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sábado, 25 de agosto de 2018

RUMO A PARIS

I Guerra Mundial - 1914, 4 de agosto. Soldados alemães expressam, com os punhos cerrados, uma saudação de certeza de vitória, em sua passagem pela Bélgica rumo à França.
Das frases escritas a giz no vagão, é possível se ler [ou deduzir]: "Excursão a Paris"; "Vejo você mais tarde no Boulevard"; "[Na] batalha, a ponta da minha espada está coçando".

Fonte: Anne Frank Stichting [NL]




terça-feira, 31 de maio de 2016

O "HINO" DO "SENTA A PUA!"

Segunda Guerra Mundial - 1944, 4 de julho.  Foi nessa data, bem no Dia da Independência dos Estados Unidos da América (168 anos), que o 1º Grupo de Caça da Força Aérea Brasileira, o "Senta a Pua!", composto por 32 pilotos e equipe de apoio, desembarcou na base aérea de Suffolk, em Long Island. Seu objetivo era dar continuidade aos treinamentos específicos, com os aviões que seriam utilizados pelo grupo em combate, os Republic P-47 Thunderbolts.

Foto: http://veja.abril.com.br/especiais_online/segunda_guerra/edicaoespecial/sub2_imp.shtml

Naquela oportunidade o grupo pode, de imediato, provar sua capacidade de resolver imprevistos. E na cerimônia de apresentação e desfile de boas-vindas, a tropa norte-americana cantou o hino da sua Força Aérea. Então chegou o momento do desfile da recém chegada tropa brasileira. O capitão Marcílio Gibson, de improviso, ordenou a seus comandados que cantassem "A Jardineira" - marchinha de carnaval composta por Humberto Porto e Benedito Lacerda, em 1938, e gravada por Orlando Silva para o carnaval de 1939 -, cuja letra era conhecida por todos. Assim...,

"Ó jardineira, por que estás tão triste? / Mas o que que foi que te aconteceu? /...",

uma popular marcha carnavalesca, entoada em ritmo de hino militar, e com toda a força dos pulmões dos aviadores brasileiros, foi, naquela ocasião, transformada no hino do "Senta a Pua!".
https://www.letras.mus.br/marchinhas-de-carnaval/430634/

Após o desfile, os militares norte-americanos - que obviamente não entendiam o significado das palavras cantadas em português - cumprimentaram seus colegas brasileiros pelo belo e emocionante hino.

Fontes:
BARONE, J. 1942: O Brasil e sua Guerra Quase Desconhecida. Rio de Janeiro: Ed. Nova Fronteira, 2013. 288 p.
http://veja.abril.com.br/
http://veja.abril.com.br/https://www.letras.mus.br/

sábado, 26 de setembro de 2015

PRISIONEIROS

II Guerra Mundial, 1940. A França caiu em pouco menos de seis semanas após o início da ofensiva alemã (10 de maio) no ocidente. Nesse período muitos soldados e civis franceses foram aprisionados e, posteriormente, enviados para a Alemanha, onde trabalharam na indústria e na construção.
Aqui alguns desses prisioneiros se preparam para jantar. O cardápio(?): batatas.

Foto (fonte): BISHOP, C & MCNAB, C. A Guerra na Europa e Norte da África - 1939/1942 -, vol. 1, p. 23. 

 

terça-feira, 7 de outubro de 2014

COMEMORANDO A VITÓRIA

Estes caras aí fizeram parte da 3ª Companhia de Comando, 11º Regimento de Infantaria (Regimento Tiradentes, de São João del Rei, MG), mais conhecido como Onze, da FEB (Força Expedicionária Brasileira) que combateu na Itália durante a Segunda Guerra Mundial.
Foto do acervo familiar do Cabo Jorge Nalvo, expedicionário da FEB. Fonte: Estadão
O registro fotográfico é comemorativo ao fim das ações bélicas na frente italiana, em 02 de maio de 1945.

