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domingo, 16 de janeiro de 2022

BATISTELLA FUTEBOL CLUBE?

2021, 25 de dezembro. Observem e analisem a imagem mostrada em anexo e tentem adivinhar, sem consultar o Google, em que cidade se localiza esse estádio e a que clube pertence.

Difícil saber, não é? Eu respondo!

É difícil porque no lugar mais nobre da fachada do estádio, onde deveriam “reinar”, imponentes, o escudo e o nome do clube, aparece um banner de um dos patrocinadores do mesmo.

Entendo que os patrocinadores podem e devem divulgar seu produto na fachada e nas dependências do estádio, mas os dirigentes do clube têm o dever de enaltecer um bem maior que é o próprio clube.

Imaginemos, por exemplo, que a bordo de um ônibus de turistas vindo de outro estado da federação houvesse alguns amantes do futebol e, ao acaso, esse ônibus passasse em frente ao estádio da foto. A pergunta que todos ou quase todos fariam [ao guia] seria: “A que clube pertence este estádio?”


Foto: Maurício L.P. Fontana - 20212512

Tal pergunta não precisaria ser feita se ao invés do já citado banner instalado no ponto mais estratégico da fachada do estádio ali estivem estampado e grafado, respectivamente, o escudo e o nome do clube. E se, assim mesmo, alguns [distraídos] a fizessem, obteriam, de pronto, a resposta correta de outros atentos companheiros de jornada.

Às vésperas do começo do Campeonato Gaúcho / 2022, o principal produto que é o clube carece de uma divulgação mais ampla na fachada do seu estádio. Que o patrocinador – aquele que aparece como destaque principal -  chegue mais para o lado e deixe vago o lugar mais nobre para o clube, a verdadeira razão de ser do torcedor, e que o clube faça valer seu direito e a força da sua torcida, registrando naquele espaço a sua marca, ou seja, o escudo e o seu nome: GUARANY FUTEBOL CLUBE.

Guarany FC

quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

¿QUEM GOSTA DE TOMAR CAFÉ RUIM?

Em obediência cega à Lei Federal 8.666, desde 21 de junho de 1993, as instituições públicas têm que se contentar com bens de consumo, bens permanentes e serviços oferecidos pelo menor preço possível, o que, na maioria das vezes, implica a aceitação de produtos e serviços de baixa categoria. Cuidados na hora de elaborar os termos de referência dos pedidos, inserindo exigências e características de bens e serviços, nem sempre obtêm sucesso, uma vez que muitos materiais de qualidade duvidosa se equiparam em descrição técnica - porém não em qualidade técnica - ao procurado.

Desse modo acabam os órgãos públicos adquirindo grandes porcarias em se tratando de bens e assinando contratos de serviços [muitas vezes] não satisfatórios.

Tomemos como exemplo um bem de consumo bem simples, utilizado pela maioria dos trabalhadores brasileiros como forma de estímulo à rotina de trabalho: o cafezinho.

A imagem [borrada de propósito], acima, apresenta dois tipos de café adquiridos por uma instituição pública [do sul do Rio Grande do Sul] para consumo interno. Não seria preciso dizer que ambos os produtos são de péssima qualidade, uma vez que o assunto aqui é apontar e exemplificar uma mercadoria ruim, comprada pelo menor preço - é verdade -, mas com uma qualidade muito abaixo da esperada. E não têm nem cheiro de café.

¿Quem gosta de tomar café ruim?



sábado, 8 de novembro de 2014

TIM MAIA, O FILME

Tim Maia, o  filme, baseado no livro "Vale Tudo - O Som e a Fúria de Tim Maia", de Nelson Motta, na minha opinião, não retrata, de verdade, a vida do cara. Não que o filme seja ruim! Pelo contrário, é muito bom! Mas a história do Tim - descrita por Nelson Motta - é tão rica em detalhes que seria difícil retratá-la com fidelidade em apenas duas horas e vinte minutos.

Apesar de, assistindo o filme, ter me emocionado com as lembranças que eu tinha do cantor/compositor e do talento e genialidade do cara e das coisas que ele aprontava, não consegui me convencer com a performance do ator Babu Santana que o representou na fase adulta. Não deu liga. Faltou alguma coisa que eu não sei o que é. Talvez porque Tim Maia seja incomparável e inimitável.

Incomparável e inimitável, o Tim Maia de verdade era este aí.

YouTube/Filipe Zingano

P.S.: O "Roberto Carlos" (George Sauma)" e o "Carlos Imperial" (Luís Lobianco) também não convenceram. Aliás, foram péssimos.

  

quinta-feira, 17 de abril de 2014

CRUZEIRINHO

O de Belo Horizonte, MG, é, com larga vantagem, o mais famoso e vitorioso dentre todos os seus homônimos. Seu prestígio nos induz a imaginar que a tradição e sucesso desse clube inspirou a criação dos outros que também ostentam o nome "Cruzeiro".

Mas o Cruzeiro Esporte Clube veio depois; depois de, pelo menos, um deles.

Dos arquivos do clube mineiro: "Em 1942, com a entrada do Brasil na 2ª Guerra Mundial, foi proibida a utilização de termos que se referem à Itália, em entidades, instituições e estabelecimentos no Brasil. Com isso, o Clube precisou ser renomeado e o nome escolhido foi Cruzeiro EC, em homenagem ao símbolo maior da pátria brasileira."

No futebol gaúcho temos um exemplo de "Cruzeiro" que nasceu primeiro.

Fundado em 14 de julho de 1913, o Esporte Clube Cruzeiro, com sede em Porto Alegre, RS, foi, durante décadas do século passado, a terceira força do futebol gaúcho, destacando-se também no atletismo, no vôlei e no basquete. Chamado de "Cruzeirinho" pela imprensa gaúcha - termo que eu considero pejorativo ao invés de carinhoso, como querem dar a entender os que assim o denominam -, o Cruzeiro, de Porto Alegre - que agora é de Cachoeirinha, RS -, que eu saiba, é o pioneiro dos "Cruzeiros" do Brasil. "Cruzeirinhos" são as imitações.


EC Cruzeiro
Estádio: Av. Ary Rosa Santos, Bairro Granja Esperança, Cachoeirinha, RS.
Secretaria: Rua Amapá 564, Bairro Ponta Porã, Cachoeirinha, RS - telefone (51) 3041-5220.

quarta-feira, 9 de abril de 2014

O CASO DA CRIMEIA

Afinal, a Crimeia é de quem?

Por Sasha Yakovleva*, especial para Gazeta Russa

Crimeia. O mundo inteiro está acompanhando as notícias que passam em seu território. Rússia, Ucrânia, Ucrânia, Rússia… Alguém vai ter que vencer. Mas o que realmente sabemos sobre a península além do conflito atual?

Historicamente, a Crimeia é diferente em relação à cultura dos dois países que estão na disputa por suas terras. Na verdade, a península tem muito mais influência oriental do que eslava. Por séculos, suas cidades acolhiam mongóis, tártaros, turcos… Os russos chegaram só no século 18.
História da península
Em 1475, quando os otomanos invadiram e dominaram seu território, a Crimeia passou a ser uma base de apoio em guerras contra povos russos. Naquela época, moravam na península mais de 1 milhão de pessoas, entre eles cerca de 200 mil tártaros.
Em 1774, no final da Guerra Russo-Turca, quando o Império Otomano assinou o tratado Kuchuk Kainarji com o Império Russo, o canato da Crimeia [governo comandado por um cã, título dos imperadores mongóis, descendentes de Gengis Khan] se tornou independente, mas continuou sob influência russa.
Já em 1783, a imperatriz Caterina, assinou um manifesto que reivindicava a anexação completa da Crimeia ao Império Russo.

