segunda-feira, 30 de maio de 2011

DIE BRÜCKE

Lançado em 1959, Die Brücke conta a história de um grupo de adolescentes alemães engajados na defesa de sua pátria durante o final da II Guerra Mundial.

Jurgen Borchert (Frank Glaubrecht) está animado à espera uma resposta positiva do comandante local para que ele possa se alistar no Exército como voluntário. Depois de conseguir o seu alistamento, ele é seguido por seus amigos que junto com ele abandonaram o colégio, suas famílias e seus sonhos juvenis para se lançarem à guerra. Com pena dos garotos inexperientes, o coronel, responsável pelo batalhão no qual eles foram alistados, resolve poupá-los e, ao invés de enviá-los para a linha de frente do confronto contra os norte-americanos, convoca-os para defender a ponte que dá acesso à sua cidade natal. Mas uma série de erros faz com que a missão se torne mais perigosa do que se poderia supor.

Ficha Técnica
Titulo Traduzido: A Ponte;
Titulo Original: Die Brücke;
Gênero: Drama de Guerra;
Ano de Lançamento: 1959;
Tempo de Duração: 103 Min;
País de Origem: Alemanha Ocidental;
Director: Bernhard Wicki;
IMDB: 7.8.

Elenco
Folker Bohnet .... Scholten
Fritz Wepper .... Mutz
Michael Hinz .... Forst
Frank Glaubrecht .... Borchert
Karl Michael Balzer .... Karl Horber
Volker Lechtenbrink .... Klaus Hager
Günther Hoffmann .... Bernhard
Cordula Trantow .... Franziska
Wolfgang Stumpf .... Stern
Günter Pfitzmann .... Heilmann
Heinz Spitzner .... Fröhlich

domingo, 29 de maio de 2011

UM RETRATO DO VANDALISMO

1956, 29 de maio. Este ônibus escolar foi atingido por um projétil anti-carro, lançado por rebeldes do ...

A guerra, de um modo geral, é cruel e cega, pois vitima, indiscriminadamente, soldados e civis, e dentre estes, mulheres e crianças. A paz na Terra, como há milênios rogam os homens aos deuses, nunca houve. Em todo o tempo, em algum lugar do mundo, alguém sempre está tentando demonstrar poder pela força, ignorância ou desatino.

Na verdade a fotografia acima é bem recente (28/05/2011) e não tem nada a ver com rebeldes de país nenhum, mas [sim] com elementos de um antigo povo proveniente de um lugar distante, com inesgotável corrente migratória para o Brasil, os vândalos.
A descrição original da imagem é a seguinte: "Mais um ataque a ônibus em Belo Horizonte foi realizado neste sábado (28). Dois homens armados renderam a manobrista do veículo que faz a linha 3501 (Bairros São Marcos/Alvorada). Em pouco mais de um mês, atos de vandalismo já danificaram ou destruíram 13 ônibus na capital e na região metropolitana".
A foto é de Frederico Haikal/Hoje em Dia/AE, e faz parte da reportagem de Rayder Bragon, para o UOL Notícias.

Como escreveu, certa vez, um leitor do Diário Popular (Pelotas, RS): "... Quem não consegue criar nada, vê no vandalismo uma forma de aparecer".

quarta-feira, 25 de maio de 2011

UM FILME PARA HITLER

Helene Bertha Amalie "Leni" Riefenstahl — (Berlim, 22/08/1902 - Pöcking, 08/09/2003) foi uma cineasta alemã da era nazista, renomada por sua estética. Suas obras mais famosas são os filmes de propaganda que ela realizou para o Partido Nazista alemão. Submetida ao ostracismo na indústria cinematográfica após a guerra, ela se tornou uma fotógrafa e mergulhadora.

Leni Riefenstahl foi procurada e contratada por Hitler, depois que este assistiu seu filme A Luz Azul. Em 1933, ela dirigiu um curta-metragem sobre um comício do Partido Nazista. Hitler, então, pediu a Leni que filmasse a convenção anual do Partido em Nuremberg, em 1934. A princípio, ela se recusou, sugerindo que Hitler contratasse Walter Ruttmann para dirigi-lo em seu lugar. Mais tarde, Leni Riefenstahl voltou atrás e realizou O Triunfo da Vontade, um documentário considerado por muitos como uma das melhores obras de cinema já produzidas. Ela prosseguiu, realizando um filme sobre a Wehrmacht (exército alemão), intitulado O Dia da Liberdade.

Em 1936, Leni Riefenstahl qualificou-se para representar a Alemanha no rali de esqui nos Jogos Olímpicos de 1936, mas, em vez disso, preferiu filmar o evento. O material captado virou o filme Olympia, celebrado por suas inovações técnicas e estéticas até hoje influentes em toda a cobertura esportiva da televisão. Sendo que o esporte como conhecemos hoje, nasceu e se glorificou na Alemanha nazista, o primeiro país do mundo a popularizar o esporte das camadas mais pobres até as mais ricas.
Após a Segunda Guerra Mundial, ela passou quatro anos presa num campo de concentração francês, acusada de usar prisioneiros nos sets de filmagens, mas tais acusações nunca foram provadas em tribunal. Ao final do julgamento, sem conseguir encontrar nenhuma imputabilidade no apoio de Leni aos nazistas, o tribunal considerou-a apenas "simpatizante". Em entrevistas posteriores, Leni Riefenstahl insistiu que tinha sido fascinada pelos nazistas, mas que era politicamente ingênua e ignorava as falhas cometidas na guerra.

Leni tentou produzir outros filmes no pós-guerra, mas cada tentativa foi boicotada por resistências, protestos e duras críticas. O boicote impediu Leni de financiar suas produções. Os poucos filmes que conseguiu realizar foram curtas e bancados pessoalmente, e novamente, obras de grande engenhosidade. Após isto, ela se tornou fotógrafa, interessando-se pela tribo Nuba do Sudão, tendo publicado dois livros com fotos dos guerreiros da tribo, em 1974 e 1976. Sabe-se que ela sobreviveu a um acidente de helicóptero no Sudão.

Perto dos seus 80 anos, Leni Riefenstahl começou a praticar fotografia submarina. E anos mais tarde, no dia do seu centésimo aniversário, lançou um novo filme, intitulado Impressionen unter Wasser (Impressões Subaquáticas), um documentário da vida sob os mares.

Em outubro de 2002, quando Leni tinha 100 anos, autoridades alemãs decidiram arquivar o inquérito contra ela por afirmar corretamente no passado que "todos e cada um" dos ciganos que foram recrutados em um campo de concentração para aparecer em seu filme Tiefland tinham sobrevivido à guerra.
Leni Riefenstahl morreu enquanto dormia no dia 8 de setembro de 2003, em sua casa em Pöcking, na Alemanha. Em seu obituário, foi dito que Leni foi a última figura famosa da era nazista na Alemanha a morrer.
Aqui a cineasta avalia e seleciona seqüências de um dia inteiro de trabalho.

