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sexta-feira, 4 de agosto de 2017

RECURSOS NATURAIS: PRODUÇÃO X CONSUMO

"Estamos viviendo a costa de los recursos naturales de las futuras generaciones."
Juan Carlos del Olmo - Secretário Geral da WWF Espanha 

1969. O consumo mundial até esse período se dava no mesmo ritmo que a produção, situação que ano a ano foi se degradando em função da exploração contínua e progressiva das fontes naturais da terra e do mar.

Segundo a Global Footprint Network (GFN), uma ONG que se preocupa com o gerenciamento dos recursos naturais e mudanças climáticas, em 2017, a capacidade que tem o planeta de se regenerar de forma sustentável, levando-se em conta um período anual, se esgotou em 02 de agosto de 2017, antes de todos os anos que se tem registro.
A Terra vista da Apollo 17 - NASA, 1972.

Quando os cientistas começaram a medir o “orçamento ecológico anual”, em 2007, concluíram que o consumo dos bens naturais extrapolaria o limite daquele ano a partir de 19 de dezembro, ou seja, durante os restantes doze dias do ano, consumiríamos mais do que o planeta teria capacidade de produzir.

É possível notar que esse cálculo é feito, comparando o consumo total da humanidade com a capacidade da Terra de regenerar, em um ano, seus recursos naturais.

Diante deste comparativo, deduz-se que a cada ano o consumo anual é maior e retrocedem as datas-limite anuais de equilíbrio entre produção e consumo.

De acordo com a GFN, hoje, estamos consumindo o equivalente a 1,7 planetas Terra. Alguns países classificados como “desenvolvidos”, segundo a ONG, apresentaram os seguintes parâmetros ecológicos relacionados ao consumo natural e capacidade de regeneração da natureza em seus territórios – ver Tabela 1.

TABELA 1 –   CONSUMO ANUAL ACIMA DA CAPACIDADE DE REGENERAÇÃO DO PLANETA
Tabela 1 - Extrapolação do consumo de recursos naturais em relação à capacidade de regeneração da Terra.   

O desflorestamento, a escassez de água, a erosão do solo e os assoreamentos dos rios, a perda de biodiversidade e o aumento de dióxido de carbono na atmosfera são resultado da exploração humana, desmedida, dos recursos do planeta. Isto acontece porque, por exemplo, pescamos, cultivamos e desflorestamos além das nossas necessidades. E em relação ao desmatamento, emitimos mais dióxido de carbono do que as árvores conseguem absorver.

Segundo a Global Footprint Network:

1.  Se as emissões de dióxido de carbono fossem reduzidas à metade, o “dia de esgotamento da Terra” se atrasaria em 89 dias, ou seja, o superávit de recursos naturais duraria até novembro;

2.  Reduzir à metade o desperdício de comida também contribuiria para a diminuição do impacto sobre a natureza, aumentando a capacidade do sistema em 11 dias. Conforme a ONG, um terço da comida produzida no mundo para consumo humano, cerca de 1.300 milhões de toneladas, é inadequadamente utilizada ou desperdiçada, representando cerca de 9% das reservas ecológicas;

3.  Nas cidades as “contribuições” mais significativas para o aumento do desequilíbrio ecológico são as gestões de transporte público, os sistemas de aquecimento e o aumento populacional, relacionado diretamente ao controle de natalidade.


quarta-feira, 8 de março de 2017

PARA TODAS AS MULHERES DO MUNDO


Maltratadas, agredidas, aprisionadas, discriminadas. Sim, ainda ocorrem situações como estas, envolvendo as mulheres, em todas as regiões do planeta.
O Dia Internacional da Mulher, lembrado e comemorado há mais de um século no dia 08 de março, poderia passar quase despercebido se não mais houvesse a necessidade da reafirmação de conceitos contra a discriminação, o desrespeito, as agressões físicas e psicológicas, e outras ações piores, contra meninas, jovens mulheres, namoradas e esposas, todas elas mães em potencial nos seus sonhos, no presente ou no futuro.

Poster alemão de 1914 em comemoração ao Dia Internacional da Mulher, conclama o direito ao voto feminino.
Fonte: Wikipédia
Minorias, ancoradas em práticas e teorias retrógradas, ainda hoje insistem em desconsiderar que o lugar da mulher é em todos os lugares, em todas as atividades e em todas as profissões, algumas destas, antes, reservadas ou admissíveis somente para o gênero masculino. 
Assim, ainda há que se exaltar essa data em favor da reflexão e da reafirmação dos direitos [e deveres - observo] iguais para todos.

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

UM DESEJO DE LIBERDADE

Barcelona, 04 de julho de 1982. Pela segunda fase da Copa do Mundo disputada na Espanha, Polônia e União Soviética empataram em zero a zero, para vibração delirante de todas as torcidas presentes no estádio Camp Nou, exceto uma, a da própria União Soviética, cuja seleção, que era favorita nesse confronto, acabava de ser desclassificada.

Explica-se a reação do público pelo histórico papel opressivo do regime comunista da URSS sobre seus países satélites, aliado ao renascimento do ânimo destes países em busca de uma liberdade que parecia distante.


