sábado, 30 de junho de 2012

A RATOEIRA


Colaboração Angela Madail
Um rato, olhando pelo buraco na parede, vê o dono da fazenda abrindo um pacote. Guloso como era, pensou logo nos tipos de comida que poderiam estar contidos ali. Quando percebeu que era uma ratoeira ficou aterrorizado. Correu, aos berros, pelo pátio da fazenda advertindo a todos os animais:

- 
HÁ UMA RATOEIRA NA CASA... UMA RATOEIRA NA CASA!
Ao que a galinha disse:
- Sr. Rato, eu entendo que isso seja um problema terrível para o senhor, mas para mim não é!
O rato foi então falar com o porco:
- HÁ UMA RATOEIRA NA CASA... Uma ratoeira na casa!
- Desculpe-me Sr. Rato – disse o porco – mas não há nada que eu possa fazer, a não ser rezar pela sua alma. Fique tranqüilo que o senhor será lembrado em minhas orações!
O rato, já desanimando, dirigiu-se à vaca:
- Há uma ratoeira na casa...
A vaca então, às gargalhadas disse:
- O que Sr. Rato? Uma ratoeira? Por acaso estou em perigo? Com certeza, não.
Triste com a indiferença dos seus companheiros, o rato voltou para a casa, abatido e cabisbaixo, já preparado para encarar a ratoeira armada pelo fazendeiro.  
Naquela noite, ouviu-se pela casa o barulho da ratoeira prendendo alguma coisa. A mulher do fazendeiro correu para ver se o rato havia sido morto. Como estava escuro, ela não percebeu que a ratoeira, em verdade, prendera a cauda de uma cobra. Ao aproximar-se foi então picada.
O fazendeiro levou a mulher imediatamente ao hospital.  Ela voltou com febre. Todo mundo sabe que para alimentar alguém com febre, nada melhor que uma canja de galinha.O fazendeiro foi então ao galinheiro para providenciar o ingrediente principal. Como a mulher continuava doente, os amigos e parentes vieram visitá-la.  Para alimentá-los o fazendeiro matou o porco. A mulher não melhorou, ao contrário, acabou morrendo. Muitos vieram para os funerais.  O fazendeiro então sacrificou a vaca para poder alimentar a toda aquela gente.
Moral da história: 'Quando há uma única ratoeira na casa, toda a fazenda corre perigo!'
- O problema de um é problema de todos quando convivemos em grupo. E a razão do homem não consegue prever todos os desdobramentos possíveis a ponto de decidir com clareza “nunca vai acontecer nada de mal comigo”, apesar de nossa pretensa racionalidade. 

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