Texto Wikipédia
Foto Colaboração Lu Costa
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IN MY LIFE - THE BEATLES

Neste clip dá para se ter uma idéia da monstruosa popularide alcançada pelos "4" de Liverpool, desde o começo p'ra valer da banda, que eu considero ter sido em 1962, até sua dispersão em 1970, ainda [e para sempre] no auge da fama.

YouTube/himignatin07

REPÚBLICA INDEPENDENTE DA PADÂNIA

¿Quem de vocês já ouviu falar num lugar chamado Padânia?
Pois aos moldes da República do Pampa, oriunda de um movimento separatista propagado no Rio Grande do Sul por um tal de Irton Marx, no início dos anos 90, a Padânia também é uma tentativa de emancipação, só que lá para as bandas da Itália.

1996, 12 de maio. Os deputados da Liga Norte anunciaram a formação de um governo provisório da "República Independente da Padânia", formada pelas regiões da Lombardia, Piemonte, Vêneto, Emília Romagna, Ligúria e Vale D'Aosta. Em 02 de junho do mesmo ano, bem no dia do quinquagésimo aniversário da República Italiana, os separatistas proclamaram a "independência" da Padânia. Logo em seguida, nas eleições municipais, a Liga Norte recebeu votação menor do que nas eleições gerais de abril, em função de uma provável identificação de Umberto Bossi, líder da Liga Norte, com o nazismo. No dia 15 de setembro Umberto Bossi reafirmou a independência da Padânia, em manifestação reunindo cerca de 10 mil pessoas em Veneza. Em contrapartida, na cidade de Milano, 100 mil pessoas participaram de um ato contra o movimento separatista.
Era o recado que faltava para o mundo inteiro concluir que a República Independente da Padânia não passa de uma forma simbólica de protesto contra os maus modos do governo italiano.
¿Mas será que é só isto?
Protesto no muro do aeroporto Malpensa, em Milano, Itália.
Foto Gin Angri

segunda-feira, 23 de maio de 2011

1901, 1º DE JANEIRO

O século vinte começou em 1º de janeiro de 1901, e seria por aí que este blog, cujas referências principais dizem respeito a esse século, deveria ter iniciado, mas [convenhamos!] nada seria mais desestimulante do que mostrar, na arrancada da minha trajetória como blogueiro, um fato histórico que só interessa - se é que interessa - aos australianos que não são os aborígenes. Como já passou bastante tempo desde a primeira postagem que foi lá em 05 de junho de 2008, dou-me o direito de fazer uma referência ao único fato histórico de fundamento - que eu saiba - registrado nessa data.

1901, 01 de janeiro. É criada a Commonwealth (comunidade) da Austrália, como resultado de um acordo entre as seis colônias britânicas do continente. Após destruírem, ou confinarem a estreitos territórios, tribos inteiras de aborígenes - população nativa que vivia no continente - os britânicos, que historicamente sempre foram muito bonzinhos, criaram os termos que estão registrados na Constituição da Austrália, elaborada em uma convenção ratificada pelos povos das colônias em referendos.

O nome "Austrália" deriva do latim Australis, que quer dizer "ao sul ". Desde o tempo dos romanos há referências a uma terra desconhecida muito ao sul, mostrada muitos anos mais tarde nos mapas medievais como "terra australis incognita". Todavia não foram encontrados documentos que pudessem revelar a presença de povos ocidentais no continente antes de 1522.
Abertura do primeiro parlamento da comunidade australiana, em 09 de maio de 1901.

domingo, 22 de maio de 2011

MANUAL PARA ENTENDER AS MULHERES

APÓS 35 ANOS SENDO ELABORADO, FINALMENTE SAIU O GUIA PRÁTICO PARA ENTENDER AS MULHERES.
SE VOCÊ ESTÁ CANSADO DE TENTAR ENTENDÊ-LAS, NÃO FIQUE MAIS DESESPERADO, CHEGOU O PRIMEIRO VOLUME DO SENSACIONAL, INOVADOR E REVOLUCIONÁRIO MANUAL ONDE VOCÊ PODERÁ BUSCAR TODAS AS MELHORES RESPOSTAS PARA SUAS PEQUENAS E GRANDES DÚVIDAS.

OS PESQUISADORES INFORMAM QUE OS PRÓXIMOS VOLUMES DEVERÃO SAIR EM ATÉ 20 ANOS.
E desde já informo que a edição está esgotada. É muito homem procurando.

Colaboração Maurício Fontana

TIMES LIKE THESE - FOO FIGHTERS

Para quem viu o comercial da Claro [lançado em março/2011] e gostou da trilha sonora.

I, I'm a one way motorway
I'm a road that drives away
And follows you back home
I, I am a streetlight shining
I'm a white light blinding bright
Burning off and on

It's times like these you learn to live again
It's times like these you give and give again
It's times like these you learn to love again
It's times like these time and time again

I, I am a new day rising
I'm a brand new sky
To hang the stars upon tonight
I, I´m a little divided
Do I stay or run away
And leave it all behind?

It's times like these you learn to live again
It's times like these you give and give again
It's times like these you learn to love again
It's times like these time and time again

Times Like These - Foo Fighters

sábado, 21 de maio de 2011

BRASIL X URSS - COPA DO MUNDO DE 1958

Brasil e União Soviética se enfrentaram no grupo D da Copa do Mundo de 1958. E valia a classificação para os dois selecionados.
"Chegava a hora de decidir a classificação contra o futebol científico dos soviéticos. O Brasil entrou no gramado do estádio Nya Ullevi com três novidades: Zito, implacável na marcação da meia-cancha, e os talentosos Pelé e Garrincha, grandes esperanças da torcida nacional. O resultado foi extraordinário. Nem mesmo as muralhas do Kremlin seriam capazes de resistir ao bombardeio inclemente do ataque brasileiro no início da partida. O famoso goleiro Lev Yashin viu-se desamparado diante do poderio ofensivo dos adversários. A jornada brasileira foi tão inspirada que os russos, que chegaram com a reputação de super-heróis invencíveis, pareciam não acreditar na humilhação a que estavam sendo submetidos. A imprensa local e internacional também não acreditava que o Brasil tivesse mantido na reserva a infernal dupla formada por Pelé e Garrincha. O menino do Santos, contudo, ainda se recuperava de lesão. Já Garrincha, do Botafogo, vinha sendo guardado para um momento delicado como este, em que o Brasil precisava ousar e surpreender para seguir na briga pela taça. De uma coisa ninguém mais duvidava: os dois tinham entrado no time para não sair mais."
Veja na História/Estrada para a Glória - junho de 1958.

