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sexta-feira, 25 de maio de 2018

CERVEJA GELADA

A carne já está na churrasqueira.













Os amigos chegam com várias latas de cerveja "quente". Como gelar?

O professor Cláudio Furukawa, do Instituto de Física da USP, ajuda a responder a questão.

1) Coloque o gelo e as latas num isopor;
Obs.: Em função da quantidade de latas de cerveja, é melhor utilizar uma bombona plástica de 100 ou 200 litros, com tampa fixa, cortada no sentido longitudinal.

2) Para cada saco de gelo, coloque 2 litros de água;











3) Para cada 2 sacos de gelo adicione 0,5 kg de sal refinado;











4) e 0,5 litro de álcool (92º GL).











Se utilizar uma bombona, ao invés do isopor, cubra-a com uma lona plástica, para manter a temperatura adequada por mais tempo.

A água aumenta a superfície de contato, o sal reduz a temperatura de fusão do gelo (ele demora mais para derreter) e por uma reação química o álcool retira calor das latas de cerveja. Os físicos denominam o composto de mistura frigorífica: GELO, ÁLCOOL, SAL E ÁGUA.

A mistura frigorífica é barata e a cerveja fica "no ponto" após 3 minutos.

Posted by Picasa

sexta-feira, 25 de março de 2016

CANBERRA

Em 1944, com a Segunda Guerra Mundial entrando em seus estágios finais, o Ministério do Ar Britânico estabeleceu requisitos para um novo bombardeiro, um que fosse capaz de voar em altas velocidades e altitudes elevadas.
O ministério e os projetistas da aeronave não poderiam adivinhar que a proposta que acabaria por ganhar o concurso, o Canberra Elétrico Inglês, ainda estaria servindo 70 anos mais tarde como laboratório voador, realizando pesquisas para a NASA e outras agências do governo dos EUA.

¿Então porque é que a agência espacial dos Estados Unidos, que opera aeronaves de vanguarda na história da aviação, ainda utiliza um avião cujo design vem dos últimos dias da Segunda Guerra Mundial?
Os Canberra usados pela NASA são uma versão americana baseada no modelo B-57, denominada WB-57, e produzidos sob licença da fábrica de aviões Martin, da década de 1950, que construiu cerca de 400 aparelhos entre 1953 e 1957. Os exemplares da NASA - três ao todo - são os últimos ainda em serviço ativo.

Recentemente, os três Canberra foram fotografados voando em formação sobre Houston, perto de sua base. Eles fazem parte do programa científico de transporte aéreo da NASA (ASP), responsável pela atualização e modernização de sistemas de bordo e avanços no uso de dados de satélite.
A sua capacidade de voar alto os torna adequados para uma variedade de postos de trabalho, muitos deles em apoio a satélites da NASA. Estes incluem testes de calibração para ajudar medições a partir de satélites, testes em novos sensores antes de serem lançados ao espaço e obtenção de medições em grande altitude, cruzadas com leituras feitas a partir de satélites em órbita. Os Canberra voam  com uma variedade de instrumentos científicos, medindo a química atmosférica, as partículas de nuvens, poeira cósmica, umidade do solo, elevação do gelo do mar, etc.
Foto: NASA/Flickr

Pertencentes à primeira geração de aviões a jato, esses aviões ainda estão em serviço graças ao seu design impressionante, resultado de rígidos estudos motivados pelas necessidades da guerra - no caso, a II Guerra Mundial. Seus projetistas, à época, lutavam para lidar com os enormes problemas que se originariam a partir dos deslocamentos da aeronave em velocidades tão altas.

Em 1957 o Canberra quebrou o recorde de maior altitude, quando atingiu 21.400 m. Esta capacidade, aliada à sua estabilidade em vôo, o mantém, ainda hoje, muito útil para pesquisas de precisão.

Fonte: BBC


terça-feira, 23 de dezembro de 2014

A ORIGEM DO CONCRETO ARMADO

As Termas de Caracalla foram resultado de uma ambiciosa política de obras impostas pelo imperador romano Marcus Aurelius Antoninus (188 - 217), mais conhecido como Caracalla - que na realidade é o nome de um manto gaulês com capuz, usado por ele. Construídas entre os anos 212 e 217, as tais termas são o primeiro exemplo que se conhece de associação de barras metálicas a pedras ou argamassa com a finalidade de aumentar a resistência das construções.

Fig. 1 - Termas de Caracalla
A partir dos primórdios do século XV, durante a recuperação das ruínas dessas termas, descobriram-se barras de bronze dentro da argamassa de pozzolana - rocha de origem vulcânica constituída por uma mistura de areia, argila e silte - em estruturas que, sem apoio, cobriam distâncias muito grandes para a época. Muitos anos depois, entre 1764 e 1790, a associação aço/pedra natural foi utilizada pelo arquiteto Jean-Baptiste Rondelet (1743 - 1829) na construção da estrutura da Igreja de Santa Genoveva, em Paris, hoje chamada Panthéon de Paris.
Fig. 2 - projeto arquitetônico da Igreja de Santa Genoveva
 Concebido pelo [também] arquiteto Jacques Germain Soufflot (1713 - 1780), o projeto da igreja previa poucas colunas na fachada, segundo ele "para agregar a leveza do gótico com a pureza da arquitetura grega". Assim, havia a necessidade de executar grandes vigas com o objetivo de transferir as elevadas cargas da superestrutura para as fundações.

Rondelet utilizou barras longitudinais retas nas zonas de tração e barras transversais para evitar o cisalhamento - tensão gerada por forças perpendiculares à maior dimensão de uma estrutura, que incidem na mesma direção, mas em sentidos opostos - nas vigas executadas com pedra lavrada. As barras eram enfiadas através de furos feitos [artesanalmente] nas pedras, e os espaços vazios eram preenchidos com argamassa de cal. Não faltaram nem as barras dobradas - barras longitudinais dobradas entre 30 e 45 graus para absorver os esforços de cisalhamento das estruturas, adotadas em projetos de engenharia até meados da década de 1960. Pronto! Deu-se por inventada a conjunção ferro/pedra para a execução de estruturas.

