terça-feira, 30 de novembro de 2010

PORTO ALEGRE ANTIGA

Colaboração: Denise Beatriz Antunes Maciel de la Fontana Bechuetti
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O ENSINO DE MATEMÁTICA NO DECORRER DO TEMPO

Colaboração: Rodrigo Leitzke Granada
A Evolução da Educação

Antigamente se ensinava e cobrava tabuada, caligrafia, redação, datilografia...
Havia aulas de Educação Física, Moral e Cívica, Práticas Agrícolas, Práticas Industriais e cantava-se o Hino Nacional, hasteando-se a Bandeira Nacional antes de iniciar as aulas.


Leiam o relato de uma Professora de Matemática:

Semana passada, comprei um produto que custou R$ 15,80. Dei à balconista R$ 20,00 e peguei na minha bolsa 80 centavos, para evitar receber ainda mais moedas. A balconista pegou o dinheiro e ficou olhando para a máquina registradora, aparentemente sem saber o que fazer.
Tentei explicar que ela tinha que me dar 5,00 reais de troco, mas ela não se convenceu e chamou o gerente para ajudá-la.
Ficou com lágrimas nos olhos enquanto o gerente tentava explicar, e ela aparentemente, continuava sem entender.

Por que estou contando isso?
Porque me dei conta da evolução do ensino de matemática desde 1950, que foi assim:

1. Ensino de Matemática em 1950:
Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00.
O custo de produção é igual a 4/5 do preço de venda.
Qual é o lucro?

2. Ensino de Matemática em 1970:
Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00.
O custo de produção é igual a 4/5 do preço de venda ou R$ 80,00. Qual é o lucro?

3. Ensino de Matemática em 1980:
Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00.
O custo de produção é R$ 80,00.
Qual é o lucro?

4. Ensino de Matemática em 1990:
Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00.
O custo de produção é R$ 80,00.
Escolha a resposta certa, que indica o lucro:
( )R$ 20,00 ( )R$ 40,00 ( )R$ 60,00 ( )R$ 80,00 ( )R$ 100,00

5. Ensino de Matemática em 2000:
Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00.
O custo de produção é R$ 80,00.
O lucro é de R$ 20,00.
Está certo?
( )SIM ( ) NÃO

6. Ensino de Matemática em 2010:
Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00.
O custo de produção é R$ 80,00.
Se você souber ler, coloque um X no R$ 20,00.
( )R$ 20,00 ( )R$ 40,00 ( )R$ 60,00 ( )R$ 80,00 ( )R$ 100,00

7. Em 2011 vai ser assim:
Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00.
O custo de produção é R$ 80,00.
Se você souber ler, coloque um X no R$ 20,00.
(Se você é afro descendente, especial, indígena ou de qualquer outra minoria social não precisa responder).
( )R$ 20,00 ( )R$ 40,00 ( )R$ 60,00 ( )R$ 80,00 ( )R$ 100,00

E se um moleque resolver pichar a sala de aula e a professora fizer com que ele pinte a sala novamente, os pais ficam enfurecidos, pois a professora provocou traumas na criança.

- Essa pergunta foi vencedora em um congresso sobre vida sustentável:
“Todo mundo está 'pensando' em deixar um planeta melhor para nossos filhos...
Quando é que se 'pensará' em deixar filhos melhores para o nosso planeta?"

FOTOS HISTÓRICAS

Colaboração: Werner Beck
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BEBÊ FALANTE

Maio de 2009. Um bebê recém-nascido na cidade russa de Norilsk, em Krai de Kraisnoiarsk (69° 21' N 88° 12' E), começou a falar, espantando seus pais e os ginecologistas que [se antes não acreditavam] agora acreditam que o feto tem capacidade de aprendizado quando ainda está no ventre da mãe.
O menino pronunciou sua primeira palavra depois de nascer, distintamente dizendo: "Papá!". Alguns minutos depois, Stepan, o recém-nascido disse: "Mama!". No dia seguinte, quando sua mãe, Lisa Bazheyeva, que tem apenas 17 anos, estava lhe dizendo que seu pai viria visitá-lo no hospital, ele disse: "Кто? Papá?" ("Quem? Papai?")
A ginecologista que a ajudou no trabalho de parto confirma o relatório da mãe orgulhosa.
"Eu ouvi que o bebê recém-nascido falou!" - disse a doutora Panova, acrescentando que nunca viu qualquer coisa desse tipo nos 23 anos que trabalha na maternidade.


Fonte: pravda.ru

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

KILLING ME SOFTLY- ROBERTA FLACK

Eu conheci Roberta Flack numa propaganda cigarro, em The Closer I Get To You (1977). Nem sabia, na época, que o sucesso Killing Me Softly With His Song (1973) era dela, e com ela.
YouTube/cisco899

¿CADÊ O PÓ?

Maurício Ricardo

JOGO DOS ERROS


Foto original: Mauricio Val / VIPCOMM

Olhe para estas fotos [do jogo Flamengo vs Cruzeiro, em 28/11/2010] e perceba a diferença. Está claro que ambas são, na verdade, uma só. A diferença é que na primeira delas os patrocínios nas camisas dos atletas sumiram. Sumiram porque eu os retirei para mostrar que propaganda em camiseta de futebol é o que há de mais horripilante em matéria de poluição visual.
Os anúncios publicitários, se são imprescindíveis como ajuda financeira para os clubes, na verdade esculhambam os uniformes das equipes.

Bem que os tais anúncios de patrocinadores poderiam se limitar às placas ao redor do campo de jogo, aos bonés dos técnicos, aos agasalhos dos atletas e aos adesivos nos ônibus das delegações.

Penso que as camisas oficiais deveriam ser livres de quaisquer tipos de propaganda. Os patrocinadores ainda não se deram conta que não faz nenhuma diferença escrever [ou não] o nome dos seus produtos nas camisas, e os dirigentes dos clubes também não perceberam que faz [sim!] toda a diferença manter a camiseta do clube "limpa", principalmente por causa dos torcedores que vão poder apreciar, de verdade, o uniforme do seu clube e [o dos adversários também]. Fica mais bonito o espetáculo!

