quarta-feira, 19 de março de 2014

CAFUNÉ PARA LEÕES E TIGRES

Acariciar bichos selvagens pode ser perigoso, mas é permitido no zoológico Lujan, em Buenos Aires, Argentina.

O proprietário do ZOO, Jorge Alberto Semino diz que os leões e tigres são criados [em cativeiro] junto com cães durante três anos para que possam - será? - inibir seus instintos selvagens.
https://www.bbc.com/portuguese/videos_e_fotos/2014/03/140318_zoologico_novo_bg.shtml
Riscos de ataques a humanos e transmissão de doenças [de parte a parte] não são descartados pelos especialistas e representantes de entidades de proteção de animais.

Fonte: BBC Brasil

segunda-feira, 17 de março de 2014

HOTEL PARA CERVEJEIROS

83.000 latas de cerveja [todas de marcas distintas] forram as paredes da Brewhouse Mountain Ecco-Inn, hotel construído por Jeff Lebo [com a ajuda de familiares e amigos], entre 1998 e 2001, para guardar sua preciosa coleção adquirida ao longo de 35 anos, e que é dividida em salas separadas por regiões geográficas como, por exemplo, "The Scandinavia Room", apresentada na foto nº 3, abaixo.
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Localizada nas Montanhas Conewago, em New Haven, Pennsylvania, USA, a meio caminho entre as cidades de Harrisburg e York, a casa tem 6.000 metros quadrados e, além do atrativo decorativo das tais latas de cerveja, oferece, em uma área de 4 hectares, passeios ao ar livre, atividades com esqui, snowboard, tirolesa, caiaque, observação de pássaros, trilhas para caminhadas, mountain bike, pesca e golfe.

P. - Se as latas de cerveja estão cheias?
R. - Eu não sei.

Fotos: Splash/All Over Press


RACISMO


por Valacir Marques Gonçalves*

O racismo está sendo discutido no país, ou melhor, no mundo do futebol... A presidenta deu apoio aos ofendidos, algumas punições foram anunciadas. Mas é bom não esquecer que o Brasil foi o último a abolir a escravidão na América. Quando isto aconteceu, foram queimados grande parte dos documentos relativos ao período, 300 anos de história foram destruídos para evitar a terrível lembrança... Uma pergunta pode ser feita. Será que os documentos não foram destruídos para evitar a produção de ações indenizatórias contra os atos desumanos cometidos? As recentes demonstrações de racismo ajudam a entender por que o país resistiu a libertar os escravos, por que os documentos relativos ao período foram destruídos.

Olho isso e lembro o filme ganhador do Oscar nos Estados Unidos, “12 Anos de Escravidão”. Como disse alguém, o filme é uma prestação de serviço às pessoas que estão vivas e às que ainda irão nascer. Dirigido pelo negro Steve Mc Queen, e produzido pelo incensado Brad Pitt, ele foca um episódio acontecido no país. Fui ao cinema e saí impactado com a crueldade mostrada, pela maneira que o fato foi abordado, e pelo notável desempenho dos atores. Um filme como esse faz a humanidade pensar. Ele não deixa ninguém esquecer o que aconteceu. Pesado, forte, as pessoas saem impactadas, prontas a lutar, a protestar contra qualquer tipo de racismo no mundo.

Quanto ao Brasil, um país que resiste a libertar escravos e queima documentos sobre a época, não pode ficar só no discurso e em demagógicas ações de solidariedade, precisa fazer mais. O Brasil também merece um filme dirigido e produzido por artistas e intelectuais que precisam sair da posição cômoda que ora ocupam - a discussão ficar restrita ao mundo do futebol é pouco.

Valacir

Valacir Marques Gonçalves. Gaúcho de Bagé. Policial federal aposentado. Bacharel em Jornalismo e Direito, com especialização em Cooperativismo e Jornalismo Sindical. Presidente da Cooperativa de Economia e Crédito Mútuo dos Policiais Federais do Rio Grande do Sul. É sócio fundador do Sindicato dos Policiais Federais do mesmo estado onde foi um dos criadores e incentivadores do Jornal “Modus Operandi” e do site da entidade. Foi titular da “Coluna do Vala” no site da Federação Nacional dos Policiais Federais/FENAPEF. Tem textos publicados em vários sites destacando-se, entre outros: “Observatório da Imprensa”, “Consultor Jurídico”, da Associação Nacional dos Procuradores da República, da Associação dos Delegados de Polícia do Estado do Rio de Janeiro e da Federação Nacional de Entidades de Oficiais Militares Estaduais. E-mail: vala1@uol.com.br

sexta-feira, 14 de março de 2014

O PLANO MARSHALL

Julho de 1947. Com o objetivo principal de controlar o avanço da influência comunista sobre a Europa, os Estados Unidos criaram o Plano Marshall, cujo nome faz jus ao seu principal mentor, o secretário de estado George Marshall. O plano previa a recuperação econômica dos países afetados pela guerra, recém terminada, cujos efeitos sobre eles ainda pairavam.

Todos os países sob influência socialista foram proibidos pelo secretário geral do partido comunista da URSS, Josef Stalin, de participar de um encontro realizado em julho de 1947, onde cerca de U$ 13.000.000 (U$ 135.000.000.000, em 2014) seriam destinados aos países que aderissem ao plano de reconstrução da Europa. Dos países comunistas, apenas a Iugoslávia, cujo líder nacionalista Josif Broz Tito não aceitava submeter seu país às garras da URSS, recebeu a ajuda norte-americana.
 Foto: W. AVERELL HARRIMAN COLLECTION/LIBRARY OF CONGRESS WASHINGTON. 


