segunda-feira, 21 de julho de 2014

BRANCURA RINSO


1953. No Brasil, até [pelo menos] essa data, botar as roupas de molho com uma pedra de anil - para deixar mais brancas as roupas brancas e dar um realce às cores das roupas coloridas -, alvejar [com água sanitária], esfregar, torcer, quarar - colocar as roupas brancas ensaboadas no sol para clareá-las ainda mais - e enxaguar, fazia parte da rotina das donas-de-casa, de acordo com as orientações passadas de mãe para filha desde... desde sempre.

 Prometendo um branco ainda mais branco, a Sociedade Anônima Irmãos Lever, filial brasileira da Unilever - empresa criada em 02 de setembro de 1929, um mês e meio antes da maior queda da bolsa de valores de Nova York - lançou o Rinso, primeiro sabão em pó fabricado no Brasil, a base de gordura e óleos vegetais. A fábrica ficava na Vila Anastácio, zona oeste da cidade de São Paulo.

Prevendo dificuldades na divulgação e utilização do produto, a empresa contratou demonstradoras que iam de porta em porta perguntando às donas-de-casa: "Posso usar seu tanque?" Assim, mostravam como se utilizava o novo produto. Em seguida, as demonstrações passaram a ser públicas, em tanques montados em parques, cinemas ou teatros e caminhões. Fizeram isto em mais de 120 cidades brasileiras.

Amparada pelo sucesso da mais nova forma de lavar roupa [ainda sem máquina], a Irmãos Lever resolveu lançar, em 1957, um "concorrente" para o seu Rinso. Nascia o OMO - acrônimo inglês para Old Mother Owl, cuja tradução literal é "Velha Mãe Coruja", um sabão em pó sintético, à base de matérias-primas químicas, e de coloração azul-claro, talvez em referência [ou reverência] às antigas pedras de anil, associadas a roupas, digamos, super-brancas.

¿O Rinso era verde-claro ou branco? Não lembro.

Enquanto isso, lá nos 60's, imaginando que o OMO era um "rival" do Rinso, eu prestava atenção sobre qual das duas marcas de sabão-em-pó era a preferida da minha mãe. Em seguida me dei conta que o fator principal da escolha dela era o preço. Ela comprava o que estava mais barato. Ora um, ora outro.

A crescente escalada da marca OMO deu a seus fabricantes a segurança de, aos poucos, abandonar seu primogênito. Assim, imagino que lá pelo início dos 70's, após perder mercado para o seu irmão caçula, o Rinso parou de ser fabricado no Brasil, mas de lá para cá muita gente por aqui, quando quer se referir a qualquer sabão-em-pó diz "Rinso".

Post scriptum para os saudosistas: 
Na Austrália, EE.UU., Indonésia e U.K. o Rinso ainda é fabricado.

quarta-feira, 18 de junho de 2014

AS ESTRELAS DA BANDEIRA DO BRASIL



Foi o pintor Décio Vilares quem executou o primeiro desenho da atual bandeira do Brasil, assemelhada à bandeira do Império feita pelo francês Jean-Baptiste Debret. Ela foi implantada quatro dias após a proclamação da república, em 19 de novembro de 1889, a partir da ideia do filósofo e matemático Raimundo Teixeira Mendes, com a ajuda do também filósofo Miguel Lemos e do astrônomo Manuel Pereira Reis.

As estrelas sobre o campo azul da bandeira representam a disposição desses astros no céu do Rio de Janeiro, na manhã de 15 de novembro de 1889, às 08:30 h, tendo como centro o Cruzeiro do Sul que é interceptado por um eixo vertical imaginário até o infinito. Um suposto observador, fora da abóboda celeste, veria dessa forma as estrelas dispostas sobre a cidade do Rio de Janeiro.

Cada estrela representa um Estado do Brasil. Por exemplo: a estrela que se encontra acima da faixa “Ordem e Progresso” representa o Estado do Pará, que em 1889 era o maior território localizado acima da Linha do Equador.
Clique na imagem [para obter um zoom] e veja qual das estrelas representa o seu Estado.


