segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

UMA APOSTA ARRISCADA

A aposta dizia respeito à novela "Passione", exibida pela Rede Globo entre 17/05/2010 e 14/01/2011. "Quem matou o Saulo?" era a pergunta que não queria calar.
Para me exibir, resolvi arriscar, uns dois meses antes do desfecho, quando ela (Clara) ainda estava "boazinha", trabalhando como faz-tudo na pizzaria:
- "Quem matou o Saulo foi a Clara! Aposto 10 rapadurinhas de amendoim como foi ela!"

O pai da minha mulher não resistiu à oportunidade de ganhar 10 rapadurinhas, que estavam ali, prestes a cair do céu, e aceitou de imediato a provocação, respondendo:
- "Eu não sei quem matou, mas aposto que não foi ela."

E firmou-se o acordo.

E foi "nos acréscimos" da novela que eu ganhei as tais rapadurinhas. E ganhei porque o autor, desesperado com as especulações das revistas especializadas em fofocas e novelas, foi ficando num beco sem saída, e teve que improvisar no final, só para não dar o braço a torcer.

Mas isto tudo já é passado, e as 10 rapadurinhas demoraram para sair, mas vieram. Eu não resisti e estou publicando aqui, devidamente registrado, o acerto de contas.
Cena 1 - A recepção.

Cena 2 - O pagamento.
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quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

O BEIJO NO ESCUDO E OUTRAS DEMAGOGIAS


Foto: Agência Photocâmera

O que querem dizer os jogadores de futebol quando fazem um gesto como este durante a comemoração de um gol?
A maioria deles quer dar a entender que ama aquela torcida e, conseqüentemente, o clube que defendem.
E quando resolvem beijar o escudo do clube?
Aí querem dar a entender à torcida que amam o clube e, talvez, também os torcedores.
"Querem dar a entender" é a expressão certa porque se as sombras desses caras falassem, ou se manifestassem de forma independente dos seus projetantes, diriam ou demonstrariam que tudo isto aí não passa de fingimento.
Eles "amam" apenas temporariamente o clube que os contrata, em agradecimento à oportunidade que receberam depois de algum tempo no ostracismo ou em descrédito junto ao seu antigo "amor". Sim, porque é mais do que comum, hoje em dia, o beijo em escudo de clube e outras adulações, como se o grande amor declarado num momento de satisfação pessoal, fosse eterno.

Tem jogador brasileiro por aí que já beijou os escudos de mais de uma dezena de clubes. Os torcedores, cegos de paixão pelo seu time, na hora do gol, vêm no beijoqueiro de ocasião um herói digno da imortalidade.

Se eu tivesse que dar um conselho a esses beijoqueiros de escudos que se dizem profissionais de futebol, diria a eles que parassem de fazer esses gestos, pois a camisa e o próprio escudo dos clubes são sagrados para os seus torcedores, e quem beija ou venera esses símbolos sagrados num momento, compromete-se para sempre a amá-los de verdade, e esse não é o caso dos profissionais de futebol que vivem mudando de clube, de cidade e de país. Eles que "amaram" todas as torcidas e todos clubes por onde passaram, na verdade, salvo honrosas exceções, só amam (sem as aspas e no tempo Presente) o dinheiro, a si próprios e às suas famílias, como não poderia deixar de ser.

Quem deve amar o clube é o torcedor, a quem é dado o direito divino de beijar camisa e escudo. Justifica-se, por outro lado, o beijo na camisa ou no escudo e os gestos explícitos de amor dirigidos a clube e torcida se o jogador, no seu íntimo, é, de verdade, torcedor daquele determinado clube. O resto é propaganda enganosa.

As fotos acima são do mesmo jogador. Em ambas ele está comemorando um gol, e nas duas cenas [uma de temporadas passadas, outra deste início de temporada] ele lança às torcidas seu recado de "amor eterno". Amor ao FFC, ao GFBPA e a quem mais?
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CHEVROLET BRASIL 3100

2011, manhã de 26 de janeiro. Não é todo o dia que se vê um destes, exceção feita aos que passam por um caprichado tuning, onde muita coisa acaba mudando.
Neste caminhão/pick-up [que eu acho que foi fabricado em 1958] até a pintura é original. Não fossem os faroletes de milha, discretamente instalados sobre o pára-choques dianteiro, tudo estaria certo.

O veículo estava estacionado em frente à Praça Ozy Teixeira, na rua de mesmo nome, quase na esquina da rua Benjamin Constant, em Encruzilhada do Sul, RS. Duas horas mais tarde tinha desaparecido. Isto quer dizer que anda rodando, às mil maravilhas, por aí.
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IMPRESSORAS E TINTA

O internauta Flávio Tubino, indignado, postou, em 27/10/2009, este desabafo em um site (http://www.blogtec.com.br) por aí:
"A minha HP J5780 queimou a placa controladora com pouco mais de 500 folhas impressas, dois meses após vencer a garantia, não há esta placa no mercado nacional e hoje tenho uma bela sucata sobre minha mesa, praticamente nova."

Pois aconteceu a mesma coisa com a minha HP Deskjet F380. Cheguei à conclusão que o problema foi causado por vazamento de tinta. Os caras que recarregam os cartuchos originais [que vêm de fábrica só com 4 ml de tinta] botam tinta demais para provar que vale a pena recarregar os cartuchos. Os usuários achando que vão levar vantagem, deixam de comprar os cartuchos originais que são muito caros, mandam recarregar ou compram cartuchos compatíveis, o que sai muito mais barato. Só que esquecem de levar em conta que quando o cartucho é recarregado, é impossível deixá-lo imune a vazamentos, como o dito cujo que vem de fábrica.

Quanto aos tais compatíveis, desconfie sempre, pois eles também podem vazar, só que de outra forma: pelo próprio sistema de injeção de tinta (sai tinta demais). Aí o barato sai caro. Isto tem implicação com a primeira impressora que eu tive, uma Cannon F-330 que teve problema na cabeça de impressão que custava mais caro do que uma impressora nova.

Em resumo, o que não tem remédio, remediado está, então comece tudo outra vez. Ponha a sua multifuncional detonada no lixo ou à venda [como sucata] para uma Assistência Técnica em Informática, compre uma nova (HP?) e, quando for a hora de repor a tinta não mande recarregar os cartuchos originais (as lojas que vendem cartuchos originais e compatíveis compram cartuchos originais vazios. Venda-os lá). Com o dinheiro da venda dos cartuchos originais [e mais algum] compre cartuchos originais novos.

SIMO HÄYHÄ, O MELHOR DE TODOS

Kollaa - Rio com 76 quilômetros de extensão na República da Carélia, Rússia. Ele começa a partir do Lago Kollasjärvi, no Distrito Suoyarvsky e flui para o lago Tulmozero, no disrito de Pryazhinsky.
Antes da Segunda Guerra Mundial, a nascente do rio fazia parte do município finlandês de Suistamo. Dali ele penetrava em território soviético (Suojärvi Tulemajärvi, na Rússia).
Durante a Guerra de Inverno, em 1939, essa área foi cenário da chamada Batalha de Kollaa. Com o fim do conflito mundial, os locais de batalha em torno do rio passaram a ser considerados aéreas de preservação e turismo.


Simo Häyhä (pronuncia-se simo ráirra), nasceu em Rautjärvi, Finlândia, em 17/12/1905. Aos 20 anos, ingressou no exército para prestar o serviço obrigatório e, em ato contínuo, denotando notável aptidão para a vida militar, foi servir na Guarda Civil Finlandesa, na zona de fronteira com a União Soviética.


Chamado ao serviço ativo do exército quando Stalin ordenou a invasão da Finlândia (30/11/1939), Häyhä foi designado para a 6ª Companhia do 34º Regimento de Infantaria, participando de uma batalha épica [que foi chamada de "O Milagre de Kollaa" (pronuncia-se col-láa)] onde, Sob temperaturas de -20ºC a -40ºC, 32 finlandeses neutralizaram 4.000 soldados soviéticos.

Häyhä usava um rifle Mosin Nagan M28, 7,62 x 54R (mesmo calibre do atual SDV Dragunov) regulamentar das tropas finlandesas naquela época, que ele dizia ser perfeito para a sua pequena estatura (1,60 m). Esse rifle não tinha mira telescópica, em teoria, algo imprescindível para um sniper, mas Häyhä recusou-se a trocar seu rifle pelo Mauser com mira telescópica que lhe foi oferecido em maio de 1940, e deu uma explicação para a negativa. As miras telescópicas quebravam e embaçavam no [con]gelado inverno finlandês e, pior do que isto, ele tinha que levantar a cabeça um pouco mais do que desejava para enquadrar o tiro, e isso para ele poderia significar a diferença entre matar ou morrer, uma vez poderia estar sendo "caçado" por vários snipers soviéticos.

