sábado, 31 de dezembro de 2011

FELIZ ANO NOVO

Para não fugir à regra geral, esta mensagem é compatível com as inúmeras viagens deste blog [pelo túnel do tempo] até o século XX.
Aqui a vinheta de fim-de-ano da Rede Globo é de 1971, mas se ela não estivesse em preto & branco, e não levássemos em conta quem já deixou o planeta, bem que poderia passar por atual.

YouTube/ 

Está certo, exagerei!
De qualquer forma...
FELIZ 2012 A TODOS!

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

TODO AMOR QUE HOUVER NESTA VIDA - CÁSSIA ELLER

Cássia Eller (Rio de Janeiro, 10/12/1962 — Rio de Janeiro, 29/12/2001) estava no auge da sua forma artística quando abandonou o planeta Terra.
"Todo Amor Que Houver Nesta Vida" resgata, ao mesmo tempo, a memória dela e do grande poeta/compositor/intérprete Cazuza (Rio de Janeiro, 04/04/1958 — Rio de Janeiro, 07/07/1990), um dos autores da música.

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

TREINAMENTO DIFÍCIL, COMBATE FÁCIL

Por Werner Beck

Vejam como um pançudo bem treinado consegue se livrar de um série de barreiras impostas por gente que não entende que macho que é macho tem o direito de chegar assim em casa todos os dias depois de trabalhar que nem um cavalo. Vá treinando pançudo, cada caso é um caso, cada casa é uma casa, vc tem que conhecer bem o teatro de operações. Só está dispensado do exercício aquele pançudo que leva sua menina junto para os "BARES DA VIDA".

CASSINO/2012 - ERS-734

Segundo o Departamento Autônomo de Estradas de Rodagem (DAER), a duplicação da rodovia ERS-734 no trecho que vai do trevo de acesso à cidade do Rio Grande até a praia do Cassino (10,68 Km) foi concluída.
Mas não é bem assim. Estão faltando: a ponte sobre o Arroio Bolaxa – escrito assim mesmo, com “x” – e seus acessos, previstos para março/2012; a conclusão da rótula no quilômetro 2,5, com previsão para junho/2012; e o mais difícil, que é o início e conclusão do viaduto sobre a via férrea, próximo ao bairro Parque São Pedro, que deverá ser concluído só em dezembro de 2012.
Até lá, os veranistas de outras localidades, não acostumados a transitar por essa rodovia, deverão trafegar em “alerta amarelo” durante o dia e “alerta vermelho” durante a noite, atentos às sinalizações de pista, para não sofrerem ou causarem acidentes, inclusive envolvendo terceiros. A velocidade máxima sobre a pista duplicada é 80 Km/h quando não houver outra indicação; sobre a pista ainda não duplicada a velocidade máxima cai para 60 Km/h. A Polícia Estadual fiscaliza com firmeza e freqüência a atitude dos motoristas.


Trecho do início da duplicação da ERS-734, próximo ao supermercado Guanabara.
Foto Infocenter Diário Popular/Rio Grande, RS - Marcus Maciel

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

VINHETA DA ESCOLA BUDISTA TIBETANA DA SEITA TÂNTRICA DO CHAPÉU COR DE PASTEL - MTV/BRASIL

Este é um comercial pra lá de premiado na minha galeria.
Volta e meia, entre um programa e outro, lá vinha [e ainda vem] a MTV com as suas vinhetas psicodélicas, e esta aqui é uma delas. Segundo os mais fanáticos, ou seja, os que sabem de cór as palavras ditas pela profetisa, este "anúncio" [com a Sheryl Crow] é do final do século passado e parou de passar em 2001, mas todo mundo ainda lembra pelo menos quando ela diz: "Volta, volta! Gatinho careca, no! Estou captando forças terrível...!"
YouTube/ 

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

FORCE 10 FROM NAVARONE - SOUNDTRACK

Soundtrack by Ronald Goodwin

Ronald Alfred Goodwin (Plymouth, Devon, England, UK, 17/02/1925 - Newbury, Berkshire, England, UK, 08/01/2003) foi um compositor e maestro britânico mais conhecido pelas trilhas sonoras que produziu para o cinema, principalmente para os filmes de guerra a partir da década de 1960.
Também atuou como maestro da Royal Philharmonic Orchestra, da City of Birmingham Symphony Orchestra e da Detroit Symphony Orchestra.

