quinta-feira, 28 de julho de 2011

NASCIDO DAS ÁGUAS

Não há gaúcho que não conheça a história da construção deste estádio aí. O Estádio José Pinheiro Borda, apelidado [ainda antes da sua inauguração] de Estádio Beira-Rio, nasceu das águas.

1956, 12 de setembro. O vereador Ephraim Pinheiro Cabral, colorado dos quatro costados, que tinha presidido o SC Internacional em 1951/1952, apresentou um estranho projeto de doação na Câmara de Vereadores de Porto Alegre. O Internacional receberia [da Prefeitura] um terreno localizado não à margem do Rio Guaíba, mas dentro dele.

E assim começa a história do Beira-Rio que poderá ser um dos estádios da Copa/2014.
Para saber mais siga os links:

O flagrante abaixo destaca o Estádio Beira-Rio, lotado. A conclusão que chegamos é que nesse dia, bem no começo dos anos 70 - quando ainda não existiam sequer as fundações do ginásio de esportes Gigantinho - ia ter um grande jogo. Seria um Gre-Nal?
Foto-colaboração Lu Costa
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JOVENS TALENTOS IV

2010, 11 de setembro. A série "Jovens Talentos", programa produzido e apresentado pelo Raul Gil & Cia, para o SBT, revelou vários intérpretes juvenis, capazes de, em curto prazo, se tornarem ídolos da música pop brasileira.
Uma dessas revelações, que esteve a poucos passos de ganhar o prêmio máximo do programa, foi esta menina aí.
Bruna Rocha (15), nesse dia, interpretou a música Estranho Jeito de Amar, reconhecido sucesso de Sandy & Júnior.

ESTRANHO JEITO DE AMAR- Bruna Rocha
Júnior Lima/Tatiana Parra

terça-feira, 26 de julho de 2011

FIM DO MUNDO EM 2012 - A ARCA DE NOÉ [BRASILEIRA]

Colaboração Maurício Fontana


Um dia, o Senhor chamou Noé que morava no Brasil e ordenou-lhe:

- ANTES DE 21.12.2012, 6 meses antes, (NOVO FIM DO MUNDO) farei chover, ininterruptamente, durante 40 dias e 40 noites, até que o Brasil seja coberto pelas águas. Os maus serão destruídos, mas quero salvar os justos e um casal de cada espécie animal. Vai e constrói uma arca de madeira.
No tempo certo, os trovões deram o aviso e os relâmpagos cruzaram o céu.

Noé chorava, ajoelhado no quintal de sua casa, quando ouviu a voz do Senhor soar furiosa, entre as nuvens:

- Onde está a arca, Noé?

- Perdoe-me, Senhor - suplicou o homem. Fiz o que pude, mas encontrei dificuldades imensas:

Primeiro tentei obter uma licença da Prefeitura, mas para isto, além das altas taxas para obter o alvará, me pediram ainda uma contribuição para a campanha de eleição do prefeito.

Precisando de dinheiro, fui aos bancos e não consegui empréstimo, mesmo aceitando aquelas taxas de juros...

O Corpo de Bombeiros exigiu um sistema de prevenção de incêndio.
Começaram então os problemas com o IBAMA e a FEPAM para a extração da madeira.

Eu disse que eram ordens SUAS, mas eles só queriam saber se eu tinha um "Projeto de Reflorestamento " e um tal de "Plano de Manejo".

Nesse meio tempo ELES descobriram também uns casais de animais guardados em meu quintal...

Além da pesada multa, o fiscal falou em "Prisão Inafiançável" e eu acabei tendo que matar o fiscal porque, para esse crime, a lei é mais branda.

Quando resolvi começar a obra, na raça, apareceu o CREA e me multou porque eu não tinha um Engenheiro Naval responsável pela construção.


Depois apareceu o Sindicato, exigindo que eu contratasse seus marceneiros com garantia de emprego por um ano.

Veio em seguida a Receita Federal, falando em "sinais exteriores de riqueza" e também me multou.

Finalmente, quando a Secretaria Municipal do Meio Ambiente pediu o "Relatório de Impacto Ambiental" sobre a zona a ser inundada, mostrei o mapa do Brasil.


Aí, quiseram me internar num Hospital Psiquiátrico!
Sorte que o INSS estava de greve...

Noé terminou o relato chorando, mas notando que o céu clareava, perguntou:


- Senhor, então não irás mais destruir o Brasil?

- Não! - respondeu a Voz entre as nuvens. Pelo que ouvi de ti, Noé, cheguei tarde!

O governo já se encarregou de fazer isso!

LANGUR DE HANUMAN

Mandor Garden/ Jodhpur/ Rajasthan/ Índia, julho de 2011. Dizem que centenas de primatas deste tipo andam livremente neste parque histórico nos arredores de Jodhpur.

O langur é tido como um sagrado animal por lá, pois certa lenda conta que um rei-demônio chamado Ravana raptou a princesa Sita, esposa de Rama-Schri, levando-a para a ilha do Ceilão (atual Sri Lanka). De acordo com a lenda, Hanuman, o rei dos macacos, libertou Sita e a devolveu a seu marido. Desde então, tornou-se um animal sagrado.

Este aí aproveita um justo descanso, provavelmente depois de ganhar [ou surrupiar] alguns petiscos de errantes pic-nics, que dominam o parque nesta época.
Foto Stefano Unterthiner/ National Geographic
UNTERTHINER PHOTOGRAPHY. P. IVA 00652910076
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segunda-feira, 25 de julho de 2011

HORÓSCOPO DO CHIMARRÃO

Colaboração Werner Beck

  • Áries - Esse acha que a cuia é dele! Tu tá recém pondo a chaleira no fogo, e ele já tá ali, perguntando se tá pronto. Esbaforido, sempre se queima, ou fica com a bomba entupida, pois que não tem paciência pra esperar que a erva assente. Dá-lhe um trancaço, diz que no Natal ele vai ganhar uma cuia só prá ele. Não te preocupa, que é loco manso.
  • Touro - ele primeiro vê se a cuia é linda no más... depois, fica ali, acariciando a dita, com cara de libidinoso. Como em geral, é guloso pra caraca, te passa o mate, mas fica te olhando atravessado, e ruminando... como é do seu feitio. Não vale a pena discutir com o bagual, pois além de cabeçudo, quase sempre é o dono da cuia e da bomba.
  • Gêmeos - o vivente já entra no rancho falando e contando causo, trovando e matraqueando que é um inferno. Tudo isso, com a cuia na mão. Até que o povaréu começa a ficar nervoso. Conselho: antes que esfrie até a água da térmica, saiam de fininho e vão tomar mate em outro lugar. Ele nem vai notar.
  • Câncer - esse já pega a cuia com ar de desolado, pois que a cuia lhe lembra a mãe. De tão sentimental, às vezes, até chora, lembrando do primeiro chimarrão (que a gauchada nunca esquece). Quando sente medo do escuro, dorme com a cuia embaixo do travesseiro. E tem pencas de cuias e bombas entupindo as gavetas... de recordação, diz o infeliz...
  • Leão - loco e convicto, não é que me inventou de mandar gravar um brasão de família na cuia e outro na bomba? Só toma chimarrão se tiver um povo em volta pra ficar lhe olhando, e aí, aproveita, e desata a trovar e a declamar, esperando que lhe aplaudam. Sempre é bom não contrariar.
  • Virgem - Primeiro, ele lava as mãos e todos os apetrechos, depois, confere se a erva é ecológica, e por aí vai. Acha que, o certo mesmo, era cada um ter a sua própria cuia, bomba e mate. Mas, por via das dúvidas, carrega sempre um paninho que, discretamente, vai passando no bocal da bomba. Como é metido a botiqueiro, e conhece todo tipo de erva deste Rio Grande, enquanto mateia vai dando receitas e curando, de lombriga a esquizofrenia.
  • Libra - Flor de fresco, chega a pegar a bomba com o dedinho levantado. Mas compensa, pelo senso de justiça. Só toma o mate depois que todo mundo já se serviu. Pra ele, matear, também pode ser sinônimo de namorar; daí que, se prenda, só faz roda de mate com a indiada marmanja, e, se marmanjo, põe açúcar e mel na cuia, e vai, todo lampero, pro Brique, ver se atrai as mosca, quer dizer, as moça.
  • Escorpião - pega a cuia, e matreiro... sai de fininho para algum canto, remoendo traumas, encucações e toda a sorte de loucuras. Sem essa de que vingança é um prato que se come frio, pois que, na água quente do amargo, fica tramando seus planos de vingança (inclusive, e principalmente: Revolução Farroupilha, a revanche!). E, ai daquele que não lhe passar a cuia. Outro que tem fantasias sexuais com a cuia, com a bomba e com a térmica. Só não me pergunte quais.
  • Sagitário - em geral estrangeiro, pois sagitariano que é sagitariano, nunca está em seu país de origem; aqui, no Rio Grande, pode ser um carioca, paulista ou baiano que, sem entender nada de tradição, fica mexendo o mate, com a bomba como se o amargo fosse um milk-shake. Conheci um que queria misturar mate com fanta uva.
  • Capricórnio - inventou o tele-chimarrão com pingo-boy e tudo, e o chimarrão de negócios, o qual pratica toda a sexta-feira na sua empresa, que, aliás, exporta cuia, bomba, erva e demais aparatos para a gringolândia. Diz que já tá fazendo até inglês largar o chá e pegar a cuia.
  • Aquário - rebelde até a última cuia, acha que esse negócio de chimarrão tá superado. Só não sabe pelo quê. Doido, mas metido a bonzinho, adora um povaréu; daí que, convida todo o vivente que estiver passando, pra sua roda de mate. Acha que se o chimarrão fosse servido na ONU, o mundo seria outro.
  • Peixes - inventou a leitura de cuia e recebe entidades durante a mateada. Se desconhece o tipo de ervas que usa... mas, diz que faz roda de chimarrão com os daqui e com os do além. Por isso, um conselho de amigo: se a roda de chimarrão for em outra estância, que volte de táxi.