Quem nasceu a partir da década de 80 nunca viu o seu time do coração entrar em campo com uma camisa original só com o escudo do clube, e sem mais nada escrito ou desenhado. Seria muito bom se um dia a dignidade dos "mantos sagrados" de cada um dos grandes clubes brasileiros pudesse ser resgatada, e que esses gloriosos uniformes pudessem ser apreciados novamente, na plenitude da sua originalidade.
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quinta-feira, 25 de novembro de 2010

PARIS ESTÁ EM CHAMAS?


1944, 20 de agosto. Por volta das 06:30 horas, as ruas em Paris estavam desertas, mas rumores distantes davam a entender que os alemães estavam em retirada, e às onze da manhã a Wermacht assinaria a rendição. No entanto, essa calma aparente foi quebrada quando elementos da FFI (Force Françaises de l'Interieur), postados estrategicamente em telhados e janelas, e cujo objetivo era tomar a cidade antes da chegada do general Charles de Gaulle (Lille, 22/11/1890 – Colombey-les-Deux-Églises, 09/11/1970) , começaram a atirar contra os alemães que se deslocavam pelas ruas.

Em 22 de agosto o general Jacques Philippe Leclerc (22/11/1902 - 28/11/1947) recebeu ordens para deslocar os seus efetivos rumo a Paris, enquanto [no interior da cidade] o general Dietrich von Choltitz (Wiesegräflich, 09/11/1894 - Baden-Baden, 05/11/1966) continuava retirando os remanescentes do seu exército.

Há poucos dias no comando da região metropolitana de Paris, Von Choltitz tinha sido instruído por Hitler a defender Paris sob qualquer custo, porém se fosse necessário empreender uma retirada, a cidade deveria ser totalmente incendiada, incluindo-se aí seus museus e monumentos.
Admirador das artes e entendendo serem inúteis tais providências, Von Choltitz preferiu ignorar a ordem do führer e solicitou ao cônsul geral da Suécia em Paris que entrasse em contato com as forças aliadas, para que estes se apressassem e chegassem logo à cidade.

O capitão francês Raymond Drone (Mayet, 08/03/1908 - Paris, 05/09/1991), da Segunda Divisão Blindada, foi o primeiro a chegar à Place d'Italie, no centro de Paris, onde centenas de cidadãos se comprimiam e se abraçavam, em júbilo.
Um pouco antes da meia-noite do dia 24, o general Von Choltitz entregou sua rendição ao subtenente Henri Karcher (San-Dié, 26/10/1908 - Sarrebourg, 31/07/1983), da Segunda Divisão Blindada.
Paris acabava de ser libertada.

Enquanto isto, em Berlim, um nervoso Hitler perguntava [insistentemente] ao general Alfred Jodl (Würzburg, 10/05/1890 — Nuremberg, 16/10/1946), integrante da cúpula do governo nazista:
- Paris, está em chamas?

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

BLAZING ANGELS

Treine a pontaria em um cenário repleto de obstáculos, mirando corretamente em cada um dos alvos em movimento com uma potente arma e dois tipos de mira para conseguir a melhor pontuação possível.

Tecle "R" quando faltar munição, e na barra de espaços para alternar entre o modo normal e o modo sniper. Tente atingir os doomed toys nos alvos marcados, somando pontos para progredir até o próximo nível.

domingo, 21 de novembro de 2010

YOU´RE GONNA LOSE THAT GIRL- THE BEATLES

Esta gravação faz parte de "Help!", filme dos Beatles, lançado [junto com o long play] em agosto de 1965.
Passaram-se 2 anos até que alguém lembrasse de mandar uma cópia do filme para Bagé, RS. O Cine Avenida lotou numa sessão de domingo, 4 da tarde, e eu também estava lá para conferir a performance dos 4 de Liverpool.
YouTube/nonoman290

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

MULHER QUE SE FAZ DE DIFíCIL- ACID GIRL

Acid Girl. Ela é inteligente e bonita, e por estar no lado de lá, sabe tudo de mulher.
As mulheres, de sã consciência, têm conhecimento do seu poder, e já não mais mantêm em segredo a sua superioridade mental e física (não estou me referindo à força) em relação aos homens. A heroína Acid Girl ficou com pena da gente e resolveu nos ajudar [um pouco] a interpretar o universo feminino. É claro que têm coisas que até guri de 13 anos consegue assimilar sem auxílio, mas têm outras que nem marmanjo acima dos 17 e abaixo dos 70 (um pouco antes da aposentadoria compulsória) é capaz de captar.

AS CARIOCAS: A NOIVA DO CATETE - parte I

Esta é a primeira parte de "A Noiva do Catete", um episódio da série "As Cariocas", apresentada pela Rede Globo.
Está absolvido de qualquer culpa quem tiver só o objetivo de ver a performance de Alinne Moraes. Eu também, a princípio, só queria dar uma espiada nela, mas depois de ver algumas cenas, não resisti e vou ter que lançar uma pergunta que não quer calar:
¿A edição com, pelo menos, três erros de continuidade foi feita de propósito e eu não entendi a genialidade e generalidade da coisa, ou eles erraram [feio] mesmo?

Cena 1: No minuto 6:02 o vestido é vermelho. Quando Nádia fecha a porta e aparece do outro lado - minuto 6:03 - , seu vestido fica verde;
Cena 2: No minuto 6:17 ela tira o vestido verde [que antes era vermelho], e dá para ver que a sua (dela) calcinha é branca. Em seguida, quando o Nelsinho entra no quarto, a calcinha da noiva do Catete virou preta. Nesse caso é possível que ela tenha trocado a branca pela preta para dar ênfase à situação, mas fica a dúvida;
Cena 3: No minuto 7:33 Nádia está usando uma saída de banho ao se despedir do Nelsinho. Quando fecha a porta e espia pelo olho mágico - minuto 7:39 - , o vestido verde volta à cena.

