quarta-feira, 29 de agosto de 2012

AMIGOS PARA SEMPRE

1982
Julho de 1982. Nenhum destes 5 jovens, de mais ou menos 19 anos, que posaram para uma foto no Lago Copco/California, imaginou que a cena se repetiria 5 anos depois, e depois disso se tornaria uma tradição que persiste até hoje.



No interior do pote de vidro da foto pioneira está a barata de estimação do grupo.
Os potes foram mudando, mas a cena da exposição é a mesma em todas as fotos.
A barata já não é mais a mesma, e se deixou descendentes, a que está no pote de 2012 é da décima quinta geração.

1987
1992

1997

2002





2007

2012






































































































Da esquerda para a direita, em todas as fotos: John Wardlaw, Mark Runer, Dallas Burney, John Molony - o do pote de vidro com a barata - e John Dickson.

Fonte CNN

terça-feira, 28 de agosto de 2012

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

O TRIÂNGULO ROSA

Triângulo Rosa: um homossexual no campo de concentração nazista
Jean-Luc Schwab e Rudolf Brazda, Ed. Mescla Editorial.

Por Tiago Elídio

Embora os judeus sejam os mais lembrados quando se fala nas vítimas da barbárie nazista, não se pode esquecer que outros grupos também foram perseguidos e assassinados pelo regime de Hitler, como os homossexuais. Este livro conta um pouco mais sobre essa parte da história, oculta por tanto tempo. Ao contrário dos judeus, que, logo após o fim da guerra, puderam relatar abertamente o que havia se passado com eles durante esse período, os homossexuais tiveram de se calar, pois as leis homofóbicas continuavam em vigor. Eles, portanto, não podiam expor suas histórias. Somente quando essas leis foram revogadas, muitos anos depois, eles enfim deram seu testemunho. Rudolf Brazda, nascido na Alemanha, filho de pais tchecos, foi um dos últimos sobreviventes homossexuais a relatar a perseguição pelos nazistas e sua deportação a um campo de concentração. Seu confidente foi Jean-Luc Schwab, que tomou seu depoimento e o complementou com uma profunda pesquisa histórica, redigindo um importante livro que traz à tona informações pouco conhecidas sobre o período. Com a ascensão dos nazistas ao poder, a vigilância social se intensificou muito com relação aos homossexuais, pois, no código penal alemão, desde 1871, o parágrafo 175 condenava atos sexuais entre pessoas do mesmo sexo. Assim, durante o regime totalitarista, cerca de 100 mil homossexuais foram fichados. Destes aproximadamente 10 mil foram enviados aos campos de concentração. Entre eles, Brazda, que em 8 de agosto de 1942 foi mandado a Buchenwald, onde portou o malfadado triângulo rosa em seu uniforme de detento. O livro oferece, dessa forma, um panorama da vida de Brazda e do contexto histórico no qual estava inserido, evidenciando a questão pouco documentada da deportação por homossexualidade. Como diz Schwab em seu epílogo, “deve-se continuar alerta, lutar e avançar”, pois, afinal, as perseguições aos homossexuais ainda continuam. Dessa forma, é muito importante que esse passado seja rememorado.

Tiago Elídio - Mestre em Teoria e História Literária pela Unicamp, pesquisou e traduziu o livro Eu, Pierre Seel, deportado homossexual (Cassará, 2012).

Fonte: http://www.diplomatique.org.br

terça-feira, 21 de agosto de 2012

A MURALHA DE ADRIANO

Concebida pelo imperador romano Adriano, no ano 122, a muralha tinha o objetivo de separar e proteger o território romano das incursões de tribos bárbaras, e foi edificada [entre 122 e 126] por soldados romanos - cada centúria* era obrigada a levantar a sua parte da muralha - ao longo do que hoje [mais ou menos] compreende a fronteira da Inglaterra com a Escócia.

A fortificação construída com pedras e turfa, tinha 80 milhas romanas (cerca de 118 km), 4,5 metros de altura por 2,5 metros de largura. O topo era percorrido por uma estrada de 1 metro de largura que interligava as torres de vigia e os quartéis erguidos ao longo da própria muralha.

Em seguida, muitas cidades foram construídas baseadas na rota da Muralha de Adriano, acentuando a importância da mesma e intensificando o contato entre diversas comunidades romanas.

Após a morte de Adriano, em 138, o novo imperador, Antonino Pio, abandonou a muralha, deixando-a em plano secundário, somente como ponto de apoio à expansão que pretendia realizar. Uma nova muralha, mais reforçada - chamada Muralha de Antonino - foi erguida, cerca de 160 km ao norte.

