quinta-feira, 31 de julho de 2014

MULHERES & DOCES II

EE.UU., [possivelmente no final da] década de 40. Enquanto a atendente e a menina paralisam o semblante na direção do fotógrafo, a cliente [de chapéu] dirige um sorrateiro olhar para a porta do estabelecimento, desconfiada de ter sido seguida pelo marido. No momento em que leva o produto à boca, não há mais como disfarçar suas intenções. Se ele - o marido - descobrir que ela cedeu à tentação de comer um doce na snack bar, o regime de emagrecimento foi sabotado e o casamento estará desfeito. Daí a preocupação da mulher.
Photo: Amin Peyrovi

Alheio ao grave acontecimento, um desconhecido sorve [de canudinho] uma misteriosa bebida - recipiente encoberto pela presença da menina.

segunda-feira, 21 de julho de 2014

BRANCURA RINSO


1953. No Brasil, até [pelo menos] essa data, botar as roupas de molho com uma pedra de anil - para deixar mais brancas as roupas brancas e dar um realce às cores das roupas coloridas -, alvejar [com água sanitária], esfregar, torcer, quarar - colocar as roupas brancas ensaboadas no sol para clareá-las ainda mais - e enxaguar, fazia parte da rotina das donas-de-casa, de acordo com as orientações passadas de mãe para filha desde... desde sempre.

 Prometendo um branco ainda mais branco, a Sociedade Anônima Irmãos Lever, filial brasileira da Unilever - empresa criada em 02 de setembro de 1929, um mês e meio antes da maior queda da bolsa de valores de Nova York - lançou o Rinso, primeiro sabão em pó fabricado no Brasil, à base de gordura e óleos vegetais. A fábrica ficava na Vila Anastácio, zona oeste da cidade de São Paulo.

Prevendo dificuldades na divulgação e utilização do produto, a empresa contratou demonstradoras que iam de porta em porta perguntando às donas-de-casa: "Posso usar seu tanque?" Assim, mostravam como se utilizava o novo produto. Em seguida, as demonstrações passaram a ser públicas, em tanques montados em parques, cinemas ou teatros e caminhões. Fizeram isto em mais de 120 cidades brasileiras.

Amparada pelo sucesso da mais nova forma de lavar roupa [ainda sem máquina], a Irmãos Lever resolveu lançar, em 1957, um "concorrente" para o seu Rinso. Nascia o OMO - acrônimo inglês para Old Mother Owl, cuja tradução literal é "Velha Mãe Coruja", um sabão em pó sintético, à base de matérias-primas químicas, e de coloração azul-claro, talvez em referência [ou reverência] às antigas pedras de anil, associadas a roupas, digamos, super-brancas.

¿O Rinso era verde-claro ou branco? Não lembro.

Enquanto isso, lá nos 60's, imaginando que o OMO era um "rival" do Rinso, eu prestava atenção sobre qual das duas marcas de sabão-em-pó era a preferida da minha mãe. Em seguida me dei conta que o fator principal da escolha dela era o preço. Ela comprava o que estava mais barato. Ora um, ora outro.

A crescente escalada da marca OMO deu a seus fabricantes a segurança de, aos poucos, abandonar seu primogênito. Assim, imagino que lá pelo início dos 70's, após perder mercado para o seu irmão caçula, o Rinso parou de ser fabricado no Brasil, mas de lá para cá muita gente por aqui, quando quer se referir a qualquer sabão-em-pó diz "Rinso".

Post scriptum para os saudosistas: 
Na Austrália, EE.UU., Indonésia e U.K. o Rinso ainda é fabricado.

quarta-feira, 18 de junho de 2014

AS ESTRELAS DA BANDEIRA DO BRASIL



Foi o pintor Décio Vilares quem executou o primeiro desenho da atual bandeira do Brasil, assemelhada à bandeira do Império feita pelo francês Jean-Baptiste Debret. Ela foi implantada quatro dias após a proclamação da república, em 19 de novembro de 1889, a partir da ideia do filósofo e matemático Raimundo Teixeira Mendes, com a ajuda do também filósofo Miguel Lemos e do astrônomo Manuel Pereira Reis.

As estrelas sobre o campo azul da bandeira representam a disposição desses astros no céu do Rio de Janeiro, na manhã de 15 de novembro de 1889, às 08:30 h, tendo como centro o Cruzeiro do Sul que é interceptado por um eixo vertical imaginário até o infinito. Um suposto observador, fora da abóboda celeste, veria dessa forma as estrelas dispostas sobre a cidade do Rio de Janeiro.

Cada estrela representa um Estado do Brasil. Por exemplo: a estrela que se encontra acima da faixa “Ordem e Progresso” representa o Estado do Pará, que em 1889 era o maior território localizado acima da Linha do Equador.
Clique na imagem [para obter um zoom] e veja qual das estrelas representa o seu Estado.
Para visualizar o Estado correspondente a cada estrela da bandeira dê um zoom de 200%.