AS CARIOCAS: A NOIVA DO CATETE - parte II

Descobri, tarde demais, que os "erros" de continuidade na primeira parte do episódio faziam parte do script. Aqui, as transfigurações de Nádia, nos minutos 6:05 e 7:40, são provas irrefutáveis do meu equívoco.

AS CARIOCAS: A NOIVA DO CATETE - parte III

Sim, faziam parte do script. Os tais "erros" de continuidade, na verdade eram a imagem da Nádia sob o ponto de vista do Nelsinho. Mas isto eu só fui entender na segunda parte do episódio.

O GOL MAIS FEITO DO MUNDO. FEITO?




segunda-feira, 15 de novembro de 2010

NINETA, MUSA DO GRÊMIO FBPA E MUSA DO CAMPEONATO BRASILEIRO DE FUTEBOL/2010.

Ketlyn Brito, Nina Fortini e Géssica Santos, ou seja, Fluminense, Grêmio e Vitória, representados por suas musas, já estavam no G3. No sábado, 13 de novembro, quando o Luciano Huck apresentou o resultado do concurso, vibrei com a vitória da Nina, representante do Grêmio, como se estivesse no Olímpico Monumental. Ela demonstrou, em público, seu amor incondicional pelo Grêmio e por isto, tanto quanto por sua beleza e simpatia, me conquistou para sempre.
Eu te amo, Nineta!
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quinta-feira, 11 de novembro de 2010

SÁ MARINA- MAX DE CASTRO & SIMONINHA

A versão [gravada] original com Wilson Simonal é uma preciosidade, mas esta aqui é uma apresentação ao vivo dos seus filhos Max de Castro e Wilson Simoninha, que deram um tempo em suas carreiras de cantores, instrumentistas, produtores e arranjadores, para se dedicarem a um projeto que resgata a memória do pai, em princípio tingida pelas sombras dos tempos da ditadura, pois havia rumores que Simonal era informante do governo militar.

Depois, com a publicação da biografia A Vida e o Veneno de Wilson Simonal, escrita pelo jornalista Ricardo Alexandre, tudo pode ser esclarecido:
- “O autor não toma partido, mas define a questão, porque faz uma pesquisa muito detalhada, inclusive entrevistando todos os algozes do Simonal que ainda existem, muitas vezes encontrando uma série de inconsistências. A ponto de ter gente que admite ter acusado Simonal apenas porque todo mundo acusava.” - disse Simoninha.

Os irmãos admitem que vêm saboreando cada segundo desse momento de resgate, tanto como filhos, quanto como admiradores:
- “Agora o público está descobrindo o que a gente, da família, sempre soube.” - lembra Max.

ATRIZ-ROBÔ

Atriz-robô estreia no teatro japonês.

Fonte: BBC Brasil

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

CAROL DIAS

Ela já esteve em "A Fazenda", na Rede Record, mas "nasceu" em "Viver A Vida", novela da Globo onde representava [com muito talento e sensualidade] Carú, a super-secretária do personagem Marcos (José Mayer).
Abaixo, um perfil da musa.
Nome: - Ana Carolina Dias Ferreira.
Data de nascimento: - 1987, 08 de outubro.
Signo: - Libra.
Apelido: - Carol.
O que mais gosta em seu corpo: - Dos olhos, porque passam emoção.
O que mais gosta em um homem: - Tem que ter charme.
O que não tolera em um homem: - Mau humor.
Homem bonito: - Brad Pitt
Mulher bonita: - Angelina Jolie.
Uma dica para seduzir: - Fazer uso de uma sensualidade discreta, uma coisa mais velada.
Um lugar para fazer amor: - Sou tradicional, prefiro a cama.
Música: - Sou eclética, mas gosto muito de MPB.
Filme: - “O Caçador de Pipas”.
Não vivo sem: - Meus amores- meus pais, meu irmão e meu namorado.
Uma frase: - “Simplicidade é o que há de mais sofisticado”.

"TIROS" DE GRANIZO

Flagrante de uma tempestade que não é de bolinhas de papel [nem de fitas-crepe], em 25/10/2010, em Clayton, Georgia, USA.
Se o Serra estivesse fazendo um comício por lá nessa hora, ia ter que providenciar tomografias [de corpo inteiro] para ele e mais uma porção de gente.

BOTAFOGO FUTEBOL E REGATAS- O GLORIOSO


A narrativa a seguir é uma cópia fiel da história do Botafogo Futebol e Regatas, contada no site do clube.

No dia 1º de julho de 1894, nascia na praia de Botafogo o CLUB DE REGATAS BOTAFOGO. O clube ganhou esse nome em homenagem à enseada do bairro onde competiam os seus barcos. A sede era em um casarão, demolido, no sul da praia de Botafogo, encostado ao Morro do Pasmado, onde hoje termina a Avenida Pasteur. Em 1889, surgiu uma lenda nas águas da Baía de Guanabara, a embarcação botafoguense Diva, que venceu todas as 22 regatas que disputou, sagrando-se campeã carioca.

O Club de Regatas Botafogo foi o primeiro clube carioca campeão brasileiro de alguma modalidade esportiva: de remo, em campeonato realizado no Rio de Janeiro em outubro de 1902, com a vitória do atleta Antônio Mendes de Oliveira Castro, que anos mais tarde viria a se tornar presidente do clube.

Os fundadores do Club de Regatas Botafogo: Alberto Lisboa da Cunha, Arnaldo Pereira Braga, Arthur Galvão, Augusto Martins, Carlos de Souza Freire, Eduardo Fonseca, Frederico Lorena, Henrique Jacutinga, João Penaforte, João Teixeira, José Maria Dias Braga, Julio Kreisler, Julio Ribas Junior, Luís Fonseca Quintanilha Jordão, Oscar Lisboa da Cunha e Paulo Ernesto de Azevedo.