Estados
Estrelas
ACRE
Gama da Hidra Fêmea
ALAGOAS
Teta do Escorpião
AMAPÁ
Beta do Cão Maior
AMAZONAS
Procyon (Alfa do Cão Menor)
BAHIA
Gama do Cruzeiro do Sul
CEARÁ
Epsilon do Escorpião
DISTRITO FEDERAL
Sigma do Oitante
ESPÍRITO SANTO
Epsilon do Cruzeiro do Sul
GOIÁS
Canopus (Alfa de Argus)
MARANHÃO
Beta do Escorpião
MATO GROSSO
Sirius (Alfa do Cão Maior)
MATO GROSSO DO SUL
Alphard (Alfa da Hidra Fêmea)
MINAS GERAIS
Delta do Cruzeiro do Sul
PARÁ
Spica (Alfa de Virgem)
PARAÍBA
Capa do Escorpião
PARANÁ
Gama do Triângulo Austral
PERNAMBUCO
Mu do Escorpião
PIAUÍ
Antares (Alfa do Escorpião)
RIO DE JANEIRO
Beta do Cruzeiro do Sul
RIO GRANDE DO NORTE
Lambda do Escorpião
RIO GRANDE DO SUL
Alfa do Triângulo Austral
RONDÔNIA
Gama do Cão Maior
RORAIMA
Delta do Cão Maior
SANTA CATARINA
Beta do Triângulo Austral
SÃO PAULO
Alfa do Cruzeiro do Sul
SERGIPE
Iota do Escorpião
TOCANTINS
Epsilon do Cão Maior

Fontes: Eduardo de Freitas - http://www.brasilescola.com; Almanaque Abril, 1990.
Imagem: Sérgio Fontana

quinta-feira, 12 de junho de 2014

O ARTILHEIRO DA COPA

1974, 06 de julho. Antes da Copa [realizada na Alemanha] ninguém acreditava que a Polônia pudesse repetir o feito de dois anos antes, quando ganhou a medalha de ouro nas olimpíadas de Munique. Pois foi por pouco que isto não aconteceu, uma vez que a única derrota da seleção polonesa foi na semifinal contra a anfitriã Alemanha [que viria a ser a campeã], num campo encharcado de uma tal maneira que a bola batia e ficava, imediatamente, em repouso.

Apesar da derrota, a Polônia, na minha opinião, era a segunda melhor seleção do torneio, perdendo apenas, em técnica, para os holandeses, de Johan Cruyff & Cia. Os alemães, que também tinham um bom elenco, os superaram porque superaram seus limites técnicos com vontade, força e porque tinham Gerd Müller, que não foi o artilheiro da Copa, mas foi quem a decidiu a favor da Alemanha.

À Polônia restaram: o 3º lugar, obtido na disputa contra o Brasil, que três dias antes havia perdido a outra semifinal para a Holanda; a façanha de ter conseguido marcar o maior número de gols no torneio - ao todo foram 16 -, um a mais do que os caras dos Países Baixos que fizeram 15; e o artilheiro Grzegorz Lato que naquele 6 de julho fez o gol da vitória contra o Brasil e chegou à marca dos 7 gols, três a mais do que o decisivo Müller, e dois a mais do que os craques Andrzej Szarmach, da própria Polônia, e Johan Neeskens, goleador da Holanda, então conhecida popularmente como laranja mecânica.
Foto: Editora Abril Ltda.

Em tempos de Copa do Mundo no Brasil, 40 anos depois, resta-nos imaginar quem será o artilheiro desta vez. Desde já, aposto as minhas fichas no Givanildo Vieira de Souza, o Hulk, do Brasil.

quarta-feira, 4 de junho de 2014

II GUERRA MUNDIAL - Dia D + 6

1944, 12 de junho. Em Sainte-Marie-du-Mont, Baixa Normandia, já livre do domínio alemão - quem sabe àquela altura ainda de modo temporário -, um grupo de soldados americanos do 501º e 506º Regimentos da 101ª Divisão Aerotransportada, observa a atividade de civis franceses para obtenção de água potável direto da fonte.

Um soldado [à esquerda] aguarda sua vez. Dá a entender que pretende lavar seus utensílios recém utilizados em uma refeição.
 