Todavia, Antonino não obteve sucesso em suas tentativas de conquistar as tribos do norte. Seu sucessor Marco Aurélio abandonou a nova muralha e reocupou a Muralha de Adriano, tornando-a novamente a principal barreira defensiva romana, em 164.

A muralha permaneceu ocupada por tropas romanas até que estas se retiraram da Grã-Bretanha no final do século IV.

Apesar de grande parte da Muralha de Adriano ter desaparecido em função de sucessivas retiradas das suas pedras por parte dos habitantes das redondezas e, muito depois, no século XVIII, para a construção de estradas, a preservação de uma boa parte se deve a John Clayton, um advogado que se tornou secretário municipal de Newcastle, em 1830.

Para evitar que agricultores da região retirassem as pedras da muralha, Clayton começou a comprar algumas propriedades que continham parte das muralhas e, aos poucos, foi conseguindo restaurar essas porções.

Após a morte de Clayton, em 1890, essas terras foram perdidas por seus familiares, devido a dívidas de jogo.

Mais de um século depois, em 1987, a Muralha de Adriano foi elevada a Patrimônio Mundial pela UNESCO. O English Heritage declarou que a considera "the most important monument built by the Romans in Britain".

*Uma Centúria no exército romano correspondia a 80 soldados comandados por um centurião.

sexta-feira, 17 de agosto de 2012

ENTREVISTA COM PC FARIAS


Em entrevista póstuma, PC Farias comenta o Brasil de hoje...

Por Valacir Marques Gonçalves

No ano de 1973, o jornal “O Pasquim”, “bíblia” de uma geração, publicou uma entrevista póstuma com Noel Rosa - o grande Noel, de “Palpite Infeliz” e “Ultimo Desejo” -, falecido em 04 de maio de 1937. A primeira providência dos entrevistadores foi pedir desculpas aos leitores, lembrando que ele estava há muito sem dar entrevistas…
Gostei da ideia.Vendo o que anda acontecendo por aí, resolvi imaginar uma entrevista com o falecido PC Farias - um “exemplo” ainda para muitos... Para os jovens, esclareço que falo de Paulo César Farias, vulgo “PC”, tesoureiro de campanha do ex-presidente Fernando Collor, que renunciou após de ter sido acusado de várias irregularidades e sofrer um processo de impeachment. Collor, que renunciou para não ser afastado, e que, depois dos oito anos regulamentares, está aí outra vez: é senador da República, com a obrigação de cumprir todos os deveres de um senador e, principalmente, gozar de todos os direitos...
Sei da minha responsabilidade, o personagem faz parte da nossa história... Figura emblemática, símbolo de uma época, ele tem muito a dizer, muito a revelar. Na entrevista “concedida” pelo Noel, as “respostas” foram retiradas de letras das grandes canções escritas por ele. Já o PC não escreveu nada, mas muitos gostariam de saber a opinião dele sobre o Brasil atual, sobre seu desaparecimento, sucessores, vitórias, derrotas, arrependimentos e por aí afora. Arrisco-me a imaginar o que ele responderia… A primeira pergunta seria o que ele acha dos seus sucessores. Olhando o atual cenário, diria que, comparado com eles, hoje ele seria apenas um “trombadinha” incompetente, sem talento para gozar a vida com toda a plenitude que um país como o Brasil proporciona...
Depois perguntaria qual a frase que mais o fascinou depois que saiu do poder. A resposta é fácil de ser prevista. Certamente ele diria que foi a inesquecível: “Sai daí Zé, sai ligeiro!”. Por que ele escolheria essa? Não é difícil imaginar, pois só o “Zé” conseguiu rivalizar com ele na concentração de poder e na proximidade junto aos presidentes que ajudaram a eleger. Os dois tiveram dias de glória, foram bajulados e alvos de todo tipo de holofote. Mas com uma grande diferença: PC foi preso e algemado...
Perguntaria também ao PC se ele se considera injustiçado. A pergunta não poderia deixar de ser feita. A resposta é previsível, pois está sendo copiado... Ele responderia que não fez nada, que foi tudo armação, que era uma pessoa do bem, embora soubesse que, já naquela época, o inferno estava cheio de pessoas bem intencionadas… Na prática, todos puderam ver o que aconteceu quando ele foi investigado. Alguns disseram que realizaram um trabalho brilhante na apuração dos fatos, indiciando o tesoureiro em dezenas de inquéritos. Mas todos sabem que ele foi assassinado numa casa na beira da praia, na cama, ao lado de uma bela jovem com quase a metade da sua idade… Certamente PC não “entregaria” que estava satisfeito com a vida que levava. Mas, se aquilo era algum tipo de castigo, serviu de inspiração para muitos...
Perguntaria também sua opinião sobre o mensalão. O que ele está achando do julgamento. Ele diria que está bem mais fácil lidar com dinheiro público, que as coisas estão mais acessíveis para quem transita na área onde ele era mestre… Que está assistindo o julgamento na TV e ficou impressionado quando um defensor de um dos réus disse que o presidente sabia de tudo e foi o mandante. Que ficou pasmo quando outro disse que “a piscina do Procurador está cheia de ratos, mas as ideias dele não correspondem aos fatos”... Que achou incrível outro dizer que a participação do seu cliente foi só a de “tomar uma cachacinha bem pequena com o presidente”. Que os defensores estão mais ousados, que no seu tempo eram bem mais contidos...
Ouvindo tudo isso, certamente PC falaria que viveu na época errada. Que hoje ninguém corre risco de ser algemado e transportado em camburões desconfortáveis, com a imprensa em cima, mostrando “a rapaziada” em situação difícil e com “cara de culpado”… Que no seu tempo, por muito menos, milhões de pessoas pintaram a cara e foram para a rua exigindo punição para um presidente.
Minha última pergunta seria sobre quem foram seus algozes. Quem foram os caras que o mataram quando dormia em casa com sua bela namorada. Com aquela “cara de pau” que o caracterizava, falaria que essa é uma pergunta embaraçosa… Que desde que sua vida acabou, ele prefere olhar “de longe” toda a lama que anda rolando por aí. Que seu “código de ética” continua intacto, que jamais entregaria pessoas que, apesar de tudo, mantiveram grandes segredos depois da tragédia… Não poderia encerrar sem perguntar se ficou alguma mágoa da Polícia Federal. Ele diria que não gosta de polícia, que antes de morrer rogou uma praga para que a instituição jamais ficasse forte o suficiente para acabar com a bandalheira que teima em desafiar a tudo e a todos - parece que ele foi atendido...
Satisfeito, encerraria a entrevista, agradecendo ao PC pela sua boa vontade em falar um pouco sobre o passado e o presente. Tomara que seus sucessores sejam castigados, mas em vida. Seu mau exemplo precisa servir para alguma coisa, as lições precisam ser aprendidas.

