quarta-feira, 13 de maio de 2026

USANDO E ABUSANDO DA CALF RAISE MACHINE

2026, 12 de maio. Um dos objetivos aqui era exercitar o chamado segundo coração. Assim, contando com o auxílio da calf raise machine (máquina de elevação de panturrilha) + carga, cumpri o meu dever.

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2026

CARPENTERS

Uma das vozes mais puras e famosas do pop mundial do século XX. Cantava e tocava bateria. Ela formou, com seu irmão Richard Carpenter (arranjador, compositor, pianista e tecladista), a  dupla Carpenters.

Karen Carpenter (New Haven, Connecticut, 02/03/1950 - Downey, California, 04/02/1983) foi embora muito cedo, mas a sua música e o seu talento continuam aqui para sempre.


The Carpenters - Close To You (1970)

terça-feira, 29 de julho de 2025

THE BANANA SPLITS

Se tu lembras desses personagens aí, estás autorizado(a) pela Lei N° 10.741, de 1º de outubro de 2003, a entrar nas filas preferenciais e utilizar o transporte público gratuito, dentre outras benesses.

The Banana Splits Adventure Hour foi um programa de variedades infantil americano, produzido por Hanna-Barbera Productions e estrelado pelos Banana Splits, uma banda de rock fictícia composta por quatro personagens fantasiados de bichos. Os bichos: Fleegle, o cachorro de língua de fora (Jeff Winkless) - guitarra e vocal; Bingo, o gorila dentuço (Terence Winkless) - bateria e vocal; Drooper, o leão (Dan Winkless) - baixo e vocal; e Snorky, o elefante (Robert Towers) - teclado e efeitos.

O programa, em 31 episódios, foi exibido pela NBC nas manhãs de sábado, de setembro a setembro, de 1968 a 1970.
No Brasil, a série estreou em setembro de 1969, na TV Tupi. A partir de 1970, a TV Difusora, canal 10, de Porto Alegre, começou a apresentar os Banana Splits na sua grade de programação, nos sábados à tarde, às 14h30. Embutidos nos episódios havia alguns desenhos animados (exemplos: The Archies, Os Três Mosqueteiros, As Aventuras de Gulliver e Cavaleiros da Arábia) que ainda são lembrados pela gurizada da época, hoje respeitáveis senhores e senhoras 60 mais, ou um pouco menos.

domingo, 16 de janeiro de 2022

BATISTELLA FUTEBOL CLUBE?

2021, 25 de dezembro. Observem e analisem a imagem mostrada em anexo e tentem adivinhar, sem consultar o Google, em que cidade se localiza esse estádio e a que clube pertence.

Difícil saber, não é? Eu respondo!

É difícil porque no lugar mais nobre da fachada do estádio, onde deveriam “reinar”, imponentes, o escudo e o nome do clube, aparece um banner de um dos patrocinadores do mesmo.

Entendo que os patrocinadores podem e devem divulgar seu produto na fachada e nas dependências do estádio, mas os dirigentes do clube têm o dever de enaltecer um bem maior que é o próprio clube.

Imaginemos, por exemplo, que a bordo de um ônibus de turistas vindo de outro estado da federação houvesse alguns amantes do futebol e, ao acaso, esse ônibus passasse em frente ao estádio da foto. A pergunta que todos ou quase todos fariam [ao guia] seria: “A que clube pertence este estádio?”


Foto: Maurício L.P. Fontana - 20212512

Tal pergunta não precisaria ser feita se ao invés do já citado banner instalado no ponto mais estratégico da fachada do estádio ali estivem estampado e grafado, respectivamente, o escudo e o nome do clube. E se, assim mesmo, alguns [distraídos] a fizessem, obteriam, de pronto, a resposta correta de outros atentos companheiros de jornada.

Às vésperas do começo do Campeonato Gaúcho / 2022, o principal produto que é o clube carece de uma divulgação mais ampla na fachada do seu estádio. Que o patrocinador – aquele que aparece como destaque principal -  chegue mais para o lado e deixe vago o lugar mais nobre para o clube, a verdadeira razão de ser do torcedor, e que o clube faça valer seu direito e a força da sua torcida, registrando naquele espaço a sua marca, ou seja, o escudo e o seu nome: GUARANY FUTEBOL CLUBE.

Guarany FC

segunda-feira, 27 de dezembro de 2021

GRAUS FAHRENHEIT E GRAUS CELSIUS

1724. Daniel Gabriel Fahrenheit (Gdansk, 24/05/1686 - Haia, 16/09/1736), utilizando uma mistura de água, gelo picado, sal e amônia, determinou, através de um tubo capilar de vidro, fechado a vácuo, com um bulbo contendo mercúrio, que esse seria o ponto mínimo (0º F) de uma nova escala termométrica, e para achar o ponto máximo utilizou a temperatura do corpo humano. Quando o mercúrio estabilizou no tubo, dividiu o intervalo obtido em 100 partes iguais, obtendo uma escala de 0º F a 100º F. Horas mais tarde, dias mais tarde, meses mais tarde ou anos mais tarde - sei lá! - usando como referência o ponto de ebulição da água, verificou, com base na escala que havia criado, que esse ponto correspondia ao valor 212, ou seja, bem acima da marca de 100º F. Por outro lado, quando a água congelava, o termômetro na escala F marcava 32.

