quarta-feira, 6 de novembro de 2013

ANTES DO JOGO

Pelotas, 05 de novembro de 2013 - 19:40 h. Torcida do EC Pelotas se deslocando do [seu] estádio da Boca do Lobo em direção ao Bento Freitas, onde, em seguida, mais um clássico Bra-Pel seria realizado.
Fiquei "trancado" no trânsito, aguardando a passagem dos [então] entusiasmados torcedores auri-cerúleos, aí aproveitei para tirar as fotos. O local é Av. Bento Gonçalves, quase esquina com J. K. de Oliveira.



O retorno para casa não seria tão animado por causa do resultado. O placar de 2 x 1 para o GE Brasil que conquistou o título do 2º turno da Copa FGF/Região Sul-Fronteira, adiou a decisão do título de campeão regional/2013.

Pelotas, campeão do 1º turno, e Brasil, campeão do 2º turno, decidem em dois clássicos quem será o campeão, de fato. A esta altura da linha do tempo ainda não se sabe.


segunda-feira, 28 de outubro de 2013

FAVELAS


A formação das favelas é uma conseqüência do atraso das políticas de desenvolvimento sociais ao longo da história do país, que foi deixando ao “Deus dará”, por exemplo, os descendentes de escravos, os filhos bastardos ou oriundos de famílias desestruturadas, entre outros menos favorecidos, para os quais as possibilidades de ingressar na escola e ter uma educação digna eram ínfimas.

Assim, em desordenado processo de miscigenação e multiplicação, aliado ao despreparo educacional e cultural, proporcionais à falta de oportunidade e ao descaso do poder público, muitos brasileiros se viram forçados – e até hoje isto é assim – a construir suas moradias desordenadamente, sem atentar para quaisquer regras de urbanismo ou de utilização de espaço público.

Ouve-se dizer que a origem do termo “favela” vem lá de 1897, quando muitos combatentes que lutaram a favor do exército brasileiro na Guerra de Canudos, que ocorreu no interior da Bahia, foram para o Rio de Janeiro acreditando na promessa do governo de lhes conceder moradia na então capital federal. O governo não cumpriu a promessa.

Então os combatentes ergueram uma comunidade de casebres por eles chamada de Morro da Favela. A explicação para o nome é porque no local havia grande quantidade de um arbusto chamado Favela, comum no sertão baiano. A partir de então a palavra passou a ser utilizada para designar aglomerações de habitações construídas pelos próprios moradores, com características próprias que iam do rústico ao desarmônico, além de carentes de serviços complementares básicos, tais como rede de água e esgotos e energia elétrica.

Quando se ouve falar no termo “favela”, a gente lembra, em primeiro lugar, das existentes na cidade do Rio de Janeiro, embora saibamos que por todo o Brasil elas estão espalhadas.

Em todas – n’algumas mais, n’outras menos -melhorias têm sido implantadas ao longo dos anos, em função da mobilização das suas populações e através do auxílio dos governos que passaram a incentivar a regularização de posse dos terrenos e a se preocupar com as infraestruturas de base, outrora inexistentes nesses locais.

A imagem acima foi obtida através do Google Earth Street View e mostra uma parte da Favela do Morro dos Prazeres, no Rio de Janeiro, RJ. 

sábado, 12 de outubro de 2013

OS PASTEIS DO PAULO DA MARTA

Meu amigo João Carlos não cansa de repetir que em todas as rodoviárias por onde passa em suas viagens de trabalho, não resiste à tentação e come um pastel.

Os chamados “pastéis de rodoviária”, muitas vezes injustamente mal vistos em função do que neles possa estar contido, sempre estiveram e vão estar em alta, tanto nas rodoviárias e nos botecos - nos de condições sanitárias duvidosas e nos melhores.

Nas rodoviárias porque ali chegam, famintos e de todos os lugares, os viajantes; nos botecos porque seus frequentadores assíduos preferem dar continuidade a uma ou outra conversa de botequim que aos poucos vai tomando a forma de um projeto, tratado ou ideia mirabolante, tudo isto acompanhado por, ao menos, uma ou outra cerveja ou chopp. Neste caso não dá para ir para casa deixando para trás um assunto inacabado.

Então um pastel bem recheado, com guisado temperado, ovo picado e pedaços de azeitona, substitui um almoço, um café da tarde ou um jantar.


2013, 04 de outubro. A polêmica do pastel foi só para dar entrada a estes aí, cuidadosamente preparados pelo Paulo da Marta, e fotografados [antes da fritura] por mim e [depois de fritos] pelo Carlos Moacir. Eles, os pastéis, fizeram parte do almoço daquela sexta-feira. 

Mas o trabalho na UFPel, por conta destas iguarias, não teve trégua nem no intervalo para o lanche. Os pastéis iam sendo devorados à medida que o pessoal ia mantendo a atenção nos trâmites do expediente que não podia parar. 
antes

depois



domingo, 29 de setembro de 2013

JARDIM DA INFÂNCIA MENINO JESUS - FESTA JUNINA, 1964

Bagé, RS - começo de julho de 1964. Uma chuva quase torrencial impediu que alguns aluninhos desta turma aí [do Jardim da Infância Menino Jesus] comparecessem à festa junina organizada pelas professoras Marianinha e Mariza.

Eu também estou nesta. Cliquem na foto para obter um zoom e observem os números inseridos imediatamente acima [ou sobre] cada um dos gaúchos e prendas.

Não consegui lembrar de todos os coleguinhas, e posso ter me enganado com alguns, mas os nomes dos possíveis identificados seguem abaixo.

Me ajuda aí, Celso Magalhães Coronel!

