sábado, 30 de junho de 2012

A RATOEIRA


Colaboração Angela Madail
Um rato, olhando pelo buraco na parede, vê o dono da fazenda abrindo um pacote. Guloso como era, pensou logo nos tipos de comida que poderiam estar contidos ali. Quando percebeu que era uma ratoeira ficou aterrorizado. Correu, aos berros, pelo pátio da fazenda advertindo a todos os animais:

- 
HÁ UMA RATOEIRA NA CASA... UMA RATOEIRA NA CASA!
Ao que a galinha disse:
- Sr. Rato, eu entendo que isso seja um problema terrível para o senhor, mas para mim não é!
O rato foi então falar com o porco:
- HÁ UMA RATOEIRA NA CASA... Uma ratoeira na casa!
- Desculpe-me Sr. Rato – disse o porco – mas não há nada que eu possa fazer, a não ser rezar pela sua alma. Fique tranqüilo que o senhor será lembrado em minhas orações!
O rato, já desanimando, dirigiu-se à vaca:
- Há uma ratoeira na casa...
A vaca então, às gargalhadas disse:
- O que Sr. Rato? Uma ratoeira? Por acaso estou em perigo? Com certeza, não.
Triste com a indiferença dos seus companheiros, o rato voltou para a casa, abatido e cabisbaixo, já preparado para encarar a ratoeira armada pelo fazendeiro.  
Naquela noite, ouviu-se pela casa o barulho da ratoeira prendendo alguma coisa. A mulher do fazendeiro correu para ver se o rato havia sido morto. Como estava escuro, ela não percebeu que a ratoeira, em verdade, prendera a cauda de uma cobra. Ao aproximar-se foi então picada.
O fazendeiro levou a mulher imediatamente ao hospital.  Ela voltou com febre. Todo mundo sabe que para alimentar alguém com febre, nada melhor que uma canja de galinha.O fazendeiro foi então ao galinheiro para providenciar o ingrediente principal. Como a mulher continuava doente, os amigos e parentes vieram visitá-la.  Para alimentá-los o fazendeiro matou o porco. A mulher não melhorou, ao contrário, acabou morrendo. Muitos vieram para os funerais.  O fazendeiro então sacrificou a vaca para poder alimentar a toda aquela gente.
Moral da história: 'Quando há uma única ratoeira na casa, toda a fazenda corre perigo!'
- O problema de um é problema de todos quando convivemos em grupo. E a razão do homem não consegue prever todos os desdobramentos possíveis a ponto de decidir com clareza “nunca vai acontecer nada de mal comigo”, apesar de nossa pretensa racionalidade. 

quinta-feira, 28 de junho de 2012

INSIDE AND OUT

¿Travessia oceânica?
Teve gente que já cancelou as passagens.
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DO LADO DE FORA

video
DO LADO DE DENTRO


Colaboração Maurício Fontana

segunda-feira, 25 de junho de 2012

CORTINA RASGADA

1987, 28 de maio – 18:55 h. Após percorrer 850 quilômetros e atravessar a defesa antiaérea soviética, o monomotor Cessna-172R aterrissou na Praça Vermelha, em Moscou. O fato foi destaque em diversos centros de notícias ocidentais, causando grande choque nas lideranças da União Soviética. Quando a aeronave [proveniente de Hamburgo, Alemanha Ocidental] pousou suavemente, o piloto amador Mathias Rust, 19 anos, sorridente e vestindo um macacão vermelho, desembarcou e começou a distribuir autógrafos entre alguns atônitos e curiosos moscovitas. Quinze minutos depois a polícia chegou e Rust foi levado para um local desconhecido, onde ficou preso por, pelo menos, 14 meses.
Essa violação do espaço aéreo soviético, efetuada [através da fronteira da Estônia] por uma pequena aeronave, evidenciou os problemas existentes no sistema de defesa antiaérea da URSS, uma vez que o avião poderia ser capaz de levar a bordo munição nuclear ou bombas com substâncias tóxicas. Três marechais e cerca de 300 generais e coronéis responsáveis pela defesa antiaérea foram demitidos, o que não acontecia desde a repressão stalinista de 1937. Gorbachev usou a desculpa da falha no sistema de defesa para exonerar vários militares do alto escalão que não aceitavam seu método de governo voltado para a democratização e abertura informativa gradual da sociedade soviética.