Assim, durante as décadas de 1950 e 1960, foi possível reconstruir cidades, recuperar e reorganizar a economia de Alemanha, Áustria, Bélgica e Luxemburgo, Dinamarca, França, Grécia, Irlanda, Islândia, Itália e Trieste, Noruega, Países Baixos, Portugal, Reino Unido, Suécia, Suíça e Turquia, além da Iugoslávia, e, dessa forma, fortalecer através de relações comerciais a hegemonia dos Estados Unidos sobre o mundo capitalista.

quarta-feira, 5 de março de 2014

MODELOS PARA PROPAGANDA

Carcóvia / Ucrânia, 1943. Bustos semi-destruídos de alguns políticos e líderes militares soviéticos, dentre eles o de Lenin, agrupados por soldados nazistas [da SS Totenkopf], para servirem de "modelos fotográficos" de propaganda de guerra.
Fonte: BISHOP, Chris; MCNAB, Chris. II Guerra Mundial. Campanhas Dia a Dia - Da Reação Soviética ao Nazismo e o Dia D. Vol. 2. Livros Escala, 2009.                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                      

sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

DEZ A ZERO

1977, 31 de julho. Pelo 1º turno do decagonal do Campeonato Gaúcho daquele ano, Grêmio FBPA e EC Pelotas se enfrentaram no Estádio Olímpico, em Porto Alegre, na 6ª rodada.
O Grêmio vinha de um empate de zero a zero, em casa, contra o EC Juventude; o Pelotas, nessa fase do campeonato, ainda não havia vencido. Vinha de um empate em zero a zero, no clássico Bra-Pel.
Entrevero na área do EC Pelotas.
 Aqui, o goleiro Leomar, salvaguardado por todos os seus jogadores de defesa, já dominou o lance.

Apesar da fraca campanha do auri-cerúleo, ninguém esperava que no campo encharcado do Olímpico a diferença técnica entre os dois times ficasse tão evidente.
Carlos André Avelino de Lima - o André Catimba (Grêmio) - e Clarísio Darci Hoerlle - o Darci Munique (Pelotas) - dividem o lance. Vantagem para ninguém.

Pelas ondas de uma das rádios de Porto Alegre, acompanhamos, em casa, incrédulos, a marcha do tempo e do placar. Quando o Grêmio chegou ao sétimo gol, antes dos 30 minutos do segundo tempo, pensei, entusiasmado: No ritmo que vai, não duvido que faça uns dez gols!
E assim, de fato, aconteceu.

GRÊMIO FBPA 10 x 0 EC PELOTAS

Data: 31 de julho de 1977
Local: Porto Alegre / RS
Competição: Campeonato Gaúcho de 1977
Renda: Cr$ 142.619,00
Árbitro: Luís Torres

Grêmio: Corbo; Eurico, Ancheta, Oberdan (Vilson) e Ladinho; Vitor Hugo, Tadeu e Iúra; Tarciso, André (Alcindo) e Éder.

Pelotas: Leomar; Vinhas, Darci Munique, Fernando (Paulo Vieira) e Cito; Sílvio Vieira, Édson (Mortosa) e Flávio Correia; Francisco, Tião Abatiá e Jorge Luís.

Gols: 1º tempo - Eurico aos 3 min., Éder aos 35 min., Ancheta aos 43 min.; 2º tempo - Iúra aos 4 min., Tarciso aos 12 min.,

Alcindo aos 25 min., Éder aos 29 min., Iúra aos 38 min., Éder aos 42 min. e Alcindo aos 44 min.

Saiba deste jogo mais detalhes em
http://gremio1983.blogspot.com.br/2012/07/1977-gauchao-gremio-10-x-0-pelotas.html

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

A BRUXA CANADENSE

Observando-se o registro fotográfico, logo abaixo, não é possível imaginar que estas simpáticas modelos formam, na verdade, a melhor equipe [feminina] de curling do mundo.
Foto: Janzen Photography

Jennifer Jones, Dawn McEwen, Kaitlyn Lawes e Jill Officer, representantes do Canadá, disputaram [e venceram] o torneio de curling nas Olimpíadas de Inverno / 2014, em Sochi / Rússia. A final foi contra a forte equipe da Suécia, que tivera mais sorte do que juízo na semi-final contra a Suíça.
Dawn McEwen,  Jennifer Jones, Kaitlyn Lawes e Jill Officer  ensaiam uma estratégia durante um jogo do torneio Roar of the Rings, em Winnipeg - Dezembro/2013.
Foto: John Woods / The Canadian Press

Na semi-final contra a Grã-Bretanha Jennifer Jones fez uma jogada "impossível" que contribuiu muito para a vitória do Canadá. Naquele momento, observando seu modo de olhar e sua concentração, eu a chamei de "a bruxa canadense", não com intenções pejorativas e nem imaginando que o termo "bruxa" se devesse à vassoura que todos os jogadores de curling utilizam nos jogos, mas pensando em Jennifer como alguém capaz de usar a mágica e [quiçáz] o hipnotismo para dar vazão ao seu talento como jogadora. De imediato concluí: "Com esta jogadora, este time é imbatível!".
Aqui, Jennifer Jones, a bruxa canadense, lança uma pedra no jogo contra a Suíça, em 13/02/2014, sob a vigilância e frenética atividade de varredura das companheiras Jill Officer e Dawn McEwen.
Kaitlyn Lawes [que não aparece] aguarda no fundo da quadra - onde a vassoura também vai entrar em ação - a chegada da pedra.
Foto: (AP / Robert F. Bukaty)

USANDO E ABUSANDO DA CALF RAISE MACHINE

2026, 12 de maio. Um dos objetivos aqui era exercitar o chamado segundo coração. Assim, contando com o auxílio da calf raise machine (máq...