segunda-feira, 8 de junho de 2009
GAUCHÃO, 1980- CHARGE
sexta-feira, 5 de junho de 2009
BRASIL– UM MINUTO DE SILÊNCIO

BRASIL – UM MINUTO DE SILÊNCIO
João Cândido era um apaixonado por futebol. Tinha o hábito de escrever para os colunistas das seções de esportes dos jornais da capital e sentia-se muito satisfeito quando um de seus questionamentos ou opiniões caía no gosto do responsável pelas matérias, o que culminava com a publicação do seu texto, na íntegra, e com o seu nome no rodapé. Ficava mais feliz ainda quando outro leitor, ofendido por um ataque eventual a determinado clube ou jogador de futebol, transformava-se em antagonista e respondia, raivoso, a quaisquer das suas cartas, principiando, daí em diante, um debate que se estendia por algumas semanas. Mas isto tudo ele só fazia nas horas vagas. A maior parte do seu tempo era dedicado à Companhia de Trens, empresa pública onde trabalhava como telegrafista. Não cogitava, todavia, jogar futebol na várzea com os colegas de serviço. Esquivava-se, dizendo que tinha uma lesão crônica no joelho, oriunda de jornadas passadas. A verdade é que ele nem sabia chutar direito. Na adolescência ganhara o apelido de “pé-de-tábua” porque só conseguia impulsionar a bola com o lado do pé, e muito mal. Com vergonha das suas limitações técnicas, fugia da prática do futebol como o diabo foge da cruz.
A Copa do Mundo de 1950, que estava sendo realizada no Brasil, era o principal assunto nos bares e cafés do centro da cidade, distante uns
A seleção brasileira, embalada depois de um quatro a zero no México, na abertura da Copa, no Maracanã, foi até a cidade de São Paulo enfrentar a Suíça, no estádio do Pacaembu. O resultado desse jogo já não foi tão bom. Um empate em dois a dois deixou a torcida brasileira - incluindo aí o “seu” João - muito preocupada. Mas o jogo contra a seleção da Iugoslávia, uns dias depois, no estádio do Maracanã, serviu para devolver a confiança ao time e ao povo brasileiro. Uma vitória por dois a zero classificou o Brasil para a próxima etapa do torneio.
Fanático pelo selecionado brasileiro, João Cândido tentava enquadrar os seus dias, ou as suas horas, de folga aos horários dos jogos do Brasil, com o objetivo de poder acompanhá-los em casa, pelas ondas curtas da Rádio Nacional do Rio de Janeiro, já que na repartição onde trabalhava não era permitido esse tipo de regalia. E assim ficou sabendo que as quatro seleções que se classificaram para a fase final jogariam um quadrangular, o que correspondia a três jogos para cada equipe. O escrete que fizesse o maior número de pontos, dentre os quatro, seria declarado campeão.
Os jogos do Brasil, pela ordem, seriam contra a Suécia, a Espanha e o Uruguai. Era só isto o que interessava. Os arrasadores escores obtidos contra os dois primeiros adversários, sete a um, seguido de um seis a um, com direito a gritos de “olé!” por parte da torcida brasileira no Maracanã, creditaram ao Brasil todo o favoritismo e, ao mesmo tempo, aliviaram a tensão do, cada vez mais feliz, telegrafista. O Uruguai também ganhara da Suécia, mas o empate com a Espanha tirava as suas chances de atrapalhar o Brasil. Bastava então aos brasileiros um simples empate contra o próprio Uruguai.
Muitos anos depois, João Cândido afirmou que na tarde de domingo, 16 de Julho, nem se preocupou em sintonizar o rádio. Lembrou ter visto que o cartaz do cine Avenida, no dia anterior ao jogo, anunciava para as quatro e quinze da tarde de domingo a reprise da comédia “Às Voltas com Fantasmas”, com Abbott e Costello. Foi ao cinema, tranqüilo. Um pouco antes de iniciar a sessão, já dentro da casa de espetáculos, ouviu muitos foguetes a pipocar. Suspirou aliviado e concentrou-se no filme. Provavelmente as demais, onze ou doze, pessoas que se encontravam no local, também fizeram o mesmo. Na saída, sob a tênue luz natural do sol poente, encontrou a rua vazia e silenciosa. Nem foguetes, nem carros, nem gente festejando. Disse ainda que durante, pelo menos, um minuto não compreendeu o que estava acontecendo, e revelou a seguir, com lágrimas nos olhos:
- É como se o tempo tivesse parado e levado todo mundo embora, só esqueceu da gente porque estávamos dentro do cinema.
O povo da pequena cidade onde o “seu” João residia, até hoje diz que o tradicional “um minuto de silêncio”, destinado a homenagens póstumas e adotado pelos árbitros antes do início de todas as partidas oficiais de futebol no Brasil, tem sua origem nesse relato de João Cândido.
quarta-feira, 3 de junho de 2009
ACADEMIA DE FUTEBOL

