sábado, 8 de novembro de 2014

TIM MAIA, O FILME

Tim Maia, o  filme, baseado no livro "Vale Tudo - O Som e a Fúria de Tim Maia", de Nelson Motta, na minha opinião, não retrata, de verdade, a vida do cara. Não que o filme seja ruim! Pelo contrário, é muito bom! Mas a história do Tim - descrita por Nelson Motta - é tão rica em detalhes que seria difícil retratá-la com fidelidade em apenas duas horas e vinte minutos.

Apesar de, assistindo o filme, ter me emocionado com as lembranças que eu tinha do cantor/compositor e do talento e genialidade do cara e das coisas que ele aprontava, não consegui me convencer com a performance do ator Babu Santana que o representou na fase adulta. Não deu liga. Faltou alguma coisa que eu não sei o que é. Talvez porque Tim Maia seja incomparável e inimitável.

Incomparável e inimitável, o Tim Maia de verdade era este aí.

YouTube/Filipe Zingano

P.S.: O "Roberto Carlos" (George Sauma)" e o "Carlos Imperial" (Luís Lobianco) também não convenceram. Aliás, foram péssimos.

  

O APOCALIPSE SEGUNDO VLADIMIR MANJUKHIN

2012, 21 de dezembro. Segundo algumas crenças populares baseadas no calendário maia, nessa data acontecimentos catastróficos abalariam o planeta Terra, transformando o mundo que conhecemos em ruínas. Os sobreviventes seriam os "escolhidos", considerados como pessoas espiritualmente preparadas para iniciar uma nova era.

Foi, talvez, pensando nisso que o designer russo Vladímir Manjukhin resolveu usar, através da computação gráfica, uma combinação de fotos de prédios  parcialmente destruídos [de lugares diversos] e imagens turísticas de Moscou.

O resultado do trabalho do famoso artista, mais conhecido pelo apelido mvn78, foi apresentado [em 2012] na Gazeta Russa como "Moscou Após O Apocalipse". Confira as imagens, abaixo.














segunda-feira, 3 de novembro de 2014

UM CASAMENTO REAL

1947, 20 de novembro. Da sacada do Palácio de Buckingham, em Londres, o Príncipe Philip - Duque de Edimburgo - e a Princesa Elizabeth - hoje Rainha Elizabeth II - logo após a cerimônia do seu casamento, saúdam a multidão que desde a noite do dia anterior aguardara junto às calçadas das ruas de Londres, ao longo do [que seria o] caminho do cortejo real, o desenrolar da cerimônia.
Da esquerda para a direita: o Rei George VI, a Princesa Margaret, Lady Mary Cambridge, a noiva e o noivo, a Rainha Elizabeth e a Rainha Mary (viúva do Rei George V).
Uma multidão muito animada enfrentou uma temperatura não muito fria - ainda bem - durante a madrugada do dia 20 de novembro, aguardando, ansiosa, a manhã de quinta-feira. O casamento ocorreria às 11:30 h e o desfile real, logo após.
Fotos: Associated Press

sábado, 1 de novembro de 2014

A LENDA DO NEGRINHO DO PASTOREIO

Contada [a partir do final do século XIX] pelos brasileiros que defendiam o fim da escravidão, a lenda do Negrinho do Pastoreio é, de todas, a mais popular do Rio Grande do Sul, com versões mais brandas [para crianças] ou chocantes, dependendo do público alvo.

Em seu livro Lendas do Sul, o escritor pelotense João Simões Lopes Neto (Pelotas, 09/03/1865 - Pelotas, 14/06/1916) conta a história de um menino negro, ainda pequeno, escravo de um estancieiro muito mau. O menino não tinha nome, nem padrinhos. Ele dizia que era afilhado da Virgem Maria e era conhecido apenas como Negrinho.

Escravo, e [ainda por cima] órfão, o menino era maltratado por todos, principalmente pelos filhos do estancieiro, sofrendo inúmeros castigos e barbaridades.
Ao perder alguns cavalos de seu senhor, foi chicoteado sem piedade. Seu corpo, então, moribundo foi jogado sobre um enorme formigueiro para que as formigas o devorassem.

No dia seguinte, o estancieiro, atormentado e arrependido, correu ao local e não mais encontrou o menino. Em vez disso, viu Nossa Senhora, indicando que o menino agora estava no céu. E viu também o Negrinho com a pele sem marcas e feliz, montado em um cavalo baio, pastoreando uma tropilha de cavalos invisíveis. A partir de então passaram a ser vistos muitos pastoreios, tocados por um menino negro montado em um cavalo baio.
Negrinho do Pastoreio - Gineteando o baio nos céus
Aldo Locatelli / Palácio Piratini, PoA, RS
Origem da foto: http://taislc.blogspot.com.br/2010/03/aldo-locatelli.html

A tradição popular concedeu ao Negrinho do Pastoreio poderes sobrenaturais, e ele foi canonizado, possuindo, hoje, inúmeros devotos.
O Negrinho do Pastoreio encontra objetos perdidos, bastando prometer e acender-lhe um toquinho de vela que será dado por ele à sua madrinha. Em algumas versões, oferece-se também, um naco de fumo para o menino.