BOTAFOGO FOOTBALL CLUB
Jogadores e fundadores, em 1904.
No ano de 1904, surgia no bairro de Botafogo um novo clube de futebol, o Electro Club, primeiro nome dado ao Botafogo Football Club. A associação nasceu de uma conversa entre dois amigos durante uma aula. Flávio Ramos e Emmanuel Sodré estudavam no Colégio Alfredo Gomes e, durante uma aula de álgebra, nascia a primeira ideia de fundar um clube, através de um bilhete passado por Flávio a Emmanuel, que dizia: "O Ithamar tem um clube de football na Rua Martins Ferreira. Vamos fundar outro no Largo dos Leões? Podemos falar aos Werneck, ao Arthur César, ao Vicente e ao Jacques". E assim tudo começou.
Esse bilhete foi interceptado pelo professor de matemática, general Júlio Noronha, que advertiu não ser aquele o momento mais apropriado para conversas daquele tipo, ressaltando, porém, que apoiava qualquer ideia relativa à prática de esportes. Estava dado então o primeiro passo para o nascimento do "Glorioso".
Naquela mesma noite, Flávio Ramos conversou com Octávio Werneck, na Rua Voluntários da Pátria, e o convidou para criarem o novo clube. Finalmente, na tarde de 12 de agosto de 1904, o clube seria formado por um grupo de colegiais com idades entre 14 e 15 anos, no chalé de um velho casarão em ruínas da Rua Conselheiro Gonzaga, esquina da Rua Humaitá com Largo dos Leões, gentilmente cedido aos garotos por Dona Chiquitota, avó materna de Flávio, grande amiga e verdadeira mãe do clube que estava nascendo.

Os meninos, que residiam no bairro de Botafogo, reuniram-se com os outros amigos em um casarão no Largo dos Leões para fundar o Electro Club. Esse foi o primeiro nome dado ao Botafogo, pois os meninos decidiram cobrar mensalidade e acharam um talão de um extinto clube com esse nome, que resolveram então adotar. Mas o Electro Club só durou até o dia 18 de setembro, quando foi feita outra reunião na casa da avó de Flávio, Dona Chiquitota, que se assustou ao saber o nome do clube e então argumentou: "Ora, morando onde vocês moram, o clube só pode se chamar Botafogo", aconselhou Dona Chiquitota. E assim foi feito. O clube então passou a se chamar Botafogo Football Club.

O primeiro amistoso ocorreu no dia 2 de outubro de 1904, contra o Football and Athletic Club, na Tijuca: derrota por 3 x 0. A primeira vitória viria no segundo jogo, em 21 de maio de 1905, sobre o Petropolitano, 1 a 0, gol de Flávio Ramos. Em 1906, o time participou do primeiro Campeonato Carioca. No ano seguinte, terminou empatado com o Fluminense, sagrando-se campeão, em título reconhecido apenas em 1996.

O primeiro Campeonato Carioca conquistado e comemorado imediatamente após o apito final foi em 1910. Com uma campanha irrepreensível, marcada por sete goleadas, o clube não apenas foi campeão como ganhou o apelido de Glorioso. Dois anos mais tarde, novo título carioca.

Na década de 30, outra época gloriosa. O time conquistou o tetracampeonato carioca, de 1932 a 1935, feito inédito no Rio de Janeiro. Assim nascia o Botafogo Football Club, que depois de trinta e oito anos de existência uniu-se ao outro Botafogo, o de Regatas, dando início ao Botafogo de Futebol e Regatas.
Fundadores: Álvaro Werneck, Arthur Cesar de Andrade, Augusto Paranhos Fontenele, Basílio Viana Junior, Carlos Bastos Neto, Emanuel de Almeida Sodré, Eurico Viveiros de Castro, Flávio da Silva Ramos, Jacques Raimundo Ferreira da Silva, Lourival Costa, Octávio Werneck, Vicente Licínio Cardoso.

BOTAFOGO DE FUTEBOL E REGATAS
O Botafogo de Futebol e Regatas nasceu oficialmente no dia 8 de dezembro de 1942, como resultado da fusão de dois clubes com o mesmo nome: o Club de Regatas Botafogo e o Botafogo Football Club. Os dois clubes tinham suas sedes no bairro de Botafogo, na Zona Sul do Rio de Janeiro, e se uniram depois de um triste fato.
No dia 11 de junho de 1942, os dois clubes disputavam uma partida de basquete pelo Campeonato Estadual e o jogador Albano, do Botafogo F.C., durante o intervalo, caiu em quadra, vítima de um ataque fulminante. A partida foi interrompida a dez minutos do final, quando o placar marcava CRB 21x 23 BFC. O corpo de Albano saiu da sede de General Severiano e, quando passava em frente ao Mourisco Mar, o então presidente do C.R.Botafogo, Augusto Frederico Schimidt, disse: "Comunico nesta hora a Albano que a sua última partida resultou numa nítida vitória. O tempo que resta do jogo interrompido os nossos jogadores não disputarão mais". O então presidente do Botafogo Football Club, Eduardo Góis Trindade, respondeu: "Nas disputas entre os nossos clubes só pode haver um vencedor, o Botafogo!" Schimidt então selou a fusão: "O que mais é preciso para que os nossos dois clubes sejam um só?".
Com a fusão foram feitas apenas três alterações: a bandeira perdeu o escudo das letras entrelaçadas do CRB e ganhou a estrela solitária do Botafogo Football Club; a equipe passou a usar calções pretos e a bandeira ganhou um retângulo preto, com uma estrela branca ao alto. Nos anos 30, durante a cisão entre amadores e profissionais, o Botafogo conquistou o único tetra do Campeonato Carioca, representado por quatro estrelas acima do escudo na camisa. Atualmente, porém, o Botafogo não utiliza mais essas estrelas complementares, deixando apenas a do escudo e fazendo valer o apelido de Estrela Solitária.
O primeiro título veio seis anos depois, em 1948, com Carlito Rocha como dirigente e o cachorro Biriba como mascote, derrotando em General Severiano o lendário Expresso da Vitória, do Vasco da Gama. Os anos que se seguiram foram marcados por vitórias e ídolos. Em 1957, o título carioca foi conquistado com uma histórica goleada por 6 a 2 sobre o Fluminense. O time alvinegro reuniu craques como Garrincha, Nilton Santos, Didi, Quarentinha, Amarildo, Paulo Valentim e Zagallo, conquistando três Campeonatos Estaduais, três Rio-São Paulo e servindo de base para a Seleção Brasileira que conquistou as Copas do Mundo em 1958 e 1962. Outro time glorioso foi o de 1967-1968, que conquistou o bicampeonato carioca e a Taça Brasil.
Aqui, Garrincha - o maior craque do Botafogo FR em todos os tempos - aparece fazendo sua jogada característica: o drible que deixava, muitas vezes, seus marcadores deitados.

