtiss, de desenvolver aeronaves. 'A
Scientific American chegou a perguntar se eram flyers (voadores) ou liars (mentirosos)', diz Lins de Barros.

A IMIGRAÇÃO JAPONESA

1908, 27 de abril. Nessa data partiu do porto de Kobe (Japão) o navio Kasato Maru, transportando centenas de pessoas com destino ao Brasil.

O desmedido crescimento populacional no Japão, aliado à necessidade que tinha o Brasil de contar com a mão-de-obra de pessoas que estivessem dispostas a cumprir [sem reclamar] árduas jornadas de trabalho, induziu os governos brasileiro e japonês a selarem um acordo de imigração. Os japoneses viriam, principalmente, para trabalhar nas lavouras de café.

[Algo me diz que isso nada mais era do que trabalho escravo].

Em 18 de junho, 781 imigrantes japoneses desembarcaram no porto de Santos. Segundo dados registrados na época, 210 se fixaram nas fazendas de café, 102 foram para a cidade de São Paulo, 110 permaneceram em Santos, 159 arrumaram emprego na construção de estradas de ferro, 160 emigraram para a Argentina e 7 faleceram. Jamais se soube onde foram parar os 33 indivíduos restantes.

As 210 pessoas que fixaram residência nas fazendas formaram 72 famílias. Com o passar dos anos, ainda antes da primeira guerra mundial, outros 15 mil japoneses chegaram ao Brasil, e depois, entre 1918 e 1940, pesquisas contabilizaram que mais de 160 mil nipônicos haviam se deslocado para o Brasil.

A Segunda Guerra Mundial (1939-1945) trouxe prejuízos aos japoneses que aqui viviam porque o Brasil declarou guerra aos países do Eixo [Berlim-Roma-Tóquio], ou seja, o Brasil também entrou em guerra (pelo menos teórica) contra o Japão. Foi proibida então a imigração japonesa, e o governo brasileiro passou a boicotar a presença dos nipônicos e seus descendentes, inclusive com a proibição do uso da língua japonesa e quaisquer manifestações culturais que fizessem referência ao seu país de origem.

Ao final da guerra tudo voltou ao normal, o que dá [hoje] ao Brasil o orgulho de ter em suas terras o maior contingente de japoneses vivendo fora do Japão.

Para saber mais sobre a imigração japonesa, siga o link.

Acima, o Kasato Maru ancorado no porto de Santos (junho de 1908).

segunda-feira, 26 de abril de 2010

ESTAÇÃO FERROVIÁRIA DE SANTANA DO LIVRAMENTO

Foto: Daniele Delgorucov

Este é o prédio da antiga estação ferroviária de Santana do Livramento, RS, abandonado desde o final das atividades da RFFSA, na década de 1990. Ele corre o risco de desabar em função de problemas estruturais causados pelas intempéries, por danos causados por pessoas de má índole e, evidentemente, pela falta de manutenção.
Uma luz no fim do túnel surgiu, e pode não ser uma locomotiva vindo de encontro às aspirações dos que são apaixonados por prédios históricos e [especialmente] pela história do transporte ferroviário gaúcho. A construção, inaugurada em 1910, e que operava com transporte de passageiros e cargas para vários pontos do Estado, pode vir a ser restaurada através de um projeto do Instituto América Latina Logística, da própria empresa detentora dos direitos de exploração das linhas férreas nesta área específica. As obras foram avaliadas em R$ 1.700.000,00, valor que poderá ser obtido através da Lei de Incentivo à Cultura. A prefeitura de Livramento pretende instalar no local um polo de difusão turística e cultural.

À esta altura dos acontecimentos não sei em que patamar se encontram o projeto, a arrecadação de fundos e as obras para recuperação do referido prédio. Aguardo comentários se alguém tiver notícias mais atualizadas a respeito desta matéria.

Fonte: jornal Correio do Povo- Porto Alegre, RS.

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domingo, 25 de abril de 2010

PIXELS

Por e-mail: Werner Beck

PIXELS by PATRICK JEAN.