Destaco aqui a trilha sonora do filme O Comando 10 de Navarone (Force 10 from Navarone), lançado em 1978, e que teve como atrações, além da trilha, nomes como Robert Shaw (Westhoughton, Lancashire, England, UK, 09/08/1927 - Tourmakeady, County Mayo, Ireland, 28/08/1978), Harrison Ford (Chicago, Illinois, USA, 13/07/1942), Barbara Bach (Queens, New York, USA, 27/08/1947), Edward Fox (Chelsea, London, England, UK, 13/04/1937), Franco Nero (San Lazzaro, Parma, Emilia-Romagna, Italy, 23/11/1941), Carl Weathers (New Orleans, Louisiana, USA, 14/01/1948) e Richard Kiel (Detroit, Michigan, USA, 13/09/1939).

GURI DE URUGUAIANA NO PROGRAMA DO TIO TONY

Por Gilmar Martins

Participação do humorista Jair Kobe com seu personagem Guri de Uruguaiana no Programa Mundo Mágico do Tio Tony na TV Urbana. Shows de mágica, brincadeiras para as crianças, palhaços e outras atrações circenses no único programa infantil de auditório do Rio Grande do Sul. Aos sábados, às 14h, na TV Urbana.

YouTube/http://www.youtube.com/user/gilroberto

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

SOMEWHERE ONLY WE KNOW - KEANE

Por que nós não vamos para "um lugar que só a gente conhece"?
Só que eu esqueci que [para nós] esse lugar ainda não existe.
I walked across an empty land
I knew the pathway like the back of my hand
I felt the earth beneath my feet
Sat by the river and it made me complete

Oh! Simple thing where have you gone
I'm getting old and I need something to rely on
So tell me when you're gonna let me in
I'm getting tired and I need somewhere to begin

I came across a fallen tree
I felt the branches of it looking at me
Is this the place, we used to love
Is this the place that I've been dreaming of

Oh! Simple thing where have you gone
I'm getting old and I need something to rely on
So tell me when you're gonna let me in
I'm getting tired and I need somewhere to begin

And If you have a minute why don't we go
Talking about that somewhere only we know?
This could be the end of everything
So why don't we go
Somewhere only we know?
(Somewhere only we know)

Oh! Simple thing where have you gone
I'm getting old and I need something to rely on
So tell me when you gonna let me in
I'm getting tired and I need somewhere to begin

And If you have a minute why don't we go
Talking about that somewhere only we know?
This could be the end of everything
So why don't we go
So why don't we go

This could be the end of everything
So why don't we go
Somewhere only we know?
Somewhere only we know?
Somewhere only we know?


Music video by Keane performing Somewhere Only We Know. (C) 2004 Universal Island Records Ltd. A Universal Music Company.

UMA ÁRVORE DE NATAL À BEIRA DA ESTRADA

Quem sai de Pelotas em direção a Rio Grande ou quem passa pela BR-392, ao largo, com o mesmo destino, vê várias casas à margem direita da rodovia. São moradias humildes de gente humilde, construídas ou montadas do jeito que lhes foi possível.
Novembro de 2011. Ao passar por ali, num final de tarde de sexta-feira, me deparei com uma agradável surpresa, que só não fotografei para não invadir a privacidade das pessoas que, naquele momento, estavam próximas ao local.
A TV Nativa, de Pelotas, também esteve lá, e fez uma reportagem que reproduzo a seguir.
YouTube/TV Nativa

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

HAPPY XMAS

Em tempos de Natal a gente lembra de Happy Xmas - John Lennon & Yoko Ono. E mesmo que, por qualquer motivo [até os mais infâmes] não se queira lembrar, as rádios tocam, um comercial da TV adota como vinheta, ou um PAU-NO-CU qualquer resolve postar em um site de relacionamento ou num blog.

YouTube/Enviado por em 01/01/2008
Abaixo, um depoimento emocionado de Yoko Ono, sobre a perda do seu amado John.
December 8, 2007
I miss you, John. 27 years later, I still wish I could turn back the clock to the Summer of 1980. I remember everything - sharing our morning coffee, walking in the park together on a beautiful day, and seeing your hand stretched to mine - holding it, reassuring me that I shouldn't worry about anything because our life was good.