O Onze e o Sampaio - 1º Regimento de Infantaria  (Regimento Sampaio, do Rio de Janeiro, GB) - constituíram o 1º escalão de combatentes brasileiros a se deslocar para o teatro de operações de guerra na Europa, em julho de 1944.

quarta-feira, 4 de junho de 2014

II GUERRA MUNDIAL - Dia D + 6

1944, 12 de junho. Em Sainte-Marie-du-Mont, Baixa Normandia, já livre do domínio alemão - quem sabe àquela altura ainda de modo temporário -, um grupo de soldados americanos do 501º e 506º Regimentos da 101ª Divisão Aerotransportada, observa a atividade de civis franceses para obtenção de água potável direto da fonte.

Um soldado [à esquerda] aguarda sua vez. Dá a entender que pretende lavar seus utensílios recém utilizados em uma refeição.
 

O registro fotográfico, abaixo, é do mesmo local, 70 anos depois.
Photographs by Galerie Bilderwelt/Getty and Peter Macdiarmid/Getty
Fonte: The Guardian
 

quarta-feira, 5 de março de 2014

MODELOS PARA PROPAGANDA

Carcóvia / Ucrânia, 1943. Bustos semi-destruídos de alguns políticos e líderes militares soviéticos, dentre eles o de Lenin, agrupados por soldados nazistas [da SS Totenkopf], para servirem de "modelos fotográficos" de propaganda de guerra.
Fonte: BISHOP, Chris; MCNAB, Chris. II Guerra Mundial. Campanhas Dia a Dia - Da Reação Soviética ao Nazismo e o Dia D. Vol. 2. Livros Escala, 2009.                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                      

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

CARRINHOS-DE-BEBÊ PARA LEVAR CARVÃO

Londres, fevereiro de 1947. A guerra na Europa tinha terminado há quase dois anos, e os bombardeios nazistas sobre Londres há quase seis. Mas o efeito das bombas sobre os edifícios ainda era aparente.

Enquanto isso, as famílias londrinas, especialmente as donas-de-casa, enfrentavam algumas dificuldades de abastecimento às suas residências. A escassez do carvão, usado para aquecimento das casas, entre outras finalidades, era uma forte evidência de que nem tudo estava assim tão tranqüilo nos anos imediatos do pós-guerra.
A imagem, acima, nos dá uma ideia do sacrifício experimentado pela população de Londres para obter algumas libras de carvão. Os carrinhos-de-bebê, do registro fotográfico obtido por Harry Todd, não eram para os bebês; eram para armazenar o carvão.

Foto Harry Todd/Fox Photos/Getty Images


segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

AUSCHWITZ, HÁ 69 ANOS

1945, 27 de janeiro.  Há, exatos, 69 anos o Exército Vermelho libertou cerca de 8.000 judeus do campo de extermínio de Auschwitz, local onde foram mortas, pelo menos, um milhão de pessoas.

Mais de 65.000 prisioneiros desse campo tinham sido, dias antes, evacuados pelos alemães para outros campos. O objetivo era apagar, como pudessem, os vestígios do Holocausto antes da chegada dos soviéticos. Quem não estivesse em condições de marchar, ou fraquejasse ao longo do caminho, era fuzilado. Milhares de prisioneiros judeus não viram a libertação chegar.

Instalado a 60 Km de distância da cidade polonesa de Cracóvia, Auschwitz-Birkenau foi concebido inicialmente, em 1940, para ser um centro de presos políticos, mas em seguida o campo começou a ser utilizado para receber os prisioneiros judeus.

Em 1942, os comandos da SS (Schutzstaffel) instituíram as câmaras de gás que utilizavam um gás altamente tóxico chamado de Zyklon B, antes usado contra a infestação de ratos em navios. Em contato com o ar a substância desenvolvia gases que matavam em poucos minutos. Os corpos eram incinerados em enormes crematórios.
Atribuir a um milagre a sobrevivência de quaisquer um dos que lá estiveram presos, sob os maus tratos e abusos cometidos pelos nazistas, não é exagero.
Fonte Deutsche Welle
Imagem http://www.immigrant-press.ru/wp-content/uploads/2012/01/osventsim1.jpg

segunda-feira, 22 de julho de 2013

QUANDO TODOS OS CAMINHOS LEVAVAM A ROMA

Itália, verão de 1944. Àquela altura da guerra todos os caminhos conduziam a Roma, tal como era nos tempos de glória do império, quando Roma era o umbigo do mundo, chegando a ter 80 mil Km de estradas.