Quando o astrônomo sueco Anders Celsius (Uppsala, 27/11/1701 - Uppsala, 25/02/1744) publicou nos Anais da Academia Real das Ciências da Suécia, seu trabalho intitulado "Observações sobre Dois Graus Persistentes de um Termômetro", propôs uma nova escala termométrica, chamando de "temperatura zero" o ponto de ebulição da água, e de "temperatura 100" o ponto em que o gelo derrete, deu a luz à escala centígrada.

Jean-Pierre Christin (Lyon, 31/05/1683 - Lyon, 19/01/1755),  físico, matemático, astrônomo e músico francês, propôs, em 1743, inverter a escala do termômetro Celsius, de água fervente a zero grau e gelo derretendo a 100 graus, para uma escala onde "0" (zero) representava o ponto de congelamento da água e "100" representava o ponto de ebulição da água. Porém, foi o "Termômetro de Linnaeus", produzido em 1744 pelo botânico sueco Carolus Linnaeus (Råshult, 23/05/1707- Uppsala, 10/01/1778) e pelo fabricante de instrumentos científicos, também sueco, Daniel Ekström (Eksåg, Södermanland, 12/11/1711 - Stockholm, 30/06/1755), que deu ênfase à inversão apresentada anteriormente pelo físico francês. Desse modo, o termômetro na escala Celsius passou a ser apresentado como nos tempos atuais.

Assim, por exemplo, onde se lê, "32" na escala Fahrenheit, obtém-se o valor "zero" na escala Celsius. E os 100 ºC na escala Celsius correspondem a 212º F.

infoescola.com - disposito per Designua / shutterstock.com

Observando a figura acima, é possível deduzir que os intervalos de temperatura nas escalas Fahrenheit (F) e Celsius (C) são os  mesmos. E assim, podemos estabelecer uma relação direta entre duas temperaturas quaisquer de ambas as escalas e suas variações, conforme segue:
C - 0 / F - 32 = 100 - 0 / 212 - 32 => C / F - 32 = 100 / 180 => C / F - 32 = 5 / 9 => C = 5 / 9 (F-32).

Quem acompanha a série Largados e Pelados, no Discovery Channel, e vê as temperaturas apresentadas em Fahrenheit - medida usada em alguns países de língua inglesa- pode, a partir da fórmula apresentada acima, converter graus Fahrenheit em graus Celsius para ter uma ideia melhor do quão quente ou frio estava o ambiente natural dos intrépidos aventureiros do programa.

Fontes principais:

https://saber.com.br/obras/PNLD/PNLD_2018/F%C3%ADsicaHGN/2o%20Ano/Fisica_HGN_2_MP_0101P18133_PNLD2018.pdf

https://royalsocietypublishing.org/journal/rstl

https://web.archive.org/web/20121206184805/http://www.newsfinder.org/site/more/history_of_the_thermometer/

https://www.infoescola.com/fisica/conversao-de-escalas-termometricas/

https://www.notablebiographies.com/Du-Fi/Fahrenheit-Gabriel.html

https://snl.no/Anders_Celsius





 

  



sexta-feira, 24 de julho de 2020

DE CAMISA TROCADA

2001, 06 de outubro. O perdedor do clássico gre-nal daquele dia, válido pelo campeonato brasileiro, deveria vestir a camisa do time adversário, e registrar, para sempre, o vergonhoso momento.

Foi assim que o meu amigo Cléber, colorado fanático ou colorado dos quatro costados, viu-se obrigado a vestir, pela primeira, e [talvez] única oportunidade, a camisa do Grêmio FBPA.
Ficha Técnica: Grêmio 1 x 0 Internacional



quarta-feira, 15 de julho de 2020

O BRASIL NÃO GANHOU A COPA, EM 1982, PORQUE...

1982, 05 de julho. ... porque achava que era a melhor seleção. E, na verdade, era!

Esqueceram os atletas, porém, que era preciso provar que eram os melhores! Esqueceram que para se ganhar uma competição do nível de uma Copa do Mundo, o esforço tem que ser máximo sempre, e a humildade também.
Cruzamento de Cabrini (4). A bola - destacada no círculo azul - viaja...
Imagem: Coleção Copa do Mundo FIFA 1930 - 2006 / Editora Abril


O primeiro - e quase inacreditável - gol da Itália, logo aos 5 minutos de jogo, foi o primeiro aviso. Mas nem isso adiantou. O que viria depois, mudaria o enfoque do futebol no Brasil, transformando-o no que é hoje, uma sombra do que foi o futebol nos tempos do rei Pelé.
... e encontra a cabeça de Paolo Rossi (20), que surgiu pela ponta direita, às costas do lateral Júnior (6).
Imagem: Coleção Copa do Mundo FIFA 1930 - 2006 / Editora Abril
      

O preço da derrota do Brasil para a Itália, em 1982, não foi só a perda do título de campeão mundial. Foi muito mais do que isso! Perder em 82 ajudou a alimentar uma espécie de retrocesso do futebol brasileiro, dando vez e voz aos defensores do futebol retrancado e fundamentado na força, ao estilo do então futebol europeu. Hoje, nem na Europa se joga na retranca, e a força por lá é usada com inteligência. Enquanto isso, nós ainda estamos reaprendendo a adaptar e temperar o nosso dom de bem tratar a bola, com a energia necessária para voltarmos a ser sempre, ou quase sempre, vencedores.

quinta-feira, 11 de junho de 2020

NAVEGANDO EM ÁGUAS RASAS

Março, 2000 - Capitaneando o Lago Azul (7275_1), na Z-2, em algum ponto intermediário do paralelo -31 e do meridiano -52, em São José do Norte, RS.

