quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

O ESPELHO DE ARQUIMEDES

O rei Hierão II (306 AC/215 AC) de Siracusa, que hoje é uma província da Sicília (sul da Itália), tinha uma preocupação constante quanto à proteção da sua cidade contra as ameaças de invasão por parte dos romanos. Resolveu então contratar [o inventor, físico, matemático, filósofo e engenheiro] Arquimedes para projetar e construir dispositivos de guerra para contra-atacar os belicosos romanos.

Grandes espelhos côncavos faziam parte das armas concebidas por Arquimedes. O objetivo dos mesmos era fazer convergir os raios solares sobre determinados pontos [no caso sobre os navios da esquadra romana], concentrando a luz solar nesses pontos e causando uma grande elevação de temperatura de consequências pirotécnicas nada agradáveis aos navios inimigos.
Assim teria Arquimedes incendiado parte da esquadra romana que ousou atacar Siracusa. Mas há controvérsias.

Em 1973, um engenheiro grego resolveu reproduzir a façanha de Arquimedes. O objetivo era confirmar a possibilidade de ter mesmo ocorrido o episódio do incêndio dos navios. Colocou 70 espelhos planos [de 1,5 m x 1,0 m], dispostos em semi-círculo, de modo a fazerem convergir os raios solares sobre um barco de madeira situado a 50 metros da costa. Em um dia ensolarado, o engenheiro conseguiu, em poucos minutos, incendiar o barco.
Nota: Os espelhos planos dispostos em semi-círculo atuavam como um espelho convergente.

Fonte: Curso de Física, volume 2- Antônio Máximo & Beatriz Alvarenga
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