Aqui um comboio de viaturas médicas americanas, observadas por soldados de infantaria da mesma nacionalidade, dirige-se, obviamente, para Roma.

Foto: LIFE Magazine

domingo, 24 de março de 2013

PROPAGANDA DE GUERRA

1941/1942. O poster, abaixo, é parte da propaganda soviética anti-nazista durante a II Guerra Mundial e figurou, como tantos outros, por todas as localidades possíveis [da União Soviética] invadidas, ou por serem invadidas, pelos alemães.
O estratagema serviu para dar ânimo e conclamar o povo a se unir em torno do único objetivo que lhes daria a chance de preservar a própria vida: a vitória.

"Soldado do Exército Vermelho, Salva!" - tradução literal do que diz no cartaz.

domingo, 3 de fevereiro de 2013

STALINGRADO - HÁ 70 ANOS

Abrangendo um território de quase 100 mil Km², a batalha de Stalingrado envolveu cerca de 2.100.000 de pessoas, 26.000 fuzis, metralhadoras e morteiros, 2.100 tanques e 2.500 aviões de combate, e durou 200 dias [de 17/07/1942 a 02/02/1943].

Stalingrado era um grande centro industrial, além de ser o mais importante entroncamento das vias de transporte soviéticas. Era por lá que o exército vermelho recebia quase todo o petróleo do Cáucaso - região limítrofe entre Europa e Ásia que abriga grandes jazidas de petróleo.

“Lutar até a morte; nem um passo para trás!”. Este era o lema dos defensores da cidade que travaram combate nas ruas, nas casas e nos escombros resultantes da violência da batalha. Civis lutaram ombro a ombro com os soldados.

"Inicialmente eu defendia juntamente com o meu pelotão a oficina 17 da fábrica de tratores. Mais tarde o nosso regimento foi transferido para defender a fábrica  'Barricadas'. Juntamente conosco lutavam os milicianos. Eles trabalhavam nas máquinas de torno fazendo projeteis para o exército. De dia trabalhavam juntamente conosco nestas máquinas e quando as tropas alemãs passavam à ofensiva, tomavam dos seus fuzis, que estavam junto dos seus tornos, e defendiam Stalingrado. No verão de 1942 a artilharia e aviação alemãs bombardeavam a cidade sem parar. Mas os defensores de Stalingrado mantinham-se firmes."
Depoimento do combatente Nikolai Tsarichvili [para a rádio Voz da Rússia].

Na campanha de Stalingrado mais de 800.000 soldados e oficiais alemães foram mortos, feridos ou presos, assim como grande quantidade de equipamento militar foi perdido ou apreendido, causando irrecuperáveis prejuízos - inclusive psicológicos - para os nazistas.
Stalingrado, 1942. Na foto acima, o comandante da 13ª Divisão da Guarda de Fuzileiros (ao centro), num dos raros momentos de alívio da tensão, descobre que seus comandados arranjaram um mascote. Talvez este seja um sinal de boa sorte.
Foto: RIA Novosti


P.S.: Até 1925, Stalingrado chamava-se Tsaritsin, e a partir de 1961 passou a ser chamada de Volgogrado.

sábado, 26 de janeiro de 2013

O DRAMA DE LENINGRADO

Fevereiro de 1943. Moradores de Leningrado [atual São Petersburgo], ainda cercada pelo exército germânico, deixam abrigo anti-bombas, após ataque aéreo.