domingo, 24 de julho de 2011

AVENIDA SETE DE SETEMBRO, BAGÉ, RS

1963. Avenida Sete de Setembro, Bagé, RS.
Em segundo plano, mas figurando como personagem principal do fotógrafo da vez, o [por alguns conhecido como] "caixa de fósforos" que - penso eu - ainda estava em construção. Em fase final, mas estava!
Cá, em frente ao Fórum, os DKWs, estacionados em sequência, demonstram que estavam em evidência na época.
Foto obtida em "Bagé, 200 anos IV - Sua História, Tradições e Cultura", de José Carlos Suman
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sexta-feira, 22 de julho de 2011

KYLIE MINOGUE

Kylie Ann Minogue (Melbourne/Austrália, 28/05/1968) iniciou sua carreira artística no início dos anos 80, como atriz. Participou de algumas séries de TV, e obteve destaque na série "The Neighborns", em 1986, o programa de maior audiência na Austrália e que era exibido também na Inglaterra.
Por causa da série, Kylie foi convidada para cantar o clássico "The Locomotion" em um show beneficente. A música fez um grande sucesso, chegando ao topo das paradas australianas em 1987.
The Locomotion - Kylie Minogue

No mesmo ano, veio o convite para gravar com Stock, Aitken e Waterman - um trio de produtores de primeira grandeza - responsáveis por sucessos de astros como Rick Astley, Samantha Fox e o grupo Bananarama. Kylie gravou o primeiro single "I Should Be So Lucky", lançado internacionalmente em 1988, e uma reedição mais dançante de "The Locomotion", que esteve no Top 5 da Billboard dos Estados Unidos e alcançou o topo das paradas inglesas. O single ainda se tornou um dos mais vendidos na década de 80, consagrando o status de revelação do momento na música pop.
I Should Be So Lucky - Kylie Minogue

Uma queda nas vendas fez com que ela desistisse do grupo Stock, Aitken e Waterman, em 1992, para seguir a carreira solo. E foi aí que ela se deu bem, passando a ter o controle criativo de seus álbuns.

Eu a conheci na TV, através do single "Can't Get You Out Of My Head", lançado em 2001, e recomendado por Adriane Galisteu, em seu programa "É Show", apresentado na Rede Record de Televisão. Vi o clip e, imediatamente, me apaixonei por Kylie, e de lá para cá acompanho, de perto, seu trabalho.

Can't Get You Out Of My Head - Kylie Minogue

"No verão de 2010, iniciou-se uma nova e emocionante era, na história de Kylie, a era do "Aphrodite". O décimo primeiro álbum de estúdio de Klie tem gerado elevados níveis de excitação, mesmo antes do lançamento do primeiro single 'All The Lovers' que foi saudado como 'uma das melhores musicas da Kylie' pelo News Of The World. Aphrodite vem com grandes colaborações como: Calvin Harris, Jake Shears, Sebastian Ingrosso (Swedish House Mafia) Nerina Pallot, Cutfather, Nervo & Tim Rice-Oxley. O maestro é Stuart Prince, produtor executivo, e o Music Week declarou que 'Aphrodite trás Kylie em sua melhor forma e ao topo do dance-pop'." (http://www.kylie.com.br)
All The Lovers - Kylie Minogue
YouTube/parlophone

I Love You, Kylie!
Kylie, posando para o [mês de março do] seu calendário/2011.
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VOU DEITAR E ROLAR - ELIS REGINA

"Vou Deitar e Rolar", de Baden Powell e Paulo César Pinheiro, foi o que se chamaria de música de trabalho do LP "Em Pleno Verão", lançado por Elis Regina (Elis Regina Carvalho Costa, Porto Alegre/RS, 17/03/1945 - São Paulo/SP, 19/01/1982), em 1970. As rádios tocavam e repetiam a música [até enjoar] algumas vezes por dia.

Na TV, Elis, com "Vou Deitar e Rolar" foi, durante bastante tempo, uma das atrações V.I.P. da Discoteca do Chacrinha - programa então apresentado pela TV Globo, canal 4, às quartas-feiras, depois da novela das 8.