Lech Walessa, um líder sindical polonês que há pouco (31/08/1980) fundara o Sindicato Autônomo "Solidariedade", em todo o Mundo conhecido como "Solidarność", foi o pioneiro dessa nova corrente de libertação que se constituiu em um grande movimento social anti-comunista. Recomeçou ali a luta contra a dominação soviética, interrompida muitos anos antes com o fim da Primavera de Praga, em 1968, mas mantida em estado latente com as ininterruptas tentativas de fuga de pessoas que não aguentavam mais o sistema de vida que lhes era imposto do lado de lá da cortina de ferro. E quem mais sofria com isto eram os alemães que residiam em Berlim Oriental, tão próximos da liberdade e, ao mesmo tempo, tão longe, separados de seus irmãos ocidentais por redes metálicas eletrificadas com alarme, pistas de corrida para ferozes cães de guarda, e um muro de tijolos e concreto, de 3 metros de altura. Não dava para ver, nem ouvir o que acontecia do outro lado. Só imaginar.


Os aplausos à seleção da Polônia, que com o empate obtido, mandava a seleção da URSS de volta para casa, queriam dizer muito. E a televisão espanhola fazia questão de mostrar, a toda hora, a grande faixa empunhada pela torcida polonesa, onde se lia "Solidarność".


Estava prestes a germinar a semente lançada por Walessa.


Os atletas poloneses, Jozef Mlynarczyk, Marek Dziuba, Janusz Kupcewicz, Wlodzimierz Ciolek, Jan Jalocha, Waldermar Matysik, Wladislaw Zmuda, Stefan Majewski, Wlodimierz Smolarek, Andrzej Buncol, Grzegorz Lato e Zbigniew Boniek, e o técnico Antoni Piechniczek, saíram de campo esperançosos, imaginando repetir ou superar a performance da seleção de 1974. E imaginando, quiçá, a possibilidade de um dia serem parte de uma nação livre.


Os soviéticos de Rinat Dasaev, Tengiz Sulakvelidz, Aleksandr Chivadze, Sergei Baltacha, Anatoli Demianenko, Ramaz Shengelia, Sergei Andreev, Vladimir Bessonov, Yuri Gavrilov, Vitali Daraselia, Khoren Oganesian, Oleg Blokhin, Sergei Borovski, e do técnico Kostantin Beskov, entenderam o recado do público e, cabisbaixos não só pelo resultado de campo, deixaram o gramado [talvez] em modo de reflexão. Antes do jogo contra a Polônia sentiam-se como heróis da pátria. A balança do favoritismo pendia toda para o seu lado. É possível que já estivessem pensando na partida semi-final contra o Brasil ou contra a Itália - adversários no grupo C, que jogariam no dia seguinte.

Depois da partida não pensaram tanto assim na desclassificação - não tanto quanto na reação entusiasmada da maioria dos cerca de 65.000 torcedores, diante da inacreditável queda da seleção da URSS.
Acima, atletas poloneses e comissão técnica comemoram a classificação
Atletas da seleção da URSS se encaminham para o vestiário, sem alarde.
Dasaev, um dos melhores goleiros da história do futebol mundial, olha para o vazio, tentando achar uma explicação para o fracasso da sua SSSR (CCCP).

O recado estava dado. Serviu o Camp Nou, neste caso, como praça de reunião de povos diversos, os quais, como se falassem um só idioma, deram a entender que o nó estava muito apertado; que já era hora de abrir a cortina e permitir às pessoas o pleno uso de um dos valores fundamentais da existência: a liberdade de escolha.

segunda-feira, 30 de abril de 2012

GUERRA, MÚSICA, PAZ & AMOR

Lançada em 1966, "C’era un Ragazzo che Come Me Amava i Beatles e i Rolling Stones", de Migliacci e Lusini, interpretada por Gianni Morandi, é uma música que fala de um jovem americano que, como muitos da sua geração, amava os Beatles, os Rolling Stones e todas as garotas que conseguisse conquistar, tocando sua guitarra. Mas ele foi convocado pelo exército para a guerra, a Guerra do Vietnam. Teve que cortar o cabelo e trocar sua guitarra por um instrumento cuja única nota obtida era "r-ra-ta-ta-tah".
A música, gravada [em português] no ano seguinte pelos "Incríveis", fez grande sucesso no Brasil no final dos anos 60. Em 1990 os "Engenheiros do Hawaii" resolveram tirá-la do baú, incluindo-a no seu LP [que a essa altura já estava de saída para dar lugar ao CD] "O Papa é Pop".
Nem os italianos que a compuseram, nem os brasileiros que a trouxeram para o Brasil estavam a par do que realmente acontecia na guerra onde milhares de americanos e vietnamitas estavam sujeitos à própria sorte.

De 08 de março de 1965, quando chegaram os primeiros americanos no Vietnam, até 30 de abril de 1975, dia em que o último punhado de homens a serviço dos EE.UU. deixou o país, 58.132 americanos tinham perdido a vida no conflito.