A volta dos títulos começou em 21 de junho de 1989, na histórica vitória de 1 x 0 sobre o Flamengo, quebrando o jejum de 20 anos com uma campanha invicta. No ano seguinte veio o bi, em 1993 a Copa Conmebol e, em 1995, o Campeonato Brasileiro, comandado por Túlio, Gonçalves e Donizete, entre outros. No mesmo ano, o clube voltou para a antiga sede, onde a torcida comemorou a Taça Guanabara (com 100% de aproveitamento) e o Campeonato Estadual de 1997. Para completar a década, o tetracampeonato do Rio-São Paulo em 1998.

Como nada é fácil para o Botafogo, o clube voltou a passar por dificuldades. A maior delas foi a queda para a Segunda Divisão em 2002. No ano seguinte, entretanto, abraçado por sua torcida, o time garantiu o acesso. Em reconstrução, o Botafogo conquistou o Carioca em 2006 e chegou a três finais consecutivas nos anos seguintes. Paralelamente a isso, em 2007 ganhou a licitação para administrar o Estádio Olímpico João Havelange durante 20 anos.
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O MELHOR DE TODOS


terça-feira, 9 de novembro de 2010

OPALA

Flávio [Indiana] Gomes, em "Limite", mostra o Opala, um carro da General Motors, fabricado no Brasil entre 1968 e 1992.

O primeiro Opala foi apresentado na abertura do VI Salão do Automóvel de São Paulo, em 19 de Novembro de 1968, já como linha 1969. A fórmula do Opala combinava a carroceria alemã do Opel Rekord com Opel Commodore A, fabricado de 1966 a 1971, à mecânica norte-americana do Chevrolet Impala. A fábrica [em São Caetano do Sul, SP] introduziu, ao longo do tempo, diversas modificações e aprimoramentos nos modelos, os quais foram produzidos até 16 de Abril de 1992.

Fonte: ESPN/Brasil

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

ZLATA


Ela cabe na geladeira, na mala ou em uma pequena embalagem.
Zlata tem 24 anos e é contorcionista há pelo menos uma década. Apontada como a mulher mais flexível do mundo, ela nasceu na Rússia e vive na Alemanha.
Foto: Barcroft Media/Getty Images

Confira outra de suas performances no vídeo, abaixo.

Philbisregin

SÃO JOSÉ DO NORTE

Vista aérea parcial de São José do Norte, no Rio Grande do Sul, localizada na extremidade sul do istmo que separa a Laguna dos Patos do Oceano Atlântico. O flagrante mostra uma balsa transportando veículos de carga e de passeio. A travessia diária (em torno de 5 Km) sobre o canal que separa São José do Norte e a cidade do Rio Grande encurta em muitas centenas de quilômetros o trajeto a ser percorrido rumo à maior parte do território gaúcho.
Não há, no presente momento, previsão para a construção de uma ponte ou de um túnel entre os municípios, só especulações que já caíram em descrédito.
Segundo http://www.saojosedonorte.rs.gov.br/portal/?brand=page&key=10AE77, a origem do nome "São José do Norte" apresenta duas versões:
  • a primeira, vem da crendice de que os primeiros habitantes da região depositavam crenças em São José e que os historiadores acrescentaram o nome "do Norte", porque era o município que ficava ao norte no município do Rio Grande;
  • a segunda, é que o nome São José era homenagem ao rei de Portugal, Dom José I.
Com relação à origem do nome deve ser acrescentado o seguinte episódio: Na noite de 06 de junho de 1767, as tropas portuguesas, após violentos combates, expulsaram os espanhóis que haviam dominado o território e novamente as terras ficam sob o domínio de Portugal.
A bandeira lusa voltou a ser hasteada e, por ser o aniversário do Rei Dom José I, o município, até então chamado de Norte, Arraial do Norte e Povo do Norte, recebeu o nome de São José do Norte.
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MUDANÇAS NO LESTE EUROPEU


Março de 1985. Mikhail Gorbachev (Stavropol, 02/03/1931) assumiu o poder na União Soviética e iniciou um estudo para implantação de reformas na administração pública, nas Forças Armadas, na legislação eleitoral e na política externa do país. O plano resultante desse estudo foi lançado em fevereiro do ano seguinte, e ficou conhecido como Glasnost (em português: transparência). O objetivo era combater a corrupção e a ineficiência na administração, além de propor maior liberdade na política e na cultura.Em seguida, percebendo que a economia da União Soviética estava prestes a entrar em colapso, chegou à conclusão que o sistema socialista carecia de uma reforma. Então chamou de Perestroika (em português: reconstrução) o plano para recuperar economicamente o país.
Cortar despesas, seria esta a principal medida a ser tomada. Mas por onde começar?
Gorbachev pensou em reduzir a quantidade de dinheiro gasto em defesa, e para fazer isto sentiu a necessidade de:
• retirar suas tropas do Afeganistão, um saco sem fundo para onde eram desviados muitos recursos;
• negociar uma redução de armamentos com os EEUU;
• deixar de interferir em outro países comunistas.

Imaginou também que seria imprescindível:
• abolir o controle de preços;
• dar liberdade de autogestão às empresas para que pudessem competir entre si;
• autorizar a abertura de pequenos negócios privados;
• terminar com a política de subsídios.

Estas reformas, em pouco tempo, desencadearam transformações não só na União Soviética, mas em todos os países satélites do regime comunista que, sentindo-se órfãos do sistema, romperam com a hegemonia soviética, iniciando um processo de mudanças em busca de um novo modelo político e econômico.