I had no idea that life was about to teach me the toughest lesson of all. I learned the intense pain of losing a loved one suddenly, without warning, and without having the time for a final hug and the chance to say, "I love you," for the last time. The pain and shock of that sudden loss is with me every moment of every day. When I touched John's side of our bed on the night of December 8th, 1980, I realized that it was still warm. That moment has haunted me for the past 27 years - and will stay with me forever.

Even harder for me is watching what was taken away from our beautiful boy, Sean.
He lives in silent anger over not having his Dad, whom he loved so much, around to share his life with. I know we are not alone. Our pain is one shared by many other families who are suffering as the victims of senseless violence. This pain has to stop.

Let's not waste the lives of those we have lost. Let's, together, make the world a place of love and joy and not a place of fear and anger. This day of John's passing has become more and more important for so many people around the world as the day to remember his message of Peace and Love and to do what each of us can to work on healing this planet we cherish. 

Let's: Think Peace, Act Peace, and Spread Peace. John worked for it all his life. 
He said, "there's no problem, only solutions." Remember, we are all together. 
We can do it, we must. I love you! 

Yoko Ono Lennon
8 December 2007

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

B A N A N A L I E N

Compare a escultura na banana com o Alien original.

EM UM BAR, NA ESPANHA

Colaboração Nelson C.C. Martins

Você está num bar na Espanha, eis que de repente...

Actuación sorpresa del Coro "Premier Ensemble" de AGAO en el Café Iruña de Pamplona, 7 de mayo de 2010. Celebración del "Día europeo de la Ópera".
Organizado por la "Asociación Gayarre Amigos de la Ópera de Navarra" (AGAO) www.agao.es

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

PORTO ALEGRE, ANOS 70 - II


Foto Henri

O flagrante acima (dê um zoom na foto) enquadra as imediações da rodoviária de Porto Alegre.
O modelo da pantalona do apressado transeunte [na extrema direita] e a cor dos táxi-fuscas são capazes de nos fornecer os parâmetros mínimos necessários para estabelecer a origem cronológica da imagem. Vejamos:
- Entre 1972 e 1973 as calças viraram "pantalonas". Elas eram apertadas na altura das coxas e se abriam em cone na direção dos pés. Eram as chamadas calças boca-de-sino. Lá por 1974 [e até, mais ou menos, a metade de 1977] essa tendência se modificou um pouco. O "aperto" ia só até a altura da virilha. Daí em diante a largura da calça acompanhava a parte mais grossa das pernas, até encostar no chão.
- Em 1972 todos os táxis de Porto Alegre foram obrigados a adotar uma cor-padrão. A escolhida foi o laranja-granada. Mas alguém se deu conta que essa cor desbotava muito rapidamente pela ação das intempéries. Então, no ano seguinte os taxistas sugeriram um tom mais forte, e a cor adotada [a partir de setembro de 1973] passou a ser o vermelho-ibérico, que permanece até hoje.

Analisando estes dois parâmetros, e levando-se em conta que o período não era de Verão, eu diria que esta foto nos remete pelo túnel do tempo até a primavera de 1973 ou outono de 1974, mas diz o autor do flagrante que, 
na verdade, o ano é 1975.

O BARCELONA E O NOVO "COMPLEXO DE VIRA-LATAS"

Por Valacir Marques Gonçalves*

Certa vez, alguém disse que, entre as coisas menos importantes, o futebol é a mais importante - concordo! Talvez, por isso, o drama vivido por muitos torcedores durante o jogo Santos e Barcelona tenha me dado a impressão de que o episódio transcendeu a um mero espetáculo esportivo. Muitos comentaram a derrota do Santos, mas foi difícil explicar todo o seu significado. O Barcelona não só venceu, como humilhou o clube berço de Pelé que, no passado, reuniu jogadores que encantaram o mundo, chegando a conseguir uma trégua numa guerra para mostrar sua arte...

Foi impossível deixar de lembrar Nelson Rodrigues. Numa crônica antológica, depois do Brasil perder, em pleno Maracanã, uma Copa do Mundo para o Uruguai, ele disse: “os jogadores partiram para disputar a Copa de 58, e o Brasil vacila entre o pessimismo mais obtuso e a esperança mais frenética. Nas esquinas, nos botecos, por toda parte, há quem esbraveje: ‘O Brasil não vai nem se classificar! ’. A derrota frente aos uruguaios ainda faz sofrer na cara e na alma qualquer brasileiro. Eu vos digo: “O problema da seleção não é mais de futebol, nem de técnica, nem de tática. É um problema de fé em si mesmo. O brasileiro precisa se convencer de que não é um vira-latas”...