CINTO DE SEGURANÇA

"É obrigatório o uso do cinto de segurança para condutor e passageiros em todas as vias do território nacional, salvo em situações regulamentadas pelo CONTRAN."
Assim está escrito no artigo 65 do Código de Trânsito Brasileiro. Porém, não precisaria ser uma obrigação se todos os condutores [e passageiros] de veículos automotores tivessem consciência que o perigo pode estar de prontidão até nas mais pacatas vias urbanas.
O filme [abaixo] sobre a necessidade do uso do cinto de segurança é muito significativo.
Colaboração: Angela Madail

A PRIMEIRA TRAVESSIA AÉREA SOBRE O CANAL DA MANCHA

1909, 25 de julho. Após o pouso bem sucedido na Inglaterra com o seu Blériot XI, completando a primeira travessia aérea (Les Barraques, próximo a Calais/França- Dover/Inglaterra) sobre o Canal da Mancha, Louis Blériot (1872-1936), engenheiro, industrial e aviador francês, elevou o aeroplano à categoria de uma máquina capaz de modificar as relações entre as nações. Ele percorreu uma distância de 35 Km em 37 minutos.

Abaixo, Louis Blériot e o seu Blériot XI.

Foto: Roger-Viollet

Para saber mais sobre este pioneiro da aviação siga o link.
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sexta-feira, 23 de abril de 2010

CHORO DAS 3

Elas tocam [rindo] como se estivessem brincando. E estão.
As irmãs Corina (flautista), Lia (violonista) e Elisa (bandolinista), nesta ordem [de nascimento] aí, conseguiram me conquistar, resgatando [com talento muito acima da média] o "chorinho" que já estava se perdendo no tempo, abafado por outros ritmos e estilos musicais brasileiros bem menos nobres.
Um dos responsáveis pelo sucesso destas meninas é Eduardo Roque, o pai delas, que é também pandeirista do Choro das 3.
No vídeo [abaixo] uma amostra do que elas são capazes de aprontar.

quinta-feira, 22 de abril de 2010

I GUERRA MUNDIAL- O ESTOPIM

1914, 28 de junho. O arquiduque Francisco Ferdinando, herdeiro do trono austro-húngaro, e sua esposa Sofia Maria Josefina Albina Chotek, duquesa de Hohenberg, são atacados [e mortos], em Sarajevo, pelo estudante sérvio Gavrilo Princip, ligado à organização nacionalista Mão Negra. Quase um mês depois, no dia 23 de julho, o imperador Francisco José, da Áustria-Hungria, encaminha à Sérvia um ultimato.

O documento acusa [implicitamente] o governo sérvio de estar envolvido no crime e faz uma série de exigências com o objetivo de reforçar a soberania austro-húngara nos Bálcãs. Dois dias depois o documento é respondido pela Sérvia. O país nega qualquer participação no atentado e acata a maioria das requisições e termos da carta. Mesmo assim, o império Austro-Húngaro decide-se pela declaração de guerra, em 28 de julho.

Quanto às demais nações européias, vejamos: 1) umas (como a Bélgica) tiveram que, obrigatoriamente, entrar no conflito por estarem os seus territórios, literalmente, no caminho da guerra; 2) outras tinham o objetivo de expandir seus territórios ou poderio econômico. A Inglaterra, por exemplo, cuja hegemonia naval vinha sendo ameaçada pelo crescente poderio da marinha germânica, intrometeu-se na luta sob o pretexto de apoiar a Bélgica que havia sido invadida pelos alemães.

Assista o vídeo, abaixo.
Fonte: abril.com.br

Para saber mais siga o link.

quarta-feira, 21 de abril de 2010

ABAIXO O AMOR

Faz bem, de vez em quando, ver uma comédia romântica. Esta aí, lançada em 2003, me prendeu a atenção e eu recomendo.

Barbara Novak (Renée Zellweger) se transforma em uma escritora feminista que, em plenos anos 60, escreve um best-seller chamado "Abaixo o Amor". O objetivo é incentivar as mulheres desiludidas com a vida amorosa a manterem apenas relacionamentos casuais, preocupando-se somente com o sucesso profissional e sua própria independência. O livro é sucesso absoluto entre mulheres do mundo todo, e começa, de verdade, a interferir no comportamento das mesmas. Então Catcher Block (Ewan MacGregor), um repórter mulherengo e sedutor, resolve se envolver com Barbara apenas para preparar um artigo e mostrar ao mundo que ela nada mais é do que uma fraude.