Completamente camuflado de branco, Simo Häyhä tornou-se conhecido como “Valkoinen Kuolema” (pronuncia-se válconen culêma), ou “Morte Branca”, tendo eliminado 542 soldados soviéticos em 100 dias de atividade como atirador de elite ou, na verdade, 1 inimigo por hora de luz no curto dia de inverno no Ártico.

De fato, os russos estavam assustados com a estatítica de mortes obtidas pelo habilidoso sniper finlandês, e empreenderam desesperadas tentativas para eliminar o "estorvo", designando seus melhores snipers para a missão, assim como ataques de artilharia. Tudo o que conseguiram foi esfarrapar as costas do sobretudo de Häyhä, contudo ele não foi ferido.

1940, 6 de março. Simo Häyhä, o experiente sniper finlandês, foi atingido por um atirador soviético. A bala acertou seu rosto, ricocheteou em sua própria mandíbula e saiu de volta. Ele era, literalmente, um osso duro de roer, pois mesmo sangrando e a ponto de desmaiar, retomou seu rifle, apontou, atirou e matou o sniper inimigo que o atingira. Depois sentiu-se à vontade para desmaiar, ficando desacordado por uma semana inteira, em função da hemorragia. Os companheiros que o acudiram disseram que “metade de sua cabeça estava faltando”.

Pouco depois da guerra, Häyhä foi promovido diretamente de Cabo para 2º Tenente pelo Comandante-em-Chefe finlandês, Marechal-de-Campo Carl Gustav Emil Mannerheim. Depois foi submentido a várias cirurgias para reconstrução da mandíbula e bochecha, ficando muitos anos em recuperação.

Considerado uma grande personalidade nacional, o maior sniper da história, Simo Häyhä, faleceu na pequena aldeia de Ruokolahti, perto da fronteira com a Rússia, aos 96 anos de idade, no dia 1º/04/2002.




Fonte: Júlio César Guedes Antunes - Professor do Depto. de Computação do Instituto Federal do Norte de Minas Gerais e pesquisador de história militar com foco na Segunda Guerra Mundial.

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

O CASAMENTO DA PRINCESA SUZANA

Elegante, porém discreto. Esta foi a alternativa encontrada pela família real da Barzêmlia, um pequeno e quase desconhecido país, perdido por aí no mapa mundi, para o casamento da princesa Suzana, herdeira direta do trono do seu país. A explicação para a simplicidade da cerimônia reside no fato de que a rainha Rosane, esposa do rei, prefere não ostentar riqueza. Ela se diz uma pessoa comum, como todas as outras, assim como seu filho, o príncipe Fábio, que chega a disparar dos fotógrafos.

Suzana casou-se com o príncipe Thiago, da Luércia, em 22/01/2011, e com isto abdicou do seu direito de suceder [no trono] o rei Doberto, em favor de sua irmã, a princesa Renata. A Luércia é um distante país litorâneo que se destaca por suas praias paradisíacas.
Na foto acima, o rei Doberto I e sua filha, a princesa Suzana. A pequena aia é a princesinha Ana Julia, filha da princesa Renata.


Entre os convidados, merecem destaque especial o rei da Langônia, Marco I e sua família imperial. Eles viajaram durante dois dias e duas noites, em rica caravana que atravessou o inóspito deserto da Scadária.
- "Felizmente, chegamos a tempo de prestigiar a cerimônia!" - revelou-me o grande monarca.
No registro acima, o rei Marco I, sua filha, a princesa Fernanda, e a esposa, a rainha Denise.


Apesar de não pertencermos a nenhuma casa real, nós também fomos convidados, e os paparazzi, imaginando que éramos celebridades, solicitaram que também ensaiássemos uma pose para foto. O melhor que conseguimos fazer foi isto aí, abaixo.


ALVLAND
Alvland é um pequeno e próspero país que faz fronteira com o reino da Barzêmlia. O rei João Carlos I e sua esposa, a rainha Elaine, odeiam fotógrafos e não quiseram aparecer, mas permitiram que sua filha, a princesa de Alvland, se deixasse fotografar. Fábio, príncipe de Alvland, não pode comparecer à magnífica festa. Ele viajou com sua expedição para o norte, em busca de uma mina de pedras preciosas.


DUAS BELAS
Fecham com chave-de-ouro este registro, a princesa Fernanda, de Alvland, e a princesa Renata, agora herdeira do trono da Barzêmlia, acima.
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sábado, 22 de janeiro de 2011

A ESTAGIÁRIA... IMPRIMINDO O CURRÍCULO

TITANIC... EM 5 SEGUNDOS

SAVE THE WORLD

Colaboração: Denise Beatriz Antunes Maciel de La Fontana Bechuetti

MINHA VIZINHA BONITA

A PLAYMATE DO MÊS

Esta é Connie Cooper, modelo ítalo-americana, 19 anos. Ela é a playmate americana do mês.
Foto: Paul Morton Smith

Não se engane, porém, com a data. A bela foi destaque da Playboy americana de janeiro, mas lá em 1961.
Teriam seus fiéis admiradores rogado aos deuses da beleza que a conservassem sempre assim, em plena forma. E como já mencionei outrora, diante do avanço vertiginoso que a biotecnologia vem apresentando neste século, é possível que ela ainda possa estar exibindo por aí todos os atributos que a elevaram à celebridade.
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AMAZING GRACE- CELTIC WOMAN

"Amazing Grace". Hino cristão composto pelo inglês John Newton, divulgado pela primeira vez no Newton's Olney Hymns (1779).

Celtic Woman. Grupo de música formado por cinco artistas irlandesas, as vocalistas Chloë Agnew, Lisa Kelly, Lisa Lambe e a violinista Máiréad Nesbitt. O repertório vai desde canções tradicionais célticas até música moderna. Até agora o grupo lançou quatro álbuns: Celtic Woman: A Christmas Celebration; Celtic Woman: A New Journey; The Greatest Journey: Essential Collection; e Celtic Woman: Songs from the Heart. Elas fizeram muitas turnês mundiais, difundindo ainda mais a popularidade da música celta fora da Irlanda e da Europa, já consolidada por artistas como Enya, e por espetáculos como Riverdance e Lord of the Dance. Celtic Woman já foi inclusive chamada de "Riverdance de vozes".

Fonte: Wikipédia

O ENCANTADOR DE BÚFALOS

Antônio Carlos Trierweiler tem 47 anos e vive em General Câmara, RS. Quando morava em Porto Alegre, volta-e-meia visitava a fazenda do avô, em General Câmara, e ficava curioso com os búfalos de uma fazenda vizinha. Quando se formou em Veterinária, o interesse pelos búfalos aumentou, e então se mudou para a fazenda do avô, onde iniciou seu rebanho.

Ele também era um músico dedicado e tocava violino na Orquestra de Concertos de Lajeado e na Orquestra Jovem Unisc, de Santa Cruz do Sul. Um dia quando ensaiava na varanda da sua casa, os animais (búfalos) tiveram uma reação que ele conta assim:
– Quando toquei "Amazing Grace" os animais pararam de pastar e começaram a me seguir.

Intrigado, começou a fazer testes em horários e locais diferentes. Descobriu que não importava o momento, os bichos sempre erguiam a cabeça e, aos poucos, se enfileiravam e começavam a segui-lo. A partir de então passou a dispensar o uso de cavalos e/ou cães para organizar os búfalos. Quando precisa movimentá-los de um potreiro para outro, basta pegar o violino e tocar. Por onde ele for, toda a manada o segue.

Veja este trecho do Jornal da Band, de 21/01/2011.

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

I COULD NOT LOVE YOU MORE- BEE GEES

Março de 1997. Os Bee Gees lançam nos EEUU o seu 21º álbum "Still Waters". Através dele voltam a figurar no topo das paradas de sucesso, dez anos após o seu retorno - entre 1982 e o início de 1987 os irmãos Gibb tentaram [sem sucesso], cada qual, investir em carreira solo.

O vídeo-clip a seguir é a chamada oficial do trabalho. A música escolhida foi a romântica "I Could Not Love You More".

OS SEGREDOS DE TUTANKHAMON

Zahi Hawass (Damietta/Domyat/Egito, 28/05/1947) - Arqueólogo e egiptólogo egípcio. Nos últimos anos adquiriu grande popularidade, graças às suas participações em inúmeros documentários que abordam a civilização do Antigo Egito. Desde 2002 desempenha o cargo de secretário-geral do Conselho Supremo de Antiguidades do Egito.