01 - Octávio Gaffrée;
02 - ?
03 - ?
04 - Luiz Felipe;
05 - João Cândido;
06 - Jorge Malafaia;
07 - ?
08 - Amilcar;
09 - Ben-Hur; 
10 - Paulo Machado;
11 - Fernando Guhl;
12 - ?
13 - Deborah;
14 - ?
15 - Rosângela;
16 - ?
17 -Jerry;
18 - Eduardo;
19 - Sérgio Fontana;
20 - Miguel Goulart;
21 - Aírton;
22 - Nancy;
23 - Desirée;
24 - Míriam;
25 - Joyce.

quinta-feira, 26 de setembro de 2013

OBTENDO O CARVÃO VEGETAL


Patagônia / Argentina, 1938. A essa altura a primeira etapa da tarefa do carvoeiro [que se ergue] no topo da pilha de troncos de árvore e arbustos que construiu, estava concluída.

O objetivo final do homem, muito requisitado naqueles tempos pelos estancieiros e fazendeiros, era queimar tudo isto aí [durante semanas] para obter o carvão vegetal, usado no aquecimento das casas e para fazer churrascos.

Consideráveis áreas foram desmatadas na Argentina por conta dessa prática, mas em compensação as cinzas resultantes do processo ajudavam a enriquecer o solo.

Ou, dependendo do ponto de vista, poderíamos de outra forma expressar:

As cinzas resultantes do processo ajudavam a enriquecer o solo, mas às custas de um desmatamento desmedido, talvez prejudicial ao meio ambiente.

Esta imagem foi publicada pela primeira vez na página 130 da revista National Geographic Brasil, em fevereiro de 2004, com o título: "Do Verde ao Cinza".

Clique na foto de Helene Fischer para obter o zoom.
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terça-feira, 24 de setembro de 2013

BEM ANTES DA FAMA V

O registro fotográfico a seguir é de 1939, e destaca [dentro da elipse vermelha] uma menina que ainda nos dias de hoje é uma das personalidades mais importantes do Velho Continente. Tente adivinhar quem é.

A próxima postagem promete elucidar o enigma, se for o caso.

segunda-feira, 16 de setembro de 2013

ARQUIMEDES E A COROA DO REI

Em “O Espelho de Arquimedes” , narrado neste blog, o rei de Siracusa, Hierão [ou Hieron] II, contratou o famoso Arquimedes - inventor, físico, matemático, filósofo e engenheiro, etc. – para projetar e construir dispositivos de guerra para combater os romanos. O estratagema deu certo e os romanos sofreram reveses consideráveis em função das invenções do sábio siracusano.




Acostumou-se o rei a ter Arquimedes por perto para resolver seus problemas, dos mais simples aos mais complexos. 
Assim, contratou-o certa vez para...

Vamos retroceder um pouco:

Hieron encomendou a um ourives – artesão que faz peças de ouro e prata – uma coroa de ouro puro. Quando a recebeu , desconfiou que a mesma não era feita totalmente de ouro porque já havia denúncias de que o ourives, eventualmente, utilizava em seus trabalhos uma liga de ouro e prata.

Chamou então Arquimedes para certificar-se da qualidade do material utilizado na confecção da reluzente coroa. Mas Arquimedes, dessa vez, não sabia o que responder ao rei.

Um dia, porém, enquanto entrava em uma banheira cheia d’água, Arquimedes percebeu que seu corpo deslocava um determinado volume de água, e que o nível da água na banheira subia à medida que nela mergulhava. Saiu da banheira, e o nível voltou ao normal; entrou novamente, e o nível d’água subiu. Concluiu, de imediato, que ao entrar na banheira deslocava determinado volume de água, e que esse volume era igual ao volume do seu próprio corpo imerso na água. Também não lhe passou despercebido que o seu corpo, mergulhado, parecia mais leve porque a água o empurrava para cima.

Entusiasmou-se tanto Arquimedes, a ponto de esquecer que estava nu, saltou da banheira e saiu gritando pelas ruas de Siracusa: - Heureka! Heureka! (Descobri! Descobri!).

Ele sabia agora como medir o volume da coroa. Relatando ao rei o fato, tratou logo de trabalhar no assunto.

Utilizando dois recipientes - um menor dentro de outro um pouco maior -, colocou a coroa no recipiente menor cheio de água, que transbordou em parte, caindo no outro recipiente. Mediu o volume do líquido que transbordou e concluiu que esse volume correspondia ao volume da coroa.

Sabendo o volume da coroa, encomendou [a outro ourives de sua confiança] objetos com volume igual ao da coroa: um de ouro puro e outro de prata, ambos maciços. De posse dos objetos, dias depois, colocou a coroa do rei num dos pratos de uma balança; no outro prato colocou, um de cada vez, os objetos de ouro e de prata.

Verificou então que a coroa era mais leve que o objeto de ouro maciço e mais pesada que o de prata. Com isso pode confirmar ao rei que a coroa não era de ouro puro, mas feita de uma liga de ouro e prata.

O que aconteceu depois com o ourives do rei, a lenda não conta.


Ronan, Colin A. Das Origens à Grécia. História Ilustrada da Ciência. Rio de Janeiro, Zahar, 1994. p. 118-9.
Barros, C. e Paulino, W. Ciências – Física e Química.

Imagem: ARQUIVO ICONOGRÁFICO, S.A. / CORBIS / STOCK PHOTOS

TEXTO READAPTADO POR

Sérgio M. P. Fontana

A EXPLORAÇÃO DO RIO DA PRATA E O CAMINHO DO PEABIRU

PEABIRU - A versão mais popular dá conta que os peabiru (na língua tupi, "pe" – caminho; "abiru" - gramado amassado)...