quarta-feira, 7 de setembro de 2011

INGLATERRA x ESTADOS UNIDOS - RESULTADO "CORRETO": 10 A 1.

Copa do Mundo do Brasil, junho de 1950. Era a primeira vez que a poderosa seleção da Inglaterra participava de uma Copa do Mundo, que naquela oportunidade estava sendo disputada no Brasil. Os três primeiros mundiais foram por eles ignorados, pois achavam que não precisavam testar sua supremacia contra rivais inferiores. Na estreia, no dia 25, os ingleses enfrentaram a seleção do Chile, obtendo uma vitória por dois a zero.

Quatro dias depois, os amantes incondicionais do chá das 5 da tarde voltaram a campo, dessa vez para enfrentar a inexpressiva seleção dos Estados Unidos, composta por um time de desajeitados grandalhões que, ao invés do peito do pé, ainda utilizavam, invariavelmente, o bico da chuteira para efetuar os arremates finais.

E como se fosse a antecipação de um grande desastre, as 12.000 pessoas presentes ao Estádio Independência, em Belo Horizonte, MG, presenciaram, incrédulas, um momento que ficaria marcado para sempre na história do futebol.

Os norte-americanos, conscientes da sua inferioridade, sujeitaram-se a ficar posicionados na sua metade do campo, em respeitosa atitude defensiva. Porém, aos 38 minutos do 1o tempo, o right-half McIlvenny, na altura da linha do meio-campo, cobrou um arremesso lateral para Bahr, o left-half. Este, pressionado [e apavorado], deu um balão na direção do gol adversário. Williams, o goalkeeper inglês, saiu para interceptar, protegido [com os olhos, só com os olhos] pelo center-back Alf Hamsey*, que subestimou a presença do center-forward haitiano Joe Gaetjeans, que corajosamente se projetou no ar entre os adversários e, com um toque de cabeça, desviou a bola antes que ela chegasse às mãos do guardião da cidadela inglesa. Goal dos Estados Unidos, para delírio da torcida brasileira que incentivava a valentia da equipe norte-americana na sua luta contra um time tecnicamente muito superior.

Ao longo de toda a partida a Inglaterra deu 30 chutes à meta defendida por Frank Borghi, contra apenas um arremate dos seus adversários, o qual resultou no único goal da partida.

No final do jogo, o assistente técnico norte-americano Chubby Lyons avançou em direção ao campo e arrebatou [como recordação] a bola do jogo, correndo e comemorando a incrível façanha do seu time.

Os flagrantes, abaixo, mostram, respectivamente, o goleiro Borghi e o atacante Gaetjeans, autor do goal, sendo carregados nos ombros por uma entusiasmada torcida brasileira, que assim também procedeu com os demais jogadores da seleção dos Estados Unidos.

Charlie Colombo, o center-half, camisa no 4, que aqui aparece em ação, foi um gigante do setor defensivo norte-americano, e não deu trégua aos atacantes ingleses.

Ao final do jogo, o capitão Billy Wright, da Inglaterra, desabafou: - “Ainda que jogássemos o dia inteiro, o gol não sairia.”

Várias versões dão conta que os redatores dos jornais, em Londres, ao receberem por teletipo a notícia do resultado, onde se lia “England 0, USA 1”, foram incapazes de calçar as sandálias da humildade, e concluíram que havia ocorrido um erro na transmissão. Então prepararam [e publicaram] a manchete com o resultado “correto”: “England 10, USA 1”.

A façanha desses estadunidenses, que teimavam em jogar soccer – à época, um esporte incipiente em seu país – deu origem a “The Game of their Lives”, um filme, lançado em 2005, e que aqui no Brasil foi rebatizado como “Duelo de Campeões”.

Súmula:

INGLATERRA 0 X 1 ESTADOS UNIDOS

Data – quinta-feira, 29/06/1950; hora: 15:00; local: Estádio Independência - Belo Horizonte, MG.

Público estimado – 12.000; goal – Gaetjeans (38 do 1°).

Estados Unidos – Borghi, Keough e Maca; McILvenny, Colombo e Bahr; Edward Souza, John Souza, Gaetjeans, Pariani e Mullen. Técnico – William "Bill" Jeffrey.