Abaixo, cenas raras da partida. A descrição é em francês, mas pode-se ouvir, ao fundo, o entusiasmo dos narradores das emissoras brasileiras.
Súmula
Brasil: Gilmar; De Sordi, Bellini, Orlando e Nilton Santos; Zito e Didi; Garrincha, Vavá, Pelé e Zagallo (Técnico: Vicente Feola)
União Soviética: Yashin; Kesarev, Kuznetsov e Voinov; Krijevski e Tsarev; Aleksander Ivanov, Valentin Ivanov, Simonian, Igor Netto e Ilyin (Técnico: Gavril Katchaline)

Local: Estádio Nya Ullevi (Gotemburgo)
Público: 50.000 pessoas
Arbitragem: Maurice Guigue (França), Birger Nielsen (Noruega) e Carl Jorgensen (Dinamarca)
Gols: Vavá, 3min do 1º tempo; Vavá, 32min do 2º tempo.

HARMONIA PERFEITA

2011, 20 de maio. Enquanto a musa [até agora] desconhecida está atenta à performance dos surfistas do Billabong Rio Pro [realizado entre 11/05 e 22/05], nós preferimos apreciar sua morenice serena e absoluta, harmônica parceira do sol da praia da Barra da Tijuca.

Foto Mauro Pimentel/Futura Press
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QUAISQUER COISAS EM UM BALCÃO DE BANHEIRO

Isto não é, nem de longe, o retrato de um balcão de banheiro bem projetado. Ele é bem pequeno e as coisas que a gente usa com mais freqüência ficam por ali, mais ou menos organizadas de conformidade com a natural bagunça que impera aqui em casa.
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ORAÇÃO - A BANDA MAIS BONITA DA CIDADE

Gravado em plano sequência de áudio e vídeo em Rio Negro, PR, em 06/02/2011.

Concepção e Direção - Vinícius Nisi;
Fotografia - Andre Chesini (câmera), André Senna e Rosano Mauro Jr.;
Locação - Ana Larousse;
Figurino - Débora Vecchi;
Captação/mixagem - João Caserta;
Colorização - Nathalia Okimoto.

A Banda Mais Bonita da Cidade:
Uyara Torrente - canto;
Vinícius Nisi - violão, teclado, piano infantil;
Rodrigo Lemos - ukulele, guitarra;
Diego Plaça - violão, baixo;
Luís Bourscheidt - percussão, bateria.

Participações de Leo Fressato, Kelly Eshima, Luiz Pires, Jomar Lima, Debora Vecchi, Tatiana Dias, Diego Perin, Thiago Chaves, Débora Opolski, Bernardo Rocha, Ana Larousse, Jaqueline Lira, Rubia Romani, João Caserta, Alexandre Rogoski e Ligia Oliveira.

Agradecimentos a Siciane Geruntho e Cassiana Maranha.

sexta-feira, 20 de maio de 2011

PANOS-DE-PRATO QUE SÃO UMA PINTURA

Estes panos-de-prato aí, e mais uma infinidade deles que aqui não mostro, são diferenciados. E assim os defino porque não são meros panos-de-prato, são pinturas em tecido que poderiam ser feitas em tela para serem vendidas por valores bem mais expressivos do que na verdade o são.
Eles são produzidos pela artista plástica Tatiana Veiga, que mora em Arroio Grande, RS, e de lá os distribui para venda em um supermercado da região ou os oferece de porta em porta.
As suas pinturas nos tais panos-de-prato já estão ficando famosas na região sul do estado e, ao vê-las, ninguém resiste à tentação de comprar um, dois, três ou quatro dos artísticos panos-de-prato da Tatiana, para uso próprio ou para dar de presente para mãe, irmãs, amigas, etc.
Esta menina é uma grande artista e quase não tem dado conta de tantos pedidos. Eu também não resisto e, volta-e-meia, compro alguns.


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O ESPELHO QUE RI

Charles Chaplin, vestido de palhaço em frente ao espelho, ensaia seus gestuais para uma cena do filme "Limelight", conhecido no Brasil como "Luzes da Ribalta", em 1952.
Foto William Eugene Smith//Time Life Pictures/Getty Images
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LUZ SOLAR PODE VIRAR COMBUSTÍVEL LÍQUIDO

Pesquisadores desenvolvem reator que converte luz solar em combustível líquido

O reator usa a luz solar para produzir hidrogênio e monóxido de carbono

Um protótipo de gerador que pode transformar a luz do sol em combustível foi demonstrado com sucesso em laboratório por pesquisadores dos Estados Unidos e da Suíça.

Em um processo semelhante à fotossíntese, a máquina usa raios solares e o metal cério para quebrar as moléculas de dióxido de carbono ou água e transformá-las em combustíveis líquidos que podem ser armazenados e transportados.

A pesquisa, que foi publicada na revista Science, explica que o novo dispositivo é diferente dos painéis fotovoltaicos (que aproveitam a luz para gerar energia) normais.

Os painéis fotovoltáicos convencionais só podem usar a eletricidade que geram no mesmo local em que estão instalados e não conseguem gerar combustível à noite.

O novo reator de energia solar, no entanto, consegue gerar combustível que pode ser armazenado e transportado. E também poderia continuar funcionando no fim do dia.

Modelo

A máquina tem uma janela feita de quartzo e uma cavidade que concentra a luz do sol e a direciona para um cilindro revestido com óxido de cério, um metal de terra rara.

O cério tem uma propensão natural a liberar oxigênio quando aquece e absorvê-lo quando esfria.

Depois que o metal é aquecido pela luz do sol, dióxido de carbono ou água são bombeados para dentro do recipiente.

O cério retira o oxigênio presente nestes elementos enquanto esfria, em uma reação química que cria monóxido de carbono ou hidrogênio.

O hidrogênio produzido pode ser usado para abastecer células de hidrogênio em carros, enquanto a combinação de hidrogênio e monóxido de carbono pode ser usada para criar uma espécie de "gasolina sintética.

Segundo os inventores do reator solar, o aproveitamento das propriedades do cério é o grande avanço científico da pesquisa.

Por ser o metal de terra rara mais abundante que há, o cério torna a fabricação do dispositivo mais barata e sua produção mais viável.

Melhorias

No entanto, os pesquisadores dizem que o protótipo ainda é ineficiente, já que o combustível criado aproveita somente entre 0,7% e 0,8% da energia solar que entra no recipiente.

A maior parte da energia é perdida pela parede do reator ou pelo desvio da luz solar para fora do aparelho, através da abertura.

Mas eles acreditam que a eficiência pode chegar a 19% com melhor isolamento de calor e redução da abertura.