Após a Revolução de 1917, foi criada a República Autônoma Soviética e Socialista da Crimeia, em 1921.
No dia 19 de fevereiro de 1954, o governo da península foi transferido para a República Soviética da Ucrânia. Existem várias teorias sobre essa decisão. A primeira hipótese diz que Nikita Krushchev, líder soviético da época, participou da violenta repressão exercida por Josef Stalin na Ucrânia e, depois da morte do ditador soviético, não conseguiu se livrar do sentimento de culpa. Dar a Crimeia de presente para os ucranianos, portanto, seria um jeito de mascarar seus atos violentos.

A segunda hipótese, mais improvável, fala da influência da cultura ucraniana na vida de Krushchev, afinal sua esposa era ucraniana e ele também tinha paixão por samogon (uma bebida caseira parecida com a tradicional vodca) e canções do país. É estranho até de imaginar!

Uma terceira teoria diz que a junção ocorreu na época da comemoração dos 300 anos do Tratado de Pereyaslav, em 1954. O tratado foi um acordo feito em 1654 entre cossacos e o tsar russo Aleksei 1º. A ideia era fundir o território da Ucrânia com o Império Russo. Os cossacos pediram ao tsar proteção e prometeram servir ao império com dignidade. Segundo essa hipótese, Nikita Krushchev decidiu reunir a Rússia e a Ucrânia nessa mesma data, 300 anos depois, para repetir o ato de junção de dois povos-irmãos.

A última teoria revela que, na verdade, logo depois da Segunda Guerra Mundial, Stalin mandou para a Crimeia, destruída por bombardeios nazistas, russos de regiões nórdicas do país, com o intuito de reerguer a economia da península.
Para quem era acostumado com invernos rigorosos, ele prometeu mar, sol, jardins e vinícolas. Só que quando os russos chegaram à Crimeia, não viram nada disso, apenas destruição e casas abandonadas pelos tártaros. Nesse período do pós-guerra, a península não evoluiu - pelo contrário, decaiu muito. A Crimeia se tornou um lugar depressivo, onde as pessoas passavam fome e não tinham nenhuma qualidade de vida.

Mas foi só quando os habitantes do lugar começaram a exigir mudanças, que Krushchev decidiu tomar uma atitude. Após visitar a península em 1953 e ver a desgraça com os próprios olhos, ele marcou uma reunião em Kiev para discutir a transição do território para a Ucrânia, o país soviético com a maior população de agricultores. A Ucrânia produzia tanto trigo, vinho, melancias, milho e óleo de girassol, que abastecia, inclusive, países vizinhos. Esse teria sido o ponto fundamental para a salvação da Crimeia. Obviamente, na época não havia divisão politica nem geográfica entre os países. As terras só migravam de uma república soviética para outra.
Mas tudo ficava dentro de uma grande e poderosa União Soviética. Havia até uma propaganda do governo para seduzir trabalhadores ucranianos a irem à Crimeia, com promessa de altos salários.

Se essa última teoria é a verdadeira, o plano até que deu certo. Hoje, em 2014, o lugar tem o maior número de vinícolas na Ucrânia, e é muito procurado por turistas que buscam praias e belezas naturais.
Até agora, o destino da Crimeia é incerto. Fará parte da Rússia? Continuará na Ucrânia? Não sei nada disso, apenas quero que continue charmosa e atraente para os nativos e para os visitantes estrangeiros, independente de que lado estará.

* Sasha Yakovleva é uma jornalista nascida em Moscou. Aos 25 anos, já morou na Ucrânia, Alemanha e Inglaterra. É atualmente casada com um brasileiro e reside em São Paulo. Ela é fascinada por tudo que se relaciona com a cultura russa e de outros países da ex-União Soviética. A ideia do projeto www.feijoadatchaikovsky.com.br nasceu quando Sasha começou a perceber tantas coisas parecidas e diferentes entre as culturas russas e brasileiras, que vão desde comida, tradições de casamento e aniversário até modo de se vestir e gírias.

segunda-feira, 17 de março de 2014

RACISMO


por Valacir Marques Gonçalves*

O racismo está sendo discutido no país, ou melhor, no mundo do futebol... A presidenta deu apoio aos ofendidos, algumas punições foram anunciadas. Mas é bom não esquecer que o Brasil foi o último a abolir a escravidão na América. Quando isto aconteceu, foram queimados grande parte dos documentos relativos ao período, 300 anos de história foram destruídos para evitar a terrível lembrança... Uma pergunta pode ser feita. Será que os documentos não foram destruídos para evitar a produção de ações indenizatórias contra os atos desumanos cometidos? As recentes demonstrações de racismo ajudam a entender por que o país resistiu a libertar os escravos, por que os documentos relativos ao período foram destruídos.

Olho isso e lembro o filme ganhador do Oscar nos Estados Unidos, “12 Anos de Escravidão”. Como disse alguém, o filme é uma prestação de serviço às pessoas que estão vivas e às que ainda irão nascer. Dirigido pelo negro Steve Mc Queen, e produzido pelo incensado Brad Pitt, ele foca um episódio acontecido no país. Fui ao cinema e saí impactado com a crueldade mostrada, pela maneira que o fato foi abordado, e pelo notável desempenho dos atores. Um filme como esse faz a humanidade pensar. Ele não deixa ninguém esquecer o que aconteceu. Pesado, forte, as pessoas saem impactadas, prontas a lutar, a protestar contra qualquer tipo de racismo no mundo.

Quanto ao Brasil, um país que resiste a libertar escravos e queima documentos sobre a época, não pode ficar só no discurso e em demagógicas ações de solidariedade, precisa fazer mais. O Brasil também merece um filme dirigido e produzido por artistas e intelectuais que precisam sair da posição cômoda que ora ocupam - a discussão ficar restrita ao mundo do futebol é pouco.

Valacir

Valacir Marques Gonçalves. Gaúcho de Bagé. Policial federal aposentado. Bacharel em Jornalismo e Direito, com especialização em Cooperativismo e Jornalismo Sindical. Presidente da Cooperativa de Economia e Crédito Mútuo dos Policiais Federais do Rio Grande do Sul. É sócio fundador do Sindicato dos Policiais Federais do mesmo estado onde foi um dos criadores e incentivadores do Jornal “Modus Operandi” e do site da entidade. Foi titular da “Coluna do Vala” no site da Federação Nacional dos Policiais Federais/FENAPEF. Tem textos publicados em vários sites destacando-se, entre outros: “Observatório da Imprensa”, “Consultor Jurídico”, da Associação Nacional dos Procuradores da República, da Associação dos Delegados de Polícia do Estado do Rio de Janeiro e da Federação Nacional de Entidades de Oficiais Militares Estaduais. E-mail: vala1@uol.com.br

sábado, 28 de dezembro de 2013

LIBERDADE PROIBIDA

2011, 11 de março. Entra em vigor na França a lei que proíbe as mulheres muçulmanas de usarem a burca (véu que cobre todo o corpo) e o niqab (que deixa apenas os olhos descobertos) em locais públicos. O hiyab (que cobre só o cabelo) e o chador (que esconde todo o corpo e deixa o rosto exposto) não sofrem restrições.
A explicação oficial para a proibição é que os véus aumentam a discriminação e a opressão contra as mulheres e impedem a sua identificação. Mas a decisão é polêmica e causou protestos, principalmente, entre os seguidores do Islamismo (cerca de 8,6% da população francesa).

