sexta-feira, 8 de julho de 2011

TUDO IGUAL - LULU SANTOS

Pepeu Gomes, Herbert Vianna e Lulu Santos são 3 caras que, para mim, têm 3 coisas em comum: são excelentes como compositores, como intérpretes e como guitarristas. No vídeo, abaixo, o Lulu toca e interpreta uma das minhas favoritas.

O DOMINGO SANGRENTO - A DOIS PASSOS DA REVOLUÇÃO RUSSA

Até o início do século XX, a Rússia era um dos poucos países da Europa a manter um governo sustentado por uma nobreza latifundiária e caracterizado pela centralização do poder nas mãos do czar. A maioria da população era analfabeta e trabalhava no campo, vivendo em condições de extrema pobreza.
Para se ter uma idéia melhor do atraso em que vivia o povo russo, a Revolução Industrial que iniciara na Inglaterra na segunda metade do século XVIII, só chegou à Rússia cem anos depois. Aí sim, em cidades como Moscou e São Petersburgo surgiram grandes indústrias e os meios de transporte evoluíram com a expansão das ferrovias.
Apesar de aumentarem por lá as ofertas de emprego, as classes de baixa renda não tiveram melhorias em suas condições de vida. Então, idéias socialistas e anarquistas baseadas nas teorias de Karl Marx e Friedrich Engels começaram a ser difundidas entre os trabalhadores. Para completar, os problemas internos da Rússia ficaram ainda mais sérios por causa de uma disputa com o Japão por territórios na China, o que resultou na Guerra Russo-Japonesa (1904-1905). Além de perder a guerra, os russos mergulharam em grave crise econômica, aumentando o descontentamento de diferentes grupos sociais com o governo do czar Nicolau II (1898-1918). Então começaram a ocorrer greves e movimentos reivindicatórios, duramente reprimidos pela polícia do czar.
O chamado Domingo Sangrento foi um desses movimentos, onde cerca de 200 mil trabalhadores de São Petersburgo, então capital da Rússia, se concentraram em frente ao Palácio de Inverno, onde se encontrava o czar. Eles eram liderados pelo padre cristão ortodoxo Georg Gapon (1870-1906), e pretendiam entregar a Nicolau II um documento em que reivindicavam melhores condições de vida e de trabalho. As tropas do governo, indiferentes aos motivos da manifestação, receberam os manifestantes com tiros de fuzil. Nesse dia, 09 de janeiro de 1905 (pelo Calendário Juliano, que ainda era adotado na Rússia), muitas pessoas morreram.
Como conseqüência desse ato, novas greves e manifestações eclodiram em outras cidades da Rússia e no campo, e os trabalhadores começaram a criar novas formas de organização, como os conselhos de operários (sovietes), formados por representantes de fábricas e bairros operários. Ao mesmo tempo crescia entre os trabalhadores a influência do Partido Operário Social-Democrata Russo, de tendências marxistas, fundado em 1898.

O pintor Gemälde representou em tela o "Domingo Sangrento" (figura acima), onde os soldados do czar, enfileirados diante do Palácio de Inverno, acabam de atirar contra a multidão.

Fonte História e Vida Integrada. Piletti, Nelson; Piletti, Claudino; Tremonte, Thiago - p. 22, 23, 24.

quinta-feira, 7 de julho de 2011

AS MULHERES SÃO "BARBEIRAS"

Ann Arbor, Michigan/USA, junho de 2011. Homens e mulheres discordam amigavelmente sobre suas habilidades para conduzir veículos automotores, mas um estudo recente da Universidade de Michigan concluiu o que eu já sabia: As mulheres, em geral, apesar de dirigirem com mais cautela, são mais "barbeiras". E não quero dizer com isto que os homens estão isentos de cometerem erros crassos dirigindo seus automóveis, porque na verdade "eles" são bem mais imprudentes.

Os pesquisadores Brandon Schoettle e Michael Sivak, usaram dados de acidentes notificados à polícia norte-americana entre 1988 e 2007, e estudaram o efeito do sexo em seis diferentes tipos de colisões, baseados em ângulos de aproximação, direção e velocidade.

As mulheres conseguiram se "destacar" em cinco das seis possibilidades.

Abaixo, uma amostra inusitada do que os tais pesquisadores quiseram dizer. O registro fotográfico, que foi capa de um jornal em Campo Grande, MS, é de 2007.