Em 1824, portanto passados 34 anos do término da obra pioneira, o empresário Joseph Aspdin (1778 - 1855) fez algumas experiências utilizando misturas de pó de pedra calcária e argila, as quais eram queimadas e depois moídas. Aos materiais obtidos dessas misturas eram acrescentadas quantidades experimentais de água, e o resultado vinha sob a forma de um certo tipo de argamassa que depois de seca ficava dura como pedra. O produto final era parecido com um tipo de rocha encontrado na ilha britânica de Portland, semelhante, inclusive em resistência e durabilidade. Aspdin patenteou o produto com o nome de Cimento Portland.

Cerca de 20 anos depois, Isaac Charles Jonhson (1811 - 1911) começou estudos relacionados ao processo da queima da mistura inventada por Aspdin. Elevou a temperatura para 1400ºC e obteve, após a moagem, um produto mais fino e mais resistente que os anteriores.

Por volta de 1850 o engenheiro francês Joseph Louis Lambot (1814 - 1887) efetuou suas primeiras experiências práticas no que diz respeito à introdução de ferragens  em massas de cimento. A suposição baseia-se no registro da data de uma obra sua nas Forjarias Carcès - estabelecimento localizado na comunidade de Carcès, departamento de Var, sul da França - onde foi construída uma parede de argamassa armada com grande número de barras [finas] de ferro. Mas antes, em 1849, ele já estava construindo um barco feito de "cimento armado" que não só flutuou, como navegou no lago de sua propriedade em Miraval, departamento de Var, no sul da França. É provável que tenha usado uma malha de barras finas de ferro entrelaçadas, entremeadas com barras mais grossas, usando essa malha como gabarito para obter o formato adequado para o barco.

O barco de Lambot foi por ele apresentado, juntamente com um pedido de patente, na Exposição Universal de Paris de 1855. Ele imaginava que seu barco [de cimento armado] chamaria muito mais atenção do público do que o normal, garantindo então mais oportunidades para usar o tal cimento armado em obras. Porém seu objetivo não foi atingido, uma vez que ninguém considerou ser de alguma valia a sua invenção. O uso do cimento armado para a construção de navios foi descartado pelos funcionários da Administração da Marinha de Toulon por considerarem inadequado o novo material.
Fig. 3 - Barco de Lambot (1849)



Entretanto, entre os visitantes da exposição, estava um comerciante de plantas ornamentais, horticultor e paisagista, que não dava a mínima importância para regulamentos ou normas técnicas, principais observações dos engenheiros. Ele enxergava o barco de Lambot com outros olhos. Seu nome era Joseph Monier (1823 - 1906).

Monier tinha grandes problemas com as caixas de madeira ou cerâmica onde, em estufas, acomodava as laranjeiras em crescimento durante o inverno. Em contato com a terra úmida, as caixas quebravam ou apodreciam rapidamente. Ao ver o barco de cimento armado, imaginou que o material utilizado para construí-lo serviria para fazer suas caixas de terra. Provavelmente não teria pensado nisso se, ao invés de se deparar com um barco, tivesse visto, por exemplo, uma laje.

Lambot, apesar de ser engenheiro, não foi convincente em suas argumentações junto às associações de normas técnicas da época; Monier, por outro lado, sem a pretensão de convencer ninguém, aproveitou a ideia de Lambot e passou a construir suas caixas de plantas de cimento armado, do que jeito que melhor lhe parecia ficar. Com as malhas de ferro dava os formatos que queria às suas caixas e vasos e, com cimento, preenchia os espaços e efetuava o cobrimento da armadura.

Monier produziu, utilizou e vendeu [em vários formatos e tamanhos] grande quantidade dos seus vasos e caixas de cimento armado. Gostou tanto dessa atividade que desistiu de ser paisagista, horticultor e comerciante de plantas ornamentais, para se dedicar à nova arte. Imaginou que todas as peças fabricadas com esse material deveriam ter a finalidade específica de entrar em contato com a água. Assim, seus primeiros artefatos de cimento foram bacias, caixas d'água e tubos para encanamentos. Entre 1868 e 1873 construiu: um reservatório de 25 m³; um reservatório de 180 m³ para a estação da estrada de ferro de Alençon; um reservatório de 200 m³ [suportado por pilares] em Nogent-sur-Marne.

Em 1875 construiu uma ponte de 16,5 metros da vão e 4,0 metros de largura nas propriedades do Marquês de Tillière. A partir de então, atento aos negócios, começou  a registrar patentes de tudo o que fazia, expandindo seu trabalho de construção em cimento armado para outros países da Europa, passando a ser considerado como o inventor do concreto armado. Na Alemanha o termo Monierbau é, ainda hoje, sinônimo de Concreto Armado.
Fig. 4 - Primeira ponte construída [por Joseph Monier] em cimento armado, imitando aparência de troncos e ramificações de árvores

Na América, quase à época em que Lambot patenteava seu barco, um advogado dotado de grande capacidade inventiva, também fazia suas experiências, mostrando-as a um reduzido círculo de amigos. Só mais tarde, em 1877, Thaddeus Hyatt (1816 - 1901) publicou seus ensaios, com um título que mais parece título de tese de mestrado ou doutorado: "An Account of Some Experiments with Portland-Cement-Concrete, Combined with Iron as a Building Material with Reference to Economy of Construction and for Security Against Fire in the Making of Roofs, Floors and Walking Surfaces".