"O Século XX" acredita que o único objetivo da proibição é restringir possíveis facilidades para atividades terroristas, porque não tem sentido lógico - exceto se as mulheres que usam os tais véus, não os usam por vontade própria - impedir que as pessoas usem as vestes que melhor lhes aprouverem, uma vez que esses trajes não ofendem a moral e os bons costumes [do ocidente], apenas representam uma cultura religiosa em minoria no país da Liberté, Égalité et Fraternité.
cartoon Sergey Tunin

quarta-feira, 12 de junho de 2013

A CAMINHO DA COPA - por FLORENCE RODRIGUES

Desenvolvido pelo Ponto de Mídia Livre Pólis Digital e publicado em 24/03/2013, o documentário "A Caminho da Copa" apresenta diversas opiniões a respeito dos impactos positivos e negativos ao meio ambiente e, especialmente, às comunidades, quando aqui no Brasil se resolve promover um megaevento.

Moradores do Rio e de São Paulo atingidos pelas obras urbanas referentes à Copa do Mundo - Brasil / 2014 e Olimpíadas / 2016, assim como o urbanista Carlos Vainer, o jornalista Juca Kfouri, a arquiteta e urbanista Raquel Rolnik, o administrador de empresas Toni Sando e o deputado Vicente Cândido são os entrevistados.
 
A CAMINHO DA COPA
por Florence Rodrigues
através de Wilson Santana

terça-feira, 4 de junho de 2013

DEPOIS DA COPA

Elefante Branco é uma expressão idiomática para uma posse valiosa da qual seu proprietário não pode se livrar e cujo custo (em especial o de manutenção) é desproporcional à sua utilidade ou valor. O termo é utilizado na política para se referir a obras públicas sem utilidade.
imagem: http://petcivilufjf.files.wordpress.com/2013/05/elefante-branco.jpg

Segundo a lenda, receber um elefante branco de presente de um monarca era simultaneamente uma bênção e uma maldição: uma bênção porque o animal era sagrado e um sinal do favoritismo do monarca pelo cortesão que o recebia; uma maldição porque o animal não tinha uma utilidade prática que compensasse o custo de sua manutenção.

Se dependerem do futebol, quatro - dos doze - estádios construídos ou reformados para a Copa / 2014 vão se transformar em elefantes brancos tão logo termine o torneio. Isto não é lei, mas é a lógica.

Arena da Amazônia
Com capacidade para 44.500 torcedores, a Arena da Amazônia foi imaginada para se transformar em grande espaço multifuncional após a Copa. Se terá, ao longo de sua utilização, público suficiente para dar uma resposta à altura do investimento inicial, não se sabe.

Nove dos dezoito clubes ligados à Federação Amazonense de Futebol têm sede em Manaus, mas somente um deles, no momento, está qualificado para jogar a Série D, a mais modesta do Campeonato Brasileiro. Os demais vêm se acomodando como podem nas disputas pelo estadual ao longo de muitas décadas.

2013, 19 de maio.  Nacional FC e Princesa SEC se enfrentaram no estádio do SESI, em Manaus, pelas finais do Campeonato Amazonense / 2013, assistidos por 2.924 pessoas. A projeção de público para depois da Copa / 2014, segundo estudos da Play The Game, uma ONG dinamarquesa que trabalha pela transparência no esporte, está dentro desta média ou um pouco acima, como na final do amazonense de 2012 que registrou 3.896 pessoas, também no estádio do SESI.

Arena Pantanal
Construída pela empresa Mendes Júnior, a Arena Pantanal tem um custo previsto de R$ 420 milhões, e depois da Copa deve ser palco de jogos do CE Dom Bosco, prestes a se tornar um clube-empresa para tentar voltar à elite do futebol mato-grossense, do Mixto EC, que atualmente joga a Série D do Campeonato Brasileiro, e do Cuiabá EC que está na Série C.

A capacidade do complexo é para 42.500 pessoas, mas as previsões mais otimistas indicam que depois do evento Copa do Mundo, menos de 5% das acomodações do estádio serão ocupadas por torcedores nos jogos.

Arena das Dunas
ABC FC e América FC estão na Série B do Campeonato Brasileiro. O problema de público em Natal, no estádio que terá capacidade para 31.375 pessoas após a Copa, parece não ser tão grave assim. Porém, é possível que o ABC prefira jogar no seu próprio estádio, o Frasqueirão, para favorecer a sua qualidade de mandante. Quanto ao América, este ainda não entrou em acordo com a Federação Norte-Rio-Grandense de Futebol quanto à futura gestão do estádio.

Estádio Nacional de Brasília "Mané Garrincha"
Em se tratando de futebol, em Brasília a coisa não é muito diferente do que pode ocorrer nos outros três complexos esportivos.

Associação Botafogo Futebol Clube, Brasília Futebol Clube, Brasiliense Futebol Clube, Sociedade Esportiva Brazlândia, Capital Clube de Futebol, Sociedade Atlética Ceilandense, Ceilândia Esporte Clube, Sociedade Esportiva do Gama, Legião Futebol Clube, Associação Atlética Luziânia (GO), Sobradinho Esporte Clube e Unaí Esporte Clube (MG), disputaram o Campeonato Brasiliense / 2013, e não conseguiram atrair nem 1.000 torcedores em seus jogos. A salvação da lavoura foi o Gama que, em média, chegou aos 2648 torcedores por partida. Assim mesmo, as perspectivas para depois não são alviçareiras.
Por enquanto, Brasília FC, na Série D, e Brasiliense FC, na C, são os representantes mais famosos do Distrito Federal.

Depois da Copa  o estádio vai ser entregue a uma empresa privada, a qual, sem poder contar com o futebol, vai ter que preencher os 71.000 lugares disponíveis com alguma freqüência para não deixar com que a monumental construção se torne somente um atrativo turístico.

¿Como estará o Brasil depois da Copa / 2014?
¿E depois dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro?





sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

UM DESEJO DE LIBERDADE

Barcelona, 04 de julho de 1982. Pela segunda fase da Copa do Mundo disputada na Espanha, Polônia e União Soviética empataram em zero a zero, para vibração delirante de todas as torcidas presentes no estádio Camp Nou, exceto uma, a da própria União Soviética, cuja seleção, que era favorita nesse confronto, acabava de ser desclassificada.

Explica-se a reação do público pelo histórico papel opressivo do regime comunista da URSS sobre seus países satélites, aliado ao renascimento do ânimo destes países em busca de uma liberdade que parecia distante.


Lech Walessa, um líder sindical polonês que há pouco (31/08/1980) fundara o Sindicato Autônomo "Solidariedade", em todo o Mundo conhecido como "Solidarność", foi o pioneiro dessa nova corrente de libertação que se constituiu em um grande movimento social anti-comunista. Recomeçou ali a luta contra a dominação soviética, interrompida muitos anos antes com o fim da Primavera de Praga, em 1968, mas mantida em estado latente com as ininterruptas tentativas de fuga de pessoas que não aguentavam mais o sistema de vida que lhes era imposto do lado de lá da cortina de ferro. E quem mais sofria com isto eram os alemães que residiam em Berlim Oriental, tão próximos da liberdade e, ao mesmo tempo, tão longe, separados de seus irmãos ocidentais por redes metálicas eletrificadas com alarme, pistas de corrida para ferozes cães de guarda, e um muro de tijolos e concreto, de 3 metros de altura. Não dava para ver, nem ouvir o que acontecia do outro lado. Só imaginar.