Em apenas três anos todo o sistema desmoronou, pois a abrangência territorial e populacional do regime comunista era muito grande e as pessoas, de um modo geral, acostumadas com essa modalidade de governo há mais de 40 anos, passaram, de uma hora para outra a não mais contar com a “proteção” do Estado, ou seja, com os tais subsídios para exercerem as suas atividades sem maiores preocupações.

A Hungria foi um dos primeiros países do leste europeu a iniciar o processo de reformas políticas e econômicas. Em 1988 o ditador Janos Kadar (Rijeka, 26/05/1912 - Budapeste, 06/07/1989) foi destituído do poder [que estava em suas mãos desde 1956]. Em junho de 1989 o novo governo abriu as fronteiras do país com a Áustria, rompendo a Cortina de Ferro através de um gesto simbólico que foi cortar o arame farpado que separava os dois países.

Em agosto do mesmo ano a Polônia atropelou todo mundo ao empossar um primeiro-ministro não comunista, o jornalista Tadeusz Mazowiecki (Plock, 18/04/1927) que era membro do sindicato Solidariedade, ainda com a manutenção do presidente comunista Wojciech Jaruzelski (Kurów, 06/07/1923). Este não teve forças para manter o regime, então se viu forçado a ceder seu lugar para Lech Walesa (Popowo, 29/09/1943), ativista dos Direitos Humanos e um dos fundadores do sindicato Solidariedade. Walesa, agraciado com o prêmio Nobel da Paz em 1983, tornou-se o primeiro presidente da Polônia pós comunismo em dezembro de 1990.

Enquanto isto, em Praga, na Tchecoslováquia, 100 mil manifestantes faziam passeatas diárias [sob violenta repressão policial] pedindo eleições livres. Em Sófia, na Bulgária, a coisa não estava muito diferente: 50 mil pessoas exigiam o julgamento do ex-líder Todor Zhivkov (07/09/1911 – 0508/1998), acusado de corrupção.

Em 28 de dezembro Alexander Dubcek (Uhrovec/Eslováquia, 27/11/1921) assumiu a presidência do parlamento tcheco-eslovaco e, no dia seguinte, Václav Havel (Praga, 05/10/1936) foi eleito presidente provisório.

Na Romênia a coisa foi mais feia: durante um discurso do ditador Nicolae Ceaucescu (Scorniceşti, 26/01/1918 - Târgovişte, 25/12/1989), em Bucareste, o povo começou a vaiá-lo, protestando contra a ditadura; a televisão oficial - que transmitia o discurso - saiu do ar e as tropas do exército romeno investiram contra a multidão, matando milhares de pessoas. Após o massacre, entretanto, alguns militares aderiram à revolta e em 22 de dezembro milhares de pessoas invadiram o palácio presidencial em Bucareste (capital). O ex-chanceler Corneliu Manescu (08/02/1916 - 26/06/2000) anunciou, às 12h40, que um Comitê da Democracia Nacional tomara o poder. Ceausescu e sua mulher Elena [que era vice primeira-ministra], deixaram o palácio de helicóptero. O Exército, agora na sua totalidade, estava ao lado da população. Forças leais ao ditador reagiram. A polícia política atirou em manifestantes na praça da República, no centro da capital. Tropas rebeldes dominaram a praça, e após duas horas de luta havia centenas de corpos nas ruas. Ocorreram combates em todo o país. À noite o paradeiro de Ceausescu ainda era ignorado. Na verdade, após a fuga, o helicóptero de Ceausescu desceu perto de Tirgoviste. Dizem que o piloto simulou um problema na aeronave e pousou, ajudando na prisão do ditador. O ex-dirigente e Elena tomaram um carro, trocaram-no por outro na cidade, mas lá foram reconhecidos e detidos. Após um julgamento sumário, Ceausescu e sua mulher foram executados por um pelotão de fuzilamento no dia de Natal.

Em setembro de 1989, quando os húngaros resolveram abrir a fronteira com a Áustria, muitos cidadãos da Alemanha Oriental viram ali a sua chance de passarem para o “outro lado”. Se atravessassem a Thecoslováquia para chegar à Hungria, poderiam de lá seguir para a Áustria, ou seja, teriam livre acesso à liberdade da Europa Ocidental.

O governo da DDR (Deutsche Demokratische Republik) não teve alternativa e foi obrigado, diante do êxodo populacional, a abrir os postos de fronteira com a BRD (Bundesrepublik Deutschland), isto é, Alemanha Ocidental. Na noite de 09 de novembro de 1989 multidões de alemães orientais subiram e atravessaram o Muro de Berlim, juntando-se aos alemães ocidentais do outro lado, em uma atmosfera de celebração. E um dia após a abertura da fronteira, soldados da DDR começaram a derrubar uma parte do muro.

Aí começou a festa, de verdade!Alguém apareceu com um guindaste e começou a arrancar os pesados blocos de concreto, os quais, partidos eram “confiscados” pela população de ambos os lados, como souvenir. Na manhã do dia 10 de novembro, famílias inteiras começaram a atravessar a fronteira [de carro ou a pé], ao longo de diversos pontos do muro. Alguns o faziam pela primeira vez; outros, após 28 anos de espera.

Mas após a euforia inicial as pessoas passaram a se dar conta que não seria assim tão fácil a reintegração entre as duas Alemanhas. As mudanças no lado leste da Alemanha seriam sacrificantes no que diz respeito à economia, agora baseada nas leis de livre mercado. O desemprego e a inflação eram a ameaça mais perigosa. Na Alemanha do lado oeste, o primeiro-ministro Helmut Kohl (Ludwigshafen am Rhein, 03/04/1930) promoveu um aumento de impostos para cobrir os gastos com a reunificação, o que provocou protestos populares e greves de funcionários públicos e outras categorias profissionais que começaram a exigir aumentos salariais.

