quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

REFORMA ORTOGRÁFICA

Em 1º de janeiro de 2009 entra em vigor a reforma ortográfica na língua portuguesa, assinada por 8 países que têm o português como língua oficial: Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor Leste.

As novas regras ortográficas obrigarão os portugueses a grafarem algumas palavras como no Brasil, e vice-versa. A principal novidade por aqui é que o alfabeto brasileiro passará a ter 26 letras, incorporando as letras "k", "w" e "y", anteriormente só utilizadas em nomes próprios.

Outras mudanças aparecem na tabela abaixo.






Feliz 2009 para todo mundo.

segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

AEROPORTO INTERNACIONAL COMANDANTE GUSTAVO KRAEMER - BAGÉ, RS.

O Aeródromo Municipal foi criado em 1932, na área onde hoje é o Aeroclube de Bagé. Em 1943, foi transferido para o local atual (Rua 14 Bis, s/nº, Bairro Comandante Kraemer, Bagé, RS). O primeiro terminal de passageiros foi construído em madeira-de-lei, próximo à cabeceira da pista 14, e o aeroporto, propriamente dito, foi inaugurado em 05 junho de 1946 e passou a ser chamado de Aeroporto de Bagé.
Em 1950 um novo terminal de concreto foi construído, e em 1952 o aeroporto de Bagé recebeu a denominação de Aeroporto Internacional Comandante Gustavo Kraemer, em homenagem ao Fundador da empresa SAVAG (Sociedade Anônima Viação Aérea Gaúcha) que operou entre 1946 e 1965.
Na década de 1960, foram construídas as pistas 05/23 de concreto, medindo 1500 x 30m, e o pátio de manobras, medindo 65 x 55m.
O atual terminal de passageiros foi inaugurado em 05 de março de 1974 pelo, então, Presidente da República General Emílio Garrastazu Medici.
Em 27 de outubro de 1980, a INFRAERO assumiu a gerência do aeroporto que hoje não tem suporte técnico para vôos comerciais.

domingo, 21 de dezembro de 2008

FUTEBOL: O PAPAI NOEL VEM DE AZUL.


O Papai Noel deste ano vem de azul. A costureira foi chamada às pressas para fazer uma nova roupa para o Papai Noel que não quer fazer feio neste Natal. A tradicional roupa vermelha não iria ficar bem porque no último suspiro de 2008 o azul predominou. Além de ter eliminado o SC Internacional, seu tradicional rival, nas semifinais do Campeonato Brasileiro Sub-20, o Grêmio Football Porto Alegrense venceu também o Sport Club do Recife, na final, e é Campeão Brasileiro Sub-20, 2008. Como esta era a última disputa do ano no RS e no Brasil, o Papai Noel resolveu, por conta própria, reeditar o que fez lá no distante ano de 1961, quando veio todo de azul em alusão à espetacular virada gremista no Gre-Nal nº 157, o último jogo daquela temporada no Rio Grande do Sul.

Na foto, o Papai Noel de azul [Paulo Sant'anna, o torcedor-símbolo do Grêmio que hoje é Cronista da RBS] exibe-se diante do público, acenando com o "V" da vitória.


















Feliz Natal para todos. Feliz Navidad a todos. Buon Natale a tutti. Bon Nadal a tots. Craciun Fericit tuturor. Joyeux Noël à tous. Merry Christmas to everyone. Frohe Weihnachten an alle. Vrolijk kerstfeest voor iedereen. Glædelig jul til alle. God jul til alle. God jul till alla. Hyvää joulua kaikille. Kellemes Karácsonyi Ünnepeket. Wesołych Świąt dla wszystkich. Veselé Vánoce všem. Veselé Vianoce všetkým. Linksmų Kalėdų visiems. Priecīgus Ziemassvētkus visiem. Vesel Božič vsem. Sretan Božić svima. Счастливого Рождества всем. Щасливого Різдва всім. Сретан Божић свима. Честита Коледа на всички. Καλά Χριστούγεννα σε όλους. חג שמח לכולם . عيد ميلاد سعيد للجميع. Merry Christmas cho tất cả mọi người.

sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

TATURANAS

Nos meses de dezembro e janeiro elas aparecem. São comuns no sul do Brasil. Antes, há uns 30 ou 40 anos, predominava por aqui a taturana preta com a cabeça vermelha que a gente chamava de "bicho-cabeludo" ou "maranduvá". Nos dias atuais se vê taturanas de várias espécies, inclusive a que é conhecida como taturana-assassina que até o final da década de 1980 só era encontrada no Amapá. É possível que os desmatamentos na região norte do país tenham contribuído para a extinção de algum provável predador desse tipo de taturana. Especulo que por causa do aumento desenfreado da população desses bichos, eles resolveram se expandir para outros lados e vieram parar aqui.