Igor Maltsev, chefe do Estado Maior, que por coincidência estava em Tallinn participando de trabalhos no parlamento da Estônia, muito tempo depois, comentou: “Não acreditei. Fomos ao posto de comando de defesa antiaérea nos subúrbios de Tallinn e soubemos que Rust havia cruzado a fronteira na Estônia.” E complementou: “A defesa antiaérea soviética tinha sido concebida para combater ataques aéreos maciços contra alvos no território soviético, e não para lutar contra aeronaves esportivas. Éramos realmente a mais eficaz do mundo naquela época.”


Outra razão para explicar a falha se deve à adesão soviética ao protocolo da Convenção de Aviação Civil Internacional, que proibia derrubar aviões civis onde quer que sobrevoassem. O documento foi assinado após o caso de um jumbo sul-coreano derrubado pela defesa antiaérea soviética no Extremo Oriente, em 1983, por ter violado o espaço aéreo da URSS. O ministro da Defesa também emitiu, na época, um despacho proibindo abrir fogo contra aviões de passageiros, carga e aeronaves leves.
“Por razões desconhecidas, esse fato foi omitido naquela época e continua omitido ainda hoje” – disse Maltsev.
O julgamento de Mathias Rust

Sabe-se também que os radares monitoravam todas as aeronaves, podendo, contudo, identificar somente aquelas equipadas com sistemas de identificação “amigo-inimigo”. Aviões pequenos, que poderiam ter finalidade agrícola ou esportiva, não possuíam esses dispositivos e eram, a toda hora, detectados por um setor específico da defesa antiaérea. O avião de Rust era semelhante a esses, razão pela qual não foi identificado como violador de fronteira, mas como infrator do regulamento de vôos.


A aventura de Rust, de certa forma, acelerou o processo de reformas que Mikhail Gorbachev pretendia implantar na URSS, pois o fato foi considerado humilhante para quem acreditava na invulnerabilidade da Cortina de Ferro.

Origem das fotos http://obviousmag.org/

quinta-feira, 21 de junho de 2012

PELOTÃO DE ELITE

"Beneath Hill 60", que em português diz, literalmente, "Sob a Colina 60", conta uma história real escrita por Oliver Woodward (Tenterfield / New South Wales / Australia, 08/10/1885 - Hobart / Tasmania / Australia, 24/08/1966).
Durante a I Guerra Mundial o capitão Woodward, que na vida civil era gerente de mineiração, foi incumbido de assumir a direção de operações com explosivos, à frente da 1ª Companhia de Túneis Australiana, em túneis escavados sob as linhas alemãs. Um dos objetivos era explodir a chamada Colina 60, e abaixo dela foram instalados [pela 3ª Companhia de Túneis Canadense] 24.000 Kg de explosivos. Os aliados acreditavam que assim eliminariam, de um só golpe, uma grande parcela do efetivo alemão nas trincheiras ocidentais, o que mudaria em instantes o rumo da guerra.
David Roach reescreveu para o cinema a história do capitão Woodwart, filmada em Townsville / Queensland / Australia.
No Brasil, o filme de 122 minutos, dirigido por Jeremy Sims e estrelado por Brendan Cowell [no papel de Oliver Woodward] e co-estrelado por Isabella Heathcote, foi "batizado" de Pelotão de Elite.
Eu recomendo.
Por enquanto, assista o trailer, abaixo.
video
YouTubeEnviado por  em 27/01/2010.

domingo, 17 de junho de 2012

LARISSA RIQUELME "DO PARAGUAY"

No Brasil, quando produtos, mercadorias ou, mais recentemente, equipes, personalidades, etc, são fake, referimo-nos popularmente a essas coisas como sendo "do Paraguay". A relação fica por conta dos transtornos que lá pelos anos 80's enfrentavam as pessoas que viajavam do Rio Grande do Sul até a cidade de Foz do Iguaçu, no Paraná, para de lá chegarem até Ciudad del Este, no Paraguay. O objetivo era comprar ou contrabandear mercadorias importadas, para revender ou não, dos EE.UU. ou da Europa por preços bem mais em conta, se possível, sem pagar as exorbitantes taxas de importação que eram cobradas nas aduanas. Alguns lojistas daquela cidade do país vizinho, com a intenção de lucrar mais, vendiam aos brasileiros mercadorias adulteradas ou falsificadas, e ainda algumas vezes, vendiam o produto original, mas empacotavam e entregavam ao infeliz comprador um produto falsificado pelo preço do genuíno, ou pior, como por exemplo: O indivíduo comprava um vídeo-cassete americano de última geração e, já em casa, centenas de quilômetros distante, abria o pacote e constatava que na caixa que deveria estar o aparelho tinha um tijolo. É, um tijolo de construção com peso semelhante ao produto adquirido. Daí veio a expressão que diz que algo ou alguma coisa é "do Paraguay" para dar a entender que é falsa.