Enquanto isto, os alemães orientais ainda se sentiam inferiores aos alemães do ocidente, pois estes não os deixavam esquecer que quem vinha do lado oriental era um cidadão de segunda classe. Só mesmo o tempo seria capaz de desfazer as reais [e imaginárias] diferenças entre essas pessoas.

E a União Soviética, como ficou?
Lá as repúblicas que giravam em torno de Moscou, formaram a CEI (Comunidade dos Estados Independentes). Mas nem todas as repúblicas se uniram sob este novo pacto que teve como articulador o presidente Boris Yeltsin ((Butka, 01/02/1931- Moscou, 23/04/2007). Armênia,Azerbaijão, Bielorrússia, Cazaquistão, Quirguistão, Moldávia, Rússia, Tajiquistão,Turcomenistão, Ucrânia e Uzbequistão aderiram. Desde 26 de agosto de 2005, porém, o Turcomenistão não é mais membro permanente da entidade, atuando apenas como membro associado. Bielorússia, Rússia e Ucrânia, as três repúblicas fundadoras da CEI, concordaram num certo número de pontos fundamentais:
• cada estado-membro manteria sua independência;
• as outras repúblicas da antiga União Soviética seriam bem-vindas como novos membros da Comunidade;
• qualquer república seria livre de abandonar a CEI após ter anunciado essa intenção com um ano de antecedência;
• os membros deveriam trabalhar em conjunto para o estabelecimento de economias de mercado;
• o antigo rublo soviético seria a moeda comum dos estados-membros;
• a Comunidade ficaria sediada em Minsk, Alma-Ata e São Petesburgo.

A Geórgia se integrou ao Grupo em 1994, mas o seu Parlamento aprovou por unanimidade em 14 de agosto de 2009 a saída do país da Comunidade dos Estados Independentes, devido ao apoio russo às causas de independência da Abecásia e da Ossétia do Sul. Lituânia, Estônia e Letônia nunca fizeram parte do grupo.


Fontes de consulta: Jornal Nacional, a notícia faz história; Wikipédia; Infoescola.
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quinta-feira, 4 de novembro de 2010

HOPE OF DELIVERANCE- PAUL MCCARTNEY

Acho que esta não figura na relação prévia [de 36 músicas] para o show de Paul McCartney em Porto Alegre, no dia 07 de novembro.
YouTube/JJ4518

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

A FIFA AINDA ESTÁ NA IDADE MÉDIA

Sergio M. P. Fontana

Não é possível que a FIFA ainda se recuse a permitir a utilização de todos os recursos tecnológicos disponíveis para neutralizar os malefícios que as arbitragens, em geral, têm causado ao futebol ao longo do tempo. É inadmissível ainda estarmos sujeitos aos prejuízos proporcionados por erros crassos dos apitadores e seus auxiliares, por não querer a FIFA que o jogo seja interrompido por alguns instantes para análise de lances polêmicos. Seria muito fácil mudar isto, mas quem manda no futebol não quer. Todos os outros esportes usam tudo o que existe em tecnologia, em prol da verdade dos lances e das performances, salvaguardando o direito de quem fez por merecer um melhor resultado instantâneo dentro das competições, mas a FIFA ainda vive na Idade Média do esporte e se importa somente com o que não precisaria se importar. Quer, por exemplo, acabar com o empate nas partidas de Copa do Mundo. Mas que grande besteira!
Poderia a entidade máxima do futebol ocupar-se em tirar o futebol da idade das trevas, isto sim!
Há muito que deveria, como neste outro exemplo, ter modificado - como clamava o nosso técnico Telê Santana - o tempo de jogo das partidas, que ao invés de terem 90 minutos, com dois tempos de 45 minutos e acréscimos, poderiam ter 60 minutos, com dois tempos de 30 minutos corridos, de forma que quando o jogo parasse, por qualquer motivo, o cronômetro parasse também, assim como é no futsal. Pronto! Ia resolver o problema da "cera" e, ao mesmo tempo, fazer com que o tempo de "bola rolando" fosse maior..., quiçá, muito maior.

Abaixo, imagens reveladoras das idéias retrógradas da FIFA. Neste caso aí a culpa não é só da entidade, pois o próprio árbitro, de per si, consegue prejudicar os espetáculos.
YouTube/MAspector

O "NEW DEAL" DE ROOSEVELT

As repercussões da crise econômica de 1929, nos Estados Unidos da América, exigiram modificações na política econômica do país. O capitalismo liberal transformou-se em capitalismo monopolista e o governo resolveu interferir no controle da economia para evitar abusos da classe empresarial.
Franklin Delano Roosevelt (New York, 30/01/1881 - Warm Springs/Georgia, 12/04/1945) foi eleito Presidente [pelo Partido Democrata] e, assessorado pelas pessoas mais capacitadas do país, criou [em 1933] o New Deal , um plano para recuperar a economia Americana.
O primeiro objetivo foi tentar manter o nível dos preços dos produtos, impedindo, na medida do possível, o aumento descontrolado da produção em setores onde havia muita mercadoria estocada. Assim, os gêneros agrícolas, o petróleo e o carvão tiveram seus preços fixados pelo governo que, em seguida iniciou uma política de empréstimos aos fazendeiros endividados, cujas terras tinham sido hipotecadas e estavam em estado de abandono.

Um órgão governamental passou a controlar o sistema de crédito no país.
Com o objetivo de abrir novos postos de trabalho, o governo diminuiu a jornada de trabalho, e em seguida fixou um salário mínimo, criou um seguro-desemprego e o seguro-velhice [para os maiores de 65 anos]. Ao mesmo tempo passou a investir pesado em obras públicas que culminaram com a construção de usinas hidrelétricas, barragens, pontes, hospitais, escolas, aeroportos e até residências subsidiadas, o que ajudou a gerar milhões de novos empregos.

As usinas hidrelétricas construídas por Roosevelt permitiram que o governo americano assumisse o controle da indústria da energia elétrica que antes estava em poder de empresas particulares que ofereciam serviços caros e precários.