Exames de DNA revelaram que Tutankhamon, o faraó-menino, sofria de uma doença óssea, além de má formação congênita num dos pés, problemas que somados, dificultavam-lhe a locomoção. Ele era filho de uma união entre irmãos, o que pode ter sido a causa das suas deformidades.
Foto: Kenneth Garrett


Por Zahi Hawass
"As múmias provocam a nossa imaginação. Impregnadas de mistério e magia, elas já foram pessoas que viveram e amaram, tal como nós.

Estou convencido de que é nosso dever honrar esses mortos antigos e garantir que descansem em paz. No entanto, há segredos dos faraós que só podem ser revelados por meio do estudo de suas múmias. Em 2005, quando foram feitas tomografias computadorizadas da múmia de Tutankhamon, pudemos comprovar que ele não morrera devido a um golpe na cabeça, como muitos acreditavam. Nossa análise revelou que o orifício na parte de trás de seu crânio havia sido aberto durante o processo de mumificação. O exame também mostrou que Tut morreu com apenas 19 anos de idade - talvez logo depois de ter sofrido uma fratura na perna esquerda. Porém, ainda restam outros mistérios em relação ao faraó-menino que até mesmo a tomografia computadorizada não consegue esclarecer. Por isso, decidimos realizar um exame ainda mais profundo de sua múmia e, no fim, acabamos descobrindo fatos extraordinários a respeito de sua vida, seu nascimento e sua morte.
Para mim, a história de Tutankhamon é como uma peça teatral cujo fim ainda está sendo escrito. O primeiro ato do drama tem início por volta de 1390 a.C., décadas antes do nascimento de Tut, quando o faraó Amenhotep III (também conhecido como Amenófis III) sobe ao trono do Egito. À frente de um império que se estende por 1,9 mil quilômetros, desde o rio Eufrates ao norte até a quarta catarata do Nilo ao sul, esse soberano da 18a dinastia vive em meio a uma abundância material inimaginável. Ao lado da poderosa rainha Tiye, governa o Egito por 37 anos, venerando os deuses de seus ancestrais, sobretudo Amon, enquanto o povo prospera e imensas riquezas, originárias de seus domínios estrangeiros, se acumulam em seus cofres.

Se o primeiro ato tem a ver com bonança e estabilidade, o segundo é marcado pela revolta. Ao morrer, Amenhotep III é sucedido por seu segundo filho, que assume o trono como Amenhotep IV - um visionário que dá as costas ao culto de Amon e de outros deuses do panteão oficial e passa a venerar uma divindade única, conhecida como Aton, o disco do Sol. No quinto ano de seu reinado, ele muda o próprio nome para Akhenaton, ou "aquele que é benéfico a Aton". Também atribui a si mesmo a condição de deus vivo e abandona o tradicional centro religioso de Tebas, erguendo uma cidade cerimonial 290 quilômetros ao norte, em um local hoje conhecido como Amarna. Ali ele vive com sua rainha, a bela Nefertiti, e juntos se tornam os sumo-sacerdotes de Aton, cumprindo essa função com a ajuda de suas seis filhas. Os sacerdotes são despojados de todo poder e riqueza, e Aton reina supremo. Nesse período, a arte é perpassada por novo e revolucionário realismo: o próprio faraó não é mais, como os antecessores, retratado com semblante idealizado e corpo jovem e musculoso, e sim com aparência afeminada, barriga protuberante, rosto alongado e lábios carnudos.

O fim do reino de Akhenaton está envolto em confusão - como se a ação da peça se transferisse aos bastidores. Um ou talvez dois faraós governam por breves períodos, com Akhenaton ainda vivo, já morto ou em ambos os casos. Como outros egiptólogos, estou convencido de que o primeiro desses "reis" é, na verdade, Nefertiti. Já o segundo é um personagem enigmático chamado Smenkhkare, sobre o qual pouco conhecemos. O que se sabe com certeza é que, ao subir a cortina e começar o terceiro ato, o trono está ocupado por um menino de apenas 9 anos de idade: Tutankhaton ("a imagem viva de Aton"). Em algum momento nos dois primeiros anos de seu reinado, ele e sua mulher, Ankhesenpaaton (que era filha de Akhenaton e de Nefertiti), abandonam Amarna e voltam a Tebas, reabrindo os templos e restituindo-os à antiga glória e prosperidade. Também alteram os próprios nomes, para Tutankhamon e Ankhesenamon, proclamando sua rejeição à heresia de Akhenaton e uma devoção renovada ao culto de Amon.

Em seguida a cortina se fecha. Dez anos depois de subir ao trono, Tutankhamon morre, sem deixar herdeiros que possam ocupar o seu lugar. Ele é sepultado às pressas em uma tumba de pequenas dimensões, projetada para um indivíduo comum não para um faraó. Em represália contra a heresia de Akhenaton, seus sucessores empenham-se em obliterar dos registros históricos quase todos os traços dos reis de Amarna, entre eles Tutankhamon.

Ironicamente, essa tentativa de eliminar a memória dele acabou preservando Tutankhamon para sempre. Menos de um século após ele morrer, a localização de sua sepultura havia sido esquecida. Oculta de saqueadores por outras edificações erguidas no mesmo local, ela permaneceu intacta até ser descoberta em 1922. Mais de 5 mil objetos foram encontrados no interior da tumba. No entanto, os registros arqueológicos até hoje não conseguiram esclarecer os relacionamentos familiares mais próximos do faraó. Afinal, de quem ele era filho? O que aconteceu com a sua viúva, Ankhesenamon? Os dois fetos mumificados achados no túmulo seriam filhos prematuros de Tut ou sinais de pureza para acompanhá-lo na vida após a morte?

Para esclarecer essas dúvidas, resolvemos analisar o DNA de Tutankhamon, assim como o de dez outras múmias que se supõe serem membros de sua família imediata. No passado, fui contra o estudo genético das múmias de faraós. A probabilidade de obter amostras viáveis e ao mesmo tempo evitar a contaminação delas com DNA moderno era por demais insignificante para justificar a manipulação desses restos mortais sagrados. Todavia, em 2008, vários geneticistas me convenceram de que as técnicas haviam sido aperfeiçoadas de tal modo que havia boa chance de conseguirmos resultados aproveitáveis. Assim, montamos dois laboratórios de sequenciamento genético, um deles no porão do Museu Egípcio do Cairo e o outro na Faculdade de Medicina da Universidade do Cairo. A pesquisa seria conduzida por dois cientistas egípcios, Yehia Gad e Somaia Ismail, do Centro Nacional de Pesquisa, também no Cairo. Decidimos ainda realizar tomografias computadorizadas de todas as múmias, sob a direção de Ashraf Selim e Sahar Saleem, da Faculdade de Medicina da Universidade do Cairo. Três especialistas internacionais trabalharam como consultores: Carsten Pusch, da Universidade Eberhard Karls, de Tübingen, na Alemanha; Albert Zink, do Instituto Eurac, em Bolzano, na Itália; e Paul Gostner, do Hospital Central de Bolzano.

As identidades de quatro das múmias eram conhecidas: a do próprio Tutankhamon, que permanecia em seu túmulo no Vale dos Reis, e três múmias expostas no Museu Egípcio - a de Amenhotep III, e as de Yuya e Tuyu, os pais de Tiye, a rainha de Amenhotep III. Entre as múmias não identificadas havia um homem achado em um misterioso túmulo no Vale dos Reis identificado como KV55. Os indícios arqueológicos e textuais sugeriam que se tratava provavelmente de Akhenaton ou de Smenkhkare.

A busca pela mãe e pela esposa de Tutankhamon concentrou-se em quatro múmias do sexo feminino não identificadas. Duas delas, apelidadas de "Dama Mais Idosa" e "Dama Mais Jovem", haviam sido descobertas em 1898, desenroladas e colocadas no piso de uma câmara lateral da tumba de Amenhotep II (KV35), ocultas ali por sacerdotes após o fim do Novo Império, por volta de 1000 a.C. As outras duas múmias anônimas provinham de uma pequena tumba (KV21), também no Vale dos Reis, cuja arquitetura indicava ter sido feita na 18a dinastia. Ambas estavam com o punho esquerdo apoiado no peito, considerado um gesto próprio de rainhas.