Nesse momento, a máquina já poderia ser produzida comercialmente, segundo a professora Sossina Haile do Instituto de Tecnologia da Califórnia, nos Estados Unidos, que chefiou a pesquisa.

"A química do material é perfeita para este processo", diz.

Ela afirma que o reator pode ser usado para criar combustíveis para transporte ou ser adotado em usinas de energia, onde o combustível criado com energia solar poderia ficar disponível também à noite.

No entanto, ela acredita que o destino deste e de outros dispositivos em desenvolvimento dependerá de os países adotarem uma política de baixo carbono.

"Se tivéssemos uma política de baixo carbono, uma pesquisa desse tipo avançaria muito mais rapidamente", disse ela à BBC.

Fotossíntese

Foi sugerido que o dispositivo imita as plantas, que também usam dióxido de carbono, água e luz do sol para criar energia como parte do processo de fotossíntese, mas a professora Haile diz que a analogia é muito simplista.

"No sentido mais genérico, há semelhanças, mas elas acabam por aí", afirmou.

Daniel Davies, o chefe de tecnologia da companhia fotovoltaica britânica Solar Century, envolvida na pesquisa, diz que o processo foi "muito empolgante".

"Acho que a pergunta é onde colocá-lo. Você colocaria seu reator solar no telhado ou seria melhor mantê-lo como uma grande indústria no deserto do Saara e transportar o combustível por navios?", disse.

Haile acredita que um reator no telhado poderia produzir até aproximadamente 14 litros de combustível por dia.

Apesar do rápido avanço de dispositivos de energia solar, a eficiência, a economia e o armazenamento destes dispositivos ainda são problemas.

outra tentativa de contorná-lo são as usinas solares de nova geração, que foram construídas na Espanha e nos Estados Unidos.

Elas utilizam um conjunto de espelhos para concentrar a luz solar em receptores em forma de torres. A luz do sol que entra nas torres movimenta turbinas a vapor.

Um novo projeto espanhol usará sais derretidos para armazenar o calor do sol por até 15 horas, para que a usina possa potencialmente operar à noite.


Íntegra de matéria publicada na BBC Brasil

quinta-feira, 19 de maio de 2011

UM ECLIPSE DO SOL

¿Por que durante o eclipse do Sol (a Lua encobrindo o Sol, alinhando-se entre ele e a Terra), a Lua encobre-o totalmente, aparentando ficar do mesmo tamanho do astro-rei?
A resposta: Porque, coincidentemente, o Sol tem 400 vezes o diâmetro da Lua e está 400 vezes mais distante da Terra do que a própria Lua.
Colaboração Maurício L. P. Fontana


Por Sérgio M.P. Fontana

1966, 12 de novembro. O eclipse do Sol mais impressionante que eu já vi foi o que ocorreu em Bagé, RS, nessa data. E foi num sábado de manhã, em torno das 10:20 horas. O sol brilhava a todo o fulgor num céu quase sem nuvens. A Lua começou a invadir o seu plano de incidência sobre aquela porção da Terra e, aos poucos, foi escurecendo.

Uns dias antes, ciente da proximidade da ocorrência do fenômeno, a nossa mãe comprou umas lâminas de vidro (120 x 80 x 2 mm) e deixou-as guardadas. Na noite de sexta-feira, véspera do eclipse, eu a ajudei a escurecer os vidros com fumaça de vela. Em seguida, deixamos os anteparos de proteção escorados [em pé] no parapeito interno da janela da cozinha, para que eles secassem. No outro dia de manhã estariam prontos para o uso.

Quando a Lua encobriu o Sol na sua totalidade, o nosso galo cantou e as nossas galinhas recolheram-se aos seus poleiros. Nosso cachorro - que na verdade era uma cadela - chamado Collie (ler "colí") encolheu-se todo e resolveu procurar abrigo dentro de casa. Ficou escuro como em uma noite sem lua, apesar de ter lua no céu e um halo de sol, que só podia ser observado com os tais vidros enfumaçados. E como não era noite, as luzes da cidade estavam apagadas, o que reforçou a sensação de escuridão. Fosse essa ocorrência lá pelos idos da idade média, teríamos tido a sensação de fim do Mundo.

Ouvi dizer que equipes de reportagem de vários países tinham se deslocado até a zona sul do estado do RS porque somente em Bagé e na cidade do Rio Grande o eclipse seria total.

Uns sete ou oito minutos depois, tudo voltou ao normal, o galo cantou novamente e as galinhas despertaram da "noite" mais curta das suas vidas.

quarta-feira, 18 de maio de 2011

NO AMBIENTE DE TRABALHO

O fotógrafo holandês Jan Banning retratou o ambiente em que trabalham funcionários públicos de oito países no livro 'Bureaucratics'. A ideia era fotografar o modo como o estado se apresenta a seus cidadãos. E disse ele: "A burocracia é uma vitrine do estado".
Os países do projeto foram escolhidos por representarem ideias políticas. Tem gente dos Estados Unidos, da Índia, da Rússia, do Iêmen, da França, da China, da Libéria e da Bolívia.

Este aí, na foto abaixo, é Rodolfo Villca Flores, supervisor-chefe de mercados e serviços sanitários de Betanzos, na Bolívia.
Foto Jan Banning

No site http://www.janbanning.com/ tem mais.

E este outro intrometido aí sou eu [fotografado por mim mesmo] no ambiente de trabalho que apesar de não estar tão enfeitado como o do meu colega boliviano, também poderia estar no livro 'Bureaucratics', do tal fotógrafo.
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DA INTERNET PARA O DICIONÁRIO

O dicionário Oxford, que a cada três meses sofre revisões, incorporou em sua última versão algumas siglas da internet.

O editor-chefe de novas palavras do Oxford, Graeme Diamond, aponta que para entrar no dicionário, a palavra precisa estar incorporada à linguagem coloquial ou da internet, e ser entendida por uma porcentagem significativa da população.