Veja o trailer.
INFORMAÇÕES TÉCNICAS

Título original: Down With Love
Gênero: Comédia Romântica
Ano: 2003
País de origem: Estados Unidos
Distribuidora: Fox
Duração: 101 min.
Língua: Inglês
Diretor: Peyton Reed
Elenco: Renée Zellweger, Ewan McGregor, David Hyde Pierce e Sarah Paulson

ENCHENTE EM PARIS

Janeiro de 1910. A chuva não deu trégua aos franceses. O rio Sena extrapolou os seus limites e inundou Paris e seus arredores.
Os parisienses acompanhavam a elevação do nível do rio usando como referência esta estátua aí, de 6 metros de altura, implantada aos pés da Ponte da Alma. As águas do Sena, naquela oportunidade, estacionaram a 8,62 metros de altura, muito acima do seu nível normal que fica abaixo dos 3 metros.

Abaixo, pedestres cruzam, em uma passarela improvisada, uma área crítica do centro da cidade.

Foto: Arquivo do jornal Correio do Povo- Porto Alegre, RS.
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CENA DE "CITY LIGHTS"- CHARLES CHAPLIN

Em uma das suas tentativas de conseguir dinheiro para pagar o aluguel [atrasado] da moça [cega] pela qual está apaixonado, o Vagabundo (Charles Chaplin) resolve participar de uma luta de boxe.
Esta cena faz parte do filme Luzes da Cidade (City Lights), lançado em 1931.

terça-feira, 20 de abril de 2010

ÁLBUM

Ganhei [de presente] o álbum da Copa 2010.

Nem lembro em que ano estávamos quando me dediquei [pela última vez] a um passatempo como este. Já sei! O mais recente foi "Enciclopédia do Futebol", lançado pela Revista Placar, em 1974. Esse está- como se dizia no século vinte- completo. Os anteriores são do tempo em que as figurinhas vinham "acopladas" às revistas do Tio Patinhas e Mickey, que tinham edições mensais. Na capa dos álbuns se lia: "Não pode ser vendido separadamente". Eram, se não me engano, 6 (seis) figurinhas de cada vez (o que cabia no espaço de uma página de 5 x 7 ½ polegadas).
Das publicações independentes foi "A Holandeza 68" (escrito assim mesmo, com "z") o álbum que eu mais gostei. Já dá para adivinhar que ele apareceu no ano de 1968. Os assuntos propostos eram variados, Roberto Carlos e a Jovem Guarda, filmes e artistas de TV, palhaços de circo, clubes de futebol, exploradores & descobridores do século XVI, educação infantil, enfoques das cidades do Rio e São Paulo antigos, animais, plantas, etc.
Eram grandes a ânsia e a curiosidade de abrir os envelopes das figurinhas (vinham três em cada pacote). As pequenas decepções que podiam ocorrer em seguida, resultado da descoberta que o volume de figurinhas repetidas aumentava e que ainda faltava muita coisa para o álbum ficar completo, eram substituídas pelo entusiasmo de poder trocar os cromos repetidos com amigos e colegas de aula, ou então recorrer a um artifício perigoso, que consistia num jogo cujas exigências para o sucesso oscilavam entre a habilidade e a sorte. Cada apostador "casava", com a frente virada para baixo, uma figurinha no chão- ficava uma em cima da outra; os jogadores- um por vez- batiam, com a palma da mão (em formato de concha para repassar às figurinhas em contato com o solo o efeito do ar). Quem conseguisse desvirar a(s) figura(s) ficava com ela(s). Ganhei [e perdi] muitas figurinhas assim.
Isto visto e visto isto, vai aqui a revelação de que não consegui completar o álbum, mas ainda tenho ele guardado.

Estou me esforçando, de verdade, para montar o Álbum da Copa-2010.