Hyatt conseguiu decifrar o verdadeiro papel da armadura no trabalho com o concreto, enxergando a composição ferro/concreto como uma peça única e compreendendo a necessidade de uma armadura transversal muito bem ancorada, tal como o atual estado de conhecimento sobre concreto determina em norma.

De seus ensaios Hyatt obteve as seguintes conclusões:
  • O concreto deve ser considerado como um material de construção resistente ao fogo;
  • Para que a resistência ao fogo possa ser garantida, o ferro deve estar totalmente envolvido por concreto;
  • O funcionamento em conjunto do concreto com ferro chato ou redondo é perfeito e constitui uma solução mais econômica do que com o uso de perfis "I" como armadura;
  • O coeficiente de dilatação térmica dos dois materiais é suficientemente igual;
  • A relação dos módulos de elasticidade deve ser adotada igual a 20;
  • Concreto com ferro do lado tracionado presta-se não somente para estruturas de edificações como também para construções de abrigos.
Thaddeus Hyatt foi o primeiro a compreender profundamente a necessidade de uma boa aderência entre o concreto e o ferro, bem como do posicionamento correto das barras de ferro para que este material fosse eficaz na obtenção da resistência do produto final. Portanto, Hyatt foi, de fato, o grande precursor do concreto armado da forma como hoje o conhecemos.
Fig. 5 - Vigas de ensaio de Hyatt, com indicação das armaduras e das trincas

Na Alemanha o engenheiro alemão Gustav Adolph Wayss (1851 - 1917) obteve as patentes de Monier, compradas anteriormente [em 1884] pelas firmas Freytag e Heidschuch e Martenstein e Josseaux. Seu entusiasmo originou-se de uma visita à Exposição Universal de Antuérpia, em 1879, quando viu as peças de concreto construídas pelo engenheiro francês François Hennebique (1842 - 1921). O primeiro passo de Wayss foi fundar em Berlin a empresa "Aktiengesellschaft für Beton - und Monierbau". Porém, o novo processo construtivo despertou incertezas e desconfianças, levando-o a investir muitos recursos em ensaios para demonstrar, mediante provas de carga, que existiam vantagens econômicas na utilização de armaduras de ferro dentro do concreto. O órgão público de fiscalização designou, então, o engenheiro Mathias Koenen (1849 - 1924) para conduzir os ensaios de corpos de prova, e ele concluiu que a função da armadura de ferro era absorver as tensões de tração, enquanto o concreto [sozinho] resistia às compressões. Estavam, portanto, elucidadas as dúvidas sobre a eficácia das construções em concreto armado, e daí para frente os estudos na área foram crescendo em escala exponencial.

A primeira obra em concreto armado no Brasil foi uma ponte de 9,0 metros de vão, projetada pelo engenheiro François Hennebique e executada pelo empreiteiro Echeverria, no Rio de Janeiro, em 1908.

Fig.1 - http://escola.britannica.com.br/assembly/172961/Ruinas-das-Termas-de-Caracalla-um-complexo-de-banhos-publicos
Fig.2 - http://historiadeartemartab.blogspot.com.br/2010/11/arquitectura-neoclassica.html
Fig.3 - http://www.expositions-universelles.fr/1855-exposition-universelle-paris.html
Fig.4 - http://aquarius.ime.eb.br/~webde2/prof/ethomaz/monier/monier_parte1.pdf
Fig.5 - http://www.ebah.com.br/content/ABAAABi3IAH/2010-tfc-juliano-ricardo

Bibliografia: SANTOS, Lauro Modesto dos. CÁLCULO DE CONCRETO ARMADO. P.37 - 46.




quarta-feira, 15 de outubro de 2014

TRABALHANDO NA ISS QUEST

2014, 09 de outubro. Tendo a Terra como plano de fundo, os astronautas Reid Wiseman, da NASA, e Alexander Gerst (que aqui não aparece), da Agência Espacial Europeia, efetuam, entre outras atividades, um reparo em uma bomba de refrigeração do sistema da Estação Espacial Internacional Quest.
Foto: NASA/REUTERS
O trabalho fora do módulo Quest (Joint Airlock Module) durou 6 horas e 13 minutos e se constituiu no primeiro dos três passeios espaciais programados para a tripulação da Expedição 41 - atual missão na Estação Espacial Internacional, que iniciou em setembro de 2014, com término previsto para março de 2015.
Fonte: The Telegraph

terça-feira, 14 de outubro de 2014

ARY RONGEL

Construído na Noruega pela companhia Georg Eides Sonner AS, com sede em Hoylandsbygd/Hordaland, e lançado em 22 de janeiro de 1981, o navio oceanográfico Polar Queen, pertencente à empresa norueguesa G. C.Rieber Shipping A/S, de Bergen, executou serviços de apoio logístico no Mar do Norte e na Antártida, além de pesquisas sobre focas nas regiões austrais até meados de 1994.

O Polar Queen foi adquirido pelo Brasil e rebatizado como Ary Rongel, em homenagem ao hidrógrafo [autodidata] Ary dos Santos Rongel (1897-1978). Em 25 de abril de 1994 foi incorporado como substituto ao Barão de Teffé (H-42). Desde então o NApOc Ary Rongel (H-44) passou a se constituir em importante peça de apoio para as atividades relacionadas ao Programa Antártico Brasileiro (PROANTAR), mais especificamente à Estação Antártica Comandante Ferraz (EACF) e suas extensões antárticas. Contribui ainda com a coleta de dados meteorológicos, hidrográficos e oceanográficos relacionados aos projetos científicos da PROANTAR e às atividades desenvolvidas pelo Centro de Hidrografia da Marinha (CHM). A tripulação é composta por até 72 homens (19 oficiais e 53 praças) e uma equipe de 22 cientistas.
Foto: Marinha do Brasil (2010)
Com 75,32 m de comprimento por 13,06 m de boca (largura máxima) e 6,20 m de calado, o Ary Rongel tem dois motores diesel Krupp-Mak 6M453Ak de 6 cilindros e é capaz de deslocar 3.600 toneladas e gerar 4.500 bhp (potência medida sem considerar-se as perdas causadas pela caixa de câmbio e demais componentes do motor).