Um bairro de Canoas, na região metropolitana de Porto Alegre, está infestado pelos tais maranduvás. Não são as Lonomia obliqua (nome científico da taturana-assassina), mas tomaram conta das ruas, das casas e caem até nas camas das pessoas, enquanto estas dormem. E queimam!

Quanto à Lonomia obliqua (ver foto), esta é perigosa porque possui um veneno que inibe a formação de fibrina no indivíduo vitimado pela sua queimadura. A fibrina é responsável pela coagulação do sangue e a sua diminuição pode causar graves hemorragias. O Entomologista do Butantan, Roberto H.P. Moraes, especialista em insetos, dá o quadro resultante: "A pessoa sangra pelo nariz, pelas gengivas e por vários órgãos do corpo". A gravidade do caso depende da toxina liberada pela lagarta.

As árvores são o local favorito desses bichos, e o risco é maior se alguém, por acidente, toca em várias lagartas ao mesmo tempo. Quando isso ocorre, é necessário que se busque socorro médico imediato. O antídoto para a toxina da taturana é o soro antilonômico, desenvolvido pelo Instituto Butantan, em 1995.


No site http://www.macrofotografia.com.br/, de Tacio Philip, é possível visualizar vários tipos de lagartas e muitas outras espécies de insetos. Vale ir lá conferir.

E para não deixar dúvidas: Queimadura de taturana pode matar.

Foto: Mundo Estranho - setembro/2002.

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

NA BEIRA DO MAR

Nas revistas, jornais, rádio e TV muito se comenta sobre os perigos da exposição à luz solar, principalmente entre 11 da manhã e 5 da tarde, se considerarmos o horário de verão. Protetores contra os raios UV-A e UV-B existem a escolher nas farmácias, nos supermercados e em lojas especializadas. Pouco se ouve falar, todavia, nos perigos do mar, os quais somente são ressaltados quando uma ocorrência mais grave reacende um sinal de alerta que deveria estar permanentemente conectado aos sentidos de todos os banhistas.

Tomar banho somente nos locais cobertos por salva-vidas e respeitar as bandeiras de advertência [verde, amarela ou vermelha] é a regra nº 1. A regra nº 2 é obedecer a regra nº 1. O descuido, a negligência ou os caprichos do mar, todavia, podem fazer com que alguém venha a passar por grandes apuros. Quanto à expressão "caprichos do mar" quero dizer que o mar, regulado pelo vento, pela atividade vulcânica submarina, pelo movimento da crosta terrestre e pela ação gravitacional da Lua, é imprevisível. Na beira do mar esta característica pode ser observada pela constante alteração dos locais dos bancos de areia e buracos em dias de vento mais forte ou em uma certa manhã posterior a uma noite de mar agitado.







Nos verões do Cassino, que é a praia mais próxima de onde eu me encontro, uma série de ondulações (bancos e cavas) sucessivas se prolongam paralelamente à praia, alternando zonas mais profundas com zonas mais rasas à medida que se anda mar adentro. O Laboratório de Oceanografia Geológica da FURG, em levantamentos realizados em diversos verões, constatou que, em geral, existem dois bancos e duas cavas situados até uma distância de 120 metros da linha d'água. Na primeira cava as profundidades são menores e para quem não é bom nadador é bom parar por aí ou no próximo banco de areia. A segunda cava é mais profunda, o que para uma pessoa de estatura média (em torno de 1,70 m), pode significar água na altura do peito sem considerar a incidência e a força das ondas, causadoras de desequilíbrios indesejados. Em dias de vento Nordeste intenso a areia se move paralelamente à praia, e é aí que mora o perigo, porque as diferenças entre as cristas e as depressões aumentam, e se formam buracos de localizações muito variáveis. Então é hora de enquadrarmos a regra nº 3: Não ultrapasse a altura da sua cintura.