Naquele último ano do século XX, a safra de camarão na região acima descrita, segundo os pescadores da Z-2, foi excelente em função da precipitação abaixo da média nas zonas fluviais que deságuam na Laguna dos Patos e dos ventos favoráveis de sudoeste (rebojo), ainda em 1999, durante o período imediatamente anterior à entrada dos bebês-camarão no estuário da laguna, impulsionados pela corrente marítima.


quarta-feira, 10 de junho de 2020

SAN VICENTE

Procurem por San Vicente no Google Maps, e é provável que a encontrem em algum lugar da América do Sul. Mas eu creio que "San Vicente", de Milton Nascimento & Fernando Brant, lançada em 1972, no álbum Clube da Esquina, com Lô Borges e o próprio Milton Nascimento, faz referência a uma cidade fictícia da América Latina, América que apesar de ter mais semelhanças do que diferenças, carecia, naquele momento, de uma integração harmônica e solidária de linguagem e de pessoas. Os músicos e artistas, de um modo geral, e da melhor forma possível, tentavam melhorar isso.





quarta-feira, 25 de março de 2020

UM CITROËN 2CV

Quarentena. [Do Fr. quarantaine]. S. f. 1. Período de quarenta dias. 2. Espaço de tempo durante o qual os passageiros procedentes de países onde há doenças contagiosas graves são obrigados à incomunicabilidade a bordo dos navios ou em um lazareto. 3. Porção, ou número, de quarenta coisas. 4. Bras. Abstinência sexual. 5. Fig. Remissa; reserva. 6. Rel. Quaresma. FERREIRA, Aurélio Buarque de Holanda. Novo Dicionário da Língua Portuguesa. 1ª ed. Rio de Janeiro: Nova Fronteira S.A., 1975, p. 1166.

2020, 24 de Março. Em tempos de quarentena motivada pela ameaça do COVID-19, ao final de cada expediente working from home vem a vontade de reprisar momentos interessantes, invocando registros fotográficos distantes no tempo. Por estes dias, encontrei umas fotos [esquecidas] nos arquivos de uma quase obsoleta câmera Sony DSC W-190.

Fascinado por antiguidades, dentre elas veículos automotores, achei estas aí, de um Citroën 2CV, modelo 1975 - eu acho -, que registrei ao acaso, e por impulso, levando em conta que no Brasil não se vê um "espécime" desse tipo, no começo da tarde de 11/02/2015, quase na esquina das calles Mariquita Sánchez de Thompson e Olga Cossettini, em Puerto Madero, Buenos Aires.





terça-feira, 30 de julho de 2019

BÁLCÃS EM ESTADO DE ALERTA?

2019. No sudeste da Europa o aumento do comércio de armas e das tensões entre os grupos étnicos hostis dispararam um sinal de alerta.

Em 26 de julho a Romênia anunciou que interceptou, no Danúbio, e confiscou, em função da ocupação da península da Crimeia por parte da Rússia, em 2014, uma transferência de armas à Sérvia, descritas como 30 tanques de guerra modernizados T-72S e 30 blindados anfíbios BRDM-2 (Боевая Разведывательная Дозорная Машина). A Rússia, em contrapartida, utilizou o espaço aéreo da Hungria, para poder encaminhar outra leva de tanques de guerra para a Sérvia, que ambiciona modernizar suas forças e montar uma poderosa indústria de armamentos. 
Tanques T-72S e carros blindados anfíbios BRDM-2, russos, transportados em barcaças através do rio Danúbio, e destinados à Sérvia, são confiscados pelas autoridades romenas.



O governo sérvio tem anunciado que atacará Kosovo, se necessário, no caso, se o país criar seu próprio exército. O estabelecimento de um exército kosovar foi decidido em dezembro/2018 pelo parlamento, em Pristina. 

Os novos membros da União Europeia, Polônia, Hungria e Bulgária, estão rapidamente modernizando seus arsenais, irremediavelmente obsoletos, de estilo soviético. E todos os países da região têm programas de armamentos de longo prazo, dependendo do país, de 2014 ou 2017 a 2026 ou até 2030.

Esses países são também membros da OTAN. Eles compram suas novas armas em bom equilíbrio político - parte nos EUA; parte na UE. A Polônia é o peso pesado da região. O país aumentou maciçamente seus gastos militares - em 2017 para dez bilhões; 2018 até para doze bilhões de dólares. É agora um dos poucos membros da OTAN a cumprir o mandato de gastos de defesa dos EUA de dois por cento do Produto Interno Bruto (PIB) exigido pelo presidente dos EUA, Donald Trump. Até 2030, Varsóvia quer ultrapassar esse número e gastar 2,5% de seu PIB em armamentos, especialmente para comprar aeronaves F-35, americanas.