O registro fotográfico, abaixo, é do mesmo local, 70 anos depois.
Photographs by Galerie Bilderwelt/Getty and Peter Macdiarmid/Getty
Fonte: The Guardian
 

sexta-feira, 16 de maio de 2014

COPA DO MUNDO FIFA / 2014 - SÉRIE B

Andei pensando, na falta de ter o que fazer, que se existisse uma Série B para a Copa do Mundo, em 2014 ela poderia ser composta pelos países que quase se classificaram para a Copa. Seria a Copa dos Quase/2014.

A composição dos grupos e o carnet da Copa poderiam ficar assim:



domingo, 4 de maio de 2014

O PRIMEIRO GIBI DO HOMEM-ARANHA

Publicado no Brasil, pela EBAL, em abril de 1969, virou raridade o exemplar número 1 do Homem-Aranha, contendo aventuras lançadas seis anos antes nos EE.UU..

A capa do gibi era esta aí.
Mas raridade mesmo é a revista em que o heroi dá as caras pela primeira vez. Tendo aparecido nas bancas americanas em 1962, o último exemplar [que se tem notícia] da revista, foi vendido por um colecionador [a outro colecionador], em 2011, por U$ 1,1 milhão de dólares, e era a edição número 15 da revista Amazing Fantasy, que na época do seu lançamento (agosto/1962) valia 12 centavos de dólar.

O primeiro exemplar desta aí saiu em junho de 1961, sob o título Amazing Adult Fantasy, que se manteve até dezembro do mesmo ano. Em janeiro do ano seguinte, a oitava edição já se chamava Amazing Fantasy.

terça-feira, 22 de abril de 2014

PLAYMATE DO MÊS DE ABRIL

A modelo da foto abaixo é Nancy Crawford, playmate do mês de abril da Playboy americana.

Com 18 anos, 1,65 m, 57 Kg, cintura 61 cm e medidas de 91 cm para busto e quadril, ela foi retratada para a Playboy pelo casal de fotógrafos Barbara e Justin Kerr, há 55 anos.

Acreditando que a musa ainda se mantenha bela, apesar da idade - Valhalla, NY, USA, 16/04/1941 - apresentamos aqui uma de suas performances [do tipo bem comportado] publicada naquela edição (abril/1959).

sábado, 19 de abril de 2014

PALMEIRAS, CAMPEÃO BRASILEIRO/1994

1994, 18 de dezembro. A segunda partida da fase final do Brasileirão daquele ano, entre Corínthians e Palmeiras, no Pacaembu, terminou com um gol para cada lado. Mas três dias antes, em 15/12, o Palmeiras, como mandante [no mesmo estádio], havia vencido por 3 a 1. O somatório de triunfos permitiu-lhe a conquista do título brasileiro de 1994, repetindo o feito de 93.

O Palmeiras de Velloso, Cláudio, Antônio Carlos, Cléber, Wagner, César Sampaio, Flávio Conceição (Amaral), Mazinho, Edmundo (Tonhão), Evair e Rivaldo, treinado por Wanderley Luxemburgo, enfrentou o Corínthians de Ronaldo, Paulo Roberto, Gralak, Henrique, Branco, Zé Elias, Luisinho, Marcelinho Paulista, Souza (Tupãzinho), Marcelinho Carioca e Viola (Marques). O técnico era Jair Pereira.


Roberto Carlos, um dos principais ídolos do time, não jogou a segunda partida e, portanto, não saiu na foto do título.

quinta-feira, 17 de abril de 2014

CRUZEIRINHO

O de Belo Horizonte, MG, é, com larga vantagem, o mais famoso e vitorioso dentre todos os seus homônimos. Seu prestígio nos induz a imaginar que a tradição e sucesso desse clube inspirou a criação dos outros que também ostentam o nome "Cruzeiro".

Mas o Cruzeiro Esporte Clube veio depois; depois de, pelo menos, um deles.