De pé: Jair Gonçalves, Leão, Luís Pereira, Alfredo, Dudu e Zeca; agachados: Edu, Leivinha, Ronaldo, Ademir da Guia e Nei.
Na foto acima, uma das formações da Sociedade Esportiva Palmeiras, em 1974. Este time aí foi campeão paulista naquela oportunidade. No mesmo ano, credenciado para ser tri-campeão brasileiro, pois vinha de dois títulos consecutivos [obtidos em 1972 e 1973], teve uma participação p'ra lá de discreta, classificando-se [na sua chave] em 12º lugar, só conseguindo vaga para a segunda fase na "repescagem". E na segunda fase, onde só passava o primeiro lugar de cada grupo, ficou em segundo, dois pontos atrás do Cruzeiro.
O último título de fundamento da chamada Academia [de Futebol] do Parque [Antártica] foi o campeonato paulista de 1976. No ano seguinte, Ademir da Guia, o grande maestro do time e [meu] maior ídolo [em todos os tempos], encerrou a sua carreira e, coincidência ou não, o Palmeiras ficou 17 anos sem ganhar mais nada. Só em 1993... [mas isso é outra história!]

Leivinha- indiscutível craque e goleador da SE Palmeiras
terça-feira, 2 de junho de 2009
FUGINDO DO PARQUE [SEM OLHAR PARA TRÁS]
Nós resolvemos não apostar na liberação do parque e, como já tínhamos aproveitado os melhores dias do mês de janeiro, não ficamos para ver o final da história. O chevette azul [que aparece aí, logo à frente], abarrotado, e o fusca verde [do fotógrafo da vez], também abarrotado, seguiram imediatamente para o Chuy/Chuí, e de lá direto para casa. 
No dia anterior o nublado do céu já dava a entender que ia ter chuva, mas ninguém imaginava que essa serviria para aliviar os efeitos do incêndio supracitado, o qual, ouvi dizer, teve origem com a explosão de, pelo menos, um botijão de gás em um acampamento na Playa del Barco, uns poucos quilômetros adiante de onde nós estávamos.
segunda-feira, 1 de junho de 2009
UMA "VIAGEM" PARA REFLETIR
Abaixo, um exemplo do que aconteceu comigo há muito tempo.
Cuentan de un sabio que un día
tan pobre y mísero estaba
que sólo se sustentaba
de unas hierbas que cogía.
¿Habrá otro, entre sí decía,
más pobre y mísero que yo?
Y cuando el rostro volvió
halló la respuesta, viendo
que otro sabio iba cogiendo
las hierbas que él arrojó.
Quejoso de la fortuna
yo en este mundo vivía
y cuando entre mí decía:
¿Habrá otra persona alguna
de suerte mas inoportuna?
Piadoso me has respondido,
pues, volviendo a mi sentido
hallo que las penas mías
para hacerlas tú alegrías
las hubieras recogido.
Fragmento da obra teatral do dramaturgo e poeta Pedro Calderón de la Barca, La Vida Es Sueño, concebida durante a primeira metade do século XVII.
EL TREN ELECTRICO
Una madre estaba trabajando en la cocina mientras escuchaba jugar a su hijo en la sala con su tren eléctrico nuevo.
Escucha que el tren se detiene y su hijo dice:
- "A Todos los hijos de puta que quieran bajarse, háganlo ahora porque esta es la ultima parada!;
Y todos los hijos de puta que van de regreso y se quieran montar, metan sus culos dentro del tren ahora porque vamos a partir ya!!".
La madre entró a la sala y le dijo a su hijo:´
- "Nosotros no usamos esa clase de vocabulario en esta casa. Ahora ve a tu cuarto y te quedas allí durante DOS HORAS. Cuando salgas, puedes regresar a jugar con tu tren, por supuesto usando un vocabulario agradable y decente!."
Dos horas mas tarde, el niño sale de su cuarto y comienza a jugar de nuevo con su tren. Pronto el tren se detiene y la madre escucha a su hijo decir:
- "Todos los pasajeros que vayan a desembarcar del tren, por favor recuerden llevarse todos sus objetos personales consigo. Les agradecemos haber viajado con nosotros el día de hoy y esperamos que el viaje haya sido placentero. Esperamos que viajen de nuevo con nosotros en una próxima oportunidad".
Luego, el niño prosigue:
- "Para aquellos que estén embarcando, les pedimos que coloquen todas sus cosas debajo de sus asientos. Recuerden que está prohibido fumar dentro del tren. Esperamos que tengan un viaje relajado y placentero con nosotros el día de hoy".
Entonces, el niño agrega:
- "Ah, Y para aquellos que estén cabreados por la demora de DOS HORAS, reclámenle a la puta esa que está en la cocina!".
Colaboração: Werner Beck
O BOM, O MAU E O FEIO
Esse é o terceiro filme da série dirigida por Sergio Leone que teve Clint Eastwood no papel principal. Os outros dois foram Por um Punhado de Dólares, em 1964 e Por uns Dólares a Mais, em 1965.
A trilha sonora é de Ennio Morricone. O título no Brasil é O Bom, o Mau e o Feio, do original italiano Il Buono, Il Brutto, Il Cattivo. O filme, lançado em 1966, dura em torno de 160 minutos e, para quem gosta de western do tipo spaghetti, eu recomendo, com pipoca e com [ou sem] companhia.
Site Oficial: O BOM, O MAU E O FEIO
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