Por fim, tentaríamos obter amostras de DNA dos fetos achados no túmulo de Tut - uma perspectiva pouco promissora, dado o estado deteriorado em que estavam. Caso conseguíssemos algo, teríamos as peças faltantes em um quebra-cabeça régio que abrange cinco gerações. a fim de obter mostras utilizáveis, os geneticistas extraíram tecidos de diferentes partes de cada múmia, sempre de um nível profundo nos ossos, de modo a excluir por completo a possibilidade de contaminação pelo DNA de arqueó-logos anteriores - ou mesmo dos sacerdotes egípcios que haviam feito a mumificação. Depois de extraídas as amostras, era preciso separar o DNA de outras substâncias indesejáveis, como unguentos e resinas, usadas na preservação do corpo. E, como o material de embalsamamento mudava de uma múmia para a outra, variavam os passos necessários para a purificação do DNA.

No centro desse estudo estava Tutankhamon. Se o processo de extração e isolamento fosse bem-sucedido, o DNA dele seria capturado sob a forma de uma solução líquida translúcida, pronta para ser analisada. Para nossa decepção, contudo, as soluções iniciais eram todas de coloração escura e opaca. Seis meses de trabalho duro foram necessários para descobrirmos uma forma de eliminar o contaminante - algum produto ainda hoje desconhecido no processo de mumificação - e conseguirmos uma amostra adequada para ser amplificada e sequenciada.

Depois de retirarmos também o DNA das três outras múmias masculinas - Yuya, Amenhotep III e o KV55 -, tentamos esclarecer a identidade do pai de Tutankhamon. Nessa questão crítica, os registros arqueológicos eram incertos. Em várias inscrições de seu reinado, Tut refere-se a Amenhotep III como sendo o seu pai, mas isso não pode ser considerado conclusivo, pois o termo usado pode ser interpretado como "avô" ou "antepassado". Além disso, de acordo com uma cronologia aceita, Amenhotep III morreu uma década antes do nascimento de Tutankhamon.

Muitos estudiosos estão convencidos de que seu pai foi, em vez disso, Akhenaton. Em apoio a essa posição há um bloco quebrado de calcário com inscrições nas quais tanto Tutankhaton como Ankhesenpaaton são chamados de filhos amados do faraó. Como sabemos que Ankhesenpaaton era filha de Akhenaton, podemos deduzir que Tutankhaton (mais tarde Tutankhamon) também era filho dele. Porém, nem todos cientistas consideram tal indício conclusivo, e argumentam que o pai de Tut seria Smenkhkare. Sempre me inclinei à opção de Akhenaton, mas isso nunca passou de uma hipótese.

Uma vez isolado o DNA das múmias, seria simples comparar os cromossomos Y de Amenhotep III, do KV55 e de Tutankhamon, e ver se havia relação entre eles. (Indivíduos do sexo masculino aparentados exibem o mesmo padrão de DNA em seus cromossomos Y, pois essa parte do genoma masculino é herdada do pai.) Porém, esclarecer o relacionamento exato entre eles requeria um tipo mais sofisticado de comparação genética. Ao longo dos cromossomos em nosso genoma existem determinadas regiões já mapeadas nas quais os padrões das letras do DNA - os As, Ts, Gs e Cs que compõem o nosso código genético - variam muito de uma pessoa para outra. Essas variações equivalem a quantidades distintas das sequências repetidas dessas mesmas letras. Enquanto um indivíduo pode ter uma sequência de letras repetida dez vezes, outro não aparentado pode ter a mesma sequência repetida 15 vezes, um terceiro 20 vezes e assim por diante. Uma correlação entre dez dessas regiões variáveis é suficiente para o FBI concluir que o DNA colhido na cena de um crime e o DNA de um suspeito são idênticos.

Contudo, para reunir os membros de uma família separada há 3,3 mil anos, não é preciso tanto rigor quanto o exigido para solucionar um crime. Comparando apenas oito dessas regiões variáveis, nossa equipe foi capaz de determinar, com probabilidade superior a 99,99%, que Amenhotep III era o pai do indivíduo na KV55, o qual por sua vez era o pai de Tutankhamon.

Já sabíamos que estávamos diante do corpo do pai do faraó-menino - mas, por outro lado, ainda continuávamos ignorando quem era ele. Nossos principais suspeitos eram Akhenaton e Smenkhkare. A tumba KV55 continha um depósito oculto de material que se imagina ter sido levado a Tebas por Tutankhamon de Amarna, onde Akhenaton (e talvez Smenkhkare) havia sido sepultado. Embora os cartuchos - as molduras oblongas em torno dos nomes do faraó - tenham sido obliterados no ataúde, ainda restaram epítetos associados apenas a Akhenaton. A maior parte das análises forenses havia concluído que o corpo no interior do ataúde era de um homem de 25 anos de idade no máximo - ou seja, jovem demais para ser Akhenaton, que aparentemente teve duas filhas antes do início de seu reinado de 17 anos. Portanto, a maioria dos estudiosos desconfiava que aquela múmia pertencia ao enigmático faraó Smenkhkare.

Agora uma nova testemunha podia ser convocada para nos ajudar a resolver o mistério. A múmia da chamada Dama Mais Idosa (KV35EL) continua graciosa mesmo na morte, com seu longo cabelo ruivo que chega aos ombros. Um fio havia antes se mostrado idêntico, em termos morfológicos, a uma mecha de cabelo achada em um dos pequenos ataúdes, encaixados uns nos outros, dentro do túmulo de Tutankhamon, e nele estava inscrito o nome da rainha Tiye, a esposa de Amenhotep III - e mãe de Akhenaton. Ao comparar o DNA da Dama Mais Idosa com o das múmias dos pais conhecidos de Tiye, Yuya e Tuyu, comprovamos que era mesmo a rainha Tiye. E, graças a ela, seria possível verificar se a múmia KV55 era de fato seu filho.

Os exames de DNA confirmaram tal relação. Novas tomografias da múmia KV55 também revelaram uma degeneração, associada à velhice, na coluna vertebral, assim como osteoartrite nos joelhos e nas pernas. Constatou-se que ele morrera com idade mais próxima dos 40 anos que dos 25, como antes se pensava. Com a discrepância na idade solucionada, dava para concluir que a múmia KV55, o filho de Amenhotep III e da rainha Tiye, e pai de Tutankhamon, pertence, quase com certeza, a Akhenaton. (Mas, como sabemos muito pouco a respeito de Smenkhkare, não há como excluí-lo de uma vez por todas.)

A rodada de tomografias das múmias também nos permitiu excluir a ideia de que a família sofria de uma enfermidade congênita, como a síndrome de Marfan, que poderia explicar os rostos alongados e a aparência feminilizada evidentes na arte do período Amarna. Nenhuma patologia foi detectada. Em vez disso, a aparência andrógina de Akhenaton parece ser consequência estilística de sua identificação com a divindade Aton, que era ao mesmo tempo masculina e feminina e por isso a fonte de toda a vida.

E quanto à mãe de Tutankhamon? Para nossa surpresa, o DNA da chamada Dama Mais Jovem (KV35YL), encontrada ao lado de Tiye na alcova da KV35, era semelhante ao do faraó-menino. Mais assombroso ainda, o DNA dela comprovou que, tal como Akhenaton, ela era filha de Amenhotep III e Tiye. Ou seja: Akhenaton havia tido um filho com a própria irmã. E o menino ficaria conhecido como Tutankhamon.

Com essa descoberta, agora sabemos que é bem pouco provável que uma das esposas conhecidas de Akhenaton, seja Nefertiti, seja uma outra mulher chamada Kiya, fosse a mãe de Tutankhamon, pois nada no registro histórico diz que qualquer uma delas era irmã do faraó. Conhecemos o nome das cinco filhas de Amenhotep III e Tiye, mas provavelmente jamais saberemos qual delas teve um filho com o irmão, Akhenaton. O incesto não era incomum entre a realeza do Antigo Egito. Nesse caso, porém, creio que ele foi a semente que levaria à morte prematura do filho desse casal régio.

Os resultados de nossa análise de DNA, divulgados em fevereiro de 2010 no Journal of the American Medical Association, convenceram-me de que a genética pode ser um novo e poderoso instrumento para ampliar o entendimento da história egípcia, sobretudo quando associada a estudos radiológicos das múmias e aos indícios colhidos nos registros arqueológicos.

Isso se mostrou mais que evidente em nossa tentativa de entender a causa da morte de Tutankhamon. Quando iniciamos o novo estudo, Ashraf Selim e seus colegas toparam com algo que antes passara despercebido nas tomografias da múmia: Tutankhamon tinha o pé esquerdo deformado, faltava um osso num dos dedos e os ossos de parte do pé estavam destruídos por uma necrose. A má-formação do pé e a doença óssea teriam prejudicado sua capacidade de locomoção. Os estudiosos já haviam notado que, em sua tumba, foram achadas 130 bengalas, com algumas mostrando sinais claros de uso.