Vejamos algumas palavras:

LOL - Laughing Out Loud (rindo alto). Expressão usada para dizer que alguém achou algo muito engraçado e está rindo às gargalhadas;
Blogable - Assunto ou objeto que seja interessante, a ponto de virar um texto em um blog;
WAG - Wrives And Girlfriends (mulheres e namoradas). Sigla utilizada para designar mulheres e namoradas de jogadores de futebol;
FYI - For Your Information (livre para sua informação). Termo utilizado para comunicar por e-mail ou mensagens eletrônicas que a informação pode ser do interesse do destinatário;
Nom-Nom - Termo utilizado para expressar prazer ao comer;
Heart - A palavra "heart" começou a ser usada como verbo para expressar que alguém gosta/ama muito algo/alguém. O termo foi inspirado no símbolo , popularizado nos anúncios "I NY", dos anos 70;
OMG - Oh My God! (Meu Deus!);
On Liner - A pessoa que está sempre conectada à internet;
TBH - To Be Honest (para ser honesto ...);
TMI - Too Much (muita informação). Termo usado para indicar que alguém está revelando algo muito pessoal, embaraçoso.

terça-feira, 17 de maio de 2011

C.R. FLAMENGO, CAMPEÃO ESTADUAL DE 1972

1972, 07 de setembro. Este é o time da fotografia do título de campeão estadual obtido pelo Flamengo. Renato, Moreira, Chiquinho, Reyes (Tinho) e Vanderlei. Liminha e Zé Mário. Rogério (Vicentinho), Caio, Doval e Paulo César Lima, entraram em campo [no Maracanã] para enfrentar o Fluminense, na partida decisiva do triangular que teve também a participação do Vasco da Gama.
No placar, Flamengo 2, Fluminense 1, gols de Doval, aos 23 minutos e Caio, aos 38 minutos do primeiro tempo, para o Flamengo. Jair marcou para o Fluminense aos 15 minutos do segundo tempo.

De pé: Renato, Chiquinho Pastor, Moreira, Reyes, Liminha e Vanderlei Luxemburgo;
Agachados: um auxiliar técnico, Rogério, Zé Mário, Caio Cambalhota, Doval e Paulo César Caju.

O técnico era M. J. L. Zagallo.
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segunda-feira, 16 de maio de 2011

FAMOSOS DE HOLLYWOOD

Lauren Bacall, Humphrey Bogart & Marilyn Monroe exercitam sua fotogenia neste flagrante de 1953, à época do lançamento de " How to Marry a Millionaire", uma comédia romântica estrelada por Betty Grable e estas duas aí. Lauren Bacall era casada com o cara da foto que, na oportunidade, estava de olho no decote da Marilyn.
Eu também estaria.
Colaboração Lu Costa
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AVIÃO DO JN, EM BAGÉ

2011, 04 de janeiro. Pois o Bruno Bechuetti, nosso correspondente avançado em Bagé, RS, esteve no Aeroporto Internacional Comandante Gustavo Kraemer, quando a equipe do Jornal Nacional chegou à cidade para realizar o primeiro trabalho "JN no Ar" de 2011. A reportagem tratava dos problemas causados pela seca nos municípios da região. Ele nos enviou esta foto do avião do JN/Globo.
Foto Bruno Fontana Bechuetti

Dê um zoom.

A PENSÃO - parte II

Em julho de 1979, sem mais nem menos, o Osvaldo resolveu vender a pensão. E o comprador do ponto nem estava longe dali. A apenas duas ou três casas de distância, na mesma calçada, moravam os novos donos do negócio, "seu" Xavier e "dona" Georgina que tinham dois filhos adultos, a Marlene e o Clóvis. Ele era o líder de uma banda muito prestigiada em Pelotas, a Clomax Show, e hoje faz carreira solo como compositor e intérprete de música romântica, assinando suas composições e CDs com o próprio nome: Clóvis Xavier.

Enquanto eu estava por lá, vários habitantes passaram pela pensão [que agora não era mais a "Pensão do Osvaldo", era a "Pensão do 'seu' Xavier"]. Pois foi nesse tempo que descobrimos a quadra do América FC, que ficava - ainda existem as ruínas dela - na Álvaro Chaves, quase esquina com Benjamin Constant. Lá se jogava o futsal mais barato de Pelotas.

Jogos entre nós mesmos, mais uns amigos agregados, onde nos misturávamos aleatoriamente para compor as equipes, era praxe. Mas um dia surgiu um adversário de verdade. Eram uns estudantes que moravam em uma pensão vizinha à nossa, a Pensão do Italiano, que ficava também na rua 15 de Novembro, em frente ao quartel dos bombeiros. Bastava atravessar a rua Gomes Carneiro e se chegava ali.
O primeiro jogo foi marcado para um sábado à tarde, não me lembro de que mês de 1979. Os quatro jogos subsequentes, todos com vitória arrasadora da nossa equipe, também foram aos sábados à tarde. Mas ganhar as partidas estava ficando cade vez mais difícil, pois os caras da Pensão do Italiano já estavam ficando impacientes por perderem tantas vezes, e todas para o mesmo adversário. Então eles começaram a se reforçar e, certa vez, num domingo de manhã, também na quadra do América, conseguiram nos ganhar por um gol de diferença, graças a um morador recém-chegado à pensão do tal italiano. O cara, com somente [aproximadamente], 1 metro e sessenta de altura, não inspirava maiores preocupações, apenas despertava curiosidade por ter o cabelo bem ruivo, quase vermelho. Porém - em seguida percebemos - jogava um futebol de boa qualidade. Dessa vez, "de salto alto", fomos derrotados pela soberba. O baixinho correu e jogou uma barbaridade, contando, senão com uma técnica aceitável dos seus companheiros, pelo menos com o entusiasmo dos mesmos, que souberam colaborar com o novo astro da bola através de um esforço fora do comum, digno das melhores fórmulas de doping psicológico.
Eles venceram, mas foi só desta vez. Nos três jogos posteriores, que foram os últimos, nós já estávamos "vacinados" contra a tal arma-secreta, que passou a receber leal, mas rigorosa, marcação. E desmanchou-se o time da Pensão do Italiano, cujo histórico resumido foi de 1 (uma) magra vitória e 7 (sete) gordas derrotas.
Local onde, outrora, ficava a Pensão do Osvaldo - rua 15 de Novembro, 319 - Pelotas, RS. A construção original foi demolida e deu lugar à residência acima. Para ter uma idéia de como era antes, acesse "A PENSÃO - parte I".

Ruínas do prédio que, outrora, abrigou a Pensão do Italiano. Ele fica em frente ao quartel dos Bombeiros, na rua 15 de Novembro, em Pelotas, RS.
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sábado, 14 de maio de 2011

JARDIM DE INFÂNCIA MENINO JESUS - O ALUNO MAIS ARTEIRO

Dormir era uma opção para quem olhava pela janela na tarde de um sábado (14/05/11) aziago, no bom sentido. E assim principiei o meu sono e, logo em seguida, o meu sonho:

Em entrevista para uma rádio da cidade, a professora Marianinha, diretora do Jardim de Infância Menino Jesus, primeira escola de ensino pré-primário da região sul do RS, revelou: "O aluno mais arteiro que nós tivemos aqui na escolinha, desde a sua fundação, foi o Sérgio Moacir!"