No final das contas a política econômica adotada nesse período trouxe, em uma década, a recuperação da economia norte-americana. A produção industrial voltou a crescer e a taxa de desemprego caiu, ressalvando-se que o número de desempregados ainda continuava bastante alto. O estouro da II Guerra Mundial [em 1939], num primeiro momento, parecia que iria minimizar o problema do desemprego, mas "desenhava" [isto sim!] um novo surto econômico nos EEUU, ou seja, a tendência da retomada de um desenvolvimento não sustentável da economia. Porém o governo logo controlou a situação, lembrando-se do passado recente de uma crise causada, em parte, pelo começo da guerra mundial anterior, entre 1914 e 1918.

Fonte: Arruda, J.J. de A., História Moderna e Contemporânea. Editora Ática S.A.,1974.
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terça-feira, 2 de novembro de 2010

NOTA FISCAL DE UM PASSADO DISTANTE

Cemitério de Arlington em Washington, túmulo de John Kennedy

É tempo de finados. Li que existem dias em que o café da manhã tem sabor de mágoa. O dia de finados tem outro gosto - de saudade. A melancolia é inevitável. Dou razão ao poeta T.S. Eliott quando ele disse que “a gente escreve para se libertar da emoção”. Hoje peço licença, vou falar de algo muito pessoal. Depois de uma semana difícil, estava desanimado, quase triste. Pedi socorro para meus “cedês” preferidos. Geralmente ouço um blues - dos antigos -, pois concordo com a sentença exarada por um velho negro americano: “O blues é uma dor para curar a dor!”.

Mas deixa pra lá tanta divagação. Num desses dias de desânimo recebi a visita da minha irmã. Ela falou meu nome e entrou na sala com um objeto na mão. Era um velho rádio, pequeno, um RCA VICTOR, daqueles com válvulas, um objeto estranho e desconhecido para os mais jovens. Mas, para mim, não era simplesmente um rádio, era “o rádio”.Tive a impressão de que a luz apagou e iniciou um filme. Aquele radinho entrou na minha vida outra vez e, pasmem, com Nota Fiscal e tudo. Li o documento - um papel amarelado, datado de 30 de agosto de 1948…

O rádio me fez lembrar meu pai. Foi sargento do Exército. Recordei o garbo com que usava a farda. Dava uma atenção especial às botas imensas (de cavalaria). Elas estavam sempre brilhando, minha função logicamente…Ele cursou somente o primeiro grau, mas me ensinou tudo na vida, insistindo sempre para que eu jamais abandonasse as noções de honestidade, lealdade e decência. Às vezes, acho que devo a ele tudo o que eu não tenho…

Em volta daquele rádio nossa família ficava reunida, escutando as novelas de então - dramalhões que a todos emocionavam. Tínhamos um compromisso imperdível: escutar o “Repórter Esso” – a “testemunha ocular da história”. Mas teve algo que jamais esquecerei: a transmissão da Copa do Mundo realizada na Suécia. Olhei o velho rádio e senti algo estranho. Tive a sensação de que meu pai estava aqui, do meu lado: “Didi pegou a bola no meio do campo, passou pro Garrincha na ponta direita, que entregou pro Vavá, que deixou passar pro Pelé”. Não precisa concluir… Claro que foi gol! Todos gritavam: “O Brasil é Campeão do Mundo!”. Pela primeira vez tínhamos a sensação de que éramos os melhores do mundo em alguma coisa…

Outro grande acontecimento era o carnaval. Ouvíamos as rádios para decorar as canções. Era assim mesmo! O rádio cumpria o papel de professor. Nos bailes já estávamos “ensaiados”, cantando as letras, do início ao fim. Hoje quando olho a televisão e vejo o desfile da Sapucaí me dou conta de como o mundo mudou. Pessoas sem identidade alguma com a festa fazem de tudo para aparecer na TV, enquanto os verdadeiros sambistas, anonimamente, empurram imensos carros. Dou razão à letra de um samba antológico que denunciava: “Super Escolas de Samba S. A. / Superalegorias/ Escondendo gente bamba/Que covardia!”.

Amigo radinho, eu já estava triste, você não tem o direito de aumentar meu desconforto. Se ele falasse, tenho certeza de que responderia: “Demorou, mas me vinguei!”. É claro que eu responderia: “Vingou-se do quê, velho amigo?”.Lembrei. Foi um dia especial na nossa casa. Depois de muitos cálculos, meu pai criou coragem e comprou, “em doze prestações”, um rádio novo. Daqueles grandes, cheio de teclas. “Pegava’ tudo que era rádio”, inclusive as mais distantes, até da Argentina, diziam…

Era isso, o radinho estava me dando o troco por algo que jamais perdoou. Pior: ele tinha razão. Fora arrancado do lugar de honra da sala para dar lugar ao novo. Foi guardado e nunca mais lembrado. Para ser justo, foi lembrado pela minha irmã, mas acho que assim não vale. Lembrar do velho amigo depois de tanto tempo… Lembrá-lo numa época em que o mundo está repleto de computadores, celulares e rádios lotados de modernidades. Não é justo.

Eu precisava fazer alguma coisa, pois o “velho” insistiu sempre que lealdade é fundamental. Olhei para minha sala com toda aquela parafernália eletrônica e tomei uma decisão. Peguei o velho amigo com todo o cuidado, como quem pega uma criança recém nascida e procurei um lugar nobre para hospedá-lo. É isso mesmo, hospedá-lo. Meu amigo não vai trabalhar mais. Vai ficar aqui, olhando os outros na labuta diária.Seu trabalho vai ser um só (não pode virar vagabundo). Vai me obrigar a lembrar os “meus velhos”. Lembrar minha cidade do interior. Das matinês de domingo à tarde, onde, iguais aos “cowboys dos gibis”, todos os meninos viravam “mocinhos” e prendiam os “bandidos” (era uma época que os bandidos eram presos e castigados) e, principalmente, não permitir que eu esqueça dos amigos de verdade.

Finalmente, não me deixará, jamais, esquecer daquele tempo, que nunca mais vai voltar. Quando um pequeno rádio fazia a felicidade de uma família. Quando não era preciso gastar tanto para ser feliz.