domingo, 28 de outubro de 2012

THE WAR IS OVER

Times Square - New York, EE.UU., 14 de agosto de 1945 - 12:00 h. O Imperador japonês Hirohito, horas antes, havia aceitado os termos de rendição da Declaração de Potsdam [publicada em 26 de julho de 1945 por Harry S. Truman, Winston Churchill e Chiang Kai-Shek]. O término oficial da II Guerra Mundial estava encaminhado.

A euforia que tomou conta da população civil e militar americana ficou muito bem explícita neste flagrante aí, que publicado na revista Life e [depois] em todos os jornais do mundo, marcou o fim da guerra e se transformou num símbolo de paz e amor.

Imagino que, em êxtase, o marinheiro da foto tenha feito uma aposta com seus colegas de farda que beijaria a primeira mulher bonita que cruzasse o seu caminho.
Assim, o fotógrafo Alfred Eisenstaedt (Dirschau/Polska, 06/12/1898 — New York/USA, 24/08/1995), atento, registrou, quiçá, sua foto mais significativa.

Copyright:Time & Life Pictures
By/Title:Alfred Eisenstaedt/Contributor
Date Created:14 Aug 1945 12:00 AM
City, State, Country:New York, NY, United States
Credit:Time & Life Pictures/Getty Images
Collection:Time & Life Pictures
Source:Time & Life Pictures
Date Submitted:12 Aug 2005 03:24 PM
File Size/Pixels/DPI:8014K/8172x6415/409
Keywords:Special Collections, Best Of Life, Kissing, Wars, WWII, Public Reaction, Vj Day, US, Special Collections, Famous Picture, Special Collections, 20th Century Select, TIMEINCOWN


Segundo a Agência Reuters "A identidade da enfermeira na foto não ficou conhecida até o final dos anos 1970, quando Shain escreveu ao fotógrafo dizendo que ela era a mulher da foto tirada no dia 14 de agosto na época em que trabalhava em um hospital da cidade de Nova York. A identidade do marinheiro continua controversa e desconhecida."

Edith Shain, a enfermeira, morreu em 20/06/2010, aos 91 anos, em sua casa - Los Angeles/California.

sábado, 27 de outubro de 2012

IT'S TOO LATE - CAROLE KING

Esta é do tempo em que eu era escoteiro.
É a terceira faixa do LP Tapestry, de 1971, álbum que figurou durante quinze semanas no topo das paradas de sucesso dos EE.UU. e rendeu à autora quatro Grammy: Álbum do Ano; Melhor Performance Vocal Pop; Gravação do Ano (It's Too Late); e Canção do Ano (You've Got a Friend).

YouTube - Enviado por LiveSessions em 11/10/2010
Singer Songwriters at the BBC


BONDINHO

Praia Vermelha, Rio de Janeiro, 1908. Durante a comemoração do centenário da abertura dos portos da cidade do Rio de Janeiro, ordenada por D. João VI, o engenheiro Augusto Ferreira Ramos (Cantagalo, 1860 — Rio de Janeiro, 28/07/1939) olhou para cima e imaginou a construção de um caminho aéreo entre os morros da Baía de Guanabara. O objetivo óbvio era promover uma vista privilegiada da cidade, o que atrairia turistas de todas os lugares. Talvez de todos os lugares do mundo.

Com o apoio do governo e um capital inicial de 360 contos de réis, ele fundou a Companhia Caminho Aéreo Pão de Açúcar e deu sequência ao projeto, cuja execução, que mobilizou centenas de operários, começou em 1910 e durou dois anos, consumindo uma verdadeira fortuna - algo em torno de 2 milhões de contos de réis.

A ligação entre a Praia Vermelha e o Morro da Urca, com 575 metros, foi inaugurada em 27 de outubro de 1912, mas ainda faltava unir o Morro da Urca ao Pão de Açúcar. Quase 3 meses depois, em 18 de janeiro de 1913, foi inaugurado o trecho final do trajeto, com extensão de 750 metros.

