quarta-feira, 30 de novembro de 2011

O CINEMA NOVO - VIDAS SECAS

1955. Eclode no Brasil um movimento liderado por jovens cineastas indignados com os filmes caros [e alheios à realidade] produzidos pelos estúdios paulistas. O objetivo desses novos profissionais era conceber um cinema de baixo custo voltado para temas sociais que refletissem a realidade pobre do Brasil. Seus filmes, geralmente produzidos em preto & branco, eram inspirados no neorrealismo italiano que surgiu após a II Guerra Mundial.

Rio, 40 Graus, de Nelson Pereira dos Santos (1955), foi o filme que marcou o início do chamado Cinema Novo, que teve sequência com outros destaques, tais como: Barravento, de Glauber Rocha (1961); Assalto ao Trem Pagador, de Roberto Farias (1962); Vidas Secas, de Nelson Pereira dos Santos (1963).
Vidas Secas (1963) - 100 minutos
YouTube/giuliannos

Para saber mais sobre o Cinema Novo, siga o link.

terça-feira, 29 de novembro de 2011

BIANCA LEÃO FAZ O FLUMINENSE CAMPEÃO

Fluminense FC - faltou fôlego no futebol, mas sobrou beleza na passarela.

Bianca Leão, do Fluminense, é a Musa do Brasileirão/2011.
Ela venceu no "voto de Minerva" dado por Luiza Brunet, uma vez que os quatro outros jurados do Musa do Brasileirão/Caldeirão do Huck dividiram suas escolhas (dois votos para Mirian Barreto, do Atlético Mineiro, que ficou em 2º lugar, e dois votos para Bianca).

Minha favorita, Thalita Bellotti, do Corínthians, também chegou entre as finalistas, junto com Paula Aires, do Atlético Goianiense.
As quatro meninas são lindas, assim como também são belas as outras dezesseis que não chegaram até o fim da disputa, mas conseguiram acelerar o meu coração e os das suas respectivas torcidas.
Fotos André Durão/Globo Esporte

OLHA O TREM...

... já não é o mesmo trem que você conheceu, não é mais... - numa quase referência a um fragmento de "Trem das Sete" , de Raul Seixas.

Dezembro de 2009. Locomotivas da ALL, estacionadas perto de Santa Tereza, nos arredores de Bagé (RS), à frente de cerca de uma centena de vagões de carga, aguardam ordem para seguir viagem em direção a Cacequi (RS), não sem antes passarem por São Gabriel e outras 24 pequenas localidades.
Foto Bruno Fontana Bechuetti

Até o início da década de 1990 ainda era possível viajar de trem na região sul do RS. Após esse período a RFFSA chegou à conclusão que o transporte ferroviário de passageiros por aqui era deficitário e, em seguida, o governo brasileiro, virando as costas para as necessidades populares, "entregou" a malha ferroviária, e os materiais e serviços a ela ligados, a empresas privadas. Assim, quem dependia do trem - cujo preço da passagem era bem acessível - para se deslocar de Ibaré até São Gabriel, por exemplo, passou a depender do transporte rodoviário por estradas de terra empoeiradas ou embarradas e escorregadias, provavelmente sem linha regular de ônibus.

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

FEIRA LIVRE NO CASSINO

2011, 16 de outubro, 09:30 h - Balneário do Cassino, RS. As bancas [das poucas tendas] quase vazias indicavam que a feira já estava se encaminhando para o final. E não era assim tão tarde!
Tudo me fazia acreditar que os habituais fregueses de domingo já tinham estado ali, e bem mais cedo.

Errei o dia. As feiras do sábado, montadas no outro lado da Av. Atlântica, já deram sinais que a Lei da Oferta & Procura é infalível.

RIO PARDO - A TRANQUEIRA INVICTA


Novembro, 1773. Uma força militar de três mil homens, sob o comando do Vice-Rei do Prata, Don Juan José de Vertiz Y Salcedo, invadiu o Rio Grande do Sul. Seu objetivo era apoderar-se da Fortaleza Jesus Maria José e, consequentemente, do povoado do Rio Pardo. Depois prosseguiria sua marcha para tomar Porto Alegre e Viamão, garantindo para a Espanha o domínio de toda a Capitania de São Pedro do Rio Grande do Sul, uma vez que a então Vila do Rio Grande já estava em poder dos espanhóis havia dez anos.