Dos arquivos do clube mineiro: "Em 1942, com a entrada do Brasil na 2ª Guerra Mundial, foi proibida a utilização de termos que se referem à Itália, em entidades, instituições e estabelecimentos no Brasil. Com isso, o Clube precisou ser renomeado e o nome escolhido foi Cruzeiro EC, em homenagem ao símbolo maior da pátria brasileira."

No futebol gaúcho temos um exemplo de "Cruzeiro" que nasceu primeiro.

Fundado em 14 de julho de 1913, o Esporte Clube Cruzeiro, com sede em Porto Alegre, RS, foi, durante décadas do século passado, a terceira força do futebol gaúcho, destacando-se também no atletismo, no vôlei e no basquete. Chamado de "Cruzeirinho" pela imprensa gaúcha - termo que eu considero pejorativo ao invés de carinhoso, como querem dar a entender os que assim o denominam -, o Cruzeiro, de Porto Alegre - que agora é de Cachoeirinha, RS -, que eu saiba, é o pioneiro dos "Cruzeiros" do Brasil. "Cruzeirinhos" são as imitações.


EC Cruzeiro
Estádio: Av. Ary Rosa Santos, Bairro Granja Esperança, Cachoeirinha, RS.
Secretaria: Rua Amapá 564, Bairro Ponta Porã, Cachoeirinha, RS - telefone (51) 3041-5220.

quarta-feira, 9 de abril de 2014

O CASO DA CRIMEIA

Afinal, a Crimeia é de quem?

Por Sasha Yakovleva*, especial para Gazeta Russa

Crimeia. O mundo inteiro está acompanhando as notícias que passam em seu território. Rússia, Ucrânia, Ucrânia, Rússia… Alguém vai ter que vencer. Mas o que realmente sabemos sobre a península além do conflito atual?

Historicamente, a Crimeia é diferente em relação à cultura dos dois países que estão na disputa por suas terras. Na verdade, a península tem muito mais influência oriental do que eslava. Por séculos, suas cidades acolhiam mongóis, tártaros, turcos… Os russos chegaram só no século 18.
História da península
Em 1475, quando os otomanos invadiram e dominaram seu território, a Crimeia passou a ser uma base de apoio em guerras contra povos russos. Naquela época, moravam na península mais de 1 milhão de pessoas, entre eles cerca de 200 mil tártaros.
Em 1774, no final da Guerra Russo-Turca, quando o Império Otomano assinou o tratado Kuchuk Kainarji com o Império Russo, o canato da Crimeia [governo comandado por um cã, título dos imperadores mongóis, descendentes de Gengis Khan] se tornou independente, mas continuou sob influência russa.
Já em 1783, a imperatriz Caterina, assinou um manifesto que reivindicava a anexação completa da Crimeia ao Império Russo.

Após a Revolução de 1917, foi criada a República Autônoma Soviética e Socialista da Crimeia, em 1921.
No dia 19 de fevereiro de 1954, o governo da península foi transferido para a República Soviética da Ucrânia. Existem várias teorias sobre essa decisão. A primeira hipótese diz que Nikita Krushchev, líder soviético da época, participou da violenta repressão exercida por Josef Stalin na Ucrânia e, depois da morte do ditador soviético, não conseguiu se livrar do sentimento de culpa. Dar a Crimeia de presente para os ucranianos, portanto, seria um jeito de mascarar seus atos violentos.

A segunda hipótese, mais improvável, fala da influência da cultura ucraniana na vida de Krushchev, afinal sua esposa era ucraniana e ele também tinha paixão por samogon (uma bebida caseira parecida com a tradicional vodca) e canções do país. É estranho até de imaginar!

Uma terceira teoria diz que a junção ocorreu na época da comemoração dos 300 anos do Tratado de Pereyaslav, em 1954. O tratado foi um acordo feito em 1654 entre cossacos e o tsar russo Aleksei 1º. A ideia era fundir o território da Ucrânia com o Império Russo. Os cossacos pediram ao tsar proteção e prometeram servir ao império com dignidade. Segundo essa hipótese, Nikita Krushchev decidiu reunir a Rússia e a Ucrânia nessa mesma data, 300 anos depois, para repetir o ato de junção de dois povos-irmãos.