A Hungria também está considerando a compra do F-35 e novamente aumentará seu orçamento militar em 20%, em 2020. Tanques alemães Leopard e helicópteros de ataque Airbus estão na lista de reforços. A Romênia também ampliou seus gastos com defesa: em 2017, dobrou seus investimentos com defesa, de US$ 2 bilhões para US$ 4 bilhões. E a Croácia quer comprar jatos de combate F-16, americanos, o mais rápido possível para substituir seus obsoletos MiG-21s.

Tudo isso equivale ao fortalecimento da OTAN na região, por isso não é surpreendente que a Rússia se oponha. Enquanto a OTAN na ex-Iugoslávia se concentra principalmente na Albânia, no Kosovo e na Croácia, a Rússia concentra-se na Sérvia e na república sérvia da Bósnia, a Republika Srpska. Enquanto os Estados Unidos têm uma das suas maiores bases militares no Kosovo, Camp Bondsteel, a Rússia quer construir uma base militar na República Sérvia da Bósnia.

Como os sérvios são economicamente mais fracos do que os membros da UE na região, Moscou lhes dá armas: a Sérvia recebeu, além dos tanques supramencionados, seis bombardeiros do tipo MiG-29; a Bielorrússia acrescentou mais oito. A última entrega foi em fevereiro/2019. A Sérvia tem agora - com a modernização das aeronaves - concluída - a força aérea mais forte da região.

Os aviões e os tanques são presentes, mas eles custam dinheiro de qualquer maneira: De acordo com relatos da mídia, Belgrado tem que pagar, sozinha, para a modernização das aeronaves US$ 185 milhões. Sistemas de defesa aérea do tipo BuK 2 e BUK-M3 vêm a seguir.

A Sérvia vem gastando mais dinheiro em compras de armamentos em relação aos demais países da antiga Iugoslávia - em 2017, foi de US$ 731 milhões. A Albânia ficou em segundo lugar com US$ 168 milhões. Se incluirmos os planos do Kosovo de gastar 98 milhões de dólares, em 2020, com o seu exército planejado (força-alvo 5000 soldados), então o fator albanês pesa muito na balança do equilíbrio militar nos Bálcãs.

A nova corrida armamentista está entrelaçada com argumentos políticos. A Albânia e o Kosovo decidiram sobre uma união aduaneira e estão crescendo juntos economicamente. Na Sérvia, isso é visto como uma tentativa de criar uma "Grande Albânia" - um termo com o qual o governo albanês gosta de provocar.

Além disso, especula-se que o presidente sérvio Aleksandar Vulin e o presidente kosovar Hashim Thaci estejam dispostos a resolver politicamente o conflito no Kosovo por meio de intercâmbios territoriais. Isso, por sua vez, poderia levar a efeitos de dominó - como uma divisão da Bósnia com uma conexão de seus habitantes croatas e sérvios à respectiva pátria, ou até mesmo a uma divisão na Macedônia, onde moram muitos albaneses.


Entendendo que tais ideias têm muito potencial para conflito, a UE está tentando desarmar esse debate. No momento, o assunto não está mais na agenda. Os EE. UU., no entanto, parecem abertos a uma troca de terras se isto trouxer estabilidade em longo prazo. O que é certo, no entanto, é que quanto mais todos os envolvidos vão melhorando seus arsenais, mais perigosos se tornam quaisquer desentendimentos políticos na região.

Fonte: Boris Kálnoky, Budapest/Magyarország -  https://www.welt.de/

segunda-feira, 1 de julho de 2019

O ECLIPSE DE 1966 - BAGÉ, RS


E já que comentam os noticiários sobre o eclipse total do Sol, de 02 de julho de 2019, sobre o Vale do Elqui, no Chile, lembro que em 12 de novembro de 1966 também ocorreu um eclipse total do Sol. Naquela oportunidade o fenômeno pôde ser visto da melhor forma em Alegrete e Bagé, que estavam no centro da faixa de abrangência, e nos municípios de Rosário do Sul, Dom Pedrito, Jaguarão, Arroio Grande e Rio Grande. A Lua começou a encobrir o Sol a partir das 10h20 (hora local), e enquanto as galinhas se recolhiam aos poleiros, imaginando estar chegando a noite, veio a escuridão total, que durou uns 2 minutos e ocorreu em torno das 11h00.
Fonte: https://www.youtube.com/watch?v=QoVm6IYzqb8
No dia anterior (Sexta-Feira) a mãe conseguiu – não sei onde – três ou quatro placas de vidro, do tipo usado em análises microscópicas. À noite, desse mesmo dia, acendeu uma vela e enfumaçou as placas, tornando-as escuras, como se as tivesse pintado de preto. Deixou-as secar até o outro dia de manhã, dia do então, próximo, muito comentado e esperado, eclipse total do Sol. A partir das 10 da manhã do Sábado, 12, eu já estava a postos, no pátio da casa localizada na Rua Caetano Gonçalves, 815, em Bagé, com a placa de vidro escurecido na mão, e torcendo para que as nuvens, não muito espessas, que de vez em quando encobriam o Sol, se afastassem de vez. 

