terça-feira, 31 de julho de 2012

RECORDE MUNDIAL

2012, 21 de julho. Oitenta e oito mulheres da equipe  Жемчужины России  - transliterado para: Zhemchuzhini Rossii (Pérolas da Rússia, em português) - formaram uma grande flor branca/azul/vermelha no céu sobre Kolomna, pequena cidade nos arredores de Moscou.

As jovens saltaram simultaneamente de quatro aviões. A equipe conseguiu atingir o objetivo somente no terceiro salto.

As paraquedistas tiveram cerca de 50 segundos para construir e fixar por, pelo menos, um segundo a figura numa velocidade de mais de 200 km/h.

O recorde anterior pertencia a uma equipe feminina alemã que havia conseguido compor uma figura no céu com a ajuda de 84 paraquedistas.
Fonte http://sky-pearl.ru

segunda-feira, 30 de julho de 2012

EM CASO DE NEBLINA, LIMITAR A VELOCIDADE É FUNDAMENTAL


VAREKAI

"NO INTERIOR DE UM VULCÃO, EXISTE UMA
FLORESTA MISTERIOSA ONDE TUDO É POSSÍVEL.
UM LUGAR CHAMADO VAREKAI."


VAREKAI é um espetáculo criado e dirigido por Dominic Champagne, e apresentado pelo Cirque du Soleil. Sua estreia foi em Montreal, em 2002. Desde então, já visitou mais de 60 cidades em mais de 15 países.

"Varekai celebrou sua apresentação de número 1.000 em Dallas, no Texas, em 2004. A apresentação de número 1.500 foi em Seattle, Washington, em 2006. A apresentação de número 2.000 foi em Perth, no ano de 2007. Em Sevilha o espetáculo comemorou a apresentação de número 2.500. E a apresentação de número 3.000 foi em Ostende, Belgium, em Agosto de 2010. Ao todo, mais de 6 milhões de pessoas em todo o mundo já assistiram o espetáculo Varekai.
Embrenhado na floresta profunda , no cume de um vulcão, existe um mundo extraordinário onde tudo é possível. Um mundo chamado Varekai. Concebido por uma equipe da nova geração artística, incluindo Dominic Champagne (aclamado por escrever e dirigir The Beatles – LOVE e o sensual Zumanity – ambos fixos em Las Vegas), Guy Laliberté: criador; Andrew Watson: Diretor de Criação; Stéphane Roy: Cenografia; Eiko Ishioka: Figurino; Violaine Corradi: Compositor, Montanaro Michael: Coreógrafo; Bill Shannon: Coreógrafo; Jaque Paquin: Rigging Designer; Nol Van Genuchten: Designer de iluminação, François Bergeron: Designer de Som, Francis Laporte: Designer de projeção; McCrystal Cahal: Designer dos Atos do palhaço (duplas); Nathalie Gagné: Make-Up Designer; André Simard: Designer Atos aéreos, Varekai (pronunciado ver·ay·’kie) significa “onde quer que seja” na linguagem cigana, os eternos viajantes.


... Esta produção presta homenagem à alma nômade, ao espírito e arte da tradição circense e a todos aqueles que desafiam com infinita paixão os longos caminhos que levam a Varekai. O espetáculo nasce da explosiva fusão do teatro com a acrobacia. O impossível torna-se possível em espantosas demonstrações de perícia e poder, com trilha sonora original e cenários do “outro mundo”, perfeitamente harmonizados com as fantásticas coreografias que “falam” a universal linguagem do movimento. O pêndulo do tempo anda para trás numa homenagem às antigas e especiais tradições circenses dos Icarian Games, Water Meteors e Georgian Dance. Depois, Varekai transporta-se para o futuro através de revolucionários movimentos de contorção em números como Russian Swings, Slippery Surface e Triple Trapeze."
Fonte Cirque du Soleil - Varekai

Atualmente o espetáculo Varekai está em turnê pela América do Sul (Argentina, Brasil e Chile).

sexta-feira, 27 de julho de 2012

OLIMPÍADAS HÁ 100 ANOS

1909, 18 de maio. Um congresso realizado pelo Comitê Olímpico Internacional, em Berlim, homologou a cidade de Estocolmo como sede dos Jogos Olímpicos de 1912. E nem poderia ser de outra forma naquela ocasião porque não havia outras candidaturas.
Estocolmo não decepcionou e apresentou ao mundo um modelo de eficiência e organização e o estádio de Djurgarden, projetado pelo arquiteto Torben Grut, com capacidade para 32 mil espectadores, o primeiro construído exclusivamente para uma Olimpíada.

Pela primeira vez:
  • os jogos foram disputados em um período pré-determinado (de 05 a 27 de julho);
  • as bandeiras dos países dos ganhadores dos três primeiros lugares, em cada prova, eram hasteadas ao mesmo tempo em que os atletas subiam ao podium para receber suas medalhas;
  • rigorosas regras e códigos para classificação e julgamento dos atletas foram previamente registrados, por escrito, e para não haver brechas que conduzissem a dúvidas referentes a resultados de corridas, por exemplo, foi introduzido o foto-finish;
  • perfeita organização permitiu que o evento alcançasse, através da venda de selos e medalhas comemorativas, um balanço econômico positivo;
  • uma olimpíada contou com a participação de países dos cinco continentes;
  • foi utilizada a cronometragem eletrônica;
  • um sistema de som instalado no estádio, nas pistas, nos ginásios e [até] nas ruas, foi utilizado para anunciar as provas, os atletas e os resultados;
  • a natação feminina fez parte de uma olimpíada;
  • o pentatlo moderno (tiro, natação, esgrima, hipismo e corrida de 4.000 metros) foi introduzido como modalidade olímpica, com o objetivo de destacar "o atleta perfeito";
  • o futebol foi alçado à condição de esporte mais popular do planeta - as medalhas de ouro, de prata e de bronze foram para a Grã-Bretanha, Dinamarca e Holanda, respectivamente.
E foi o norte-americano Jim Thorpe, de origem indígena, que ganhou todas as provas do pentatlo e bateu todos os recordes do decatlo, cujas provas, até hoje, são disputadas em dois ou três dias e nesta ordem: 100 metros; salto em distância; lançamento de peso; salto em altura; 400 metros; 110 metros barreiras; lançamento do disco; salto com vara; lançamento do dardo; 1500 metros.