A última teoria revela que, na verdade, logo depois da Segunda Guerra Mundial, Stalin mandou para a Crimeia, destruída por bombardeios nazistas, russos de regiões nórdicas do país, com o intuito de reerguer a economia da península.
Para quem era acostumado com invernos rigorosos, ele prometeu mar, sol, jardins e vinícolas. Só que quando os russos chegaram à Crimeia, não viram nada disso, apenas destruição e casas abandonadas pelos tártaros. Nesse período do pós-guerra, a península não evoluiu - pelo contrário, decaiu muito. A Crimeia se tornou um lugar depressivo, onde as pessoas passavam fome e não tinham nenhuma qualidade de vida.

Mas foi só quando os habitantes do lugar começaram a exigir mudanças, que Krushchev decidiu tomar uma atitude. Após visitar a península em 1953 e ver a desgraça com os próprios olhos, ele marcou uma reunião em Kiev para discutir a transição do território para a Ucrânia, o país soviético com a maior população de agricultores. A Ucrânia produzia tanto trigo, vinho, melancias, milho e óleo de girassol, que abastecia, inclusive, países vizinhos. Esse teria sido o ponto fundamental para a salvação da Crimeia. Obviamente, na época não havia divisão politica nem geográfica entre os países. As terras só migravam de uma república soviética para outra.
Mas tudo ficava dentro de uma grande e poderosa União Soviética. Havia até uma propaganda do governo para seduzir trabalhadores ucranianos a irem à Crimeia, com promessa de altos salários.

Se essa última teoria é a verdadeira, o plano até que deu certo. Hoje, em 2014, o lugar tem o maior número de vinícolas na Ucrânia, e é muito procurado por turistas que buscam praias e belezas naturais.
Até agora, o destino da Crimeia é incerto. Fará parte da Rússia? Continuará na Ucrânia? Não sei nada disso, apenas quero que continue charmosa e atraente para os nativos e para os visitantes estrangeiros, independente de que lado estará.

* Sasha Yakovleva é uma jornalista nascida em Moscou. Aos 25 anos, já morou na Ucrânia, Alemanha e Inglaterra. É atualmente casada com um brasileiro e reside em São Paulo. Ela é fascinada por tudo que se relaciona com a cultura russa e de outros países da ex-União Soviética. A ideia do projeto www.feijoadatchaikovsky.com.br nasceu quando Sasha começou a perceber tantas coisas parecidas e diferentes entre as culturas russas e brasileiras, que vão desde comida, tradições de casamento e aniversário até modo de se vestir e gírias.

sexta-feira, 4 de abril de 2014

OS BOLINHOS DO PAULO DA MARTA

UFPel, 04 de abril de 2014. Uma receita postada por uma amiga no Facebook durante a semana, serviu como incentivo e inspiração para a movimentação que resultou em um almoço comparável à performance dos melhores chefs de cuisine do mundo.

O trabalho foi até às 18:00 h, com pausa para descanso e almoço das 12 às 13:12 horas. Pois foi durante esse período que o chef  Paulo da Marta preparou os ingredientes, acrescidos de compostos de ervas finas e especiarias importadas da Itália, obtendo como produto principal duas dezenas de bolinhos de batata maiores do que uma granada de mão da II Guerra Mundial (vide fotos)




O efeito dos bolinhos foi retardar os reflexos dos degustadores, em função de precisarem de um maior fluxo de sangue em seus estômagos para jiboiar a iguaria.

O TERREMOTO DE VALDIVIA

1960, 22 de maio. Nesse dia ocorreu um dos tremores mais fortes já registrados no mundo, e que atingiu 9,5 graus na escala Richter. O fenômeno chegou com mais força na costa oeste da América do Sul, gerando um maremoto em três ondas sucessivas de 8, 10 e 20 metros de altura, respectivamente, que atingiram com força plena a cidade de Valdívia, no Chile, estendendo-se entre Talca [região do Maule] e Chiloé [região de Los Lagos], ou seja, mais de 800 Km ao longo da costa chilena, provocando a morte de, pelo menos, 2.000 pessoas.

O terremoto, com epicentro aproximado 39º S, 79º W, entre 35 e 60 Km de profundidade, também atingiu as costas do Japão, Hawaii, Filipinas, Estados Unidos e Austrália.