A Guerra do Vietnam repercutiu no mundo inteiro, mas foi - não poderia deixar de ser - nos EE.UU. que ela provocou as maiores ondas de protesto. Em novembro de 1969 uma impressionante marcha com 250 mil pessoas foi realizada nas ruas de Washington, onde a opinião pública clamava pelo fim da guerra. Em 1970, estudantes de cerca de quatrocentas faculdades americanas encenaram protestos contra a Guerra do Vietnam em várias cidades, reforçando a mensagem explícita do movimento pacifista hippie, originário de São Francisco/Califórnia, que há pelo menos 5 (cinco) anos vinha desempenhando o papel mais importante nessas manifestações com o lema "Make Love Not War" e o símbolo da paz, representado por um "Y" [de cabeça para baixo] inscrito em um círculo.


Os hippies que até então eram considerados figuras estranhas e personas non gratas à sociedade americana, começaram a ganhar notoriedade no mundo todo, e instalou-se também no Brasil a onda hippie, a qual teve um incentivo pra lá de notório, o Festival de Woodstock, um evento musical que ocorreu de 15 a 18 de agosto de 1969, e que, por incrível que possa parecer, não foi em Woodstock/NY, mas sim em Bethel/NY, nas terras do fazendeiro Max Yasgur, a 100 quilômetros de distância, tudo porque os moradores de Woodstock não aceitaram a realização do evento que foi originalmente denominado "An Aquarian Exposition: 3 Days of Peace & Music".

Max recebeu U$ 50 mil pelo aluguel das terras, mas pela ousadia de ter permitido que uma multidão de hippies se acercasse da cidade, foi ameaçado, inclusive de morte. Para saber mais sobre Max Yasgur, clique aqui

No Brasil o movimento hippie foi melhor representado pelo Tropicalismo, cuja irreverência e capacidade de improvisação, aliada ao consumo de alucinógenos, deram asas ao psicodelismo, onde a música desempenhou papel fundamental como veículo agregador de grupos cada vez maiores de pessoas unidas pela mesma motivação. Foi daí que vieram as calças boca-de-sino, as camisas coloridas, os medalhões - inclusive aqueles com o tal "Y" invertido -, os cinturões de couro com fivelas grandes, os cabelos bem compridos ou, quando não era possível, os cabelos bem engruvinhados à black-power, os bigodões à moda Rivelino, etc. E se a gente pensar bem, os hippies andam por aí até hoje, meio diluídos - é verdade - mas ainda se vê um pessoal bem despojado pelas ruas de todo o Brasil.

_____



A palavra ‘Hippies’, – de hip, hipsters, que vem de hep, que quer dizer, estar por dentro, descolado, bacana, – saiu na imprensa pela 1ª vez, no artigo “A New Haven For Beatniks”, em 5 de setembro de 1965, assinado pelo jornalista de San Francisco, CA., Michael Fallon. Nesse artigo ele escreve sobre o “Blue Unicorn”, um coffee house, usando o termo hippie para se referir à nova geração de beatniks que se mudaram de North Beach para Haight-Ashbury, distrito de S. Francisco. Mas tornou-se massificado pela mídia a partir de 1967, depois que o colunista Herb Caen, do “Crônica de S. Francisco”, passou a se referir a hippies, em suas colunas diárias. Segundo Malcolm X, a palavra hippy, que aparece na língua Wolof do oeste africano, tem reminiscências no fim dos anos 40 no Harlem e era usado para descrever um tipo específico de ‘branco’ que age de forma mais ‘negro’ que os negros.
http://psicodeliabrasileira.wordpress.com/



sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

REFLEXÃO

da Danielle C. de Lima - Porto Alegre/RS

"Recebi essa mensagem linda de uma amiga e gostaria de compartilhar.
É um texto explicando como devemos agir, assim como Dalai Lama já dizia na sua frase que resume tudo..." (Danielle C. de Lima)


"Só existem dois dias no ano em que nada pode ser feito: um se chama "ontem" e o outro se chama "amanhã". Portanto, "hoje" é o dia certo para amar, perdoar, acreditar, sorrir, fazer o que tem que ser feito... Hoje é o dia de viver." (Dalai Lama)


"Segue..." (Danielle C. de Lima)