Os motores são acoplados a um eixo protegido para navegação no gelo, composto por uma hélice chamada “hélice de passo controlável”, onde é possível promover-se uma mudança no ângulo das suas pás, em pleno movimento. O objetivo é proporcionar o melhor desempenho para uma particular condição de navegação.

À velocidade constante de 12 nós (a máxima é de 14,5 nós) e com um tanque para 790 toneladas de combustível e 60 dias de autonomia, o Ary Rongel é capaz de cobrir 17.000 milhas náuticas. A embarcação conta também com um sistema computadorizado de correção dinâmica de posição, composto por dois pares de propulsores acionados por motor elétrico - muito usados para atracar um navio lateralmente - chamados bow-thrusters(um de cada lado da proa) e stern-thrusters (um de cada lado da popa).

Outras características e equipamentos do Ary Rongel, cujo código internacional de chamada é PWAR:
  • 3 geradores de 200 kW;
  • 2 radares de navegação;
  • 1 porta de carga lateral 3,5 x 3 m;
  • 1 porta de carga lateral 2,75 x 2,5 m;
  • 1 guindaste com capacidade para 6 toneladas;
  • 1 guindaste do tipo “pau de carga” - para elevação e movimentação de materiais pesados até 25 toneladas;
  • 2 porões com capacidade de carga total de 1.760 m³;
  • 2 helicópteros Hélibras UH-12/13 Esquilo;
  • Convôo capaz de suportar aeronaves de até 5,8 toneladas.

Desde a sua incorporação à Marinha do Brasil até hoje, o Ary Rongel já realizou mais de vinte operações de apoio a projetos científicos entre o sul da América do Sul e continente antártico.

segunda-feira, 16 de setembro de 2013

ARQUIMEDES E A COROA DO REI

Em “O Espelho de Arquimedes” , narrado neste blog, o rei de Siracusa, Hierão [ou Hieron] II, contratou o famoso Arquimedes - inventor, físico, matemático, filósofo e engenheiro, etc. – para projetar e construir dispositivos de guerra para combater os romanos. O estratagema deu certo e os romanos sofreram reveses consideráveis em função das invenções do sábio siracusano.




Acostumou-se o rei a ter Arquimedes por perto para resolver seus problemas, dos mais simples aos mais complexos. 
Assim, contratou-o certa vez para...

Vamos retroceder um pouco:

Hieron encomendou a um ourives – artesão que faz peças de ouro e prata – uma coroa de ouro puro. Quando a recebeu , desconfiou que a mesma não era feita totalmente de ouro porque já havia denúncias de que o ourives, eventualmente, utilizava em seus trabalhos uma liga de ouro e prata.

Chamou então Arquimedes para certificar-se da qualidade do material utilizado na confecção da reluzente coroa. Mas Arquimedes, dessa vez, não sabia o que responder ao rei.

Um dia, porém, enquanto entrava em uma banheira cheia d’água, Arquimedes percebeu que seu corpo deslocava um determinado volume de água, e que o nível da água na banheira subia à medida que nela mergulhava. Saiu da banheira, e o nível voltou ao normal; entrou novamente, e o nível d’água subiu. Concluiu, de imediato, que ao entrar na banheira deslocava determinado volume de água, e que esse volume era igual ao volume do seu próprio corpo imerso na água. Também não lhe passou despercebido que o seu corpo, mergulhado, parecia mais leve porque a água o empurrava para cima.

Entusiasmou-se tanto Arquimedes, a ponto de esquecer que estava nu, saltou da banheira e saiu gritando pelas ruas de Siracusa: - Heureka! Heureka! (Descobri! Descobri!).

Ele sabia agora como medir o volume da coroa. Relatando ao rei o fato, tratou logo de trabalhar no assunto.

Utilizando dois recipientes - um menor dentro de outro um pouco maior -, colocou a coroa no recipiente menor cheio de água, que transbordou em parte, caindo no outro recipiente. Mediu o volume do líquido que transbordou e concluiu que esse volume correspondia ao volume da coroa.

Sabendo o volume da coroa, encomendou [a outro ourives de sua confiança] objetos com volume igual ao da coroa: um de ouro puro e outro de prata, ambos maciços. De posse dos objetos, dias depois, colocou a coroa do rei num dos pratos de uma balança; no outro prato colocou, um de cada vez, os objetos de ouro e de prata.

Verificou então que a coroa era mais leve que o objeto de ouro maciço e mais pesada que o de prata. Com isso pode confirmar ao rei que a coroa não era de ouro puro, mas feita de uma liga de ouro e prata.

O que aconteceu depois com o ourives do rei, a lenda não conta.


Ronan, Colin A. Das Origens à Grécia. História Ilustrada da Ciência. Rio de Janeiro, Zahar, 1994. p. 118-9.
Barros, C. e Paulino, W. Ciências – Física e Química.

Imagem: ARQUIVO ICONOGRÁFICO, S.A. / CORBIS / STOCK PHOTOS

TEXTO READAPTADO POR

Sérgio M. P. Fontana

sábado, 24 de agosto de 2013

OS CINQUENTA ANOS DA FITA-CASSETE

Berlim, 1963. Há cinquenta anos, na Internationalen Funkausstellung ou Feira Internacional do Rádio - ¿Seria esta a tradução? - a Philips mostrou, pela primeira vez, a fita-cassete. Associada a um gravador portátil*, o invento virou febre entre os jovens e era comercializado com 30, 60, 90, 120 ou até 180 minutos de duração. Tocava [ou gravava] no Lado A e no Lado B.