Todas estas explicações foram só para mostrar esta gata aí, flagrada no meio da torcida polonesa no jogo entre Polônia e Rússia, na terça-feira, 12 de junho, pela Eurocopa/2012. É uma Larissa Riquelme "do Paraguay", embora a verdadeira Larissa Riquelme seja do Paraguay, mas não seja "do Paraguay", se é que me entendem.


Esta é a modelo Natalia Siwiec que, para alcançar o posto de Musa da Eurocopa, deu uma forçada na barra e resolveu imitar a Larissa.


Faltou enfiar o celular no decote.

quarta-feira, 13 de junho de 2012

POLÊMICA

2012, 13 de junho. Pose para foto no programa Polêmica, da Rádio Gaúcha AM (600 KHz), dirigido pelo jornalista gaúcho Lauro Quadros (Porto Alegre, 19/09/1939), que nesse dia abordou o caso da idosa que matou um ladrão em Caxias do Sul, e que teve como convidados: Heliomar Franco, delegado de polícia, professor de investigação criminal na ACADEPOL-RS; Gilberto Thums, promotor de justiça; Marcos Eberhardt, advogado criminalista e professor de Direito Penal da PUCRS; Nereu Giacomolli, desembargador do Tribunal de Justiça do RS, professor da Escola Superior da Magistratura e da PUCRS.
Fonte facebook.com/polemicagaucha

terça-feira, 12 de junho de 2012

DAIANE STEFFENS - A BELA DO GRÊMIO

Eleita com 75.481 votos, contra 60.353 votos da segunda colocada, e longe, bem longe, da terceira, que obteve 6.502 votos, Daiane Steffens (Estrela/RS, 10/05/1986) é o Grêmio FBPA no concurso Belas da Torcida/2012, promovido pelo site esporte.uol.com.br,   e que conta com a participação de outras 23 candidatas, representantes de: Atlético (MG); Atlético (PR); Avaí (SC); Bahia (BA); Botafogo (RJ); Ceará (CE); Corínthians (SP); Coritiba (PR); Cruzeiro (MG); Figueirense (SC); Flamengo (RJ); Fluminense (RJ); Fortaleza (CE); Goiás (GO); Guarani (SP); Internacional (RS); Náutico (PE); Palmeiras (SP); Paysandu (PA); Ponte Preta (SP); Remo (PA); Santa Cruz (PE); Santos (SP); Sport Recife (PE; São Paulo (SP); Vasco da Gama (RJ); Vitória (BA).


Daiane participa de concursos de beleza desde os 11 anos e já ganhou vários títulos:
  1. 1997 - Soberana Mirim das Piscinas
  2. 1998 - Miss Estrela Infanto-Juvenil
  3. 2003 - 1ª princesa do Garota Verão Estrela
  4. 2003 - 1a princesa do Garota Aldeia
  5. 2005 - Garota Som Metárius
  6. 2007/2008 - Miss Estrela
  7. 2008 - Miss dos Vales do Taquari e Rio Pardo
  8. 2009 - Princesa do Musa do Sol
  9. 2009 - 2ª princesa do Musa do Gauchão
  10. 2009 - 2ª princesa do Gata Sorriso
  11. 2010/2012 - 1ª princesa da Expovale
  12. 2010 - Soberana das Piscinas do RS
  13. 2012 - Bela da Torcida do Grêmio
FICHA DA MUSA
  •  Altura: 1,68
  •  Peso: 54 Kg
  •  Busto: 90cm
  •  Quadril: 91cm
  •  Cintura: 61cm
  •  Olhos: verdes
  •  Cabelos: loiros
  •  Idade: 26 anos
  •  Profissão Estudante e Jornalista

Na minha opinião, Daiane Steffens é forte candidata ao título de Bela da Torcida/2012 e a minha torcida vai para ela. Em 17 de dezembro de 2012 sai o resultado do concurso.

quinta-feira, 7 de junho de 2012

terça-feira, 5 de junho de 2012

MSC MUSICA - DE PROA PARA A BAÍA DE GUANABARA

2012, 09 de março; pouco depois das 6 da manhã. Aqui o MSC Musica, já limitando a velocidade para 10 nós, está prestes a entrar na Baía de Guanabara (RJ).