Ao todo pereceram cerca de 5.500 pessoas.

Para saber mais sobre o terremoto/maremoto de Valdívia, siga o link.
http://historiadevaldivia-chile.blogspot.com.br/2010/06/terremoto-maremoto-1960.html

quarta-feira, 19 de março de 2014

CAFUNÉ PARA LEÕES E TIGRES

Acariciar bichos selvagens pode ser perigoso, mas é permitido no zoológico Lujan, em Buenos Aires, Argentina.

O proprietário do ZOO, Jorge Alberto Semino diz que os leões e tigres são criados [em cativeiro] junto com cães durante três anos para que possam - será? - inibir seus instintos selvagens.

Riscos de ataques a humanos e transmissão de doenças [de parte a parte] não são descartados pelos especialistas e representantes de entidades de proteção de animais.

Fonte: BBC Brasil

segunda-feira, 17 de março de 2014

HOTEL PARA CERVEJEIROS

83.000 latas de cerveja [todas de marcas distintas] forram as paredes da Brewhouse Mountain Ecco-Inn, hotel construído por Jeff Lebo [com a ajuda de familiares e amigos], entre 1998 e 2001, para guardar sua preciosa coleção adquirida ao longo de 35 anos, e que é dividida em salas separadas por regiões geográficas como, por exemplo, "The Scandinavia Room", apresentada na foto nº 3, abaixo.
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Localizada nas Montanhas Conewago, em New Haven, Pennsylvania, USA, a meio caminho entre as cidades de Harrisburg e York, a casa tem 6.000 metros quadrados e, além do atrativo decorativo das tais latas de cerveja, oferece, em uma área de 4 hectares, passeios ao ar livre, atividades com esqui, snowboard, tirolesa, caiaque, observação de pássaros, trilhas para caminhadas, mountain bike, pesca e golfe.

P. - Se as latas de cerveja estão cheias?
R. - Eu não sei.

Fotos: Splash/All Over Press


RACISMO


por Valacir Marques Gonçalves*

O racismo está sendo discutido no país, ou melhor, no mundo do futebol... A presidenta deu apoio aos ofendidos, algumas punições foram anunciadas. Mas é bom não esquecer que o Brasil foi o último a abolir a escravidão na América. Quando isto aconteceu, foram queimados grande parte dos documentos relativos ao período, 300 anos de história foram destruídos para evitar a terrível lembrança... Uma pergunta pode ser feita. Será que os documentos não foram destruídos para evitar a produção de ações indenizatórias contra os atos desumanos cometidos? As recentes demonstrações de racismo ajudam a entender por que o país resistiu a libertar os escravos, por que os documentos relativos ao período foram destruídos.

Olho isso e lembro o filme ganhador do Oscar nos Estados Unidos, “12 Anos de Escravidão”. Como disse alguém, o filme é uma prestação de serviço às pessoas que estão vivas e às que ainda irão nascer. Dirigido pelo negro Steve Mc Queen, e produzido pelo incensado Brad Pitt, ele foca um episódio acontecido no país. Fui ao cinema e saí impactado com a crueldade mostrada, pela maneira que o fato foi abordado, e pelo notável desempenho dos atores. Um filme como esse faz a humanidade pensar. Ele não deixa ninguém esquecer o que aconteceu. Pesado, forte, as pessoas saem impactadas, prontas a lutar, a protestar contra qualquer tipo de racismo no mundo.

Quanto ao Brasil, um país que resiste a libertar escravos e queima documentos sobre a época, não pode ficar só no discurso e em demagógicas ações de solidariedade, precisa fazer mais. O Brasil também merece um filme dirigido e produzido por artistas e intelectuais que precisam sair da posição cômoda que ora ocupam - a discussão ficar restrita ao mundo do futebol é pouco.