Pois ela lembrou de mim [e da minha capetice] depois de todo este tempo, e lá se vão 46 anos. Também pudera! Acompanhem a narrativa desta peripécia do Sérgio Moacir:

"Enquanto as meninas estavam lá dentro, brincando de pentear e arrumar suas bonecas, os meninos brincavam no pátio, com seus carrinhos e caminhõezinhos pelas 'estradas' de areia que eles mesmos construíam. Mas um dos meninos não estava 'construindo' estradas, nem 'andando' de carrinho ou caminhão. Ele estava sentado em uma daquelas cadeirinhas de criança, mas bem no meio da 'estrada'. Para atravessar de um lado para outro, os 'motoristas' tinham que pagar. O pagamento era feito com mini-notas de imitação de cruzeiro (moeda da época) que nós tínhamos lá na escolinha. Essa deve ter sido a primeira estrada pedagiada da história do Brasil."

Em 08 de maio de 2011, o Jardim de Infância Menino Jesus completou 56 anos, sob a ininterrupta direção da professora Marianinha Nogueira Lopes. E é através deste sonho - que como sonho foi real - que homenageamos essa escola por onde passaram dezenas de gerações de bem formados cidadãos bajeenses.

sexta-feira, 13 de maio de 2011

UFPEL EM OBRAS

Ruínas do antigo Frigorífico Anglo, outrora pertencente ao grupo inglês Vestey Brothers, e hoje fazendo parte do patrimônio da Universidade Federal de Pelotas.
Abril de 1942. Nesse período começaram as obras visando construir 44 mil m² de instalações para o Frigorífico Anglo. Em dezembro de 1943 deu-se a inauguração do conjunto industrial, tida pelas autoridades municipais e estaduais como acontecimento de gala e marco histórico.

2008, 08 de agosto. A Universidade Federal de Pelotas inaugura uma parte das suas novas instalações no mesmo local, denominado [agora] campus Porto.
De 2008 para cá houve progressos, e para o campus Porto já foram transferidas as Faculdades de Letras, Nutrição e Enfermagem, além da própria Reitoria. Mas ainda tem muita obra pela frente até que se dêem por concluídos os trabalhos de construções, reformas e adaptações, como deu para perceber nestes registros fotográficos obtidos a partir do quadrante sul do complexo.
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quinta-feira, 12 de maio de 2011

A PRECE DO GUERREIRO DA LUZ

"Existem dois tipos de prece:

- o primeiro tipo é aquele onde se pede que determinadas coisas aconteçam, tentando dizer a Deus o que Ele deve fazer. Não se dá tempo, nem espaço para o Criador atuar. Deus – que sabe muito bem o que é melhor para cada um – vai continuar agindo como Lhe convém. E aquele que reza fica com a sensação de que não foi ouvido;

- o segundo tipo de prece é aquele em que, mesmo sem compreender o caminhos do Alto, o homem deixa que se cumpram em sua vida os desígnios do Criador. Pede para ser poupado do sofrimento, pede alegria no Bom Combate, mas não esquece de dizer em nenhum momento: “Seja feita a Vossa vontade.

O guerreiro da luz reza desta segunda maneira. “


Paulo Coelho

quarta-feira, 11 de maio de 2011

CERTAS TENTAÇÕES

Tem locais que você (seja homem, mulher ou pertencente ao novo catálogo - GLTBSHYZDQJRUK -, que reúne todos os demais e que em breve terá a inclusão de cavalos, cachorros, aranhas e outros bichos) não pode frequentar porque certamente não terá estrutura para resistir a certas, digamos, tentações.
Werner Beck

segunda-feira, 9 de maio de 2011

A CORRIDA ESPACIAL V

Com a Guerra Fria no auge, americanos e soviéticos lutavam para ver quem enviaria primeiro uma missão tripulada à Lua. Esse, a meu ver, era o objetivo principal da corrida espacial, pois um feito dessa magnitude demonstraria ao mundo a "superioridade" de um ou de outro regime – o capitalismo ou o comunismo.
Para essa finalidade os soviéticos tinham lançado o projeto Zond, em 1964, e o projeto Soyuz, em 1967, enquanto os americanos iniciaram a trabalhar com o projeto Apollo em 1966.

O Programa Zond previa missões interplanetárias não tripuladas a Vênus, a Marte e à Lua. As viagens com destino à Lua seriam uma preparação para o envio posterior de naves tripuladas ao nosso satélite. O projeto Soyus tinha o objetivo de testar novas tecnologias, que incluíam acoplamentos entre duas naves ou entre uma nave e uma estação espacial.
As duas primeiras naves Zond, lançadas em 1964 - a primeira em direção a Vênus, e a segunda direcionada a Marte - passaram longe dos seus objetivos, a 100.000 Km de Vênus e a 1.600 Km de Marte, respectivamente.
A Zond III foi lançada, em direção à Lua, em 18 de julho de 1965. Provida de um sistema automático de TV, chegou a 10.000 Km de altitude da Lua e enviou 25 fotos do lado oculto do satélite.
Em 1966 os Estados Unidos começaram seus testes com as naves Apollo. O primeiro foi em 26 de fevereiro, num vôo sub-orbital denominado Apollo AS-201, que tinha o objetivo de avaliar a capacidade do foguete Saturn I-B, onde apenas o cone aerodinâmico foi transportado e resgatado posteriormente. Depois foi a vez da Apollo AS-203, em 05 de julho. Desta vez foi um vôo orbital, mas o foguete Saturn I-B, mais uma vez, só transportou o cone aerodinâmico. Finalmente, em 25 de agosto, ocorreu um novo teste sub-orbital conhecido como Apollo AS-202 que, aí sim, foi com uma nave Apollo de verdade, que ao final da missão foi resgatada.

1967, 28 de janeiro. Explode a Apollo AS-204 (que posteriormente recebeu o nome de Apollo I), matando os astronautas Virgil Grissom, Edward White e Roger Chaffee. Quase três meses depois a nave soviética Soyus I, lançada em 22 de abril, apresenta uma falha em um de seus dois painéis solares, restringindo em 50% a energia disponível. Na volta, em 24 de abril, o cosmonauta Vladimir Komarov não consegue fazer com que o pára-quedas principal se abra e, da mesma forma, o pára-quedas reserva também não abre e a nave se espatifa no solo, em Near Novoorsk/ Orenburg Oblast/Rússia.
Esses fatos foram uma demonstração do quão afoitos estavam soviéticos e americanos para alardear progressos no ritmo da corrida espacial, ainda que tais avanços estivessem em fase de experimentos e os riscos que corriam astronautas ou cosmonautas fossem muito altos.
Operação de resgate da Zond 5-B, no Oceano Índico, em 21 de setembro de 1968.