O principio 90/10
Que princípio é esse?
Os 10% da vida estão relacionados com o que se passa com você, os outros 90% da vida estão relacionados com a forma como você reage ao que se passa com você.
O que isto quer dizer?
Realmente, nós não temos controle sobre 10% do que nos sucede.
Não podemos evitar que o carro enguice, que o avião atrase, que o semáforo fique no vermelho.
Mas, você é quem determinará os outros 90%.
Como?
Com sua reação!
Exemplo: você está tomando o café da manhã com sua família. Sua filha, ao pegar a xícara, deixa o café cair na sua camisa branca de trabalho. Você não tem controle sobre isto.
 O que acontecerá em seguida será determinado por sua reação.
Então, você se irrita.
Repreende severamente sua filha e ela começa a chorar.
Você censura sua esposa  por ter colocado a xícara muito na beirada da mesa.
E tem prosseguimento uma batalha verbal...
Contrariado e resmungando, você vai mudar de camisa.
Quando volta, encontra sua filha chorando mais ainda e ela acaba perdendo o ônibus para a escola.
Sua esposa vai para o trabalho também contrariada.
Você tem que levar sua filha de carro pra escola.
Como está atrasado,    dirige em alta velocidade e é multado.
Depois de 15 minutos de atraso, uma discussão com o guarda de trânsito e uma multa, vocês chegam à escola, onde sua filha entra, sem se despedir de você.
Ao chegar atrasado ao escritório, você percebe que esqueceu sua maleta. Seu dia começou mal e parece que ficará pior. Você fica ansioso para o dia acabar e quando chega em casa, sua esposa e filha estão de cara fechadas, em silêncio e frias com você.
Por quê?
Por causa de sua reação ao acontecido no café da manhã.
Pense, por quê seu dia foi péssimo?
A) por causa do café?
B) por causa de sua filha?
C) por causa de sua esposa?
D) por causa da multa de trânsito?
E) por sua causa?
A resposta correta é a da letra "E".
Você não teve controle sobre o que aconteceu com o café, mas o modo como você reagiu naqueles 5 minutos foi o que deixou seu dia ruim.
O café cai na sua camisa, sua filha começa a chorar e então você diz a ela, gentilmente: "está bem, querida, você só precisa ter mais cuidado".
Depois de pegar outra camisa e a pasta executiva, você volta, olha pela janela e vê sua filha pegando o ônibus.
Dá um sorriso e ela retribui dando adeus com a mão.
Notou a diferença?
Duas situações iguais, que terminam muito diferentes. Por quê? Porque os outros 90% são determinados por sua reação.
Aqui temos um exemplo de como aplicar o Princípio 90/10.
Se alguém diz algo negativo sobre você, não leve a sério, não deixe que os comentários negativos te afetem, reaja apropriadamente e seu dia não ficará arruinado.
Como reagir a alguém que lhe atrapalha no trânsito?
Você fica transtornado? Golpeia o volante? Xinga?  Sua pressão sobe?
E o que acontecerá se você perder o emprego?
Vai ficar preocupado, angustiado, perder o sono e adoecer?
Isto não funcionará!
Use a energia da preocupação para procurar outro trabalho.
Seu vôo está atrasado, vai atrapalhar a sua programação do dia. Por que manifestar frustração com o funcionário do aeroporto?
Ele não pode fazer nada.
Use seu tempo para estudar, conhecer os outros passageiros.
Estressar-se só piora as coisas.
Agora que você já conhece o Princípio 90/10, utilize-o.
Você se surpreenderá com os resultados e não se arrependerá de usá-lo.
Por desconhecerem o poder de escolher suas reações diante dos acontecimentos, milhares de pessoas estão sofrendo e se estressando desnecessariamente. E o estresse destrói nossa saúde e nos envelhece.
Todos devemos conhecer e praticar o Princípio 90/10.
Pode mudar a sua vida!
Ótimo Dia!


"Não é uma tarefa fácil.... terei que me esforçar muito para agir assim." (Danielle C. de Lima)

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

O 13º SALÁRIO NUNCA EXISTIU

Colaboração Lu Costa


Os trabalhadores ingleses recebem os ordenados semanalmente.
Mas há sempre uma razão para as coisas e os trabalhadores ingleses, membros de uma sociedade mais amadurecida e crítica do que a nossa, não fazem nada por acaso.

Ora bem, cá está um exemplo aritmético simples que não exige altos conhecimentos de Matemática, mas talvez necessite de conhecimentos médios de desmontagem de retórica enganosa.

Lembrando que o 13º no Brasil foi uma inovação de Getúlio Vargas, o “pai dos pobres” e que nenhum governo depois do dele mexeu nisso.

Porquê? Porque o 13º salário não existe.

O 13º salário é uma das mais escandalosas de todas as mentiras dos donos do poder, quer se intitulem “capitalistas” ou “socialistas”, e é justamente aquela que os trabalhadores mais acreditam.

Suponhamos que você ganha R$ 700,00 por mês. Multiplicando-se esse salário por 12 meses, você recebe um total de R$ 8.400,00 por um ano de doze meses.
R$ 700,00 X 12 = R$ 8.400,00

Em Dezembro, o generoso governo manda então pagar-lhe o conhecido 13º salário.
R$ 8.400,00 + 13º salário = R$ 9.100,00

R$ 8.400,00 (Salário anual)
+ R$ 700,00 (13º salário)
= R$ 9.100,00 (Salário anual mais o 13º salário)

... e o trabalhador vai para casa todo feliz com o governo que mandou o patrão pagar o 13º.

Façamos agora um rápido cálculo aritmético:

Se o trabalhador recebe R$ 700,00 mês e o mês tem 4 semanas, significa que ganha por semana R$ 175,00.

R$ 700,00 (Salário mensal)
dividido por 4 (semanas do mês)
= R$ 175,00 (Salário semanal)

O ano tem 52 semanas (confira no calendário se tens dúvida!). Se multiplicarmos R$ 175,00 (Salário semanal) por 52 (número de semanas anuais) o resultado será R$ 9.100,00.

R$ 175,00 (Salário semanal)
X 52 (número de semanas anuais)
= R$ 9.100,00

O resultado acima é o mesmo valor do Salário anual mais o 13º salário
Surpresa!
Onde está, portanto, o 13º Salário?

A resposta é que o governo, que faz as leis, lhe rouba uma parte do salário durante todo o ano, pela simples razão de que há meses com 30 dias, outros com 31 e também meses com quatro ou cinco semanas (ainda assim, apesar de cinco semanas o governo só manda o patrão pagar quatro semanas) o salário é o mesmo tenha o mês 30 ou 31 dias, quatro ou cinco semanas.