O cerco à cidade de Leningrado durou 2 anos, 4 meses e 19 dias, levando a população ao extremo esgotamento físico [pela falta de alimentos, associada aos rigores do clima] e psicológico.
Para saber mais, siga o link.
http://www.asemana.publ.cv/spip.php?article52547


















Foto RIA Novosti

domingo, 28 de outubro de 2012

THE WAR IS OVER

Times Square - New York, EE.UU., 14 de agosto de 1945 - 12:00 h. O Imperador japonês Hirohito, horas antes, havia aceitado os termos de rendição da Declaração de Potsdam [publicada em 26 de julho de 1945 por Harry S. Truman, Winston Churchill e Chiang Kai-Shek]. O término oficial da II Guerra Mundial estava encaminhado.

A euforia que tomou conta da população civil e militar americana ficou muito bem explícita neste flagrante aí, que publicado na revista Life e [depois] em todos os jornais do mundo, marcou o fim da guerra e se transformou num símbolo de paz e amor.

Imagino que, em êxtase, o marinheiro da foto tenha feito uma aposta com seus colegas de farda que beijaria a primeira mulher bonita que cruzasse o seu caminho.
Assim, o fotógrafo Alfred Eisenstaedt (Dirschau/Polska, 06/12/1898 — New York/USA, 24/08/1995), atento, registrou, quiçá, sua foto mais significativa.

Copyright:Time & Life Pictures
By/Title:Alfred Eisenstaedt/Contributor
Date Created:14 Aug 1945 12:00 AM
City, State, Country:New York, NY, United States
Credit:Time & Life Pictures/Getty Images
Collection:Time & Life Pictures
Source:Time & Life Pictures
Date Submitted:12 Aug 2005 03:24 PM
File Size/Pixels/DPI:8014K/8172x6415/409
Keywords:Special Collections, Best Of Life, Kissing, Wars, WWII, Public Reaction, Vj Day, US, Special Collections, Famous Picture, Special Collections, 20th Century Select, TIMEINCOWN


Segundo a Agência Reuters "A identidade da enfermeira na foto não ficou conhecida até o final dos anos 1970, quando Shain escreveu ao fotógrafo dizendo que ela era a mulher da foto tirada no dia 14 de agosto na época em que trabalhava em um hospital da cidade de Nova York. A identidade do marinheiro continua controversa e desconhecida."

Edith Shain, a enfermeira, morreu em 20/06/2010, aos 91 anos, em sua casa - Los Angeles/California.

terça-feira, 16 de outubro de 2012

U-507

Agosto de 1942. Ataques do submarino alemão U-507 a navios brasileiros ao longo da costa do nordeste provocaram a morte de mais de 600 pessoas. Isto levou o governo brasileiro a declarar guerra aos países do eixo Roma-Berlim.
O curta-metragem, postado abaixo, narrado em versos de cordel, dá uma ideia do que aconteceu na época pelos arredores da capital sergipana, local mais próximo das trágicas ocorrências.

"Resgatando saberes da população mais idosa do povoado Areia Branca, em Aracaju, Rubens Carvalho, cineasta amador e equipe, reuniram neste documentário informações preciosas, jóias históricas de quem viveu, conviveu, participou e mantém na memória os episódios do abatimento dos navios brasileiros pelo submarino alemão U-507, quando centenas de corpos mutilados apareceram na praia próxima ao povoado, hoje chamada de Náufragos."
Fatima Carvalho

Um filme de Rubens Carvalho
Fonte YouTube - Enviado por Fatima Carvalho em 15/03/2011.