O "virou febre entre os jovens" se justifica porque com ela [e um gravador portátil] passou a ser possível não só gravar as músicas do rádio ou do toca-discos e reproduzi-las em qualquer lugar, mas também registrar conversas, entrevistas ou o que quer que fosse em matéria de som.

As gravações não ficavam assim tão boas, mas a indústria fonográfica, agora sujeita a uma pirataria despretensiosa, teve que se adaptar, e passou a lançar os trabalhos de seus artistas, antes só apresentados em LPs e compactos simples ou duplos, também através de fitas cassetes. Na capa da embalagem da fita vinha uma reprodução exata - em tamanho reduzido, é evidente - da capa do LP do artista.

O inconveniente da fita, além da reprodução não ser tão boa quanto à do LP, era que muitas vezes ela ficava presa ao gravador ou toca-fitas. Mas apesar destes percalços houve quem se importasse - e muito - com a sua popularidade. Foi o caso da GEMA (Gesellschaft für Musikalische Aufführungs und Mechanische Vervielfältigungsrechte), uma entidade protetora dos direitos autorais musicais na Alemanha, fundada em 1976, que passou a classificar como "roubo" a gravação e posterior reprodução de músicas por este método. Como medida protetora desses direitos, a GEMA conseguiu, em 1985, impor uma taxa - algo em torno do que seriam hoje 30 centavos de real - sobre a compra de fitas cassete virgens, a ser distribuída entre autores ou compositores.

Com a chegada do Compact Disc, lançado entre o final dos anos 80 e começo dos 90, a fita K7 - assim como seu rival, o disco de vinil - perdeu importância, e as famosas Basf, Philips, Sony, TDK e outras menos votadas, sumiram.

Eu ainda tenho algumas fitas remanescentes, mas nem sei o que nelas está gravado. Ficam para a posteridade... se alguém conseguir reproduzi-las em algum toca-fitas também remanescente do Século XX.

quinta-feira, 4 de julho de 2013

UMA REVOLUÇÃO NO TRANSPORTE URBANO

Por Magda Portela Peixoto

Imagine um dia você dirigindo no trânsito...
Em seguida, um enorme "túnel móvel" te "sobrevoa" transportando  centenas de pessoas...
Não é sonho, logo este "Straddling Bus" incrível aparecerá nas ruas.

Você vai ficar chocado com esta forma inovadora de transporte.

terça-feira, 16 de abril de 2013

ZOE - UMA AVATAR QUASE HUMANA

Daqui a muito pouco tempo não vai ser possível identificar em anúncios comerciais, filmes e tudo o que fizer parte da interface de comunicação entre humanos e máquinas, quem é humano e quem é máquina.

Cientistas da Universidade de Cambridge (England, UK) criaram um avatar chamado Zoe, capaz de expressar-se em modo quase humano. Na verdade Zoe não é "um" avatar, é "uma" avatar.
Acompanhe, abaixo.
Fonte: BBC Brasil

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

A TRANSPOSIÇÃO DO RIO SÃO FRANCISCO

O São Francisco é o rio mais importante da hidrografia nordestina. Ele nasce na serra da Canastra, em Minas Gerais, atravessa o estado da Bahia em direção nordeste e, a partir da barragem de Sobradinho, assume a divisa entre Bahia e Pernambuco. Na altura da cidade de Cabrobó, PE, muda de direção (não confundir com mudar de sentido) e corre para sudeste, demarcando as fronteiras de Alagoas e Sergipe até desaguar no Oceano Atlântico. Ao todo são 3160 Km de extensão, com 1320 Km próprios para a navegação.

Até chegar ao mar o curso do São Francisco gera várias quedas d´água e cachoeiras. Destas, a mais importante é a de Paulo Afonso, na divisa de Pernambuco e Bahia, bem próxima ao estado de Alagoas. É nela que a Cia. Hidroelétrica do São Francisco mantém um complexo de usinas que fornecem grande parte da eletricidade consumida na região. Em Sobradinho e Casa Nova, BA, 470 Km atrás, se localiza a usina de Sobradinho; 3 Km adiante das usinas de Paulo Afonso está a usina de Moxotó, que também faz parte do complexo; e 62 Km desta, rio abaixo, encontramos a usina de Xingó. Ao todo a energia obtida chega próxima aos 7.400 megawatts.

Com a intenção de melhor distribuir o abastecimento de água no Nordeste, o Governo Federal viu no rio São Francisco uma alternativa para alcançar esse objetivo. Assim, nasceu o projeto conhecido como Transposição do Rio São Francisco, cuja obra resultante vem gerando polêmicas até hoje.

É possível que o plano de transposição do rio, a utilização de cisternas distribuídas em locais estratégicos para captar a água da chuva e a exploração da água subterrânea amenizem o problema da água no chamado polígono das secas. Ainda assim devemos levar em conta que a maior disponibilidade de água não vai, de imediato, diminuir a pobreza do Nordeste. Mas é um primeiro passo.





















Imagens: Ministério da Integração Nacional/Governo do Brasil

Para quem quiser saber mais a respeito, sugerimos os links:
http://www.integracao.gov.br/pt/web/guest/o-que-e-o-projeto
http://vestibular.uol.com.br/revisao-de-disciplinas/geografia/transposicao-do-rio-sao-francisco.jhtm
http://www.infoescola.com/hidrografia/transposicao-do-rio-sao-francisco/
http://empresasefinancas.hsw.uol.com.br/transposicao-sao-francisco4.htm

sábado, 20 de outubro de 2012

AQUECIMENTO GLOBAL E COMENTÁRIOS RELEVANTES


O mar congelado na Antártica bate recorde. Cadê o aquecimento global?