1967, 09 de novembro. Lançamento da Apollo IV, que caracterizou o primeiro teste orbital do foguete Saturn V e dos sistemas de vôo da cápsula Apollo, que tinha sido reprojetada por causa do acidente com a Apollo I. O vôo e o resgate da nave foram um sucesso.Enquanto isto os soviéticos estavam tendo dificuldades com o seu projeto Zond. Foi por água abaixo a tentativa de lançar a Zond IV-A, em 22 de novembro.

Os americanos lançaram, em 22 de janeiro de 1968, a Apollo V, impulsionada pelo foguete Saturn I-B. A nave levava em seu interior o módulo lunar - veículo que seria utilizado futuramente em missões de viagem à Lua. O objetivo da missão era realizar várias manobras espaciais com o módulo em uma órbita elíptica (172 Km x 961 Km) em torno da Terra.
Quarenta dias depois foi a vez da União Soviética que mandou ao espaço a sua Zond IV-B, em substituição à Zond IV-A que falhara no ano anterior. Essa nave, na verdade, era um modelo Soyuz e realizou um vôo bem sucedido em uma alongada órbita lunar (cerca de 400.000 Km de apogeu).
A Apollo VI, impulsionada por um foguete Saturn V com três estágios, foi lançada em 04 de abril. Os três estágios do foguete apresentaram defeito, mas a missão foi considerada satisfatória pela NASA que conseguiu recuperar a cápsula Apollo.

Em 22 de abril os soviéticos tentaram lançar a Zond V, mas a missão - que ficou conhecida como Zond V-A - fracassou. O novo lançamento, efetuado em 15 de setembro, obteve o sucesso desejado, onde a Zond V-B voou até a Lua, circunavegou o satélite e retornou à Terra em segurança. O projeto da nave - um outro modelo Soyuz não tripulado - era o prenúncio do envio em breve, por parte dos soviéticos, de uma missão tripulada à Lua.
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PATRÍCIA POETA, A MUSA DO FANTÁSTICO

Esta é uma foto não proibida [pelo marido Amauri Soares, diretor executivo da Rede Globo] da musa do Fantástico, Patrícia Poeta Pfingstag (São Jerônimo, RS, 19/10/1976). O flagrante é de 09/09/2009 e mostra a musa se exercitando pela manhã. Naquela oportunidade não houve restrições quanto à divulgação da foto.

Foto AgNews

A foto proibida é mais atual (26/04/2011) e similar a esta aí, mas por ter sido "proibida" eu não posso mostrar aqui. Porém lembrei tê-la visto em algum lugar ..., e se eu fosse o marido da musa do Fantástico não me preocuparia por perder somente uns grãozinhos desta areia toda pelo caminho. Ao mesmo tempo refletiria sobre uma expressão que se ouve dizer pelas bocas populares: "É muita areia para o meu caminhãozinho!"
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sábado, 7 de maio de 2011

SE OS TIMES DE FUTEBOL FOSSEM BANDAS DE ROCK

Grêmio = Sepultura
Um de nossos sucessos internacionais.
Mas na terra do molejo e do samba faceiro, muitos acham que eles pegam pesado demais.

Corinthians = Michael Jackson
Um dos mais populares da história, envolveu-se em escândalos e até mudou de cor.
Têm apostado em criancinhas como Lulinha e Dentinho.

Palmeiras = Aerosmith
A banda tem enorme tempo de estrada.
Mas suas músicas só atingem o estrelato quando faz alguma parceria.

São Paulo = Queen
Já foi eleita a melhor do mundo uma quantidade de vezes.
E um dos seus integrantes era, assumidamente, homossexual.

Santos = Beatles
Nos anos 60, não tinha pra ninguém.
Só que até hoje é lembrado no mundo inteiro pelos sucessos de 40 anos atrás.

Vasco da Gama = Oasis
Banda de qualidade e importância inquestionáveis.
Todo mundo quer gostar dela quando ouve, mas a imagem do líder faz muita gente sentir aversão.

Internacional = Led Zeppelin
Reinou nos anos 70 e morreu nos 80.
Seus líderes conseguiram juntar os cacos e voltar nos anos 2000, com uma inesquecível turnê mundial.

Fluminense = Titãs
Banda charmosa e simpática e, no Brasil, é querida por muitos.
O problema é que ninguém nunca ouviu falar fora de nossas fronteiras.

Botafogo = Rolling Stones
Seria o maior da década de 60, se não houvesse um rival mais popular.
Teve seu Satisfaction em Garrincha. Há alguns anos retomou o rumo e está feliz da vida.

Cruzeiro = Paralamas do Sucesso
Na América do Sul é respeitado e campeão de vendas.
Mas quando participa de um festival com bandas européias é café com leite.

Flamengo = Jorge Ben Jor
Há muito tempo não produz um grande sucesso.
Mas é incrível como segue popular e nunca sai da moda.

Atlético Paranaense = Amy Winehouse
Já foi muito badalada e considerada a estrela mais promissora dos últimos tempos.
Mas atualmente é boçal, desperta ódio em todos e está para morrer a qualquer momento.

Coritiba = Los Hermanos
Seus poucos fãs juram que a banda é muito boa.
Mas, fora eles, ninguém mais no mundo sabe que ela existe.

Colaboração Maurício Fontana

PAULO SANT'ANA E O GRÊMIO, CAMPEÃO BRASILEIRO DE 1981

Sant'Ana por Rosane de Oliveira:
"Ele é o grande intérprete da voz das ruas, o homem que chora quando se emociona, fareja polêmicas, instiga, provoca e toca na alma dos leitores."

Sant'Ana por David Coimbra:
"Algumas pessoas são únicas. O Sant'Ana não é único: tem o Paulo e tem o Pablo. O Sant'Ana são dois."

Sant'Ana por Wianey Carlet:
"O texto rico e bem articulado regido por rara sensibilidade fazem do Sant'Ana um dos mais brilhantes cronistas do cotidiano deste país."

Meu amigo Valacir Marques Gonçalves escreveu uma crônica em homenagem ao Jornalista Paulo Sant'Ana que, como diz o meu irmão Maurício Fontana, é "o padrinho do nosso time". "A Crônica Que Não Pode Ser Adiada", do Valacir, foi publicada 'inda estes dias pelo próprio Sant'Ana em sua coluna diária de ZH.

Eu me lembro que estava em casa, com a minha família, de olhos grudados na TV Globo (narração de Luciano do Valle) e ouvidos ligados na Rádio Guaíba (narração do Armindo Antônio Ranzolin), quando o Grêmio foi campeão brasileiro pela primeira vez. Todo mundo sentado no sofá da sala de televisão. E eu não acreditava no que via: o Grêmio derrotando o grande São Paulo, em pleno Morumbi ... e o jogo não terminava nunca.
Até que o árbitro José Roberto Wright pediu a bola para o Casemiro - que se preparava para cobrar uma falta ou uma lateral (não lembro) - e ... Grêmio campeão. Meu amigo Dario Caneda Teixeira - que hoje mora em Canoas, RS - chegou lá em casa eufórico, e repetia: "Eu nem acredito! ... Eu nem acredito!"