Valacir

Valacir Marques Gonçalves. Gaúcho de Bagé. Policial federal aposentado. Bacharel em Jornalismo e Direito, com especialização em Cooperativismo e Jornalismo Sindical. Presidente da Cooperativa de Economia e Crédito Mútuo dos Policiais Federais do Rio Grande do Sul. É sócio fundador do Sindicato dos Policiais Federais do mesmo estado onde foi um dos criadores e incentivadores do Jornal “Modus Operandi” e do site da entidade. Foi titular da “Coluna do Vala” no site da Federação Nacional dos Policiais Federais/FENAPEF. Tem textos publicados em vários sites destacando-se, entre outros: “Observatório da Imprensa”, “Consultor Jurídico”, da Associação Nacional dos Procuradores da República, da Associação dos Delegados de Polícia do Estado do Rio de Janeiro e da Federação Nacional de Entidades de Oficiais Militares Estaduais. E-mail: vala1@uol.com.br

sexta-feira, 14 de março de 2014

O PLANO MARSHALL

Julho de 1947. Com o objetivo principal de controlar o avanço da influência comunista sobre a Europa, os Estados Unidos criaram o Plano Marshall, cujo nome faz jus ao seu principal mentor, o secretário de estado George Marshall. O plano previa a recuperação econômica dos países afetados pela guerra, recém terminada, cujos efeitos sobre eles ainda pairavam.

Todos os países sob influência socialista foram proibidos pelo secretário geral do partido comunista da URSS, Josef Stalin, de participar de um encontro realizado em julho de 1947, onde cerca de U$ 13.000.000 (U$ 135.000.000.000, em 2014) seriam destinados aos países que aderissem ao plano de reconstrução da Europa. Dos países comunistas, apenas a Iugoslávia, cujo líder nacionalista Josif Broz Tito não aceitava submeter seu país às garras da URSS, recebeu a ajuda norte-americana.
 Foto: W. AVERELL HARRIMAN COLLECTION/LIBRARY OF CONGRESS WASHINGTON. 


Assim, durante as décadas de 1950 e 1960, foi possível reconstruir cidades, recuperar e reorganizar a economia de Alemanha, Áustria, Bélgica e Luxemburgo, Dinamarca, França, Grécia, Irlanda, Islândia, Itália e Trieste, Noruega, Países Baixos, Portugal, Reino Unido, Suécia, Suíça e Turquia, além da Iugoslávia, e, dessa forma, fortalecer através de relações comerciais a hegemonia dos Estados Unidos sobre o mundo capitalista.

quarta-feira, 5 de março de 2014

MODELOS PARA PROPAGANDA

Carcóvia / Ucrânia, 1943. Bustos semi-destruídos de alguns políticos e líderes militares soviéticos, dentre eles o de Lenin, agrupados por soldados nazistas [da SS Totenkopf], para servirem de "modelos fotográficos" de propaganda de guerra.
Fonte: BISHOP, Chris; MCNAB, Chris. II Guerra Mundial. Campanhas Dia a Dia - Da Reação Soviética ao Nazismo e o Dia D. Vol. 2. Livros Escala, 2009.                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                      

sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

DEZ A ZERO

1977, 31 de julho. Pelo 1º turno do decagonal do Campeonato Gaúcho daquele ano, Grêmio FBPA e EC Pelotas se enfrentaram no Estádio Olímpico, em Porto Alegre, na 6ª rodada.
O Grêmio vinha de um empate de zero a zero, em casa, contra o EC Juventude; o Pelotas, nessa fase do campeonato, ainda não havia vencido. Vinha de um empate em zero a zero, no clássico Bra-Pel.
Entrevero na área do EC Pelotas.
 Aqui, o goleiro Leomar, salvaguardado por todos os seus jogadores de defesa, já dominou o lance.

Apesar da fraca campanha do auri-cerúleo, ninguém esperava que no campo encharcado do Olímpico a diferença técnica entre os dois times ficasse tão evidente.
Carlos André Avelino de Lima - o André Catimba (Grêmio) - e Clarísio Darci Hoerlle - o Darci Munique (Pelotas) - dividem o lance. Vantagem para ninguém.

Pelas ondas de uma das rádios de Porto Alegre, acompanhamos, em casa, incrédulos, a marcha do tempo e do placar. Quando o Grêmio chegou ao sétimo gol, antes dos 30 minutos do segundo tempo, pensei, entusiasmado: No ritmo que vai, não duvido que faça uns dez gols!
E assim, de fato, aconteceu.