O café da manhã já está sendo servido e a maioria dos passageiros se prepara para deixar a embarcação. Antes, vão acertar seus débitos e créditos; depois, encaminham-se a locais específicos, previamente indicados, para a concentração que culminará com o desembarque.
Ficam os "crews" dos diversos setores da nave, trabalhando para deixá-la impecável, a espera de novos hóspedes que embarcarão rumo à próxima parada: Buenos Aires.
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IMPRENSA MARROM

"O papel social do jornalismo não lhe confere o direito de substituir outras instituições. É notório no entanto, que a imprensa vem procurando exercer funções que ultrapassam de longe o seu dever fundamental, assumindo funções que caberiam à polícia e à justiça.
E essa invasão de espaços pode ser considerada a partir de uma definição cara à imprensa: a qualificação do 'quarto poder', que data do século XIX e lhe confere o status de guardiã da sociedade (contra os abusos do Estado), representante do público, voz dos que não têm voz.Tal invasão busca legitimar a imprensa junto à opinião pública que ela mesma ajuda a formar, com a vantagem de atuar num reconhecido vácuo (a distância entre o aparelho judiciário e o homem comum)."

Imprensa Marrom


Imprensa marrom é a forma como podem ser chamados órgãos de imprensa considerados publicamente como sensacionalistas e que busquem alta audiência e vendagem através da divulgação exagerada de fatos e acontecimentos. É o equivalente brasileiro e português do termo yellow journalism. Em todos os casos há transgressão da ética jornalística tradicional. 


Poder-se-ia citar vários órgãos tanto da imprensa escrita quanto da falada ou televisiva como veiculadores da assim chamada imprensa marrom. Entretanto estas citações sempre teriam como bojo o viés político daquele que cita, de acordo com a visão que este possui do mundo e da realidade em que vive. Fato é que, frequentemente, veículos de imprensa divulgam notícias amparados em sua linha editorial ou em suas próprias crenças políticas, econômicas ou sociais, de modo a influenciar aquele que recebe a notícia no sentido de se engajar em sua própria visão de mundo. Cabe àquele que recebe a informação, deste modo, verificar, se possível em várias fontes, para se inteirar da realidade dos fatos e formar sua própria opinião.


A prática de um órgão de imprensa divulgar informações e notícias segundo sua linha editorial não constitui, em si, um problema ético. Grandes e respeitados jornais mundo afora, como o Daily Telegraph, Le Monde ou New York Times fazem isso, porém sempre deixam claro suas posições ao eventual leitor, de modo que o mesmo possa entender sob qual ótica a notícia está sendo dada. O "jornalismo marrom" de fato se manifesta quando essa posição é propositalmente omitida, e fatos são distorcidos ou apenas parcialmente divulgados para levar o leitor ao erro. A ideia é que os recursos jornalísticos usados pela imprensa marrom criam um ar de desconexão entre a responsabilidade dessas empresas com sua informação e origem da informação (colunistas, especialistas, apresentadores "irados").


Contra a prática deste tipo de jornalismo, em países democráticos, há sempre o recurso do processo judicial, onde aquele cujo direito foi ferido por informações falsas ou distorcidas obriga o órgão difamador a indenizar o atingido pelos prejuízos causados, seja de forma financeira e/ou fazendo uma retratação pública sobre o ocorrido.


Por  http://pt.wikipedia.org/wiki/Imprensa_marrom


Como surgiu a expressão "imprensa marrom"?


Ela foi inspirada na expressão americana yellow press ("jornalismo amarelo"), que surgiu no final do século XIX a partir da concorrência entre os jornais New York World e The New York Journal. Eles haviam entrado em guerra para ter em suas páginas as aventuras de Yellow Kid, a primeira tira em quadrinhos da história. A disputa nos bastidores foi tão pesada que o amarelo do cobiçado personagem acabou virando sinônimo de publicações sem escrúpulos.