Como foi feito

Uma equipe de mais de 100 operários-alpinistas foi designada para levar as peças de um guincho manual e demais equipamentos que, juntos, pesavam cerca de 4 toneladas, até o alto do morro da Urca. Enquanto isto, lá embaixo, outra equipe de operários rasgava a floresta, arrastando um cabo de aço até a base do morro. O guincho montado pelos alpinistas no alto do morro serviu para puxar, com uma corda, a ponta do cabo de aço que lá foi ancorada, passando a servir, dali por diante, como um elevador de carga de todas as peças necessárias para a montagem da estação da Urca.

Da Alemanha vieram dois bondinhos construídos em madeira maciça que foram içados e acoplados às suas bases (os cabos de aço de ida e volta) por guindastes. Projetados para transportar 24 pessoas de cada vez, os bondinhos alemães permaneceram em atividade até o início da década de 1970, quando o projeto foi ampliado e novos teleféricos foram adquiridos pela Companhia. A capacidade de transporte dos bondinhos - que ao invés de dois, agora seriam quatro - subiu para 75 pessoas em cada um.

Foto acervo da Cia Caminho Aéreo Pão de Açúcar


Em 29 de outubro de 1972 os bondinhos, que ainda hoje estão em atividade, começaram a funcionar.

As normas internacionais de segurança recomendam que a cada 30 anos os cabos de transporte dos bondinhos sejam substituídos. Assim, em 31 de março de 2002, o complexo foi fechado não só para a troca dos oito cabos de sustentação do sistema, mas também para reformas gerais nos próprios bondinhos, nas lojas localizadas nos morros, na iluminação, nos complementos paisagísticos, etc.


A reinauguração do transporte teleférico Praia Vermelha/Urca/Pão de Açúcar e retorno ocorreu em 14 de junho de 2002. De lá para cá, considerando a média de 2.500 pessoas transportadas por dia, cerca de 9,5 milhões de passageiros utilizaram os serviços da Cia. Caminho Aéreo Pão de Açúcar, que deu tão certo, que está no ramo desde o começo de tudo.

Para saber mais, entre no site do bondinho.

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

OLÍMPICO TOTAL

Entre 1977 e 1980 o Grêmio FBPA, sob a gestão do presidente Hélio Dourado, dedicou-se a completar o anel superior do seu estádio, então chamado simplesmente de Estádio Olímpico.

Denominado durante o projeto e obras de "Olímpico Total", o estádio foi reinaugurado em 21 de junho de 1980, logo após o término do campeonato brasileiro, com um amistoso* contra o CR Vasco da Gama. A partir daí passou a ser conhecido como Estádio Olímpico Monumental.

* O jogo terminou com vitória do Grêmio por um a zero - gol de Baltazar.
Foto reprodução

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

DOLCE FAR NIENTE

2012, 14 de julho. Enquanto as feiras de artesanato e comércio da cidade do Rio Grande transcorriam normalmente no horário pós-almoço, o reservado da Rádio Nativa, àquela altura ainda não ocupado pela equipe da emissora, era o lugar mais tranquilo para quem não quisesse fazer nada.

Que o diga o cachorrinho. Alheio ao barulho e ao movimento, pegou no sono tão logo se empoleirou na poltrona que estava ali convidando pessoas, animais ou coisas a se instalarem sobre ela.

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

LINHA DE MONTAGEM

Não imaginavam, William e Mary - ele irlandês, nascido no condado de County Cork, em 1826, e ela, filha de imigrantes belgas, nascida em Detroit, Michigan, e 13 anos mais jovem do que o marido - que seu primogênito Henry estava destinado a perpetuar o nome da família, que viria a se transformar em uma das mais famosas marcas de automóveis de todos os tempos.

Henry Ford (Detroit/Michigan/USA, 30/06/1863 - Dearborn/Michigan/USA, 07/04/1947) foi o primeiro empresário a aplicar o método da montagem em série que resultou na produção de vários automóveis em menor tempo e com menor custo.