Ele foi o super-atleta da Olimpíada, apesar de ter seus títulos contestados e retirados pelo COI em função de uma acusação [sensacionalista] de ser jogador profissional de beisebol. Não havia lugar para o profissionalismo em olimpíada. A punição durou até 1984, 32 anos após a sua morte, "quando seus netos receberam, de Juan Antonio Samaranch, então presidente do COI, as duas medalhas que haviam sido retiradas." (http://esportes.terra.com.br)


A nota triste da competição foi a morte do maratonista português Francisco Lazaro que havia horas antes, desfilado com o estandarte da equipe de atletismo de Portugal. Em 14 de julho, durante a Maratona, realizada com temperatura muito elevada, depois de 30 Km de prova, Lazaro caiu e desmaiou. Assistido e levado para o hospital, veio a falecer mais tarde devido a uma insolação.

Os EE.UU. figuraram em 1º lugar no quadro de medalhas [de ouro], com 25 medalhas; a [anfitriã] Suécia ficou em 2º, com 24; a Grã-Bretanha, com 10 medalhas, entrou em 3º.

No encerramento dos jogos um grande banquete de confraternização foi realizado, onde o Barão de Coubertin, presidente do COI, anunciou que gostaria que a sede da próxima olimpíada fosse em Berlim, em 1916. A Primeira Guerra Mundial se encarregou de adiar o desejo do barão.

As disputas olímpicas só voltariam ao calendário em 1920, mas ainda não em Berlim; a sede dos jogos seria a cidade de Antuérpia, na Bélgica.

Com base em

quinta-feira, 26 de julho de 2012

RODOVIÁRIA [VELHA] DE PINHEIRO MACHADO, RS - PARADA OBRIGATÓRIA

Parada obrigatória para quem vinha de Bagé ou ia para lá, o prédio da antiga rodoviária de Pinheiro Machado foi transformado em um núcleo universitário ligado à Universidade Federal de Pelotas.

Ouvi falar que o local  - que antes de ser uma rodoviária caindo aos pedaços, foi colégio interno - está destinado inicialmente para as atividades referentes ao curso de Tecnólogo em Gestão Ambiental e também para o Núcleo de Geologia e Energias Renováveis da UFPel.

Fosse o relógio atrasado apenas uns anos, e neste flagrante, ao invés de um veículo da Universidade, teríamos três ônibus estacionados em diagonal, quase prontos para partir. Um deles seria o Expresso Princesa do Sul que fazia a linha Bagé/Pelotas - Pelotas/Bagé.

GINÁSTICA LABORAL

Definida como um conjunto de práticas de exercícios físicos realizados no ambiente de trabalho, a ginástica laboral objetiva a adaptação física e psíquica individual através dessas atividades específicas dirigidas a grupos de trabalho de uma repartição, fábrica, indústria, etc.

As técnicas de alongamento, fortalecimento e relaxamento musculares orientadas por um profissional de Fisioterapia e/ou Educação Física, são executadas durante um tempo relativamente curto - entre 10 e 15 minutos.

Vários itens compõem os resultados que se espera serem alcançados a partir da implantação desse intervalo pré-agendado. A reeducação postural, o alívio do stress e a prevenção de lesões e doenças por traumas cumulativos, entre outros, são benefícios não desprezíveis.


2012, 20 de junho. Nos flagrantes acima, servidores da Universidade Federal de Pelotas praticam ginástica laboral orientada.

O CINEMA 3D NA RÚSSIA

Enquanto o mundo inteiro vai se empolgando com os adventos da tecnologia 3D, a Rússia desarquivou uma série de filmes soviéticos baseados no mesmo princípio. Muitos deles foram produzidos na década de 1940, em plena guerra.

A tecnologia do cinema 3D soviético era diferente do que se vê hoje em dia. Intitulada de cinema estéreo, a técnica foi desenvolvida pelo inventor soviético Semion Ivanov e os espectadores não precisavam usar óculos especiais. Em compensação a ilusão de profundidade e volume era criada por meio de uma grade de arame. As pessoas assistiam ao filme através dela e, assim, seus olhos esquerdo e direito viam duas imagens distintas simultaneamente.

Os entusiastas russos Nikolai Maiorov e Nikolai Kotovski restauraram alguns dos filmes soviéticos originalmente produzidos nas décadas de 1940 e 1950. As obras foram digitalizadas e exibidas na programação especial do Festival Internacional de Cinema de Moscou, no final do mês de junho/2012.

“Estamos acostumados a ouvir várias lendas de que o cinema 3D chegou a nós pelos Estados Unidos”, disse Maiorov durante o festival. “Na verdade, essa é uma invenção russa.”

Cientes da redescoberta, os russos fazem questão de dizer que o primeiro filme estéreo foi exibido na cidade de São Petersburgo em 1911, quatro anos antes do lançamento de um projeto semelhante nos EUA.

As sessões públicas de filmes 3D começaram na Rússia em 1941, com “Concerto” ou “Terra da Juventude”. Obras similares começaram a aparecer na URSS no início dos anos 50. O filme colorido “Nas Avenidas do Parque”, de 1952, mostra o parque Górki, em Moscou (arrest scene, abaixo).

A tecnologia da época foi capaz de apresentar uma imagem tão nítida que se tem a impressão de que o filme foi produzido recentemente.

O trabalho dos entusiastas russos ainda não chegou ao fim, uma vez que planejam restaurar outros clássicos do cinema soviético 3D.