Em língua portuguesa, a expressão teve sua cor alterada no Brasil em 1959, quando a redação do jornal carioca Diário da Noite recebeu a informação de que uma revista chamada Escândalo extorquia dinheiro de pessoas fotografadas em situações comprometedoras. O jornalista Alberto Dines, hoje editor do programa de TV Observatório da Imprensa, preparava, para a manchete do dia seguinte, algo como "Imprensa amarela leva cineasta ao suicídio". O chefe de reportagem do Diário, Calazans Fernandes, achou o amarelo uma cor amena demais para o caráter trágico da notícia e sugeriu trocá-la por marrom. "Assim, a expressão ‘imprensa marrom’ originou-se numa denúncia contra a própria imprensa marrom", afirma Dines. Além de criar o novo termo, a manchete do Diário da Noite contribuiu para o fim da criminosa revista Escândalo, fechada logo em seguida.


Por http://mundoestranho.abril.com.br/materia/como-surgiu-a-expressao-imprensa-marrom

segunda-feira, 4 de junho de 2012

O ALMIRANTE NEGRO E A REVOLTA DA CHIBATA

"Para as faltas leves, prisão e ferro na solitária, a pão e água; faltas leves repetidas, idem por seis dias; faltas graves, 25 chibatadas". Era assim que eram castigados por desordem ou desobediência os marinheiros brasileiros no começo do século XX, muitos negros ou pardos, filhos de escravos, ou seja, emergentes dos tempos de escravidão.


1910, 22 de novembro. O marinheiro Marcelino Rodrigues Menezes desentendeu-se com um cabo e o feriu com navalha. A punição para as faltas graves, estava escrita: 25 chibatadas. Foi punido o marinheiro não com 25, mas com 250 chibatadas na presença da tropa e ao som dos tambores.
À noite, liderados pelo marinheiro gaúcho João Cândido Felisberto (Encruzilhada do Sul, 24/06/1880 — Rio de Janeiro, 06/12/1969), um grupo de marinheiros apoderou-se dos encouraçados Minas Gerais e São Paulo, fundeados na baía de Guanabara, no Rio de Janeiro. Os oficiais que resistiram foram mortos. Os revoltosos exigiam o fim dos castigos corporais, melhoria na alimentação e anistia para os rebeldes, ameaçando bombardear a cidade se não fossem atendidos.


Um dos primeiros atos do regime republicano, o decreto nº 3, assinado em 16 de novembro de 1889 pelo então presidente marechal Deodoro da Fonseca, foi abolir o uso da chibata como castigo às insubordinações militares. Todavia, o castigo continuava a ser aplicado com relhos especificados por legislação do Congresso Nacional do Império do Brasil.
João Cândido, por indicação dos demais líderes, assumiu o comando do Minas Gerais e de toda a esquadra revoltada, controlando "O Grande Motim", título de diversos livros e de como a sociedade do Rio de Janeiro na época classificou o evento, chamando o seu chefe de cutis parda de "Almirante Negro". Esse, fez cessarem as hostilidades e enviou radiogramas pleiteando a abolição dos castigos corporais na Marinha de Guerra do Brasil. Também pela imprensa foi designado à época como "O Almirante Negro".


Por quatro dias, os navios de guerra Minas Gerais, São Paulo, Bahia e Deodoro apontaram os seus canhões para a Capital Federal. No ultimatum dirigido ao Presidente Hermes da Fonseca, os revoltosos declararam: "Nós, marinheiros, cidadãos brasileiros e republicanos, não podemos mais suportar a situação da Marinha brasileira".


A Rebelião terminou com o compromisso do Governo Federal em acabar com a limitação do emprego da chibata na Marinha e de conceder Anistia aos revoltosos, mas...


No dia seguinte ao desarmamento, ocorrido em 27 de novembro, o governo promulgou um decreto permitindo a expulsão de marinheiros que representassem "risco à segurança", quebrando a palavra empenhada, ou seja, traindo o texto da Lei de Anistia, neste caso, uma graça real criada por Maria I, de Portugal, que se estendia para o Brasil e além mar, aprovada no dia 25 de novembro pelo Senado da República e sancionada pelo presidente Hermes da Fonseca, conforme publicação no diário oficial de 26 de Novembro, levado ao Minas Gerais pelo capitão Pereira Leite.


