segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

UMA APOSTA ARRISCADA

A aposta dizia respeito à novela "Passione", exibida pela Rede Globo entre 17/05/2010 e 14/01/2011. "Quem matou o Saulo?" era a pergunta que não queria calar.
Para me exibir, resolvi arriscar, uns dois meses antes do desfecho, quando ela (Clara) ainda estava "boazinha", trabalhando como faz-tudo na pizzaria:
- "Quem matou o Saulo foi a Clara! Aposto 10 rapadurinhas de amendoim como foi ela!"

O pai da minha mulher não resistiu à oportunidade de ganhar 10 rapadurinhas, que estavam ali, prestes a cair do céu, e aceitou de imediato a provocação, respondendo:
- "Eu não sei quem matou, mas aposto que não foi ela."

E firmou-se o acordo.

E foi "nos acréscimos" da novela que eu ganhei as tais rapadurinhas. E ganhei porque o autor, desesperado com as especulações das revistas especializadas em fofocas e novelas, foi ficando num beco sem saída, e teve que improvisar no final, só para não dar o braço a torcer.

Mas isto tudo já é passado, e as 10 rapadurinhas demoraram para sair, mas vieram. Eu não resisti e estou publicando aqui, devidamente registrado, o acerto de contas.
Cena 1 - A recepção.

Cena 2 - O pagamento.
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quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

O BEIJO NO ESCUDO E OUTRAS DEMAGOGIAS


Foto: Agência Photocâmera

O que querem dizer os jogadores de futebol quando fazem um gesto como este durante a comemoração de um gol?
A maioria deles quer dar a entender que ama aquela torcida e, conseqüentemente, o clube que defendem.
E quando resolvem beijar o escudo do clube?
Aí querem dar a entender à torcida que amam o clube e, talvez, também os torcedores.
"Querem dar a entender" é a expressão certa porque se as sombras desses caras falassem, ou se manifestassem de forma independente dos seus projetantes, diriam ou demonstrariam que tudo isto aí não passa de fingimento.
Eles "amam" apenas temporariamente o clube que os contrata, em agradecimento à oportunidade que receberam depois de algum tempo no ostracismo ou em descrédito junto ao seu antigo "amor". Sim, porque é mais do que comum, hoje em dia, o beijo em escudo de clube e outras adulações, como se o grande amor declarado num momento de satisfação pessoal, fosse eterno.

Tem jogador brasileiro por aí que já beijou os escudos de mais de uma dezena de clubes. Os torcedores, cegos de paixão pelo seu time, na hora do gol, vêm no beijoqueiro de ocasião um herói digno da imortalidade.

Se eu tivesse que dar um conselho a esses beijoqueiros de escudos que se dizem profissionais de futebol, diria a eles que parassem de fazer esses gestos, pois a camisa e o próprio escudo dos clubes são sagrados para os seus torcedores, e quem beija ou venera esses símbolos sagrados num momento, compromete-se para sempre a amá-los de verdade, e esse não é o caso dos profissionais de futebol que vivem mudando de clube, de cidade e de país. Eles que "amaram" todas as torcidas e todos clubes por onde passaram, na verdade, salvo honrosas exceções, só amam (sem as aspas e no tempo Presente) o dinheiro, a si próprios e às suas famílias, como não poderia deixar de ser.

Quem deve amar o clube é o torcedor, a quem é dado o direito divino de beijar camisa e escudo. Justifica-se, por outro lado, o beijo na camisa ou no escudo e os gestos explícitos de amor dirigidos a clube e torcida se o jogador, no seu íntimo, é, de verdade, torcedor daquele determinado clube. O resto é propaganda enganosa.

As fotos acima são do mesmo jogador. Em ambas ele está comemorando um gol, e nas duas cenas [uma de temporadas passadas, outra deste início de temporada] ele lança às torcidas seu recado de "amor eterno". Amor ao FFC, ao GFBPA e a quem mais?
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CHEVROLET BRASIL 3100

2011, manhã de 26 de janeiro. Não é todo o dia que se vê um destes, exceção feita aos que passam por um caprichado tuning, onde muita coisa acaba mudando.
Neste caminhão/pick-up [que eu acho que foi fabricado em 1958] até a pintura é original. Não fossem os faroletes de milha, discretamente instalados sobre o pára-choques dianteiro, tudo estaria certo.