Os aplausos à seleção da Polônia, que com o empate obtido, mandava a seleção da URSS de volta para casa, queriam dizer muito. E a televisão espanhola fazia questão de mostrar, a toda hora, a grande faixa empunhada pela torcida polonesa, onde se lia "Solidarność".


Estava prestes a germinar a semente lançada por Walessa.


Os atletas poloneses, Jozef Mlynarczyk, Marek Dziuba, Janusz Kupcewicz, Wlodzimierz Ciolek, Jan Jalocha, Waldermar Matysik, Wladislaw Zmuda, Stefan Majewski, Wlodimierz Smolarek, Andrzej Buncol, Grzegorz Lato e Zbigniew Boniek, e o técnico Antoni Piechniczek, saíram de campo esperançosos, imaginando repetir ou superar a performance da seleção de 1974. E imaginando, quiçá, a possibilidade de um dia serem parte de uma nação livre.


Os soviéticos de Rinat Dasaev, Tengiz Sulakvelidz, Aleksandr Chivadze, Sergei Baltacha, Anatoli Demianenko, Ramaz Shengelia, Sergei Andreev, Vladimir Bessonov, Yuri Gavrilov, Vitali Daraselia, Khoren Oganesian, Oleg Blokhin, Sergei Borovski, e do técnico Kostantin Beskov, entenderam o recado do público e, cabisbaixos não só pelo resultado de campo, deixaram o gramado [talvez] em modo de reflexão. Antes do jogo contra a Polônia sentiam-se como heróis da pátria. A balança do favoritismo pendia toda para o seu lado. É possível que já estivessem pensando na partida semi-final contra o Brasil ou contra a Itália - adversários no grupo C, que jogariam no dia seguinte.

Depois da partida não pensaram tanto assim na desclassificação - não tanto quanto na reação entusiasmada da maioria dos cerca de 65.000 torcedores, diante da inacreditável queda da seleção da URSS.
Acima, atletas poloneses e comissão técnica comemoram a classificação
Atletas da seleção da URSS se encaminham para o vestiário, sem alarde.
Dasaev, um dos melhores goleiros da história do futebol mundial, olha para o vazio, tentando achar uma explicação para o fracasso da sua SSSR (CCCP).

O recado estava dado. Serviu o Camp Nou, neste caso, como praça de reunião de povos diversos, os quais, como se falassem um só idioma, deram a entender que o nó estava muito apertado; que já era hora de abrir a cortina e permitir às pessoas o pleno uso de um dos valores fundamentais da existência: a liberdade de escolha.

sábado, 9 de fevereiro de 2013

CARNELEVAR, ... CARNEVALE, ... CARNAVAL

Carnaval. Do francês carnaval, através do italiano carnevale, de carnelevar (retirar a carne).
O Carnaval é um período de festas profanas de origem medieval - alguns pesquisadores afirmam que a festa, tal como a compreendemos, foi instituída no século IV, nos domínios do Império Romano -, compreendido entre o Dia de Reis e a Quarta-Feira de Cinzas, que correspondem aos três dias que precedem a Quaresma.

Está claro nesta definição que Carnaval é uma festa religiosa [¿ou pagã?] que, como tal, tem dia certo para ser comemorado. Não tem uma data fixa porque está atrelado a um calendário regido pelas fases da Lua que, por sua vez determina o período da Semana Santa.

Explico:
O Domingo de Páscoa, que marca o dia da ressurreição de Cristo, é o primeiro domingo após a primeira lua-cheia do outono. O domingo anterior a esse é conhecido como Domingo de Ramos que simboliza o dia da entrada triunfal de Jesus na cidade de Jerusalém, onde foi saudado por seu fiéis que lhe acenavam com ramos de palmeira.
Os preceitos religiosos que originaram o Carnaval determinaram que nos quarenta dias que antecedem o Domingo de Ramos as pessoas não deveriam consumir carne e, por extensão, não deveriam se desgastar em orgias de todo o tipo. Assim, ficou determinada a data do Carnaval, que passou a ser o último dia em que [quase] tudo era permitido.
A partir do Domingo de Ramos contamos 40 (quarenta) dias para trás e chegamos ao dia do Carnaval, que cai sempre em uma terça-feira.

Façamos um teste:
Acesse um calendário lunar - vamos ver este aqui
Quer saber quando será o Carnaval em 2016, por exemplo?
Observe [no calendário lunar] que a primeira lua-cheia do outono - estação que chega normalmente entre 20 e 21 de março - cai no dia 23. Isto quer dizer que esta já será a primeira lua cheia do outono.

Um calendário comum ou uma cansativa contagem de meses e dias nos revelará que o próximo domingo, ou seja o primeiro domingo após a primeira lua cheia do outono, cai no dia 27 de março, e é o Domingo de Páscoa. O domingo anterior [que cai em 20 de março] é o Domingo de Ramos. Contemos 40 (quarenta) dias para trás e vamos achar a terça-feira de Carnaval: 09 de fevereiro [de 2016].

Não tem erro.
E esta constatação nos remete a uma pergunta:
Se o carnaval é uma festa de origem religiosa [¿ou pagã?] que tem dia certo para acontecer, por que  o poder executivo de alguns municípios brasileiros pensa ter direito de alterar o período correspondente a essa festa popular?

Entendo que quaisquer que sejam os objetivos de tais mudanças, não há sentido em se vivenciar o Carnaval em uma faixa temporal onde sua própria chama já foi extinta, como tem sido o caso do Carnaval na cidade de Uruguaiana, RS, por exemplo. Desconfio que outras cidades gaúchas, contaminadas pela estranha ideia, pretendem fazer a mesma coisa.
Fantasia para o tradicional Baile de Máscaras - Veneza, Itália
origem da foto: http://viajeaqui.abril.com.br/materias/galeria-festas-de-carnaval-pelo-mundo?foto=3#3

quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

CHINA – ¿O CONSUMO DESSE GIGANTE PODE AMEAÇAR OS RECURSOS NATURAIS DE TODO O PLANETA?

Com cerca de 1,4 bilhões de habitantes que correspondem a, mais ou menos, 20% da população mundial, a China se transformou, de uns anos para cá, num enorme canteiro de obras em função do déficit habitacional resultante da política de estímulo à natalidade adotada [lá atrás] pelo governo de Mao Tsé-Tung.  O objetivo era esse mesmo: aumentar a população do país e seu percentual em relação à humanidade para transformar a China em um país forte.

Mas um aumento populacional em escala geométrica, quiçá, logarítmica, traria problemas tais como o desemprego, a fome e, como já foi descrito, a falta de moradias. Assim, o que derivou dessa antiga proposta governamental é o que hoje se apresenta ao mundo e se reflete, principalmente, no aumento do consumo.