Pois aqui, também em homenagem ao [para sempre] torcedor-símbolo do Grêmio, reportamo-nos há 30 anos pelo túnel do tempo do futebol, para reviver a emoção do Paulo [que também é Pablo] Sant'Ana.

YouTube/jcamara

sexta-feira, 6 de maio de 2011

GILCA NOCHI COLLARES

Quem nasceu em Bagé, RS, ou quem vive ou viveu por lá nos seus anos de expansão, caracterizados pelo slogan "Expansão 70", grafado em um decalque azul que todo mundo tinha colado em alguma janela da sua casa ou no vidro traseiro do carro, conhece, já a viu ou ouviu falar dela. Tudo isto por causa do seu enorme talento como regente musical.

Ela Iniciou sua vida profissional como professora de Letras, atuando em escolas da região de Bagé e em Porto Alegre.
Especializada em Música e Canto Orfeônico, em Porto Alegre, onde estudou regência com a maestrina Dinah Neri, Gilca iniciou sua trajetória musical em 1961, quando recebeu convite da professora Vanda Mourão, diretora da Escola Normal Presidente Vargas, para atuar em Educação Musical, tendo ajudado a formar o Coral das Normalistas. Paralelamente, lecionou no Grupo Escolar Silveira Martins, quando foi organizado o Coral dos Pequenos Cantores, em 1967.

Sua atuação no Coral dos Pequenos Cantores lhe proporcionou inúmeras apresentações nas mais diversas cidades do Estado, tendo participado do I Festival de Coros de Porto Alegre, em 1969.

Em 1970, por motivo da transferência do esposo, militar, atuou na cidade de Cachoeira do Sul, onde formou um Coral Infantil e um Coral de Professores.

Posteriormente, formou o Coral dos Soldados, que chegou a ser apresentado em cadeia nacional de televisão, e o extraordinário Coral das 1000 vozes, que atuava na Semana da Pátria.

Em 1974, assumiu a regência do Coral Auxiliadora, onde atua até hoje, participando de atividades religiosas, cívicas, clássicas e populares.

Por todo este desempenho, ela tem recebido inúmeras manifestações de aplauso, carinho e reconhecimento, entre as quais destacam-se:
  • Diploma de participação no "Festival Nacional e Internacional de Coros do Rio Grande do Sul", em Porto Alegre, no período 1969-1980;
  • Diploma de participação no I Festival Bajeense, promovido pela Rádio Difusora, em 1969;
  • "Destaque Artístico do Ano", conferido pelo Jornal do Povo/Cachoeira do Sul, em 1970;
  • Ato de Louvor do Poder Legislativo de Bagé, no lançamento da campanha Promocional de Bagé, em 1972;
  • Medalha do Imigrante, conferida pelo Governo do Estado do Rio Grande do Sul/Comissão Organizadora do "Biênio da Imigração e Colonização", em 1974;
  • Diploma de Personalidade do Ano, no Ano Internacional da Mulher - Decreto Legislativo, n. 257, conferido pela Câmara Municipal de Bagé, em 1975;
  • Título de "Personalidade em Destaque na Rainha da Fronteira", conferido pelo Jornal Bagé de Hoje, em 1975;
  • Diploma de participação no I Festival de Cantores e Compositores da Rainha da Fronteira, promovido pela Secretaria Municipal de Turismo de Bagé e Rádio Clube, em 1975;
  • Troféu Destaque "Caldas Júnior" e "FECORS", pela participação do Coral dos Pequenos Cantores do Grupo Escolar Silveira Martins no Festival Internacional de Coros, conferido pelo Jornal Correio do Povo e Organizações Caldas Júnior, em 1976;
  • Diploma de participação no "Encontro Nacional de Museus", realizado em Bagé, em 1977;
  • Diploma de participação no 3° Festival Internacional de Coros Infanto-Juvenil em Novo Hamburgo, em 1980;
  • Medalha do "Pacificador", conferida pelo Ministério do Exército, em 1981;
  • Personalidade "Destaque do Ano", conferida pelo Clube Comercial de Bagé, em 1981;
  • Membro do Conselho de Cultura do Município de Bagé nos períodos 1981-1984 e 1989-1992;
  • Medalha "Emílio Médici", conferida pela Prefeitura Municipal de Bagé, em 1983;
  • Troféu "O Bravo", com o título de Destaque Artístico do Ano, conferido pelo jornalista Gilmar de Quadros/Jornal Minuano, em 1984;
  • Diploma "Pistoleiro do Candal", em reconhecimento pelo trabalho desenvolvido no 25° Grupo de Artilharia de Campanha, conferido pelo 3° RA Cav, em 1988;
  • Troféu Mérito, conferido pelo jornalista Gilmar de Quadros/Correio do Sul, em 1989;
  • Inauguração da Sala de Arte Infantil "Professora Gilca Nochi Collares", na Escola de Recreação "Pezinho" Ibagé, em 1992;
  • Troféu Jornal Panorama, com o título de Destaque em Música, conferido pelo Teatro 7 de Abril, Pelotas-RX, em 1995;
  • Troféu Mérito Municipal, conferido pela Prefeitura Municipal de Bagé, em 1998;
  • Troféu "100 Anos de ACIBA", conferido pela Associação Comercial e Industrial de Bagé, em 1998;
  • Homenagem de carinho e reconhecimento pelo Coral Pequenos Cantores do Grupo Escolar Silveira Martins, conferido pela Escola Estadual de 1° e 2° Graus Silveira Martins e seu regente Renato Borba, em 1998;
  • Troféu "Mulheres Artífices do Desenvolvimento", conferido pela Secretaria Municipal de Cultura/Biblioteca Pública Municipal de Bagé, em 1989;
  • Participação no livro "Relatos de uma História", edição em homenagem aos 70 anos da Escola Estadual de 1° e 2° Graus João Neves da Fontoura/Cachoeira do Sul, em 1999;
  • Gravação do seu nome no monumento "Cem Nomes em Cem Anos", em comemoração ao Final do Milênio, homenagem conferida pelo Governo Municipal de Bagé, em 1999;
  • Título de "Companheiro Paul Harris", conferido pela Fundação Rotária do Rotary Internacional, em 2000;
  • Troféu Cultura Gaúcha, da Assudoeste Secretaria do Estado da Cultura do RS;
  • Troféu Ana Terra - Conselho Regional do Desenvolvimento - CORED - 2005, Porto Alegre.