Para defender o forte e seus arredores, os portugueses dispunham apenas de trezentos homens, liderados pelo Capitão de Dragões Rafael Pinto Bandeira. O Governador José Marcelino de Figueiredo, que se encontrava em Rio Pardo, orientou as operações defensivas, e Rafael Pinto Bandeira, comandando uma pequena coluna, travou combate no vale do rio Vacacaí, derrotando uma força invasora oriunda das Missões, composta por seiscentos homens. O comandante espanhol, Don Antônio Gomes, junto a muitos dos seus soldados, foi capturado em 03 de janeiro de 1774.

Sem saber dessa derrota, Vertiz prosseguiu sua marcha para Rio Pardo, confiante em seu apoio de retaguarda. Suas tropas de vanguarda encontraram, dois dias depois, um pelotão português que foi obrigado a recuar em direção ao Forte.
Em 14 de janeiro, quatrocentos e quarenta espanhóis, sob as ordens do Coronel Don Bruno de Zabala enfrentaram pouco mais de duzentos Dragões, e por estes foram derrotados graças a uma hábil manobra de Rafael Pinto Bandeira que dividiu as forças portuguesas e, aparecendo por detrás de uma coxilha, com vários soldados, atraiu os espanhóis em sua direção. Sem conhecerem o terreno, os soldados de Zabala caíram num pantanal existente entre a posição que ocupavam e a coxilha, ficando, de certa forma, imobilizados e entre dois fogos. Assim, foram vencidos no chamado Combate do Tabatingaí. A coxilha, a partir de então, passou a ser conhecida como Coxilha do Ataque, e está localizada onde hoje é a Fazenda do Espinilho, em Pantano Grande.

Enquanto isso, Vertiz acampou na margem direita do Rio Jacuí, a uma légua de distância da Fortaleza, dirigindo aos guardiões do Forte uma intimação para que se rendessem.

O Governador José Marcelino de Figueiredo sabia que não tinha forças suficientes para a defesa, e resolveu usar um estratagema. Fingiu estar chegando de Porto Alegre, e com reforços. Mandou embandeirar a Fortaleza, colocando bem à vista seus canhões (alguns já sem nenhuma capacidade de combate), desferindo salvas com as peças que ainda estavam funcionando e movimentando os soldados ao som de tambores e clarins.

Foto: Luiz Armando Vaz- jornal Zero Hora/abril, 1985.

“Vertiz, tendo conhecimento da derrota de Zabala e intimidado pelo aparato bélico do Forte, pois anteriormente tivera informações de que o mesmo estava com suas peças de artilharia encravadas e com poucos defensores, bateu em retirada e só muito mais tarde soube que fora ludibriado.

Embora tenha sofrido vários ataques, a Fortaleza Jesus Maria José, a Tranqueira Invicta do Rio Pardo, sempre resistiu bravamente e nunca foi tomada. Eis porque o escudo rio-pardense ostenta orgulhosamente o lema: Tranqueira Invicta.” Marina de Quadros Rezende.

Adaptado de
REZENDE, M. de Q. Rio Pardo – História; Recordações; Lendas. 2a edição. Rio Pardo (RS), 1987. P.31/34.

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

A HISTÓRIA DA AVIAÇÃO

Parte 1

Parte 2

parte 3

Parte 4

Parte 5


YouTube/Discovery Channel

OS DOCES BÁRBAROS NO CANECÃO

Junho de 1976. Abertura do show "Doces Bárbaros", com Caetano Veloso, Gal Costa, Gilberto Gil e Maria Bethânia - no Canecão, Rio de Janeiro, uma das dez cidades escolhidas para a turnê realizada pelo quarteto baiano, a qual deu origem ao álbum duplo "Doces Bárbaros", lançado logo em seguida, e que tem até o Hino do EC Bahia.
YouTube/YayaMassemba

Para saber mais sobre a origem dos Doces Bárbaros, siga o link.

DESFILE DE CAMPEÕES

2011, 22 de novembro - Juiz de Fora, MG. Era hora do almoço, mas enquanto os jogadores e a comissão técnica do Tupi Foot Ball Club desfilavam pela Avenida Rio Branco no carro do Corpo de Bombeiros, ninguém estava preocupado com isso. Todos queriam saudar o feito inédito do galo-carijó, campeão brasileiro da série D/2011.
O título foi obtido depois do enfrentamento contra o Santa Cruz FC, do Recife (PE), em duas partidas, ambas com vitórias do Tupi FC - 1 x 0, em Juiz de Fora (13/11), e 2 x 0, em Recife (20/11).
Foto publicada no site do clube

O 13º SALÁRIO NUNCA EXISTIU

Colaboração Lu Costa


Os trabalhadores ingleses recebem os ordenados semanalmente.
Mas há sempre uma razão para as coisas e os trabalhadores ingleses, membros de uma sociedade mais amadurecida e crítica do que a nossa, não fazem nada por acaso.