No final do ano o generoso governo presenteia o trabalhador com um 13º salário, cujo dinheiro saiu do próprio bolso do trabalhador.

Se o governo retirar o 13º salário dos trabalhadores da função pública, o roubo é duplo.

Daí que não existe nenhum 13º salário. O governo apenas manda o patrão devolver o que sorrateiramente foi tirado do salário anual.

Conclusão: Os Trabalhadores recebem o que já trabalharam e não um adicional.

13º NÃO É PRÊMIO, NEM GENTILEZA, NEM CONCESSÃO. É SIMPLES PAGAMENTO PELO TEMPO TRABALHADO NO ANO!

terça-feira, 2 de agosto de 2011

O CARRO DOS SEUS SONHOS

¿Qual é o carro dos seus sonhos?
Passeie por estas imagens e fique sempre esperto e desperto, quando estiver andando por aí no seu modelo preferido.
Colaboração Lu Costa
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sábado, 16 de julho de 2011

A PONTE

Por Augusto Nunes - Veja.com

Há uma semana, o governo da China inaugurou a ponte da baía de Jiaodhou, que liga o porto de Qingdao à ilha de Huangdao. Construído em quatro anos, o colosso sobre o mar tem 42 quilômetros de extensão e custou o equivalente a R$2,4 bilhões.
Há uma semana, o DNIT escolheu o projeto da nova ponte do Guaíba, em Ponte Alegre, uma das mais vistosas promessas da candidata Dilma Rousseff. Confiado ao Ministério dos Transportes, o colosso sobre o rio deverá ficar pronto em quatro anos. Com 2,9 quilômetros de extensão, vai engolir R$ 1,16 bilhão.
Intrigado, o matemático gaúcho Gilberto Flach resolveu estabelecer algumas comparações entre a ponte do Guaíba e a chinesa. Na edição desta segunda-feira, o jornal Zero Hora publicou o espantoso confronto numérico resumido no quadro abaixo:
Os números informam que, se o Guaíba ficasse na China, a obra seria concluída em 102 dias, ao preço de R$ 170 milhões. Se a baía de Jiadhou ficasse no Brasil, a ponte não teria prazo para terminar e seria calculada em trilhões. Como o Ministério dos Transportes está arrendado ao PR, financiado por propinas, barganhas e permutas ilegais, o País do Carnaval abrigaria o partido mais rico do mundo.
Depois de ter ordenado o afastamento dos oficiais, aí incluído o coronel do DNIT, Dilma Rousseff parece decidida a preservar o general. “O governo manifesta sua confiança no ministro Alfredo Nascimento”, avisou nesta segunda-feira uma nota da Presidência da República. “O ministro é o responsável pela coordenação do processo de apuração das denúncias feitas contra o Ministério dos Transportes”. Tradução: em vez de demitir o chefe mais que suspeito, Dilma encarregou-o de investigar os chefiados.
Corruptos existem em qualquer lugar. A diferença é que o Brasil institucionalizou a impunidade. Se tentasse fazer em outros países uma ponte como a do Guaíba, Alfredo Nascimento e seus parceiros saberiam que o castigo começa com a demissão e termina na cadeia.

Colaboração Vagner Pereira

sábado, 30 de abril de 2011

ME DÁ PODER DE FILHO - CLEBER & FABIANA

Meu grande amigo Cleber sempre me surpreende positivamente. Ele mandou esta sua performance de palco, através da qual expressa a sua fé em Cristo.

Um grande abraço, Cleber & Nani. Amo vocês!

segunda-feira, 11 de abril de 2011

EARTH SONG - MICHAEL JACKSON

Ouvi dizer que este clip foi censurado nos EUA. É possível. Eles fizeram [e ainda fazem] história como os maiores poluidores do planeta.
E é, sim, culpa do Homem a ocorrência da maioria dos desajustes da natureza que prejudicam a vida humana na Terra.
Há quinze anos, Michael Jackson, em "Earth Song", clamava por um mundo sem poluição, sem desmatamento e sem caça e pesca predatória. As pessoas - em grande maioria - só lembram de "Billie Jean", "Beat It" e "Thriller", grandes vídeo-hits do astro do pop-rock, mas este aqui também vale [re]ver, e serve como reflexão.

Colaboração
Lu Costa
Esta é a postagem nº 800 deste blog, que está no ar desde 05 de junho de 2008, e começou com "UMA VIAGEM NO TEMPO", onde a música "Aonde Quer Que Eu Vá", dos Paralamas do Sucesso, desempenha o papel de uma máquina do tempo capaz de me enviar a um passado distante [ou nem tanto], tal como outras músicas que eu continuo a postar por aqui.