E não era, o Brasil venceu a Copa de 58 e mais quatro Copas do Mundo. Agora vejo que, depois da derrota do Santos, alguns querem que voltemos a nos sentir vira-latas. O Santos perdeu para um time que impôs um novo estilo de jogo, mas não se trata de uma equipe invencível. Ver Messi e seus companheiros é um privilégio, mas também vimos Pelé e Garrincha um dia... Os espanhóis precisam saber que não venceram uma escola composta de vira-latas, que o jogo foi apenas mais um capítulo de uma grande história. Precisamos lamber as feridas e voltar mais fortes, como já fizemos em outras oportunidades, apesar da descrença de muitos.

Depois da Copa de 1966, aconteceu algo parecido. O rei Pelé foi cassado na Inglaterra, saiu de campo com seus companheiros derrotado, machucado, quase humilhado. O mundo esportivo logo decretou que o futebol arte tinha morrido naquele dia, que o futebol força era irreversível e uma nova ordem estava instalada. O Brasil voltou de cabeça baixa, com os especialistas repetindo que o refinamento estava abolido em nome da força e do preparo físico. Não demorou mais do que quatro anos para os brasileiros mostrarem que a história não era bem assim. A maravilhosa seleção de 70, tendo à frente Pelé, no auge, mostrou ao mundo que o Brasil tinha se reinventado, que estava de volta com toda a sua magia.

Agora temos o “fantástico” futebol espanhol e seu representante máximo, o Barcelona de Messi. O mesmo que, não faz muito, integrando sua seleção, perdeu de goleada para o Brasil, em casa. Estamos por baixo de novo. Falam (outra vez) de uma nova maneira de se jogar futebol. Está na hora de nos reinventarmos novamente. A derrota do Santos foi emblemática, mostrou que o nosso futebol está doente. Os sintomas estão aí: vemos empresários serem “donos” de jogadores, assistimos aos nossos clubes investirem milhões em escolinhas, e de lá serem retirados meninos por atravessadores gananciosos. Quem defende esse estado de coisas precisa entender que o povo brasileiro não torce pra empresários, que os torcedores amam os clubes, razão de ser do futebol mais vitorioso do planeta.

Mais: “treinadores”, técnicos, e sei lá o nome que dão para essa gente, ganham fortunas inimagináveis sem nenhum compromisso com resultados. Chegam nos clubes com grandes “comissões técnicas”. Um deles chegou num certo clube com cinegrafista a tiracolo; outro mandou derrubar um muro... Outro mandou a direção de um clube calar a boca depois de uma derrota, enquanto outro disse que era tudo com ele, que tudo passava pela sua direção, que se não fosse assim pediria demissão...

Quanto aos atletas, o profissionalismo só é visto na hora da assinatura do contrato. Exigem altos salários, mas precisam ficar “concentrados” durante dias em luxuosos aposentos para não cometerem excessos... Se essa moda pegar, vão inventar “concentrações” em todo tipo de atividade... Já representantes de clubes de países quebrados levam nossos jogadores por valores ridículos. São apenas alguns tópicos, existem muitas outras coisas que precisam ser discutidas.

O complexo de vira-latas não pode colar. Vou pedir ajuda até para quem não está mais entre nós. Vou pedir socorro pro Garrincha, pro Tesourinha, pro mestre Didi, pro Dida, pro diamante negro Leônidas, pro mestre Ziza, pro queixada Ademir, e tantos outros gênios do nosso futebol. Essa gente que está à frente do futebol nos dias de hoje não pode jogar a história no lixo. Um novo complexo de vira-latas é tudo que não precisamos. A nossa escola é única, tratar a bola como as piranhas tratam carne não faz parte da nossa alma. Deixem isso longe da gente, no país do futebol, a magia ainda mora no coração do povo...
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* Gaúcho de Bagé. Policial federal aposentado. Bacharel em Jornalismo e Direito, com especialização em Cooperativismo e Jornalismo Sindical. Presidente da Cooperativa de Economia e Crédito Mútuo dos Policiais Federais do Rio Grande do Sul. É sócio fundador do Sindicato dos Policiais Federais do mesmo estado onde foi um dos criadores e incentivadores do Jornal “Modus Operandi” e do site da entidade. Foi titular da “Coluna do Vala” no site da Federação Nacional dos Policiais Federais/FENAPEF. Tem textos publicados em vários sites destacando-se, entre outros: “Observatório da Imprensa”, “Consultor Jurídico”, da Associação Nacional dos Procuradores da República, da Associação dos Delegados de Polícia do Estado do Rio de Janeiro e da Federação Nacional de Entidades de Oficiais Militares Estaduais.

