sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

DEZ A ZERO

1977, 31 de julho. Pelo 1º turno do decagonal do Campeonato Gaúcho daquele ano, Grêmio FBPA e EC Pelotas se enfrentaram no Estádio Olímpico, em Porto Alegre, na 6ª rodada.
O Grêmio vinha de um empate de zero a zero, em casa, contra o EC Juventude; o Pelotas, nessa fase do campeonato, ainda não havia vencido. Vinha de um empate em zero a zero, no clássico Bra-Pel.
Entrevero na área do EC Pelotas.
 Aqui, o goleiro Leomar, salvaguardado por todos os seus jogadores de defesa, já dominou o lance.

Apesar da fraca campanha do auri-cerúleo, ninguém esperava que no campo encharcado do Olímpico a diferença técnica entre os dois times ficasse tão evidente.
Carlos André Avelino de Lima - o André Catimba (Grêmio) - e Clarísio Darci Hoerlle - o Darci Munique (Pelotas) - dividem o lance. Vantagem para ninguém.

Pelas ondas de uma das rádios de Porto Alegre, acompanhamos, em casa, incrédulos, a marcha do tempo e do placar. Quando o Grêmio chegou ao sétimo gol, antes dos 30 minutos do segundo tempo, pensei, entusiasmado: No ritmo que vai, não duvido que faça uns dez gols!
E assim, de fato, aconteceu.

GRÊMIO FBPA 10 x 0 EC PELOTAS

Data: 31 de julho de 1977
Local: Porto Alegre / RS
Competição: Campeonato Gaúcho de 1977
Renda: Cr$ 142.619,00
Árbitro: Luís Torres

Grêmio: Corbo; Eurico, Ancheta, Oberdan (Vilson) e Ladinho; Vitor Hugo, Tadeu e Iúra; Tarciso, André (Alcindo) e Éder.

Pelotas: Leomar; Vinhas, Darci Munique, Fernando (Paulo Vieira) e Cito; Sílvio Vieira, Édson (Mortosa) e Flávio Correia; Francisco, Tião Abatiá e Jorge Luís.

Gols: 1º tempo - Eurico aos 3 min., Éder aos 35 min., Ancheta aos 43 min.; 2º tempo - Iúra aos 4 min., Tarciso aos 12 min.,

Alcindo aos 25 min., Éder aos 29 min., Iúra aos 38 min., Éder aos 42 min. e Alcindo aos 44 min.

Saiba deste jogo mais detalhes em
http://gremio1983.blogspot.com.br/2012/07/1977-gauchao-gremio-10-x-0-pelotas.html

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

A BRUXA CANADENSE

Observando-se o registro fotográfico, logo abaixo, não é possível imaginar que estas simpáticas modelos formam, na verdade, a melhor equipe [feminina] de curling do mundo.
Foto: Janzen Photography

Jennifer Jones, Dawn McEwen, Kaitlyn Lawes e Jill Officer, representantes do Canadá, disputaram [e venceram] o torneio de curling nas Olimpíadas de Inverno / 2014, em Sochi / Rússia. A final foi contra a forte equipe da Suécia, que tivera mais sorte do que juízo na semi-final contra a Suíça.
Dawn McEwen,  Jennifer Jones, Kaitlyn Lawes e Jill Officer  ensaiam uma estratégia durante um jogo do torneio Roar of the Rings, em Winnipeg - Dezembro/2013.
Foto: John Woods / The Canadian Press

Na semi-final contra a Grã-Bretanha Jennifer Jones fez uma jogada "impossível" que contribuiu muito para a vitória do Canadá. Naquele momento, observando seu modo de olhar e sua concentração, eu a chamei de "a bruxa canadense", não com intenções pejorativas e nem imaginando que o termo "bruxa" se devesse à vassoura que todos os jogadores de curling utilizam nos jogos, mas pensando em Jennifer como alguém capaz de usar a mágica e [quiçáz] o hipnotismo para dar vazão ao seu talento como jogadora. De imediato concluí: "Com esta jogadora, este time é imbatível!".
Aqui, Jennifer Jones, a bruxa canadense, lança uma pedra no jogo contra a Suíça, em 13/02/2014, sob a vigilância e frenética atividade de varredura das companheiras Jill Officer e Dawn McEwen.
Kaitlyn Lawes [que não aparece] aguarda no fundo da quadra - onde a vassoura também vai entrar em ação - a chegada da pedra.
Foto: (AP / Robert F. Bukaty)

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

CARRINHOS-DE-BEBÊ PARA LEVAR CARVÃO

Londres, fevereiro de 1947. A guerra na Europa tinha terminado há quase dois anos, e os bombardeios nazistas sobre Londres há quase seis. Mas o efeito das bombas sobre os edifícios ainda era aparente.

Enquanto isso, as famílias londrinas, especialmente as donas-de-casa, enfrentavam algumas dificuldades de abastecimento às suas residências. A escassez do carvão, usado para aquecimento das casas, entre outras finalidades, era uma forte evidência de que nem tudo estava assim tão tranqüilo nos anos imediatos do pós-guerra.
A imagem, acima, nos dá uma ideia do sacrifício experimentado pela população de Londres para obter algumas libras de carvão. Os carrinhos-de-bebê, do registro fotográfico obtido por Harry Todd, não eram para os bebês; eram para armazenar o carvão.

Foto Harry Todd/Fox Photos/Getty Images