Fonte Russia Today

terça-feira, 24 de julho de 2012

CAMINHADA NO DESERTO

"Caminhar no deserto não é tão diferente de caminhar em qualquer outro ambiente se você levar em conta  [alguns] fatores especiais: ÁGUA E CALOR; TERRENO ACIDENTADO; PLANTAS ESPINHOSAS; ANIMAIS VENENOSOS; INUNDAÇÕES REPENTINAS." - é o que diz no cartaz plantado no portal de entrada do Death Valley (Vale da Morte) - California/USA.

Foto elki

Pois só este aviso já seria capaz de me desestimular imediatamente da iniciativa ou tentativa de caminhar através do deserto.
Mais abaixo, algo que me assustou ainda mais, e que eu interpretei assim: "PICADA DE COBRA - O melhor tratamento é evitar ser mordido. Nunca coloque as mãos ou os pés onde você não pode ver".

Parece bula de remédio que [muitas vezes] a gente nem lê, mas no caso desta "bula" em tamanho gigante, ignorar quaisquer desses avisos numa caminhada no deserto pode ser fatal.   

domingo, 22 de julho de 2012

VOLENDAM

Por Lu Costa

Esta cidadezinha fica perto de Amsterdam e retrata a Holanda do nosso imaginário.

Foto Lu Costa

sábado, 21 de julho de 2012

KYLIE MINOGUE AT THE DIAMOND JUBILEE CONCERT

Linda e talentosa, minha amiga Kylie esbanja simpatia e glamour por onde quer que se apresente.
Estrela de primeira grandeza da música-pop mundial, ela é capaz de envolver [com sua música] e hipnotizar [com sua beleza] todas as plateias, em todos os cantos do planeta.
Aqui, ela se exibe no Diamond Jubilee Concert - Palácio de Buckingham - em 04 de junho de 2012, confirmando o que eu já sabia: que ela é [e vai ser por muito tempo] a Rainha da International Pop Music.
I Love You Kylie.

Publicado em 04/06/2012 por 

quinta-feira, 19 de julho de 2012

A DOIS ANOS DA COPA DO MUNDO


Brasil, 1948. Faltando dois anos para a Copa do Mundo que seria realizada no Brasil, os preparativos para receber as delegações de outros 15 países - Argentina, Escócia e Índia, por motivos diferentes, desistiram, então vieram só 12 seleções - andavam devagar. Ainda não havia um comitê organizador, e os estádios das capitais eram, em maioria, mirrados, com infraestruturas modestas que não alcançavam os padrões imagináveis para um torneio daquela envergadura.

Em 1938, dez anos antes, o jornalista Célio de Barros, representante da Confederação Brasileira de Desportos (CBD), havia lançado a candidatura do Brasil a país-sede do Campeonato Mundial de Futebol de 1942. Jules Rimet, o presidente da FIFA, recebeu a proposta e agradeceu o entusiasmo, porém deixou transparecer que a Alemanha era a sua preferida por ter sediado com sucesso os Jogos Olímpicos de Berlim, em 1936.

A guerra (1939 - 1945) e seus desdobramentos bagunçaram os planos da FIFA que só voltou a se reunir em 1946 [em Luxemburgo] e, em desespero de causa, carimbou o passaporte do Brasil, único candidato a sede da Copa do Mundo que deveria ser realizada em 1950.

O Pacaembu, em São Paulo e o Durival Britto e Silva, em Curitiba, dois modernos estádios inaugurados na década de 40, eram os únicos em condições de receber os jogos. Os demais, como já vimos, deixavam a desejar.
Operários trabalhando na construção do Maracanã.
Foto Arquivo Geral da Cidade do Rio de Janeiro

Rio de Janeiro, maio de 1947. Três desportistas influentes - Mário Filho, editor do Jornal dos Sports, Vargas Neto, presidente da Federação Metropolitana de Futebol, e Ary Barroso, o compositor, radialista e, então, vereador pela UDN (União Democrática Nacional) - usaram as páginas do Diário Carioca para defender a ideia de construção de um estádio de gigantescas proporções para ser a principal sede da Copa. A pressão surtiu efeito e, vencedor de uma concorrência pública, o projeto arquitetônico de Miguel Feldman, Waldir Ramos, Raphael Galvão, Oscar Valdetaro, Orlando Azevedo, Pedro Paulo Bernardes Bastos e Antônio Dias Carneiro, deu prosseguimento ao sonho da construção de um estádio municipal para a Copa do Mundo. Não estaria aí solucionado o problema da falta de estádios, mas em compensação teria o Brasil uma praça esportiva de alto gabarito para encher os olhos da FIFA.

Ainda assim, era preciso executar o projeto, o que só foi levado a efeito a partir de 02 de agosto de 1948 - lançamento da pedra fundamental.
Inicialmente foram contratados 1.500 operários para a construção do gigante que se localizaria no antigo terreno do Derby Club e teria capacidade final para 150.000 pessoas. Nos últimos meses de trabalho mais 2.000 operários foram chamados, mas apesar disso não foi possível concluir a obra antes do início do torneio. O estádio só ficou pronto, de verdade, 15 anos depois da Copa.

Enquanto isso: em Porto Alegre, o SC Internacional lutava para transformar o pavilhão de madeira do Estádio dos Eucaliptos - uma das sedes da Copa - em uma arquibancada de concreto; em Belo Horizonte o prefeito Otacílio Negrão de Lima prometia à CBD que construiria, em dois anos, um estádio digno para sediar o mundial.

Faltando dois anos para o pontapé inicial da Copa do Mundo de 1950, era este o panorama e eram estas as polêmicas que envolviam as futuras sedes do torneio; e faltando dois anos para o pontapé inicial da Copa do Mundo de 2014, mudou o panorama, mudaram as polêmicas, mas não mudou o jeito brasileiro de trabalhar, deixando tudo para a última hora.