e-mail: vala1@uol.com.br
Blog do Vala: www.valacir.com

FUTEBOL BRASILEIRO

Por Maurício Fontana*
"Clínicas de psicanálise com agendas esgotadas. Técnicos 'aventureiros' (todos) e comentaristas brasileiros no divã."
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* Arquiteto e Urbanista, formado pela Universidade Federal de Pelotas, pós-graduado em Engenharia de Segurança do Trabalho, pela Universidade Católica de Pelotas e habilitado à docência pelo Programa Especial de Formação Pedagógica de Docentes (CeFET/RS).

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

UM 'PASSEIO' DO CARROSSEL HOLANDÊS

Título original HOLANDA 2 X 0 URUGUAI - COPA 1974
Extraído de "AS MELHORES SELEÇÕES ESTRANGEIRAS DE TODOS OS TEMPOS" - Editora Contexto

Por Mauro Beting*





Cruyff temia a estreia na Copa de 1974:

- Estávamos muito nervosos na concentração holandesa. Além de nunca termos atuado juntos, cinco jogadores estreavam em novas funções. O goleiro Jongbloed era novo na equipe. Perdemos nosso zagueiro Hulshoff – por contusão. Haan e Rijsbergen não haviam atuado daquela maneira – formando a dupla de zaga. Jansen demorou a chegar ao elenco, e atuava como Neeskens, no meio… Teve, então, de jogar na função de Haan, como volante. O próprio Neeskens teve de se sacrificar e fazer várias funções. Eu não estava 100% fisicamente… E tudo isso junto, num só jogo, o da estreia, contra uma seleção bicampeã mundial, quarta colocada na Copa anterior… Não sei como tudo funcionou tão bem. Antes da estreia em Hannover, não tínhamos um time; quando acabou o jogo, tínhamos uma senhora equipe.

No livro “Futebol Total”, escrito logo depois da Copa da Alemanha de 1974, Cruyff tentou explicar a inexplicável explosão de uma equipe. A Holanda não jogava um Mundial desde 1938. O Uruguai tinha elenco experiente, qualificado por craques como Pedro Rocha e o goleiro Mazurkiewicz. Porém, um time envelhecido fisicamente, e taticamente ultrapassado. Não aguentaram o tranco. Foram 17 chances holandesas contra apenas uma uruguaia.

Não fosse mais uma atuação digna do goleiro que atuava pelo Atlético Mineiro, a goleada teria sido histórica. Nas palavras do meia são-paulino Pedro Rocha, “tomamos um vareio. Dois a zero foi pouco.”O Uruguai foi vítima da ignorância de seu treinador – Roberto Porta. E de quase todo o mundo que não tinha como se conectar para saber informações dos rivais. É dever dizer, porém, que nem a Holanda havia se conectado como a máquina de jogar bola – não necessariamente de fazer gols. Fala Pedro Rocha:

– O nosso treinador só sabia que eles tinham bons jogadores… Pediu atenção especial para “o 14”… Montero Castillo, nosso volante, disse para ”deixar com ele”, que o Cruyff não iria andar… Pois é… No intervalo, perguntei ao Castillo porque não conseguira fazer o prometido. . Ele me disse: “Mas, como? Corri atrás do 14 o campo todo e ele não parou! Não dava nem para dar porrada nele”!. De fato, tanto “deu” Castillo que foi expulso, aos 22 do segundo tempo.

O concerto futebolístico não aconteceu por essa diferença numérica. Desde o primeiro gol, aos 6 minutos (o ponta Rep, de cabeça, como se fosse centroavante, em cruzamento do lateral Suurbier – como se fosse ponta…), a Holanda chegou com ao menos quatro dentro da área celeste. Pareciam 20 holandeses contra cinco uruguaios do time de 1950 (com a idade que tinham em 1974…).