Imagino que algumas pessoas, assim como eu, têm o hábito de associar períodos e situações da sua vida a uma determinada música ou trilha sonora. ¿Você também é assim?

quinta-feira, 24 de março de 2011

BURNING IN THE SKIES - LINKIN PARK


http://www.linkinpark.com/video/burning-in-the-skies-1

I used the deadwood to make the fire rise
The blood of innocence burning in the skies
I filled my cup with the rising of the sea
And poured it out in an ocean of debris
Oh

I'm swimming in the smoke / of bridges I have burned
So don't apologize / I'm losing what I don't deserve
What I don't deserve

We held our breath when the clouds began to form
But you were lost in the beating of the storm
And in the end we were made to be apart
Like separate chambers of the human heart
No

I'm swimming in the smoke / of bridges I have burned
So don't apologize / I'm losing what I don't deserve
It's in the blackened bones / of bridges I have burned
So don't apologize / I'm losing what I don't deserve
What I don't deserve

I'm swimming in the smoke / of bridges I have burned
So don't apologize / I'm losing what I don't deserve
The blame is mine alone / for bridges I have burned
So don't apologize / I'm losing what I don't deserve
What I don't deserve

I used the deadwood to make the fire rise
The blood of innocence burning in the skies

quarta-feira, 23 de março de 2011

TRATAMENTO DE ESGOTOS É PRIORIDADE

O tratamento do esgoto bruto é, dentre todas as medidas de saneamento, a que mais necessita de atenção por parte dos governos dos municípios brasileiros. O objetivo é a preservação dos recursos hídricos, evitando-se a contaminação dos mananciais de água disponíveis e, conseqüentemente, a disseminação de doenças oriundas desse meio, as quais são responsáveis por uma grande parcela das internações hospitalares.

A cidade de Curitiba se distingue por ter o menor índice de analfabetismo e a melhor qualidade na educação básica dentre as capitais brasileiras, além de oferecer uma ótima qualidade em infraestrutura. É possível deduzir, por conta disto que:
  • nenhum morador é capaz de jogar lixo nas ruas ou nos valetões;
  • os valetões (esgotos a céu aberto) não existem.

Pois a realidade contesta a propaganda, e o cenário deste flagrante - capa da Revista do CREA paranaense - dá conta que nem Curitiba, com seu alto índice de desenvolvimento, escapa do descontrole ambiental, das falhas na educação popular e do descaso do poder público. Assim, imaginemos um cenário, com a mesma proposta, em outras cidades brasileiras menos votadas.
Colaboração sine qua non Maurício Fontana
Posted by Picasa

sábado, 22 de janeiro de 2011

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

SPEGNERE LA LUCE!


Escolher a lâmpada adequada para a iluminação de um ambiente é fundamental. Hoje em dia as lâmpadas do tipo "econômica" (as fluorescentes pequenas) tomaram conta das residências, e é possível conseguir-se uma potência de iluminação muito boa com no máximo 40 watts. Só que a conta de luz não diminuiu em relação à que a gente pagava no tempo das lâmpadas incandescentes. As companhias de eletricidade aumentaram tanto o preço da energia que, no fim, nós estamos pagando até mais do que antes, quando usávamos e abusávamos das lâmpadas incandescentes de 60 e 100 watts.
Quanto aos eletrodomésticos, cada um tem um consumo específico de energia. Agora alguns vêm com uma faixa de classificação de eficiência energética, que pode variar de A até E, indicando o nível de economia, aliada à eficiência, que se pode esperar do aparelho. "A" quer dizer "muito bom"; "E" significa um gasto de energia acima do ideal.
Quem quiser economizar energia elétrica precisa estar atento aos maiores "vilões" da conta de luz, sem se descuidar dos pequenos detalhes que ajudam a diminuir o gasto de energia, tais como os aparelhos que ficam em stand by, ou seja, supostamente desligados, mas que continuam alimentados de energia elétrica para manter, por exemplo, um mostrador digital de microondas funcionando, o relógio interno de uma TV, os decodificadores da TV a cabo ou via satélite, etc. Esses consomem, cada um, cerca de 20% da energia que eles próprios consumiriam se estivessem efetivamente ligados e funcionando a pleno vapor.

E os tais "vilões", quem são?
Tudo depende do que cada consumidor tem em casa, mas vamos pensar no que há de mais comum. Neste caso há que se tomar cuidado com o chuveiro elétrico, onde banhos com tempo superior a 8 minutos per capita já comprometem as medidas mais básicas de economia de energia. Na metade do tempo, para quem estiver em dia com o asseio corporal, já dá para ficar bem limpinho.

Em tempos de calor à moda uruguaianense ou bajeense, quem tiver aparelho de ar condicionado em casa, certamente não vai resistir ao apelo de poder refrescar-se por conta desse eletrodoméstico. Aí não vai ter jeito, pois esse é capaz de ultrapassar o chuveiro na corrida para ver quem consegue fazer girar mais rápido o disco do medidor de energia. Só não dá para abusar desse recurso (ar refrigerado a extremos) em função dos problemas de saúde que podem causar, como por exemplo os choques térmicos - que podem afetar o sistema nervoso autônomo,
responsável pela respiração e também pelo controle da temperatura corporal - e a síndrome do olho seco - caracterizada pela diminuição da produção da lágrima ou deficiência em alguns de seus componentes - que pode desencadear uma infecção ocular, a chamada conjuntivite.

Em resumo, use a energia a favor do seu corpo [e mente], e do seu bolso também.

No link abaixo, um simulador de consumo da CEEE, RS.

E antes de sair, apague a luz!

