domingo, 6 de novembro de 2011

QUARTEL GENERAL

2009, 26 de dezembro. Aparentemente estava deserto o QG de Bagé (RS) no começo da tarde do sábado, 1 dia após o natal. Na rua só o fotógrafo da vez e mais dois representantes da Texas Petroleum Investiment, a passeio, pedindo informações sobre a localização do estádio do GE Bagé. Entendi que eles queriam - e talvez ainda queiram - investir em futebol no interior do Rio Grande do Sul e, analisando o potencial de marketing da região, descobriram no jalde-negro da Rainha da Fronteira alguma coisa que ninguém ainda viu. Mas o assunto nem era este.

O objetivo era só retratar o Quartel General e imediações por onde, nos tempos da revolução de 64, era proibido andar após as 22 horas. Sentinelas armados circulavam ao redor do quartel, pela João Telles, Caetano Gonçalves, Bento Gonçalves e Gen. Neto, a pé, a cavalo ou de Jeep. Quem ousasse passar por ali após o toque de recolher [às vezes] era abordado pela guarda de plantão e orientado a seguir pelo outro lado da rua.
Vivendo dias menos tensos quase 50 anos depois, o Quartel General de Bagé, que fica na Av. Gen. João Telles, 1001, continua imponente como testemunha da história.

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