quarta-feira, 4 de novembro de 2009

BOTAS DE COMBATE

Foi-se a época em que o problema de molhar os pés na chuva era resolvido com uma galocha (objeto desconhecido para os que têm menos de 40) ou uma bota sete-léguas, que apareceu lá por 1961, mais ou menos. Esta, na verdade, era a melhor solução para salvaguardar os pés da umidade externa, mas seu design grosseiro e peso excessivo não era apreciado pela maioria das pessoas.
Mais para o final dos anos 70 as mulheres encontraram o que lhes convinha para manter seus pés sequinhos na hora da chuva. Um clone [com cano mais curto] das tais botas, em delicados e coloridos modelos, deu mais segurança aos passos femininos nas ruas alagadas.
¿Mas e os homens? Esses continuaram tendo que aturar os rústicos e desajeitados botões (ao ler isto aqui, associe a palavra "botões" à imagem abaixo).

Mais de duas décadas depois, já no século XXI e em tempos de El Niño, a versão [de bota] masculina ideal para combater as chuvas decorrentes desse fenômeno cíclico, apareceu. O modelo [inicialmente desenhado para os motociclistas, em geral] é muito simples, muito leve, cômodo e adaptável a qualquer tamanho de pé. E antes que os espertinhos de plantão pensem em ganhar dinheiro, imitando o produto, desde já aviso que ele foi patenteado e os direitos industriais pertencem ao meu amigo designer Ademir Kusma, que posou [com a sua criação] para a foto [publicada abaixo], gentilmente cedida para esta matéria.

Para ampliar a foto, clique nela.


É possível que a produção em série deste calçado utilitário, batizado experimentalmente de ASKMMIX, comece em janeiro de 2010, e já no início do outono esteja à disposição dos consumidores.


A foto ilustrativa é uma adaptação de imagens encontradas nos sites das empresas: Café Botões Armarinhos Ltda; Irmãos Abage.
Colaboração sinequanon: Ademir Kusma
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terça-feira, 3 de novembro de 2009

O MELHOR PROGRAMA DA TV

Este é o Juninho.

Ele [há muito tempo] se deu conta que a programação da TV aberta, parabólica, a cabo ou por satélite, com filmes pra lá de repetidos, programas de humor sem graça e novelas com artistas em performances e estilos que dão a entender que eles estão sempre representando o mesmo papel, são uma porcaria.
Ele só vê televisão no sábado à noite porque tem um programa imperdível que passa
ao vivo, mas só no aparelho de TV a gás [que tem na sua casa, em Bagé, RS], o qual veio até com um dispositivo- inventado por algum cientista japonês, acredito eu- que emite o cheiro dos objetos da tela, sem precisar de antena, cabo, etc

Bruno Bechuetti, o autor desta foto, assim comentou:
"Na televisão brasileira só passa bobagem, mas meu cachorro gosta muito de programa de sábado a noite!"

Colaboração sinequanon: Bruno Bechuetti.

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quarta-feira, 28 de outubro de 2009

MOTOGÁS

Transportar botijões de gás de cozinha em motos é perigoso devido à maior probabilidade de acidentes com esse veículo. Um botijão de gás de 13 quilos, por exemplo, não possui, no meu entender, uma válvula de segurança adequada para evitar vazamento e uma provável explosão, em consequência disto. Sem um manômetro instalado, não dá para saber a pressão interna do gás sobre as paredes do cilindro, e um vazamento mais forte através da parede externa danificada, provocado por uma queda da moto e, consequentemente, do botijão, pode, em função das faíscas geradas do atrito com o solo, do combustível e bateria da moto [que ficam muito expostos], causar uma explosão.
Ao contrário do que muita gente pensa, o Gás Liquefeito de Petróleo (GLP) não tem cheiro. O que se sente quando há vazamento é o odor do Gás Mercaptan- um composto de extrato de animal- que é inserido no recipiente para ajudar as pessoas a perceberem quando há algum vazamento.
Ao que parece o nosso amigo aí [abaixo] não está muito preocupado com a sua própria segurança. A necessidade obriga, e ele está transportando, não 1 (um), mas [talvez] no mínimo 10 (dez) botijões de gás, se levarmos em conta que ele tem que manter a moto equilibrada e que [portanto] deve ter mais uns 3 (três) cilindros pendurados na lateral direita da motocicleta.

Este flagrante sensacional foi obtido pela minha amiga Laura Nunes Vieira, que assim descreveu o que viu:
"A foto do cara na moto eu tirei em janeiro deste ano, voltando para Bagé, ainda no Uruguai. É bem comum ver aquela cena."