Alguns deles argumentaram que tais bastões eram símbolos comuns de poder e que a deformação no pé de Tutankhamon pode ter sido causada durante o processo de mumificação. No entanto, nossa análise mostrou que havia ocorrido reconstituição óssea como reação à necrose, comprovando que ele foi afetado pelo problema ainda vivo. Além disso, de todos os faraós, Tut é o único que, nas imagens, aparece sentado enquanto realiza atividades como atirar flechas ou arremessar lanças. Esse não era um soberano que empunhava um bastão apenas como símbolo de poder. Era um jovem que precisava de bengala para andar.

Embora incapacitante, a doença óssea de Tutankhamon, por si mesma, não teria sido fatal. Submetemos sua múmia a exames visando a identificação de traços genéticos de várias enfermidades infecciosas. Eu tinha dúvidas de que os geneticistas fossem capazes de achar tais indícios - e me enganei. Com base na presença de DNA de várias linhagens do parasita Plasmodium falciparum, é inegável que Tutankhamon sofria de malária - na verdade, o faraó contraíra inúmeras vezes a forma mais grave da doença.

Foi a malária que causou sua morte? É possível. A doença pode desencadear uma reação fatal, com choque circulatório, hemorragia, convulsões, coma e óbito. Porém, como salientado por outros cientistas, a malária era comum na região naquela época, e Tut pode ter adquirido imunidade parcial à doença. Por outro lado, ela também poderia ter debilitado seu sistema imunológico, tornando-o mais vulnerável a possíveis complicações advindas da fratura não cicatrizada na perna que constatamos em 2005.

Em minha opinião, contudo, a saúde de Tutankhamon já estava comprometida desde o momento em que foi concebido. O pai e a mãe dele eram irmãos. O Egito dos faraós não foi a única sociedade na história a institucionalizar o incesto régio, que pode apresentar vantagens políticas. Mas irmãos que se casam entre si correm risco maior de transmitir cópias gêmeas de genes danosos, tornando seus filhos vulneráveis a vários defeitos congênitos. O pé malformado de Tutankhamon pode ser resultado disso. Desconfiamos também que ele tinha uma fenda palatina parcial, outro defeito congênito. Talvez se debatesse com outros problemas desse tipo, até que um surto mais grave de malária, ou uma perna quebrada em acidente, tenha sido a gota d’água para um organismo em precário equilíbrio.

É possível que haja outros testemunhos pungentes do legado do incesto régio, sepultados ao lado de Tutankhamon em seu túmulo. Embora os dados ainda estejam incompletos, nosso estudo sugere que um dos fetos mumificados que foram achados ali pode ser a filha do próprio Tutankhamon, e que o outro também seja filho dele. Até agora, apenas conseguimos reunir dados parciais das duas múmias femininas da tumba KV21. Uma delas, identificada como KV21A, talvez seja a mãe dos natimortos e, portanto, a esposa de Tutankhamon, Ankhesenamon. Pelo registro histórico, sabemos que era filha de Akhenaton e Nefertiti - portanto, meia-irmã do marido. Outra consequência possível da endogamia é a dificuldade para levar a bom termo a gravidez, por causa de defeitos genéticos.

Portanto, talvez essa seja a conclusão da peça, com um jovem faraó e sua rainha tentando em vão dar à luz um herdeiro vivo ao trono do Egito. Entre os inúmeros e esplêndidos objetos sepultados com Tutankhamon há uma pequena caixa revestida de marfim na qual foi entalhada uma cena do casal régio. O rei Tut está apoiado em uma bengala enquanto a rainha lhe oferece um buquê de flores. Nessa e em outras imagens, eles parecem desfrutar de um amor sereno.

O fracasso desse amor em dar frutos significou o fim não apenas de uma família mas de toda a dinastia. Sabemos que, após a morte de Tut, uma rainha egípcia, provavelmente Ankhesenamon, fez um apelo ao rei dos hititas, os grandes inimigos do Egito, pedindo-lhe que enviasse um príncipe para desposá-la, pois "meu marido está morto, e não tenho filhos". O soberano atende ao pedido, mas o seu filho morre antes de chegar ao destino. Na minha opinião, ele foi assassinado por Horemheb, o comandante dos exércitos de Tutankhamon, que depois acaba se apoderando do trono. Mas Horemheb também morre sem descendentes e deixa o trono a outro militar.

Esse comandante assume o poder com o nome de Ramsés I. O novo faraó dá início a outra dinastia, que, sob o governo de seu neto, Ramsés II, vai conduzir o Egito a um novo auge de poder imperial. Mais que qualquer outro, esse soberano dedica-se a apagar da história todos os resquícios de Akhenaton, Tutankhamon e outros 'heréticos' do período Amarna. Com nossas investigações, procuramos honrá-los e manter viva sua memória."

Fonte: National Geographic

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

PASSEIO DE VAGONETA NOS MOLHES DO CASSINO

2011, 15 de janeiro. O clima era favorável para o tradicional passeio de vagoneta, uma das atrações permanentes nos molhes da praia do Cassino (Rio Grande, RS), principalmente no verão. Este pessoal aí que o diga.
Nas outras estações do ano elas são mais solicitadas pelos pescadores de fim-de-semana que nelas transportam uma infinidade de instrumentos necessários para a prática da pesca, um desestressante hobby.
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segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

VIA INTERROMPIDA

Pelotas, manhã de segunda-feira, 17 de janeiro de 2011. O trem foi, aos poucos, diminuindo a marcha e...

... parou no cruzamento com a rua Saturnino de Brito, que ficou interrompida por vários minutos.
A alternativa era retornar, percorrendo mais uns 1700 metros para contornar [em outro local de travessia] o imenso obstáculo.
A A.L.L., detentora dos direitos de exploração da malha ferroviária de algumas regiões do país, quando pára seus trens, às vezes "esquece" de desmembrá-los temporariamente nas vias de cruzamento, com o objetivo de permitir a continuidade da passagem, por ali, de veículos e pedestres.

Em Bagé, nas proximidades do bairro Industrial II, acontece a mesma coisa. Só que lá, por ser mais longe do centro da cidade, o tempo de espera pode se estender bem mais.
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domingo, 16 de janeiro de 2011

(OUR LOVE) DON'T THROW IT ALL AWAY- BEE GEES

1997. Aqui, no MGM Grand, um hotel-cassino de Las Vegas/Nevada/USA, os irmãos Gibb (Bee Gees) homenageiam o irmão Andy (05/03/1958 - 10/03/1988) que gravou e lançou esta música - de Andy Gibb e Blue Weaver - sucesso absoluto no Brasil, em 1978.

O RESGATE

O resgate da dona Ilair, em São José do Vale do Rio Preto, RJ, um dos locais castigados pelas consequências do excesso de chuva na região sudeste do Brasil, passou em todos os canais de televisão do país, e em muitos telejornais do mundo inteiro.

Para saber mais sobre o salvamento da dona Ilair, siga o link.

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

CIDADE SEM RUAS

Colaboração: Lu Costa

Giethoorn, na província de Overijssel, nos Países Baixos, é conhecida como a "Veneza do Norte". Lá a circulação de carros foi proíbida. Na parte velha da vila, não há ruas, mas sim, vias para uso de bicicletas, e todo o transporte é feito sobre a água nos vários canais da antiga cidade.

Giethoorn foi fundada por fugitivos da região do Mediterrâneo por volta de 1.230 d.C.. Em 1973 foi incorporada ao município de Brederwiede.

O BRINQUEDINHO DO ANO

Por Vagner Pereira

Em breve nas nossas praias.
Não se assustem, pois o "bichinho" não morde.
Mas pilotar deve ser um barato!
Música: Crazy - Gnarls Barkley

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

A GM E BILL GATES

Colaboração: Rodrigo L. Granada

Numa recente feira de informática (Comdex), Bill Gates fez uma infeliz comparação da indústria de computadores com a automobilística, declarando:

"Se a GM tivesse evoluído tecnologicamente, tanto quanto a indústria de computadores evoluiu, estaríamos dirigindo carros que custariam 25 dólares e que fariam 1000 milhas por galão" - algo como 420 km/l.

A resposta da General Motors:

"Se a Microsoft fabricasse carros:

01 - Toda vez que eles repintassem as linhas das estradas, você teria que comprar um carro novo.