Foto Adson Marques
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quarta-feira, 6 de julho de 2011

TRÂNSITO DE PELOTAS - UM "CAOS" GENERALIZADO

Caos. [Do grego cháos, através do latim chaos]. S. m. 1. História/ Filosofia. Nas mitologias e cosmogonias pré-filosóficas, vazio, obscuro e ilimitado que precede e propicia a geração do mundo; abismo: "Assim, o Deus poderoso, ardente de vida, faz surgir do caos o homem, a mulher, os astros". (Graça Aranha, A Estética da Vida, pp. 51-52). 2. Grande confusão ou desordem.

O trânsito das ruas centrais de Pelotas necessita de um projeto que seja compatível com as suas atuais necessidades. Mas isto requer a intervenção de profissionais com formação específica nessa área, o que há muito tempo parece que não vem acontecendo, pois o que se vê nas ruas, principalmente nos horários de pico, é o caos generalizado.
Atentem, para alguns exemplos:
  • os semáforos da D. Pedro II, cujo sinal amarelo (atenção!) não dura mais do 1/2 (meio) segundo, tempo insuficiente para uma reação segura dos motoristas;
  • a mão dupla na rua Barroso, onde os pedestres enfrentam uma verdadeira "roleta russa", transtorno que poderia ser evitado se o trânsito de veículos na via fosse ordenado em sentido único;
  • corredor de ônibus em via de mão dupla (D. Pedro II) - para comportar o corredor, a D. Pedro II também deveria ser uma via de mão única, e daria para aproveitar o espaço restante para implantar uma ciclovia;
  • a rua Gen. Neto, entre a JK e a Barroso, é tão estreita que também deveria ter sentido único (bairro/centro).
E assim outros problemas semelhantes, de fácil solução, poderiam ser identificados pelo poder público municipal e imediatamente abordados, sem comprometimento significativo das verbas do município.
Tenho certeza que a população de Pelotas ficaria mais feliz.
Atravessar a rua Almirante Barroso na esquina com a rua Dr. Cassiano do Nascimento, em Pelotas, RS, só é possível correndo, e correndo o risco de sermos atropelados.
A foto noturna sem flash é um propósito simbólico para a escuridão, as trevas, o caos que imperam no trânsito pelotense também durante o dia.

SÓNIA ARAÚJO

Esta musa é portuguesa, com certeza. Sónia Margarida Lebreiro Araújo (Porto, 24/11/1970) é formada em Direito (Licenciatura) pela Universidade Lusíada, do Porto, tem 1,65 m, olhos castanhos, e medidas de tão exatas proporções, que lhe dão o direito de integrar a equipe de musas deste blog.

Ela faz parte da equipe de apresentadores do programa Praça da Alegria, da RTP1 (Rádio e Televisão de Portugal), exibido de segunda a sexta-feira, das 10 às 13 h (horário de Portugal) - pelo horário de Brasília é das 06 às 09 da manhã. No verão português o programa fica mais animado e se transforma no "Verão Total", que também é apresentado à tarde, das 16 às 18 horas - que pelo horário de Brasília é das 12 às 14 horas, e a Sónia Araújo, que é capaz de me hipnotizar com sua beleza, também está lá.
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terça-feira, 5 de julho de 2011

ENTREVISTA COM O CAPITÃO

Ele me disse que navega por aí desde tempos muito remotos, quando uma parte do Brasil ainda pertencia à Espanha e outra era colônia de Portugal. Eu concordei, sacudindo a cabeça, mas ele se deu conta que o meu gesto não era verdadeiro, então me disse para esperar um pouco. Desapareceu por um instante e voltou, em seguida, trazendo um velho diário de bordo com páginas amareladas, mas muito bem conservadas. Abriu-o numa página qualquer, escrita em inglês, e narrou-me assim o seu conteúdo: "Diário de Bordo, 22 de junho de 1756. Hoje ancoramos na baía de uma ilha coberta de vegetação espessa que bem pode servir de esconderijo a uma embarcação como a nossa. A parada foi providencial para procurar provisões que incluem a caça a qualquer animal de bom porte que por aqui habite, e água para encher nossos barris até a boca. Não tenho homens doentes ou feridos, mas noto o cansaço e a descrença em seus semblantes, embora todos se mostrem animados e serviçais diante da minha presença. Não posso exigir-lhes mais do que têm dado a serviço de sua majestade, mas penso que mais tenazmente trabalharão, e desta vez para manter-se vivos, pois há três dias fomos atacados por uma nau de bandeira francesa que pusemos a pique, usando pouco mais de 1/3 dos nossos 44 canhões. Não sei porque sofremos esse ataque, mas no caminho até o Porto de Bristol teremos que redobrar a vigília ..."