Ora bem, cá está um exemplo aritmético simples que não exige altos conhecimentos de Matemática, mas talvez necessite de conhecimentos médios de desmontagem de retórica enganosa.

Lembrando que o 13º no Brasil foi uma inovação de Getúlio Vargas, o “pai dos pobres” e que nenhum governo depois do dele mexeu nisso.

Porquê? Porque o 13º salário não existe.

O 13º salário é uma das mais escandalosas de todas as mentiras dos donos do poder, quer se intitulem “capitalistas” ou “socialistas”, e é justamente aquela que os trabalhadores mais acreditam.

Suponhamos que você ganha R$ 700,00 por mês. Multiplicando-se esse salário por 12 meses, você recebe um total de R$ 8.400,00 por um ano de doze meses.
R$ 700,00 X 12 = R$ 8.400,00

Em Dezembro, o generoso governo manda então pagar-lhe o conhecido 13º salário.
R$ 8.400,00 + 13º salário = R$ 9.100,00

R$ 8.400,00 (Salário anual)
+ R$ 700,00 (13º salário)
= R$ 9.100,00 (Salário anual mais o 13º salário)

... e o trabalhador vai para casa todo feliz com o governo que mandou o patrão pagar o 13º.

Façamos agora um rápido cálculo aritmético:

Se o trabalhador recebe R$ 700,00 mês e o mês tem 4 semanas, significa que ganha por semana R$ 175,00.

R$ 700,00 (Salário mensal)
dividido por 4 (semanas do mês)
= R$ 175,00 (Salário semanal)

O ano tem 52 semanas (confira no calendário se tens dúvida!). Se multiplicarmos R$ 175,00 (Salário semanal) por 52 (número de semanas anuais) o resultado será R$ 9.100,00.

R$ 175,00 (Salário semanal)
X 52 (número de semanas anuais)
= R$ 9.100,00

O resultado acima é o mesmo valor do Salário anual mais o 13º salário
Surpresa!
Onde está, portanto, o 13º Salário?

A resposta é que o governo, que faz as leis, lhe rouba uma parte do salário durante todo o ano, pela simples razão de que há meses com 30 dias, outros com 31 e também meses com quatro ou cinco semanas (ainda assim, apesar de cinco semanas o governo só manda o patrão pagar quatro semanas) o salário é o mesmo tenha o mês 30 ou 31 dias, quatro ou cinco semanas.

No final do ano o generoso governo presenteia o trabalhador com um 13º salário, cujo dinheiro saiu do próprio bolso do trabalhador.

Se o governo retirar o 13º salário dos trabalhadores da função pública, o roubo é duplo.

Daí que não existe nenhum 13º salário. O governo apenas manda o patrão devolver o que sorrateiramente foi tirado do salário anual.

Conclusão: Os Trabalhadores recebem o que já trabalharam e não um adicional.

13º NÃO É PRÊMIO, NEM GENTILEZA, NEM CONCESSÃO. É SIMPLES PAGAMENTO PELO TEMPO TRABALHADO NO ANO!

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

II GUERRA MUNDIAL - PAS-DE-CALAIS OU NORMANDIA?

Maio de 1944. Adolf Hitler sabia que a guerra seria decidida na França, apesar das sucessivas derrotas na frente oriental, onde até aquele momento cerca de 1,8 milhões de soldados alemães tinham perdido a vida ou ficado gravemente feridos. A capacidade de reposição de homens para lutar contra os soviéticos estava esgotada, mas se a invasão aliada na França falhasse, ele teria tempo e espaço para se preparar e contra-atacar os soviéticos, colocando em uso seus submarinos de vanguarda e as suas bombas "V", através das quais esperava retomar a iniciativa do conflito.