¿Ficarão prontos, a tempo, todos os estádios?

segunda-feira, 16 de julho de 2012

LE MIROIR

Colaboração sine quae non Werner Beck
By Ramon & Pedro
00:06:20 - Country Switzerland


FESTIVAL INTERNACIONAL DE BENICÀSSIM

O Festival Internacional de Benicàssim/2012 - costa leste da Espanha, entre Valência e Barcelona - realizado [desta vez] de 12 a 15 de julho, ocorre desde 1995 e é capaz de reunir e misturar artistas consagrados, como Bob Dylan - por exemplo - com jovens promissores nos diversos ramos das artes que incluem a música, o teatro, a moda, a pintura, a fotografia e o cinema.

O público que chega para assistir e interagir, vai se acomodando quase no improviso. O local vira um gigantesco acampamento multiétnico-linguístico-cultural, como se fosse um revival de Woodstock.
Exaustas, estas aí nem tiveram tempo de se acomodar adequadamente. O sono as derrubou antes.
Foto Gabriel Pecot/Terra

sexta-feira, 13 de julho de 2012

PATOS


2012, 13 de julho. Se alguém conseguir contar quantos patos aparecem aí...
O local é próximo a um campo de arroz, na província de Nakhonsawan, localizada ao norte de Bangkok.
O dono e adestrador dos bichinhos ainda não apareceu no final da curva.







Ah, sim! Ali vem ele, bem no fim da fila!
Fotos Chaiwat Subprasom/Reuters
Fonte Folha de São Paulo/SP

"OS DEZ MANDAMENTOS" NO CINE GUARANY - PORTO ALEGRE, RS

Inaugurado em 29 de novembro de 1913, com 958 lugares, o cinema Guarany, localizado na rua dos Andradas, em frente à Praça da Alfândega, foi projetado pelo arquiteto alemão Theo Wiederspan, que lançou mão do trabalho de Jesus Maria Corona - escultor e representante do barroco alemão - e de vários outros escultores.

cinemasportoalegre.blogspot.com.br

A foto acima mostra a fachada do prédio, em 1957, onde se destaca, em grande estilo, o anúncio do filme Os Dez Mandamentos, que bateu o record de exibições em Porto Alegre, com mais de 50 semanas em cartaz.

Para saber mais, visite o blog: Cinemas de Porto Alegre Antigo.

quinta-feira, 12 de julho de 2012

UMA LIÇÃO DE TRÂNSITO I

Santiago do Chile, um modelo de ciclovias, metrô e serviço de táxi
Reportagem Felipe Daroit
Fonte clicrbs.com.br

CAMELÓDROMO DE PELOTAS

2011, 02 de março - Pelotas, RS. Entre um trabalho e outro sempre sobra tempo para um "extra".
Uma visita profissional ao prédio que abriga os cursos de bacharelado em Museologia e Conservação e Restauro de Bens Culturais Móveis e Integrados da UFPel, na rua Santa Tecla, 409, rendeu na volta, e de improviso, um registro fotográfico do Camelódromo de Pelotas.

As faixas de protesto, visíveis sobre o telhado do complexo, dão indícios que a prefeitura, à época, pretendia encaminhar providências para a privatização daquela área, e isto não estava nos planos dos comerciantes ali estabelecidos.

quarta-feira, 11 de julho de 2012

O CALÇADÃO DA BACELAR

2011, 12 de fevereiro - Rio Grande, RS. O sábado, pós meio-dia, dá a entender que as pessoas já estão com intenções dirigidas para o caminho de casa e o calçadão vai ficar quase vazio.

O vento desse dia deve ter afastado os veranistas da praia, mas nem por isto eles pensaram em dar uma volta pela cidade do Rio Grande, muito menos visitar o seu centro comercial, distante uns 30 Km do balneário Cassino. O motivo pode variar desde a preguiça até a escassez de atrativos visuais propostos pelo calçadão, o qual, se já lhes é familiar, é somente capaz de causar indiferença ou despertar rejeição. Tudo ou - não exageremos - muito - agora sim! - por conta da poluição visual que tomou conta das fachadas dos prédios que abrigam lojas e escritórios. Tudo fica escondido pelas próprias placas de anúncios, cujo objetivo é chamar a atenção do público.

O objetivo dessa verdadeira central de propagandas ao ar livre é, certamente, alcançado, mas para quem se preocupa com a harmonia visual da cidade ou para os turistas, de um modo geral, o efeito é desanimador.

Regulamentar as proporções e tamanho das placas comerciais, limitando-as à compatibilidade estética ambiental, poderia ser uma das medidas adotadas pelo governo municipal do Rio Grande como forma de reciclar o centro comercial da cidade, eliminando a sobrecarga de informações, as quais, queiram ou não admitir os comerciantes, induzem à confusão mental e a uma inexplicável irritação das pessoas que circulam pelo calçadão da Bacelar.

SANTA MARIA, RS - CIDADE UNIVERSITÁRIA E CIDADE DOS QUARTÉIS

A cidade de Santa Maria, no Rio Grande do Sul, desde há muito tempo é conhecida como A Cidade Universitária por conta da afluência histórica de estudantes oriundos de todas as regiões do interior gaúcho, que elegeram a Universidade Federal, nela situada, como guia para suas futuras carreiras profissionais, alimentando o prestígio e consolidando a tradição dessa instituição federal, uma das pioneiras do estado.
Poderia também, Santa Maria ser conhecida como A Cidade dos Quartéis, pois não menos do que 18* unidades militares estão espalhadas pela cidade e arredores.

Todos estes rodeios serviram somente para apresentar esta foto histórica que remonta aos tempos da II Guerra Mundial, quando o Brasil estava prestes a entrar no conflito que se desenvolvia, principalmente, na Europa, e cujas circunstâncias extraordinárias exigiram o envio de um contingente de 25.334 homens das forças armadas, recrutados dos quartéis e reservas militares espalhados por todo o país.

Na foto, identificada pelo próprio fotógrafo (Cezar), aparece o quartel (pavilhão de comando) que a partir de 1925 abrigou o 5º Regimento de Artilharia Montada, hoje chamado 3º Grupo de Artilharia de Campanha Autopropulsado, mas também conhecido como Regimento Mallet (Decreto nº 21.196, de 23 de março de 1932).