GRÊMIO FBPA 10 x 0 EC PELOTAS

Data: 31 de julho de 1977
Local: Porto Alegre / RS
Competição: Campeonato Gaúcho de 1977
Renda: Cr$ 142.619,00
Árbitro: Luís Torres

Grêmio: Corbo; Eurico, Ancheta, Oberdan (Vilson) e Ladinho; Vitor Hugo, Tadeu e Iúra; Tarciso, André (Alcindo) e Éder.

Pelotas: Leomar; Vinhas, Darci Munique, Fernando (Paulo Vieira) e Cito; Sílvio Vieira, Édson (Mortosa) e Flávio Correia; Francisco, Tião Abatiá e Jorge Luís.

Gols: 1º tempo - Eurico aos 3 min., Éder aos 35 min., Ancheta aos 43 min.; 2º tempo - Iúra aos 4 min., Tarciso aos 12 min.,

Alcindo aos 25 min., Éder aos 29 min., Iúra aos 38 min., Éder aos 42 min. e Alcindo aos 44 min.

Saiba deste jogo mais detalhes em
http://gremio1983.blogspot.com.br/2012/07/1977-gauchao-gremio-10-x-0-pelotas.html

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

A BRUXA CANADENSE

Observando-se o registro fotográfico, logo abaixo, não é possível imaginar que estas simpáticas modelos formam, na verdade, a melhor equipe [feminina] de curling do mundo.
Foto: Janzen Photography

Jennifer Jones, Dawn McEwen, Kaitlyn Lawes e Jill Officer, representantes do Canadá, disputaram [e venceram] o torneio de curling nas Olimpíadas de Inverno / 2014, em Sochi / Rússia. A final foi contra a forte equipe da Suécia, que tivera mais sorte do que juízo na semi-final contra a Suíça.
Dawn McEwen,  Jennifer Jones, Kaitlyn Lawes e Jill Officer  ensaiam uma estratégia durante um jogo do torneio Roar of the Rings, em Winnipeg - Dezembro/2013.
Foto: John Woods / The Canadian Press

Na semi-final contra a Grã-Bretanha Jennifer Jones fez uma jogada "impossível" que contribuiu muito para a vitória do Canadá. Naquele momento, observando seu modo de olhar e sua concentração, eu a chamei de "a bruxa canadense", não com intenções pejorativas e nem imaginando que o termo "bruxa" se devesse à vassoura que todos os jogadores de curling utilizam nos jogos, mas pensando em Jennifer como alguém capaz de usar a mágica e [quiçáz] o hipnotismo para dar vazão ao seu talento como jogadora. De imediato concluí: "Com esta jogadora, este time é imbatível!".
Aqui, Jennifer Jones, a bruxa canadense, lança uma pedra no jogo contra a Suíça, em 13/02/2014, sob a vigilância e frenética atividade de varredura das companheiras Jill Officer e Dawn McEwen.
Kaitlyn Lawes [que não aparece] aguarda no fundo da quadra - onde a vassoura também vai entrar em ação - a chegada da pedra.
Foto: (AP / Robert F. Bukaty)

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

CARRINHOS-DE-BEBÊ PARA LEVAR CARVÃO

Londres, fevereiro de 1947. A guerra na Europa tinha terminado há quase dois anos, e os bombardeios nazistas sobre Londres há quase seis. Mas o efeito das bombas sobre os edifícios ainda era aparente.

Enquanto isso, as famílias londrinas, especialmente as donas-de-casa, enfrentavam algumas dificuldades de abastecimento às suas residências. A escassez do carvão, usado para aquecimento das casas, entre outras finalidades, era uma forte evidência de que nem tudo estava assim tão tranqüilo nos anos imediatos do pós-guerra.
A imagem, acima, nos dá uma ideia do sacrifício experimentado pela população de Londres para obter algumas libras de carvão. Os carrinhos-de-bebê, do registro fotográfico obtido por Harry Todd, não eram para os bebês; eram para armazenar o carvão.

Foto Harry Todd/Fox Photos/Getty Images