O alto comando alemão estava convencido de que os desembarques aliados aconteceriam em Pas-de-Calais, defronte à parte mais estreita do Canal Inglês, mas o marechal-de-campo Erwin Rommel - assim como o próprio Hitler - acreditava que o ataque seria na Normandia. Rommel queria destruir seus inimigos antes que consolidassem quaisquer posições nas praias, causando danos tão eficazes que seria impossível aos aliados, naquele ano, montar outro ataque, mas para isso precisava das forças blindadas nas proximidades.
Como se sabe, ele foi voto vencido, e Hitler deixou-se levar pela maioria dos seus generais, o que de antemão condenou ao fracasso, em médio prazo, as manobras defensivas alemãs na frente ocidental.
Lancha de desembarque norte-americana se aproxima da costa da Normandia/França, durante as operações iniciais de ataque aliado, em 06 junho de 1944.
Foto Associated Press

MOVIDA A COCÔ

Por Débora Spitzcovsky
Para a revista Superinteressante
Foto/divulgação Toto
Não se deixe enganar pelo tamanho: apesar de ocuparem menos espaço, as motos poluem, pelo menos, quatro vezes mais do que os automóveis, segundo dados da Cetesb – Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental de São Paulo. Mas, se você é amante das motocas e, também, apaixonado pelo meio ambiente, não precisa desanimar. Os japoneses acabam de desenvolver um combustível alternativo para o veículo: o cocô humano.
Criada pela empresa nipônica Toto – você pensaria em um nome melhor? –, a motocicleta de três rodas Toilet Bike Neo funciona 100% à base de dejetos humanos e o mais incrível é que seu dono jamais passará aperto – literalmente! –, onde quer que esteja, por falta de combustível. Isso porque o assento da moto é um vaso sanitário e, por isso, no momento em que o motorista dá a descarga, seu cocô já começa a ser transformado em biogás pelo veículo.
Apesar de toda a facilidade, os fabricantes alertam: evitar acidentes é um dever de todos e, por isso, não é recomendável se “aliviar” enquanto está dirigindo a moto. Para aqueles que ainda têm problemas na hora de ir ao banheiro, a moto toca músicas para os usuários do banheiro relaxarem – e, quem sabe, tentarem esquecer toda a bizarrice que envolve a situação.
Lançada oficialmente em outubro, a moto está sendo divulgada por todo o Japão – incluindo cidades campeãs em emissões de gases causadores do efeito estufa, como Kyoto e Tóquio – e já está à venda para os nipônicos. Que tal uma dessas no Brasil?

PRESERVAR E RESTAURAR É PRECISO

Até o relógio mais famoso do mundo precisa de manutenção, inclusive com uma boa limpeza para funcionar direito. Este aí é o relógio da torre do Parlamento, em Londres (RU), que nós chamamos de Big-Ben.
Pois ouvi dizer - só ouvi dizer! - que os 4 relógios da torre do Edifício Avenida, em Bagé (RS), também foram recuperados para a comemoração dos 200 anos da cidade, e agora estão funcionando com precisão britânica. Penso que preservar e restaurar patrimônios históricos são ações que também fazem parte das obrigações dos governos e cidadãos dos municípios e estados da federação.

E antes que eu me esqueça, Big Ben, na verdade, é o sino de quase 3 metros de diâmetro e 13 toneladas que foi instalado no Palácio de Westminster durante a gestão de sir Benjamin Hall, ministro de Obras Públicas da Inglaterra, em 1859.

domingo, 20 de novembro de 2011

UMA LEOA, SEUS FILHOTES E UM MALUCO

Angela,

Eu não diria que o homem é maluco. Para mim ele é um cara que consegue entender os bichos e fazer-se entender por eles, neste caso, pela Leoa e seus filhotes.
Colaboração Angela Madail Borges

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

EQUIPE DE PINTURA A POSTOS

Rio Grande, RS, 12 de novembro de 2011. Diz-se por aqui que a temporada de pintura das casas deve começar em meados do mês de outubro. Como a primavera demorou a engrenar, houve atraso no cronograma pré-estabelecido. O início das nossas atividades - obrigatórias para quem quer manter a casa em dia - foi só agora.

Neste flagrante, os ponteiros do relógio já ultrapassavam o meio-dia, e nós ainda nem tínhamos feito nada.

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

MINORIA RAIVOSA

Sobre as manifestações daquela minoria raivosa de alunos da USP:

São arruaceiros mimados, travestidos de estudantes universitários, defensores da democracia quando as regras derivadas do regime democrático os favorecem. Quando são contrariados pelo direito democrático dos outros que com eles não concordam, agem com uma agressividade irracional acima do tolerável, querendo impor suas vontades em detrimento da própria lei. Cadeia e processos individualizados que resultem em indenização pesada aos danos causados ao patrimônio público, são remédios infalíveis para a "cura" desse pessoal.