Proveniente do acervo pessoal de Aribides Rodrigues Pereira, este registro fotográfico, de per si, pouco teria a importar se não estivesse ligado à própria história do Sr. Aribides, que incorporou-se ao exército em 1942 e foi o primeiro soldado do 5º RAM a se declarar voluntário para a guerra. Ele era um dos 24, da primeira leva de soldados desse quartel, que embarcaram para fazer os treinamentos no Rio de Janeiro.

No total, o Regimento Mallet contribuiu com 153 militares para lutar na Itália, onde todos os brasileiros foram incorporados ao 5º Exército Americano, sob o comando do Tenente-General Mark Wayne Clark.

*Unidades militares sediadas em Santa Maria, RS:

  • 1º Regimento de Carros de Combate - Santa Maria 1º R C C
  • 3ª Companhia de Comunicações Blindada - Santa Maria 3ª Cia Com Bld
  • 3ª Delegacia do Serviço Militar da 10ª C S M - Santa Maria 3ª Del SM/10ª CSM
  • 3º Grupo de Artilharia de Campanha Autopropulsado - Santa Maria 3º G A C/Ap
  • 4º Batalhão Logístico - Santa Maria 4º B Log
  • 6ª Bateria de Artilharia Anti-Aérea - Santa Maria 6ª Bia A AAe
  • 6º Esquadrão de Cavalaria Mecanizado - Santa Maria 6º Esqd C Mec
  • 13ª Companhia Depósito de Armamento e Munição - Santa Maria 13ª Cia DAM
  • 26º Pelotão de Polícia do Exército - Santa Maria 26º Pel PE
  • 29º Batalhão de Infantaria Blindado - Santa Maria 29º B I B
  • Campo de Instrução de Santa Maria C I S M
  • Centro de Instrução de Blindados - Santa Maria C I Bld
  • Colégio Militar de Santa Maria C M S M
  • Companhia de Comando da 3ª Divisão de Exército - Santa Maria Cia Cmdo 3ª DE
  • Companhia de Comando da 6ª Brigada de Infantaria Blindada - Santa Maria Cia Cmdo 6ª Bda Inf Bld
  • Comando da 3ª Divisão de Exército - Santa Maria Cmdo 3ª DE
  • Hospital de Guarnição de Santa Maria H Gu Sta Maria
  • Parque Regional de Manutenção da 3ª Região Militar - Santa Maria Pq R Mnt/ 3

terça-feira, 10 de julho de 2012

NA VILA DE SANTA THEREZA

2008, 25 de dezembro, 15:00 h. Anete HF e Denise BFB, na Vila de Santa Thereza – arredores de Bagé.
Foto Bruno Bechuetti

Ao fundo, com o relógio parado, a capela de Santa Thereza, restaurada a partir de 2005 e reinaugurada em outubro de 2008. O templo, projetado, em 1909, pelo arquiteto Pedro Obino, e consagrado à Santa Thereza (Gotarrendura/Ávila/Espanha, 28/03/1515 - Alba de Tormes/Salamanca/Espanha, 04/10/1582) , foi construído a mando do empreendedor Antônio Nunes Ribeiro de Magalhães, o visconde Ribeiro de Magalhães.

Para saber mais sobre a Vila de Santa Thereza, consulte

Endereço: Av. Visconde de Ribeiro Magalhães – Bagé, RS.
Fone:(53) 3247 6861

domingo, 8 de julho de 2012

A "RÚSSIA" DE HOLLYWOOD

Por Sofia Raievskaia - especial para a Gazeta Russa
Fonte Gazeta Russa
Cena do filme “A Identidade Bourne”

O modo como a Rússia é representada em alguns filmes de Hollywood pode transformar um suspense em comédia para o espectador russo. Conversas desordenadas, realidades e pessoas deturpadas ou retratadas de modo absurdo, fatos duvidosos ou indeterminados – tudo isso depõe contra os filmes americanos na ótica do público russo.


A Rússia, contudo, tornou-se há pouco um dos mercados mais importantes da indústria cinematográfica hollywoodiana. Não é rara a presença no país de estrelas do calibre de Tom Cruise, Will Smith e Megan Fox nas premières de filmes.

Para Hollywood, o mais complicado é, obviamente, a língua russa. Na internet há uma volumosa seleção de erros típicos. Nos documentos de “A Identidade Bourne”, um dos nomes do herói principal, Foma Kiniaev, quando escrito em russo, transformou-se em Aschf Lchtchfum. Quem escreveu não fez a transliteração, simplesmente mudou a configuração do teclado do inglês para o russo e apertou as mesmas teclas, supondo que as letras russas correspondentes estariam na mesma posição.

Em “O Terminal”, no passaporte do personagem interpretado por Tom Hanks, o nome escrito em russo é Gulinara Gulina. Tal nome e sobrenome serviriam melhor a uma mulçumana da república do Tartaristão do que a um homem do Leste Europeu.

Acontece que, mesmo quando os orçamentos cinematográficos são enormes, não se dá a devida atenção a textos e palavras em outras línguas.

“Hollywood faz filmes para si mesma. Para eles, não importa se somos representados com sotaque. Em geral, por que isso nos ofende? Os filmes não foram feitos para nós. Não conferiram os fatos? A verificação dos fatos é bastante superficial”, diz Ígor Jijíkin, ator russo que passou 23 anos nos EUA.

Nas filmagens de “Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal”, Ígor chegou a discutir com o diretor, Steven Spielberg, o fato de que os personagens russos tinham um sotaque muito forte. Na opinião do ator, quem faz os filmes não leva em consideração essas falhas nem são intencionais.

Descaso ou incapacidade?  

Segundo o produtor cinematográfico russo Víktor Alíssov, a deformação da língua russa nos filmes hollywoodianos é, pura e simplesmente, incompetência. “Fica a impressão de que economizaram na consultoria. Não faz sentido: gastar tanto tempo e recursos na verificação de fatos. O público consome assim mesmo. O importante é a boa atuação dos atores, os efeitos especiais”, afirma Alíssov.