segunda-feira, 30 de abril de 2012

GUERRA, MÚSICA, PAZ & AMOR

Lançada em 1966, "C’era un Ragazzo che Come Me Amava i Beatles e i Rolling Stones", de Migliacci e Lusini, interpretada por Gianni Morandi, é uma música que fala de um jovem americano que, como muitos da sua geração, amava os Beatles, os Rolling Stones e todas as garotas que conseguisse conquistar, tocando sua guitarra. Mas ele foi convocado pelo exército para a guerra, a Guerra do Vietnam. Teve que cortar o cabelo e trocar sua guitarra por um instrumento cuja única nota obtida era "r-ra-ta-ta-tah".
A música, gravada [em português] no ano seguinte pelos "Incríveis", fez grande sucesso no Brasil no final dos anos 60. Em 1990 os "Engenheiros do Hawaii" resolveram tirá-la do baú, incluindo-a no seu LP [que a essa altura já estava de saída para dar lugar ao CD] "O Papa é Pop".
Nem os italianos que a compuseram, nem os brasileiros que a trouxeram para o Brasil estavam a par do que realmente acontecia na guerra onde milhares de americanos e vietnamitas estavam sujeitos à própria sorte.

De 08 de março de 1965, quando chegaram os primeiros americanos no Vietnam, até 30 de abril de 1975, dia em que o último punhado de homens a serviço dos EE.UU. deixou o país, 58.132 americanos tinham perdido a vida no conflito.

A Guerra do Vietnam repercutiu no mundo inteiro, mas foi - não poderia deixar de ser - nos EE.UU. que ela provocou as maiores ondas de protesto. Em novembro de 1969 uma impressionante marcha com 250 mil pessoas foi realizada nas ruas de Washington, onde a opinião pública clamava pelo fim da guerra. Em 1970, estudantes de cerca de quatrocentas faculdades americanas encenaram protestos contra a Guerra do Vietnam em várias cidades, reforçando a mensagem explícita do movimento pacifista hippie, originário de São Francisco/Califórnia, que há pelo menos 5 (cinco) anos vinha desempenhando o papel mais importante nessas manifestações com o lema "Make Love Not War" e o símbolo da paz, representado por um "Y" [de cabeça para baixo] inscrito em um círculo.


Os hippies que até então eram considerados figuras estranhas e personas non gratas à sociedade americana, começaram a ganhar notoriedade no mundo todo, e instalou-se também no Brasil a onda hippie, a qual teve um incentivo pra lá de notório, o Festival de Woodstock, um evento musical que ocorreu de 15 a 18 de agosto de 1969, e que, por incrível que possa parecer, não foi em Woodstock/NY, mas sim em Bethel/NY, nas terras do fazendeiro Max Yasgur, a 100 quilômetros de distância, tudo porque os moradores de Woodstock não aceitaram a realização do evento que foi originalmente denominado "An Aquarian Exposition: 3 Days of Peace & Music".

Max recebeu U$ 50 mil pelo aluguel das terras, mas pela ousadia de ter permitido que uma multidão de hippies se acercasse da cidade, foi ameaçado, inclusive de morte. Para saber mais sobre Max Yasgur, clique aqui

No Brasil o movimento hippie foi melhor representado pelo Tropicalismo, cuja irreverência e capacidade de improvisação, aliada ao consumo de alucinógenos, deram asas ao psicodelismo, onde a música desempenhou papel fundamental como veículo agregador de grupos cada vez maiores de pessoas unidas pela mesma motivação. Foi daí que vieram as calças boca-de-sino, as camisas coloridas, os medalhões - inclusive aqueles com o tal "Y" invertido -, os cinturões de couro com fivelas grandes, os cabelos bem compridos ou, quando não era possível, os cabelos bem engruvinhados à black-power, os bigodões à moda Rivelino, etc. E se a gente pensar bem, os hippies andam por aí até hoje, meio diluídos - é verdade - mas ainda se vê um pessoal bem despojado pelas ruas de todo o Brasil.