Idem para manifestações agressivas similares em outras instituições de ensino, Brasil afora.

Origem da foto blog do Pedro Marinho

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

TEMPOS MODERNOS

Por Werner Beck

Ofício Circular F8L0/2011: Sem comentários, vejam que problemão para uma família que segue a cartilha "gay" do governo. O Dr. Weidmann disse com 1039,543% de certeza que isso não acontece em Bagé. O Dr. Luizinho se nega a atender esses "causos". O Dr. Pedrozini, por meio do Instituto Pedrozini, Divisão de Resistência de Materiais Maleáveis, Seção Perfurante, Área Impermeável, Departamento Lubrificado, disse que pode amparar esse guri em uma de suas filiais fora da Região Metropolitana de Bagé empregando-o para testar capas de chuva em regiões de alta incidência de tempestades tropicais dotadas de zona de meretrício com mais de 20 boates numa área de um quilômetro quadrado.

A DIVISÃO DO PARÁ E OUTROS DESDOBRAMENTOS

2011, 13 de setembro. Nessa data começou a campanha oficial para o plebiscito sobre a proposta de divisão do Estado do Pará. O plebiscito foi marcado para 11 de dezembro, convocando todos os eleitores paraenses - não apenas aqueles das áreas a serem desmembradas - a irem às urnas para decidir a criação [ou não] dos estados de Carajás e Tapajós.

De longe, sem poder e sem querer [querendo] interferir, desconfio da mágica proposta de progresso:
1) ¿Para quem vão os benefícios dessa divisão?
2) ¿Quem paga a conta da criação e/ou da manutenção dos novos Estados?

O jornalista Aguirre Talento apresenta opiniões de dois economistas, um pró, outro contra a divisão:
"Os defensores da divisão se apoiam no economista Célio Costa, que ajudou a criar o Tocantins e prevê um aumento nos repasses do FPE.
O Pará recebeu R$ 2,9 bilhões de FPE em 2010. Costa calcula que, com a divisão, os novos Estados já receberiam mais que isso. Ele estima R$ 1,1 bilhão para Carajás e R$ 2,2 bilhões para Tapajós.
Somando tais repasses à arrecadação, cada Estado teria uma receita de R$ 3 bilhões e chegaria ao equilíbrio.

Editoria de Arte/Folhapress

Mas, nesse caso, o acréscimo de R$ 3,3 bilhões seria abatido das transferências aos demais Estados. Só o Pará perderia R$ 300 milhões.


A estimativa usada na campanha contra a divisão é do economista Rogério Boueri, do Ipea. Ele calcula que os novos Estados seriam inviáveis.
Levando em conta os futuros PIBs de Carajás e Tapajós, ele afirma que os Estados, juntos, teriam um deficit anual de R$ 1,9 bilhão, que teria de ser bancado pela União."

Uma suposta divisão do Pará dá margem a outros desdobramentos. Estados de grandes extensões como Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, Goiás e Tocantins, Bahia, Maranhão e Amazonas, poderiam, sob alegações diversas - eu não duvido - pleitear mirabolantes sub-divisões.


E uma observação, alheia a eventuais divisões de Estados, neste momento me vem à luz:
Bem que o Estado do Mato Grosso do Sul poderia trocar de nome, já que o outro Mato Grosso não se chama Mato Grosso do Norte. É no Mato Grosso do Sul que se concentram 2/3, ou seja, a maior parte do chamado pantanal mato-grossense. Os turistas, por engano, quando se referem ao pantanal mato-grossense, imediatamente o associam ao Estado do Mato Grosso (o que seria o "do Norte"), que abriga somente 1/3 do pantanal. As visitas turísticas são dirigidas para o Mato Grosso (do Norte) e não para o Mato Grosso do Sul, que termina perdendo arrecadação por conta disso.
Aí se justifica, sem traumas para ninguém, uma troca de nome: o Estado do Mato Grosso do Sul poderia passar a se chamar Estado do Pantanal.