02 - Ocasionalmente, dirigindo a 100 km/h , seu carro morreria na Auto-estrada sem nenhuma razão aparente, e você teria apenas que aceitar isso, sem compreender o por que! Depois, deveria religá-lo (desligando o carro, tirando a chave do contato, fechando o vidro saindo do carro, fechando e trancando a porta, abrindo e entrando novamente... Em seguida sentaria no banco, abrir o vidro, colocar a chave no contato e ligar novamente). Depois, bastaria ir em frente.

03 - Ocasionalmente a execução de uma manobra a esquerda poderia fazer com que seu carro parasse e falhasse... Você teria então que reinstalar o motor! Por alguma estranha razão você aceitaria isso como 'normal'..

04 - A Linux faria um carro em parceria com a Apple, extremamente confiável. Cinco vezes mais rápido e dez vezes mais fácil de dirigir. Mas apenas poderia rodar em 5% das estradas.

05 - Os indicadores luminosos de falta de óleo, gasolina e bateria seriam substituídas por um simples 'Falha Geral ou Defeito Genérico' (permitindo que sua imaginação identifique o erro!).

06 - Os novos assentos obrigariam todos a terem o mesmo tamanho de bunda.

07 - Em um acidente, o sistema de air bag perguntaria: 'Você tem certeza que quer usar o air bag?'.

08 - No meio de uma descida pronunciada, quando você ligasse o ar-condicionado o rádio e as luzes ao mesmo tempo, ao pisar no freio apareceria uma mensagem do tipo 'Este carro realizou uma operação ilegal e será desligado'.


09 - Se desligasse o seu carro utilizando a chave, sem antes ter desligado o rádio ou o pisca-alerta, ao ligá-lo novamente, ele checaria todas as funções do carro durante meia hora, e ainda lhe daria uma bronca para não fazer isto novamente.

10 - A cada novo lançamento de carro, você teria de reaprender a dirigir. Você voltaria à auto-escola para tirar uma nova carteira de Motorista.

11 - Para desligar o carro, você teria de apertar o botão 'Iniciar'.

12 - A única vantagem: Seus netos saberiam dirigir muito melhor do que você."

O DESTINO DE HITLER

Os filmes e as opiniões de Glauco Bars são capazes de gerar intermináveis debates. Aqui ele questiona a veracidade da história [ou estória] contada pelos aliados a respeito do destino de Hitler.
Assistam o vídeo e tirem suas próprias conclusões.
YouTube/glaucobars

CINTO DE SEGURANÇA

Janeiro de 1961. A revista Quatro Rodas, atenta às questões da segurança ligadas ao transporte automotivo, com base em experiências realizadas nos EEUU, levantou a possibilidade da adoção do cinto de segurança no Brasil.

Abaixo, o texto da reportagem publicada há 50 anos, na edição de janeiro, com o título: "QUATRO RODAS PROPÕE: CINTO DE SEGURANÇA".

"'Senhores, queiram apertar os cintos'. Esta frase deve ter sido ouvida por você, amigo automobilista, caso já tenha viajado de avião. A precaução, logicamente, é adotada para garantir a maior segurança ao passageiro. Mas não é somente viajando de avião que você está sujeito a tais perigos. No automóvel, proporcionalmente, eles são maiores e mais numerosos. Estatísticas feitas nos Estados Unidos, por exemplo, provaram que: 40% dos motoristas, num acidente, são atingidos pelo eixo da direção; 38% dos ocupantes dos assentos dianteiros sofrem contusões em choques com o painel de instrumentos e 4% sofrem ferimentos com o espelho retrovisor. Quando o automóvel pára bruscamente, o automobilista, também bruscamente, é lançado para frente. Se algo não o contiver, ele se chocará com todos os objetos sólidos que encontrar no caminho. Poderá ferir-se e poderá também morrer.

Eis porque QUATRO RODAS lança, neste número, uma sugestão aos construtores de carros nacionais: a introdução do cinto de segurança. A idéia - diga-se de passagem - não é nova, mas ainda não foi adotada na fabricação dos automóveis em série. Cintos deste tipo são feitos geralmente por encomenda. Para darmos uma idéia das vantagens desta simples providência, damos a seguir alguns resultados obtidos através de estudos efetuados pela Ford, em colaboração com a Universidade de Cornell (EUA): em 10.000 acidentes, a porcentagem de feridos leves, sem cintos de segurança, foi da ordem de 75,5%, 23,0% de ferimentos graves e 3,6% de mortes. Com o uso do cinto, as percentagens poderiam ser reduzidas respectivamente para: 29,9%, 9,2% e 1,0%. Os estudos em questão foram realizados, reproduzindo condições dos acidentes, colocando no interior dos carros testados, bonecos de borracha. No decorrer dos testes, a Ford sacrificou nada menos de sessenta automóveis."

Para saber mais sobre a importância do uso do cinto de segurança, siga o link: http://www.sarah.br/paginas/prevencao/po/02_04_o_cinto_de_seguranca.pdf.

Colaboração: Valacir Marques Gonçalves

SÃO PAULO FC, 1975

Eles só perderam a invencibilidade [de 39 jogos] na última partida, a que decidia o campeonato. Mesmo com a derrota para a Portuguesa de Desportos, ganharam [nos pênalties] o título paulista de 1975.
A base do time era esta aí: Valdir Peres; Nelsinho, Paranhos, Arlindo e Gilberto; Chicão, Muricy e Pedro Rocha; Terto, Serginho e Zé Carlos.
De pé- Valdir Peres, Gilberto, Paranhos, Nelsinho, Arlindo e Chicão;
agachados- Terto, Muricy, Serginho, Pedro Rocha e Zé Carlos.
Foto: revista PLACAR
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terça-feira, 11 de janeiro de 2011

MONDAY, MONDAY- THE MAMAS AND PAPAS

Escrita por John Philips e gravada [e lançada], em 1966, por The Mamas and Papas, "Monday, Monday" estava no álbum "If You Can Believe Your Eyes and Ears".
"Monday, Monday" e "California Dreamin' " são as músicas de maior sucesso desse grupo norte-americano que teve vida curta (de 1965 a 1968), mas conseguiu inserir-se muito bem na história da música, graças à sua impecável harmonia vocal.

A NOIVA RUSSA

Meu amigo Odilon, aos 38 anos era um solteirão não muito convicto, pois procurava em cada novo rosto bonito de mulher que encontrava, a musa dos seus sonhos. Apesar de bem apessoado e em boa forma física permanente, sua timidez não contribuía para um sucesso maior com as mulheres. Conseguia, de tempos em tempos, uma namorada aqui, outra acolá, mas após as primeiras investidas mais impetuosas, a paixão se esvaía de per si, diante da falta de repertório verbal que às vezes era de parte á parte.

2006, 17 de dezembro, 10 da manhã. Enquanto o SC Internacional enfrentava o FC Barcelona, pelo título mundial, o Odilon - alheio à disputa e à algazarra que nós, seus colegas de apartamento, promoviamos, uns torcendo a favor, outros contra o colorado gaúcho - navegava na internet.
Apesar de torcer pelo Grêmio FBPA, seus esportes preferidos estavam longe do futebol. Ele gostava de tênis, vôlei e ginástica rítmica, embora nem pensasse em praticar nenhuma dessas modalidades. Só quando ele me explicou, é que eu fui entender que suas preferências esportivas eram baseadas nas maiores possibilidades de "babar" pelas seleções de vôlei feminino da Rússia, pelas tenistas russas e pelas ginastas de alguns países da Comunidade dos Estados Independentes. Odilon, o sonhador, se imaginava tendo um caso com uma menina de traços eslavos, loira, olhos verdes meio puxados, longilínea e, em ótima forma.

Ele tinha ouvido falar que após a queda do regime comunista na Rússia, as mulheres estavam mais..., digamos, disponíveis por lá. E é verdade. E elas se soltaram de vez quando universalizou-se o acesso à internet. Candidatas à noiva via web é que não faltavam, e foi num desses sites de noivas que o Odilon entrou. Interessou-se por uma tal de Maria Azerbaieva. A ficha da moça estava em inglês, e era assim: Age: 23; Birthday : 17 Dec 1982; Zodiac sign: Sagittarius; Height: 5'9 ''(1.75 m); Weight: 115 Lbs (54 kg); Hair Color: Blonde; Eye Color: Green; Smoke: Non-Smoker; Drink: Non drinker; Occupation: Student Education- University Marital; Status: Single; English Spoke: good; Religion: Christian; Children: None; Plans Children: Yes; Residence: Tver, Russia.