Na foto acima, publicada na revista americana The Literary Digest, em 07 de janeiro de 1928, os operários da Ford Motor Company trabalham na linha de montagem. O automóvel da frente parece ser um Modelo A/Tudor Sedan.

sábado, 20 de outubro de 2012

AQUECIMENTO GLOBAL E COMENTÁRIOS RELEVANTES


O mar congelado na Antártica bate recorde. Cadê o aquecimento global?


O Ártico no Polo Norte bateu o recorde de derretimento no verão. Este ano caminha para fechar como o mais quente da história. Foi o verão mais escaldante no Hemisfério Norte. Por outro lado, do lado de cá do mundo, surgem outras notícias. Os pinguins da Antártica não devem estar tão preocupados agora. O mar congelado que cerca a Antártica, no Polo Sul, bateu o recorde de extensão no inverno. A camada de gelo flutuante (que aparece em branco na imagem acima) chegou a 19,44 milhões de quilômetros quadrados em 2012, segundo o Centro Nacional de Neve e Gelo (NSIDC), dos Estados Unidos. O recorde anterior, de 2006, era de 19,39 milhões de quilômetros quadrados.
O mapa acima mostra a maior extensão já registrada. Foi feito a partir de imagens de satélite. A área em cinza escuro é de terra firme. O cinza claro são as geleiras que saem da terra firme, mas estão flutuando.
O que houve com o aquecimento global? O recorde na Antártica indica que a Terra não está esquentando? Não é bem assim. Primeiro, embora seja um recorde, a extensão de gelo atual não está tão distante da média. A linha amarela mostra a média da extensão de gelo nos meses de setembro entre 1979 e 2000. Em alguns lugares, especialmente no Mar de Bellingshausen, o gelo este ano está menor do que a média histórica.
O gráfico abaixo mostra a oscilação da extensão de gelo flutuante na Antártica. Aparentemente, há um aumento ligeiro nas últimas décadas.










Em comparação, o histórico do Ártico é bem claro. A calota polar está desaparecendo década após década no verão. Este ano o Polo Norte bateu mais um recorde histórico de pouco gelo no verão. O gráfico abaixo mostra a retração no gelo ártico desde 1979. A linha preta é a variação na extensão do gelo, ano a ano. A linha azul mostra a tendência.























Segundo os cientistas, o inverno com muito gelo na Antártica e o verão com pouco no Ártico são fenômenos distintos. Para os pesquisadores Claire Parkinson e Donald Cavalieri, da Nasa, agência espacial americana, os hemisférios da Terra têm uma grande variabilidade de um ano para o outro. Pode haver mais gelo num e menos no outro. Ou mais gelo em ambos. E menos gelo em ambos”, afirmam. “Apesar disso, as tendências de longo prazo são claras: a magnitude da perda de gelo no Ártico excede consideravelmente os ganhos na Antártica.”
Para os pesquisadores da Universidade do Colorado, que fazem parte da equipe do NSIDC, comparar as tendências de gelo do verão e do inverno em dois polos é problemático porque são dois processos diferentes. “Durante o verão, o gelo flutuante derrete e a superfície escura do mar aumenta o aquecimento. No inverno, há outros fatores, como nevascas no gelo e o vento. Pequenas alterações na extensão do gelo no inverno são um sinal mais ambíguo do que a perda de gelo no verão. A expansão do gelo no inverno da Antártica pode ser efeito de variações nos padrões de vento e queda de neve. Já o declínio do gelo no Ártico é mais ligado ao aquecimento global”, escrevem os pesquisadores no blog do NSIDC.

(Alexandre Mansur)

Comentários para “O mar congelado na Antártica bate recorde. Cadê o aquecimento global?”