O Ártico no Polo Norte bateu o recorde de derretimento no verão. Este ano caminha para fechar como o mais quente da história. Foi o verão mais escaldante no Hemisfério Norte. Por outro lado, do lado de cá do mundo, surgem outras notícias. Os pinguins da Antártica não devem estar tão preocupados agora. O mar congelado que cerca a Antártica, no Polo Sul, bateu o recorde de extensão no inverno. A camada de gelo flutuante (que aparece em branco na imagem acima) chegou a 19,44 milhões de quilômetros quadrados em 2012, segundo o Centro Nacional de Neve e Gelo (NSIDC), dos Estados Unidos. O recorde anterior, de 2006, era de 19,39 milhões de quilômetros quadrados.
O mapa acima mostra a maior extensão já registrada. Foi feito a partir de imagens de satélite. A área em cinza escuro é de terra firme. O cinza claro são as geleiras que saem da terra firme, mas estão flutuando.
O que houve com o aquecimento global? O recorde na Antártica indica que a Terra não está esquentando? Não é bem assim. Primeiro, embora seja um recorde, a extensão de gelo atual não está tão distante da média. A linha amarela mostra a média da extensão de gelo nos meses de setembro entre 1979 e 2000. Em alguns lugares, especialmente no Mar de Bellingshausen, o gelo este ano está menor do que a média histórica.
O gráfico abaixo mostra a oscilação da extensão de gelo flutuante na Antártica. Aparentemente, há um aumento ligeiro nas últimas décadas.










Em comparação, o histórico do Ártico é bem claro. A calota polar está desaparecendo década após década no verão. Este ano o Polo Norte bateu mais um recorde histórico de pouco gelo no verão. O gráfico abaixo mostra a retração no gelo ártico desde 1979. A linha preta é a variação na extensão do gelo, ano a ano. A linha azul mostra a tendência.























Segundo os cientistas, o inverno com muito gelo na Antártica e o verão com pouco no Ártico são fenômenos distintos. Para os pesquisadores Claire Parkinson e Donald Cavalieri, da Nasa, agência espacial americana, os hemisférios da Terra têm uma grande variabilidade de um ano para o outro. Pode haver mais gelo num e menos no outro. Ou mais gelo em ambos. E menos gelo em ambos”, afirmam. “Apesar disso, as tendências de longo prazo são claras: a magnitude da perda de gelo no Ártico excede consideravelmente os ganhos na Antártica.”
Para os pesquisadores da Universidade do Colorado, que fazem parte da equipe do NSIDC, comparar as tendências de gelo do verão e do inverno em dois polos é problemático porque são dois processos diferentes. “Durante o verão, o gelo flutuante derrete e a superfície escura do mar aumenta o aquecimento. No inverno, há outros fatores, como nevascas no gelo e o vento. Pequenas alterações na extensão do gelo no inverno são um sinal mais ambíguo do que a perda de gelo no verão. A expansão do gelo no inverno da Antártica pode ser efeito de variações nos padrões de vento e queda de neve. Já o declínio do gelo no Ártico é mais ligado ao aquecimento global”, escrevem os pesquisadores no blog do NSIDC.

(Alexandre Mansur)

Comentários para “O mar congelado na Antártica bate recorde. Cadê o aquecimento global?”

  1. Douglas B.:
    Será que isso tem alguma relação com as massas de ar frio que não param de chegar no Brasil, mesmo o inverno tendo acabado e estando no meio de outubro?
  2. Juca Pato:
    ccccc…. Curioso como a mídia (e a ciência mainstream) se comporta sempre na defensiva. Qualquer dado que suporte minha pré-disposição em acreditar no que quero, será bem-vindo e potencializado. Ó, tá vendo? Eu não disse? Agora: quando há dados que podem sugerir o contrário do quero crer, bem, aí a conversa é diferente. “Não, veja bem, há diversos outros fatores que podem influenciar esse fato”. Qualquer verãozinho: óóó, é o aquecimento global, o AGA, tá vendo? Mais gelo no HS, no entanto, deve ser, bem, naturalmente por outros motivos. Nada a ver com a temperatura da terra né, claro. Aconteça o que acontecer, surjam os dados que surgirem, a teoria do aquecimento global nunca terá um arranhão sequer. Afinal, já tá mais pra religião do que pra ciência né? A proposito, recomendo dar uma olhadinha nos estudos da Geophysical Review Letters. Essas estatísticas e estimativas que temos sáo por amostragens paupérrimas. Esudos de sensoriamento remoto com estatística mais refinada e mais prudente sugerem um cenário bem diferente. Sem entrar no mérito das respostas eletromagnéticas da ionosfera diante de aquecimento ou resfriamento. Blablabla. Mas continuemos pregando a crença conveniente..
  3. Nilson de Simas:
    Existe um profissional brasileiro especialista nesta área, ele já deu diversas entrevistas televisivas, não lembro o seu nome, ele afirma e ostenta argumentos consistentes, dizendo que a Terra está passando por ciclos naturais e que a intervenção do Homem é pífia e insignificante em suas alterações. Logo, de pronto percebe-se que há interesses outros por trás desta falácia de aquecimento.
  4. José:
    O nome do especialista brasileiro é Luis Carlos Molion.
  5. ka:
    Essa aparente contradição entre o que acontece nos os dois polos, é muito polêmica, como ficou claro no artigo. Eu gostaria de sugerir mais um dado – que não está sendo levado em conta – que é a precessão do eixo terrestre. Isto causaria uma inclinação mais, ou menos, pronunciada em relação ao Sul e ao Norte.
  6. J.E.NARDINI:
    EXISTE UMA TEORIA,ACEITA POR VÁRIOS CIENTISTAS, QUE AFIRMAM E COMPROVAM QUE DEVERÁ HAVER UMA NOVA ONDA GLACIAL, AFETANDO PRINCIPALMENTE A EUROPA, QUE É REFRIGERADA PELAS ÁGUAS QUENTES DA CORRENTE DO GOLFO. COM A INTERRUPÇÃO DO FLUXO NORMAL DESTA CORRENTE, HAVERÁ O DESEQUILÍBRIO NO CLIMA DA EUROPA, TORNANDO-A MAIS GELADA, COMO O CANADÁ, QUE ESTÁ NA MESMA POSIÇÃO NO GLOBO TERRESTRE.
  7. Rafael:
    Este tipo de notícia é apenas de caráter informativo. O que é a variação do gelo de um ano para o outro em um período de 30000 anos. Não existe aquecimento solar, existem ciclos naturais de aumento e diminuição da temperatura. O homem não afeta o clima de maneira macro. Quem manda no clima do planeta é o sol, as correntes marítimas e as massas de ar, e só. Ainda nem de perto somos deuses.
  8. Roberto Theodosio Brandão:
    Existem interesses inconfessáveis em torno de meio ambiente, aquecimento global,etc. O Prof.Dr.Luiz Carlos Molion (Universidade Federal de Alagoas – UFAL está corretíssimo.
  9. Celso Moessa:
    O que manda no mundo chama-se dinheiro e poder…
    .......................................................................................................................................
    Esta postagem é cópia fiel da reportagem publicada na revista Época 