Deu tudo certo no final.

segunda-feira, 7 de janeiro de 2019

A EXPLORAÇÃO DO RIO DA PRATA E O CAMINHO DO PEABIRU


PEABIRU - A versão mais popular dá conta que os peabiru (na língua tupi, "pe" – caminho; "abiru" - gramado amassado) são antigos caminhos utilizados pelos indígenas sul-americanos desde muito antes do descobrimento pelos europeus, ligando o litoral ao interior do continente. A designação Caminho do Peabiru foi empregada pela primeira vez pelo jesuíta Pedro Lozano em sua obra "História da Conquista do Paraguai, Rio da Prata e Tucumán", no início do século XVIII.

1514. Aqui começa a história do descobrimento do Rio da Prata pelos europeus, quando os portugueses mandaram uma expedição para procurar uma possível passagem navegável através do continente americano, na tentativa de encontrar um misterioso oceano recém descoberto pelos espanhóis no ano anterior, ao cruzarem montanhas e selvas do Panamá no sentido leste-oeste.
Não parece ter sido fácil a missão confiada a Estevão Fróis e João de Lisboa, capitães das duas caravelas que partiram de Portugal em fevereiro, rumo ao Brasil, chegando à Cananeia, descoberta em 1502 por Gonçalo Coelho, e ponto extremo sul das navegações portuguesas até àquele momento. Dali prosseguiram em direção ao sul, passando pela Ilha de São Francisco do Sul, descoberta dez anos antes pelo navegador francês Binot Paulmier de Gonneville. Ninguém havia ultrapassado essa latitude em direção ao sul, ou seja, daí para frente todo o território era desconhecido.
Fig. 1 - nau portuguesa do século XVI

Mais além – localizemo-nos geograficamente: de Laguna até Punta del Este -, os navegadores se depararam com cerca de 900 Km de costas baixas, arenosas e retilíneas, sem portos naturais que permitissem ancoradouro para suas embarcações. Encontraram, em julho, na altura do paralelo 35, uma grande abertura em direção ao interior do continente, viraram à estibordo e penetraram no estuário, navegando por cerca de 50 léguas – a “légua” utilizada em Portugal à época das grandes navegações equivalia a 6,179 Km – até serem detidos pelo mau tempo, próximos ao local onde, hoje, fica Buenos Aires.
Desembarcaram. Ali encontraram índios que, em função das baixas temperaturas, se cobriam com peles de animais viradas ao avesso, amarradas com cintas de um palmo de largura. E contaram-lhes os índios, no decorrer das interações que se seguiram, sobre as “grandes montanhas onde a neve nunca desaparece” e sobre “um povo serrano que possui muitíssimo ouro batido, usado à moda de armadura, na frente e ao peito”. Acreditaram nas narrativas dos índios por conta de um machado de prata que esses lhes mostraram e, depois, lhes venderam. Levado para Portugal, o machado foi entregue ao rei Dom Manuel, o venturoso, - Alcochete, 31/05/1469; Lisboa, 13/12/1521 - e serviu como prova da existência das riquezas um pouco além da região recém descoberta.

Transmitidas de boca em boca, a partir das revelações de João de Lisboa, quando este desembarcou na Ilha da Madeira, em sua viagem de volta a Portugal, essas notícias foram transcritas por um comerciante europeu, quiçá, Cristóvão de Haro, de origem flamenga - que ajudou a financiar a viagem de Estevão Fróis e João de Lisboa - e transformadas em um folheto denominado Newen Zeytung aus Presilg Landt – traduzindo para o português: A Nova Gazeta da Terra do Brasil - que depois foi reproduzido e, em alguns meios, divulgado. Há controvérsias sobre o conteúdo das informações relacionadas à descoberta que chegaram à Espanha, cujo rei, Dom Fernando II, el católico, - Sos, 10/03/1452; Madrigalejo, 23/01/1516 - concluindo que o território alcançado pelos portugueses ficava além das 370 léguas – algo em torno de 1780 Km - a Oeste das ilhas de Cabo Verde, estabelecidas pelo Tratado de Tordesilhas, destacou o navegador Juan Díaz de Solís para explorar a região.
Fig. 2 - mapa da América do Sul