Em se tratando de construção civil, por exemplo, a China consome mais de 40% da produção mundial de cimento e cerca de 25% de todo o aço e minério de ferro do planeta.
Com cerca de 1,4 bilhões de habitantes que correspondem a, mais ou menos, 20% da população mundial, a China se transformou, de uns anos para cá, num enorme canteiro de obras em função do déficit habitacional resultante da política de estímulo à natalidade adotada [lá atrás] pelo governo de Mao Tsé-Tung. O objetivo era esse mesmo: aumentar a população do país e seu percentual em relação à humanidade para transformar a China em um país forte. Mas um aumento populacional em escala geométrica, quiçá, logarítmica, traria problemas tais como o desemprego, a fome e, como já foi descrito, a falta de moradias. Assim, o que derivou dessa antiga proposta governamental é o que hoje se apresenta ao mundo e se reflete, principalmente, no aumento do consumo. Em se tratando de construção civil, por exemplo, a China consome mais de 40% da produção mundial de cimento e cerca de 25% de todo o aço e minério de ferro do planeta. Apesar de produzir 200 milhões de toneladas de aço, tem uma deficiência de 15% desse material. Então, precisa importar, pelo menos, 30 milhões de toneladas de aço, o que equivale a quase toda a produção brasileira.
Apesar de produzir 200 milhões de toneladas de aço, tem uma deficiência de 15% desse material. Então, precisa importar, pelo menos, 30 milhões de toneladas de aço, o que equivale a quase toda a produção brasileira.

Dá a entender este demonstrativo que o potencial de consumo chinês parece não ter limites, mas pensemos na China apenas como parte da população mundial, não como uma nação isolada. Disto deduziremos que o mundo caminha para o esgotamento dos seus recursos naturais em um relativo breve período, não por culpa exclusiva da China, que apenas serve como exemplo, mas pelo desmedido crescimento da população de descendentes de Adão e Eva e a conseqüente, porém nem tão necessária ou obrigatória, extração [sem que seja possível a reposição plena] de todos os bens da Terra.

Estavam certos os maias. Apenas erraram na data – sejamos otimistas - por um século ou dois.

Pesquisa: http://veja.abril.com.br/221003/p_135.html

sábado, 20 de outubro de 2012

AQUECIMENTO GLOBAL E COMENTÁRIOS RELEVANTES


O mar congelado na Antártica bate recorde. Cadê o aquecimento global?


O Ártico no Polo Norte bateu o recorde de derretimento no verão. Este ano caminha para fechar como o mais quente da história. Foi o verão mais escaldante no Hemisfério Norte. Por outro lado, do lado de cá do mundo, surgem outras notícias. Os pinguins da Antártica não devem estar tão preocupados agora. O mar congelado que cerca a Antártica, no Polo Sul, bateu o recorde de extensão no inverno. A camada de gelo flutuante (que aparece em branco na imagem acima) chegou a 19,44 milhões de quilômetros quadrados em 2012, segundo o Centro Nacional de Neve e Gelo (NSIDC), dos Estados Unidos. O recorde anterior, de 2006, era de 19,39 milhões de quilômetros quadrados.
O mapa acima mostra a maior extensão já registrada. Foi feito a partir de imagens de satélite. A área em cinza escuro é de terra firme. O cinza claro são as geleiras que saem da terra firme, mas estão flutuando.
O que houve com o aquecimento global? O recorde na Antártica indica que a Terra não está esquentando? Não é bem assim. Primeiro, embora seja um recorde, a extensão de gelo atual não está tão distante da média. A linha amarela mostra a média da extensão de gelo nos meses de setembro entre 1979 e 2000. Em alguns lugares, especialmente no Mar de Bellingshausen, o gelo este ano está menor do que a média histórica.
O gráfico abaixo mostra a oscilação da extensão de gelo flutuante na Antártica. Aparentemente, há um aumento ligeiro nas últimas décadas.










Em comparação, o histórico do Ártico é bem claro. A calota polar está desaparecendo década após década no verão. Este ano o Polo Norte bateu mais um recorde histórico de pouco gelo no verão. O gráfico abaixo mostra a retração no gelo ártico desde 1979. A linha preta é a variação na extensão do gelo, ano a ano. A linha azul mostra a tendência.























Segundo os cientistas, o inverno com muito gelo na Antártica e o verão com pouco no Ártico são fenômenos distintos. Para os pesquisadores Claire Parkinson e Donald Cavalieri, da Nasa, agência espacial americana, os hemisférios da Terra têm uma grande variabilidade de um ano para o outro. Pode haver mais gelo num e menos no outro. Ou mais gelo em ambos. E menos gelo em ambos”, afirmam. “Apesar disso, as tendências de longo prazo são claras: a magnitude da perda de gelo no Ártico excede consideravelmente os ganhos na Antártica.”
Para os pesquisadores da Universidade do Colorado, que fazem parte da equipe do NSIDC, comparar as tendências de gelo do verão e do inverno em dois polos é problemático porque são dois processos diferentes. “Durante o verão, o gelo flutuante derrete e a superfície escura do mar aumenta o aquecimento. No inverno, há outros fatores, como nevascas no gelo e o vento. Pequenas alterações na extensão do gelo no inverno são um sinal mais ambíguo do que a perda de gelo no verão. A expansão do gelo no inverno da Antártica pode ser efeito de variações nos padrões de vento e queda de neve. Já o declínio do gelo no Ártico é mais ligado ao aquecimento global”, escrevem os pesquisadores no blog do NSIDC.

(Alexandre Mansur)

Comentários para “O mar congelado na Antártica bate recorde. Cadê o aquecimento global?”

  1. Douglas B.:
    Será que isso tem alguma relação com as massas de ar frio que não param de chegar no Brasil, mesmo o inverno tendo acabado e estando no meio de outubro?
  2. Juca Pato:
    ccccc…. Curioso como a mídia (e a ciência mainstream) se comporta sempre na defensiva. Qualquer dado que suporte minha pré-disposição em acreditar no que quero, será bem-vindo e potencializado. Ó, tá vendo? Eu não disse? Agora: quando há dados que podem sugerir o contrário do quero crer, bem, aí a conversa é diferente. “Não, veja bem, há diversos outros fatores que podem influenciar esse fato”. Qualquer verãozinho: óóó, é o aquecimento global, o AGA, tá vendo? Mais gelo no HS, no entanto, deve ser, bem, naturalmente por outros motivos. Nada a ver com a temperatura da terra né, claro. Aconteça o que acontecer, surjam os dados que surgirem, a teoria do aquecimento global nunca terá um arranhão sequer. Afinal, já tá mais pra religião do que pra ciência né? A proposito, recomendo dar uma olhadinha nos estudos da Geophysical Review Letters. Essas estatísticas e estimativas que temos sáo por amostragens paupérrimas. Esudos de sensoriamento remoto com estatística mais refinada e mais prudente sugerem um cenário bem diferente. Sem entrar no mérito das respostas eletromagnéticas da ionosfera diante de aquecimento ou resfriamento. Blablabla. Mas continuemos pregando a crença conveniente..
  3. Nilson de Simas:
    Existe um profissional brasileiro especialista nesta área, ele já deu diversas entrevistas televisivas, não lembro o seu nome, ele afirma e ostenta argumentos consistentes, dizendo que a Terra está passando por ciclos naturais e que a intervenção do Homem é pífia e insignificante em suas alterações. Logo, de pronto percebe-se que há interesses outros por trás desta falácia de aquecimento.
  4. José:
    O nome do especialista brasileiro é Luis Carlos Molion.
  5. ka:
    Essa aparente contradição entre o que acontece nos os dois polos, é muito polêmica, como ficou claro no artigo. Eu gostaria de sugerir mais um dado – que não está sendo levado em conta – que é a precessão do eixo terrestre. Isto causaria uma inclinação mais, ou menos, pronunciada em relação ao Sul e ao Norte.
  6. J.E.NARDINI:
    EXISTE UMA TEORIA,ACEITA POR VÁRIOS CIENTISTAS, QUE AFIRMAM E COMPROVAM QUE DEVERÁ HAVER UMA NOVA ONDA GLACIAL, AFETANDO PRINCIPALMENTE A EUROPA, QUE É REFRIGERADA PELAS ÁGUAS QUENTES DA CORRENTE DO GOLFO. COM A INTERRUPÇÃO DO FLUXO NORMAL DESTA CORRENTE, HAVERÁ O DESEQUILÍBRIO NO CLIMA DA EUROPA, TORNANDO-A MAIS GELADA, COMO O CANADÁ, QUE ESTÁ NA MESMA POSIÇÃO NO GLOBO TERRESTRE.
  7. Rafael:
    Este tipo de notícia é apenas de caráter informativo. O que é a variação do gelo de um ano para o outro em um período de 30000 anos. Não existe aquecimento solar, existem ciclos naturais de aumento e diminuição da temperatura. O homem não afeta o clima de maneira macro. Quem manda no clima do planeta é o sol, as correntes marítimas e as massas de ar, e só. Ainda nem de perto somos deuses.
  8. Roberto Theodosio Brandão:
    Existem interesses inconfessáveis em torno de meio ambiente, aquecimento global,etc. O Prof.Dr.Luiz Carlos Molion (Universidade Federal de Alagoas – UFAL está corretíssimo.
  9. Celso Moessa:
    O que manda no mundo chama-se dinheiro e poder…
    .......................................................................................................................................
    Esta postagem é cópia fiel da reportagem publicada na revista Época 