O veículo estava estacionado em frente à Praça Ozy Teixeira, na rua de mesmo nome, quase na esquina da rua Benjamin Constant, em Encruzilhada do Sul, RS. Duas horas mais tarde tinha desaparecido. Isto quer dizer que anda rodando, às mil maravilhas, por aí.
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IMPRESSORAS E TINTA

O internauta Flávio Tubino, indignado, postou, em 27/10/2009, este desabafo em um site (http://www.blogtec.com.br) por aí:
"A minha HP J5780 queimou a placa controladora com pouco mais de 500 folhas impressas, dois meses após vencer a garantia, não há esta placa no mercado nacional e hoje tenho uma bela sucata sobre minha mesa, praticamente nova."

Pois aconteceu a mesma coisa com a minha HP Deskjet F380. Cheguei à conclusão que o problema foi causado por vazamento de tinta. Os caras que recarregam os cartuchos originais [que vêm de fábrica só com 4 ml de tinta] botam tinta demais para provar que vale a pena recarregar os cartuchos. Os usuários achando que vão levar vantagem, deixam de comprar os cartuchos originais que são muito caros, mandam recarregar ou compram cartuchos compatíveis, o que sai muito mais barato. Só que esquecem de levar em conta que quando o cartucho é recarregado, é impossível deixá-lo imune a vazamentos, como o dito cujo que vem de fábrica.

Quanto aos tais compatíveis, desconfie sempre, pois eles também podem vazar, só que de outra forma: pelo próprio sistema de injeção de tinta (sai tinta demais). Aí o barato sai caro. Isto tem implicação com a primeira impressora que eu tive, uma Cannon F-330 que teve problema na cabeça de impressão que custava mais caro do que uma impressora nova.

Em resumo, o que não tem remédio, remediado está, então comece tudo outra vez. Ponha a sua multifuncional detonada no lixo ou à venda [como sucata] para uma Assistência Técnica em Informática, compre uma nova (HP?) e, quando for a hora de repor a tinta não mande recarregar os cartuchos originais (as lojas que vendem cartuchos originais e compatíveis compram cartuchos originais vazios. Venda-os lá). Com o dinheiro da venda dos cartuchos originais [e mais algum] compre cartuchos originais novos.

SIMO HÄYHÄ, O MELHOR DE TODOS

Kollaa - Rio com 76 quilômetros de extensão na República da Carélia, Rússia. Ele começa a partir do Lago Kollasjärvi, no Distrito Suoyarvsky e flui para o lago Tulmozero, no disrito de Pryazhinsky.
Antes da Segunda Guerra Mundial, a nascente do rio fazia parte do município finlandês de Suistamo. Dali ele penetrava em território soviético (Suojärvi Tulemajärvi, na Rússia).
Durante a Guerra de Inverno, em 1939, essa área foi cenário da chamada Batalha de Kollaa. Com o fim do conflito mundial, os locais de batalha em torno do rio passaram a ser considerados aéreas de preservação e turismo.


Simo Häyhä (pronuncia-se simo ráirra), nasceu em Rautjärvi, Finlândia, em 17/12/1905. Aos 20 anos, ingressou no exército para prestar o serviço obrigatório e, em ato contínuo, denotando notável aptidão para a vida militar, foi servir na Guarda Civil Finlandesa, na zona de fronteira com a União Soviética.


Chamado ao serviço ativo do exército quando Stalin ordenou a invasão da Finlândia (30/11/1939), Häyhä foi designado para a 6ª Companhia do 34º Regimento de Infantaria, participando de uma batalha épica [que foi chamada de "O Milagre de Kollaa" (pronuncia-se col-láa)] onde, Sob temperaturas de -20ºC a -40ºC, 32 finlandeses neutralizaram 4.000 soldados soviéticos.

Häyhä usava um rifle Mosin Nagan M28, 7,62 x 54R (mesmo calibre do atual SDV Dragunov) regulamentar das tropas finlandesas naquela época, que ele dizia ser perfeito para a sua pequena estatura (1,60 m). Esse rifle não tinha mira telescópica, em teoria, algo imprescindível para um sniper, mas Häyhä recusou-se a trocar seu rifle pelo Mauser com mira telescópica que lhe foi oferecido em maio de 1940, e deu uma explicação para a negativa. As miras telescópicas quebravam e embaçavam no [con]gelado inverno finlandês e, pior do que isto, ele tinha que levantar a cabeça um pouco mais do que desejava para enquadrar o tiro, e isso para ele poderia significar a diferença entre matar ou morrer, uma vez poderia estar sendo "caçado" por vários snipers soviéticos.