quarta-feira, 20 de julho de 2011

A CORRIDA ESPACIAL VII - A ÁGUIA POUSOU

1969, 14 de janeiro. Às 07:30 h GMT foi lançada do complexo de Baikonur a Soyuz IV, tendo a bordo o cosmonauta Vladimir Shatalov (Petropavlovsk/Kazaquistão, 08/12/1927). No outro dia, exatamente às 07:04:57 h GMT, subiu a Soyuz V, levando em sua célula de sobrevivência os cosmonautas Boris Volynov (Irkutsk/Rússia, 18/12/1934), Alexei Yeliseyev (Zhizdra/Rússia, 13/07/1943) e Yevgeny Khrunov (Prudy/Rússia, 10/09/1933 – Moscou/Rússia, 19/05/2000). O objetivo das missões era realizar um acoplamento com troca de tripulação, com experiências que incluíam correções de órbita, orientações manuais, observações geográficas e geológicas e outros experimentos científicos e investigações biomédicas.Não fosse um defeito no sistema de retro-foguetes da Soyuz V, que quase causou a morte de Boris Volynov, a missão teria sido perfeita.Os soviéticos anunciaram o feito como se tivessem desenvolvido a primeira estação espacial da humanidade. Todavia já enfrentavam enfrentavam problemas insolúveis com seu foguete N-1, equivalente ao americano Saturn V, e já não tinham mais condições de alcançar os americanos na corrida para a Lua.
1969, 03 de março. Lançamento da missão Apollo IX, que realizou o primeiro teste do módulo lunar (LEM - Lunar Excursion Module). A tripulação era constituída por James A. McDivitt (Chicago/Illinois/EUA, 10/06/1929), David R. Scott (San Antonio/Texas/EUA, 06/06/1932) e Russell Schweickhart (Neptune/New jersey/EUA, 25/10/1935).
Os astronautas testaram todos os sistemas de bordo do módulo lunar e realizaram diversos encontros espaciais, acoplamentos com o módulo de comando Apollo e transferências de tripulação. Num dos testes, o módulo lunar se distanciou a mais de 160 km da Apollo IX. Depois conseguiu realizar o acoplamento sem problemas.
Também foram testados novos trajes espaciais e unidades de suporte à vida, em caminhadas espaciais com cerca de 1 hora de duração.
Foi o primeiro teste conjunto, em órbita terrestre, do Saturno V, da nave Apollo e do módulo lunar. Em 10 dias foram realizadas 162 órbitas terrestres. O módulo de comando foi recuperado normalmente, juntamente com a sua tripulação. A Apolo IX não se dirigiu à Lua, mas engatilhou os equipamentos que deveriam suportar os astronautas americanos numa futura missão para a Lua.
1969, 18 de maio. Um foguete Saturno V lançou a missão Apollo X, que se constituiu num ensaio geral para a descida do homem à Lua. A nave Apollo, tripulada por Thomas P. Stafford, John W. Young e Eugene A. Cernan (Chicago/Illinois/EUA, 14/03/1934), orbitou a Terra duas vezes, com o módulo lunar acoplado, e dirigiu-se rumo à Lua. Após entrar em órbita lunar, Stafford e Cernan entraram no módulo lunar, desacoplaram e realizaram todas as manobras necessárias para a alunissagem.Quando chegaram a cerca de 12 km da superfície lunar, retornaram para a órbita lunar, e voltaram a acoplar-se ao módulo de comando da Apollo X. Foram realizadas 31 órbitas lunares. Na volta, após 8 dias, a nave foi recuperada normalmente.

1969, 16 de julho. Um foguete Saturno V impulsionou a nave Apollo XI, tripulada por Neil Armstrong (Wapakoneta/Ohio/EUA, 05/08/1930), Edwin Aldrin Jr. (New Jersey/EUA, 20/01/1930) e Michael Collins (Roma/Lácio/Itália, 31/10/1930) para fora da órbita terrestre. Já na órbita da Lua, foi realizado o desacoplamento entre os módulos de comando (com Michaell Collins) e o módulo lunar (com Neil Armstrong e Edwin Aldrin). O módulo lunar pousou no Mare Tranquillitatus (Mar da Tranqüilidade) no dia 20 de julho, às 15:17. A notícia foi transmitida imediatamente: "A Águia pousou".

Recuemos à tarde de 20 de julho de 1969:
Dois astronautas da Apollo 11 em um pequeno veículo de aterrissagem lunar têm apenas uma chance de aterrissar na Lua em segurança. Seu radar de pouso está com defeito, e o computador de orientação está levando a nave a um campo repleto de rochas. O comandante assumiu o controle manual da espaçonave e está tentando encontrar lugar seguro para pousar. Restam poucos segundos de combustível. Caso o combustível se esgote antes do pouso, a consequência será uma queda desastrosa, a morte dos astronautas e o fracasso da missão.
HOUSTON: 30 segundos [de combustível restante].
EAGLE: Luz de contato! OK, desativando os motores... desligando o controle geral do propulsor de descida...
HOUSTON: Afirmativo, Eagle.
EAGLE: Houston, Base Tranquilidade, aqui. O Eagle [águia] pousou!
HOUSTON: Entendido, Tranquilidade. Recebemos bem aqui de baixo. O pessoal aqui estava de respiração presa. Mas agora todos voltamos a respirar. Muito obrigado.
(http://ciencia.hsw.uol.com.br/corrida-espacial.htm">http://ciencia.hsw.uol.com.br/corrida-espacial.htm)

Cerca de 6 horas após o pouso, Armstrong desceu da nave e tornou-se o primeiro homem a pisar na Lua, proferindo sua célebre frase: "Este é um pequeno passo para um homem, mas um grande passo para a humanidade". A seguir, Aldrin também pisou no solo lunar. Pela hora de Brasília, o passeio de Armstrong aconteceu no início da madrugada do dia 21.
O passeio dos astronautas durou cerca de 2 horas e 40 minutos, e nesse período foram recolhidos cerca de 21 quilos de rochas lunares e amostras do solo, e realizadas diversas experiências científicas, entre as quais um sismógrafo e um equipamento de medição (via laser) da distância precisa da Terra à Lua. Os astronautas deixaram na superfície lunar a estação científica ALSEP 11.
O estágio superior do módulo lunar decolou da Lua 21 horas e 36 minutos após o pouso. Os astronautas retornaram à órbita lunar, acoplaram as duas naves, voltaram ao módulo de comando, descartaram o módulo lunar e voltaram para a Terra, onde foram resgatados após um pouso tranquilo no Oceano Pacífico. A duração total da missão foi de 8 dias e 3 horas.
Finalmente, o objetivo traçado pelo presidente John Kennedy em 1961, de lançar uma nave tripulada rumo à Lua e trazer os astronautas de volta em segurança ainda na década de 60, havia sido alcançado.


Apollo 11 bootprint
One of the first steps taken on the Moon, this is an image of Buzz Aldrin's bootprint from the Apollo 11 mission. Neil Armstrong and Buzz Aldrin walked on the Moon on July 20, 1969.
Photo Credit NASA


Os soviéticos lançaram duas naves não tripuladas na mesma época: uma em 13 de julho de 1969 (Luna XV), com uma tentativa mal sucedida de pouso suave, que falhou por erro na programação dos dados ou pane no sistema de direção da nave; outra, a Zond VII, lançada em 08 de agosto de 1969. Esta tinha o objetivo de estudar o espaço circunlunar, obter fotos coloridas da Terra e da Lua de diversas distâncias e testar sistemas de vôo. A Zond VII reentrou na atmosfera terrestre, pousando suavemente no dia 14 de agosto, três semanas após o pouso tripulado da Apollo XI na Lua. Porém, estava claro que os norte-americanos já haviam vencido a corrida para a Lua.

Mas..., até hoje, há quem duvide do feito.

terça-feira, 19 de julho de 2011

MULHERES & DOCES

Duas elegantes senhoras disfarçam seus movimentos e fingem que estão, simplesmente, desfilando pela calçada. Na verdade elas se preparam para dobrar à direita e entrar no Oyster Bay Cafe, em Ann Arbor/Michigan/USA, com o objetivo de provar irresistíveis doces de confeitaria ali produzidos. Supõe-se que o flagrante tenha sido obtido em 1905.

Clique na foto [para dar o zoom] e aprecie os detalhes.

Foto Detroit Publishing Company
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OS 111 ANOS DO "VOVÔ"

Dizem que a ideia veio na bagagem do jovem alemão Johannes Christian Moritz Minnemann que chegou na cidade do Rio Grande, RS, e foi logo explicando a seus amigos que na Europa havia um novo esporte que a cada dia conquistava mais adeptos. Mas há controvérsias.

Vejamos o que diz o jornal "Agora" [da cidade do Rio Grande], de 18/07/2011:

"Os primeiros passos para a fundação do Sport Club Rio Grande foram dados no final do século 18. No início de 1900, após um período de estudos na Inglaterra, o jovem Arthur Cecil Lawson retornou a Rio Grande trazendo o gosto pelo futebol. Seu desejo era implantar o novo esporte na sua terra. Tendo como aliado o amigo de infância Henrique Buhle, começou a projetar o seu sonho. Logo percebeu que para fundar um clube de futebol teria que contar com o apoio da vasta colônia alemã residente do Rio Grande. Porém, havia um empecilho: os alemães jamais aceitariam participar de um clube fundado por um suposto inglês, como Arthur Lawson.
Com a entrada em cena do alemão Johannes Chistian Moritz Minnemam, respeitável e influente membro da sociedade, o obstáculo foi removido. Seduzido pela ideia, no primeiro contato de Arthur Lawson e Henrique Buhle, Johannes prontamente reuniu alemães, portugueses, ingleses e brasileiros, com a finalidade de fundar um clube de futebol."