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

A CONTA BANCÁRIA

Esta aqui fica como mensagem de Natal e Ano Novo para todos os amigos e visitantes deste blog.
Colaboração: Valacir Marques Gonçalves
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Muito obrigado, amigo Valacir!



terça-feira, 30 de novembro de 2010

O ENSINO DE MATEMÁTICA NO DECORRER DO TEMPO

Colaboração: Rodrigo Leitzke Granada
A Evolução da Educação

Antigamente se ensinava e cobrava tabuada, caligrafia, redação, datilografia...
Havia aulas de Educação Física, Moral e Cívica, Práticas Agrícolas, Práticas Industriais e cantava-se o Hino Nacional, hasteando-se a Bandeira Nacional antes de iniciar as aulas.


Leiam o relato de uma Professora de Matemática:

Semana passada, comprei um produto que custou R$ 15,80. Dei à balconista R$ 20,00 e peguei na minha bolsa 80 centavos, para evitar receber ainda mais moedas. A balconista pegou o dinheiro e ficou olhando para a máquina registradora, aparentemente sem saber o que fazer.
Tentei explicar que ela tinha que me dar 5,00 reais de troco, mas ela não se convenceu e chamou o gerente para ajudá-la.
Ficou com lágrimas nos olhos enquanto o gerente tentava explicar, e ela aparentemente, continuava sem entender.

Por que estou contando isso?
Porque me dei conta da evolução do ensino de matemática desde 1950, que foi assim:

1. Ensino de Matemática em 1950:
Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00.
O custo de produção é igual a 4/5 do preço de venda.
Qual é o lucro?

2. Ensino de Matemática em 1970:
Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00.
O custo de produção é igual a 4/5 do preço de venda ou R$ 80,00. Qual é o lucro?

3. Ensino de Matemática em 1980:
Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00.
O custo de produção é R$ 80,00.
Qual é o lucro?

4. Ensino de Matemática em 1990:
Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00.
O custo de produção é R$ 80,00.
Escolha a resposta certa, que indica o lucro:
( )R$ 20,00 ( )R$ 40,00 ( )R$ 60,00 ( )R$ 80,00 ( )R$ 100,00

5. Ensino de Matemática em 2000:
Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00.
O custo de produção é R$ 80,00.
O lucro é de R$ 20,00.
Está certo?
( )SIM ( ) NÃO

6. Ensino de Matemática em 2010:
Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00.
O custo de produção é R$ 80,00.
Se você souber ler, coloque um X no R$ 20,00.
( )R$ 20,00 ( )R$ 40,00 ( )R$ 60,00 ( )R$ 80,00 ( )R$ 100,00

7. Em 2011 vai ser assim:
Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00.
O custo de produção é R$ 80,00.
Se você souber ler, coloque um X no R$ 20,00.
(Se você é afro descendente, especial, indígena ou de qualquer outra minoria social não precisa responder).
( )R$ 20,00 ( )R$ 40,00 ( )R$ 60,00 ( )R$ 80,00 ( )R$ 100,00

E se um moleque resolver pichar a sala de aula e a professora fizer com que ele pinte a sala novamente, os pais ficam enfurecidos, pois a professora provocou traumas na criança.

- Essa pergunta foi vencedora em um congresso sobre vida sustentável:
“Todo mundo está 'pensando' em deixar um planeta melhor para nossos filhos...
Quando é que se 'pensará' em deixar filhos melhores para o nosso planeta?"

terça-feira, 2 de novembro de 2010

NOTA FISCAL DE UM PASSADO DISTANTE

Cemitério de Arlington em Washington, túmulo de John Kennedy

É tempo de finados. Li que existem dias em que o café da manhã tem sabor de mágoa. O dia de finados tem outro gosto - de saudade. A melancolia é inevitável. Dou razão ao poeta T.S. Eliott quando ele disse que “a gente escreve para se libertar da emoção”. Hoje peço licença, vou falar de algo muito pessoal. Depois de uma semana difícil, estava desanimado, quase triste. Pedi socorro para meus “cedês” preferidos. Geralmente ouço um blues - dos antigos -, pois concordo com a sentença exarada por um velho negro americano: “O blues é uma dor para curar a dor!”.

Mas deixa pra lá tanta divagação. Num desses dias de desânimo recebi a visita da minha irmã. Ela falou meu nome e entrou na sala com um objeto na mão. Era um velho rádio, pequeno, um RCA VICTOR, daqueles com válvulas, um objeto estranho e desconhecido para os mais jovens. Mas, para mim, não era simplesmente um rádio, era “o rádio”.Tive a impressão de que a luz apagou e iniciou um filme. Aquele radinho entrou na minha vida outra vez e, pasmem, com Nota Fiscal e tudo. Li o documento - um papel amarelado, datado de 30 de agosto de 1948…

O rádio me fez lembrar meu pai. Foi sargento do Exército. Recordei o garbo com que usava a farda. Dava uma atenção especial às botas imensas (de cavalaria). Elas estavam sempre brilhando, minha função logicamente…Ele cursou somente o primeiro grau, mas me ensinou tudo na vida, insistindo sempre para que eu jamais abandonasse as noções de honestidade, lealdade e decência. Às vezes, acho que devo a ele tudo o que eu não tenho…