Esta postagem vai para o meu amigo Carlos Moacir Moa

quarta-feira, 15 de outubro de 2014

TRABALHANDO NA ISS QUEST

2014, 09 de outubro. Tendo a Terra como plano de fundo, os astronautas Reid Wiseman, da NASA, e Alexander Gerst (que aqui não aparece), da Agência Espacial Europeia, efetuam, entre outras atividades, um reparo em uma bomba de refrigeração do sistema da Estação Espacial Internacional Quest.
Foto: NASA/REUTERS
O trabalho fora do módulo Quest (Joint Airlock Module) durou 6 horas e 13 minutos e se constituiu no primeiro dos três passeios espaciais programados para a tripulação da Expedição 41 - atual missão na Estação Espacial Internacional, que iniciou em setembro de 2014, com término previsto para março de 2015.
Fonte: The Telegraph

terça-feira, 14 de outubro de 2014

ARY RONGEL

Construído na Noruega pela companhia Georg Eides Sonner AS, com sede em Hoylandsbygd/Hordaland, e lançado em 22 de janeiro de 1981, o navio oceanográfico Polar Queen, pertencente à empresa norueguesa G. C.Rieber Shipping A/S, de Bergen, executou serviços de apoio logístico no Mar do Norte e na Antártida, além de pesquisas sobre focas nas regiões austrais até meados de 1994.

O Polar Queen foi adquirido pelo Brasil e rebatizado como Ary Rongel, em homenagem ao hidrógrafo [autodidata] Ary dos Santos Rongel (1897-1978). Em 25 de abril de 1994 foi incorporado como substituto ao Barão de Teffé (H-42). Desde então o NApOc Ary Rongel (H-44) passou a se constituir em importante peça de apoio para as atividades relacionadas ao Programa Antártico Brasileiro (PROANTAR), mais especificamente à Estação Antártica Comandante Ferraz (EACF) e suas extensões antárticas. Contribui ainda com a coleta de dados meteorológicos, hidrográficos e oceanográficos relacionados aos projetos científicos da PROANTAR e às atividades desenvolvidas pelo Centro de Hidrografia da Marinha (CHM). A tripulação é composta por até 72 homens (19 oficiais e 53 praças) e uma equipe de 22 cientistas.
Foto: Marinha do Brasil (2010)
Com 75,32 m de comprimento por 13,06 m de boca (largura máxima) e 6,20 m de calado, o Ary Rongel tem dois motores diesel Krupp-Mak 6M453Ak de 6 cilindros e é capaz de deslocar 3.600 toneladas e gerar 4.500 bhp (potência medida sem considerar-se as perdas causadas pela caixa de câmbio e demais componentes do motor).

Os motores são acoplados a um eixo protegido para navegação no gelo, composto por uma hélice chamada “hélice de passo controlável”, onde é possível promover-se uma mudança no ângulo das suas pás, em pleno movimento. O objetivo é proporcionar o melhor desempenho para uma particular condição de navegação.

À velocidade constante de 12 nós (a máxima é de 14,5 nós) e com um tanque para 790 toneladas de combustível e 60 dias de autonomia, o Ary Rongel é capaz de cobrir 17.000 milhas náuticas. A embarcação conta também com um sistema computadorizado de correção dinâmica de posição, composto por dois pares de propulsores acionados por motor elétrico - muito usados para atracar um navio lateralmente - chamados bow-thrusters(um de cada lado da proa) e stern-thrusters (um de cada lado da popa).

Outras características e equipamentos do Ary Rongel, cujo código internacional de chamada é PWAR:
  • 3 geradores de 200 kW;
  • 2 radares de navegação;
  • 1 porta de carga lateral 3,5 x 3 m;
  • 1 porta de carga lateral 2,75 x 2,5 m;
  • 1 guindaste com capacidade para 6 toneladas;
  • 1 guindaste do tipo “pau de carga” - para elevação e movimentação de materiais pesados até 25 toneladas;
  • 2 porões com capacidade de carga total de 1.760 m³;
  • 2 helicópteros Hélibras UH-12/13 Esquilo;
  • Convôo capaz de suportar aeronaves de até 5,8 toneladas.

Desde a sua incorporação à Marinha do Brasil até hoje, o Ary Rongel já realizou mais de vinte operações de apoio a projetos científicos entre o sul da América do Sul e continente antártico.

A EXPLORAÇÃO DO RIO DA PRATA E O CAMINHO DO PEABIRU

PEABIRU - A versão mais popular dá conta que os peabiru (na língua tupi, "pe" – caminho; "abiru" - gramado amassado)...