Fiquei sem saber o que dizer, e o homem voltou-me as costas para ir embora. Então eu o chamei:
- Capitão!
- Sim?!
- O senhor ... me concederia uma entrevista?
- Não entendi!
- ... Eu pergunto e o senhor responde!
- Se não se importa de ficar de pé por bastante tempo... É que eu não tenho como acomodá-lo melhor.

Então comecei a perguntar, e ele a responder.

O SÉCULO XX: - O senhor disse, e até provou, que está neste mundo há bastante tempo, mas eu não entendi isto muito bem. Pode me explicar?

CAPITÃO: - Antes de tudo vou me apresentar: Meu nome é Nelson ... Robert Nelson. Eu sou ... não ...! Eu fui Almirante da Marinha do Rei George II. E agora estou aqui.

O SÉCULO XX: - Mas o senhor nasceu ...

CAPITÃO: - Nasci em 1697, durante o reinado de Guilherme III. Meu pai era construtor de embarcações e minha mãe o ajudava quando não estava cuidando de mim e de meus outros três irmãos. Com 16 anos ingressei como voluntário-aprendiz na Escola da Marinha Real Inglesa.

O SÉCULO XX: - E como faz para se manter sempre jovem? O tempo não passa para o senhor?

CAPITÃO: - Esta é uma história longa que eu nem gosto de lembrar, mas já que estamos aqui...
Quando voltamos para o porto de Bristol, fomos recebidos como heróis. Não sabíamos que estávamos em guerra com a França e ignorávamos que o navio que tínhamos afundado era o Corsaire, considerado o mais bem equipado navio de guerra do Mundo.
O rei George me convidou para morar em seu palácio, e lá, não demorou mais do que um dia para que sua amante preferida resolvesse me oferecer seus favores. Não resisti a mais de dois meses longe dos prazeres da carne e sucumbi à tentação. Foi um erro pelo qual estou cumprindo penitência até hoje.

O SÉCULO XX: - O senhor pode explicar como veio parar aqui?

CAPITÃO: - A rainha Caroline, mulher do rei George, descobriu meu envolvimento com uma das amantes do rei.

O SÉCULO XX: - Mas ela sabia que o rei tinha amantes?

CAPITÃO: - Claro que sabia! Mas, sabe-se lá por quê, fingia que ignorava. Apesar disso, ficou indignada com a afronta que eu teria cometido e, sem ninguém saber, mandou buscar um feiticeiro do Haiti que servia em um navio pirata inglês. E deu a ele a incumbência de me afastar para sempre da Família Real e da Marinha Real Britânica.
O homem era poderoso. Dormi no palácio, cercado por belas mulheres e acordei em um navio pirata abandonado no meio do oceano. Amarrado em meu corpo um pergaminho que dizia: “Sua jornada termina quando encontrar o baú perdido. Ele está escondido em uma terra distante, em direção aos mares do sul; uma terra cujos rios são intermináveis. Ao invés de singrar pelos 7 mares, você está condenado a navegar por todos os rios que lá encontrar, mas comece pelos mais caudalosos, pois seu navio vai encolher 1 e ½ pés cúbicos a cada 2 anos. E quando os rios se tornarem perigosos para o tamanho diminuto da sua embarcação, experimente os canais. E quando nem nos canais houver segurança para o seu barco, migre para os esgotos a céu aberto. Mas nunca se desvie do seu objetivo que é encontrar o baú perdido. Quando o encontrar..., se encontrar, estará livre. Vai parar de encolher, e seu barquinho também. Se tiver sorte, o baú estará recheado de dobrões de ouro espanhóis. Aí, saberá o que fazer. Adeus.”
E eu que nem sabia que também ia encolher...

O SÉCULO XX: - E como o senhor veio parar aqui?

CAPITÃO: - Você já me fez esta pergunta! Mas... vim navegando, navegando e ancorei por aqui. Mas, na verdade, nem sei onde estou direito, só sei que o nome do povoado é Pelotas.

O SÉCULO XX: - O senhor está no esgoto a céu aberto da..., digo, o senhor está no canal da Avenida Juscelino Kubitschek de Oliveira, em Pelotas, no Rio Grande do Sul.

CAPITÃO: - Ah...! Já estive em situações piores quando naveguei pelo canal do Tietê, em Saint Paul.

O SÉCULO XX: - O senhor quis dizer “São Paulo”!

CAPITÃO: - É, Saun Powlo, isto mesmo!

O SÉCULO XX: - E o que vai fazer agora?

CAPITÃO: - Como você pode ver, eu encontrei o baú, e cheio de dobrões espanhóis! Já implantei um dente de ouro, mandei reformar o telhado da casa de comando e a popa do meu barco. Ele não era assim, mas com o decorrer dos anos eu tive que ir modificando o desenho e...