Bia, muito obrigado!
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ONE OF US- ABBA

Dezembro de 1981. O single "One Of Us", lançado nessa data, refletia naquele momento a separação do casal Agnetha-Björn. O clip abaixo, de propósito, deu "o tom" aos fãs da banda.

domingo, 18 de abril de 2010

MOSAICO

Isto não chega a ser um mosaico, porque não tem um tema [nem desenho] definido, mas vai servir de piso para este arremedo de pérgula que nós estamos fazendo lá em casa.
Nem foi muito difícil encaixar as peças quebradas, guardadas para este propósito. O problema maior será colar uma a uma.
E nem me animei a contar os retalhos de piso que têm aí. Primeiro imaginei uns quinhentos, mas [pensando bem] é possível que sejam só uns trezentos. Alguns deles já estão no firmes no lugar.
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sexta-feira, 16 de abril de 2010

NORMANDIA, 1944-2009

Acima, uma rua semi-deserta de uma das tantas cidades da Normandia que sofreram prejuízos com a guerra, na invasão aliada de junho de 1944.
Abaixo, a mesma rua, 65 anos depois. O historiador Patrick Elie, tomou o cuidado de focalizar a rua [dentro do possível] no mesmo ângulo da tomada anterior. Se errou, foi por muito pouco.
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A BATALHA DO BARRO VERMELHO

Em 30 de abril de 1838 ocorreu uma das mais violentas batalhas da Revolução Farroupilha. A Batalha do Barro Vermelho, como ficou conhecida, se desenrolou na então vila de Rio Pardo, resultando em contundente vitória dos farrapos contra as forças imperiais.
Em 17 de março os republicanos estavam acampados em Pederneiras, situada a pouco mais de 9 Km da vila. Os imperiais que contavam com 1.700 homens no total, sendo 500 a cavalo, aguardavam o ataque rebelde através da ponte sobre o Rio Pardo. O ataque, no entanto, ocorreu de outra forma. Após receberem reforços, os farroupilhas se embrenharam no mato, abrindo uma picada através de banhados e atoleiros. Depois, improvisaram uma ponte e atravessaram o Rio Pardo, acampando, em 27 de abril, no Rincão del Rey. Nesse local os comandados de David Canabarro surpreenderam as tropas legalistas de Andrade Neves que foi obrigado a recuar até a coxilha de Barro Vermelho. Ali havia [numa primeira linha] uma barreira defensiva dos imperiais constituída por uma trincheira com três peças de artilharia e vários regimentos dispostos nas cercanias.
Às 5 horas da madrugada do dia 30 de abril, 3.000 combatentes farrapos marcharam contra as defesas imperiais, e um grande entrevero de espadas, lanças, cavalos, tambores e clarins tomou conta da coxilha até o nascer do sol, quando os rebeldes conseguiram furar [pelo centro] o bloqueio legalista, estabelecendo o pânico entre as linhas inimigas. Cerca de 800 imperiais foram capturados, outros 370 lutaram até a morte, e os demais fugiram.
Os republicanos [que tiveram em torno de 200 baixas] conseguiram se apoderar de 8 peças de artilharia, mais de mil armas de infantaria, 8 mil cartuchos de munição e dinheiro.
Os prejuízos [da ordem de 1.200 contos] infringidos também ao comércio da vila e às embarcações que [em desaviso] chegavam ao porto, em função das requisições de víveres, acabaram por decretar uma expressiva derrota das tropas do Império na Batalha do Barro Vermelho.
Hoje, na cidade de Rio Pardo, o local da batalha é denominado Praça 30 de Abril ou Praça da Cruz do Barro Vermelho, e tem uma cruz como monumento dedicado aos heróis e mártires da sangrenta epopéia. É também ali [sob o entusiasmo da vitória farroupilha] que nasceu o Hino do Rio Grande do Sul.

O governo do Estado do Rio Grande do Sul planeja, ainda este ano, renovar homenagens a essa importante batalha através de um monumento projetado pelo arquiteto e artista plástico Sérgio Coirolo. Acompanhe no link [em destaque a seguir] a reportagem de Silvana Losekann, para a Defesa Civil do Patrimônio Histórico.