Post Scriptum: Sentindo-se prejudicado, também não é de duvidar que o Estado do Mato Grosso - o que seria [mas que não é] "do Norte" - ia querer trocar seu nome para Pantanal do Norte.

domingo, 6 de novembro de 2011

ENCHENTES NO SUL DA FRANÇA

2011, 06 de novembro. Ao todo, 12 administrações da região sul francesa estão em estado de alerta em função das chuvas pesadas e enchentes. Bombeiros ajudaram a resgatar cerca de 1.200 pessoas, mas também sofreram revezes, tal como este - registrado por um fotógrafo da Associated France Press - em Auribeau-sur-Siagne, onde o rio La Siagne transbordou e a força das águas virou seu caminhão na estrada.

Não é a primeira vez, nestes últimos dois anos, que os franceses enfrentam a ira das águas. Em junho de 2010 a cidade de Draguignan, no sudeste do país, foi a mais castigada pelas cheias. E dentre as centenas de veículos que foram arrastados pela enchente, o registro impressionante fica por conta destes aí.
Fotos AFP

QUARTEL GENERAL

2009, 26 de dezembro. Aparentemente estava deserto o QG de Bagé (RS) no começo da tarde do sábado, 1 dia após o natal. Na rua só o fotógrafo da vez e mais dois representantes da Texas Petroleum Investiment, a passeio, pedindo informações sobre a localização do estádio do GE Bagé. Entendi que eles queriam - e talvez ainda queiram - investir em futebol no interior do Rio Grande do Sul e, analisando o potencial de marketing da região, descobriram no jalde-negro da Rainha da Fronteira alguma coisa que ninguém ainda viu. Mas o assunto nem era este.

O objetivo era só retratar o Quartel General e imediações por onde, nos tempos da revolução de 64, era proibido andar após as 22 horas. Sentinelas armados circulavam ao redor do quartel, pela João Telles, Caetano Gonçalves, Bento Gonçalves e Gen. Neto, a pé, a cavalo ou de Jeep. Quem ousasse passar por ali após o toque de recolher [às vezes] era abordado pela guarda de plantão e orientado a seguir pelo outro lado da rua.
Vivendo dias menos tensos quase 50 anos depois, o Quartel General de Bagé, que fica na Av. Gen. João Telles, 1001, continua imponente como testemunha da história.

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

ESTAÇÃO METEOROLÓGICA AUTOMÁTICA NA UFPEL II

No centro da foto, bem em frente ao "raquetão" - prédio projetado na segunda metade do século XX para ser a Biblioteca Central da UFPel, que abriga hoje o Centro de Lazer e Atividade Física (que não tem nada a ver com esta postagem) e um dos laboratórios da Faculdade de Meteorologia - como se fosse uma antena, destacam-se os sensores da Estação Meteorológica Automática. Lá dentro do prédio fica o centro de processamento dos dados meteorológicos.

A promessa é que as comunidades de Pelotas e arredores também vão poder acompanhar, via web, os resultados das análises das variáveis climáticas, obtidos através destes equipamentos de precisão e divulgados pela Faculdade de Meteorologia da Universidade Federal de Pelotas.

UMA CASA QUE FAZ PARTE DA MINHA HISTÓRIA

2009, 24 de abril. Foi nessa data que recebi estas fotos, mas só hoje fui ver. O fotógrafo profissional da vez é o meu amigo Valacir Marques Gonçalves, um bajeense que desde há muito tempo reside em Porto Alegre, RS.
A mensagem do Valacir, destacada abaixo, fez retroceder o tempo em, pelo menos, meio século. O sobrado, com exceção da pintura nova, ainda conserva suas formas externas originais.

"Sérgio
esta é a casa que teus moraram quando chegaram em Bagé. Tirei uma
colorida e uma p e b para pegar o clima da época."
É possível notar que na verdade duas casas semelhantes fazem parte do conjunto pintado de amarelo. Se não me engano, os pais do Valacir - e ele também, é lógico! - moravam, à época, em uma destas casas aí, e portanto eram vizinhos [de porta] dos meus pais. Eu não lembro de nada, mas ouvi falar que até, pelo menos, os meus 2 anos de vida andei fazendo arte por estas bandas.
O local é a Rua Marcílio Dias, entre a rua José Otávio e a Av. Presidente Vargas, em Bagé, RS.

Colaboração sine qua non Valacir Marques Gonçalves.