A indústria cinematográfica americana peca também pela representação pouco autêntica dos russos. O ex-curador do Arquivo do Cinema, instituição subordinada à Secretaria de Cultura de Moscou, Erik Sarkissian, considera que a representação baseada em estereótipos é uma manobra política. “Será que Hollywood não se dá conta do que está fazendo quando filma o astronauta russo em “Armagedon” como um beberrão, usando aquele chapéu de pele? Ficou faltando só um urso e uma bonequinha matriochka!”

Erik acredita que isso só pode ser ironia e cinismo. Por não ter fortes concorrentes no mercado cinematográfico, o cinema hollywoodiano expõe o que quer e pode estabelecer as próprias regras.

 “A representação da Rússia nos filmes de Hollywood é reflexo direto da influência que as notícias veiculadas nos EUA exercem sobre a visão de mundo”, explica Alíssov, afirmando que a culpa não é dos diretores.

“A opinião pública sobre a Rússia é simplesmente refletida nos filmes hollywoodianos. Eles filmam aquilo que acreditam ser verdadeiro e aquilo que as pessoas esperam ver. Na cabeça deles, a verdade é essa”, completa.

Disputas cinematográficas

Muitas pessoas já estão entediadas com a frequente representação da Rússia, dos comunistas e da máfia russa no papel de adversário natural dos EUA. Em “O Santo”, um nacionalista russo mafioso desestabiliza a situação na Rússia para tomar o poder. Em “Força Aérea Um”, com Harrison Ford, um grupo de comunistas russos sequestra o avião do presidente norte-americano para provocar uma nova guerra mundial.

Ainda assim, Ígor Jijíkin vê pontos positivos nisso. A representação dos russos como uma força poderosa, segundo ele, só melhora a imagem do país aos olhos da sociedade mundial. “Ela é colocada como contrapeso, criam a imagem do inimigo. É uma boa manobra tática. A Rússia é apresentada como forte adversário, indicando que se trata de uma grande potência”, afirma o ator.

Na opinião de Víktor Alíssov, a representação da Rússia como inimigo em muitos filmes americanos acontece por inércia, e essa tendência é cada vez mais rara, ao contrário da época da Guerra Fria. “Há certo estereótipo, a Rússia vinculada à máfia ou ao KGB. Acho que a guerra de informações prossegue na indústria cinematográfica”, diz Alíssov.

“A propósito, os nossos diretores, tempos atrás, também ironizavam os alemães, apresentando-os como clones militares”, reflete Erik Sarkissian. De fato, a indústria cinematográfica russa pecou e, às vezes, ainda peca na representação dos americanos.

Um exemplo disso é o novo seriado da moda, “Internos”. O personagem americano, Phil, é ingênuo, honesto e bondoso. Seus pais são gays. Na Rússia, e no próprio seriado, ele é motivo constante de piadas e gozações. “Uma série inteira de estereótipos!”, comenta Víktor Alíssov. “Mas tudo sem maldade.”

Mesmo com tantos exemplos ruins, há alguns anos, a revista “Russia!” concedeu um prêmio ao ator Viggo Mortensen por seu papel no filme “Senhores do Crime”. Mortensen recebeu o reconhecimento pela melhor representação de um personagem russo em filmes de Hollywood. A redação do veículo considerou que Viggo foi tocante e autêntico no papel do bandido arrependido Nikolai.

sábado, 7 de julho de 2012

ECONOMIZOU, PERDEU!




"Este filme pode ser visto por dois pontos de vista, uns dizem que não se convida o cunhado ou a bagaceirada para tomar banho na piscina, eu prefiro dizer que não é bom negócio economizar na engenharia.
 Ambos os casos dão prejuízo. ...".

Werner Beck


CORTINA RASGADA II

A narrativa a seguir é a história de três irmãos que não tiveram medo de tentar, e conseguiram "pular o muro" em busca da liberdade.

By John Dyson
Tradução para o português José Mendonça da Cruz
Colaboração Maurício Fontana
Adaptação Sérgio Fontana

1989, 25 de maio. As duas aeronaves "ultraleves" roncavam pelo céu da madrugada, seguindo o Muro de Berlim a apenas a uma altura de 250m. À esquerda da faixa da morte iluminada, ficava o Ocidente, onde as aeronaves, pouco mais do que cadeiras ligadas a asas, fabricadas com tubo e tecido, acabavam de descolar uns minutos antes. À direita do Muro, ficava o Leste, a zona de perigo onde pretendiam entrar. Aos comandos da aeronave que liderava, Ingo Bethke estava tão tenso como durante a sua própria fuga da RDA, mas sorria de satisfação. Não havia qualquer sinal de atividade dos guardas de fronteira. As suas regras proibiam que alvejassem aeronaves sem permissão. Para confundir ainda mais os guardas fronteiriços, havia grandes estrelas vermelhas tipo soviéticas coladas ao camuflado das velas de 10m. Ambos os pilotos – Ingo e o seu irmão Holger – vestiam casacos do Exército com estrelas vermelhas nos seus capacetes. "Olá, Águia Dois", disse Ingo ao seu irmão através do walkie-talkie. "Aposto que os telefones lá em baixo já começaram a tocar!"
O terceiro irmão, Egbert, estava escondido nos arbustos, aguardando que eles aterrizassem. Os três irmãos tinham crescido na zona sudeste de Berlim como amigos íntimos e leais. Barulhentos e vivazes, estavam sempre a se meter em confusões. Os seus pais eram ambos oficiais de alta patente da Polícia e comunistas de linha dura.
Ingo, um ano mais velho, tinha sete anos quando o Muro foi erguido. A sua ambição era ver o Mundo, mas isso nunca poderia acontecer enquanto estivesse retido no Leste. Alistando-se no serviço militar, integrou um regimento que guardava a fronteira de 80 km do rio Elba,  ao norte de Berlim. Passou a conhecer bem a região e começou, cuidadosamente, a elaborar, em segredo absoluto, o seu plano. Em Maio de 1975, agora com 21 anos e trabalhando nos serviços de limpeza de ruas, Ingo conseguiu alugar um carro durante um fim-de-semana após ter aguardado quatro meses. Dirigiu-se então até à fronteira  "verde" ao longo do Elba, onde tinha feito patrulhas. Não havia muro, mas o local era perigoso: primeiro, havia uma faixa larga de areia cuidadosamente alisada. Depois, havia uma vedação metálica encimada por arame farpado e um fio escondido que accionava os focos de iluminação ao toque. Do outro lado da vedação, havia uma faixa de minas. Ele conseguiu passar. Deitado à beira do rio, encheu colchões de ar e silenciosamente remou [com as mãos] os 150 m até à outra margem. Mais acima, na estrada, estava estacionado um carro da Polícia de Fronteira da Alemanha Ocidental. "- Está uma noite fria para nadar" - disse o guarda a Ingo enquanto este passava bem próximo. "- Não quando estamos nadando para fora do Leste" - respondeu-lhe, sorrindo, Ingo.