Foto Christian Zangrando/Arquivo JA


1900, 19 de julho. Nesse dia Minnemann e outros colegas do Clube de Regatas Rio Grande concretizaram o seu sonho que era fundar um clube de futebol, o Sport Club Rio Grande, o mais antigo clube de futebol [em contínua atividade] do Brasil.
Não foi difícil escolher as cores do clube, apesar das inúmeras reuniões destinadas para esse fim. O verde, o vermelho e o amarelo seriam a justa homenagem ao Estado do Rio Grande do Sul, onde tantos estrangeiros, como eles, encontraram trabalho e tranqüilidade para viver.

“O entusiasmo de Minnemann era contagiante. Assim programada a reunião inicial marcada para o dia 14 de julho de 1900, sábado, com inicio às 20:30 h, sendo escolhido o local da ‘Casa dos Atiradores’ também conhecido pelo nome germânico de ‘Tiro Alemão’. A convocação era também para um ‘match’, que seria realizado na mesma manhã , entre 9:00 e 10:30 h, com a participação das equipes A e B. Prova-se assim, com esse documento oficial, que já se praticava o esporte bretão nos campos da cidade do Rio Grande. Porém não foi ainda no dia 14 a lavratura da ata de fundação. Foi marcada então nova data. Seria uma terça-feira, dia 17 de julho, na sede do clube Germânia, no prédio situado a rua Benjamim Constant, esquina Conde de Porto Alegre, atualmente Sociedade Cruzeiro do Sul, alteração sofrida em 1952, ao reabrir suas portas, fechadas com a eclosão da II Guerra Mundial em 1943. O Clube Germânia, fundado em 1863, era à época, uma sociedade chamada fechada, privada à alta sociedade alemã e aos seus familiares.

Assim na noite de 17 de julho de 1900, houve um protesto de um dos associados, que não concordava com a concessão da sede para realização de uma reunião que também congregava elementos de outras raças. Foi preciso um esforço intenso dos interessados de nacionalidade alemã para a realização da reunião no sentido de contornar o impasse, sendo, finalmente, a mesma realizada na quinta-feira, 19 de julho de 1900, no clube Germânia...”. (Portugiesisch-Hanseatische Gesellschaft/ Associação Luso-Hanseática).

Fizeram-se presentes à reunião, tendo assinado a ata de fundação, os seguintes:
R. Schwamerkurg
S. W. Robinson
O. Bernitt
C. Nieckels
G. Kladt
J. Minnemann
Arthur Cecil Lawson
O. Bernitt
R. Kladt
M. E. Castro
N. Benz
F. Reimar
M. Bomhorst
Walter Gerdau
William R. Ashlin
R. Dietiker
R. Bernitt
E. Kunz
H. Volkerz
E. Lohmann
Boje Schmidt
Henrique Buhle

Sport Club Rio Grande, em 1900
Foto arquivo de Johannes Christian Moritz Minnemann

Notas:
1) Presume-se que todos os que assinaram a ata de fundação fossem os atletas que compunham os times A e B do S. C. Rio Grande, recém fundado;
2) O texto do discurso pronunciado por Johannes Minnemann, em língua alemã, existe até hoje.

segunda-feira, 18 de julho de 2011

VILA SÉSAMO

1972, 12 de outubro - Dia da Criança. Nesse dia uma série de televisão chamada Vila Sésamo, concebida para crianças de todas as idades, começou a ser transmitida pela TV Globo [e TV Cultura], como uma adaptação do programa infantil norte-americano Sesame Street, criado pela Children’s Television Workshop, de New York/USA.

A partir de 1973, Vila Sésamo começou a ser produzida inteiramente no Brasil, com exceção das entradas dos personagens Ênio e Beto, oriundos do Sesame Street.
No elenco grandes [futuros] astros da TV: Aracy Balabanian (Gabriela); Armando Bógus (Juca); Ayres Pinto (Cuca); Flávio Galvão (Antônio); Flávio Migliaccio (Edifício); Laerte Morrone (Garibaldo); Luiz Antonio Angelucci (Bruno); Manuel Inocêncio (Seu Almeida); Marcos Miranda (Funga-Funga); Milton Gonçalves (Professor Leão); Paulo José (Mágico); Roberto Orozco (Gugu); e Sônia Braga (Ana Maria).
E os "bonecos": Antônio Petrin (Marinheiro); Aziz Bajur (Bidu); Elany Del Vechio (Jujuba); Henrique Lisboa (Sabichão); Sônia Guedes (Marocas); e Teresa Cristina (Pipoca).
Abertura do programa Vila Sésamo

Até 04 de março de 1977 o cenário, os personagens e as crianças de Vila Sésamo - uma vila operária onde conviviam crianças, adultos e bonecos - foram a atração principal das manhãs e tardes da Globo. Quem tinha, pelo menos, 6 anos na época, ou seja quem tem um pouco mais de 40 hoje, pôde apreciar a série, cujo modelo educativo deixou saudade por aqui.

domingo, 17 de julho de 2011

LARISSA RIQUELME 2 x 0 BRASIL

La Plata/Argentina, 17 de julho - Copa América/2011. ¿Quem foi que disse que ela não estava lá?
Como sempre, Larissa Riquelme tomou toda a atenção dos torcedores do Paraguay [e do Brasil também]. Os marmanjos que estavam ali por perto nem conseguiram prestar atenção no jogo.

Já apareceram algumas imitações de segunda linha, mas Larissa continua poderosa, suprema e absoluta como o talismã oficial da seleção paraguaya, que ainda não ganhou nenhuma partida, mas ainda está viva
na competição.













Foto Heuler Andrey/Agif Gazeta



Foto Antonio Scorza/AFP

PEÃO DE FRONTEIRA

Por Celso Magalhães Coronel

À Bagé, querência amada, hoje distante... No mapa, mas sempre junto ao coração e pensamento.Minha homenagem à ti, pelo aniversário de 200 anos e aos meus amigos e conterrâneos, que lá moram e aos que estão desgarrados por aí!
Saudades... Este poema foi escrito pelo meu querido amigo, gaúcho, bajeense, colega e poeta Médico Veterinário Luís Felipe Sá Monmany, para homenagear um outro amigo, gaúcho, castelhano, pampeano e bajeense, por opção e gosto, Eng° Agronomo Áttila Siqueira, o tio Áttila, em cuja estampa ele se inspirou, para falar sobre o homem de fronteira, campeiro, do pampa, castelhano e brasileiro, como o povo que está nas origens da formação da nossa querida cidade.
Con tu permiso D. Felipe!

PEÃO DE FRONTEIRA

"Dizem que sou castelhano,
mas eu sou é orelhano,
não tenho marca nem sinal.Sou nascido na fronteira
uruguaio-brasileira,
e esta é minha terra natal.

Falo meio atrapalhado,
trabalho em qualquer lado,
seja aqui ou acolá;
e essa tal linha divisória
pra mim é coisa simplória
que alguém tinha que inventá.

Brasileiro me llamam aqui,
uruguayo quando llego alli,
e eu não sinto diferença;
pra mim, tudo é sempre igual,
pois domá bem um bagual,
esta é toda a minha crença.

Sou rude e analfabeto,
me abrigo em qualquer teto,
faça chuva ou faça sol,
e, logo que eu me apeio,
armo cama nos arreio
e o pala é meu lençol.

Meu xergão é brasileiro;
a carona, comprei em VIchadero;
os bastos, Paisandu, um colosso;
os pelegos são do Aceguá;
uma vez que andei por lá ,
ganhei em jogo de osso.

Minhas pilchas são misturada;
bombachas e botas compradas
onde quer que eu sempre ande.
Minha faca, sei que é Coqueiro;
mis espuelas son de acero
e o meu lenço é do Rio Grande.