Com duas caravelas, setenta tripulantes e mantimentos para dois anos e meio a expedição de Juan Díaz de Solís partiu do porto de Lepe em 8 de outubro de 1515, em uma jornada que durou três meses. Quando chegaram ao imenso estuário, foram costeando a margem de estibordo, e conta o cronista Antônio de Herrera que descobriram “montanhas e outros grandes penhascos, vendo gente nas ribeiras...”. Em um escaler, acompanhado por nove dos seus homens, Juan Díaz de Solís desembarcou com o objetivo de verificar quem eram aqueles nativos e para levar, quem sabe, um deles para Castela. Não foi uma boa ideia. Segundo Herrera, quando viram os castellanos longe do seu barco, os índios [possivelmente da etnia Chaná] os cercaram, mataram e devoraram. Salvou-se [ou foi poupado] um jovem grumete de 13 anos. Em atitude de prudência, os homens de Juan Díaz de Solís, que fora um dos mortos pelos índios, resolveram voltar à Espanha.
Enquanto isso, em Portugal, o rei Dom Manuel, alertado sobre as manobras do monarca espanhol, encaminhou providências para firmar sua posse nos territórios que cabiam a Portugal por conta do tratado assinado em 1494, determinando ao fidalgo Cristóvão Jacques que, de pronto, organizasse uma expedição à Terra do Brasil – denominação utilizada de 1505 a 1526 - também com a finalidade de chefiar a organização do comércio do pau-brasil. Assim, [acredita-se que] em agosto de 1516, trezentos tripulantes distribuídos em duas ou três caravelas – há controvérsias sobre o número de caravelas – fizeram parte do efetivo que culminou com a chegada dos primeiros colonos ao Brasil, muitos dos quais se limitaram a interagir com os nativos, adotando seus costumes e vivendo em poligamia com três ou quatro índias, cada.
Seis anos se passaram desde a malograda aventura de Solís, até que os ibéricos voltassem a manifestar interesse em se aventurar com afinco naquela transição entre o rio e o mar, situada a mais de 145 léguas ao sul do último ponto da linha de Tordesilhas. Antes, em janeiro de 1520, a expedição de Fernão de Magalhães por ali esteve, explorando a região por cerca de um mês. Tendo enviado uma de suas naus para o interior da embocadura, e tendo essa retornado, quinze dias depois, com a notícia de que não existia uma passagem para mar aberto, e que o rio recebia muitos afluentes, decidiu prosseguir em direção ao sul, em busca da suposta passagem que acreditava existir na altura do paralelo 40.
Em novembro de 1521 foi a vez de Cristóvão Jacques, que houvera retornado a Portugal em 1519, após a fundação e consolidação da feitoria [da ilha] de Itamaracá, a partir da qual passou a explorar e enviar pau-brasil para Portugal. Ele zarpou de Lisboa no comando de 60 homens, distribuídos em duas caravelas, com o objetivo de explorar o até então chamado [pelos espanhóis] Mar Dulce ou Rio de Solís, descoberto em 1514 por Estevão Fróis e João de Lisboa. Guiado pelo português Melchior Ramires, um náufrago da expedição de Solís, que vivia [com os índios Guarani] já há cinco anos no Porto dos Patos – atual Passo do Macabu, em Palhoça, SC – Jacques dobrou o Cabo de Santa Maria, no paralelo 35 S, e enveredou por cerca de 45 ou 46 léguas até a ilha hoje conhecida como Isla San Gabriel, bem em frente à atual Colonia del Sacramento, ROU. Encontrou no local, vivendo entre os índios Charrua, o ex-aprendiz Francisco del Puerto, o sobrevivente da infeliz comitiva de Juan Díaz de Solís. Esse confirmou todas as histórias contadas a outros navegadores, relacionadas à existência de uma montanha formada ou recheada de prata, em território controlado por um poderoso rei branco, protegido por um exército treinado e bem armado.
Tendo ancorado as caravelas em San Gabriel, Cristóvão Jacques, e tantos quantos couberam em dois bateis, percorreu o rio Paraná em busca de mais pistas relacionadas aos propalados tesouros que poderiam haver mais além. Vinte e três léguas rio acima encontrou outros índios que exibiram e lhe deram pedaços de prata e de cobre, além de algumas pedras com veios de ouro. Informaram-lhe, porém, que a montanha de prata, bem como o território do tal rei branco, ficavam 300 léguas adiante, onde as montanhas eram cobertas de neve. Conformou-se Jacques com a impossibilidade de cobrir tamanha distância, contra a corrente e embrenhando-se cada vez mais para o interior daquela terra incerta. Retornou com seus homens às caravelas e rumou para Portugal em abril de 1522, com a ideia fixa de organizar uma nova expedição à região da Sierra del Plata ou ao Rio de La Plata – denominações utilizadas pelos náufragos da expedição de Solís que o acompanharam. Quatro meses antes, no entanto, falecera o rei D. Manuel, e ao chegar a Lisboa, Cristóvão Jacques não mais obteve apoio para dar sequência ao projeto de exploração no além-mar, até a distante região do Prata. Seu inconformismo [com o rei de Portugal, D. João III] o fez bandear-se para o lado dos espanhóis.
Fig. 3 - estuário do Rio de la Plata