Inglaterra – Williams, Ramsey e Aston; Wright, Hughes e Dickinson; Finney, Mortensen, Benley, Mannion e Mullen. Técnico – Walter Winterbottom.

Árbitro: Generozo Datillo (Itália); Auxiliares – Galeatti (Itália) e Delasalle (França).

*Alf Hamsey foi técnico da seleção da Inglaterra entre 1963 e 1974.

terça-feira, 6 de setembro de 2011

DE COMPORTA ESCANCARADA

Dá até medo quando as autoridades e, em nome da população, a imprensa em geral, reclamam da falta de chuva em algum lugar por aí. É tanto pedido, tanta reza, incluindo [quem sabe?] até a dança da chuva, que o Homem lá de cima resolve atender, e na exata medida das milhares de solicitações que recebe.
Então escancara a comporta e manda até água demais.

Setembro de 2011. Na província de Oaxaca, no sul do México e na própria capital mexicana, uma enchente de proporções catastróficas deixou ao desabrigo cerca de 40.000 pessoas.
Os flagrantes [acima] não deixam dúvidas de que a coisa por lá está muito complicada.

Clique nas fotos para o zoom.

Fotos Pravda

QUANTO MAIS ALTO, MELHOR, MAS O IMPORTANTE É MANTER O EQUILÍBRIO

Os reservatórios de distribuição domésticos permitem armazenar água para atender às variações de consumo e às demandas emergenciais ocasionadas pela interrupção de abastecimento por parte da rede municipal, garantindo uma vazão residencial constante.
Cada unidade é dimensionada para a vazão média do dia da semana de maior consumo, mas isto depende da atividade desenvolvida em cada residência.
Estas caixas aí, certamente com capacidades volumétricas compatíveis com a demanda, são garantia contra a falta d'água ou as oscilações de pressão na rede.
As estimativas de projeto para consumo residencial, normalmente, são de 150 litros per capita, a cada 24 horas, onde acréscimos significativos são computados.
Mas no curto, porém tórrido verão no litoral sul do Brasil o uso [e abuso] da água, considerando-se necessidades extras ou extravagâncias indevidas, pode muito bem chegar a esse máximo previsto, sem levar em conta as demandas acidentais.
Evitar o desperdício [ou os excessos] é uma atitude saudável, senão...
... haja água!

domingo, 4 de setembro de 2011

BRA-PEL Nº 348

2011, 04 de setembro, 16:00 horas. Há quase cinco anos sem assistir a um clássico Bra-Pel, as torcidas do Brasil e do Pelotas lotaram o Estádio Bento Freitas no domingo, quase à véspera do centésimo aniversário do Grêmio Esportivo Brasil, fundado em 07 de setembro de 1911.
Fiéis torcedores xavantes lotaram três quartas partes do estádio, esperando festejar uma vitória ao final dos 90 minutos, apesar das dificuldades técnicas que o time vem enfrentando na temporada. Eu prognostiquei um empate em zero a zero, mas não foi o que ocorreu.

Tendo perdido muitas oportunidades no decorrer de todo o jogo, o Pelotas deu asas ao velho jargão: "Quem não faz, leva".

E levou. Aos 41 minutos do segundo tempo, o gol de Athos, para o Brasil, emudeceu a torcida auri-cerúlea e fez explodir a maioria rubro-negra presente no estádio.

O resultado final, válido pela Copa Drª Laci Ughini, foi Brasil 1 x 0 Pelotas.
Mais de 1.700 torcedores do EC Pelotas compareceram ao estádio do tradicional adversário, contribuindo para dar um belo contraste às arquibancadas que ficam de costas para a Rua General Neto. Ali eles puderam extravasar a emoção, com a esperança de uma vitória que, no final das contas, não veio. No final do jogo alguns já faziam suas projeções para o Bra-Pel do segundo turno da competição, no Estádio da Boca do Lobo.

Clique nas fotos para obter o zoom e veja se reconhece alguém.

Fotos Diário Popular/Pelotas, RS.

