domingo, 6 de novembro de 2011

ENCHENTES NO SUL DA FRANÇA

2011, 06 de novembro. Ao todo, 12 administrações da região sul francesa estão em estado de alerta em função das chuvas pesadas e enchentes. Bombeiros ajudaram a resgatar cerca de 1.200 pessoas, mas também sofreram revezes, tal como este - registrado por um fotógrafo da Associated France Press - em Auribeau-sur-Siagne, onde o rio La Siagne transbordou e a força das águas virou seu caminhão na estrada.

Não é a primeira vez, nestes últimos dois anos, que os franceses enfrentam a ira das águas. Em junho de 2010 a cidade de Draguignan, no sudeste do país, foi a mais castigada pelas cheias. E dentre as centenas de veículos que foram arrastados pela enchente, o registro impressionante fica por conta destes aí.
Fotos AFP

QUARTEL GENERAL

2009, 26 de dezembro. Aparentemente estava deserto o QG de Bagé (RS) no começo da tarde do sábado, 1 dia após o natal. Na rua só o fotógrafo da vez e mais dois representantes da Texas Petroleum Investiment, a passeio, pedindo informações sobre a localização do estádio do GE Bagé. Entendi que eles queriam - e talvez ainda queiram - investir em futebol no interior do Rio Grande do Sul e, analisando o potencial de marketing da região, descobriram no jalde-negro da Rainha da Fronteira alguma coisa que ninguém ainda viu. Mas o assunto nem era este.

O objetivo era só retratar o Quartel General e imediações por onde, nos tempos da revolução de 64, era proibido andar após as 22 horas. Sentinelas armados circulavam ao redor do quartel, pela João Telles, Caetano Gonçalves, Bento Gonçalves e Gen. Neto, a pé, a cavalo ou de Jeep. Quem ousasse passar por ali após o toque de recolher [às vezes] era abordado pela guarda de plantão e orientado a seguir pelo outro lado da rua.
Vivendo dias menos tensos quase 50 anos depois, o Quartel General de Bagé, que fica na Av. Gen. João Telles, 1001, continua imponente como testemunha da história.

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

ESTAÇÃO METEOROLÓGICA AUTOMÁTICA NA UFPEL II

No centro da foto, bem em frente ao "raquetão" - prédio projetado na segunda metade do século XX para ser a Biblioteca Central da UFPel, que abriga hoje o Centro de Lazer e Atividade Física (que não tem nada a ver com esta postagem) e um dos laboratórios da Faculdade de Meteorologia - como se fosse uma antena, destacam-se os sensores da Estação Meteorológica Automática. Lá dentro do prédio fica o centro de processamento dos dados meteorológicos.

A promessa é que as comunidades de Pelotas e arredores também vão poder acompanhar, via web, os resultados das análises das variáveis climáticas, obtidos através destes equipamentos de precisão e divulgados pela Faculdade de Meteorologia da Universidade Federal de Pelotas.

UMA CASA QUE FAZ PARTE DA MINHA HISTÓRIA

2009, 24 de abril. Foi nessa data que recebi estas fotos, mas só hoje fui ver. O fotógrafo profissional da vez é o meu amigo Valacir Marques Gonçalves, um bajeense que desde há muito tempo reside em Porto Alegre, RS.
A mensagem do Valacir, destacada abaixo, fez retroceder o tempo em, pelo menos, meio século. O sobrado, com exceção da pintura nova, ainda conserva suas formas externas originais.

"Sérgio
esta é a casa que teus moraram quando chegaram em Bagé. Tirei uma
colorida e uma p e b para pegar o clima da época."
É possível notar que na verdade duas casas semelhantes fazem parte do conjunto pintado de amarelo. Se não me engano, os pais do Valacir - e ele também, é lógico! - moravam, à época, em uma destas casas aí, e portanto eram vizinhos [de porta] dos meus pais. Eu não lembro de nada, mas ouvi falar que até, pelo menos, os meus 2 anos de vida andei fazendo arte por estas bandas.
O local é a Rua Marcílio Dias, entre a rua José Otávio e a Av. Presidente Vargas, em Bagé, RS.

Colaboração sine qua non Valacir Marques Gonçalves.

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

ESTAÇÃO METEOROLÓGICA AUTOMÁTICA NA UFPEL

UFPel/campus Capão do Leão, novembro de 2011. Adquirida pela Universidade Federal de Pelotas através do Programa de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais (ReUni), a estação meteorológica automática, que atualiza, a cada 10 segundos, dados como temperatura, radiação solar, umidade relativa do ar, velocidade e direção do vento, foi destaque na edição de 02/11/2011 do jornal Correio do Povo, de Porto Alegre, RS.