Fontes: jornal Gazeta do Sul- Santa Cruz do Sul, RS; Defesa Civil do Patrimônio Histórico; Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Sul.
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quarta-feira, 14 de abril de 2010

CERTO DIA NO PARLAMENTO...

"Qualquer semelhança é mera coincidência."
Werner Beck
Colaboração sine qua non: Werner Beck.

CAMPEÃO DE TUDO

Os colorados se "exibem" que são campeões de tudo, e são, de fato.
Mas antes..., uns 10 anos antes, com o título da Recopa [em 1996], os gremistas já tinham alcançado essa glória. Faltou [para o Grêmio] o título da Sul-Americana, mas essa não existia em 1996. Dá para afirmar, em contra-partida que o título da Copa Sul-Minas [que não é mais disputada] também faltou para o Internacional.
Dentro dessa ótica, a impressão que eu tenho é que o Grêmio não soube tão bem divulgar suas vitórias através do tempo, como fez o Internacional. Este intitulou-se como único "Campeão de Tudo" [e fez com que a sua própria torcida acreditasse nessa "verdade"] como se mais nenhum clube brasileiro tivesse também alcançado esse feito. Grande jogada de marketing dos colorados.

Abaixo, algumas das conquistas do Grêmio também "Campeão de Tudo", vídeo postado no YouTube por LucasdGremio. Os tapes vêm com narração de Haroldo de Souza, Armindo Antônio Ranzolin, Pedro Ernesto Denardin e Galvão Bueno.


O URSO DO CABELO DURO

"O Urso do Cabelo Duro" (Hair Bear Bunch) era um dos meus desenhos favoritos. A série era exibida na década de 70 na TV Difusora, canal 10, de Porto Alegre, RS, na programação da tarde.
Abaixo, o episódio "Bridal Boo Boo" que foi ao ar pela primeira vez [nos EEUU] em 02/10/1971. Ele está dividido em duas partes, e foi postado por Rogesilverado, em 17/10/2009, no YouTube.

O próprio Rogesilverado descreve a estória, a seguir.

"Cabeludo envia um falso anúncio para um agência de casamentos em nome do Sr. Peevly. O objetivo é lhe arranjar uma noiva e assim mantê-lo ocupado para lhes facilitar a fuga do zoológico. Só que a pretendente que aparece é um verdadeiro 'sargento' e passa a infernizar a vida de todos no ex-zoológico das maravilhas. Como irá agora Cabeludo se livrar do problema que ele mesmo criou?"

PARTE 1

PARTE 2



terça-feira, 13 de abril de 2010

BRIGHTER THAN SUNSHINE- AQUALUNG

Brighter Than Sunshine, do cantor/compositor britânico Matt Hales (Aqualung), faz parte da trilha sonora de A Lot Like Love (De Repente É Amor), filme p'ra lá de romântico, lançado em 2005, com Amanda Peet e Ashton Kutcher.
Para quem está apaixonado [ou gostaria de estar], recomendo.

segunda-feira, 12 de abril de 2010

THRILLER- GURI DE URUGUAIANA

Este é um tributo gaúcho a Michael Jackson. É verdade que quase todo mundo já viu no YouTube, mas vá que algum fanático por aí ainda não tenha visto. Então...

DOUGLAS

Um Douglas (D-4), precursor dos DC-4, requisitados [em seguida] pelas forças armadas americanas em função da II Guerra Mundial, voa sobre Manhattan em 1939.
Foto: Margaret Bourke-White/ Time & Life Pictures/Getty Images.
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sexta-feira, 9 de abril de 2010