Fronteira eu cruzo domando,
e nunca ví linha marcando
onde é Uruguai e onde é Brasil;
os pastos têm a mesma cor,
o amor é sempre amor,
e o céu, o mesmo azul anil.

É a mesma lua nova
que se canta em qualquer trova,
não importa qual é o lado;
se, de noite, eu vejo o Cruzeiro
e, de madrugada, o Lucero
no mesmo céu estrelado.

Papel não tenho nenhum;
dinheiro, carrego algum,
seja peso ou cruzeiro;
depende do pagamento,
se o bagual que eu enfrento
é uruguaio ou brasieliro.

Nos bailes que eu frequento,
cordeona llora em lamento
e milonga me assanha o pé;
e, se tenho que ir à cidade,
vou com a mesma felicidade,
seja para Mello ou Bagé.

Sou gaúcho criado a esmo,
mas, para mim, Deus é o mesmo
e eunão faço distinção.
Os home são tudo igual,
fazem bem ou fazem mal
e, no fundo, são tudo irmão.

Até hoje eu não entendo
e compreender não pretendo,
quem criou a separação;
mas a última vontade minha
é que seja em cima da linha
enterrado meu caixão."

(Do livro "Retorno às Raízes," de Luis Felipe Sá Monmany)

Bom domingo a todos!
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Fonte perfil do Celso no Facebook.
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Celso Magalhães Coronel é Médico Veterinário, formado pela Universidade Federal de Pelotas, RS. Atualmente mora em Belém, PA, e aqui revela sua paixão pela sua - que é também minha - terra natal, Bagé (RS), fundada há, exatos, 200 anos.
Clique aqui e procure-o na foto.

Parabéns BAGÉ e bajeenses!

sábado, 16 de julho de 2011

A PONTE

Por Augusto Nunes - Veja.com

Há uma semana, o governo da China inaugurou a ponte da baía de Jiaodhou, que liga o porto de Qingdao à ilha de Huangdao. Construído em quatro anos, o colosso sobre o mar tem 42 quilômetros de extensão e custou o equivalente a R$2,4 bilhões.
Há uma semana, o DNIT escolheu o projeto da nova ponte do Guaíba, em Ponte Alegre, uma das mais vistosas promessas da candidata Dilma Rousseff. Confiado ao Ministério dos Transportes, o colosso sobre o rio deverá ficar pronto em quatro anos. Com 2,9 quilômetros de extensão, vai engolir R$ 1,16 bilhão.
Intrigado, o matemático gaúcho Gilberto Flach resolveu estabelecer algumas comparações entre a ponte do Guaíba e a chinesa. Na edição desta segunda-feira, o jornal Zero Hora publicou o espantoso confronto numérico resumido no quadro abaixo:
Os números informam que, se o Guaíba ficasse na China, a obra seria concluída em 102 dias, ao preço de R$ 170 milhões. Se a baía de Jiadhou ficasse no Brasil, a ponte não teria prazo para terminar e seria calculada em trilhões. Como o Ministério dos Transportes está arrendado ao PR, financiado por propinas, barganhas e permutas ilegais, o País do Carnaval abrigaria o partido mais rico do mundo.
Depois de ter ordenado o afastamento dos oficiais, aí incluído o coronel do DNIT, Dilma Rousseff parece decidida a preservar o general. “O governo manifesta sua confiança no ministro Alfredo Nascimento”, avisou nesta segunda-feira uma nota da Presidência da República. “O ministro é o responsável pela coordenação do processo de apuração das denúncias feitas contra o Ministério dos Transportes”. Tradução: em vez de demitir o chefe mais que suspeito, Dilma encarregou-o de investigar os chefiados.
Corruptos existem em qualquer lugar. A diferença é que o Brasil institucionalizou a impunidade. Se tentasse fazer em outros países uma ponte como a do Guaíba, Alfredo Nascimento e seus parceiros saberiam que o castigo começa com a demissão e termina na cadeia.

Colaboração Vagner Pereira

BAMBA 704

Quem de vós, jovens e adolescentes da década de 1970, não teve um desses?
É fato, como diz a propaganda, que a sola do Bamba 704 era a melhor de todas. Em compensação, a lona era uma porcaria. Depois da primeira chuva ou lavagem ela se rompia [de fora a fora] na lateral, ou em cima, bem nas junções com as partes de borracha. A sola ficava inteiríssima, mas o resto ficava comprometido, e não dava mais para usar, exceto com enjambrações do tipo "colar com esparadrapo".
Seu antecessor, o Bamba com sola de borracha comum, durava bem mais porque a lona era de melhor qualidade. Esse dava para usar até que o dedão apontasse para fora, na sola ou no bico do tênis, e isso demorava para acontecer.
Hum ..., pensando bem, não demorava tanto assim!

URUGUAY, CAMPEÓN!

1950, 16 de julho. Cento e setenta e três mil e oitocentos e cinqüenta mil pessoas emudeceram no final da tarde, na maior decepção da história do futebol brasileiro. O Brasil precisava apenas de um empate contra o Uruguay para conquistar a sua primeira Copa do Mundo, em pleno Maracanã. O time saiu ganhando mas acabou perdendo o jogo [de virada] por 2 a 1.



Três postagens anteriores, neste blog, fazem referência ao fato - sigam os links:

ATÉ TU RÚSSIA?

Junho de 2011. Inaugurada em 15 de julho de 1923, inicialmente com a linha Moscou - Nizhni Novgorod que cobria 420 Km, a companhia aérea russa Aeroflot, considerada outrora um símbolo do poder soviético e ainda controlada pelo Estado, vai ser privatizada nos próximos três a cinco anos. O governo russo planeja arrecadar cerca de 30 milhões de dólares (21,1 mil milhões de euros) com as privatizações que vão atingir os setores financeiro, petrolífero, das telecomunicações, dos transportes e da aeronáutica, como é o caso da Aeroflot.

quinta-feira, 14 de julho de 2011

14 DE JULHO

Os historiadores consideram que a Revolução Francesa foi o acontecimento mais importante da Era Moderna. Assim, resolveram encerrá-la por aí, e inauguraram a Era Contemporânea.

Lá pelo final do século XVIII a França ainda era um país agrário, pois a chamada Revolução Industrial ainda não havia passado por lá. Assim mesmo a introdução de novas técnicas de cultivo e de novos produtos, bem como a redução dos seus preços, estimulou o consumo e permitiu melhorias na alimentação, favorecendo o aumento da população.

Como uma coisa puxa outra, o desenvolvimento econômico fortaleceu a burguesia, que passou a se imaginar capaz de ter mais poderes políticos, passando a discutir os privilégios da nobreza. Enquanto isso, os camponeses possuidores de terras queriam se livrar das obrigações feudais que deviam a seus senhores. Já deu para sentir que ainda havia resquícios de Idade Média na sociedade francesa.

Com cerca de 25 milhões de habitantes a França apresentava uma nítida divisão de classes, cujas conseqüências eram prejudiciais à maioria da população. Por conta disso, populares e burgueses pressionavam o governo real a extinguir os privilégios dos nobres e do clero (bispos, abades, padres e vigários), e o rei Luis XVI aceitou a organização de uma Assembleia Nacional que votaria uma nova constituição. Depois, acuado pelos representantes da situação, o monarca francês demitiu o ministro Jacques Necker, que apoiava as reformas burguesas.

A notícia da demissão foi o estopim para que as pessoas pertencentes às classes menos favorecidas de Paris organizassem uma revolta contra a ordem vigente.

1789, 14 de julho. Uma grande aglomeração de populares cercou as proximidades da Bastilha - fortaleza utilizada pelo governo real como prisão e para guardar armas. A princípio, os envolvidos na manifestação desejavam somente tomar as armas e munições ali disponíveis. Porém ...

"A invasão da Bastilha era uma tarefa quase que impossível. Composta por oito torres e paredes com quase três metros de espessura, a enorme construção era um dos mais imponentes símbolos da autoridade real francesa. Com cerca de trinta metros de altura, a prisão era protegida por duas pontes levadiças. A ponte que dava acesso ao prédio era rodeada por um enorme fosso de vinte e cinco metros por onde passavam as águas do rio Sena.

