quarta-feira, 28 de outubro de 2009

A CHARGE

A palavra charge vem do francês e significa carga. No jornalismo se refere a uma carga contra um adversário. A charge ou caricatura- se preferirmos usar o termo em português- é uma crítica bem humorada, onde o autor critica ou ataca pessoas, instituições e situações da vida social e política. Para conseguir o efeito desejado, ou seja, fazer rir, o chargista faz questão de representar seus personagens com feições e características físicas exageradas, tendendo ao ridículo.
A charge foi definitivamente incorporada ao jornalismo por volta de 1830, quando o francês Charles Philipon (Lyon, 19/04/1800- Paris, 25/01/1861) fundou o jornal humorístico La Caricature.
Aqui no Brasil a primeira charge que se tem notícia apareceu no Jornal do Comércio, do Rio de Janeiro. Seu criador foi Manuel de Araújo Porto-Alegre (Rio Pardo, RS, 29/11/1806- Lisboa, 30/11/1879). Depois, em 1844, esse mesmo autor lançou a revista Lanterna Mágica que publicou charges em todas as suas edições [que foram onze, ao todo].
A partir de 1900, através dos trabalhos de J. Carlos, K. Lixto e Raul Pederneiras, intensificou-se a divulgação da charge no Brasil. Ainda na primeira metade do século XX surgiram vários artistas do gênero e dentre eles destacaram-se: Alvarus, Belmonte, Guevara, Mendez, Nássara, Seth e Voltolino. As charges de Belmonte (pseudônimo de Benedito Bastos Barreto) sobre Hitler, Mussolini e outras personalidades da II Guerra Mundial alcançaram fama internacional.
Uma nova geração de chargistas veio em seguida: Appe, Carlos Estevão, Hilde Weber, Lan, Millôr Fernandes e Péricles; depois: Borjalo, Claudius, Fortuna, Jaguar, Otávio e Ziraldo; e uns anos mais tarde: Henfil, juarez Machado e Vagn.
Abaixo, o Amigo da Onça, [para mim] o personagem brasileiro mais famoso de todos os tempos. Ele foi criado por Péricles.
Ilustração: revista O Cruzeiro- 15/10/1960.


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