As estações meteorológicas automáticas possibilitam a obtenção de um conjunto de registros precisos e ininterruptos ao longo do tempo, necessários para a composição de modelos numéricos meteorológicos que funcionam como suporte aos profissionais da área, atentos às alterações que podem ser previstas e também aos imprevistos climáticos, caprichos imponderáveis da natureza.

Zoom no recorte de jornal.

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

A REVOLTA DA VACINA

No início do século XX, as condições de saúde pública no Brasil eram precárias. E mais grave era esse problema nas cidades portuárias como Rio de Janeiro e Santos por causa das doenças contagiosas trazidas pelas tripulações dos navios e também em função da existência dos mangues, à época intimamente associados à febre amarela e à malária - moléstias hoje mantidas sob relativo controle.
A essa altura os governos estaduais e federal, apesar de seus pronunciamentos sobre higiene e saneamento urbano, não conseguiam diminuir a incidência das doenças infecto-contagiosas, principalmente entre as pessoas de baixa renda.

Rio de Janeiro, DF, 1903. Inspirado nos processos de reurbanização postos em prática na Europa Ocidental no século anterior, onde em cidades como Paris, por exemplo, cortiços e moradias pobres foram derrubados para dar lugar a amplas avenidas, o então presidente Rodrigues Alves (Guaratinguetá, SP, 07/07/1848 - Rio de Janeiro, DF, 16/01/1919) resolveu colocar em prática um projeto de saneamento básico e reurbanização no centro da cidade do Rio de Janeiro. O médico Osvaldo Cruz (São Luiz do Paraitinga, SP, 05/08/1872 - Petrópolis, RJ, 11/02/1917) foi nomeado chefe do Departamento Nacional de Saúde Pública, com sede no Rio de Janeiro. Sua primeira missão era acabar com a febre amarela e a varíola na cidade. Para combater a primeira, organizou uma equipe de voluntários para irem de casa em casa, com o intuito de eliminar os focos dos mosquitos transmissores da doença. Mas a população nem sempre permitia que os chamados “esquadrões mata-mosquitos” entrassem em suas casas, o que dificultava o aparecimento de resultados positivos.

Em novembro de 1904 o governo brasileiro decretou a vacina obrigatória para combater a varíola. Embora as intenções, nesse aspecto, fossem as melhores possíveis, a condução do processo foi autoritária e violenta. Em alguns casos, os agentes sanitários invadiam as casas e vacinavam os moradores à força, provocando sua natural revolta. As pessoas mais simples, de um modo geral, não sabiam o que era uma vacina e por isto recusavam-se a ser vacinadas, temendo seus efeitos imediatos e colaterais. Muitas delas consideravam que obrigar as mulheres a descobrir o braço para serem vacinadas, era falta de respeito.
A indignação induziu a revolta e, entre 12 e 15 de novembro de 1904, as ruas do Rio de Janeiro foram tomadas por revoltosos, barricadas, policiais e choques armados.
Charge que se refere à vacina obrigatória,
estampada na capa da edição de 02/10/1904
da Revista da Semana.

A Revolta da Vacina não foi uma reação apenas à vacinação obrigatória. Esta foi, na verdade, o estopim para que a população extravasasse sua insatisfação com o abuso de poder, a falta de emprego, a fome e, principalmente, a demolição dos cortiços do centro do Rio de Janeiro e a conseqüente remoção de famílias inteiras para áreas periféricas, sob o pretexto da modernização da cidade, mas não só com esta finalidade. A dispersão dos trabalhadores serviria também para enfraquecer os movimentos sociais.

Dentre as mil pessoas que foram presas, muitas foram banidas para o então território do Acre, outras dezenas ficaram feridas e como saldo negativo houve 23 mortos. Os imigrantes que se envolveram no conflito foram expulsos do Brasil.

terça-feira, 1 de novembro de 2011

OS PIORES MOMENTOS DOS RAIOS-X

Navegando sem rumo pela internet em busca de fatos & fotos extradordinários, descobri estas chapas aí que vão do constrangedor ao cômico, e vice-versa.









USANDO E ABUSANDO DA CALF RAISE MACHINE

2026, 12 de maio. Um dos objetivos aqui era exercitar o chamado segundo coração. Assim, contando com o auxílio da calf raise machine (máq...