RURAL-WILLYS

Dizem que na década de 50 as estradas brasileiras eram bem piores do que as que temos hoje. E isto faz sentido na exata medida que se sabe que as rodovias de terra batida superavam em muitos quilômetros as vias asfaltadas.

A Willys, uma fábrica independente que nos tempos da II Guerra Mundial produzia o Jeep para o exército norte-americano, descobriu no Brasil uma boa oportunidade de expandir sua produção, imaginando que as estradas rurais do país seriam o palco ideal para os seus robustos veículos. Assim, em 1952, uma fábrica da Willys foi assentada em São Bernardo do Campo, SP, e em 1956, os Jeeps já começavam a ser montados com peças fabricadas no Brasil, enquanto a Station Wagon, produzida pela Willys nos Estados Unidos, era importada para o Brasil.

Em 1958 a Willys Station Wagon começou a ser fabricada no Brasil, e passou a ser chamada de Rural-Willys, apesar de manter as linhas do modelo americano, cujo detalhe característico era a pintura "saia-e-blusa" (azul e branca, verde e branca ou vermelha e branca).

"Nos primeiros tempos a mecânica era tão rústica quanto a dos Jeep. O motor a gasolina, de seis cilindros e 2.638cc, rendia 90 cavalos. O câmbio era de três marchas, com caixa de transferência para tração 4x4. Havia eixos rígidos na dianteira e na traseira".
Jason Vogel - jornal O GLOBO, RJ de 10/06/1998.

Mas quem tinha uma Rural-Willys não a utilizava só no meio rural, e foi pensando nisto que a Willys do Brasil resolveu fazer algumas mudanças a partir de 1960: O pára-brisa e o vidro traseiro, que antes eram divididos ao meio, passaram a ser inteiriços; a grade frontal que, ao contrário dos vidros, era uma peça única, foi modificada, sendo dividida em duas partes, acompanhando a incorporação de área frontal sobre os pára-lamas dianteiros. Creio que estas modificações já faziam parte da Rural 4x2 que, entre outras novidades, apresentava a alavanca de câmbio de três marchas [mais a ré] na coluna de direção, suspensão independente na dianteira com molas helicoidais, ao invés do eixo rígido com feixes de molas.

Em 1967 a Ford incorporou a Willys-Overland do Brasil, mantendo as linhas Jeep e Rural e lançou uma Rural-Willys com um motor 3.0 de 140 CV que tinha dois carburadores. Em função dessas modificações, apareceu uma versão de 4 marchas.

Com a crise petrolífera de 1973, o chamado “Milagre Econômico Brasileiro” sofreu um débâcle, e a Ford por aqui passou a equipar a Rural com o motor 2.3 de quatro cilindros do Maverick. Mas os quase 30 anos de idade da linha Rural-Willys pesaram muito, e em 1976 a fabricação desse veículo foi encerrada, mantendo-se em produção [até 1982] somente a Pick-Up Jeep F-75.

"Para os padrões de hoje, a Rural é um carro lento e beberrão (cerca de 6,5 Km/l na estrada, na versão 4x2 com motor 2.6). Mas o que importa num carro desses é a resistência: mesmo alquebradas, muitas Rural continuam prestando serviços em cidades do interior ou para jipeiros e feirantes".
Jason Vogel - jornal O GLOBO, RJ de 10/06/1998.

"- Desde que se lubrifique sempre os mais de 30 pinos de graxa, a suspensão dura para sempre".
Fernando Curvello - professor universitário, dono de uma super bem conservada Rural-Willys 4x2, 1970.

Esta Rural alvi-verde aí [abaixo] pertence ao Nei, um popular e simpático morador da praia do Laranjal, em Pelotas, RS. O Nei é um apaixonado por automóveis antigos, e mantém sua Rural-Willys nos trinques, apesar das dificuldades para obter as peças originais para o veículo. Um dos espelhos que faltava teve que vir de São Paulo, SP.

USANDO E ABUSANDO DA CALF RAISE MACHINE

2026, 12 de maio. Um dos objetivos aqui era exercitar o chamado segundo coração. Assim, contando com o auxílio da calf raise machine (máq...