sexta-feira, 24 de junho de 2011

FUTEBOL NA DOSE CERTA

O Campeonato Gaúcho/2011 terminou para o Pelotas em 10 de abril. De lá para cá são mais de 75 dias sem jogar, e esse tempo ainda vai se estender, pelo menos, até o final de julho. Se houver a tal Copa Rio Grande do Sul, sempre rebatizada pela FGF com outros nomes (geralmente de ilustres desportistas gaúchos do passado), então é possível que tenha jogo - valendo o quê(?), não sei. Se o EC Pelotas não jogar a tal Copa, ou se ela não for realizada em 2011, os portões do Estádio da Boca do Lobo só vão reabrir para jogos oficiais em 2012, ou seja, o auri-cerúleo vai ficar 9 meses sem jogar uma partida oficial.
O mesmo sucederá com a maioria dos clubes gaúchos, exceto com aqueles que disputam ou vão disputar o Campeonato Brasileiro, dentro das séries A, B, C ou D.

Baseado nesta realidade, questiono o calendário do Campeonato Gaúcho, cuja a fórmula e tabela é adaptada à disponibilidade dos times principais da dupla Gre-Nal, que a partir do mês de maio precisam estar livres para cumprirem os jogos do Campeonato Brasileiro.

¿É justo tantos clubes ficarem sujeitos a terem que jogar de janeiro a [no máximo] até o final de abril ou início de maio, prazo implícito para o término do Campeonato Gaúcho?
Estádio da Boca do Lobo, visto pela Rua Anchieta. Ao lado, parte do prédio da churrascaria Lobão.

Penso que o Gauchão, assim como os campeonatos de todos os outros estados brasileiros, poderiam ser transformados em uma das séries do Campeonato Brasileiro, quiçá, uma Série E, que classificaria, por exemplo, 4 (quatro) clubes para a Série D do ano seguinte. Jogariam a tal Série E (ex-campeonato estadual) os clubes que não estivessem envolvidos nas demais séries do Campeonato Brasileiro. Isto quer dizer que, nos dias atuais, Internacional, Grêmio (Série A), Brasil de Pelotas, Caxias (Série C), Cerâmica, Juventude e Cruzeiro (Série D), não jogariam o ex-Campeonato Gaúcho, que seria transformado em um grupo da Série E, e poderia ser desenvolvido, por exemplo, de março a novembro. Os meses de janeiro e fevereiro ficariam só para a pré-temporada; o mês de dezembro seria o das férias dos atletas.
Todos os clubes jogariam o ano todo, e com objetivos bem definidos, sem mais invenções.
Diante destes argumentos pergunto a quem interessar possa:
  1. ¿Que vantagens existem por trás dos formulismos até hoje adotados pelas federações estaduais [e aceitos pelos dirigentes dos clubes] para manterem seus campeonatos - chamados de "laboratório" pelas grandes equipes - e que só podem ser disputados até o final do mês de abril de cada ano?
  2. ¿Por que não integrar todos os campeonatos do Brasil, de forma a manter a maioria dos clubes em atividade produtiva durante o ano todo?
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