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A palavra ‘Hippies’, – de hip, hipsters, que vem de hep, que quer dizer, estar por dentro, descolado, bacana, – saiu na imprensa pela 1ª vez, no artigo “A New Haven For Beatniks”, em 5 de setembro de 1965, assinado pelo jornalista de San Francisco, CA., Michael Fallon. Nesse artigo ele escreve sobre o “Blue Unicorn”, um coffee house, usando o termo hippie para se referir à nova geração de beatniks que se mudaram de North Beach para Haight-Ashbury, distrito de S. Francisco. Mas tornou-se massificado pela mídia a partir de 1967, depois que o colunista Herb Caen, do “Crônica de S. Francisco”, passou a se referir a hippies, em suas colunas diárias. Segundo Malcolm X, a palavra hippy, que aparece na língua Wolof do oeste africano, tem reminiscências no fim dos anos 40 no Harlem e era usado para descrever um tipo específico de ‘branco’ que age de forma mais ‘negro’ que os negros.
http://psicodeliabrasileira.wordpress.com/



terça-feira, 24 de janeiro de 2012

CENAS DA PRIMEIRA GUERRA MUNDIAL

A Primeira Guerra Mundial (1914/1918) teve como característica notável batalhas em que as forças beligerantes alternavam cargas ofensivas às trincheiras do inimigo, seguidas de posturas defensivas de volta às suas próprias trincheiras, quando o outro lado passava ao ataque.
Este filme dá uma ideia sólida do que ocorria diariamente na frente ocidental da guerra.

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

PEARL HARBOR HÁ 70 ANOS

1941, 7 de dezembro. Nuvens de fumo, resultantes de sucessivas explosões e combustão de óleo e gasolina, tomam conta do atracadouro e dos encouraçados USS West Virginia e o USS Tennessee, tingindo de negro tudo ao redor.
Os japoneses tinham feito um estrago significativo.
Foto: Photo by Time Life Pictures/US Navy/Time Life Pictures/Getty Images

Enquanto isto, mulheres-bombeiras da Marinha dos Estados Unidos engajam-se ao esforço de combater o fogo, empunhando [e dirigindo aos barcos atingidos] mangueiras submetidas a altas pressões de água.
Foto: Photo by Three Lions/Getty Images

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

II GUERRA MUNDIAL - PAS-DE-CALAIS OU NORMANDIA?

Maio de 1944. Adolf Hitler sabia que a guerra seria decidida na França, apesar das sucessivas derrotas na frente oriental, onde até aquele momento cerca de 1,8 milhões de soldados alemães tinham perdido a vida ou ficado gravemente feridos. A capacidade de reposição de homens para lutar contra os soviéticos estava esgotada, mas se a invasão aliada na França falhasse, ele teria tempo e espaço para se preparar e contra-atacar os soviéticos, colocando em uso seus submarinos de vanguarda e as suas bombas "V", através das quais esperava retomar a iniciativa do conflito.

O alto comando alemão estava convencido de que os desembarques aliados aconteceriam em Pas-de-Calais, defronte à parte mais estreita do Canal Inglês, mas o marechal-de-campo Erwin Rommel - assim como o próprio Hitler - acreditava que o ataque seria na Normandia. Rommel queria destruir seus inimigos antes que consolidassem quaisquer posições nas praias, causando danos tão eficazes que seria impossível aos aliados, naquele ano, montar outro ataque, mas para isso precisava das forças blindadas nas proximidades.
Como se sabe, ele foi voto vencido, e Hitler deixou-se levar pela maioria dos seus generais, o que de antemão condenou ao fracasso, em médio prazo, as manobras defensivas alemãs na frente ocidental.
Lancha de desembarque norte-americana se aproxima da costa da Normandia/França, durante as operações iniciais de ataque aliado, em 06 junho de 1944.
Foto Associated Press