No mês seguinte, uma nova rebelião, supostamente forjada por oficiais para incriminar os marinheiros, foi reprimida pelo governo, e enquanto 105 rebeldes foram enviados para os confins do Acre para nunca mais serem vistos, 17 marinheiros foram presos e enviados ao presídio da Ilha das Cobras. Desses últimos, todos morreram, exceto um, o Almirante Negro, o qual só foi absolvido das acusações caluniosas em 1912, ao ser defendido por Evaristo de Moraes, que mesmo sem ter formação acadêmica em Direito, foi contratado pela Ordem de Nossa Senhora do Rosário e dos Homens Pretos para a defesa, e não quis receber honorários.


"Banido da Marinha, João Cândido sofreu grandes privações, vivendo precariamente, trabalhando como estivador e descarregando peixes na Praça XV, no centro do Rio de Janeiro." Wikipédia

domingo, 3 de junho de 2012

DA PÁGINA DO GUARANY FC, NO FACEBOOK


Guarany Futebol Clube
25 de Maio 

"E continuamos divulgando nossa própria história. Com jogadores que realmente vestiram a camiseta do clube. Divulgando fotos realmente do Guarany e dando valor à nossa história e nossos heróis.
Olhem este timaço.
1960 - Em cima: Mugica, Silvio, Danga, Solis Rodrigues, Célio e Augusto
Em baixo: Ivo Medeiros, Maninho, Saulzinho, Sérgio e João Borges."


https://www.facebook.com/guaranyfutebolclube
http://www.guaranyfutebolclube.com.br/
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sábado, 2 de junho de 2012

A MAGIA ETERNA DO CINEMA

Por Valacir Marques Gonçalves

"Sérgio
Lembrei dos meus tempos de 'cinéfilo', em Bagé.
Valacir"

Valacir,
Eu também, na medida do possível, era cinéfilo, nos meus tempos de Bagé, e bem depois, quando já morava em Pelotas. Mas por minha própria culpa não cheguei a assistir muitos daqueles 1001 filmes que todo mundo tem que ver para deixar de ser ignorante perante a sétima arte. Exemplo: Roma, Cidade Aberta é um clássico que eu sempre quis ver e nunca vi, ou por falta de oportunidade ou por esquecimento ou por relaxamento mesmo.

Por outro lado, quando eu era guri e [depois] adolescente, não perdia os filmes do Mazzaropi, os de romanos (nos quais podiam vir incluídos um Sansão, um Hércules, um Golias ou um Maciste), de piratas (os melhores foram os com o Errol Flynn) e de bang-bang italiano (quaisquer um deles).
Abraço,
Sérgio.

A magia eterna do cinema

                                   Valacir Marques Gonçalves

Quando morreu o ator Philippe Noiret, talvez muitos não tenham se dado conta de quem se tratava. Para os que gostam de cinema, foi uma perda sentida. Ele atuou no filme “O Carteiro e o Poeta”, que mostrou a vida de Pablo Neruda, e interpretou, entre outros, o inesquecível Alfredo, em outro filme marcante, “Cinema Paradiso”, um clássico que ficou guardado no coração de gente de todas as gerações. Quando recordo esse filme, é impossível não lembrar da influência que o cinema teve na minha vida.

Assisti a filmes desde cedo. Fui daqueles que iam para frente do cinema com a finalidade de trocar “gibis” (revistas juvenis) para assistir, depois, aos filmes de “mocinho e bandido” que marcaram uma época. Durango Kid, Rock Lane, Gene Autry e seu cavalo “Campeão”, Roy Rogers com o “Trigger”, o Zorro e seu amigo Tonto, e tantos outros que enfeitiçavam as  matinées de domingo com as aventuras de justiceiros invencíveis.

Era apenas o começo. Prosseguiu com os filmes nacionais, as famosas “chanchadas” da Atlântida. Os heróis eram outros: a dupla Oscarito e Grande Otelo, Ankito, José Lewgoy, Zezé Macedo, Dercy Gonçalves, Zé Trindade, o casal Cyl Farney e Eliana e o caipira Mazzaropi nos faziam rir com as histórias de um Brasil ingênuo, terno, ainda sem a violência que nos atormenta hoje. Nos rincões do país, víamos o Rio de Janeiro com suas belezas e os grandes cantores que conhecíamos através do rádio.