Colaboração sinequanon: Laura Nunes Vieira.
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A CHARGE

A palavra charge vem do francês e significa carga. No jornalismo se refere a uma carga contra um adversário. A charge ou caricatura- se preferirmos usar o termo em português- é uma crítica bem humorada, onde o autor critica ou ataca pessoas, instituições e situações da vida social e política. Para conseguir o efeito desejado, ou seja, fazer rir, o chargista faz questão de representar seus personagens com feições e características físicas exageradas, tendendo ao ridículo.
A charge foi definitivamente incorporada ao jornalismo por volta de 1830, quando o francês Charles Philipon (Lyon, 19/04/1800- Paris, 25/01/1861) fundou o jornal humorístico La Caricature.
Aqui no Brasil a primeira charge que se tem notícia apareceu no Jornal do Comércio, do Rio de Janeiro. Seu criador foi Manuel de Araújo Porto-Alegre (Rio Pardo, RS, 29/11/1806- Lisboa, 30/11/1879). Depois, em 1844, esse mesmo autor lançou a revista Lanterna Mágica que publicou charges em todas as suas edições [que foram onze, ao todo].
A partir de 1900, através dos trabalhos de J. Carlos, K. Lixto e Raul Pederneiras, intensificou-se a divulgação da charge no Brasil. Ainda na primeira metade do século XX surgiram vários artistas do gênero e dentre eles destacaram-se: Alvarus, Belmonte, Guevara, Mendez, Nássara, Seth e Voltolino. As charges de Belmonte (pseudônimo de Benedito Bastos Barreto) sobre Hitler, Mussolini e outras personalidades da II Guerra Mundial alcançaram fama internacional.
Uma nova geração de chargistas veio em seguida: Appe, Carlos Estevão, Hilde Weber, Lan, Millôr Fernandes e Péricles; depois: Borjalo, Claudius, Fortuna, Jaguar, Otávio e Ziraldo; e uns anos mais tarde: Henfil, juarez Machado e Vagn.
Abaixo, o Amigo da Onça, [para mim] o personagem brasileiro mais famoso de todos os tempos. Ele foi criado por Péricles.
Ilustração: revista O Cruzeiro- 15/10/1960.


segunda-feira, 26 de outubro de 2009

MEU GRITO

¿Quem [durante anos] afirmou que o Carlos Simon era o melhor juiz de futebol do Brasil?
Eu pergunto e eu mesmo respondo: Foi a imprensa de Porto Alegre. E acrescento: Não é, nem nunca foi um bom árbitro. Na minha avaliação é apenas regular, como muitos outros.
Impressionados com a qualidade que esse apitador tinha- e tem até hoje- de levar [até o fim] uma partida de futebol sem incidentes graves de indisciplina por parte dos atletas envolvidos, os jornalistas gaúchos acabaram confundindo essa habilidade rara [no Brasil] com a capacidade de [em frações de segundo] analisar os lances mais difíceis e decidir o que fazer. Pois ele, geralmente, erra quando tem que fazer isto, e isto vem acontecendo há muitos anos.
Foto: Bernat Armangue, Associated Press.

E eu que pensava ser o único "soldado do passo certo", ou seja, alguém que não enxergava o potencial desse juiz de futebol, coisa que a FGF, a CBF e a FIFA conseguiram descobrir em poucas temporadas, liguei [às 12:00 horas de hoje, 26/10] a TV [no esporte da Band] e pude acompanhar a afirmação do José Luiz Datena, quando questionado a respeito da atuação do Simon no clássico Santos vs São Paulo (25/10): "O Simon não pode apitar nem futebol de botão!"
Considero esta afirmativa como o meu próprio "grito", abafado durante mais de 10 anos pela maioria de "Maria vai com as outras" da imprensa nacional. E ele saiu hoje, ao vivo, por intermédio de um cara que diz o que deve ser dito, sem rodeios.

domingo, 25 de outubro de 2009

LIKE A FOOL- ROBIN GIBB

Entre suas idas e vindas do grupo Bee Gees, Robin Gibb, membro e também um dos fundadores da famosa banda, ocupou lugar nas paradas de sucesso [em 1985] com este single aí.

USANDO E ABUSANDO DA CALF RAISE MACHINE

2026, 12 de maio. Um dos objetivos aqui era exercitar o chamado segundo coração. Assim, contando com o auxílio da calf raise machine (máq...