O SÉCULO XX: - E o seu chapéu? O que é este “B” aí bordado?

CAPITÃO: - O “B” é de Bob..., e Bob vem de Robert, que é o meu nome. Não lhe contei que sou tio-avô do Almirante Nelson?

O SÉCULO XX: - ... O famoso Almirante Horatio Nelson, da Batalha de Trafalgar?

CAPITÃO: - Esse mesmo! Mas no estado em que estou hoje, sou mais conhecido como Capitão Valetão.

O SÉCULO XX: - Capitão Valentão?

CAPITÃO: - Valentão, não! VA-LE-TÃO, que se origina da palavra valeta, que quer dizer... ah, você deve saber!

O SÉCULO XX: - Ãããh..., por que o senhor está usando estas roupas, como se fosse um velho pirata?

CAPITÃO: - Esta era minha farda de oficial. Só que os rigores do tempo a deixaram deste jeito meio encolhido e amarrotado.

O SÉCULO XX: - Capitão, só mais uma pergunta: O que significa a palavra “Bero” que está escrita aí, logo abaixo do seu... ãããh... navio?

CAPITÃO: - Este é o pseudônimo do cara que me desenhou, mas acho que o nome dele, de verdade, é Vinícius Moraes. Ele é artista gráfico aqui de Pelotas. Pronto, falei!

O SÉCULO XX: - Quer dizer que o senhor não é real? Foi desenhado?

CAPITÃO: - Sim, eu sou real..., eu sou real na imaginação das pessoas. Mas estou aqui, não estou? Você está conversando comigo, não está?

O SÉCULO XX: - Sim, Capitão, estou!

CAPITÃO: - E não me chame mais de “Capitão”. Eu sou Almirante! AL-MI-RAN-TE!

O SÉCULO XX: - Ãããh..., sim Almirante!

CAPITÃO: - Não..., não se aborreça! Sempre que quiser me ver, basta passar por aqui e olhar por baixo da ponte do canal da JK...!

O SÉCULO XX: - Eu sei! Ponte do esgoto..., digo, do canal da Juscelino, esquina com a rua Cassiano, nos fundos do Colégio Dom João Braga! Boa tarde, Capit..., digo, Almirante!

CAPITÃO: - Boa sorte, marinheiro!
O capitão Valetão foi inspirado no desenho produzido pelo artista gráfico pelotense Vinícius Moraes, o Bero, que sob esse pseudônimo assina seus trabalhos.
Eu não conheço pessoalmente o artista, mas o desenho que ele fez pode ser encontrado sob a ponte da Avenida JK de Oliveira, no entroncamento com a rua Cassiano, em Pelotas, RS.
Sérgio M. P. Fontana.
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domingo, 3 de julho de 2011

O FANTASMINHA LEGAL ANDOU DANDO UM SUSTO POR AQUI

O Fantasminha Legal (Funky Phantom), lançado nos EUA em 1971, e exibido pela TV Difusora, canal 10, de Porto Alegre, RS, durante o restante da década, também era um dos meus desenhos favoritos.

Quase 30 anos depois, o fantasma de Jonathan Wellington Muddlemore ainda foi capaz de assustar meu sobrinho.

Fevereiro de 2000. O pai da minha mulher alugou uma casa de veraneio no balneário Cassino, cujos móveis eram bem antigos. Quando as portas dos roupeiros eram abertas, rangiam como portas de casas mal-assombradas. Durante a noite, quando supostamente, todos dormiam, se alguém tivesse esquecido de fechar uma dessas portas e houvesse qualquer deslocamento de ar, o barulho provocado pelo movimento das mesmas era potencializado pelo silêncio da madrugada, parecendo que a própria casa era capaz de gerar esses efeitos assustadores.

Eu estive lá por uns dois dias, e quando eu me preparava para ir embora, meu sobrinho, então com 10 anos, chegou com a mãe dele. Então eu lhe disse [com cara de riso] que no quarto onde ele ia ficar, tinha um fantasma. Se ele escutasse um barulho de portas rangendo durante a noite, era o "fantasma do Muddlemore" que estava por lá.

Ele nem sabia quem era o tal de Muddlemore, mas convencê-lo a dormir naquele quarto depois que escutou pela primeira vez o barulho assustador das portas, ficou impossível. O guri dormiu cinco dias na sala, e com a luz acesa.

Abaixo, abertura do desenho "Fantasminha Legal".

Fonte YouTube/ClassicTelevisionFan

USANDO E ABUSANDO DA CALF RAISE MACHINE

2026, 12 de maio. Um dos objetivos aqui era exercitar o chamado segundo coração. Assim, contando com o auxílio da calf raise machine (máq...