E os piratas? Eles se enfrentavam em todos os mares, muitos com “pernas de pau, olhos de vidro e caras de mau”, como dizia uma música de sucesso. O capitão Gancho e sua turma participavam de grandes batalhas, nas quais morriam “milhares” de combatentes. Era muito pirata morto, acho que foi por isso que os filmes acabaram - não sobrou ninguém… Nos filmes de “capa e espada”, espadachins duelavam com golpes espetaculares. Durante a semana, fabricávamos espadas com as quais tentávamos copiar a elegância do D’Artagnan e seus companheiros..

Mas surgiu algo sério. Fomos apresentados ao neorealismo italiano. Obras como “Roma, Cidade Aberta”, de Roberto Rosselini, e “Ladrões de Bicicleta”, de Vitório de Sicca, revelaram que o mundo não era feito só de sonhos, de piratas ou de mocinhos. Elas nos mostraram a miséria, a solidão e o sofrimento de maneira clara e sem rodeios. Foi um choque - começávamos a deixar de ser meninos... Quando Nelson Pereira dos Santos, com “Rio, 40 graus”, Glauber Rocha e outros cineastas brasileiros começaram a produzir o “Cinema Novo”, podemos ver onde eles tinham se inspirado.

Depois do choque do neorealismo, foi a vez dos franceses com a  inquietante “Nouvelle Vague”. Vivíamos numa sociedade austera, vigiada. Namoro era coisa séria. Segurar a mão ou dar um beijo na amada era algo batalhado, envolvia muitas estratégias. A “Nouvelle Vague”, liderada por François Truffaut, Jean-Luc Godard e Roger Vadim, entre outros nos “enlouqueceu”. A obra “Et Dieu… Créa La Femme”, ou “E Deus criou a mulher”, foi logo condenada pela “Legião da Decência”, organização ligada a Igreja que não aceitava conteúdos sexuais no cinema. Vadim nos apresentou sua então esposa Brigitte Bardot, que seria a musa de toda uma geração. Os franceses mostravam mulheres desnudas, cenas ardentes, diálogos apimentados - era a glória. Na distante Bagé da minha infância, o difícil era entrar no cinema.  Foi preciso muita conversa e um penoso investimento em dissimulados presentes para o porteiro…

Daí para frente vi muitos outros filmes. Alguns, maravilhosos, com grandes atores e diretores geniais. Marlon Brando e sua inigualável interpretação do Dom Corleone, o chefão da Máfia. Marcello Mastroianni namorando a Gabriela do Jorge Amado. Jack Nicholson, e seu “Estranho no Ninho”. Ingrid Bergman, a enamorada inesquecível do Rick (Humphrey Bogart) de “Casablanca”. O perfeccionista Al Pacino. James Dean e suas “Vidas Amargas”. Jeane Moreau com “Jules e Jim”. Robert De Niro e o motorista neurótico de “Taxi Driver”. Diretores como Elia Kazan, Billy Wilder, John Ford, Martin Scorcese, Francis Ford Coppola e tantos outros.

 Mas de todos os filmes a que assisti, “Cinema Paradiso”, de Philippe Noiret, e seu “Alfredo” foi o que mais me marcou. Jamais esquecerei. Tal como acontece no teatro, o filme foi aplaudido de pé por uma platéia emocionada. Alfredo, mostrando ao menino Totó, a magia do cinema com a descoberta de que o padre do lugarejo censurava as cenas de beijos dos filmes foi emocionante. Ele tinha guardado cuidadosamente todas as cenas de beijos que tinham sido cortadas - elas finalmente foram assistidas. Elas nos ensinaram porque o cinema é eterno, porque consegue influenciar tantas vidas…

blog    www.valacir.com

sexta-feira, 1 de junho de 2012

SOVEREIGN LIGHT CAFE - KEANE

Keane é uma banda inglesa de piano-rock criada em 1995 na cidade de Battle, East Sussex. Formada por Tim Rice-Oxley, compositor e pianista, Tom Chaplin, vocalista e Richard Hughes na bateria, a banda só decolou de verdade a partir dos singles "Everybody's Changing" e "This Is The Last Time", lançados entre dezembro/2002 e janeiro/2003.


Para quem gosta de piano-rock e dessa banda, este é o novo clip recém saído do forno.
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Music video by Keane performing Sovereign Light Café. (C) 2012 Universal Island Records, a division of Universal Music Operations Limited