Segundo algumas estimativas, a prisão recebia uma média anual de quarenta criminosos detidos, sem julgamento, pelas ordens expressas do rei. As celas não seguiam um padrão fixo. Enquanto algumas se resumiam a um cubículo onde só se poderia ficar em pé, outras contavam com camas e outros mobiliários. No dia da invasão, havia quatro falsários, um nobre e dois loucos presos. O restante da população era composto por uma centena de militares franceses e suíços.

Tentando aquietar os ânimos dos revoltosos, o marquês de Launay, diretor da prisão, convidou os líderes do levante para almoçarem. Contudo, a espera e a falta de uma resposta imediata somente prestaram para que a população ficasse ainda mais insatisfeita. Os mais agitados pegaram machados para romper as correntes dos portões externos da Bastilha. De repente, o estampido de um tiro levou ao confronto direto entre os populares e os oficiais.

No fim daquela tarde, não mais suportando a pressão, Launay abaixou a ponte-levadiça e permitiu a entrada dos populares. O desafortunado diretor acabou sendo alvo da fúria dos revoltosos ao ter a sua cabeça cortada e exposta na ponta de uma lança pelas ruas de Paris. Todos os prisioneiros foram libertados e os manifestantes se apropriaram de todo o arsenal bélico da Bastilha.

Ao fim dos confrontos, um guarda e aproximadamente cem manifestantes acabaram morrendo. A tomada desse símbolo do poder imperial francês só acabou cinco meses mais tarde, quando, já sob o controle revolucionário, o governo francês estipulou a demolição da Bastilha. Em 1880, esta célebre data passou a ser comemorada como feriado nacional. Atualmente, uma placa indicativa sugere o local onde, um dia, os inimigos do Antigo Regime ficavam presos." (Rainer Sousa - www.brasilescola.com)


La mort de cinq soldats français en Afghanistan a marqué le traditionnel défilé militaire de la fête nationale du 14-Juillet, dédié aux 13.000 militaires français engagés dans des opérations extérieures.

(c) Copyright Thomson Reuters 2011 / Philippe Wojazer

2011. O tradicional desfile de 14 de julho, em alusão à Revolução Francesa, também homenageou os militares franceses selecionados para atuar no Afeganistão, com nota de pesar à morte de cinco soldados e ferimentos graves em outros quatro expedicionários , após um ataque a bomba na província de Kapisa, no leste do Afeganistão.

quarta-feira, 13 de julho de 2011

TICKET TO RIDE - THE BEATLES

E no Dia Internacional do Rock vale lembrar um clássico.

Filmado em Londres, nas Bahamas e nos alpes suíços, "Help!", protagonizado por The Beatles, rendeu este clip, para mim, o mais significativo da história do rock.
E antes que eu me esqueça: No filme - disponível no YouTube (dividido em 11 partes) - lançado em agosto de 1965, John, Paul, George e Ringo são perseguidos por membros de um culto hindu que querem o anel que Ringo está usando.

13 DE JULHO, DIA INTERNACIONAL DO ROCK

1985, 13 de julho. Bob Geldof, vocalista da banda Boomtown Rats, organizou o Live Aid, considerado o maior show de rock da história, reunindo artistas de rock e da música pop.

Nesse evento, nomes de peso da música internacional contribuíram com seu talento com o objetivo de conseguir fundos para amenizar a miséria e a fome dos países da África. Dois shows foram realizados: um no Wembley Stadium de Londres (Inglaterra); outro no JFK Stadium na Filadélfia (EUA).

A presença desse elenco de megastars que tinha Paul McCartney, The Who, Elton John, Boomtown Rats, Adam Ant, Ultravox, Elvis Costello, Black Sabbath, Run DMC, Sting, Brian Adams, U2, Dire Straits, David Bowie, The Pretenders, The Who, Santana, Madona, Eric Clapton, Led Zeppelin, Duran Duran, Bob Dylan, Lionel Ritchie, Rolling Stones, Queen, The Cars, The Four Tops, Beach Boys, e outros, levou para a frente da TV cerca de 2 bilhões de telespectadores, espalhados por 140 países.

"No show da Filadélfia, Joan Baez abriu o evento executando 'Amazing Grace', com cerca de 101 mil pessoas cantando em coro o trecho 'eu estava perdido e agora me encontrei, eu estava cego e agora consigo ver'." (portaldorock.com.br)

Em 16 horas o Live Aid conseguiu arrecadar cerca de 100 milhões de dólares, a serem destinados às necessidades dos povos da África.

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terça-feira, 12 de julho de 2011

HIROSHIMA - MARCO ZERO - 1945

2011, 12 de julho. Uma exposição chamada "Hiroshima - Marco Zero - 1945" está em cartaz no International Center of Photography, em New York/USA. O objetivo é exibir ao público imagens inéditas da cidade de Hiroshima, que foram tiradas por autoridades americanas alguns meses após o bombardeio atômico de 1945.

Cerca de 80 mil pessoas perderam a vida no dia do bombardeio. Muito tempo depois outras continuaram morrendo ainda em decorrência dos efeitos da bomba A.
Fonte BBC Brasil.

domingo, 10 de julho de 2011

VW FUSCA I

Por estes dias, cansado dos velhos novos hobbies, todos ligados à alienante internet, comecei a fotografar fuscas, quaisquer fuscas, por aí, tentando classificá-los pela cor e modelo, associados ao ano em que foram fabricados.
Não vou escapar de errar feio, em função das cores e acessórios que podem não ser originais, etc. Mas, sem medo de ser feliz, começo com este aí.
VW Fusca, 1972
VERDE GUARUJÁ L-1218
Local: Pelotas, RS.



sexta-feira, 8 de julho de 2011

TUDO IGUAL - LULU SANTOS

Pepeu Gomes, Herbert Vianna e Lulu Santos são 3 caras que, para mim, têm 3 coisas em comum: são excelentes como compositores, como intérpretes e como guitarristas. No vídeo, abaixo, o Lulu toca e interpreta uma das minhas favoritas.

O DOMINGO SANGRENTO - A DOIS PASSOS DA REVOLUÇÃO RUSSA

Até o início do século XX, a Rússia era um dos poucos países da Europa a manter um governo sustentado por uma nobreza latifundiária e caracterizado pela centralização do poder nas mãos do czar. A maioria da população era analfabeta e trabalhava no campo, vivendo em condições de extrema pobreza.
Para se ter uma idéia melhor do atraso em que vivia o povo russo, a Revolução Industrial que iniciara na Inglaterra na segunda metade do século XVIII, só chegou à Rússia cem anos depois. Aí sim, em cidades como Moscou e São Petersburgo surgiram grandes indústrias e os meios de transporte evoluíram com a expansão das ferrovias.
Apesar de aumentarem por lá as ofertas de emprego, as classes de baixa renda não tiveram melhorias em suas condições de vida. Então, idéias socialistas e anarquistas baseadas nas teorias de Karl Marx e Friedrich Engels começaram a ser difundidas entre os trabalhadores. Para completar, os problemas internos da Rússia ficaram ainda mais sérios por causa de uma disputa com o Japão por territórios na China, o que resultou na Guerra Russo-Japonesa (1904-1905). Além de perder a guerra, os russos mergulharam em grave crise econômica, aumentando o descontentamento de diferentes grupos sociais com o governo do czar Nicolau II (1898-1918). Então começaram a ocorrer greves e movimentos reivindicatórios, duramente reprimidos pela polícia do czar.
O chamado Domingo Sangrento foi um desses movimentos, onde cerca de 200 mil trabalhadores de São Petersburgo, então capital da Rússia, se concentraram em frente ao Palácio de Inverno, onde se encontrava o czar. Eles eram liderados pelo padre cristão ortodoxo Georg Gapon (1870-1906), e pretendiam entregar a Nicolau II um documento em que reivindicavam melhores condições de vida e de trabalho. As tropas do governo, indiferentes aos motivos da manifestação, receberam os manifestantes com tiros de fuzil. Nesse dia, 09 de janeiro de 1905 (pelo Calendário Juliano, que ainda era adotado na Rússia), muitas pessoas morreram.
Como conseqüência desse ato, novas greves e manifestações eclodiram em outras cidades da Rússia e no campo, e os trabalhadores começaram a criar novas formas de organização, como os conselhos de operários (sovietes), formados por representantes de fábricas e bairros operários. Ao mesmo tempo crescia entre os trabalhadores a influência do Partido Operário Social-Democrata Russo, de tendências marxistas, fundado em 1898.