A sua fuga tinha sido muito estressante para a família, que deixara para trás. Os pais de Ingo perderam os empregos. Holger, o irmão mais novo, passou a ser seguido durante todo o tempo. Porém, em março de 1983, na noite em que fazia 30 anos, pôs o seu plano em ação. Tomou uma última bebida e despediu-se emocionadamente de Egbert, a única pessoa que sabia do seu plano. Durante semanas, tinha praticado tiro com arco e efetuado treinos de resistência na floresta. Holger tinha vislumbrado uma rua perto do Parque Treptow onde a "faixa de morte" era estreita e com casas altas de cada lado. Subiu para um sótão e alcançou uma pequena janela no telhado. Com um arco de grande alcance, lançou uma seta que voou 40m sobre a fronteira, alojando-se numa casa do outro lado. A seta transportava uma linha de nylon que ia se desenrolando, à medida que cruzava o ar.
Ingo - o irmão que fugira alguns anos antes - já estava de sobreaviso, do lado ocidental da fronteira. Com a linha de nylon, puxou um arame sobre a fronteira. Holger atou a ponta à volta de uma chaminé; Ingo atou a sua ponta ao pára-choques do seu carro e andou alguns metros para tensionar o arame. Agora, tinha chegado o momento de grande perigo. Com uma roldana de metal dentro de uma armação que tinha dois manípulos e uma correia para segurar os pulsos, colocados sobre o arame, Holger, agarrado aos manípulos, lançou-se no espaço. Passou sobre a fronteira e por sorte conseguiu chegar à varanda do último andar de uma casa do outro lado. Agora, dois irmãos estavam no Ocidente.


Ingo e Holger gerenciavam um bar chamado Al Capone em Colônia e pensavam constantemente em como ajudar o seu irmão do meio. Egbert passou um mau bocado do lado de lá. Até lhe ofereceram um bilhete para o Ocidente que ele recusou, sabendo que era um teste. "- Gosto da RDA e vou ficar" - disse ele.
Numa feira em Hannover, por casualidade, Ingo e Holger conheceram dois pilotos franceses que lhes falaram de pequenas aeronaves denominadas "ultraleves". Então els foram à França e fizeram um vôo. 
"- É isto mesmo!" - disse Ingo. "- Agora, podemos arrancar Egbert para fora do Leste."


As aeronaves, com uma envergadura de asas de 10m, não tinham qualquer tipo de proteção para o piloto e passageiros: apenas dois lugares lado a lado, rodas pequenas e um motor de uma máquina de neve. Podiam ser desmontadas e transportadas num reboque.


Os preparativos levaram quatro anos. Em Maio de 1989, Ingo e Holger viajaram para Berlim e enviaram uma mensagem codificada para Egbert: "Ulrike está muito bem." Era o sinal para Egbert se preparar.


À meia-noite do dia 25 de Maio, as condições atmosféricas pareciam boas. Num campo desportivo de um parque chamado Britzer Mühle, montaram os dois ultraleves. Caso um deles se desfizesse, tentariam fazer o outro levantar vôo com todos os três a bordo. Mas nem Egbert, nem Ingo tinham a certeza de que isso fosse possível. Ingo verificou que os fios de controle estavam bem colocados. Às 04:15 da manhã, Egbert escondeu-se nos arbustos no Parque Treptow. Minutos mais tarde, os dois pilotos viraram as suas aeronaves na direção do vento e puseram os motores a trabalhar. Passados cinco minutos, a grande área do Parque Treptow estava à vista. Ingo perdeu altitude enquanto Holger circulava lá em cima, pronto para descer se o irmão tivesse problemas, descendo um pouco mais e mantendo a sua altitude. "- Ok, aterriza agora." - disse Holger.


Egbert saiu do seu esconderijo, correu até à aeronave enquanto esta virava e saltou para o lugar vago. Ingo não o via há 14 anos, mas não havia tempo para falar. Olharam-se nos olhos para um pequeno reconhecimento. Ingo entregou um capacete a Egbert e acelerou o motor. Com um homem extra a bordo, a aeronave ganhou velocidade lentamente. Despegou-se do solo e passou muito perto do topo das árvores. Ingo virou outra vez em direção ao Muro, seguindo o seu curso para norte. Em cinco minutos, viu a silhueta distinta do Reichstag à sua frente, do lado ocidental do Muro. O grande gramado à sua frente seria a pista de aterrizagem. As pequenas aeronaves pararam e os três irmãos saltaram delas com gritos de alegria. Os amigos que os aguardavam levaram-nos para o Kurfürstendamm para beber uma cerveja.
"- Foi a melhor bebida da minha vida!" - revelou Egbert.


Em [pouco menos de] 6 meses depois, o Muro caiu.