Não era só questão técnica. Era tática. Era física. Era numérica. Era o fim de uma era no futebol sul-americano. Vírgula, no futebol mundial. O Uruguai bem (mal) que tentou. O lateral-direito são-paulino Forlán manteve a fama de mau. Com três minutos, quase esfolou Neeskens. Faria mais três faltas violentíssimas (só levou um amarelo, quando deveria receber três vermelhos e mais uma voz de prisão pela solada na coxa de Van Hanegem, aos cinco do segundo tempo). Ele e quase todo o Uruguai bateram sem dó. A Holanda respondeu na bola.
YouTube/em 06/07/2010

Aos 22 do primeiro tempo, o lance que notabilizaria a Laranja Mecânica: recuo para o uruguaio Jáuregui lançar o meia Mantegazza; no bote para recuperar a bola, dez (!?) holandeses se adiantaram e fizeram um arrastão sobre o zagueiro. Numa área inferior a 15 metros, um borrão laranja deixou no bagaço toda uma escola, que ficou oprimida, impedida ou simplesmente deprimida. Foi a primeira das vezes em que a Holanda fez o arrastão na Copa-74; só um desses lances deu em gol rival – da Bulgária; só em uma partida não foi usado – na final perdida para a Alemanha.

Esse bote era a fotografia do Futebol Total: todos marcando. Ou melhor, no caso, todos partindo ao ataque, comprimindo espaços, inibindo até psicologicamente o rival, deixando adversários impedidos, e começando o contragolpe lá na frente. O comandante da linha de impedimento (ou de “ataque”) era o zagueiro da sobra Haan.
Com um minuto do segundo tempo, o imenso Pedro Rocha teve a única chance uruguaia. Depois, foram 14 europeias. Os três atacantes de Michels receberam o apoio adiantado dos meio-campistas Jansen, Neeskens e Van Hanegem, e mais o lateral-esquerdo Krol, que aproveitou o cansaço do veterano ponta Cubilla para entrar livre. . “Esgotamento” que não se viu na Holanda. Aos 7 minutos, , Cruyff desarmou Espárrago na lateral direita holandesa. O 14 holandês parecia uma franquia no gramado de Hannover. A impressão é que havia uns três dele em campo – e, no máximo, uns cinco uruguaios. Aos 22, sobraram dez, com a expulsão tardia de Montero Castillo. Na única vez em que conseguiu acertar Cruyff, o atingiu sem bola. Como o zagueiro Masnik havia chutado Neeskens e pulado sobre o pé esquerdo do rival caído, dois minutos antes. Nada fez o árbitro. Naquela época “romântica” (sic) do futebol, também se batia demais. Mas a memória é seletiva. Só lembramos o lindo que fez a Holanda. O que é ótimo. Mas não real.

Irreal parecia aquele time que não “existia” antes de a bola rolar na Copa-74 jogar tudo aquilo na estreia. Aos 28, um golaço de Cruyff foi mal anulado por jogo perigoso inexistente do craque, depois de receber (mais um) lançamento preciso de Van Hanegem. Um crime lesa-bola a invalidação de lance de um gol que seria dos mais lindos da Copa e se perdeu na história.

Aos 32, pela primeira vez (e das raras desde então), uma linha de impedimento causou um “ohhhhhh!” do estádio. Mais um arrastão comandado por Haan originou assombros e aplausos. Não era comum. A Holanda diminuía o campo e as chances dos rivais. Mas continuava criando as dela. Aos 41, o cerebral Van Hanegen deu um belo toque às costas de Forlán para Rensenbrink, em ritmo de treino, rolar para a marca penal. Rep só tocou para o gol vazio, de pé direito.

O 2 a 0 foi placar mínimo para a máxima diferença entre o futebol “do futuro” contra as sombras de um passado glorioso. Ainda teve um pênalti não marcado sobre Rep, aos 46. O árbitro Karoly Palotai foi bonzinho com os sul-americanos. Como húngaro, bem poderia proteger a equipe que revitalizou o legado técnico, tático e físico dos compatriotas de 1954.