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

UMA SURPREENDENTE RESISTÊNCIA

Bélgica, agosto de 1914. O primeiro combate significativo da I Guerra Mundial foi a Batalha de Liège, na Bélgica, onde os vencidos também se consideraram vencedores. Os belgas celebraram a brava e inesperada resistência dos homens do general Gerard Leman, que se renderam somente depois de doze dias luta, atrasando significativamente a marcha do inimigo e permitindo que as forças francesas e britânicas pudessem organizar melhor suas defesas em Paris, que era o alvo principal do exército germânico. A tenaz resistência belga, serviu à Tríplice Entente (França, Reino Unido e Rússia) como demonstrativo para a quebra do mito de invencibilidade da Alemanha, que tendo optado por atacar a França pelo norte, requisitou passagem à neutra Bélgica. Esta recusou-se a conceder travessia às forças alemãs, as quais para manterem as diretivas do Plano Schlieffen, tiveram que usar a força para abrir caminho. O objetivo do Plano Schlieffen era sufocar a França sem dar tempo à mobilização do enorme exército russo. Se a França fosse vencida rapidamente, a Rússia provavelmente desistiria de mobilizar seu efetivo em prol de uma causa perdida. Assim pensavam os alemães, e pelo visto, nem se preocupavam com os britânicos.

Liège, situada no vale do rio Meuse, era o primeiro obstáculo - e que obstáculo!
A cidade era defendida por um estratégico anel de 12 fortificações, construídas na década de 1880 pelo engenheiro militar belga Henri Brialmont. Os fortes - alguns ainda estão lá -, foram dispostos a um raio de 6 a 10 quilômetros da cidade e separados, cada um, por cerca de 4 quilômetros, com níveis e sub-níveis subterrâneos e cúpulas retráteis em forma de tartaruga. A distância entre eles permitia, em caso de ataque a um deles, o alcance de artilharia de seus vizinhos imediatos.

04 de agosto. O general Otto Von Emmich, que comandava uma força composta por 60.000 combatentes, enfrentou um efetivo de 36.000 soldados belgas sob as ordens do general Leman. O primeiro ataque desferido pelos alemães não obteve sucesso, e no dia seguinte estes tiveram que bater em retirada.

Então os ataques aos fortes foram suspensos e os alemães apresentaram uma novidade na guerra: o Zeppelin. Em um sobrevôo sobre Liège, o dirigível lançou bombas sobre a cidade, caracterizando, pelo que se sabe, um dos primeiros ataques de artilharia aérea da História. O general Leman, por sua vez, ordenou a retirada de uma de suas divisões, que se juntou ao restante do exército belga em Bruxelas. O restante do efetivo foi deslocado para dentro dos fortes, de onde continuaram a combater os invasores.
Um dos obuses que explodiram no interior do Forte Loncin fez com que a cúpula desta torre aí saltasse como uma rolha. Sabe-se lá onde foi parar a dita cuja.
Foto V. Berger


07 de agosto. Liège se rende, mas todos os fortes que a cercam continuam em luta, apesar do incessante bombardeio alemão.

10 de agosto. O Forte Bachon é capturado pela infantaria alemã. Apesar dessa conquista, ainda faltava obter o domínio sobre outros 11 fortes belgas para permitir a passagem incólume do grosso do efetivo germânico.

Canhões Howitzer-Krupp 420 mm, uma arma poderosa que ainda não tinha sido utilizada em batalha, auxiliados por morteiros austro-húngaros de 310 mm, foram capazes de destruir os fortes, que capitularam, um a um. O Forte Boncelles, a última resistência, caiu em 16 de agosto.

Mesmo derrotada, a Bélgica recebeu o reconhecimento do presidente francês Raymond Poincaré, que condecorou a cidade de Liège com a Legião de Honra, o mais alto galardão civil da república.

No Forte Loncin, vencido em 15 de agosto, estava o general Leman, que foi capturado pelos alemães. Ele foi levado, inconsciente, à presença do general Von Emmich, e quando recuperou os sentidos, desembainhou a espada para entregá-la - seguindo a secularmente acordada entre vencedores e vencidos - ao comandante inimigo. Von Emmich, porém, reconhecendo a valentia dos belgas, recusou-se a recebê-la: - "Fique com ela, general. O senhor defendeu com nobreza e galhardia seus fortes".
Memorial na entrada do Forte Battice.
Foto V. Berger


A EXPLORAÇÃO DO RIO DA PRATA E O CAMINHO DO PEABIRU

PEABIRU - A versão mais popular dá conta que os peabiru (na língua tupi, "pe" – caminho; "abiru" - gramado amassado)...