Fonte Seleções Reader's Digest

ERA UMA VEZ [N]O OESTE

Por Wikipédia
Era Uma Vez No Oeste é centrado em quatro protagonistas: a ex-prostituta Jill McBain, o bandido Cheyenne, o pistoleiro de aluguel Frank, e um homem misterioso que sempre traz consigo uma gaita. Os quatro acabam se cruzando quando Morton, um barão ferroviário, contrata Frank para afugentar Brett McBain, dono de terras que iriam valorizar consideravelmente com a chegada da ferrovia, e seus filhos. Porém o pistoleiro decide massacrar a família e depois plantar evidências incriminando Cheyenne. Nesse meio-tempo, Jill chega à cidade, vinda do leste, e revela que se casara com Brett McBain e que portanto as terras ainda tinham dono. O homem com a gaita (Harmonica) aparece e junto com Cheyenne ajudam a mulher a manter sua propriedade. Harmonica tem contas a acertar com Frank e no final do filme o motivo da vingança é revelado instantes antes do duelo entre os dois.

Elenco
Charles Bronson ... "Harmonica"
Henry Fonda .... Frank
Jason Robards .... Cheyenne
Claudia Cardinale .... Jill McBain
Gabrielle Ferzetti .... Morton
Frank Wolff .... Brett McBain


Produção
As filmagens externas foram realizadas em Monument Valley, nos Estados Unidos, locação costumeira de John Ford, e no deserto de Almeria, na Espanha. Já as filmagens internas foram feitas nos estúdios de Cinecittà, em Roma.
Considerado lento pela crítica e pelo público, Era Uma Vez No Oeste foi um fracasso de bilheteria. O filme só foi reconhecido mais tarde, e hoje é aclamado por muitos como um dos melhores westerns de todos os tempos. Houve um erro na tradução do título original para o inglês, e, conseqüentemente, para o português. O título em italiano, "C'era una volta il west", significa "Era Uma Vez O Oeste", ou seja, o fim do Oeste como era conhecido, que foi destruído pelo progresso.


Direção
Sergio Leone
Produção
Bino Cicogna e Fulvio Morsella
Roteiro
Sergio Leone, Sergio Donati, Bernardo Bertolucci e Dario Argento


Elenco original
Charles Bronson
Henry Fonda
Jason Robards
Claudia Cardinale


Gênero
Faroeste - cores - 165 min.
Ano
1968

País
Itália/Estados Unidos
Idioma original
Italiano
Música
Ennio Morricone
Diretor de fotografia
Tonino Delli Colli
Figurino
Carlo Simi e Antonella Pompei
Edição
Nuno Baragli


Recomendo. É uma boa oportunidade de admirar [bem de perto] a beleza da Claudia Cardinale, muitas vezes mostrada em close-up.

quinta-feira, 5 de julho de 2012

A MENSAGEM EMBUTIDA

Colaboração Werner Beck

"A mensagem embutida em cada despedida. Está em vermelho pq sempre tem um abestado que não entende."
Werner Beck

Em vermelho, o que as pessoas realmente querem dizer com as mensagens de despedida de emprego.

Colegas,
Escravos,

Chegou a minha vez de me despedir de todos vocês. Os últimos anos foram magníficos no desenvolvimento da minha carreira, mas é hora de partir em busca de novos desafios profissionais;
Estou caindo fora desta merda. Após anos de exploração sem sentido, baixo salário e horas-extras não remuneradas, finalmente consegui arrumar um emprego melhor que este (o que não quer dizer grande coisa).


Gostaria de deixar meus agradecimentos a todas as pessoas que de alguma forma me ajudaram durante todos estes anos. Sei que posso acabar esquecendo alguém, mas algumas delas merecem uma saudação a parte:
Abaixo segue a lista das pessoas que transformaram a minha vida num inferno durante todos estes anos. Existem muitos outros fdps, mas não consigo lembrar o nome de todos:


Em especial fica um forte abraço para o Teixeira, meu chefe ao longo desta jornada, pelo aprendizado, dicas e também broncas;
FDP do Teibicha, maldito corno, jamais cumpriu sequer uma das promessas que me fez. Sempre de mau humor, consegue a todo o momento desmotivar a equipe com sua incompetência e métodos pré-históricos de trabalho.


Para toda a equipe da Área de Pessoal, em especial para a Luciana, pela simpatia, disposição em resolver meus problemas e também por ter me selecionado (He, he, he, he!);
À vaca do RH, pelo mau humor cotidiano e clara insatisfação em ajudar quem quer que seja.


A toda equipe de TI, que prontamente solucionou inúmeros problemas em nosso sistema;
Aos incompetentes da área de sistema, que demoram uma eternidade pra resolver qualquer problema em nossas máquinas, e normalmente o fazem com cara feia e má vontade.


À equipe do nosso escritório regional do Rio de Janeiro, pela ajuda com nossos eventos;
Aos sanguessugas do escritório regional, incapazes de resolver qualquer problema por conta própria, fizeram eu perder inúmeros finais de semana para ajudar em situações que eles criaram.


Fica aqui o meu grande abraço para todos vocês, pelas risadas, happy-hours, problemas resolvidos e desafios enfrentados. Tenho orgulho de ter feito parte desta família maravilhosa;
Adeus para todos. Chega de fofoca, baixo nível, picuinha e palhaçada.


Sei que conversaremos em breve;
Nunca mais quero ver nenhum de vocês.


Abraços.
Vão todos tomar no c...!

terça-feira, 3 de julho de 2012

SALÁRIO MÍNIMO

1940, 02 de julho. Se fosse uma data a ser comemorada, 02 de julho poderia ser o Dia Nacional do Salário Mínimo, pois nesse dia, em 1940, o presidente Getúlio Vargas instituiu a lei que regulamentava o salário mínimo no Brasil, que em 1943 foi incorporado à CLT (Consolidação das Leis do Trabalho). Usado, na prática, como parâmetro para o menor valor possível que um trabalhador pode receber, o salário mínimo passou a ser usado também como indexador de valores de produtos e serviços.

A lei do salário mínimo brasileiro começou a valer a partir de 04 de julho de 1940, e o primeiro salário mínimo foi de 240$000 (duzentos e quarenta mil reis).

domingo, 1 de julho de 2012