O massacre de Hannover mostrou ao mundo novas armas de destruição em massa: pelas laterais (pontas?), o direito Suurbier (que foi até centroavante) e o esquerdo Krol; no meio, o meia convertido em volante, mas com vocação de atacante – Jansen; o múltiplo Neeskens, o melhor e inesgotável parceiro de Cruyff; o hábil Van Hanegem, canhoto um tanto lento, mas que fazia a Holanda correr com seus lançamentos; e os atacantes Rep e Rensenbrink, que formavam com Cruyff a linha de frente já conhecida há meses. Mas que resolveu jogar naquela Copa o que pouco se viu em décadas de futebol.

A Laranja Mecânica era orgânica por fora, mecânica por dentro.

* Neto, filho, sobrinho, primo, irmão e marido de jornalistas, Mauro Beting está na imprensa por esporte desde 1990. Fez curso de arbitragem para aprender a ser xingado, fez curso de treinador para aprender a ser chamado de burro, e tenta não ser clubista, bairrista e achista no meio mais passional, parcial e subjetivo que existe. Comenta futebol na Rádio e TV Bandeirantes, e na TVLANCE! e RádioLance!; apresenta futebol na TV Esporte Interativo e no Bandsports; escreve futebol duas vezes por semana no LANCE! e uma vez por mês no FutLance! Neste blog quer blagues (comentários com humor). Nesta vida quer futebol.

domingo, 18 de dezembro de 2011

ANÚNCIOS DE PRODUTOS E SERVIÇOS BRASIL AFORA

Colaboração Rodrigo Leitzke Granada

Será que tem quibe também?

Só calças?

Que perigo este "O"sfalto aí!

Como já disse várias vezes o Faustão: "Quem sabe faz ao vivo!"

Esta não dá p'ra comprar, porque o ferro da mesa já era.

Vaca à [moda] "tolada"?

Celular com fio?

Sabor "marula" e sabor "rato".


Barbecue, não! ... Barbie Kill!


Aqui o molho "Barbie mata..." foi substituído por uma papinha de bebê feita na Indonésia.

O cachorro do desenho está com a língua de fora porque está muito quente por lá.


Para a volta às aulas tem facas para todos os gostos. Professores, cuidado!

"Rause"?

Atenção para o prazo de validade dos frangos. Previna-se, comprando as fraldas descartáveis também.

Custei a entender que "Tapoé" aqui significa "Tupperware"!

Esta me deu medo! Qual delas o Jason escolheria?

Este deve ser o tal remédio p'ras gengivas.

Os índios da Amazônia ainda nem descobriram a existência da "Flôr de Zíaco" e o bar-hotel do cara já comercializa o suco da tal flor.



quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

SANTOS DUMONT E A TECNOLOGIA DA NAVEGAÇÃO AÉREA

Por Carlos Barros & Wilson Paulino


1892. Alberto Santos Dumont (Palmira, 20/07/1873 — Guarujá, 23/07/1932) parte do Rio de Janeiro, rumo a Paris para aprimorar seus estudos.

Naquela época, os balões (aeronaves mais leves que o ar) já não constituíam novidade. O maior desafio nesse sentido era encontrar uma forma adequada de dirigí-los, já que as teorias físicas sobre o assunto - todas baseadas nas leis de Newton - estavam disponíveis apenas nos meios acadêmicos.

Diversos trabalhos pioneiros contribuíram para a construção de planadores, pipas e balões. Destacam-se os do alemão Otto Lilienthal (1848 - 1896), cujos estudos experimentais de asas baseadas nos pássaros foram uma importante referência para diversos pesquisadores.

Inventivo e excelente observador, Santos Dumont aprende o máximo que pode. Seis anos depois de chegar a Paris, ele projeta e constrói seu primeiro balão movido a gás hidrogênio; o nome desse balão: Brasil. Os conceitos desenvolvidos com o balão Brasil foram a base dos futuros projetos aeronáuticos de Santos Dumont e são usados na engenharia aeronáutica até hoje.

Santos Dumont dedicou-se intensamente ao projeto de aeronaves mais leves que o ar, tendo criado diversos modelos, entre balões e dirigíveis (estes são os balões que têm leme). Com seus dirigíveis, ele resolveu completamente o problema de estabilidade e dirigibilidade dos balões.
Dirigível nº 6 contornando a Torre Eiffel

Em 1901, com o dirigível nº 6, recebe o prêmio Deütsch pelo vôo de 30 minutos em torno da Torre Eiffel, retornando ao ponto de saída.