Em volta daquele rádio nossa família ficava reunida, escutando as novelas de então - dramalhões que a todos emocionavam. Tínhamos um compromisso imperdível: escutar o “Repórter Esso” – a “testemunha ocular da história”. Mas teve algo que jamais esquecerei: a transmissão da Copa do Mundo realizada na Suécia. Olhei o velho rádio e senti algo estranho. Tive a sensação de que meu pai estava aqui, do meu lado: “Didi pegou a bola no meio do campo, passou pro Garrincha na ponta direita, que entregou pro Vavá, que deixou passar pro Pelé”. Não precisa concluir… Claro que foi gol! Todos gritavam: “O Brasil é Campeão do Mundo!”. Pela primeira vez tínhamos a sensação de que éramos os melhores do mundo em alguma coisa…

Outro grande acontecimento era o carnaval. Ouvíamos as rádios para decorar as canções. Era assim mesmo! O rádio cumpria o papel de professor. Nos bailes já estávamos “ensaiados”, cantando as letras, do início ao fim. Hoje quando olho a televisão e vejo o desfile da Sapucaí me dou conta de como o mundo mudou. Pessoas sem identidade alguma com a festa fazem de tudo para aparecer na TV, enquanto os verdadeiros sambistas, anonimamente, empurram imensos carros. Dou razão à letra de um samba antológico que denunciava: “Super Escolas de Samba S. A. / Superalegorias/ Escondendo gente bamba/Que covardia!”.

Amigo radinho, eu já estava triste, você não tem o direito de aumentar meu desconforto. Se ele falasse, tenho certeza de que responderia: “Demorou, mas me vinguei!”. É claro que eu responderia: “Vingou-se do quê, velho amigo?”.Lembrei. Foi um dia especial na nossa casa. Depois de muitos cálculos, meu pai criou coragem e comprou, “em doze prestações”, um rádio novo. Daqueles grandes, cheio de teclas. “Pegava’ tudo que era rádio”, inclusive as mais distantes, até da Argentina, diziam…

Era isso, o radinho estava me dando o troco por algo que jamais perdoou. Pior: ele tinha razão. Fora arrancado do lugar de honra da sala para dar lugar ao novo. Foi guardado e nunca mais lembrado. Para ser justo, foi lembrado pela minha irmã, mas acho que assim não vale. Lembrar do velho amigo depois de tanto tempo… Lembrá-lo numa época em que o mundo está repleto de computadores, celulares e rádios lotados de modernidades. Não é justo.

Eu precisava fazer alguma coisa, pois o “velho” insistiu sempre que lealdade é fundamental. Olhei para minha sala com toda aquela parafernália eletrônica e tomei uma decisão. Peguei o velho amigo com todo o cuidado, como quem pega uma criança recém nascida e procurei um lugar nobre para hospedá-lo. É isso mesmo, hospedá-lo. Meu amigo não vai trabalhar mais. Vai ficar aqui, olhando os outros na labuta diária.Seu trabalho vai ser um só (não pode virar vagabundo). Vai me obrigar a lembrar os “meus velhos”. Lembrar minha cidade do interior. Das matinês de domingo à tarde, onde, iguais aos “cowboys dos gibis”, todos os meninos viravam “mocinhos” e prendiam os “bandidos” (era uma época que os bandidos eram presos e castigados) e, principalmente, não permitir que eu esqueça dos amigos de verdade.

Finalmente, não me deixará, jamais, esquecer daquele tempo, que nunca mais vai voltar. Quando um pequeno rádio fazia a felicidade de uma família. Quando não era preciso gastar tanto para ser feliz.

terça-feira, 12 de outubro de 2010

¿SER FELIZ OU TER RAZÃO?

Oito da noite, numa avenida movimentada.
O casal já está atrasado para jantar na casa de uns amigos.
O endereço é novo e ela consultou no mapa antes de sair.
Ele conduz o carro.
Ela orienta e pede para que vire, na próxima rua, à esquerda.
Ele tem certeza de que é à direita.
Discutem. percebendo que além de atrasados, poderiam ficar mal-humorados, ela deixa que ele decida.
Ele vira à direita e percebe, então, que estava errado.
Embora com dificuldade, admite que insistiu no caminho errado, enquanto faz o retorno.
Ela sorri e diz que não há nenhum problema se chegarem alguns minutos atrasados.
Mas ele ainda quer saber:
- Se tinha tanta certeza de que eu estava indo pelo caminho errado, devia ter insistido um pouco mais...
E ela diz:
- Entre ter razão e ser feliz, prefiro ser feliz.
Estávamos à beira de uma discussão, se eu insistisse mais, teríamos estragado a noite!

Moral da história:

Esse fato foi contado por uma empresária, durante uma palestra sobre simplicidade no trabalho.
Ela usou a cena para ilustrar quanta energia nós gastamos apenas para demonstrar que temos razão, independentemente, de tê-la ou não.
Diante disso me pergunto:
'Quero ser feliz ou ter razão?'
E lembrei de um outro pensamento parecido, diz o seguinte:
“Nunca se justifique. Os amigos não precisam e os inimigos não acreditam."


Colaboração: Angela Madail Borges

USANDO E ABUSANDO DA CALF RAISE MACHINE

2026, 12 de maio. Um dos objetivos aqui era exercitar o chamado segundo coração. Assim, contando com o auxílio da calf raise machine (máq...