Estados
Estrelas
ACRE
Gama da Hidra Fêmea
ALAGOAS
Teta do Escorpião
AMAPÁ
Beta do Cão Maior
AMAZONAS
Procyon (Alfa do Cão Menor)
BAHIA
Gama do Cruzeiro do Sul
CEARÁ
Epsilon do Escorpião
DISTRITO FEDERAL
Sigma do Oitante
ESPÍRITO SANTO
Epsilon do Cruzeiro do Sul
GOIÁS
Canopus (Alfa de Argus)
MARANHÃO
Beta do Escorpião
MATO GROSSO
Sirius (Alfa do Cão Maior)
MATO GROSSO DO SUL
Alphard (Alfa da Hidra Fêmea)
MINAS GERAIS
Delta do Cruzeiro do Sul
PARÁ
Spica (Alfa de Virgem)
PARAÍBA
Capa do Escorpião
PARANÁ
Gama do Triângulo Austral
PERNAMBUCO
Mu do Escorpião
PIAUÍ
Antares (Alfa do Escorpião)
RIO DE JANEIRO
Beta do Cruzeiro do Sul
RIO GRANDE DO NORTE
Lambda do Escorpião
RIO GRANDE DO SUL
Alfa do Triângulo Austral
RONDÔNIA
Gama do Cão Maior
RORAIMA
Delta do Cão Maior
SANTA CATARINA
Beta do Triângulo Austral
SÃO PAULO
Alfa do Cruzeiro do Sul
SERGIPE
Iota do Escorpião
TOCANTINS
Epsilon do Cão Maior

Fontes: Eduardo de Freitas - http://www.brasilescola.com; Almanaque Abril, 1990.
Imagem: Sérgio Fontana

quinta-feira, 12 de junho de 2014

O ARTILHEIRO DA COPA

1974, 06 de julho. Antes da Copa [realizada na Alemanha] ninguém acreditava que a Polônia pudesse repetir o feito de dois anos antes, quando ganhou a medalha de ouro nas olimpíadas de Munique. Pois foi por pouco que isto não aconteceu, uma vez que a única derrota da seleção polonesa foi na semifinal contra a anfitriã Alemanha [que viria a ser a campeã], num campo encharcado de uma tal maneira que a bola batia e ficava, imediatamente, em repouso.

Apesar da derrota, a Polônia, na minha opinião, era a segunda melhor seleção do torneio, perdendo apenas, em técnica, para os holandeses, de Johan Cruyff & Cia. Os alemães, que também tinham um bom elenco, os superaram porque superaram seus limites técnicos com vontade, força e porque tinham Gerd Müller, que não foi o artilheiro da Copa, mas foi quem a decidiu a favor da Alemanha.

À Polônia restaram: o 3º lugar, obtido na disputa contra o Brasil, que três dias antes havia perdido a outra semifinal para a Holanda; a façanha de ter conseguido marcar o maior número de gols no torneio - ao todo foram 16 -, um a mais do que os caras dos Países Baixos que fizeram 15; e o artilheiro Grzegorz Lato que naquele 6 de julho fez o gol da vitória contra o Brasil e chegou à marca dos 7 gols, três a mais do que o decisivo Müller, e dois a mais do que os craques Andrzej Szarmach, da própria Polônia, e Johan Neeskens, goleador da Holanda, então conhecida popularmente como laranja mecânica.
Foto: Editora Abril Ltda.

Em tempos de Copa do Mundo no Brasil, 40 anos depois, resta-nos imaginar quem será o artilheiro desta vez. Desde já, aposto as minhas fichas no Givanildo Vieira de Souza, o Hulk, do Brasil.

quarta-feira, 4 de junho de 2014

II GUERRA MUNDIAL - Dia D + 6

1944, 12 de junho. Em Sainte-Marie-du-Mont, Baixa Normandia, já livre do domínio alemão - quem sabe àquela altura ainda de modo temporário -, um grupo de soldados americanos do 501º e 506º Regimentos da 101ª Divisão Aerotransportada, observa a atividade de civis franceses para obtenção de água potável direto da fonte.

Um soldado [à esquerda] aguarda sua vez. Dá a entender que pretende lavar seus utensílios recém utilizados em uma refeição.
 

O registro fotográfico, abaixo, é do mesmo local, 70 anos depois.
Photographs by Galerie Bilderwelt/Getty and Peter Macdiarmid/Getty
Fonte: The Guardian
 

sexta-feira, 16 de maio de 2014

COPA DO MUNDO FIFA / 2014 - SÉRIE B

Andei pensando, na falta de ter o que fazer, que se existisse uma Série B para a Copa do Mundo, em 2014 ela poderia ser composta pelos países que quase se classificaram para a Copa. Seria a Copa dos Quase/2014.

A composição dos grupos e o carnet da Copa poderiam ficar assim:



domingo, 4 de maio de 2014

O PRIMEIRO GIBI DO HOMEM-ARANHA

Publicado no Brasil, pela EBAL, em abril de 1969, virou raridade o exemplar número 1 do Homem-Aranha, contendo aventuras lançadas seis anos antes nos EE.UU..

A capa do gibi era esta aí.
Mas raridade mesmo é a revista em que o heroi dá as caras pela primeira vez. Tendo aparecido nas bancas americanas em 1962, o último exemplar [que se tem notícia] da revista, foi vendido por um colecionador [a outro colecionador], em 2011, por U$ 1,1 milhão de dólares, e era a edição número 15 da revista Amazing Fantasy, que na época do seu lançamento (agosto/1962) valia 12 centavos de dólar.

O primeiro exemplar desta aí saiu em junho de 1961, sob o título Amazing Adult Fantasy, que se manteve até dezembro do mesmo ano. Em janeiro do ano seguinte, a oitava edição já se chamava Amazing Fantasy.

A EXPLORAÇÃO DO RIO DA PRATA E O CAMINHO DO PEABIRU

PEABIRU - A versão mais popular dá conta que os peabiru (na língua tupi, "pe" – caminho; "abiru" - gramado amassado)...