  1. Douglas B.:
    Será que isso tem alguma relação com as massas de ar frio que não param de chegar no Brasil, mesmo o inverno tendo acabado e estando no meio de outubro?
  2. Juca Pato:
    ccccc…. Curioso como a mídia (e a ciência mainstream) se comporta sempre na defensiva. Qualquer dado que suporte minha pré-disposição em acreditar no que quero, será bem-vindo e potencializado. Ó, tá vendo? Eu não disse? Agora: quando há dados que podem sugerir o contrário do quero crer, bem, aí a conversa é diferente. “Não, veja bem, há diversos outros fatores que podem influenciar esse fato”. Qualquer verãozinho: óóó, é o aquecimento global, o AGA, tá vendo? Mais gelo no HS, no entanto, deve ser, bem, naturalmente por outros motivos. Nada a ver com a temperatura da terra né, claro. Aconteça o que acontecer, surjam os dados que surgirem, a teoria do aquecimento global nunca terá um arranhão sequer. Afinal, já tá mais pra religião do que pra ciência né? A proposito, recomendo dar uma olhadinha nos estudos da Geophysical Review Letters. Essas estatísticas e estimativas que temos sáo por amostragens paupérrimas. Esudos de sensoriamento remoto com estatística mais refinada e mais prudente sugerem um cenário bem diferente. Sem entrar no mérito das respostas eletromagnéticas da ionosfera diante de aquecimento ou resfriamento. Blablabla. Mas continuemos pregando a crença conveniente..
  3. Nilson de Simas:
    Existe um profissional brasileiro especialista nesta área, ele já deu diversas entrevistas televisivas, não lembro o seu nome, ele afirma e ostenta argumentos consistentes, dizendo que a Terra está passando por ciclos naturais e que a intervenção do Homem é pífia e insignificante em suas alterações. Logo, de pronto percebe-se que há interesses outros por trás desta falácia de aquecimento.
  4. José:
    O nome do especialista brasileiro é Luis Carlos Molion.
  5. ka:
    Essa aparente contradição entre o que acontece nos os dois polos, é muito polêmica, como ficou claro no artigo. Eu gostaria de sugerir mais um dado – que não está sendo levado em conta – que é a precessão do eixo terrestre. Isto causaria uma inclinação mais, ou menos, pronunciada em relação ao Sul e ao Norte.
  6. J.E.NARDINI:
    EXISTE UMA TEORIA,ACEITA POR VÁRIOS CIENTISTAS, QUE AFIRMAM E COMPROVAM QUE DEVERÁ HAVER UMA NOVA ONDA GLACIAL, AFETANDO PRINCIPALMENTE A EUROPA, QUE É REFRIGERADA PELAS ÁGUAS QUENTES DA CORRENTE DO GOLFO. COM A INTERRUPÇÃO DO FLUXO NORMAL DESTA CORRENTE, HAVERÁ O DESEQUILÍBRIO NO CLIMA DA EUROPA, TORNANDO-A MAIS GELADA, COMO O CANADÁ, QUE ESTÁ NA MESMA POSIÇÃO NO GLOBO TERRESTRE.
  7. Rafael:
    Este tipo de notícia é apenas de caráter informativo. O que é a variação do gelo de um ano para o outro em um período de 30000 anos. Não existe aquecimento solar, existem ciclos naturais de aumento e diminuição da temperatura. O homem não afeta o clima de maneira macro. Quem manda no clima do planeta é o sol, as correntes marítimas e as massas de ar, e só. Ainda nem de perto somos deuses.
  8. Roberto Theodosio Brandão:
    Existem interesses inconfessáveis em torno de meio ambiente, aquecimento global,etc. O Prof.Dr.Luiz Carlos Molion (Universidade Federal de Alagoas – UFAL está corretíssimo.
  9. Celso Moessa:
    O que manda no mundo chama-se dinheiro e poder…
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    Esta postagem é cópia fiel da reportagem publicada na revista Época 

USANDO E ABUSANDO DA CALF RAISE MACHINE

2026, 12 de maio. Um dos objetivos aqui era exercitar o chamado segundo coração. Assim, contando com o auxílio da calf raise machine (máq...