O pintor Gemälde representou em tela o "Domingo Sangrento" (figura acima), onde os soldados do czar, enfileirados diante do Palácio de Inverno, acabam de atirar contra a multidão.

Fonte História e Vida Integrada. Piletti, Nelson; Piletti, Claudino; Tremonte, Thiago - p. 22, 23, 24.

quinta-feira, 7 de julho de 2011

AS MULHERES SÃO "BARBEIRAS"

Ann Arbor, Michigan/USA, junho de 2011. Homens e mulheres discordam amigavelmente sobre suas habilidades para conduzir veículos automotores, mas um estudo recente da Universidade de Michigan concluiu o que eu já sabia: As mulheres, em geral, apesar de dirigirem com mais cautela, são mais "barbeiras". E não quero dizer com isto que os homens estão isentos de cometerem erros crassos dirigindo seus automóveis, porque na verdade "eles" são bem mais imprudentes.

Os pesquisadores Brandon Schoettle e Michael Sivak, usaram dados de acidentes notificados à polícia norte-americana entre 1988 e 2007, e estudaram o efeito do sexo em seis diferentes tipos de colisões, baseados em ângulos de aproximação, direção e velocidade.

As mulheres conseguiram se "destacar" em cinco das seis possibilidades.

Abaixo, uma amostra inusitada do que os tais pesquisadores quiseram dizer. O registro fotográfico, que foi capa de um jornal em Campo Grande, MS, é de 2007.

Foto Adson Marques
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quarta-feira, 6 de julho de 2011

TRÂNSITO DE PELOTAS - UM "CAOS" GENERALIZADO

Caos. [Do grego cháos, através do latim chaos]. S. m. 1. História/ Filosofia. Nas mitologias e cosmogonias pré-filosóficas, vazio, obscuro e ilimitado que precede e propicia a geração do mundo; abismo: "Assim, o Deus poderoso, ardente de vida, faz surgir do caos o homem, a mulher, os astros". (Graça Aranha, A Estética da Vida, pp. 51-52). 2. Grande confusão ou desordem.

O trânsito das ruas centrais de Pelotas necessita de um projeto que seja compatível com as suas atuais necessidades. Mas isto requer a intervenção de profissionais com formação específica nessa área, o que há muito tempo parece que não vem acontecendo, pois o que se vê nas ruas, principalmente nos horários de pico, é o caos generalizado.
Atentem, para alguns exemplos:
  • os semáforos da D. Pedro II, cujo sinal amarelo (atenção!) não dura mais do 1/2 (meio) segundo, tempo insuficiente para uma reação segura dos motoristas;
  • a mão dupla na rua Barroso, onde os pedestres enfrentam uma verdadeira "roleta russa", transtorno que poderia ser evitado se o trânsito de veículos na via fosse ordenado em sentido único;
  • corredor de ônibus em via de mão dupla (D. Pedro II) - para comportar o corredor, a D. Pedro II também deveria ser uma via de mão única, e daria para aproveitar o espaço restante para implantar uma ciclovia;
  • a rua Gen. Neto, entre a JK e a Barroso, é tão estreita que também deveria ter sentido único (bairro/centro).
E assim outros problemas semelhantes, de fácil solução, poderiam ser identificados pelo poder público municipal e imediatamente abordados, sem comprometimento significativo das verbas do município.
Tenho certeza que a população de Pelotas ficaria mais feliz.
Atravessar a rua Almirante Barroso na esquina com a rua Dr. Cassiano do Nascimento, em Pelotas, RS, só é possível correndo, e correndo o risco de sermos atropelados.
A foto noturna sem flash é um propósito simbólico para a escuridão, as trevas, o caos que imperam no trânsito pelotense também durante o dia.

SÓNIA ARAÚJO

Esta musa é portuguesa, com certeza. Sónia Margarida Lebreiro Araújo (Porto, 24/11/1970) é formada em Direito (Licenciatura) pela Universidade Lusíada, do Porto, tem 1,65 m, olhos castanhos, e medidas de tão exatas proporções, que lhe dão o direito de integrar a equipe de musas deste blog.

Ela faz parte da equipe de apresentadores do programa Praça da Alegria, da RTP1 (Rádio e Televisão de Portugal), exibido de segunda a sexta-feira, das 10 às 13 h (horário de Portugal) - pelo horário de Brasília é das 06 às 09 da manhã. No verão português o programa fica mais animado e se transforma no "Verão Total", que também é apresentado à tarde, das 16 às 18 horas - que pelo horário de Brasília é das 12 às 14 horas, e a Sónia Araújo, que é capaz de me hipnotizar com sua beleza, também está lá.
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terça-feira, 5 de julho de 2011

ENTREVISTA COM O CAPITÃO

Ele me disse que navega por aí desde tempos muito remotos, quando uma parte do Brasil ainda pertencia à Espanha e outra era colônia de Portugal. Eu concordei, sacudindo a cabeça, mas ele se deu conta que o meu gesto não era verdadeiro, então me disse para esperar um pouco. Desapareceu por um instante e voltou, em seguida, trazendo um velho diário de bordo com páginas amareladas, mas muito bem conservadas. Abriu-o numa página qualquer, escrita em inglês, e narrou-me assim o seu conteúdo: "Diário de Bordo, 22 de junho de 1756. Hoje ancoramos na baía de uma ilha coberta de vegetação espessa que bem pode servir de esconderijo a uma embarcação como a nossa. A parada foi providencial para procurar provisões que incluem a caça a qualquer animal de bom porte que por aqui habite, e água para encher nossos barris até a boca. Não tenho homens doentes ou feridos, mas noto o cansaço e a descrença em seus semblantes, embora todos se mostrem animados e serviçais diante da minha presença. Não posso exigir-lhes mais do que têm dado a serviço de sua majestade, mas penso que mais tenazmente trabalharão, e desta vez para manter-se vivos, pois há três dias fomos atacados por uma nau de bandeira francesa que pusemos a pique, usando pouco mais de 1/3 dos nossos 44 canhões. Não sei porque sofremos esse ataque, mas no caminho até o Porto de Bristol teremos que redobrar a vigília ..."

Fiquei sem saber o que dizer, e o homem voltou-me as costas para ir embora. Então eu o chamei:
- Capitão!
- Sim?!
- O senhor ... me concederia uma entrevista?
- Não entendi!
- ... Eu pergunto e o senhor responde!
- Se não se importa de ficar de pé por bastante tempo... É que eu não tenho como acomodá-lo melhor.

Então comecei a perguntar, e ele a responder.

O SÉCULO XX: - O senhor disse, e até provou, que está neste mundo há bastante tempo, mas eu não entendi isto muito bem. Pode me explicar?

CAPITÃO: - Antes de tudo vou me apresentar: Meu nome é Nelson ... Robert Nelson. Eu sou ... não ...! Eu fui Almirante da Marinha do Rei George II. E agora estou aqui.

O SÉCULO XX: - Mas o senhor nasceu ...

CAPITÃO: - Nasci em 1697, durante o reinado de Guilherme III. Meu pai era construtor de embarcações e minha mãe o ajudava quando não estava cuidando de mim e de meus outros três irmãos. Com 16 anos ingressei como voluntário-aprendiz na Escola da Marinha Real Inglesa.