quarta-feira, 11 de julho de 2012

O CALÇADÃO DA BACELAR

2011, 12 de fevereiro - Rio Grande, RS. O sábado, pós meio-dia, dá a entender que as pessoas já estão com intenções dirigidas para o caminho de casa e o calçadão vai ficar quase vazio.

O vento desse dia deve ter afastado os veranistas da praia, mas nem por isto eles pensaram em dar uma volta pela cidade do Rio Grande, muito menos visitar o seu centro comercial, distante uns 30 Km do balneário Cassino. O motivo pode variar desde a preguiça até a escassez de atrativos visuais propostos pelo calçadão, o qual, se já lhes é familiar, é somente capaz de causar indiferença ou despertar rejeição. Tudo ou - não exageremos - muito - agora sim! - por conta da poluição visual que tomou conta das fachadas dos prédios que abrigam lojas e escritórios. Tudo fica escondido pelas próprias placas de anúncios, cujo objetivo é chamar a atenção do público.

O objetivo dessa verdadeira central de propagandas ao ar livre é, certamente, alcançado, mas para quem se preocupa com a harmonia visual da cidade ou para os turistas, de um modo geral, o efeito é desanimador.

Regulamentar as proporções e tamanho das placas comerciais, limitando-as à compatibilidade estética ambiental, poderia ser uma das medidas adotadas pelo governo municipal do Rio Grande como forma de reciclar o centro comercial da cidade, eliminando a sobrecarga de informações, as quais, queiram ou não admitir os comerciantes, induzem à confusão mental e a uma inexplicável irritação das pessoas que circulam pelo calçadão da Bacelar.

terça-feira, 5 de junho de 2012

IMPRENSA MARROM

"O papel social do jornalismo não lhe confere o direito de substituir outras instituições. É notório no entanto, que a imprensa vem procurando exercer funções que ultrapassam de longe o seu dever fundamental, assumindo funções que caberiam à polícia e à justiça.
E essa invasão de espaços pode ser considerada a partir de uma definição cara à imprensa: a qualificação do 'quarto poder', que data do século XIX e lhe confere o status de guardiã da sociedade (contra os abusos do Estado), representante do público, voz dos que não têm voz.Tal invasão busca legitimar a imprensa junto à opinião pública que ela mesma ajuda a formar, com a vantagem de atuar num reconhecido vácuo (a distância entre o aparelho judiciário e o homem comum)."

Imprensa Marrom


Imprensa marrom é a forma como podem ser chamados órgãos de imprensa considerados publicamente como sensacionalistas e que busquem alta audiência e vendagem através da divulgação exagerada de fatos e acontecimentos. É o equivalente brasileiro e português do termo yellow journalism. Em todos os casos há transgressão da ética jornalística tradicional. 


Poder-se-ia citar vários órgãos tanto da imprensa escrita quanto da falada ou televisiva como veiculadores da assim chamada imprensa marrom. Entretanto estas citações sempre teriam como bojo o viés político daquele que cita, de acordo com a visão que este possui do mundo e da realidade em que vive. Fato é que, frequentemente, veículos de imprensa divulgam notícias amparados em sua linha editorial ou em suas próprias crenças políticas, econômicas ou sociais, de modo a influenciar aquele que recebe a notícia no sentido de se engajar em sua própria visão de mundo. Cabe àquele que recebe a informação, deste modo, verificar, se possível em várias fontes, para se inteirar da realidade dos fatos e formar sua própria opinião.


A prática de um órgão de imprensa divulgar informações e notícias segundo sua linha editorial não constitui, em si, um problema ético. Grandes e respeitados jornais mundo afora, como o Daily Telegraph, Le Monde ou New York Times fazem isso, porém sempre deixam claro suas posições ao eventual leitor, de modo que o mesmo possa entender sob qual ótica a notícia está sendo dada. O "jornalismo marrom" de fato se manifesta quando essa posição é propositalmente omitida, e fatos são distorcidos ou apenas parcialmente divulgados para levar o leitor ao erro. A ideia é que os recursos jornalísticos usados pela imprensa marrom criam um ar de desconexão entre a responsabilidade dessas empresas com sua informação e origem da informação (colunistas, especialistas, apresentadores "irados").


Contra a prática deste tipo de jornalismo, em países democráticos, há sempre o recurso do processo judicial, onde aquele cujo direito foi ferido por informações falsas ou distorcidas obriga o órgão difamador a indenizar o atingido pelos prejuízos causados, seja de forma financeira e/ou fazendo uma retratação pública sobre o ocorrido.


Por  http://pt.wikipedia.org/wiki/Imprensa_marrom


Como surgiu a expressão "imprensa marrom"?


Ela foi inspirada na expressão americana yellow press ("jornalismo amarelo"), que surgiu no final do século XIX a partir da concorrência entre os jornais New York World e The New York Journal. Eles haviam entrado em guerra para ter em suas páginas as aventuras de Yellow Kid, a primeira tira em quadrinhos da história. A disputa nos bastidores foi tão pesada que o amarelo do cobiçado personagem acabou virando sinônimo de publicações sem escrúpulos.


Em língua portuguesa, a expressão teve sua cor alterada no Brasil em 1959, quando a redação do jornal carioca Diário da Noite recebeu a informação de que uma revista chamada Escândalo extorquia dinheiro de pessoas fotografadas em situações comprometedoras. O jornalista Alberto Dines, hoje editor do programa de TV Observatório da Imprensa, preparava, para a manchete do dia seguinte, algo como "Imprensa amarela leva cineasta ao suicídio". O chefe de reportagem do Diário, Calazans Fernandes, achou o amarelo uma cor amena demais para o caráter trágico da notícia e sugeriu trocá-la por marrom. "Assim, a expressão ‘imprensa marrom’ originou-se numa denúncia contra a própria imprensa marrom", afirma Dines. Além de criar o novo termo, a manchete do Diário da Noite contribuiu para o fim da criminosa revista Escândalo, fechada logo em seguida.