Voltemos a 1516 e ao retorno das duas caravelas da expedição de Juan Díaz de Solís à Espanha. Enquanto a caravela comandada por Francisco Torres chegava à feitoria portuguesa localizada na Baía dos Inocentes - atual Baía de Guanabara –, a outra caravela que passava por dificuldades na altura do paralelo 27, naufragava na tentativa de entrar na baía sul de Meiembipe – atual Ilha de Santa Catarina. Os sobreviventes – especula-se que foram onze – juntaram-se a índios Carijó e passaram a viver naquela ilha, transferindo-se depois para o continente, ao local conhecido como Porto dos Patos – hoje, conhecido como Baixada ou Baixio do Maciambu, em Palhoça, SC.
Assim, segundo BUENO (2016, p. 128), “em novembro de 1521, ali viviam nove europeus, cada um deles em companhia de três ou quatro nativas. Todos tinham seus próprios escravos e mantinham boas relações com os chefes locais”. Um desses europeus era Aleixo Garcia que com o tempo de convivência adquiriu a confiança dos índios Carijó ou Guarany, os quais a ele revelaram a existência de um caminho sagrado, através do qual podiam acompanhar a trajetória do Kuarahy – Sol, na língua dos indígenas – em seu “deslocamento” diário de leste a oeste. Nessas andanças obtinham, em seus contatos e trocas com nativos oriundos de outras regiões localizadas mais a oeste, objetos de ouro, prata e estanho. 
Em 1971, a Universidade Federal do Paraná revelou pesquisas coordenadas pelo arqueólogo Igor Chmyz que descobriu vestígios de, aproximadamente, 30 Km de um antigo caminho, batizado [no século XVIII] pelo jesuíta Pedro Lozano, de O Caminho do Peabiru. Esse caminho era recoberto por uma gramínea conhecida como puxa-tripa, semeada pelos índios para impedir o crescimento de árvores e ervas invasoras, e tinha um desnível de uns 40 cm em relação ao nível do solo. Era pavimentado nos trechos mais difíceis e tinha cerca de 1,40 m ou 1,60 m – há controvérsias - de largura, perfazendo algo em torno de 3.000 Km ou 4.000 Km – também há controvérsias – e constituindo uma ligação entre os Andes e o Atlântico. Passava pelo Peru, Paraguay, Bolivia e Brasil, com ramificações em direção ao Atlântico, já em território brasileiro. Uma dessas ramificações iniciava perto da atual cidade de Ponta Grossa, PR e apontava para nordeste até a próxima ramificação, distante, cerca de 100 Km. Daí, um caminho ia em direção ao litoral na altura de onde [hoje] fica São Vicente, e outro continuava na direção do paralelo 25, até chegar no litoral, em Maratayama – chamada, a partir de 1531, de Cananeia. Outro trecho, considerado a partir do primeiro ponto supracitado, derivava para sudeste até o litoral, chegando em Meiembipe. Foi dali, mais precisamente, do Porto dos Patos, que partiu Aleixo Garcia, em 1524, acompanhado por uma impressionante quantidade de indígenas [da tribo] Carijó – em torno de dois mil – rumo às riquezas que ele imaginava ter, por ver os escambos de metais preciosos dos índios e por ouvir falar, desde há muito tempo, sobre o tal poderoso rei branco das montanhas “onde a neve nunca desaparece”, e sobre o ouro batido que recobria a armadura dos nativos daquela região serrana (BUENO, 2016, p. 107).
Viajando cerca de 2.600 Km a pé e de canoa, explorando a malha de trilhas indígenas que ligava o litoral da Terra do Brasil ao rio Paraguay, desbravando matas e pântanos e enfrentando índios hostis, Aleixo Garcia conseguiu chegar, em 1525, até [onde hoje fica] Cochabamba, na Bolivia, a cerca de 150 Km da mina de prata de Potosí, descobrindo, em seguida, o império do rei inca Huayna Capac – o “rei branco” que nem tão branco era. Em luta contra tribos que viviam sob o domínio ou influência desse rei, conseguiu roubar arrecadar algumas taças de prata, peitorais de ouro e peças de estanho, dando assim por concluído seu objetivo inicial, tratando de retirar-se em direção ao local de onde partira. Todavia, ao chegar à margem do rio Paraguay, o comandante e seus guerreiros foram atacados pelos índios Payaguá, sofrendo centenas de baixas. Aleixo Garcia estava morto. Quem sobreviveu, dentre os europeus, tratou de confirmar – apresentando as provas em forma de objetos de ouro, prata e estanho - os relatos indígenas [feitos, onze anos antes, a Estevão Fróis e João de Lisboa] sobre a existência de ouro e prata nos arredores das grandes montanhas.
Fig. 4 - trecho do Caminho do Peabiru no sul do Brasil

E assim espalharam-se, e chegaram aos ouvidos dos reis ibéricos, as notícias relacionadas aos tesouros encontrados nas entranhas daquelas terras [do além-mar] quase inexploradas, obrigando incentivando portugueses e espanhóis a organizarem sucessivas expedições para dar sequência à colonização dos rios da Prata, Paraná e Paraguay, e para ocupar o litoral sul do Brasil.
Fontes:
BUENO, Eduardo. Náufragos, Traficantes e Degredados - As Primeiras Expedições do Brasil. Estação Brasil. Rio de Janeiro, 2016.
GAY, Cônego João Pedro. História da República Jesuítica do Paraguay desde o Descobrimento do Rio da Prata até nossos Dias, anno de 1861. Typ. de Domingos Luiz dos Santos. Rio de Janeiro, 1863.
PRIMO, Armando Teixeira. América - Conquista e Colonização. Movimento. Porto Alegre, 2004.
http://www.monarquiaespanola.es/. Acesso em: 09/12/2018.








 







domingo, 6 de janeiro de 2019

PINTORES COM A BOCA E OS PÉS I

Fig. 1
A imagem reproduzida acima (Fig. 1), apresentada no calendário de 2018, produzido pela Associação dos Pintores com a Boca e os Pés, está associada ao mês de janeiro do referido ano, e foi pintada com a boca por Marcelo Cunha (Fig. 2), artista dessa associação.