Feliz coincidência. Nesse dia, segundo os dados apresentados, ela estava de aniversário. Entusiasmado ao exagero, Odilon, a essa altura, o romântico, caprichou na mensagem, num inglês p'ra lá de fajuto:
"Dear Maria,Among all the women I've ever met, none is so beautiful as you.Do you believe in love at first sight?I want to know you better. I await response."

Esta mensagem ele me mostrou. A resposta dela, bem como as outras mensagens [com fotos] que trocaram, Odilon, o tolo, preferiu manter em segredo. Bem feito p'ra ele.

Uns dois meses depois ele se transformou em Odilon, o preocupado. Não resisti e, também preocupado, perguntei ao meu velho amigo o que estava acontecendo. Antes que ele me respondesse, nosso amigo Paulo, o estabanado, chegou, de sopetão, e interrompeu a conversa, dizendo que as "noivas russas" na verdade eram quadrilhas de criminosos de mesma nacionalidade que extorquiam dinheiro de estrangeiros pela internet. Eles colocavam em um site de relacionamentos algumas fotos de russas bonitas, atrizes e/ou modelos famosas (sem que essas soubessem), e descreviam seus perfis como sendo moças modestas e simples que procuravam um noivo. A noiva virtual escrevia que sonhava encontrar-se com o pretendente, mas precisava de dinheiro para pagar as despesas do visto e da passagem aérea. Assim que conseguia a quantia necessária para a "passagem", desaparecia do mapa.

Pronto. Odilon, o triste, nem precisou me contar o que estava acontecendo. Ele já tinha enviado dinheiro - U$ 2,300.00 - para a suposta noiva, e nada mais havia a comentar sobre o assunto. Antes de me retirar, arrisquei mais uma pergunta:
- Odilon..., a suposta Maria, da Rússia, disse quando viria te encontrar?
- Disse! - respondeu-me ele - Ela vai, digo, iria "chegar" amanhã, em São Paulo, e depois pegaria outro vôo para Porto Alegre, e eu iria esperar ela por lá. Mas isto não tem mais nenhuma importância. me sentindo envergonhado de ser tão trouxa!

Tentei animar o cara, dizendo que estas coisas podem acontecer com qualquer pessoa, mas ao mesmo tempo me lembrava do velho golpe do bilhete premiado. Ele estava bem à nossa frente, sob uma versão..., digamos, mais romântica.

Dois dias depois corri para atender o telefone que se esganiçava tocando:
- Alô!
- Hello, Adilan?! - gritou uma voz feminina do outro lado da linha.
- Aqui não mora ninguém com este nom...
- I da nat understand, that you say... - retrucou a mulher. I want speak with
Adilan! Why da nat you came find me?

Então compreendi aquele inglês com sotaque bem estranho. Pedi para ela aguardar na linha e fui chamar o "Adílan".

Odilon, o desconfiado..., Odilon, o esperançoso, escutou e suportou, feliz, todos os xingamentos de Maria Azerbaieva, que o tinha esperado, em vão, no aeroporto de Porto Alegre, e que estava agora em um hotel das proximidades, indignada, aflita e chorosa, mas ao mesmo tempo cheia de amor para dar a Odilon, o sortudo.

domingo, 9 de janeiro de 2011

BLOW AWAY- GEORGE HARRISON

Lançada em 1979, "Blow Away" foi um dos singles mais populares de George Harrison, na sua Era pós-Beatles.
A concepção do vídeo-clip é pobre, mas o que os nossos olhos não vêm, é compensado pelo que se consegue ouvir. A melodia é ótima.

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

ALGUM TEMPO DEPOIS... HITLER DESCOBRE QUE O INTERNACIONAL PERDEU PARA O MAZEMBE

Colaboração: Denise Beatriz Antunes Maciel de la Fontana Bechuetti

RECADO P'RO RONALDO GAÚCHO

Colaboração: Valacir Marques Gonçalves

Prezado Ronaldinho – Xico Sá

Teu lugar é Porto Alegre, guri, na beira do Guaíba, cidade de loiras e negras lindas


AMIGO TORCEDOR, amigo secador, preocupado com o destino de Ronaldinho Gaúcho e sempre a favor de la dolce vita, peço a sua devida licença para deixar um singelo conselho ao craque do Milan.
Teu lugar é Porto Alegre, guri, na beira do Guaíba, cidade de loiras e negras lindas, com uma torcida que desce em avalanche para saudar seus heróis, seja um Dinho, seja um Mário Sérgio.
Não te conto, rapaz, como anda a casa da tia Carmen. Não que careças de tais expedientes, tens competência e moral reconhecidas no jogo, mas, amigo, mesmo em Milão não há páreo.
Estive agora por lá, onde vi o sofrimento das meninas coloradas diante da derrota para o Mazembe. A capital gaúcha mantém a tradição de fazer festas descontraídas, digamos assim, em dias de embates importantes na história de Inter e Grêmio.
Nesta mesma fatídica data, a Gruta Azul também promovia a sua farra erótico-ludopédica. Carmen x Gruta é uma espécie de Grenal do sexo. Grande peleja. Precisas ver como anda o elenco da tia, Ronaldinho. Quer dizer, é só uma sugestão, desde que não atrapalhe as tuas atividades. Em momentos de folga e lazer, óbvio, que não te preocupes Marcelo Ferla, respeitável gremista.
Bianca, Cássia, Ciça, Clarrissa, Keli, Hellen, Geovana, Bruna, Brenda, Camila, Paula... Para ficar só em um time completo.
Evidente que o Rio, outro destino cogitado, é florido. São Paulo, possível paragem, é o maior parque de diversão noturno do mundo. Santos, além de ser o time mais importante da história, possui também as suas profissionais e amadoras...
Tentação é o que não falta nos trópicos, te desejo toda a sorte no retorno, mas vais por mim, fiquei comovido com a antologia da tia da Olavo Bilac.
Não me entendas mal, meu camarada, é apenas uma dica a um homem que admiro pela genialidade em campo e por teu o seu nome, justo ou injustamente, associado a uma certa luxúria, meu pecado predileto mesmo com grana de um pobre escriba.
E digo mais: no tricolor tu terias o técnico mais liberal, além de competente, o Renato, o cara que costuma se gabar dos seus feitos de Casanova. Mostrando o que sabes em campo, na buena, ganharias liberdade para brincar do lado de fora.
Sei que aprecias um pagode, mas vais te arrepiar com a versão "Vou torcer pro Grêmio bebendo vinho", do comancheiro Wander Wildner, hit da torcida. Amigo, o que ainda estás fazendo nessa Europa decadentista e gelada?

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

ÁGUAS PERIGOSAS

Do jornal Minuano, de Bagé [RS] vem esta recomendação, reportada por Calvin Furtado, com flagrante registrado [lá nas chamadas Pedreiras] por Francisco Rodrigues:

"Com a alta das temperaturas no verão, um maior número de banhistas procura locais para amenizar o calor. No entanto, Bagé não possui muitos locais apropriados para banho de forma gratuita. Por isso, moradores de todas as partes da cidade procuram locais onde o risco a saúde é grande.
De acordo com o tenente do Corpo de Bombeiros de Bagé, Daniel Madruga Freire, os locais como as pedreiras, sangas e córregos próximos a área urbana da cidade representam um perigo para os banhistas. Mesmo localizadas em propriedades particulares, os banhistas não se intimidam.
Freire orienta para que as pessoas não procurem áreas desconhecidas para banhar-se: “alguns dos cuidados necessários é ficar sempre atento às crianças, além de não consumir bebida álcoolica nem comer em demasia antes e durante o banho”, explica.
Um dos locais mais procurados por banhistas é a pedreira, localizada no bairro São Judas, assim como um poço, localizado no bairro Tiarajú, e o Passo do Silveira, que fica a 30 quilômetros da cidade. “Nesses locais próximos aos arroios é comum a retirada de areia para comercialização, o que cria buracos que representam riscos para as pessoas”, alerta.
O tenente recomenda que não se deve substituir a falta de conhecimento em natação por boias, pranchas ou outros materiais flutuantes. Outra recomendação é para não brincar com o perigo, como por exemplo, simulações de afogamento. O Corpo de Bombeiros garante que faz visitações periódicas a estes locais, que já estão mapeados."

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UMA CÂMERA NO ESPAÇO

O vídeo abaixo foi produzido pelo programa Fantástico, da Rede Globo de Televisão.
Uma câmera [lançada de Brasília, DF], presa a um balão, grava imagens da estratosfera, a 83.000 pés.

