segunda-feira, 28 de outubro de 2013

FAVELAS


A formação das favelas é uma conseqüência do atraso das políticas de desenvolvimento sociais ao longo da história do país, que foi deixando ao “Deus dará”, por exemplo, os descendentes de escravos, os filhos bastardos ou oriundos de famílias desestruturadas, entre outros menos favorecidos, para os quais as possibilidades de ingressar na escola e ter uma educação digna eram ínfimas.

Assim, em desordenado processo de miscigenação e multiplicação, aliado ao despreparo educacional e cultural, proporcionais à falta de oportunidade e ao descaso do poder público, muitos brasileiros se viram forçados – e até hoje isto é assim – a construir suas moradias desordenadamente, sem atentar para quaisquer regras de urbanismo ou de utilização de espaço público.

Ouve-se dizer que a origem do termo “favela” vem lá de 1897, quando muitos combatentes que lutaram a favor do exército brasileiro na Guerra de Canudos, que ocorreu no interior da Bahia, foram para o Rio de Janeiro acreditando na promessa do governo de lhes conceder moradia na então capital federal. O governo não cumpriu a promessa.

Então os combatentes ergueram uma comunidade de casebres por eles chamada de Morro da Favela. A explicação para o nome é porque no local havia grande quantidade de um arbusto chamado Favela, comum no sertão baiano. A partir de então a palavra passou a ser utilizada para designar aglomerações de habitações construídas pelos próprios moradores, com características próprias que iam do rústico ao desarmônico, além de carentes de serviços complementares básicos, tais como rede de água e esgotos e energia elétrica.

Quando se ouve falar no termo “favela”, a gente lembra, em primeiro lugar, das existentes na cidade do Rio de Janeiro, embora saibamos que por todo o Brasil elas estão espalhadas.

Em todas – n’algumas mais, n’outras menos -melhorias têm sido implantadas ao longo dos anos, em função da mobilização das suas populações e através do auxílio dos governos que passaram a incentivar a regularização de posse dos terrenos e a se preocupar com as infraestruturas de base, outrora inexistentes nesses locais.

A imagem acima foi obtida através do Google Earth Street View e mostra uma parte da Favela do Morro dos Prazeres, no Rio de Janeiro, RJ. 

sábado, 12 de outubro de 2013

OS PASTEIS DO PAULO DA MARTA

Meu amigo João Carlos não cansa de repetir que em todas as rodoviárias por onde passa em suas viagens de trabalho, não resiste à tentação e come um pastel.

Os chamados “pastéis de rodoviária”, muitas vezes injustamente mal vistos em função do que neles possa estar contido, sempre estiveram e vão estar em alta, tanto nas rodoviárias e nos botecos - nos de condições sanitárias duvidosas e nos melhores.

Nas rodoviárias porque ali chegam, famintos e de todos os lugares, os viajantes; nos botecos porque seus frequentadores assíduos preferem dar continuidade a uma ou outra conversa de botequim que aos poucos vai tomando a forma de um projeto, tratado ou ideia mirabolante, tudo isto acompanhado por, ao menos, uma ou outra cerveja ou chopp. Neste caso não dá para ir para casa deixando para trás um assunto inacabado.

Então um pastel bem recheado, com guisado temperado, ovo picado e pedaços de azeitona, substitui um almoço, um café da tarde ou um jantar.


2013, 04 de outubro. A polêmica do pastel foi só para dar entrada a estes aí, cuidadosamente preparados pelo Paulo da Marta, e fotografados [antes da fritura] por mim e [depois de fritos] pelo Carlos Moacir. Eles, os pastéis, fizeram parte do almoço daquela sexta-feira. 

Mas o trabalho na UFPel, por conta destas iguarias, não teve trégua nem no intervalo para o lanche. Os pastéis iam sendo devorados à medida que o pessoal ia mantendo a atenção nos trâmites do expediente que não podia parar. 
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depois