terça-feira, 14 de agosto de 2012

LISTERIOSE

2012, 13 de agosto - porto de Vladivostok. A Vigilância Veterinária das regiões de Primorie e Sacalina, no extremo oriente da Rússia, detectou bactérias perigosas em um lote de frangos provenientes do Brasil.

Segundo informação da agência IA Kazakh-Zerno, foram realizados testes em laboratório que identificaram agentes de LISTERIOSE nos frangos brasileiros.

A listeriose é uma doença grave, causada, principalmente, pelo consumo de alimentos contaminados com a bactéria Listeria monocytogenes. A incidência da listeriose tem aumentado nos últimos anos, assim como a população de risco para esta infecção.

De acordo com o Serviço Federal de Vigilância Veterinária e Fitossanitária da Rússia, 24 toneladas de frangos contaminados foram enviados de volta ao Brasil.

A bactéria L. monocytogenes não ocorre somente em produtos de origem animal. Ela pode estar presente também no ambiente agrícola solo-água-planta, uma vez que é resistente a várias condições adversas, como elevada acidez e concentração de sal. Além disso, é capaz de crescer em baixas concentrações de oxigênio e sob temperaturas medianamente refrigeradas, sobrevivendo por longos períodos no ambiente, nos alimentos, nas fábricas de produtos alimentares e nos refrigeradores domésticos.

Os sintomas da doença são semelhantes aos de uma gripe (não confundir com a chamada Gripe do Frango que é causada por mutações do vírus Influenza - H5N1), afetando mais comumente as pessoas com baixa imunidade devido a doenças crônicas e uso constante de medicamentos, grávidas, recém-nascidos e idosos.

Para saber mais sobre a Listeriose descrita nesta postagem, sugiro consulta à publicação

DISSEMINAÇÃO DE CEPAS DE Listeria monocytogenes NA CADEIA PRODUTIVA DE FRANGOS NA REGIÃO SUL DO RIO GRANDE DO SUL ANALISADA ATRAVÉS DE PFGE - Departamento de  Ciência e Tecnologia Agroindustrial / Faculdade de Agronomia Eliseu Maciel / Universidade Federal de Pelotas.


Fontes:
Escola Superior de Biotecnologia - Universidade Católica do Porto / Distrito do Porto /  Portugal;
Gazeta Russa.

sábado, 12 de maio de 2012

AS ESTÁTUAS DE RAPA NUI TÊM CORPO

Colaboração sinequanon Lu Costa

A Ilha da Páscoa ou Rapa Nui está localizada no Oceano Pacífico. Essa ilha vulcânica foi descoberta pelo navegador holandês Jakob Roggeveen, no domingo de Páscoa no ano de 1722, e mais tarde tornou-se posse do Chile, em 1888. Muitos mistérios cercam a Ilha da Páscoa que é famosa por suas incríveis estátuas chamadas Moais e que estão ao redor de toda a ilha que tem uma área equivalente a 6 vezes a Ilha do Mel, no litoral do Paraná.
A descoberta, não tão nova, mas que aumenta o mistério sobre quem as esculpiu, quem vivia na ilha e como elas foram parar lá, é o fato de que as estátuas da Ilha de Páscoa têm corpos.
Isso mesmo! As cabeçonas gigantes são estátuas completas cuja maior parte está enterrada e correspondem a corpos e mãos.
Um grupo de pesquisa privado tem escavado recentemente as estátuas da Ilha da Páscoa e está estudando as escrituras nos corpos das mesmas.

A dúvida agora é por que esses gigantes de pedra tiveram seus corpos enterrados?
As estátuas sempre foram assim ou com o tempo ficaram desta maneira?
Uma das teorias sobre o desaparecimento dos habitantes originais de Rapa Nui foi a superpopulação que levou a conflitos internos e falta de alimentos. Agora surge outra hipótese: um enorme deslizamento pode ter varrido a ilha e sua civilização. Isso aniquilou a população e fez com que as estátuas ficassem com boa parte do seu corpo sob a terra.

domingo, 29 de janeiro de 2012

GOLPE DE ARÍETE

2012, 29 de janeiro. Alarmado por um barulho forte, como o de um motor de automóvel cujo motorista tenta arrancar em 3ª marcha, percebi que esse efeito era causado por uma vibração na tubulação de recalque de água da caixa d'água dos nossos vizinhos.