A PREVISÃO DO TEMPO... FEITA EM CASA

Barômetro Aneróide - aparelho que mede os níveis de pressão atmosférica sem usar mercúrio. Apresenta uma escala internacional em milibares e é compensado para temperatura. Como indicador do nível de pressão inclui um ponteiro de cor negra, tendo também um ponteiro (dourado) de referência de variação, operado manualmente. Inclui na parte traseira um parafuso de calibração. É constituído por uma caixa circular em latão, com uns 130 mm de diâmetro. O mostrador é protegido por um vidro.

Meu amigo Luiz Roberto ganhou de presente um barômetro aneróide, e julgou que com ele era possível prever o tempo, se ia chover ou não ia. Chegou à conclusão que o aparelho estava desregulado porque a leitura dos dados não correspondia à resposta dada pela natureza. Às vezes quando o ponteiro indicava "tempo seco", estava até chovendo.
Ele então me consultou e pediu, se possível, que eu tentasse regular o aparelho e o mantivesse em teste, na minha casa. Assim foi feito, mas expliquei ao Luiz Roberto que o barômetro, apesar de ser um instrumento fundamental para a previsão do tempo, não dá, por si só, um diagnóstico confiável.

Esse instrumento, numa primeira análise, indica a nossa situação em relação ao ciclone ou anticiclone, respectivamente, região de baixa pressão ou de alta pressão. Uma queda de pressão normalmente é sinal de chuva, e uma alta da pressão indica tempo bom. Ao nível do mar a pressão normal é de aproximadamente 760 mmHg = 1013,25 milibares ou hectopascais. Próximo disto [um pouco acima] temos um tempo variável; acima dos 770 mm o regime é anticiclônico e tende a ficar bom; abaixo de 760 mm é chuva na certa. E à medida que o barômetro for mostrando valores mais baixos, pior fica o tempo.

Mas todas as medidas barométricas estão sujeitas a correções relativas à altitude. Se ao nível do mar a pressão esta em, digamos, 765 mm = 1020,00 hPa, a uns 100 metros de altitude ela estará, teoricamente, em torno de 763 mm = 1017,30 hPa, a uns 200 metros o barômetro marcará 761 mm = 1014,6 hPa, e assim por diante. Aqui a pressão está diminuindo 1 mm a cada 50 metros de altura, mas variações maiores são verificadas à medida que as altitudes vão ficando mais elevadas.

Quem está em casa, se não mora quase ao nível do mar, deve verificar a altura relativa do barômetro e as variações da pressão ao longo do dia. Se, por exemplo, o barômetro marcar 767 mmHg = 1022,60, o mostrador do barômetro vai indicar "tempo seco". Porém é importante que essa leitura seja comparada com o valor da pressão verificada no dia anterior, ou horas antes, para saber se a pressão está em decréscimo ou ascenção. Se estiver em decréscimo, ainda que o barômetro esteja na marca "tempo seco", vá pensando em recolher as roupas do varal. Pode chover.

Senhor previsor caseiro: a garantia [em 100%] de tempo bom e firme só existe se o barômetro ultrapassar a marca dos 778 mmHg = 1037,30 hPa. Aí pode até fazer reforma no telhado (daquelas que duram mais de um dia) e dormir [tranquilo] a céu aberto. Se não for assim é bem mais confiável consultar um site de previsão ou acompanhar os noticiários locais com as tendências climáticas para a sua região.

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

MARY-KATE & ASHLEY

Por mais que eu me esforçasse, nunca consegui descobrir quem é [ou era] quem, desta dupla aí.
Elas se dividiam para interpretar a menina Michelle Elizabeth Tanner, em "Full House" - na versão brasileira, "Três É Demais" - uma série americana que estreou em 1986, e passou aqui no Brasil até 1995.
Mary-Kate & Ashley nasceram em Sherman Oaks/California, em 13/06/1986, são gêmeas (é óbvio), atrizes, empresárias e estilistas, e começaram a ficar famosas já aos 9 meses de idade justamente quando estrearam na série citada acima, em março de 1987.
Atualmente elas trabalham com moda e já alcançaram uma fortuna avaliada em uns 410 milhões de dólares, muito dinheiro, mas ainda bem abaixo da fortuna do Tio Patinhas que - dizem - conseguiu acumular, só dentro da caixa forte, mais de U$ 8 bilhões.

SOB UM CÉU DE BLUES- OS CASCAVELLETES

Esta faz parte das relíquias do rock n' roll gaúcho. Composta por Flávio Basso, Luciano Albo e Nei Van Soria, "Sob um Céu de Blues" estourou nas rádios em 1992.
Os Cascavelletes começaram a se formar em 1987, quando Flávio Basso e Nei Van Soria resolveram sair do TNT (outra banda de rock).
Na época do lançamento deste single a banda era formada por Flávio Basso (vocal e guitarra), Nei Van Soria (guitarra e vocal), Luciano Albo (baixo), Alexandre Barea (bateria) e Humberto Petinelli (teclado).

YouTube/turma85

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

SPEGNERE LA LUCE!


Escolher a lâmpada adequada para a iluminação de um ambiente é fundamental. Hoje em dia as lâmpadas do tipo "econômica" (as fluorescentes pequenas) tomaram conta das residências, e é possível conseguir-se uma potência de iluminação muito boa com no máximo 40 watts. Só que a conta de luz não diminuiu em relação à que a gente pagava no tempo das lâmpadas incandescentes. As companhias de eletricidade aumentaram tanto o preço da energia que, no fim, nós estamos pagando até mais do que antes, quando usávamos e abusávamos das lâmpadas incandescentes de 60 e 100 watts.
Quanto aos eletrodomésticos, cada um tem um consumo específico de energia. Agora alguns vêm com uma faixa de classificação de eficiência energética, que pode variar de A até E, indicando o nível de economia, aliada à eficiência, que se pode esperar do aparelho. "A" quer dizer "muito bom"; "E" significa um gasto de energia acima do ideal.
Quem quiser economizar energia elétrica precisa estar atento aos maiores "vilões" da conta de luz, sem se descuidar dos pequenos detalhes que ajudam a diminuir o gasto de energia, tais como os aparelhos que ficam em stand by, ou seja, supostamente desligados, mas que continuam alimentados de energia elétrica para manter, por exemplo, um mostrador digital de microondas funcionando, o relógio interno de uma TV, os decodificadores da TV a cabo ou via satélite, etc. Esses consomem, cada um, cerca de 20% da energia que eles próprios consumiriam se estivessem efetivamente ligados e funcionando a pleno vapor.

E os tais "vilões", quem são?
Tudo depende do que cada consumidor tem em casa, mas vamos pensar no que há de mais comum. Neste caso há que se tomar cuidado com o chuveiro elétrico, onde banhos com tempo superior a 8 minutos per capita já comprometem as medidas mais básicas de economia de energia. Na metade do tempo, para quem estiver em dia com o asseio corporal, já dá para ficar bem limpinho.

Em tempos de calor à moda uruguaianense ou bajeense, quem tiver aparelho de ar condicionado em casa, certamente não vai resistir ao apelo de poder refrescar-se por conta desse eletrodoméstico. Aí não vai ter jeito, pois esse é capaz de ultrapassar o chuveiro na corrida para ver quem consegue fazer girar mais rápido o disco do medidor de energia. Só não dá para abusar desse recurso (ar refrigerado a extremos) em função dos problemas de saúde que podem causar, como por exemplo os choques térmicos - que podem afetar o sistema nervoso autônomo,
responsável pela respiração e também pelo controle da temperatura corporal - e a síndrome do olho seco - caracterizada pela diminuição da produção da lágrima ou deficiência em alguns de seus componentes - que pode desencadear uma infecção ocular, a chamada conjuntivite.

Em resumo, use a energia a favor do seu corpo [e mente], e do seu bolso também.

No link abaixo, um simulador de consumo da CEEE, RS.

E antes de sair, apague a luz!

domingo, 2 de janeiro de 2011

O MAIOR PARQUE EÓLICO DO BRASIL

Eólico. [De Éolo, deus dos ventos, + -ico.] Adj. Diz-se daquilo que se relaciona com o vento.
Os 75 aerogeradores do Parque Eólico de Osório, no Rio Grande do Sul, com 130 metros e altura, formam o maior complexo gerador de energia [obtida a partir do vento] da América Latina, com uma potência instalada de 150 megawatts.
Dentre os objetivos deste projeto que pode, no futuro, ser ampliado para outras áreas do RS, destacam-se: a produção de energia que não resulta em emissão de dióxido de carbono (CO2), um dos gases responsáveis pelo efeito estufa; e a possibilidade real de, aos poucos, tornar a região menos dependente dos recursos energéticos não renováveis (água e carvão).
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