A partir de 1904, Santos Dumont começa a pensar no vôo de uma aeronave mais pesada que o ar. Agora era preciso gerar sustentação e controle por meio de asas. Constrói o 14-Bis, uma aeronave do tipo canard, ou seja, com a cauda para a frente.

Essa configuração, usada pela maioria dos projetistas, tornava a aeronave instável. Santos Dumont fez vários testes de equilíbrio. Num deles acoplou seu novo invento ao dirigível nº 14, daí o nome que ele deu ao seu avião: 14-Bis. A acoplagem não teve bons resultados, mas serviu para acertar o equilíbrio do avião.

Foi nessa época que o inventor brasileiro apresentou o importante conceito do diedro, que é o ângulo formado entre as duas asas e que contribui para a estabilidade do avião. Todas as aeronaves até hoje possuem diedro.
O primeiro vôo com o 14-Bis

Em 23 de outubro de 1906, Santos Dumont realiza com o 14-Bis o histórico vôo de 60 metros, ganhando o prêmio Archdeacon, oferecido ao primeiro avião que decolasse por seus próprios meios e percorresse uma distância horizontal de 25 metros. Era a primeira vez que um vôo completo se realizava, sendo confirmado pelas autoridades aeronáuticas.

Depois de algumas pequenas modificações, em 12 de novembro de 1906, Santos Dumont parte para outro histórico vôo com seu 14-Bis: percorrendo 220 metros a 6 metros do solo, ele conquista o prêmio do Aeroclube de France, oferecido ao primeiro avião que decolasse por seus próprios meios e percorresse uma distância horizontal de 100 metros.

A popularidade de Santos Dumont aumenta. Suas descobertas e invenções passam a influenciar os pesquisadores e cientistas do campo da aeronáutica em todo o mundo.

Diferente de suas primeiras invenções, o 14-Bis era grande e pesado. Embora bem sucedido em seus vôos pioneiros, Santos Dumont percebe que a configuração canard não era a ideal. Assim, busca novamente a configuração convencional, ou seja, com o motor colocado na parte da frente e a cauda atrás. E volta as suas idéias iniciais: conceber aeronaves pequenas, leves e fáceis de pilotar. O resultado foi o desenvolvimento do Demoiselle, seu avião de maior sucesso.
Santos Dumont pilotando seu Demoiselle

Em 1909, voando no Demoiselle, Santos Dumont consegue demonstrar que o aparelho era estável e seguro. Não quis patentear seu invento. Com isso, incentivou a construção de cópias e impulsionou a história da aviação, disponibilizando seus projetos a quem quisesse fazer uso deles.

Inúmeros Demoiselle fora construídos no mundo todo, iniciando-se a atividade de pilotos profissionais, como Roland Garros (1888 - 1918).

Em 1910, Santos Dumont encerra suas atividades de aviador e passa a dedicar-se à divulgação da aviação, mostrando ao mundo as possibilidades de um invento ainda tão recente.

Todos os primeiros recordes mundiais da aviação confirmados oficialmente são de Santos Dumont. Foi ele quem favoreceu de maneira decisiva o desenvolvimento da aviação e da engenharia aeronáutica em todo o mundo. E, num exemplo de grandeza humanitária, deixou para o domínio público os resultados de seus trabalhos, os conceitos que desenvolveu e os projetos que criou.


Fonte BARROS, Carlos; PAULINO, Wilson - Ciências- Física e Química. 3ª ed. Ática, 2009. P. 59, 60, 61.
Fotos WWW

Carlos Barros:
Licenciado em História Natural pela Universidade Católica da Bahia;
Ex-professor da rede oficial de ensino do Estado da Bahia;
Ex-membro do Conselho Estadual de Educação do Estado da Bahia.

Wilson Roberto Paulino:
Engenheiro-Agrônomo e professor licenciado em Biologia
Autor de: Biologia atual (3 v.), Biologia - Série Novo Ensino Médio


SEMPRE AO SEU LADO

Sábado, 10 de dezembro de 2011 - página 20 do jornal Correio do Povo/ Porto Alegre, RS. O jornalista Renato Oliveira nos conta uma história real que se assemelha a "Sempre ao seu Lado" (Hachiko: A Dog's Story) um drama também real que já foi contado no cinema.
Clique na imagem que mostra a reportagem, abaixo, e leia o que aconteceu.

Foto Franciele Volpatto