Mas ainda não terminou. Os espaços existentes entre dois bancos de areia enfileirados longitudinalmente, ou seja, ao longo da praia, permitem que entre eles fluam correntes perpendiculares que saem da praia em direção ao mar. São as chamadas "correntes de retorno". Quando as ondas quebram (arrebentação), formando aquela espuma bem visível, elas estão se chocando contra bancos de areia ou locais onde a profundidade do mar é muito menor em relação àquela em que as ondas vinham se desenvolvendo. Nos locais onde não há essa diferença de profundidade, as ondas não quebram e, consequentemente, não produzem a espuma. Elas simplesmente invadem a praia com força e retornam com a mesma força, arrastando o houver pela frente, formando um perigoso corredor de água mais turva. A regra nº 4 pode se enquadrar aqui: Não entre na água em locais onde o nível da areia da praia tiver uma inclinação bem mais acentuada em relação ao restante da orla. Ali, certamente, tem um enorme buraco, e com uma perigosa corrente de retorno.












Para identificar uma corrente de retorno devemos observar se:
- uma porção de água turva está passando entre uma zona de arrebentação;
- existe uma diferença na coloração da água (marrom, porque as correntes suspendem areia do fundo; azul mais escuro, devido a canais mais profundos);
- o local apresenta um formato de cogumelo quando visto de um lugar mais alto;
- as ondas não quebram ali, caracterizando um corredor por onde flui a corrente;
- a superfície do mar parece mais "crespa" no local da suposta corrente;
- existe espuma se movendo em direção ao mar aberto.

Se um banhista ou surfista for apanhado por uma corrente de retorno deve pôr em prática a regra nº 5: Não entrar em pânico, nem tentar nadar contra a corrente. A regra nº 6 vem a seguir: Nadar em paralelo com a praia até que esteja fora da corrente. As correntes de retorno, na maioria das vezes, não ultrapassam os 12 metros de largura. Os bancos de areia, onde as ondas quebram, estão muito próximos, e são facilmente identificados pela espuma da quebra das ondas, as quais podem ser aproveitadas para o impulso final de volta à praia.

Se, ainda assim, o indivíduo não conseguir sair da corrente, entra na parada a regra nº 7: Boiar, calmamente, até que a corrente enfraqueça (geralmente além da arrebentação, na zona denominada "cabeça". Nadar, então, na diagonal em direção à praia.

Se nada disso der certo, o jeito é apelar para regra nº 8: Boiar (lembrar-se que no mar é bem mais fácil boiar em função da sua densidade, que é maior em relação à da água doce, basicamente por causa da salinidade, embora outros fatores possam contribuir para aumentá-la ou diminuí-la) e pedir ajuda.












Em resumo, é melhor sempre obedecer às regras nºs 1 e 2 para nunca ter problemas com o mar.

Bom veraneio.

domingo, 14 de dezembro de 2008

sábado, 13 de dezembro de 2008

COLORIZADAS

Outro dia achei umas fotos antigas, em preto & branco, nos arquivos familiares e imaginei que elas reproduziriam melhor o passado que lhes moldou o cenário se pudessem ser apreciadas com as cores originais do ambiente da época. Então peguei uns lápis de cera e fui perguntando para a minha mãe [que aparece de blusão verde na primeira foto] se ela lembrava das roupas, do local e do ano de cada um dos registros fotográficos. Pintei as fotos conforme as informações que obtive dela, e saiu isto aí. É óbvio que não colori diretamente as fotografias. Tirei uma cópia de cada uma, pintei [tal e qual uma criança do jardim de infância] e tirei nova cópia de cada uma das fotos já colorizadas.


As Noivas, 1952. O local da foto é uma praça na cidade de Rio Pardo, RS, que fica entre as ruas Arthur Falkemback e São Francisco (ver mapa) e as modelos são, da esquerda para a direita, a minha mãe e as minhas tias [todas cunhadas entre si, não irmãs].










Festa em Família, 1966. Esta é uma família de amigos, com os quais mantemos relações de amizade há 48 anos, e que na ocasião comemorava o aniversário do jovem Elias [o rapaz mais alto] na sua residência, na Rua Flores da Cunha, em Bagé. RS.

A Visita da Prima, 1963. O fotógrafo desta aí foi contratado exclusivamente para o aniversário deste cara aí [que sou eu]. Dentro do que consegui lembrar, "retratei" as cores originais do ambiente. E o local é a casa vizinha à da família retratada acima, em Bagé, RS.








Para aumentar as imagens, é só clicar em cima das mesmas, como de praxe.
Posted by Picasa





EM TEMPOS DE CAMPANHA POLÍTICA

  Em tempos de campanha política as esposas dos candidatos a Governador do Estado de São Paulo também resolveram participar, conforme os reg...