Obrigado Paulo César. Descansa em paz.

Grande PC.

blog    www.valacir.com

terça-feira, 14 de agosto de 2012

LISTERIOSE

2012, 13 de agosto - porto de Vladivostok. A Vigilância Veterinária das regiões de Primorie e Sacalina, no extremo oriente da Rússia, detectou bactérias perigosas em um lote de frangos provenientes do Brasil.

Segundo informação da agência IA Kazakh-Zerno, foram realizados testes em laboratório que identificaram agentes de LISTERIOSE nos frangos brasileiros.

A listeriose é uma doença grave, causada, principalmente, pelo consumo de alimentos contaminados com a bactéria Listeria monocytogenes. A incidência da listeriose tem aumentado nos últimos anos, assim como a população de risco para esta infecção.

De acordo com o Serviço Federal de Vigilância Veterinária e Fitossanitária da Rússia, 24 toneladas de frangos contaminados foram enviados de volta ao Brasil.

A bactéria L. monocytogenes não ocorre somente em produtos de origem animal. Ela pode estar presente também no ambiente agrícola solo-água-planta, uma vez que é resistente a várias condições adversas, como elevada acidez e concentração de sal. Além disso, é capaz de crescer em baixas concentrações de oxigênio e sob temperaturas medianamente refrigeradas, sobrevivendo por longos períodos no ambiente, nos alimentos, nas fábricas de produtos alimentares e nos refrigeradores domésticos.

Os sintomas da doença são semelhantes aos de uma gripe (não confundir com a chamada Gripe do Frango que é causada por mutações do vírus Influenza - H5N1), afetando mais comumente as pessoas com baixa imunidade devido a doenças crônicas e uso constante de medicamentos, grávidas, recém-nascidos e idosos.

Para saber mais sobre a Listeriose descrita nesta postagem, sugiro consulta à publicação

DISSEMINAÇÃO DE CEPAS DE Listeria monocytogenes NA CADEIA PRODUTIVA DE FRANGOS NA REGIÃO SUL DO RIO GRANDE DO SUL ANALISADA ATRAVÉS DE PFGE - Departamento de  Ciência e Tecnologia Agroindustrial / Faculdade de Agronomia Eliseu Maciel / Universidade Federal de Pelotas.


Fontes:
Escola Superior de Biotecnologia - Universidade Católica do Porto / Distrito do Porto /  Portugal;
Gazeta Russa.

USANDO E ABUSANDO DA CALF RAISE MACHINE

2026, 12 de maio. Um dos objetivos aqui era exercitar o chamado segundo coração. Assim, contando com o auxílio da calf raise machine (máq...