Por http://mundoestranho.abril.com.br/materia/como-surgiu-a-expressao-imprensa-marrom

terça-feira, 1 de maio de 2012

BRASIL - CONSOLIDANDO A DEMOCRACIA?


Brasil, 1979. Tão logo foi eleito pelo Colégio Eleitoral, derrotando o general Euler Bentes Monteiro que era o candidato do MDB (Movimento Democrático Brasileiro), João Baptista Figueiredo, candidato da ARENA (Aliança Renovadora Nacional), o partido do governo, prometeu ao povo brasileiro a abertura de um processo de democratização do país.

Quando assumiu a presidência, em abril, O general Figueiredo deparou-se com uma crise econômica já no começo do seu governo por conta da política de empréstimos adotada pelos governos anteriores, os quais tentaram, dessa forma, manter o chamado Milagre Econômico. Os problemas da economia brasileira foram agravados pela Crise do Petróleo de 1979, regida pela paralisação da produção iraniana por conta da Revolução Islâmica liderada pelo aiatolá Khomeini, o que resultou na elevação do preço médio do barril de petróleo. Isto ocasionou um aumento das taxas de juros internacionais, as quais incidiram sobre a dívida externa brasileira que ultrapassou a marca dos 100 bilhões de dólares, obrigando o país a pedir auxílio ao FMI (Fundo Monetário Internacional) em 1982.

Apesar da crise, até o seu último ano de governo o presidente João Figueiredo:
- obteve resultados positivos oriundos da sua política de modernização do sistema agrícola do país, o que transformou o Brasil em um dos maiores exportadores de produtos agrícolas do mundo;
- construiu, por meio de um programa de habitação, quase 3 milhões de casas populares, um recorde para a época.

Mas foram as reformas políticas por ele implementadas que fizeram a diferença. A extinção do sistema bipartidário vigente - ARENA/MDB - fez com que surgissem novos partidos. Dá a entender que o objetivo dos militares, com esta medida, era enfraquecer a oposição que, à vontade para se expandir, se fragmentaria em vários outros partidos. Examinando-se a questão em curto prazo, era uma estratégia eficiente. A médio e longo prazos estavam abertos os caminhos para a democracia política no Brasil, ainda mais se levarmos em conta que a Lei nº 6.683, de 28 de agosto de 1979, conhecida como a Lei da Anistia, já prenunciava mudanças no panorama político nacional.

A campanha das "Diretas Já!"

Em 1982 já foi possível a disputa para os governos estaduais e outros cargos legislativos através do voto direto. Aproveitando a brecha, deputados oposicionistas tentaram articular uma lei que instituísse o voto direto para a escolha do próximo Presidente da República. Em 1983 o deputado do PMDB Dante de Oliveira elaborou um projeto de lei para que tal prática fosse adotada. Foi a "Emenda Constitucional Dante de Oliveira" que, apesar da enorme pressão popular, a favor, foi rejeitada pela Câmara dos Deputados no dia 25 de abril de 1984. Por se tratar de uma emenda constitucional, precisava dos votos de 2/3 da Câmara (320 deputados) para prosseguir ao Senado. O resultado da votação foi o seguinte: 298 deputados votaram a favor, 65 contra, 3 abstiveram-se e 113 não compareceram ao plenário.

Clique aqui para ver a lista completa da votação da Emenda Dante de Oliveira

A essa altura, enormes comícios liderados por artistas, ex-perseguidos políticos, intelectuais e outros representantes de classes, tomavam conta do centro das cidades de São Paulo e do Rio de Janeiro, mas nem isso conseguiu sensibilizar os 2/3 de deputados necessários à mudança. Ficou mantido o sistema de votos indireto.

Diante do clamor popular ressaltado aos olhos de todo o planeta, o governo militar não teve outra saída a não ser permitir que civis concorressem à disputa pela presidência da república, dando ao processo uma aparente conduta democrática. Assim, em 1985 um civil foi eleito, por via indireta, Presidente da República.

Tancredo Neves (São João del Rei/MG, 04/03/1910 — São Paulo/SP, 21/04/1985), o eleito, era um advogado mineiro, de São João del Rei, que já tinha sido primeiro-ministro com a instauração do regime parlamentarista, logo após a renúncia do presidente Jânio Quadros e, por último, dentre os diversos cargos de importância que exerceu, fora o governador de Minas Gerais. Doze horas antes de assumir, em 14 de março de 1985, teve um problema de saúde que resultou na sua morte, registrada em 21 de abril. Substituiu-o seu vice, José Sarney, na verdade José Ribamar Ferreira de Araújo Costa (Pinheiro/MA, 24/04/1930).

Os Presidentes Eleitos pelo Voto Popular

Em 1989, finalmente, os brasileiros puderam escolher seu presidente. Eleito pelo voto popular, com grande apoio de media, Fernando Collor de Mello foi, mais tarde, acusado de corrupção e renunciou ao cargo em 1992, derrubado pela mesma media que o havia ajudado a eleger-se. Começava mal a nova democracia.

Itamar Franco, o vice de Collor de Mello, assumiu seu lugar quando a inflação, que começara no fim do regime militar, atingia níveis insuportáveis. Experimentássemos nós fazer uma pesquisa de preços, buscando um eletrodoméstico, por exemplo. De manhã o preço era um, à tarde o mesmo eletrodoméstico poderia estar custando bem mais.

Depois de muitos insucessos de mirabolantes planos implementados desde o governo Sarney, surgiu então o Plano Real, um programa de estabilização econômica de longo prazo, organizado em etapas, onde as antigas moedas foram substituídas pelo Real. Para saber mais sobre o histórico da moeda brasileira, clique aqui.

E para saber mais sobre o Plano real, clique aqui e depois aqui.