GRAF SPEE

Dezembro de 1939. Acreditando que uma força inimiga muito superior estava à sua espera em alto-mar, o Capitão Hans Langsdorff, comandante do encouraçado alemão Graf Spee resolveu afundar seu próprio barco nas proximidades de Montevideo, Uruguay.
O Graf Spee era o mais leve e o mais rápido navio de guerra de sua época e, comparado a outros de sua categoria, era muito superior em poder de fogo. O navio deixou a Alemanha dias antes do início da II Guerra com a missão de afundar cargueiros ingleses e atrair a Marinha inglesa para o Atlântico Sul. Depois de afundar nove embarcações em quatro meses, inclusive em águas brasileiras, em 13 de dezembro foi localizado por uma esquadra de três navios ingleses próximo à entrada do Rio da Prata. Na batalha que se seguiu, o Graf Spee danificou uma das embarcações inimigas, mas também foi atingido e entrou no Rio da Prata numa tentativa desesperada de ganhar tempo para que fossem efetuados os reparos necessários. Com 36 mortos a bordo, o capitão Langsdorff pediu autorização ao governo uruguaio para aportar em Montevideo. O Uruguay, como país neutro, concedeu-lhe 72 horas de estadia, período suficiente para os ritos funerários dos camaradas que pereceram em batalha. Não haveria tempo para efetuar os reparos na embarcação.
As ordens [recebidas diretamente de Adolf Hitler] eram para voltar a alto-mar e lutar até a morte. Diante dessa perspectiva, o capitão, julgando ser inútil o sacrifício de quase novecentos homens, partiu do porto de Montevideo [com um mínimo de tripulantes] às 17:30 horas do dia 17 de dezembro, e colocando toda a munição pronta para explodir com a detonação dos torpedos que tinham dispositivos de tempo, retirou-se, lançando mão de barcos salva-vidas. Em seguida fortes explosões partiram o casco em dois, encalhando-o [a 8 metros de profundidade] no fundo do estuário do Rio da Prata.
Três dias depois, em Buenos Aires, o capitão Hans Langsdorff, por sua honra, suicidou-se com um tiro na cabeça.
A tripulação pediu asilo no Uruguay e na Argentina, e muitos só voltaram para a Alemanha após o fim da guerra, ou nem isso.
Recentemente, em 09 de fevereiro de 2004, foram iniciadas as operações para resgatar os destroços dessa legendária máquina de guerra que foi lançada em 1934 com: 186 metros de comprimento; capacidade máxima para 16.023 toneladas; velocidade máxima de 28,5 nós; autonomia de 28.000 Km; tripulação inicial de 1.150 homens.
Na foto [de 1936] o panzershiffe Admiral Graf Spee.
Deutsches Bundesarchiv
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quinta-feira, 8 de abril de 2010

A COPA DE 1950 - EM VERSÃO URUGUAIA


Fonte: YouTube

P.S.: O Técnico da seleção brasileira não era Feola [como diz, no documentário, o narrador uruguaio], mas sim, Flávio Costa.

HERANÇA DO ALÉM-MAR

Aqui, tal como lá, o tempo passa mas os costumes são os mesmos.

Acima, em flagrante obtido no ano de 2001, pescadores profissionais manuseiam equipamentos num barco de pesca [de 26 pés] ancorado em sua base localizada em São José do Norte (Z-2), RS, Brasil.

Abaixo, em registro fotográfico do início dos anos 70, pescadores do além-mar finalizam o trabalho da manhã em um barco [a remos] que sugere uma certa semelhança com o da foto anterior. O local desta última é o povoado de Nazaré, no distrito de Leiria, em Portugal.
Atlas28-Editora CODEC.
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A GUERRA CIVIL ESPANHOLA

Espanha, fevereiro de 1936. Uma composição de partidos políticos de esquerda de variadas tendências e que caracterizou a chamada Frente Popular, venceu as eleições e conduziu o político e escritor Manuel Azaña à Presidência da República.
Francisco Franco, de clássica formação militar, nomeado [pelo próprio governo da Frente Popular] comandante das Ilhas Canárias, iniciou, em julho desse mesmo ano, um movimento de oposição ao governo da República.
A conseqüência dessa exaltação de ânimos foi uma revolta armada que ficou conhecida como Guerra Civil Espanhola, e que deixou um saldo de mortos [civis e militares] significativo. Entre quinhentos mil e um milhão, citam todas as fontes. Mas ninguém sabe ao certo.
Um governo totalitário [que durou 36 anos] foi implantado no país a partir de 1939, com a vitória de Franco, que teve apoio bélico de Hitler e Mussolini.

Fontes: História Moderna e Contemporânea- Arruda, J.J. de A.; artehistoria.com; YouTube.