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

ESTAÇÃO METEOROLÓGICA AUTOMÁTICA NA UFPEL

UFPel/campus Capão do Leão, novembro de 2011. Adquirida pela Universidade Federal de Pelotas através do Programa de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais (ReUni), a estação meteorológica automática, que atualiza, a cada 10 segundos, dados como temperatura, radiação solar, umidade relativa do ar, velocidade e direção do vento, foi destaque na edição de 02/11/2011 do jornal Correio do Povo, de Porto Alegre, RS.

As estações meteorológicas automáticas possibilitam a obtenção de um conjunto de registros precisos e ininterruptos ao longo do tempo, necessários para a composição de modelos numéricos meteorológicos que funcionam como suporte aos profissionais da área, atentos às alterações que podem ser previstas e também aos imprevistos climáticos, caprichos imponderáveis da natureza.

Zoom no recorte de jornal.

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

A REVOLTA DA VACINA

No início do século XX, as condições de saúde pública no Brasil eram precárias. E mais grave era esse problema nas cidades portuárias como Rio de Janeiro e Santos por causa das doenças contagiosas trazidas pelas tripulações dos navios e também em função da existência dos mangues, à época intimamente associados à febre amarela e à malária - moléstias hoje mantidas sob relativo controle.
A essa altura os governos estaduais e federal, apesar de seus pronunciamentos sobre higiene e saneamento urbano, não conseguiam diminuir a incidência das doenças infecto-contagiosas, principalmente entre as pessoas de baixa renda.

Rio de Janeiro, DF, 1903. Inspirado nos processos de reurbanização postos em prática na Europa Ocidental no século anterior, onde em cidades como Paris, por exemplo, cortiços e moradias pobres foram derrubados para dar lugar a amplas avenidas, o então presidente Rodrigues Alves (Guaratinguetá, SP, 07/07/1848 - Rio de Janeiro, DF, 16/01/1919) resolveu colocar em prática um projeto de saneamento básico e reurbanização no centro da cidade do Rio de Janeiro. O médico Osvaldo Cruz (São Luiz do Paraitinga, SP, 05/08/1872 - Petrópolis, RJ, 11/02/1917) foi nomeado chefe do Departamento Nacional de Saúde Pública, com sede no Rio de Janeiro. Sua primeira missão era acabar com a febre amarela e a varíola na cidade. Para combater a primeira, organizou uma equipe de voluntários para irem de casa em casa, com o intuito de eliminar os focos dos mosquitos transmissores da doença. Mas a população nem sempre permitia que os chamados “esquadrões mata-mosquitos” entrassem em suas casas, o que dificultava o aparecimento de resultados positivos.

Em novembro de 1904 o governo brasileiro decretou a vacina obrigatória para combater a varíola. Embora as intenções, nesse aspecto, fossem as melhores possíveis, a condução do processo foi autoritária e violenta. Em alguns casos, os agentes sanitários invadiam as casas e vacinavam os moradores à força, provocando sua natural revolta. As pessoas mais simples, de um modo geral, não sabiam o que era uma vacina e por isto recusavam-se a ser vacinadas, temendo seus efeitos imediatos e colaterais. Muitas delas consideravam que obrigar as mulheres a descobrir o braço para serem vacinadas, era falta de respeito.
A indignação induziu a revolta e, entre 12 e 15 de novembro de 1904, as ruas do Rio de Janeiro foram tomadas por revoltosos, barricadas, policiais e choques armados.
Charge que se refere à vacina obrigatória,
estampada na capa da edição de 02/10/1904
da Revista da Semana.

A Revolta da Vacina não foi uma reação apenas à vacinação obrigatória. Esta foi, na verdade, o estopim para que a população extravasasse sua insatisfação com o abuso de poder, a falta de emprego, a fome e, principalmente, a demolição dos cortiços do centro do Rio de Janeiro e a conseqüente remoção de famílias inteiras para áreas periféricas, sob o pretexto da modernização da cidade, mas não só com esta finalidade. A dispersão dos trabalhadores serviria também para enfraquecer os movimentos sociais.

Dentre as mil pessoas que foram presas, muitas foram banidas para o então território do Acre, outras dezenas ficaram feridas e como saldo negativo houve 23 mortos. Os imigrantes que se envolveram no conflito foram expulsos do Brasil.

terça-feira, 1 de novembro de 2011

OS PIORES MOMENTOS DOS RAIOS-X

Navegando sem rumo pela internet em busca de fatos & fotos extradordinários, descobri estas chapas aí que vão do constrangedor ao cômico, e vice-versa.