Alertei-lhes para o fato, destacando que poderiam essas perturbações causar um rompimento na instalação. E o pior: quando eles não estivessem em casa.

A ocasião me fez lembrar das aulas de Hidràulica do curso de Engenharia e concluí tratar-se do famoso e temido Golpe de Aríete. Em Hidráulica, o Golpe de Aríete é um fenômeno transitório resultante das variações de pressão relacionadas à vazão intermitente de um líquido em intervalos muito curtos. O fenômeno, cujos efeitos se sobressaem a olhos vistos, caracteriza-se por uma intensa vibração da tubulação condutora, sendo essa vibração ressaltada, dependendo da gravidade do caso, por um ruído perturbador semelhante a um motor descompassado. A causa e os efeitos do Golpe de Aríete ocasionam uma sobrepressão na tubulação, podendo levar a mesma à ruptura ou, no caso de uma bomba de recalque de água, danificar o motor.

Penso que é possível, no caso supracitado, que essa tubulação esteja "contaminada" por incontáveis bolhas de ar. Assim, água e ar disputam espaço ao longo da estreita seção transversal do encanamento direcionado até a caixa d'água [instalada a uns 6 metros de altura, em relação à rede pública] e, em intervalos de décimos de segundos, o ar ocupa o lugar da água.
Por outro lado, é possível que a pressão hidráulica da rede pública esteja muito alta ou variável [em relação à antiga pressão normal de serviço], e assim, aliada a um eventual intervalo muito curto de mudança de direção (90º) da rede interna de recalque (ver diagrama), esteja causando o problema. ¿Será?

Afastado há muito tempo das questões de Hidráulica, mesmo as mais triviais, deixo a cargo dos especialistas da área que porventura estejam de plantão uma análise mais aprofundada do caso.

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

NAVIOS AO MAR

Reproduzo, abaixo uma troca de mensagens, as quais resultaram nesta postagem. Assista o filme, em seguida.
Colaboração Maurício Fontana

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

MOVIDA A COCÔ

Por Débora Spitzcovsky
Para a revista Superinteressante
Foto/divulgação Toto
Não se deixe enganar pelo tamanho: apesar de ocuparem menos espaço, as motos poluem, pelo menos, quatro vezes mais do que os automóveis, segundo dados da Cetesb – Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental de São Paulo. Mas, se você é amante das motocas e, também, apaixonado pelo meio ambiente, não precisa desanimar. Os japoneses acabam de desenvolver um combustível alternativo para o veículo: o cocô humano.
Criada pela empresa nipônica Toto – você pensaria em um nome melhor? –, a motocicleta de três rodas Toilet Bike Neo funciona 100% à base de dejetos humanos e o mais incrível é que seu dono jamais passará aperto – literalmente! –, onde quer que esteja, por falta de combustível. Isso porque o assento da moto é um vaso sanitário e, por isso, no momento em que o motorista dá a descarga, seu cocô já começa a ser transformado em biogás pelo veículo.
Apesar de toda a facilidade, os fabricantes alertam: evitar acidentes é um dever de todos e, por isso, não é recomendável se “aliviar” enquanto está dirigindo a moto. Para aqueles que ainda têm problemas na hora de ir ao banheiro, a moto toca músicas para os usuários do banheiro relaxarem – e, quem sabe, tentarem esquecer toda a bizarrice que envolve a situação.
Lançada oficialmente em outubro, a moto está sendo divulgada por todo o Japão – incluindo cidades campeãs em emissões de gases causadores do efeito estufa, como Kyoto e Tóquio – e já está à venda para os nipônicos. Que tal uma dessas no Brasil?

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

VINHO & SAÚDE

Há várias décadas, pesquisadores espalhados por todo o Mundo têm investigado a ação antioxidante de substâncias presentes nas uvas pretas. Os resultados obtidos até aqui dão conta que o consumo moderado de vinho tinto, especialmente os originados de determinadas qualidades de uvas, trazem benefícios não desprezíveis à saúde. Vejamos o que até agora foi constatado:




- ALZHEIMER - Fortes antioxidantes, os polifenóis presentes nas cascas e sementes das uvas pretas serão os responsáveis por evitar o envelhecimento das células cerebrais;

- ARTRITE REUMATÓIDE - Investigadores suecos concluíram que tomar cinco copos de vinho tinto por semana reduz para metade o risco de desenvolver a doença;

- ENVELHECIMENTO CARDÍACO - O Resveratrol, uma enzima natural do vinho tinto, prolonga a vida do coração, imitando o efeito das dietas de restrição calórica;

- CÂNCER DE PRÓSTATA - Os homens que bebem quatro ou mais copos de vinho tinto por semana reduzem em 50% o risco de sofrer deste tipo de tumor. Isso parece dever-se ao resveratrol, uma enzima natural do vinho tinto;

- ENVELHECIMENTO CARDÍACO - o resveratrol prolonga a vida do coração, imitando os efeitos das dietas de restrição calórica;

- MAU COLESTEROL - Os polifenóis ajudam a prevenir a formação de placas de gordura nas artérias, reduzindo o mau colesterol (LDL) e aumentando o colesterol bom (HDL);

- PEDRAS NOS RINS - Em 1998, uma equipe de pesquisadores de Harvard/USA, dirigida por Gary Curham, demonstrou a relação entre o consumo de um copo de vinho tinto por dia e a redução de 59% do risco de formação de cálculos renais.


Pesquisa
http://falandodevinhos.wordpress.com


Post Scriptum: Recomendo, por experiência pessoal, o consumo dos vinhos tintos secos, com graduação alcoólica não inferior a 11,5%.

A EXPLORAÇÃO DO RIO DA PRATA E O CAMINHO DO PEABIRU

PEABIRU - A versão mais popular dá conta que os peabiru (na língua tupi, "pe" – caminho; "abiru" - gramado amassado)...