O SÉCULO XX: - E como faz para se manter sempre jovem? O tempo não passa para o senhor?

CAPITÃO: - Esta é uma história longa que eu nem gosto de lembrar, mas já que estamos aqui...
Quando voltamos para o porto de Bristol, fomos recebidos como heróis. Não sabíamos que estávamos em guerra com a França e ignorávamos que o navio que tínhamos afundado era o Corsaire, considerado o mais bem equipado navio de guerra do Mundo.
O rei George me convidou para morar em seu palácio, e lá, não demorou mais do que um dia para que sua amante preferida resolvesse me oferecer seus favores. Não resisti a mais de dois meses longe dos prazeres da carne e sucumbi à tentação. Foi um erro pelo qual estou cumprindo penitência até hoje.

O SÉCULO XX: - O senhor pode explicar como veio parar aqui?

CAPITÃO: - A rainha Caroline, mulher do rei George, descobriu meu envolvimento com uma das amantes do rei.

O SÉCULO XX: - Mas ela sabia que o rei tinha amantes?

CAPITÃO: - Claro que sabia! Mas, sabe-se lá por quê, fingia que ignorava. Apesar disso, ficou indignada com a afronta que eu teria cometido e, sem ninguém saber, mandou buscar um feiticeiro do Haiti que servia em um navio pirata inglês. E deu a ele a incumbência de me afastar para sempre da Família Real e da Marinha Real Britânica.
O homem era poderoso. Dormi no palácio, cercado por belas mulheres e acordei em um navio pirata abandonado no meio do oceano. Amarrado em meu corpo um pergaminho que dizia: “Sua jornada termina quando encontrar o baú perdido. Ele está escondido em uma terra distante, em direção aos mares do sul; uma terra cujos rios são intermináveis. Ao invés de singrar pelos 7 mares, você está condenado a navegar por todos os rios que lá encontrar, mas comece pelos mais caudalosos, pois seu navio vai encolher 1 e ½ pés cúbicos a cada 2 anos. E quando os rios se tornarem perigosos para o tamanho diminuto da sua embarcação, experimente os canais. E quando nem nos canais houver segurança para o seu barco, migre para os esgotos a céu aberto. Mas nunca se desvie do seu objetivo que é encontrar o baú perdido. Quando o encontrar..., se encontrar, estará livre. Vai parar de encolher, e seu barquinho também. Se tiver sorte, o baú estará recheado de dobrões de ouro espanhóis. Aí, saberá o que fazer. Adeus.”
E eu que nem sabia que também ia encolher...

O SÉCULO XX: - E como o senhor veio parar aqui?

CAPITÃO: - Você já me fez esta pergunta! Mas... vim navegando, navegando e ancorei por aqui. Mas, na verdade, nem sei onde estou direito, só sei que o nome do povoado é Pelotas.

O SÉCULO XX: - O senhor está no esgoto a céu aberto da..., digo, o senhor está no canal da Avenida Juscelino Kubitschek de Oliveira, em Pelotas, no Rio Grande do Sul.

CAPITÃO: - Ah...! Já estive em situações piores quando naveguei pelo canal do Tietê, em Saint Paul.

O SÉCULO XX: - O senhor quis dizer “São Paulo”!

CAPITÃO: - É, Saun Powlo, isto mesmo!

O SÉCULO XX: - E o que vai fazer agora?

CAPITÃO: - Como você pode ver, eu encontrei o baú, e cheio de dobrões espanhóis! Já implantei um dente de ouro, mandei reformar o telhado da casa de comando e a popa do meu barco. Ele não era assim, mas com o decorrer dos anos eu tive que ir modificando o desenho e...

O SÉCULO XX: - E o seu chapéu? O que é este “B” aí bordado?

CAPITÃO: - O “B” é de Bob..., e Bob vem de Robert, que é o meu nome. Não lhe contei que sou tio-avô do Almirante Nelson?

O SÉCULO XX: - ... O famoso Almirante Horatio Nelson, da Batalha de Trafalgar?

CAPITÃO: - Esse mesmo! Mas no estado em que estou hoje, sou mais conhecido como Capitão Valetão.

O SÉCULO XX: - Capitão Valentão?

CAPITÃO: - Valentão, não! VA-LE-TÃO, que se origina da palavra valeta, que quer dizer... ah, você deve saber!

O SÉCULO XX: - Ãããh..., por que o senhor está usando estas roupas, como se fosse um velho pirata?

CAPITÃO: - Esta era minha farda de oficial. Só que os rigores do tempo a deixaram deste jeito meio encolhido e amarrotado.

O SÉCULO XX: - Capitão, só mais uma pergunta: O que significa a palavra “Bero” que está escrita aí, logo abaixo do seu... ãããh... navio?

CAPITÃO: - Este é o pseudônimo do cara que me desenhou, mas acho que o nome dele, de verdade, é Vinícius Moraes. Ele é artista gráfico aqui de Pelotas. Pronto, falei!

O SÉCULO XX: - Quer dizer que o senhor não é real? Foi desenhado?

CAPITÃO: - Sim, eu sou real..., eu sou real na imaginação das pessoas. Mas estou aqui, não estou? Você está conversando comigo, não está?

O SÉCULO XX: - Sim, Capitão, estou!

CAPITÃO: - E não me chame mais de “Capitão”. Eu sou Almirante! AL-MI-RAN-TE!

O SÉCULO XX: - Ãããh..., sim Almirante!

CAPITÃO: - Não..., não se aborreça! Sempre que quiser me ver, basta passar por aqui e olhar por baixo da ponte do canal da JK...!

O SÉCULO XX: - Eu sei! Ponte do esgoto..., digo, do canal da Juscelino, esquina com a rua Cassiano, nos fundos do Colégio Dom João Braga! Boa tarde, Capit..., digo, Almirante!

CAPITÃO: - Boa sorte, marinheiro!
O capitão Valetão foi inspirado no desenho produzido pelo artista gráfico pelotense Vinícius Moraes, o Bero, que sob esse pseudônimo assina seus trabalhos.
Eu não conheço pessoalmente o artista, mas o desenho que ele fez pode ser encontrado sob a ponte da Avenida JK de Oliveira, no entroncamento com a rua Cassiano, em Pelotas, RS.
Sérgio M. P. Fontana.
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domingo, 3 de julho de 2011

O FANTASMINHA LEGAL ANDOU DANDO UM SUSTO POR AQUI

O Fantasminha Legal (Funky Phantom), lançado nos EUA em 1971, e exibido pela TV Difusora, canal 10, de Porto Alegre, RS, durante o restante da década, também era um dos meus desenhos favoritos.

Quase 30 anos depois, o fantasma de Jonathan Wellington Muddlemore ainda foi capaz de assustar meu sobrinho.

Fevereiro de 2000. O pai da minha mulher alugou uma casa de veraneio no balneário Cassino, cujos móveis eram bem antigos. Quando as portas dos roupeiros eram abertas, rangiam como portas de casas mal-assombradas. Durante a noite, quando supostamente, todos dormiam, se alguém tivesse esquecido de fechar uma dessas portas e houvesse qualquer deslocamento de ar, o barulho provocado pelo movimento das mesmas era potencializado pelo silêncio da madrugada, parecendo que a própria casa era capaz de gerar esses efeitos assustadores.

Eu estive lá por uns dois dias, e quando eu me preparava para ir embora, meu sobrinho, então com 10 anos, chegou com a mãe dele. Então eu lhe disse [com cara de riso] que no quarto onde ele ia ficar, tinha um fantasma. Se ele escutasse um barulho de portas rangendo durante a noite, era o "fantasma do Muddlemore" que estava por lá.

Ele nem sabia quem era o tal de Muddlemore, mas convencê-lo a dormir naquele quarto depois que escutou pela primeira vez o barulho assustador das portas, ficou impossível. O guri dormiu cinco dias na sala, e com a luz acesa.

Abaixo, abertura do desenho "Fantasminha Legal".

Fonte YouTube/ClassicTelevisionFan