O Plano real obteve sucesso e o então Ministro da Fazenda, Fernando Henrique Cardoso (FHC) foi aclamado como mentor do plano, o que o ajudou a eleger-se Presidente da República em 1994, com direito à reeleição em 1998.
O duplo mandato de FHC, no entanto, ficou conhecido como o governo das privatizações, as quais já vinham sendo feitas desde o governo Collor de Mello. Algumas, guardadas as devidas proporções, causaram transtornos psicológicos, morais e financeiros a muitas famílias brasileiras que ainda hoje sofrem os efeitos de tais medidas. Vejamos o que temos aqui:
USIMEC (Usiminas Mecânica S.A.) - 24/10/1991;
USIMINAS (Usinas Siderúrgicas de Minas gerais S.A.) - 24/10/1991;
CELMA (Companhia Eletromecânica) - 01/11/1991;
MAFER S.A. (Mafersa S.A.) - 11/11/1991;
COSINOR DIST. (DIST Cosinor Distribuidora S.A.) - 14/11/1991;
COSINOR (Companhia Siderúrgica do Nordeste) - 14/11/1991;
SNBP (Serviço de navegação da Bacia do Prata) - 14/01/1992;
AFP (Aços Finos Piratini S.A.) - 14/02/1992;
PETROFLEX (Petroflex Indústria e Comércio S.A.) - 10/04/1992;
COPESUL (Companhia Petroquímica do Sul) - 15/05/1992;
ALCANORTE (Álcalis do Rio Grande do Norte) - 15/07/1992;
CNA (Companhia Nacional de Álcalis) - 15/07/1992;
CST (Companhia Siderúrgica de Tubarão) - 23/07/1992;
FOSFERTIL (Fertizantes Fosfatados S.A.) - 12/08/1992;
GOIASFERTIL (Goiás Fertilizantes S.A.) - 08/10/1992;
FASA (Forjas Acesita S.A.) - 23/10/1992;
ENERGETICA (Acesita Energética S.A.) - 23/10/1992;
ACESITA (Companhia de Aços Especiais Itabira) - 23/10/1992;
FEM (Fábrica de Estruturas Metálicas S.A.) - 02/04/1993;
CSN (Companhia Siderúrgica Nacional) - 02/04/1993;
ULTRAFERTIL (Ultrafértil S.A. Indústria e Comércio de Fertilizantes) - 24/06/1993;
COSIPA (COmpanhia Siderúrgica Paulista) - 20/08/1993;
AÇOMINAS (Aço Minas Gerais S.A.) - 10/09/1993;
PQU (Petroquímica União S.A.) - 25/01/1994;
CARAIBA (Mineração Caraíba Ltda) - 28/07/1994;
NEIVA (Indústria Aeronáutica Neiva S.A.) - 07/12/1994;
EAI (Embraer Aviation International) - 07/12/1994;
EAC (Embraer Aircraft Corporation) - 07/12/1994;
EMBRAER (Empresa Brasileira de Aeronáutica S.A.) - 07/12/1994;
ESCELSA (Espírito Santo Centrais Elétricas S.A.) - 11/07/1995;
LIGHT (Light Serviços de Eletricidade S.A.) - 21/05/1996;
CVRD (Companhia Vale do Rio Doce (e 13 subsidiárias)) - 06/05/1997;
MERIDIONAL (Banco Meridional do Brasil S.A. (e 5 subsidiárias)) - 04/12/1997;
TELEBRAS (12 novas controladoras, abrangendo todas as empresas que compunham o sistema TELEBRAS (EMBRATEL, 27 empresas de telefonia fixa e 26 de telefonia celular)) - 29/07/1998;
GERASUL (Centrais Geradoras do Sul do Brasil S.A.) - 15/09/1998;
DATAMEC (Datamec S.A. - Sistemas de Processamento de Dados) - 23/06/1999;
BANESPA (Banco do Estado de São Paulo S.A. (e 5 subsidiárias)) - 20/11/2000;
BEG (Bando do Estado de Goiás S.A. (e 2 subsidiárias - BEG/DTVM e Sisplan)) - 04/12/2001;
BEA (Bando do Estado do Amazonas S.A.) - 24/01/2002.

A privatização da RFFSA (Rede Ferroviária Federal) é uma história à parte, onde o governo que sucedeu o de Fernando Henrique também teve envolvimento..

Em 2002, os eleitores reagiram  e elegeram presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que representava a mudança frente ao segundo governo FHC.
Reeleito em 2006, Lula melhorou as condições de vida dos setores mais pobres da população e permitiu a quem já tinha um mínimo poder aquisitivo um certo up grade social. Mas seu governo também foi marcado por escândalos políticos equivalentes aos que os seus próprios partidários sempre condenaram quando eram oposição. Lula deixou de fazer reformas importantes, como a da previdência, a agrária e a tributária.

A tarefa da presidente Dilma Roussef na continuidade do enfrentamento aos grandes problemas sociais do Brasil não é fácil. Ficou muita coisa por fazer.

Quanto à privatização da RFFSA, sugiro que leiam o artigo de Roque Ferreira,"DILAPIDAÇÃO DO PATRIMÔNIO DA EXTINTA RFFSA", de 30/11/2008, sem levar em conta as questões partidárias, se é que me entendem.

segunda-feira, 26 de março de 2012

PROTESTO DO PRESIDENTE PAULO ODONE


http://terratv.terra.com.br/videos/Esportes/Futebol/Estaduais/Gaucho/4335-408580/Presidente-do-Gremio-ameaca-abandonar-Campeonato-Gaucho-veja.htm

"Ou a Federação intervém na arbitragem ou a gente não vai mais disputar o Campeonato Gaúcho no ano que vem. Este ano nós vamos seguir em busca do título, mas o ano que vem se não mudar o campeonato, não vai ter o Grêmio."
Paulo Odone - presidente do Grêmio Football Porto Alegrense

Mas isso já era para ter acontecido há muito tempo!
Grêmio e Internacional não deveriam dar atenção a um campeonato que só interessa aos clubes que não disputam outras competições maiores. E o Gauchão [assim como os outros campeonatos estaduais] deveria ser somente uma etapa de acesso à Série D do Campeonato Brasileiro ou à Copa do Brasil.
Quem joga as Séries A, B ou C do Brasileiro não precisaria, nem deveria disputar o Campeonato Gaúcho.
Não vale mais a pena arriscar a integridade física de jogadores caros e importantes em um campeonato que não leva a nada.

terça-feira, 13 de março de 2012

SUAS MALAS NOS AEROPORTOS BRASILEIROS


Experimente comprar uma linda mala e viajar por aí de avião. Já no aeroporto, faça o check in e despache-a sem lacre ou sem cadeado.
Se a sua mala chegar intacta ao destino, você tem mais sorte do que o Gastão – personagem de Walt Disney, para quem não lembra.

Por experiência própria, aconselho, a quem interessar possa, a usar cadeado em todos os fechos. Cadeados com segredo não valem; até eu consigo abri-los em menos de 15 segundos.
Como as malas de muita gente podem ser muito parecidas, identifique as suas com uma fita – com uma fita..., não! – com tiras de pano bem escandalosas e bem amarradas nas alças. Tiras vermelhas são muito usadas por aí, então prefira uma estampa diferente ou uma combinação de duas cores. Será mais difícil que alguém possa ter malas iguais às suas, com tiras coloridas também iguais às suas. E não esqueça de pendurar uma etiqueta com seu nome, vôo, origem/destino e telefone para contato, mas evite deixar esses dados à vista de todos. Vire a etiqueta ao contrário.

Para quem ainda não comprou a(s) mala(s), aconselho as de quatro rodinhas independentes. As que têm duas rodinhas e apoios unificados por um suporte de plástico quebram com facilidade e podem, dependendo do declive ou imperfeição do piso, não dar a estabilidade à mala, e ela, no mínimo, não vai parar de pé.

E se quiser garantir, de verdade, que a sua mala não seja nem sequer arranhada ou esfolada, envolva-a [com várias voltas] com um filme plástico, às vezes, oferecido nos aeroportos. 

Tudo isto para expressar que o tratamento dispensado às suas malas por aqui, depois que ela sai das suas mãos, é incerto e não sabido.

E uma recomendação final:
Não esqueça que o peso máximo de bagagem despachada, por passageiro - com [até] duas malas de 158 cm - admitido nos vôos nacionais é de 23 Kg e a bagagem de mão não deve ultrapassar os 5 Kg, com dimensão máxima de 115 cm. Peso e dimensões de bagagens além desses limites, pagam multa de 0,5% do preço da passagem por quilo de excesso.

USANDO E ABUSANDO DA CALF RAISE MACHINE

2026, 12 de maio. Um dos objetivos aqui era exercitar o chamado segundo coração. Assim, contando com o auxílio da calf raise machine (máq...