Completamente camuflado de branco, Simo Häyhä tornou-se conhecido como “Valkoinen Kuolema” (pronuncia-se válconen culêma), ou “Morte Branca”, tendo eliminado 542 soldados soviéticos em 100 dias de atividade como atirador de elite ou, na verdade, 1 inimigo por hora de luz no curto dia de inverno no Ártico.

De fato, os russos estavam assustados com a estatítica de mortes obtidas pelo habilidoso sniper finlandês, e empreenderam desesperadas tentativas para eliminar o "estorvo", designando seus melhores snipers para a missão, assim como ataques de artilharia. Tudo o que conseguiram foi esfarrapar as costas do sobretudo de Häyhä, contudo ele não foi ferido.

1940, 6 de março. Simo Häyhä, o experiente sniper finlandês, foi atingido por um atirador soviético. A bala acertou seu rosto, ricocheteou em sua própria mandíbula e saiu de volta. Ele era, literalmente, um osso duro de roer, pois mesmo sangrando e a ponto de desmaiar, retomou seu rifle, apontou, atirou e matou o sniper inimigo que o atingira. Depois sentiu-se à vontade para desmaiar, ficando desacordado por uma semana inteira, em função da hemorragia. Os companheiros que o acudiram disseram que “metade de sua cabeça estava faltando”.

Pouco depois da guerra, Häyhä foi promovido diretamente de Cabo para 2º Tenente pelo Comandante-em-Chefe finlandês, Marechal-de-Campo Carl Gustav Emil Mannerheim. Depois foi submentido a várias cirurgias para reconstrução da mandíbula e bochecha, ficando muitos anos em recuperação.

Considerado uma grande personalidade nacional, o maior sniper da história, Simo Häyhä, faleceu na pequena aldeia de Ruokolahti, perto da fronteira com a Rússia, aos 96 anos de idade, no dia 1º/04/2002.




Fonte: Júlio César Guedes Antunes - Professor do Depto. de Computação do Instituto Federal do Norte de Minas Gerais e pesquisador de história militar com foco na Segunda Guerra Mundial.

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

O CASAMENTO DA PRINCESA SUZANA

Elegante, porém discreto. Esta foi a alternativa encontrada pela família real da Barzêmlia, um pequeno e quase desconhecido país, perdido por aí no mapa mundi, para o casamento da princesa Suzana, herdeira direta do trono do seu país. A explicação para a simplicidade da cerimônia reside no fato de que a rainha Rosane, esposa do rei, prefere não ostentar riqueza. Ela se diz uma pessoa comum, como todas as outras, assim como seu filho, o príncipe Fábio, que chega a disparar dos fotógrafos.

Suzana casou-se com o príncipe Thiago, da Luércia, em 22/01/2011, e com isto abdicou do seu direito de suceder [no trono] o rei Doberto, em favor de sua irmã, a princesa Renata. A Luércia é um distante país litorâneo que se destaca por suas praias paradisíacas.
Na foto acima, o rei Doberto I e sua filha, a princesa Suzana. A pequena aia é a princesinha Ana Julia, filha da princesa Renata.


Entre os convidados, merecem destaque especial o rei da Langônia, Marco I e sua família imperial. Eles viajaram durante dois dias e duas noites, em rica caravana que atravessou o inóspito deserto da Scadária.
- "Felizmente, chegamos a tempo de prestigiar a cerimônia!" - revelou-me o grande monarca.
No registro acima, o rei Marco I, sua filha, a princesa Fernanda, e a esposa, a rainha Denise.


Apesar de não pertencermos a nenhuma casa real, nós também fomos convidados, e os paparazzi, imaginando que éramos celebridades, solicitaram que também ensaiássemos uma pose para foto. O melhor que conseguimos fazer foi isto aí, abaixo.


ALVLAND
Alvland é um pequeno e próspero país que faz fronteira com o reino da Barzêmlia. O rei João Carlos I e sua esposa, a rainha Elaine, odeiam fotógrafos e não quiseram aparecer, mas permitiram que sua filha, a princesa de Alvland, se deixasse fotografar. Fábio, príncipe de Alvland, não pode comparecer à magnífica festa. Ele viajou com sua expedição para o norte, em busca de uma mina de pedras preciosas.


DUAS BELAS
Fecham com chave-de-ouro este registro, a princesa Fernanda, de Alvland, e a princesa Renata, agora herdeira do trono da Barzêmlia, acima.
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EM TEMPOS DE CAMPANHA POLÍTICA

  Em tempos de campanha política as esposas dos candidatos a Governador do Estado de São Paulo também resolveram participar, conforme os reg...