A Associação dos Pintores com a Boca e os Pés é uma organização internacional criada, em 1956, por Erich Stegmann, um artista que pintava com a boca, e que reuniu um pequeno grupo de artistas com deficiência física, de oito países europeus, em busca de um objetivo comum que era garantir, através das suas habilidades criativas, o próprio sustento.
Fig. 2

quinta-feira, 13 de setembro de 2018

PAUSA PARA O ALMOÇO

ZOOM - clique na foto
UFPel, setembro/2018. Com o semestre letivo a pleno vapor, uma extensa fila vai se formando em direção à entrada do Restaurante-Escola do campus Capão do Leão. Mas tudo é muito rápido: em cerca de 8 minutos os últimos da fila serão os primeiros.

sábado, 25 de agosto de 2018

RUMO A PARIS

I Guerra Mundial - 1914, 4 de agosto. Soldados alemães expressam, com os punhos cerrados, uma saudação de certeza de vitória, em sua passagem pela Bélgica rumo à França.
Das frases escritas a giz no vagão, é possível se ler [ou deduzir]: "Excursão a Paris"; "Vejo você mais tarde no Boulevard"; "[Na] batalha, a ponta da minha espada está coçando".

Fonte: Anne Frank Stichting [NL]




sexta-feira, 27 de julho de 2018

BUS STOP - THE HOLLIES (1966) & PENSANDO NELA - GOLDEN BOYS (1967)

1966. Nos tempos da Jovem Guarda o rock n' roll brasileiro ainda estava engatinhando e as versões de músicas de bandas famosas tomavam conta das paradas de sucesso. Na maioria das vezes as letras em português não tinham nada a ver com a composição original, mas a ideia da mesma tendia a permanecer. 

Um exemplo disto é a música Pensando Nela, gravada pelos Golden Boys em 1967. Ela é uma versão de Bus Stop, gravada em 1966 pela banda The Hollies.

quinta-feira, 5 de julho de 2018

UM SUPER-HEROI SEM MÁSCARA NÃO IDENTIFICADO


2018, 19 de junho. Tudo seria festa na terça-feira, em Níjni Novgorod, uma das sedes da Copa do Mundo, onde um dia antes a Suécia derrotou a Coreia do Sul por um a zero. Na verdade, nem tudo. Uma repentina tempestade de verão, com cerca de meia hora de duração, inundou uma parte da cidade, pegando muita gente de surpresa.
F1: Reuters
Em perigo iminente, essas condutoras foram providencialmente resgatadas de seus respectivos veículos, os quais, já quase submersos, estavam sendo arrastados pela forte corrente que se formou.
F2: Reuters
F3: Reuters
F4: Bigpicture
F5: Reuters
F6: Reuters
O heroi do dia, embora sem máscara, permanece cercado de grande mistério. Até o momento sabe-se apenas que trabalha em um hotel localizado próximo ao local do incidente, mas a gerência do hotel não permite que o homem se comunique com jornalistas ou comente o fato.


Fontes: Russia Beyond; REP


sexta-feira, 25 de maio de 2018

CERVEJA GELADA

A carne já está na churrasqueira.













Os amigos chegam com várias latas de cerveja "quente". Como gelar?

O professor Cláudio Furukawa, do Instituto de Física da USP, ajuda a responder a questão.

1) Coloque o gelo e as latas num isopor;
Obs.: Em função da quantidade de latas de cerveja, é melhor utilizar uma bombona plástica de 100 ou 200 litros, com tampa fixa, cortada no sentido longitudinal.

2) Para cada saco de gelo, coloque 2 litros de água;











3) Para cada 2 sacos de gelo adicione 0,5 kg de sal refinado;











4) e 0,5 litro de álcool (92º GL).











Se utilizar uma bombona, ao invés do isopor, cubra-a com uma lona plástica, para manter a temperatura adequada por mais tempo.

A água aumenta a superfície de contato, o sal reduz a temperatura de fusão do gelo (ele demora mais para derreter) e por uma reação química o álcool retira calor das latas de cerveja. Os físicos denominam o composto de mistura frigorífica: GELO, ÁLCOOL, SAL E ÁGUA.

A mistura frigorífica é barata e a cerveja fica "no ponto" após 3 minutos.

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terça-feira, 22 de maio de 2018

PRIMAVERA OU VERÃO?

2018, 10 de maio. Enquanto por aqui - no HS - aguardávamos, desconfiados, a chegada do frio, sobre o paralelo 59, a temperatura de 24 graus positivos, naquele dia de primavera no hemisfério norte, desencadeou atitudes e movimentos condizentes com o verão.
Imagem: Tor Stenersen

 Fonte: Aftenposten
Em Oslo, Noruega, a piscina [natural] com água do mar do Fiorde de Oslo, localizada no bairro de Sørenga, reuniu uma multidão de pessoas em plena quinta-feira.
Ancorado, ao fundo, um ferryboat da DFDS (Det Forenede Dampskibs-Selskab), empresa com sede em Copenhagen, Dinamarca.

Enquanto isso, as previsões meteorológicas para todo o mês de maio indicavam que o clima de verão iria continuar.

USANDO E ABUSANDO DA CALF RAISE MACHINE

2026, 12 de maio. Um dos objetivos aqui era exercitar o chamado segundo coração. Assim, contando com o auxílio da calf raise machine (máq...